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1. Desabafos - EDITADO


Fic: Era para ter sido apenas um jogo. Aviso on.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Oiee gente!!! Espero que gostem do primeiro capitulo! Na verdade, ele é H², mas é porque eu realmente precisava iniciar dessa forma! Eu garanto que os próximos capitulos são melhores que esse!! ^^ Aguardo os comentários!

• BETADO por Lalaah Granger Veráciz


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CAPÍTULO 1 


- Mione, que bom vê-la!

E então Hermione pôde ver uma ruiva sorridente correndo em sua direção, assim que adentrou a estação de King Cross, que dava acesso ao Expresso de volta a Hogwarts.
Era possível notar um brilho intenso nos olhos da jovem Granger, enquanto fitava a bela imagem da estação, uma imensa onda de sentimentos, que variavam de felicidade a alívio, a tomou, quando percebeu que sua volta à escola se aproximava e que lá, e somente lá, estaria longe de tudo que pudesse fazê-la recordar-se de suas férias de verão.


Foram longas e estressantes, como nenhuma nos sete anos que Hermione já pudera ter vivido. E nunca pareceu que voltar para Hogwarts era tão aliviante. Desejava apagar de suas lembranças aquele mundo sombrio e cheio de problemas. Por um momento, entristeceu-se ao pensar quanto havia sofrido, mas lembrou-se que com isso aprendera importantes lições.

-Mione, estávamos todos ansiosos em revê-la!!! – Gina trazia um grande sorriso estampado em sua face rosada e sardenta.

E por alguns segundos Hermione se permitiu encará-la, como se tentasse ler sua mente e descobrir as razões de tão exuberante sorriso.


A  castanha não conseguia se desfazer do ódio que sentia por ela e por todos os outros. Ódio que havia lhe consumido até a última gota durante aquelas férias de verão.  


“Malditos amigos... cretinos.”



Pensou que seria capaz de pular no pescoço dos seus “melhores amigos”, assim que os avistara em meio à enorme multidão de bruxos e bruxas que povoavam aquela estação.
Hermione fitou-os rapidamente e percebeu Harry sorrir maliciosamente, quando seus olhares se cruzaram.


Rony percebera o ar estranho pairando sobre eles e pareceu ficar sério, principalmente quando notou o leve sorriso no canto dos lábios da garota.
Ela sabia que estava errada, não deveria demonstrar felicidade em revê-los, já que passara longos dois meses afastada. Muito menos demonstrar alguma consideração pelos <i>“cretinos que se dizem meus amigos”</i>, pensou tentando se livrar daquele sentimento fatigador. 

- Mione, está tudo bem com você?
- Hã? – parecia ter despertado de um imenso sonho, e caído na realidade.
- Estou falando com você. – a ruiva parecia impaciente – Estou muito feliz em revê-la, Mi, e é assim que me recebe? Sem ao menos um abraço ou mesmo um sorriso?

Gina parecia nervosa. Mas sua raiva não era nada, comparada a que a castanha sentia.

- Desculpe, Gina, mas eu tenho motivos pra isso. – fora ríspida e tentou passar um olhar de fúria para a ruiva.
- Vamos esquecer isso, Hermione, só por hoje. Tem duas pessoas muito ansiosas para cumprimentá-la. – Gina parecia decidida em manter o seu exuberante sorriso esboçado, enquanto apontava com uma ponta de entusiasmo para Harry e Rony, um pouco distantes de onde estavam.


- Interessante, mas eles não parecem tão ansiosos assim... – Hermione os fitava grande indiferença. – Acho até que deveria pegar meu malão e seguir para o lado oposto da estação, talvez assim eu não atrapalhe, como tenho feito durante todos esses anos. Não se preocupe em continuar com esse teatrinho bobo, eu já notei que você interpreta bem, Gina. Com licença.

Hermione fez menção de se retirar da plataforma e seguir para o lado oposto, mas Gina não permitiu que a amiga o fizesse. Puxou-a pelo braço e impediu-a de se movimentar, bastante desconcertada com as palavras de Hermione. 

- Não, Mione, espere. Eu pedi para que esquecesse isso tudo, ao menos hoje. Estávamos, sim, muito ansiosos, acredite em nós.
- Não sei se devo... – fitou a amiga séria -... Ou se quero.

Hermione estava séria. Pretendia mostrar a Gina o quanto estava magoada por terem a esquecido em um dos momentos mais duros e importantes de sua vida.
Ainda segurava seu malão e constantemente desviava seus olhares para o lado em que Harry e Rony estavam. Podia vê-los preocupados e curiosos com a situação entre ela e a ruiva.

- Deixe de besteiras, Hermione. – e Gina a puxou pelo braço seguindo em direção aos rapazes, muito contente. – Nós temos muito o que conversar. Você não imagina quantas novidades eu tenho, quantas histórias para te contar, Mi...
- Ah, imagino...

Na verdade, era visível que Hermione não se importava com a quantidade de coisas que Gina teria para lhe contar, nem mesmo que coisas seriam essas. Tudo que mais queria era voltar a Hogwarts e afundar sua cabeça em seus travesseiros assim que pudesse. Sentia uma pontada aterrorizante em seu peito, “avisando” que aquele ano seria o mais duro de sua vida, mesmo que ainda não soubesse os motivos exatos.  

- Hermione, pensei que nunca fosse chegar. – Rony recebeu a amiga com um belo sorriso esboçado em sua face e parecia afobado ao falar com ela.
- OLÁ, Rony!! - fez questão de pronunciar ironicamente a primeira parte, por não ter sido muito bem cumprimentada pelo amigo ruivo.
- Olá, Mione! – Rony corou ao simplesmente cumprimentá-la e isso a deixou extremamente desajeitada, pois sabia de certas coisas que talvez Rony nem desconfiasse que já fossem de seu entendimento.
- Olá, Hermione!

Sentiu seu estômago se contorcer freneticamente, foi guiando seus olhos devagar para o dono daquela voz, ao fitá-lo sentiu-se corar.

- Olá, Harry. – Retribuiu sonhadora com um leve sorriso, não resistindo aos encantos do jovem.

Tinha que disfarçar melhor aquela sensação de timidez e felicidade por revê-lo, depois de tanto tempo afastados. Mas, estar tão próxima daquele que era de suma importância em sua vida - mesmo que pensasse que havia deixado de ser importante, não só na vida de Harry, mas na de Rony também - era desnorteante.
Hermione notou o olhar sério de Rony direcionado a eles. Sempre que isso acontecia, ela temia por algo que nem sabia ao certo ‘o-quê’. Rony nunca fora uma pessoa séria e isso incomodava, não só a ela, mas todos que o conheciam razoavelmente bem.
Parou para analisá-los e reparou que Harry estava bastante diferente da última vez em que se viram. Estava maior, seus músculos pareciam bem mais definidos e parecia agora uma pessoa mais madura, embora ainda tivesse aquele ar muleque e bastante desajeitado, como muitos diziam, assim como seu pai também o tinha. Os cabelos negros, ainda mais desalinhados - encantadores, na opinião da castanha - do que nunca. Os óculos redondos sobre o nariz, que lhe dava um toque sutil de seriedade, o que ele sinceramente não era. E lá estava, a tão famosa cicatriz, que durante muitos anos fora motivo de muita preocupação para Hermione, quando Harry se queixava das dores e ardências na mesma.
Harry, sem sombras de dúvidas, era um verdadeiro pedaço de mau caminho. Após essa constatação, achou melhor não fitá-lo por muito tempo, ou então acabaria encantada por aquela excepcional beleza que fazia dele agora um lindo rapaz de 17 anos.

- Bom, é melhor irmos andando... – Gina pareceu querer destruir aquele momento, e Hermione a detestou, incontrolavelmente, por isso. – O Expresso este ano parece que lotará mais do que o comum. Vamos...?

É, Gina havia conseguido destruir aquele momento. Mas talvez tenha sido melhor, discrição nunca havia sido o forte da jovem, e naquele momento isto poderia arruinar suas vidas.
A ruiva estivera certa, o Expresso realmente parecia mais lotado do que o comum. Isso dificultou nas buscas por uma cabine vazia e grande o bastante para uma viagem confortável. Hermione havia esquecido parte do ódio que trazia consigo desde a entrada à estação, mas ele havia retornado com mais intensidade. Não podia suportar a dor que as lembranças dos dias sombrios e solitários naquela cidade trouxa a proporcionaram.

- Ei, Mione, como está o seu pai? – Rony perguntou curioso, logo atrás de Harry, sua voz muito abafada devido à quantidade de pessoas que atravessavam aquele minúsculo corredor, todos em busca da cabine perfeita.
- Como, Rony? – Hermione parou abruptamente de caminhar e se virou para o lado aposto em que fazia o percurso, acabando por ficar frente a frente a Harry, que caminhava logo atrás dela.

Hermione o viu assustar-se com a aproximação dos dois, e ao mesmo tempo alegrar-se por tê-la tão próxima de seu corpo. Encaram-se por breves segundos, até que se sentiu puxada violentamente para trás.

-Não pare, Hermione, não vê que atrapalha a passagem. – Gina observava atenta a todas as cabines por onde passavam, em busca de alguma decente.
-Não... Como foi Rony? O que foi mesmo que você perguntou? – Hermione insistiu na questão, sendo puxada novamente pela ruiva e corroendo-se de raiva.
-Eu... Só... Perguntei como está o seu pai? Ou seria a sua mãe? Eu não me lembro, quem foi mesmo que esteve doente?
- Arg... Então vocês receberam as minhas cartas?

E nesse exato momento fez-se um tremendo silêncio, se não fosse pelas vozes e gritos dos alunos bem atrás deles, tão desesperados por uma cabine quanto eles.

-Aqui... Os meninos guardaram uma para nós.

Gina abriu depressa a porta da cabine e puxou-os violentamente para dentro, esperando que ninguém se perdessem naqueles corredores.

- Olá, Neville, Simas! – Hermione cumprimentou os rapazes, assim que entrou na cabine.Ainda com muita raiva e virou-se novamente para um Rony visivelmente assustado com o que se seguiria. 


- Então, Rony, explique-se! – Hermione respirou fundo, tentando ser o mais racional possível.
- Sente-se, Mione! – Gina pediu educada, sentando-se em seguida ao lado de Harry, encostada na janela que dava acesso à visão da estação ainda muito lotada.



Hermione pode notar que Gina e Harry estavam tão próximos um do outro, que podia até senti-los estremecer com o leve toque de quadris, quando a ruiva se sentou.
Seu estômago se revirou novamente, mas ela sabia que dessa vez era por uma razão diferente. Sentiu-se mal por pensar aquilo de Harry, apesar do que ele lhe fizera durante as férias. Mas desconfiar dele e de sua melhor amiga, por hora, estava fora de cogitação.

- Eu não quero me sentar, Gina... Quero explicações! Vocês acham isso divertido? Sinceramente, não vejo a menor graça nesta brincadeira estúpida.

Hermione bufava de raiva, ao lembrar que durante todos aqueles dias não recebera, nem sequer, uma noticias de seus amigos. Dias solitários, em que sua única companhia era a seu gato Bichento, que agora não fazia a mínima idéia de onde poderia estar. Lamentava não poder ir a Toca, para se divertir com as pessoas que lhe eram mais importantes. Estar ao lado dele... Aquele que ela se dedicara todas as noites e horários livres a pensar e sonhar.


E agora, via uma grande indiferença por parte de seus melhores amigos. Harry a olhava sem jeito, às vezes abaixava os olhos e Hermione não entendia o porquê.

-Mione, por que toda essa raiva. A gente pode explicar...
- Cale-se, Rony. Você nem se quer sabe o que está dizendo. Vocês são uns estúpidos, uns cretinos...

Como foram capazes de fazer isso comigo? Eu não faço a menor idéia de porque tanta indiferença e desprezo durante essas férias! Vocês sabiam de tudo que estava se passando, de todo o meu sofrimento, de toda a minha dura realidade... E não se importaram com isso!? Eu nunca pensei que passaria por isso... Não com amigos como vocês!

-Hermione, a gente realmente pode explicar tudo... – Gina intrometeu-se e Rony balançou a cabeça em sinal de positivo, envergonhado e sem jeito.
-Não tem explicação. Eu sei que vocês não me suportam, que vocês me odeiam e que não sou bem vinda. Mas eu não entendo porquê! Eu não fiz nada para ser tratada tão cruelmente... Agora vejo que vocês não passam de grandes idiotas e que não sabem o valor de uma amizade! – Hermione parecia comovida com as suas próprias palavras, seus olhos já brilhavam com lágrimas iminentes – Olhe para mim quando falo com você, Harry. Que droga. Onde estão os meus verdadeiros amigos?

-Estamos aqui, Hermione. – Harry ergueu a face e fitou a castanha a sua frente, em pé, aparentemente muito emocionada e raivosa. – Acredite em nós: não pudemos nos comunicar com você! Não havia chances de conseguirmos responder suas cartas, Hermione. – e Harry de repente fitou com canto dos olhos Simas e Neville, que pareciam interessados na discussão. Sabia que não poderia dizer muita coisa diante deles.

-Como, Harry? Qual a desculpa que vocês pretendem usar para explicar o “esquecimento de vocês”?
-Não é desculpa. Não podíamos responder suas cartas, por isso estivemos tão distantes.
-Não, Harry. Parem com isso... Seria tão fácil se dissessem que não estavam nem ai pra mim, que não se importam mais comigo ou com as coisas que aconteceram comigo. Que droga... – e uma lágrima escorreu sorrateira por sua face, molhando o casaco negro que trazia nos ombros, já que aquela era uma manhã bastante fria em Londres – eu sofri tanto durante essas férias, mas não pude contar com o consolo de vocês.

Muitas outras lágrimas escorregavam agora por sua face. De cabeça baixa e abalada com a situação, a bruxa tentava se controlar. Sabia não poderia perder suas melhores amizades, por mais que naquele momento estivesse a odiá-los profundamente.

-Eu sofri como nunca. Estive prestes a perder a pessoa mais importante da minha vida... Como afinal... aconteceu. Detesto lembrar que isso pôde acontecer comigo, logo comigo... Nunca pensei que um dia passar por isso... Perdi o cara a quem mais devo pelo que sou! – Hermione ergueu a face e fitou seus amigos. Seu rosto estava encharcado de lágrimas e seus olhos muito inchados e avermelhados. Passou pelas bochechas, com calma, a palma de suas mãos e limpou aquelas lágrimas insistentes, fitando-os cada vez mais apreensiva. Harry fez menção de levantar-se do banco onde estava sentado, entre Gina e Rony, mas Gina o segurou para que deixasse a amiga desabafar e despejar todo o seu sofrimento. Rony estava abalado com a situação, pois gostava muito de Hermione e ver a amiga naquele estado, estava o afetando.

- Eu amo vocês... São meus melhores e mais verdadeiros amigos. Todavia, eu nunca pensei que pudessem me abandonar nesse momento tão duro e triste. Foi quando eu mais precisei, mas não pude tê-los. As minhas cartas... – recuperou o fôlego por um momento, limpando novamente as novas lágrimas que escorriam – Era um desabafo... De todo o meu sofrimento... Da minha dor. Era uma fuga segura daquele mundo. Eu esperava  contar com o apoio de vocês, com o consolo e as palavras de conforto de vocês. Não me importaria se não fossem capazes de compreender a situação ou se os conselhos não me ajudassem realmente. Eu só queria que me relembrassem, que existiam pessoas dispostas a me ajudarem e a me fazerem criar esperanças de que tudo daria certo.

E novamente se debulhou em lágrimas. Hermione pôs as mãos sobre o rosto e se escondeu diante de todos, apoiando as costas na parta de vidro da cabine, fechada. Harry levantou-se para ir até ela, porém Gina novamente o segurou firme e fez uma expressão de impaciência, pedindo para que ele permanecesse sentado e não interrompesse o momento. Harry não estava agüentando aquela situação, ver Hermione chorar e mostrar a sua dor abertamente o fazia se sentir a pessoa mais idiota do mundo. Rony também já não estava suportando, mas agüentou firme e controlou-se para não chorar junto com a amiga, já que seus olhos estavam marejados.


Simas e Neville permaneciam quietos. Sabiam que a discussão não os envolvia e acharam melhor assistir a tudo quietos em seus lugares.

- Hermione, o que aconteceu durante as férias? – Gina, muito incerta, arriscou perguntar-lhe... Mas não obteve uma resposta de imediato. – Tem alguma coisa a ver com a enfermidade de seu pai?

Limpou as lágrimas que escorriam, dessa vez com uma certa violência, como se quisesse se livrar de algum sentimento e respondeu-a:

-Sim. – manteve-se em pé, distanciando-se da porta. – Meu pai faleceu há uma semana, vítima de uma tuberculose violenta. Ele... Ele... Não suportou. Foi horrível...

Agora, a castanha chorava verdadeira e intensamente. Estava tão fraca que bambeou sobre suas pernas. Mas Harry levantou-se rápido a tempo de abraçá-la e impedir que caísse. Gina tentou segurá-lo, porém fora mais forte e ignorou os conselhos da ruiva.
Harry abraçou-a tão forte que se podia sentir o contato próximo e intenso de seus corpos. Hermione retribuía o abraço, com toda a força que lhe restava. Parecendo que aos poucos, ia se libertando daquela dor que a oprimia.Tudo parecia girar em torno daquele abraço. Nada poderia separá-los, aquele momento parecia eterno para ambos.
Até que Harry se separou da jovem, segurou seus ombros e fitou sua face, cabisbaixa e chorosa. Com uma das mãos levantou seu rosto, pousando-a sobre o queixo da amiga. Fazendo com que ela o fitasse de perto.
A garota sentia seu estômago revirar-se, muito mais intensamente do que em qualquer outro momento. Mas até que era uma sensação boa, pois a fazia esquecer que havia perdido seu pai e que agora tinha uma mãe triste e viúva, vivendo longe dela.


Deixou-se levar por aquela sensação prazerosa e única. Poder estar nos braços de quem tanto gostava e fitá-lo, sem receio, com tanto carinho. Resistiu internamente a vontade de abraçá-lo novamente e, principalmente, de beijá-lo quando aproximou seu rosto do dela, encostando sua testa na testa da garota e dizendo-lhe baixinho:

-Tudo vai ficar bem, acredite.

Hermione sentiu uma onda de tranqüilidade pairar sobre suas cabeças e pôde respirar aliviada, por ter alguém para consolá-la.

-Eu acredito, Harry. Não me deixe!

Harry não entendeu ao certo o que quis dizer com o “não me deixe”, mas tentou não demonstrar.


Separou seu rosto do dela e ajudou-a limpar suas lágrimas insistentes, esboçando em sua face um leve sorriso, quase tão malicioso quantos os outros. Hermione tentou ser o mais discreta possível ao lhe retribuir.


A presença do moreno, sempre tão preocupado, era um grande alívio para ela. Voltou a abraçá-lo e Harry retribuiu, livrando-se daquele peso em seu peito, toda aquela dor e toda aquela profunda melancolia.


Estava disposta a desculpar seus amigos e de dar um ponto final em toda aquela discussão. Entendia o porquê eles não puderam se comunicar, já que a guerra estava cada vez mais iminente e precisavam tomar cuidados.
Estava feliz por tê-los de volta para o que precisasse e concomitantemente triste pela recente perda.



N/Lalaah: Criiik, queridaa... Não sei se ficou bom, mas foi o melhor que consegui. Me desculpem se deixei passar alguma coisa, mas ‘a vida’, née? Shauhsausha... ‘bjooos’


 

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