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15. Quinze


Fic: Um novo sacrifício


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- Está tudo bem. Só levantei rápido demais. – falou Hermione decidida de que estava bem. E, agora, realmente estava.

Abaixou-se e continuou a desembaraçar os fios com a ajuda de Sophie. Desejou que Harry estivesse ali, mas ainda demoraria uma tarde para que ele estivesse em casa.

_****_



Harry avistou de longe a silhueta de Hermione sumir pelo caminho que ele lhe indicara. A chuva já caia moderada, porem, os trovoes contínuos continuavam a atormentar seus ouvidos.

Suspirou e relaxou. Ela estava salva. Um alivio se espalhou pelo seu corpo e a adrenalina pareceu diminuir fazendo com que ele sentisse as dores de todos os hematomas espalhados pelo seu corpo se intensificarem.

Seus músculos se enrijeceram quando um aplauso irônico as suas costas o trouxe a realidade. Em seu pulso, a marca latejara.

- Devo-lhe meus sinceros parabéns, potter. – a voz de Voldemort soou cortante em seus ouvidos o fazendo sentir ódio.

Harry virou-se e levantou afegando sentido que realmente havia uma costela sua quebrada.

- Pensei que fosse demorar a vir. – disse secamente.

- Ótimo! Gosto de ser imprevisível. – disse calmamente aproximando-se de Harry que por cima dos ombros pode ver que não havia mais corpo algum estirado no chão. – Tivermos um ótimo duelo, não acha?

- Acho que tudo teria de ter ocorrido de forma mais simples. Era somente um duelo em que eu teria que te matar. Você se aproveitou da situação. – elevou o tom de voz. – Ela estava vendo! Combinamos que arranjaríamos um jeito de tirá-la da arena!

- Não criamos um trauma tão grande na garota. Ela esta certamente bem agora, você a tirou daqui. – disse.

- Eu não quero saber! – ele gritou e recuou. – Não torne, nunca mais, a encostar os dedos nela ou em quem quer que seja. Foi o trato! Deixe todos em paz!

- Sim, eu os deixarei, desde que eles não atrapalhem a mim, aos meus planos. – falou Voldemort. – Sinceramente, Potter, não creio que chegou ao ponto de fazer um trato comigo para salvar a vida dela. Completamente estúpido. O que pensa se as pessoas descobrirem que vai mostrar ao mundo uma morte falsa e colocar a vida de todos em risco para somente tê-la por perto. É um vicio.

Harry permaneceu em silêncio com todo o seu ódio o corroendo por dentro. Voldemort estaria vivo enquanto todos iriam acreditar que ele estava morto. Harry Potter mentiria ao mundo para que sua melhor amiga estivesse a salvo. Fora egoísta salvando somente a quem amava esquecendo o resto do mundo.

- Bem vindo ao ciclo do mal, Potter. – disse Voldemort enquanto estendia os braços num sinal falsamente amigável. – Nosso trato disse que deixaria as pessoas que ama em paz. Não comentamos nada sobre te deixar livre. Pode viver em paz, com eles, somente com eles.

Harry ficou lívido sem pensar nessa parte da proposta que Voldemort lhe oferecera. Estaria ele preso?

- Não sou seu. – foi o que conseguiu dizer em protesto.

Voldemort riu.

- Olhe para o seu braço e repita isso. – retrucou ele.

Harry olhou para seu braço. Lá estava a marca de Voldemort, a marca dos comensais. Ele era comensal. Ele era um comensal. Podia sentir como se estivesse despencando, como se a gravidade fizesse mais efeito nele do que em qualquer outra coisa a sua volta. Num súbito ato repentino puxou sua varinha e apontou a Voldemort que sem demora fez um gesto rápido com a mão e ela sai voando pelos ares.

- Não tente contra mim agora, potter. Sou seu mestre. – falou o homem seriamente.

Harry recuou.

- Não sou seu. – disse, porém saiu baixo. – NÃO SOU SEU! – berrou.

- Pare com isso, moleque insolente. Pare de berrar feito um idiota imundo. Comensais não sentem medo. Comensais são prepotentes. Arrume essa postura. Sabe o que fazer agora. Sabe que deve mentir ao mundo agora! – e se aproximou de Harry que não conseguia mais recuar. Seus pés pareciam grudados no chão.

- Não vou mentir ao mundo! NÃO VOU MENTIR! Não está morto, não o matei! Acha que vou entregar o jogo assim? Pensa que vou ser seu? – vociferou.

- Faça isso e ela morre. – simplesmente respondeu.

- Não pode matá-la! Fizemos um trato! Não encosta em quem amo!

- Se não mentir vai estar pondo o trato no lixo! Vou honrá-lo enquanto você o descumpre dessa forma! Não sou estúpido como você! – retrucou o homem. Harry não foi capaz de contradizer nada, seus músculos pareciam não reagir mais a seus comandos. Voldemort o segurou pelo pescoço com seus longos e finos dedos e ele prendeu a respiração. – Vá logo, Potter. – vociferou. – Sabe o que deve fazer. Enquanto estiver cumprindo o trato, vou estar também.

O soltou e somente o viu correr pelo escuro que o trouxera ali. A chuva já havia cessado. Os trovões não.



_****_

Sophie atravessou cuidadosamente a calçada da frente devido ao gelo carregando uma guirlanda nas mãos. A neve estava fresca e ela podia sentir seus pés afundarem nela a medida que se aproximava de Harry que acabava de bater a porta do carro.

- Hei! – ele exclamou animado cruzando os braços focando a frente da casa. – Isso ficou ótimo!

- Eu falei pra mamãe deixar você dar o toque final. – Sophie disse estendendo a guirlanda para o homem que a pegou.

Ele ergueu os olhos a tempo de ver Hermione rir chegando próximo a Sophie com as mãos no bolso do casaco.

- Bela guirlanda. – comentou ele. – Fizeram tudo isso sozinhas?

- Sim! – exclamou Sophie estufando o peito. – E não usamos magia!

- Hei! – sussurrou Hermione discretamente. – Fale baixo!

Sophie prendeu a respiração e tampou a boca olhando para os lados. A rua parecia deserta a não ser pela casa da esquina que tirava a neve da porta com uma pá.

Harry riu e passou pelas duas podendo sentir o perfume adocicado de Hermione. Teve vontade de parar e poder ficar ali, somente sentindo aquele perfume, embora olhos estivessem as vistas. Isso estava começando a atormenta-lo.

Continuou andando calmamente, enfiando suas botas na neve fresca. Olhou para a guirlanda assim que chegou a porta e logo a pendurou. Voltou seu olhar para trás e viu as duas sorrindo para ele.

- Então, onde vai ser a ceia de natal esse ano? – indagou.

- Casa da vovó! – apressou-se a responder Sophie entrando na casa correndo.

- De novo? – indagou Harry olhando para Hermione que deu de ombros e entrou na casa. – Todo ano fazemos lá.

- Todo mundo prefere que seja lá. – comentou Hermione enquanto Sophie pulava no sofá e se deitava nele.

Harry entrou na casa tirando sua capa e pondo-a como de costume no pedestal ao lado depois que havia cuidadosamente fechado a porta.

- Vovó mandou a coruja hoje cedo. A vizinha reclamou com a mamãe que ela estava demorando em enfeitar a frente da casa. – disse Sophie. – Eu não gostei da cara dela. É... amassada.

Harry gargalhou.

- A cara dela é amassada? – indagou enquanto ouvia Hermione rir a sua frente pelas costas.

- Ela é feia! – exclamou a menina sentando-se e rindo.

- Não fale isso na frente dela! – disse Hermione rindo.

A menina uniu o indicador e o polegar e passou sobre os lábios com os olhos arregalados como se a suposição de Hermione fosse um crime.

- Jamais! – exclamou ela.

Os três riram.

- Hei, Sophie. Vá buscar um copo de água para o seu pai cansado! – brincou o homem.

Ela pulou do sofá para o chão enquanto Hermione voltava-se intrigada para ele.

- É pra já! – exclamou a menina e saiu correndo para a cozinha.

- Harry! – Hermione sorriu e pôs as mãos na cintura. – Ela não alcança o filtro.

Harry sorriu marotamente e aproximou-se dela.

- Mesmo? – indagou e ela soube a dele logo que a voz dele soou. – Que bom. – foi somente o que disse antes de puxa-la para si pela cintura e virar-se pondo-a contra a porta sem saída.

- Como sabe que ela não vai voltar por não alcançar o filtro? – perguntou Hermione sentindo a respiração dele contra seu rosto devido a proximidade.

- Ela é Sophie. Provavelmente, agora, ela estará olhando para o filtro e maquinando algo para chegar até ele. Podemos ir até para o quarto se quiser. – sussurrou ele num ar provocante.

- Céus, Harry! – ela cochichou. – Por que não tenta respirar um pouco do cansaço do trabalho?

Ele riu.

- Minha vontade de te beijar é maior. – sussurrou e encostou seus lábios aos dela. Brincou com eles antes de aprofundar-se num beijo com ela.

Ela o aproveitou rapidamente antes de assumir seu lado “mãe” que Sophie lhe dera e afastou-se dele embora tudo nela implorasse para que ele tornasse a puxá-la para mais um daqueles beijos que a deixava ofegante.

- Ela pode fazer algo perigoso. – esquivou-se dele. – Pode se machucar.

Harry suspirou e deixou que ela fosse.

- Não pode escapar de mim, Granger. – ele disse antes que ela passasse pela porta que dava a cozinha.

Ela virou-se, o focou e sorriu marotamente.

- Eu sei que não. – ela disse e lhe lançou uma piscadela sumindo logo depois pela porta.

Ele riu, mas logo seu sorriso se desmanchou quando sentiu um formigamento subir pelo seu braço seguido de uma dor cegante em seu pulso.

Fez uma careta e apertou a mão contra o pulso. Seguiu pelo corredor até o quarto quase que correndo. Tirou seu casaco, o jogou na cama, entrou no banheiro fechando a porta com os pés e trancado-a rapidamente. Ligou a torneira já sentindo-se desesperado, enfiou o pulso debaixo da água gelada e suspirou aliviado.

Ele focou a marca negra em seu braço com o vermelho destacado em volta.

Voldemort estava de volta. Ele poderia ter encontrado outra forma menos dolorosa de anunciar isso a ele.

_****_



Gina deixou as escadas entretida na bagunça de sua bolsa. Passou a andar pelos corredores sem ao menos olhar para frente. Os conhecia como ninguém.

Parou frente a uma porta lisa de madeira envernizada e ergueu o olhar para ver se havia realmente chegado ao lugar certo. “302” era o que havia escrito com letras douradas na porta. De fato, estava no lugar certo. Voltou-se para a bolsa e continuou a revirá-la.

Sorriu assim que avistou uma chave perdida em meio a sua bagunça. Pegou-a e antes de abrir a porta encostou seu ouvido nela esperando escutar algo, mas somente foi capaz de ouvir o silêncio.

Enfiou a chave na fechadura e a porta se abriu silenciosa. Ela entrou sorrateira afundando o salto de suas sandálias no carpete fofo da sala surpreendentemente bem arrumada.

Olhou de um lado para o outro e tudo continuava silencioso no apartamento de Harry Potter. Ela seguiu pela sala de jantar e entrou em um pequeno hall rodeado de poucas portas. Entrou na que sabia que dava ao quarto do homem e tornou a se surpreender quando viu tudo simplesmente arrumado. Os pergaminhos e os livros de cima de sua escrivaninha estavam empilhados organizadamente em ordem de tamanho, do maior, para o menor. A roupa de cama estava limpa e nova e suas peças de roupa não estavam jogadas no chão ou amontoadas em cima de algum móvel.

Sem muito importar-se ela seguiu para a escrivaninha e passou a revirá-la loucamente. Sabia que o que estava fazendo era doentio, mas ela simplesmente não dormiria sem alguma prova. Um prova, somente uma prova, qualquer uma, uma carta, uma peça de roupa, um perfuma, qualquer prova. Se a tivesse finalmente dormiria em paz, enquanto isso, a duvida a assolava dia e noite tirando-lhe até o sono.

Seu sangue gelou e fugiu de sua cabeça quando o som de passos se aproximando chegaram aos seus ouvidos. Levou alguns segundos para que pudesse agir e começar a arrumar tudo novamente, porém, antes que sequer encostasse nas gavetas para fechá-las a porta do quarto se abriu e ela voltou-se a tempo de ver Hermione recuar assustada e quase deixar a caixa de livros que carregava cair no chão.

- Deus! Gina! – exclamou em voz alta Hermione ainda um tanto assustada. – Me assustou. – ela deixou a caixa no chão. Respirou fundo e seu olhar parou da escrivaninha que arrumara tão cuidadosamente que agora estava completamente revirada. Focou Gina e assumiu seu ar intrigada. – O que faz aqui? – perguntou gentilmente. – Harry não me avisou que viria.

Gina continuava estática sem saber o que fazer. Ela ali, como uma idiota, revirando a escrivaninha do homem que amava procurando uma prova de que ele estivesse com sua melhor amiga e agora ela a vira ali, em sua casa, e ele sequer estava lá. Ela estava mexendo em sua coisas, carregando suas cartas, mexendo em suas roupas, em seus livros, em sua cama. E o único lugar que Harry lhe dava o direito de saber o que era em sua casa era a cama, o sofá, o banheiro e a porta de saída.

- Eu... – gaguejou ela sentindo que o ódio e o ciúmes a corroia. – Eu pensei que Harry estivesse. Perdi meu melhor livro sobre trouxas da minha estante e pensei que talvez tivesse o deixado aqui, na casa de Harry.

Hermione sorriu e abaixou-se para a caixa.

- Eu não garanto que ele esteja aqui. Já revirei todo o escritório dele. Estava uma bagunça e não vi nenhum livro sobre trouxas. Sabe que Harry não gosta muito de saber sobre eles devido aos tios. – ela disse tirando alguns livros da caixa. – Mas se quiser, continue procurando. – ela abriu a porta de seu guarda roupa e Gina lembrou-se das vezes que Harry lê pegara forte pelo braço ao fazer isso. Hermione Distanciou algumas de suas camisas penduradas e abriu uma pequena porta ao fundo do guarda roupa colocando os livros que carregava lá dentro e tornando a fecha-la como se já tivesse feito aquilo milhares de vezes. – Só não esqueça de, por favor, de por tudo de volta onde encontrou.

Hermione pegou a caixa no chão e deu as costas.

- Hermione. – Gina a chamou e ela tornou a se virar. Ela hesitou. – Tem certeza de que Harry quer que arrume as coisas dele?

Ela riu.

- Estou fazendo isso antes que ele peça. – disse Hermione. Gina tentou abrir um sorriso, porém soube que o seu saiu amarelo. – Aliás, - disse Hermione. – não sabia que tinha a chave do apartamento de Harry.

Gina prendeu o ar lembrando-se de que tinha uma cópia escondida e sentiu que a ponta de seus dedos haviam gelado.

- Bem... – disse enquanto pensava em qualquer resposta convincente. – É... Eu tenho. – e sorriu tentando demonstrar indiferença. Hermione sorriu de volta e tornou a dar as costas. – Hei, Mione! – Gina tornou a chama-la e a castanha tornou a voltar-se para ela. – O que faz aqui?

- Harry pediu para que eu passasse o fim de semana com ele. Penso que talvez ele se sinta só, e ele já passou final de semana demais em minha casa, nada mais justo que dessa vez eu venha para cá. – explicou Hermione. – Quer ficar para o jantar? Ele vai ficar feliz em te ver aqui.

Gina ponderou por um instante longo em que não matutava sobre ficar ou não para o jantar e sim em como aquilo parecia tão distante da realidade. Certamente, como sua namorada, Harry devia a chamar para lhe fazer companhia num final de semana e não sua melhor amiga. Não sabia que Harry andava passando fins de semana na casa de Hermione. Ao menos queria saber o que faziam juntos. Aquilo lhe trouxe náuseas enquanto sentia um nó formar-se em sua garganta.

- Eu, não sei se devo fi... – começou ela porém um barulho vindo da sala a interrompeu.

- Creio que Harry chegou. – disse Hermione animada.

- Hei, Mione! – a voz de Harry surgiu abafada vinda da sala em seu quarto onde as duas estavam. – Trouxe vinho para o jantar.

- Uau! Isso é ótimo! – retrucou Hermione chegando próximo a porta com um sorriso divertido nos lábios. Gina somente observou.

- A sala está um brinco! Espero que meu armário e minha escrivaninha também estejam ótimas! – a voz dele passou a ficar mais clara a medida que ele se aproximava do quarto.

- Se quiser incluir seu escritório na lista também acredito que vá ficar feliz em entrar lá agora. – Hermione falou.

O riso de Harry apareceu ao mesmo tempo que ele entrou no quarto. Gina recuou lembrando-se da bagunça que fizera na escrivaninha.

- Eu te adoro! – ele exclamou sem ao menos notar na ruiva. Hermione riu.

Gina sentiu ódio assim que viu o sorriso dele dar uma certa amarelada quando seus verdes olhos pararam sobre ela e escrivaninha.

- Hei, você está ai. – ele murmurou chegando próximo a Hermione.

Ela tentou sorrir, mas foi inútil.

- Sim, eu estou. – respondeu.

- Veio jantar conosco? – perguntou ele.

Gina hesitou.

- Se eu for o problema, posso ir embora... – Hermione disse.

- Não! – Harry a cortou. – Não há problema algum em você estar aqui. Eu pedi para que viesse e não estou pedindo para ir. - Ela ergueu as sobrancelhas e sorriu. – Vejo que não arrumou a escrivaninha.

- Na verdade eu arrumei. – explicou Hermione e Gina sentiu-se lívida. – Mas Gina está procurando por um livro que ela acha que esqueceu aqui.

Foi a vez de Harry erguer as sobrancelhas focando a certa ruiva que engoliu a seco tornando a recuar.

- Mesmo? – indagou ele e pelo olhar dele a ruiva viu que estava encrencada. Sentiu ódio por saber que Hermione podia livremente mexer em suas coisas enquanto ela, sua própria namorada, tinha restrições e direito a broncas. – Gina jamais trouxe livros para cá.

- Eu só... – apressou-se a dizer a ruiva, mas sua voz engasgou percebendo que não havia mais nenhuma desculpa a ser dita. – Cogitei a possibilidade. Não o encontrei em lugar algum e pensei que talvez... Quem sabe... – deu de ombros.

- Está tudo bem. – Hermione falou ainda com o seu sorriso estampado no rosto. – Gina vai só procurar, ela vai deixar tudo no lugar como encontrou depois. – e sentiu que as mãos no homem deslizaram pela sua cintura casualmente.

Ao menos notara, afinal, era somente a mão dele em sua cintura, não era a primeira vez, já chegava a ser natural, porém, naquele momento ela se sentiu extremamente incomodada quando os olhos de Gina passaram seriamente pela cena como se a cada segundo que os olhos dela continuassem focando a mão dele em sua cintura fosse uma foto tirada da cena do crime.

- Eu, acho que não vou ficar para o jantar. – Gina falou, sua voz chegou a tremer por um segundo.

A mão do homem recuou da cintura da mulher assim que ele notou o olhar de Gina sobre a cena do crime. Havia ele feito alguma besteira? Acreditava que não, mas sabia que Gina acreditava que sim.

- Há vinho para três. – apressou-se ele a dizer.

Ela abaixou o olhar e passou por eles.

- Não, acho que é melhor eu ir. O livro não esta aqui realmente. – ela disse e se foi.

- Tchau, Gina! – Hermione disse em voz alta para que ela pudesse escutar. Não houve resposta. A castanha mordeu o lábio inferior.

Harry ergueu as sobrancelhas e deu de ombros.

- Acho que ela quis passar a tarefa de arrumar a escrivaninha novamente a você. – disse ele desabotoando a camisa, tirando-a e jogando-a em uma poltrona ao lado da cama.

Ela riu e pegou a varinha acenando em direção a bagunça que passou a se arrumar sozinha.

- Nada que não seja fácil de se resolver. – ela falou enquanto andava em direção a poltrona e jogava a camisa dele sobre a pilha de livros dentro da caixa que segurava.

- Não sei se sabe Mione, mas... – ele pausou e ela parou o focando com a caixa nas mãos enquanto ele tirava os sapatos e acomodava-se deitado na cama. – Não gosto quando Gina fica mexendo em minhas coisas.

Hermione piscou e assumiu seu ar intrigada.

- Não acha ruim quando mecho em suas coisas. – disse ela.

Ele a focou por um instante e se sentou na cama.

- É diferente com você, Mione. – ele simplesmente disse.

Hermione ergueu as sobrancelhas esperando que ele tivesse mais algo a dizer, porém ele somente a olhava.

- Harry, Gina é sua namorada, eu sou apenas...

- Minha melhor amiga! – ele a cortou. – É minha melhor amiga, não sei, mas, faz mais parte da minha vida do que ela. Esteve comigo quando ninguém mais queria estar, por mais que não apoiasse minhas decisões idiotas estava lá, insistindo que eu estava errado, mas estava lá. Me entende quando te olho. Eu não te vejo exatamente como minha melhor amiga, eu te vejo como meu tesouro, e como meu tesouro eu fico feliz em olhar para aquele armário e saber que somente você pode tocar nele. Se eu te dei o direito de mexer em minhas coisas, não daria a mais ninguém esse direito. – falou ele.

Ela manteve-se estática. Jamais Harry havia dito isso a ela.

- Por que a escolheu como namorada? – perguntou sem reconhecer suas próprias palavras.

Harry abriu a boca umas duas vezes, hesitante em responder, mas Hermione soube que ele estava somente procurando a resposta dentro de si.

- Gosto realmente dela. – ele disse finalmente. – Mas você é meu tesouro. Lutei por você. – ele ergueu o braço e mostrou a marca para Hermione que fez uma careta e recuou. – Sofri para te ter aqui e desde então toda a minha visão com relação a você mudou. É como se você fosse minha responsabilidade, você é... – ele pensou. – Preciosa. É o que há de mais difícil que eu já conquistei.

Hermione apenas piscou boba.

- Está me pondo acima de qualquer coisa em sua vida? – indagou ela.

- Acredito que... – ele pensou. – não posso controlar isso.

Ela andou calmamente e sentou-se a beira da cama deixando a caixa de lado. O focou e soltou um assobio baixo.

- Nunca me disse isso, por que esta me dizendo agora? – indagou ela.

Ele franziu a testa.

- Eu imaginei que soubesse, Hermione. – disse ele.

Ela riu e focou as próprias mãos pousadas próximo ao seu joelho.

- Eu imaginava que era importante. Mas não sabia que era [i]tão[/i] importante. – ela falou. – Eu, não sei exatamente o que dizer.

Ele se aproximou e cobriu as mãos da mulher com as suas.

- Quando Voldemort tirou você de nós. Quando ele te levou para longe eu jamais imaginei que pudesse sentir tanto ódio em minha vida. Eu não tramei nada, simplesmente não bolei planos, como sabe, eu somente queria saber que estava viva, porque eu sei que ainda não estou pronto pra chorar por você, até hoje. Sei que jamais estarei. Minha vida parecia um buraco enorme que aumentava a medida que os minutos se passavam e eu não sabia sobre você. – ele falou e ela ergueu os olhos para focar os verdes dele. – Quero que tenha como nota mental que Harry Potter jamais pensou nele mesmo antes de você.

Ela abriu um sorriso sincero.

- Amo tanto você. – disse ela num cochicho.

Ele riu.

- Céus! Nós temos uma garrafa inteira de vinho pra esvaziarmos e estamos aqui sentados. – exclamou ele divertido.

Ela se levantou rindo.

- Que fique bem claro que foi você que começou. – ela disse enquanto ele se levantava e a envolvia num abraço engraçado.

Do outro lado, Gina tirava seus olhos banhados de lágrimas silenciosas da fresta da porta e seguia rumo a saída com o ódio e o ciúmes tomando-lhe conta.



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N/A:
heyyyy!!!
Quantos leitores novos!!
Obrigada por terem vindo, comentado e blablabla
^^

Bem-Vindos!!
Voltem sempre!!!!
=D



Cassandra,
eu realmente sinto lhe informar que meu orkut foi apagado
=/
perdi tudo, fic, amigos, minhas comus....meus videos....tudo...fikei PUT¨&$%$¨%&*(&*)&*&¨%$#@$%¨da vida......mas fazer u q, neh?
Possivelmente vou postar as temporadas do Segredo do Cemitério aki.....mas como a fic eh mto grande talvez eu naum post taum cedo devido a falta de tempo.....


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