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3. Gigantes das terras altas


Fic: A noiva


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CAPÍTULO TRÊS

Gina não soube da chegada antecipada dos escoceses até que Merlin, o pastor, procurou-a para contar que havia uma grande comoção na casa principal, e que o pai queria que ela o ajudasse.
Merlin se esqueceu de mencionar os escoceses enquanto gaguejava. Não era culpa sua, pois a bela senhorita o olhava nos olhos enquanto ele falava e seus olhos violáceos o perturbavam. Logo, a jovem sorriu e o coração de Merlin começou a palpitar como o de uma donzela tola. A mente do rapaz, em troca, esvaziou-se de todo pensamento que não fosse este: lady Gina lhe dedicava sua completa atenção.
Claro que a gagueira piorou, mas de todo jeito não importava. Gina não podia ir imediatamente, já que havia um ferido que precisava ser atendido com urgência. O pobre velho Silas, de vista tão fraca quanto suas mãos, devia ter algo grave, pois urrava de maneira espantosa.
Silas tinha-se cortado acidentalmente no antebraço enquanto tentava cortar um couro para transformá-lo em uma cadeira de montar.
A ferida não era séria e não foi necessário cauterizá-la com uma faca ao rubro, mas Gina teve que passar um longo tempo acalmando o velho, depois de ter limpado a ferida e colocado a atadura.
O ancião precisava consolo, e isso era tudo!
Durante o escândalo, Merlin permaneceu ao lado do cozinheiro. Estava um pouco ciumento da atenção que Silas recebia da senhorita. E também muito ansioso, pois não conseguia lembrar da outra parte da informação que tinha que lhe dar.
Por fim, Gina terminou e deixou Silas nas boas mãos de Cholie. Sabia que os dois criados compartilhariam ao menos uma jarra de cerveja, mas não acreditou que isso fosse pecaminoso, pois Silas precisava acalmar-se e Cholie iria dar o único tipo de consolo que conhecia.
— Só posso apagar um incêndio de cada vez — disse a Merlin, quando este lembrou da confusão na casa principal. Sorriu para suavizar o comentário, e deixou o pastor com seu ar aflito. Gina correu colina acima com a saia acima dos joelhos. Três sabujos brincalhões corriam junto a ela. Nem Gina nem as mascotes diminuíram o passo até entrarem pelas portas abertas até o Grande Salão.
Nesse momento, a jovem se deteve bruscamente. Imediatamente, os dois guerreiros apoiados casualmente contra a chaminé atraíram sua atenção.
Gina estava muito atônita para esconder sua reação. Para falar a verdade, eram os maiores homens que havia visto! Não pôde afastar os olhos deles.
Por desgraça, as primeiras palavras que escaparam da boca de Gina não foram próprias de uma dama.
— Minha nossa!
Foi só uma exclamação abafada, mas a julgar pelo modo em que o maior dos guerreiros ergueu a sobrancelha direita, soube que a tinham ouvido.
Não se atreveu a fazer uma reverência por temor a cair de cara ao chão caso tentasse. Pelo jeito, também não podia afastar o olhar do mais alto dos dois homens, que observava seus joelhos.
Era o homem de expressão mais malvada que jamais tinha visto.
Afirmou para si mesma que não estava assustada; não, estava muito furiosa para assustar-se. Gina se manteve firme e sustentou o olhar do guerreiro por um longo momento antes de recuperar certa compostura, mas logo concluiu que jamais conseguiria se continuasse olhando para ele.
Por fim, Gina reparou no silêncio que enchia o Grande Salão.
Olhou por cima do ombro e viu suas irmãs. Estavam as três alinhadas como se fossem meros delinqüentes, e tinham a aparência de esperar uma execução a flechadas.
Assim que Lilá captou o olhar compassivo de Gina, começou a chorar. Padma passou o braço pelos ombros de sua irmã com o evidente objetivo de consolá-la, mas ela também começou a chorar. Em um piscar de olhos, ambas estavam histéricas.
Hermione estava de pé junto a Lilá e também parecia a ponto de chorar. Tinha as mãos apertadas diante do corpo, e depois de sussurrar para Gina “Deus querido, olhe-as”, baixou o olhar.
Terei que fazer algo. Não podia permitir que as gêmeas envergonhassem toda a família ante os escoceses.
—Lilá! Padma! Parem de chorar imediatamente.
As duas irmãs secaram os olhos e tentaram controlar-se. Nesse momento, Gina viu seu pai. Estava sentado à mesa e se servia bebida de uma das duas jarras que estavam à sua frente.
Gina pensou que ela devia oferecer as boas-vindas corretamente, de acordo com a boa tradição inglesa. Sabia qual era seu dever. Mesmo assim, o desejo de gritar com os estrangeiros que chegaram três dias adiantados era quase incontrolável.
O dever se impôs. Por outra lado, os escoceses deviam ser muito estúpidos para a descortesia de seu próprio comportamento.
Gina caminhou lentamente até os dois homens. Lembrou-se dos cães que ainda estavam ao seu lado, ouvindo seus ganidos para os estranhos e enxotou-os com um rápido gesto. Fez uma reverência para os convidados, estabelecendo assim sua categoria de senhora da casa. Quando inclinou a cabeça, uma mecha de cabelo caiu-lhe sobre o rosto, estragando o efeito solene que tentava obter. Gina afastou o cabelo por cima do ombro e tratou de compor um sorriso.
— Queria dar-lhes as boas-vindas a nosso humilde lar, pois, ao que parece, ninguém é capaz de lhes brindar esse gesto mínimo de cortesia — começou —. E espero que desculpem que não estejamos preparados para recebê-los, mas devem recordar que se adiantaram três dias. Isso ajudará a tolerar nossa falta.
Enquanto falava, contemplava as botas dos homens, e logo se atreveu a lançar um rápido olhar, ao tempo que acrescentava:
—Meu nome é...
—Lady Gina — afirmou o mais baixo dos dois.
Gina tinha o olhar perdido no espaço entre os dois homens, e se voltou imediatamente para o que tinha falado.
Não tinha uma aparência tão feroz quanto o outro, concluiu Gina ao ver que sorria. Ao sorrir, uma atraente covinha se formava na bochecha direita, e os olhos azuis tinham uma expressão vivaz e maliciosa.
Imediatamente, Gina começou a suspeitar. O homem parecia muito contente, dadas as amargas circunstâncias, pois Padma e Lilá continuavam chorando como meninas pequenas. Pensou que possivelmente fosse muito simplório para dar-se conta da comoção que estava causando. Afinal de contas, era escocês.
— Qual é seu nome, milorde? —perguntou Gina com voz fria.
—Ronald — respondeu o homem —. Ele se chama Harry — disse, apontando o companheiro.
O sorriso do Rony era contagioso. “Certamente, este é um sedutor”, pensou Gina. Não pôde evitar um sorriso, pois o sujeito falava com um sotaque que era quase impossível compreender.
Na verdade não queria falar com o outro, mas sabia que teria que fazê-lo. Gina manteve o sorriso e voltou-se para o outro guerreiro.
O homem estava esperando que o olhasse e Gina sentiu que seu sorriso se congelava. O olhar do guerreiro, ardente como o sol do meio-dia, intimidou-a imediatamente.
O guerreiro não sorria.
Subitamente Gina se sentiu incômoda sem saber por que. Em toda sua vida, jamais se havia sentido tão vulnerável. Percebeu o calor nas bochechas e SOUBE que estava ruborizada. No olhar desse homem havia um toque tão possessivo, uma expressão de proprietário, que a jovem não compreendeu.
De repente, Gina reparou que lorde Harry não a olhava como um cavalheiro de verdade devia olhar para uma autêntica dama de berço. Não, a expressão do homem era luxuriosa.
Essa atitude era escandalosa e insolente: dedicou-lhe uma inspeção lenta, minuciosa e insultante, começando na cabeça e terminando muito depois da bainha do vestido de Gina. O olhar se deteve nos lábios, nos seios e nos quadris da jovem.
Gina o odiou.
Fê-la sentir-se como se estivesse nua, e Gina se enfureceu com ele. Ia pagar na mesma moeda. Embora não pudesse reprimir o rubor, rogou parecer tão insolente quanto o homem quando o inspecionou da mesma maneira ofensiva.
Por desgraça o guerreiro não se alterou ante a imitação de Gina, mas pareceu divertir-se. Gina acreditou ver que os olhos adotavam uma expressão mais cálida, e reparou que outra vez uma sobrancelha se elevava ante a inspeção da moça.
Nesse olhar havia algo que lhe apertava o coração. Não pôde defini-lo, mas começava a pensar que se não fosse a expressão tão severa, gostaria dele. Claro que isso era ridículo, uma vez que já tinha decidido odiá-lo. Era um homem muito duro para que a agradasse. Além disso, necessitava urgentimente de um corte de cabelo. As pontas do cabelo negro caíam abaixo do colarinho da camisa negra. Os cachos suaves fizeram Gina lembrar dos guerreiros gregos que tinha visto em pinturas, mas não chegavam a suavizar o rosto anguloso nem o queixo quadrado. A boca parecia tão dura como o resto de sua pessoa.
Oh, tinha uma aparência feroz demais para que gostasse dele! Mesmo assim, não compreendeu por que seu coração pulsava com tanta força. Quanto mais o contemplava, mais lhe faltava o fôlego.
Um só pensamento evitou que se sentisse como uma tola. Uma de suas pobres irmãs teria que se casar com aquele guerreiro do inferno.
Começou a tremer.
O homem sorriu.
De repente, o barão Jamison convidou os dois guerreiros a unir-se a ele para beber vinho.
Imediatamente Rony se separou da lareira e caminhou até a mesa. Só se deteve um instante para piscar para Hermione.
Harry não se moveu. Tampouco Gina. A jovem não pôde deixar de contemplá-lo.
— Vocês têm um sacerdote aqui?
A voz soou áspera. Harry pensou que não podia evitá-lo, pois ainda tentava reagir diante da esplendorosa beleza da mulher com ar desafiante que tinha em frente. Os olhos da jovem tinham um intenso tom violeta. Era magnífica, mas Harry também estava impressionado com a indicação de rebelião que percebia nela.
Esta mulher não seria facilmente intimidada. Pensou que não se dobraria ante ele. E nenhuma outra tinha podido sustentar o olhar de Harry tanto tempo com tanta coragem.
O sorriso de Harry se alargou. Era certamente uma adversária digna. Sabia que o temia, pois a viu tremer. Entretanto, num esforço valoroso, tentou ocultar seu temor dele.
Com os cuidados apropriados, sobreviveria à dura vida nas Terras Altas, mas Harry teria que tomar todas as precauções. Tinha uma aparência muito delicado. Deveria sufocar aquela rebeldia sem abater o espírito da moça. Na verdade, seria um trabalho e tanto, mas Harry não se importava. Para ser sincero, já estava ansioso por iniciar a domesticação.
E ao final, ele a conquistaria e ela se submeteria.
Gina não tinha a menor idéia do que o guerreiro estava pensando. Por fim, recuperou a voz e respondeu a pergunta.
—Sim, milorde, temos um sacerdote na casa. — Que os Céus a ajudassem, agora sua voz tremia!— Já escolheu, então?
—Sim.
— Deve ter sido uma decisão difícil.
O sorriso também apareceu nos olhos:
—Não foi difícil absolutamente.
À moça não gostou nem do tom de voz nem do olhar que ele lhe dirigia.
— Estou certa de que foi difícil – insistiu. Afinal, minhas irmãs são todas muito bonitas, e ter escolhido tão rapidamente significa que não deu ao assunto a devida consideração. Por esse motivo, sugiro-lhe que espere, que volte ao nosso lar dentro de um mês, depois de ter tido tempo de refletir. O que lhe parece minha idéia, milorde?
O homem moveu lentamente a cabeça.
— Então o casamento será manhã? — perguntou Gina.
— Amanhã estaremos na metade do caminho para casa.
— Sério?
— Sim.
— Vai casar-se agora? — Gina parecia horrorizada.
— Isso mesmo.
— Partiremos assim que terminar a cerimônia — disse Harry em tom duro.
De repente lorde Rony apareceu junto ao amigo, trazendo duas taças de vinho. Deu uma a Harry e logo se voltou para as três irmãs.
—Venha, Hermione, junte-se a nós — disse, rindo—. Não vamos mordê-la.
— Nunca acreditei que o fizessem — Hermione endireitou os ombros e se apressou a colocar-se ao lado de Gina.
Rony e Harry beberam de suas respectivas taças. Dirigiram-se discretos gestos de assentimento um ao outro e logo ofereceram as taças à Gina e à Hermione.
As irmãs rechaçaram o oferecimento movendo as cabeças.
— Tome um gole, Hermione — sugeriu Rony com um sorriso. Harry não foi tão solícito:
— Beba, Gina. Já.
Gina pensou que possivelmente fosse um antigo ritual escocês. Como senhora da casa, sabia que tinha o dever de deixar os convidados à vontade. Por outro lado, Harry parecia decidido. Encolheu os ombros, apanhou a taça, bebeu rapidamente e devolveu-a.
O homem segurou sua mão e não a soltou. Acariciou a palma com o polegar. Ficou carrancudo e voltou a mão com lentidão para observar os calos e as cicatrizes.
Hermione largou a taça de Rony. Quando a devolveu, o homem também tomou a mão e a fez girar.
Gina tentou afastar a mão, mas Harry só a soltou depois que os dois homens compararam a mão suave e imaculada de Hermione com a áspera de Gina.
Foi humilhante. A jovem compreendia tudo o que os dois homens falavam em gaélico. Eles não sabiam que entendia sua língua, e isso lhe proporcionou uma perversa satisfação.
Gina ocultou as mãos nas costas e aguardou a próxima ofensa.
— Compartilhar a bebida é um tipo de ritual? — perguntou Hermione —. Para falar a verdade, não sei nada a respeito dos escoceses.
Depois de dizê-lo, Hermione baixou o olhar.
— Hermione, isso significa que você não ouviu falar de nossas preferências? —perguntou Rony, fazendo ressonar os erres com suavidade.
Hermione elevou a cabeça com brutalidade, e mostrou uma expressão atônita.
— Preferências, milorde?
— Certas peculiaridades — esclareceu Rony, rindo entredentes.
Hermione lançou a Gina um olhar desesperado e logo se voltou outra vez para Rony.— Não, não ouvi falar dessas preferências.
—Ah, nesse caso, devo instruí-la — afirmou.
Era evidente que lorde Rony se divertia.
—Eu não quero que me instrua — replicou Hermione. Harry observava Gina. Quando Rony falou de preferências, os olhos da moça se arregalaram. Era evidente que tinha captado o sentido das palavras de seu amigo.
Para Harry, Gina era incrivelmente atraente. Sentia desejo de tocá-la, de apropriar-se dela, apenas de olhá-la. Seu sorriso se apagou ao compreender o quanto desejava deitar-se com ela. Por estranho que parecesse, não lhe importava que fosse inglesa. Não, não lhe importava absolutamente.
— Hermione, doçura —começou Rony, atraindo a atenção de Harry—, sem dúvida terá ouvido falar da ordem de nossas preferências. Todos sabem que os escoceses apreciam os cavalos fortes, as ovelhas gordas e as mulheres suaves e bem dispostas.
Fez o comentário como uma velha fofoqueira que se diverte contando algo que acabava de ouvir. Harry adicionou, imitando o tom de seu amigo:
—Nessa ordem, é obvio.
—É óbvio — confirmou Rony.
Gina lançou a Harry um olhar hostil. Compreendeu que Beak havia mantido um pequeno bate-papo com os dois gigantes e mencionado os temores de Hermione. Prometeu-se fazer arder as orelhas de Beak na próxima vez que o visse.
De súbito, Rony estendeu a mão e acariciou a face de Hermione. A moça ficou tão surpresa que não atinou a retroceder. Estava fascinada pela expressão terna dos olhos de Rony.
— Já tenho um cavalo forte — afirmou Rony—. Quanto às ovelhas, Hermione, bom, há muitas pastando nas montanhas, lá no meu país. Mas no que se refere a uma mulher suave e bem disposta, lamento dizer que não tenho nenhuma. É importante para mim, embora esteja ao final da lista.
— Eu não sou suave — balbuciou Hermione.
— Sim, é — retrucou Rony—. E encantadora como uma manhã da primavera.
O rosto de Hermione se tornou da cor do fogo.
—Não sou encantadora nem bem disposta, milorde — afirmou. Cruzou os braços sobre o peito e lhe dirigiu um olhar severo. Queria desalentar a esse demônio galante, mas sua própria reação a ele a confundia. As adulações do homem a aturdiam. Seria verdade que a considerava encantadora?
As gêmeas começaram a chorar outra vez. Gina estava para censurá-las quando de repente lhe ocorreu que uma delas devia ter sido escolhida como noiva. Se era assim — e isso era o que Gina acreditava — certamente Lilá e Padma tinham o direito de armar um bom alvoroço. Mesmo que elas uivassem como lobos, não se incomodaria.
Harry limitou-se a esperar que aceitasse a verdade. Viu que dedicava um olhar compassivo às irmãs e se perguntou quanto tempo ela levaria para se dar conta de que elas a olhavam do mesmo modo.
“Sem dúvida, quando se recompuser, o barão Jamison abrirá os olhos dela”, pensou Harry. O barão ainda parecia a ponto de chorar. Quando Harry lhe disse que havia escolhido Gina para esposa, ele protestou com ferocidade.
Harry se manteve firme perante o barão. Controlou-se até que o barão deixou de fazer caretas e começou a detalhar todas as razões egoístas que tinha contra essa união. Nenhuma dessas razões tinha nada que ver com o bem-estar de Gina e então, a atitude de Harry se endureceu. Estava furioso com o inglês. A lista de tarefas explicava o porquê dos calos nas mãos de Gina. Jamison não queria conservar a sua filha junto dele porque a amasse, mas sim porque queria tê-la como escrava. Na opinião de Harry, a filha mais jovem era quase uma prisioneira.
Um criado de semblante aflito entrou precipitadamente no salão. Só lançou um breve olhar ao barão Jamison, e logo se dirigiu a Gina. Depois de uma estranha reverência, o servente murmurou:
—Senhora, o sacerdote está a caminho. Está vestido para celebrar bodas.
Gina assentiu.
—George, você foi muito amável em deixar suas tarefas para procurar o padre Charles. Quer ficar para as bodas?
Os olhos do criado adotaram uma expressão de adoração.
—Não estou vestido de maneira apropriada — sussurrou.
—Tampouco nós — respondeu Gina do mesmo modo.
—Hermione, vá trocar seu vestido — interveio Rony—. Eu gosto de dourado. Se tiver algum vestido dessa cor, use-o para me agradar. Se não tiver, tanto faz. Lady Hermione, você se casará comigo.
Lorde Rony Ferguson segurou lady Hermione antes que ela caísse. Não o incomodou absolutamente que a prometida tivesse desmaiado. Em vez disso, soltava sonoras gargalhadas enquanto elevava Hermione entre os braços e a estreitava contra o peito.
— Harry, a gratidão a transbordou — disse Rony ao amigo.
—Sim, Rony, estou vendo – respondeu Harry.
Gina já não pôde controlar o aborrecimento um minuto mais. Voltou-se para olhar para Harry. Pôs as mãos nos quadris, numa clara atitude de desafio.
—Muito bem. Com qual das gêmeas vai se casar?
— Com nenhuma.
Ainda não havia compreendido. Harry suspirou.
— Gina, troque de vestido se desejar. Eu gosto do branco. Vá fazer como eu digo. Está ficando tarde e devemos partir.
Com toda a deliberação, estendeu o discurso para dar-lhe tempo de reagir ao anúncio, pensando que era muito consideração de sua parte.
A jovem, em contrapartida, acreditou que delirava.
No começo, Gina estava muito perplexa para fazer outra coisa além de contemplar o guerreiro, horrorizada. Quando enfim recuperou a voz, gritou:
— No dia que me casar com você, milorde, o inferno congelará!
— Garota, acaba de descrever as Terras Altas no inverno. E se casará comigo.
Exatamente uma hora depois, lady Ginevra estava casada com Harry Potter.



Na.: Obrigada pelos comentarios!!! Mas eu quero mais!!!!
hehehe


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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 24/04/2012

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK morri aqui. Amei amei ameiiiiiii o capitulo foi demais, engraçado em muitos sentidos ameiiii *-*

Nota: 5

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