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2. Mais precioso tesouro


Fic: A noiva


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CAPÍTULO DOIS

Harry Potter tinha pressa para voltar para casa. Cumprindo a solicitação do rei Edgar, permaneceu em Londres durante quase um mês, observando os costumes da corte inglesa e averiguando tudo o que podia sobre o imprevisível rei inglês. Para falar a verdade, Harry não apreciava muito essa tarefa. Os barões ingleses pareciam um grupo de pretensiosos; as damas, tolas e fracas de espírito, e Henry, o monarca, demasiado brando na maioria de suas decisões. Os Potters sempre admitia os valores de um indivíduo e reconhecia a contragosto que houve ocasiões em que se sentiu impressionado pelos arranques de brutalidade do rei Henry. Os dois tolos barões que foram julgados culpados de traição foram rapidamente castigados.
Embora Harry não se queixasse da sua tarefa, estava contente que estivesse terminada. Como senhor de seu numeroso clã, sentia que as responsabilidades o oprimiam. Era provável que nesses momentos seus grandes domínios nas desoladas Terras Altas estivessem imersos no caos pelos eternos conflitos com os Campbell e os MacDonald, e só Deus sabia que outros problemas acharia quando voltasse.
E agora, mais um atraso, visto que tinha que parar no caminho de volta para casar-se.
Harry considerava o matrimônio com a mulher inglesa desconhecida como um mal menor e nada mais. Ele se casaria para agradar o rei Edgar. É obvio, a mulher faria o mesmo por ordem do rei Henry, pois esse era o modo em que se faziam as coisas nos tempos modernos, dado que ambos os monarcas tinham estabelecido um vínculo, embora tênue, entre ambos.
Henry pediu que fosse precisamente Harry Potter, um dos senhores escoceses, que se casasse com uma noiva inglesa. Harry sabia tão bem quanto Edgar o motivo de Henry fazia esse pedido especial. Era um fato indiscutível que aquele Potter, apesar de ser um dos lordes mais jovens de Escócia, ostentava considerável poder. Comandava oitocentos guerreiros ferozes, no ano anterior, mas o número poderia duplicar-se se convocava seus aliados.
Na Inglaterra, a destreza dos Potter na batalha era fato conhecido, e nas Terras Altas, motivo de orgulho.
Henry também sabia que Harry não tinha qualquer razão para gostar dos ingleses e disse a Edgar que esperava que esse matrimônio suavizasse a atitude do poderoso líder. Possivelmente, com o tempo, a harmonia viria, tinha insinuado Henry.
De qualquer modo, Edgar era muito mais ardiloso do que Henry supunha. Suspeitava que Henry queria inclinar a lealdade de Harry para a Inglaterra.
Tanto Harry quanto seu rei se divertiam com a ingenuidade de Henry. Sim, Edgar era vassalo de Henry desde o dia em que se prostrara ele e lhe prometera sua lealdade, e, além disso, tinha sido criado em uma corte inglesa. Mas mesmo assim era o rei de Escócia, e os membros leais das famílias vinham antes que quaisquer outros... Em especial estrangeiros.
Era evidente que Henry não compreendia os laços criados pelo sangue. Tanto Edgar quanto Harry pensavam que o rei inglês só via a possibilidade de ter outro aliado poderoso no bolso. Mas julgava mal os Potters, pois Harry jamais daria as costas à Escócia nem a seu rei, não importavam quais os incentivos.
Rony, amigo de infância de Harry e senhor do clã vizinho dos Ferguson, também recebeu a ordem de tomar uma noiva inglesa. Rony também passara um mês fatigante em Londres. O encargo foi tão desagradável quanto para Harry, e estava igualmente impaciente para retornar à pátria.
Os dois guerreiros tinham partido a todo galope ao amanhecer, e só se detiveram duas vezes para que os cavalos descansassem. Não esperavam passar mais de uma hora na propriedade dos Jamison. Pensavam que isso lhes daria tempo suficiente para jantar, escolher as noivas, casar-se com elas se houvesse um sacerdote presente, e logo, retomar a viagem.
Não queriam passar outra noite sobre solo inglês e não se importavam se suas respectivas noivas desejavam outra coisa. Afinal, as mulheres eram só outra propriedade, e nem Harry nem Rony dariam ouvidos aos desejos de uma noiva.
Eles se limitariam a obedecer as ordens, e isso era tudo.
Harry ganhou o privilégio de ser o primeiro a escolher, pois jogou um tronco mais longe que seu amigo. Mas para falar a verdade, nenhum dos dois estava interessado o bastante para pôr toda sua força no jogo.
Sim, era uma obrigação que tinham que cumprir, e bastante aborrecida.

O demônio e seu discípulo chegaram à propriedade do barão Jamison três dias antes do combinado.
Beak foi o primeiro a ver os dois senhores da guerra escoceses, e o primeiro em lhes dar esse nome tão adequado. Estava sentado sobre o último degrau de uma escada que se usava para chegar ao paiol, pensando que já era hora de descanso, pois a tarde estava avançada e ele tinha estado trabalhando o dia todo sob o morno sol da primavera, sem parar sequer para a refeição do meio-dia. Além disso, lady Hermione tinha sido arrastada por sua irmã Gina para a pradaria do sul, e na verdade Beak teria que ir vigiá-las para assegurar-se de que não se metessem em confusões. Quando Gina se via instigada a deixar de lado as tarefas, era dominada pelo lado selvagem de sua natureza. Certamente, ficava mais desinibida do que convinha, segundo Beak. E esse era outro motivo que fazia necessário um homem forte que a vigiasse. Uma vez decidida, a doce Gina era capaz de convencer um ladrão de deixar de roubar, e só Deus sabia em que travessuras ela e Hermione se meteriam!
Só de pensar na hipótese, Beak sentia calafrios. Sim, sem dúvida, tinha que vigiar essas duas selvagens.
Deixou escapar um bocejo sonoro e começou a descer da escada. Estava no segundo degrau quando reparou nos dois gigantes que cavalgavam em sua direção.
Beak esteve a ponto de perder o equilíbrio. Abriu a boca como um passarinho esperando que a mãe o alimentasse, e não pôde fechá-la. Conteve-se antes de fazer o sinal da cruz, e agradeceu que os dois guerreiros não pudessem ouvir seus joelhos bambos jocando-se contra o outro, quando finalmente conseguiu chegar ao chão.
Sentia o coração batendo forte dentro do peito. Beak se lembrou que por suas veias corria sangue escocês, embora seus ancestrais viessem das Terras Baixas de Escócia, mais civilizadas. Também se lembrou que não estava acostumado a julgar um indivíduo só pela aparência. Mas nada disso diminuiu sua reação ante os dois gigantes que o observavam fixamente.
Beak começou a tremer. Desculpou-se pensando que só era um homem comum, e que a visão desses dois guerreiros faria até um apóstolo arrepiar-se.
Aquele que, segundo Beak, seria o discípulo, era alto, musculoso, de ombros largos, com cabelos da cor dos pregos enferrujados, e olhos azuis como o mar. Também se viam rugas nas comissuras dos gélidos olhos do indivíduo.
E embora este fosse um homem corpulento, parecia pequeno em comparação com o outro.
Aquele que Beak chamou demônio tinha o cabelo negro e a pele de tom bronzeado. Era uma cabeça mais alto que o companheiro, e nesse corpo hercúleo não se via um pingo de gordura que lhe suavizasse as formas. Quando Beak se inclinou para vê-lo melhor, imediatamente desejou não havê-lo feito, já que aqueles olhos verdes eram frios e sombrios. Com crescente desespero, Beak imaginou que esses olhos eram capazes de congelar uma pradaria no verão.
O que fazer com o estúpido plano de salvar Gina? Beak resolveu que iria direto ao inferno antes de permitir que qualquer desses dois bárbaros sequer se aproximasse da jovem.
—Meu nome é Beak, e sou o chefe dos estábulos — disse por fim, esperando dar a impressão de que havia mais pessoas trabalhando na casa e os estranhos pensassem estar conversando com alguém importante—. Chegaram antes do combinado — adicionou com um gesto nervoso—. Se não estivessem adiantados, toda a família estaria aqui fora, vestida com suas melhores roupas, para lhes dar uma boas-vindas apropriada.
Beak fez uma pausa para tomar ar e esperou uma resposta. A espera foi vã e sua ansiedade se evaporou com rapidez. Logo se sentiu tão importante quanto uma mosca a ponto de ser esmagada. O modo em que esses dois gigantes o observavam era enervante.
O chefe dos estábulos decidiu insistir:
—Milordes, eu me ocuparei de seus cavalos enquanto vocês se apresentam na casa.
—Velho, nos ocupamos dos cavalos — disse o discípulo.
Tampouco a voz do sujeito era muito agradável. Beak assentiu e retrocedeu vários passos, saindo do caminho. Observou como os dois senhores tiravam as selas e os escutou pronunciar palavras de elogio em gaélico às montarias. Eram dois belos potros, um castanho e o outro negro, e Beak reparou que nenhum dos dois animais exibia o menor defeito... E tampouco a marca de um chicote nos flancos.
Na mente de Beak renasceu uma faísca de esperança: há muito tempo aprendera que o verdadeiro caráter de um homem podia adivinhar-se pelo modo em que tratava a mãe e o cavalo. O cavalo do barão Draco estava sulcado de profundas marcas, o que para Beak era prova suficiente de sua própria teoria a respeito desse barão.
— Deixaram os soldados do lado de fora dos muros? —perguntou Beak em gaélico para que soubessem que era amigo e não inimigo.
Ao parecer, o esforço agradou o discípulo, pois ele sorriu para o chefe dos estábulos.
— Viemos sozinhos.
— Londres? — perguntou Beak, incapaz de ocultar a surpresa.
— Sim — respondeu o lorde.
— Sem ninguém para escoltá-los?
— Não necessitamos de alguém que nos proteja — respondeu. Esse, senhor, é um costume inglês, não nosso. Não é verdade, Potter?
O demônio não se alterou.
— Quais são seus nomes, milordes? —perguntou Beak. Embora fosse uma pergunta audaz, como os sujeitos já não o contemplavam carrancudos, isso lhe deu coragem.
Em lugar de responder, o discípulo trocou de tema.
— Você fala bem nossa língua, Beak. Isso significa que é escocês?
Orgulhoso, Beak ergueu os ombros.
— Assim é. E também tive os cabelos vermelhos antes ficassem brancos.
— Eu sou Rony, do clã Ferguson. Os que o conhecem o chamam Harry — adicionou indicando com um gesto ao outro guerreiro—. Harry é chefe do clã Potter.
Beak fez uma reverência formal.
—Tenho o humilde prazer de me apresentar aos senhores — saudou —. Fazia tantos anos que não falava com um escocês puro-sangue que tinha esquecido como me comportar — acrescentou com um sorriso—. Também esqueci como são grandes os das Terras Altas. Quando os vi, deram-me um susto terrível.
Abriu as portas que davam a duas cavalariças vizinhas, perto da entrada, encheu os manjedouras e os bebedouros e logo tentou retomar a conversa com os dois homens.
— Realmente, sua chegada com três dias de antecipação deverá colocar a casa num verdadeiro alvoroço.
Nenhum dos senhores fez nenhum comentário, mas pelo modo em que se olharam Beak soube que não se preocupavam em causar um alvoroço.
—Se não a nós, a quem esperavam? —perguntou lorde Rony franzindo o sobrecenho.
A pergunta deixou Beak intrigado.
— Ao menos até dentro de três dias, ninguém.
— Homem, a ponte levadiça estava abaixada, e não havia um só guarda à vista. Sem dúvida...
— Ah, isso! —disse Beak exalando um prolongado suspiro—. Bem, para falar a verdade, a ponte está quase sempre abaixada e nunca há vigilância. O barão Jamison é um tanto esquecido, sabe?
Ao ver as expressões incrédulas dos guerreiros, Beak achou necessário defender seu senhor:
—Por estarmos aqui, perdidos no meio do nada, nunca nos preocupamos com a vigilância. O barão diz que não tem nada de valor para que o roubem — disse, dando os ombros—. E nunca ninguém entra sem ser convidado.
— Nada de valor? —Por fim, Harry Potter falou, com voz suave e ao mesmo tempo enérgica. E quando se voltou e concentrou toda a atenção em Beak, os joelhos do ancião começaram a tremer outra vez.
— Tem filhas, não é mesmo?
Beak pensou que o cenho do guerreiro era capaz de atear fogo a uma fogueira. Não pôde suportar esse olhar muito tempo e olhou para as pontas das botas para concentrar-se na conversação.
— É verdade, ele tem filhas, e mais do que desejaria.
— Mesmo assim, não as protege? —perguntou Rony. Meneou a cabeça, incrédulo, e se voltou para Harry para dizer:
— Alguma vez ouviu algo semelhante?
— Não, nunca.
— Que tipo de homem é o barão Jamison? — perguntou Rony a Beak.
Potter respondeu a pergunta:
— É um inglês, Rony.
— Ah, isso explica, claro! — assinalou Rony com secamente—. Diga-me uma coisa, Beak, por acaso as filhas do barão são tão feias que precisam de amparo? Faltam-lhes virtudes?
— São todas lindas — respondeu Beak—. E todas elas são puras como no dia em que nasceram, Que eu caia morto se estiver mentindo! O que acontece é que o pai foge de seu dever — acrescentou o ancião com o sobrecenho franzido.
— Quantas filhas tem? —perguntou Rony—. Nunca nos ocorreu perguntar ao rei.
— Vocês verão três — murmurou Beak. Estava por esclarecer a questão quando os dois guerreiros se voltaram e se dirigiram à porta.
“É agora ou nunca”, decidiu Beak. Inspirou profundamente e disse em voz alta:
— Os dois são senhores poderosos que dominam seus clãs ou um dos dois é mais poderoso que o outro?
Harry percebeu o temor no tom do ancião e se sentiu tão intrigado que se voltou para ele.
— Qual é o motivo de uma pergunta tão impertinente?
— Não quis ser desrespeitoso — apressou-se a esclarecer Beak — e tenho motivos honestos e sólidos para perguntar. Sei que me atribuo funções que não me correspondem. Estou me intrometendo. Mas alguém tem que cuidar dos interesses das moças, e eu sou o único que se importa o bastante com isso, sabe?
A estranha explicação deixou Rony carrancudo, que não via sentido nas palavras de Beak.
— Em um ano ou dois, eu serei o senhor de meu clã pela lei irlandesa de sucessão —respondeu —. Quanto ao Potter, ele já é chefe do seu próprio. Isso responde a sua pergunta, Beak?
— Isso significa que terá o privilégio de escolher a noiva primeiro? —perguntou Beak.
— Sim.
— Ele é mais poderoso que você? —insistiu o velho.
Rony assentiu.
— No momento — afirmou sorridente —, Beak, você já ouviu falar dos guerreiros Potter?
— Sim. Ouvi todo tipo de histórias.
O tom sombrio do Beak fez Rony sorrir, reparando que era óbvio que Harry inspirava temor no ancião.
— Suponho que algumas das histórias que escutou incluem descrições dos métodos de luta de Harry.
— Sim, mas eu não acredito nelas — adicionou Beak, lançando um olhar em direção a Harry —, Contam-nas os ingleses, e estou seguro de que exageram na rudeza do senhor, entende?
Antes de responder ao comentário, Rony riu, olhando para Harry.
— Oh, Beak não acredito que as histórias exagerem nem um pouco. Por acaso mencionam que ele jamais demonstra piedade nem compaixão?
— Sim.
— Nesse caso, Beak, será melhor que você acredite, pois é tudo verdade. Certo, Harry?
— Absolutamente — admitiu Harry com tom duro.
— Beak —prosseguiu Rony —, suas perguntas me divertem, embora não tenha idéia de qual seja seu objetivo. Há alguma outra pergunta que queria me fazer?
Beak assentiu com acanhamento e voltou o olhar para Harry. Guardou silêncio durante um prolongado momento enquanto pensava em um modo de referir-se a Gina sem que isso resultasse francamente desleal.
Harry viu o medo refletido nos olhos do ancião. Deu uns passos e se deteve frente ao chefe dos estábulos.
— O que é o que quer me dizer?
Beak pensou que a intuição do Potter era tão inquietante quanto o tamanho e a voz do guerreiro. Sua própria voz tremeu quando resmungou:
— Harry Potter, alguma vez em sua vida você maltratou uma mulher?
Foi evidente que a pergunta não o agradou, pois num momento sua expressão tornou-se tão feroz como o estalo de um relâmpago.
De maneira instintiva, Beak retrocedeu e teve que apoiar a mão sobre a parede para conservar o equilíbrio.
— Velho, fui paciente com você porque é escocês, mas se alguma vez volta a me formular uma pergunta tão vil, juro-lhe que será a última.
Beak assentiu.
— Do fundo de meu coração, preciso sabê-lo, pois lhe farei um grande obséquio e tenho que saber se você reconhecerá o valor desse presente, milorde.
— Este homem fala por charadas — afirmou Rony, aproximando-se de Harry.
Beak notou que tinha um sobrecenho quase tão feroz como o de Harry —. Velho, se você faz perguntas tão desprezíveis é porque já está há muito tempo na Inglaterra.
—Sei que o que digo não parece ter sentido — admitiu Beak com tom pesaroso—. Mas se o expresso com demasiada clareza parecerei desleal aos olhos de minha senhora. Não posso fazê-lo — adicionou —. Nesse caso, ela me esfolaria.
— Tem medo de uma mulher? — perguntou Rony.
Beak não fez caso do semblante atônito do homem nem de seu tom divertido.
— Não tenho medo de mulher alguma. O problema é que não quero faltar com minha palavra — explicou —. Essa moça significa tudo para mim. Não me envergonha reconhecer que a quero como a uma filha.
Com valentia, Beak confrotou o olhar duro de Harry, mas foi um esforço lamentável. Oh, como desejaria que o outro guerreiro fosse o mais poderoso dos dois! Ao menos, o chamado Rony sorria de vez em quando.
— Você é forte o bastante para proteger o que lhe pertence? —perguntou ao Potter, ansioso por chegar ao centro da questão o antes possível.
— Sim.
— O barão Draco convocará muitos soldados. Irá atrás do presente que estou oferecendo a você. Além disso, considera-se amigo de Henry, o rei da Inglaterra —acrescentou Beak com um gesto enfático das sobrancelhas.
Potter não se impressionou com a afirmação e deu de ombros em atitude indiferente.
— Isso não me importaria.
— Quem é esse barão Draco? —perguntou Rony.
— Um inglês.
— Melhor — disse Harry—. Se devo aceitar o presente que você me oferece, ficarei feliz em desafiar um inglês, já que não será uma ameaça para mim.
Beak relaxou de maneira evidente.
— Não haverá “se” — afirmou.
— Por acaso, seu presente consiste em um cavalo? —perguntou Rony, movendo a cabeça, confuso. Ainda não entendia o que o chefe dos estábulos falava com Harry.
Mas Potter já tinha compreendido:
— Não é um cavalo, Rony.
Beak riu. O homem era ardiloso como o diabo.
— Lorde Potter, quando você puser os olhos sobre o meu presente, sem dúvida desejará tê-lo — alardeou —. Milorde gosta de olhos azuis?
—Beak, nas Terras Altas muitas pessoas têm olhos azuis — interveio Rony.
—Bem — prosseguiu Beak arrastando as palavras—, há azuis e azuis. —Deixou escapar uma risada sonora, pigarreou e continuou:
—Quanto à minha charada, senhor Potter, o barão Jamison trata suas filhas como se fossem cavalos, e isso é um fato. Com apenas uma olhada ao redor compreenderá o que digo. Essas preciosidades que estão nestes três estábulos são para a comtempalção de qualquer um. Mas se você seguir por este corredor e virar a esquerda, verá uma cavalariça oculta, no canto mais afastado. Está separada das demais. É aí onde o barão guarda a sua beldade, uma égua branca magnífica que espera um companheiro digno para ser seu par. Dê esse prazer a este velho tolo, lembre-se que sou escocês, e dê uma boa olhada nesse animal — insistiu Beak, indicando o caminho ao guerreiro—. Asseguro-o que valerá a pena, senhor Potter.
— A curiosidade está me matando — disse Rony a Harry.
Os dois homens seguiram o chefe dos estábulos. Ao entrar no local, a atitude de Beak mudou. Colocou uma palha entre os dentes, apoiou-se com ar despreocupado contra a parede com um pé cruzado sobre o outro, e ficou observando como a sensível potranca armava um grande alvoroço quando Harry se aproximou para acariciá-la. A porta lateral estava entreaberta e deixava filtrar o sol, que foramva um halo de luz sobre a pelagem prateada do animal.
A orgulhosa beldade não se tranqüilizou por um bom tempo, mas ao fim o guerreiro a seduziu e a obrigou a manifestar uma parte de seu temperamento gentil. Beak desejou que o senhor tivesse a mesma paciência com Gina.
— Sem dúvida é uma beleza — assinalou Rony.
— Mas ainda um tanto selvagem — completou Harry sorrindo, e Beak chegou à conclusão de que não o considerava um defeito.
— Ela chama-se Fogo Selvagem, e certamente merece o nome. O barão não pode aproximar-se. Deu-a à filha caçula quando ficou evidente que só ela podia montá-la.
Harry sorriu outra vez — Um milagre!— quando a égua tentou morder sua mão.
— É fogosa. Com um bom garanhão, a cria será robusta... E também vivaz.
Beak inspecionou Harry outra vez com toda atenção, e ao topar com o olhar do guerreiro, sorriu:
— É o mesmo que acho do presente que lhe darei.
Dando-se ares de importância, Beak se separou da parede e disse:
— Como dizia, senhor Potter, o barão trata suas filhas como trata os cavalos. Há três à vista de todos... — Não diria uma só palavra a mais. O escocês teria que adivinhar o resto do enigma.
— Está aí dentro?
A voz era a de lady Gina. Beak se sobressaltou tanto que quase engoliu a palha que estava mordiscando.
—Essa é a caçula das filhas do barão — disse aos dois guerreiros—. E aí está a porta lateral —acrescentou em um suave sussurro—. Se querem ir agora mesmo, é o caminho mais rápido até a casa principal. Será melhor que vá ver o que minha Gina quer.
Apesar de sua avançada idade, Beak podia mover-se com assombrosa velocidade. Dobrou a esquina e se encontrou com e Gina e sua irmã, Hermione, no centro do corredor.
— Beak, falava com alguém? — perguntou Hermione —. Pensei ter ouvido...
— Só visitava Fogo Selvagem — mentiu Beak.
— Gina disse que devia estar tirando um cochilo e que poderíamos entrar aqui sem ser vistas, pegar nossos cavalos e dar outra corrida rápida — confessou Hermione.
— Hermione, não tinha por que contar ...
— Mas Gina...
— Que vergonha, Gina! — repreendeu-a Beak—. Eu nunca tiro cochilos, e você não teria que estar se espreitando em nenhum lugar. —Dirigiu-lhe um sorriso absurdo.— Não é próprio de uma dama.
— Sim, você cochila após o almoço — disse Gina; o sorriso do ancião era contagioso —. Hoje está de bom humor, não?
— É, sim, estou — admitiu Beak. Tentou dissimular a ansiedade, pois não queria que Gina suspeitasse que tramava algo. Se perguntou se os senhores escoceses ainda estariam com Fogo Selvagem. E embora o guerreiro Potter não pudesse ver Gina, Beak sabia que a voz da moça, suave e rouca, chamaria a atenção do homem.
— Pergunto-me o que estão fazendo as duas em uma tarde tão bonita — quis saber o ancião.
— Queríamos cavalgar — disse Hermione, olhando confusa para Beak—. Já dissemos. Não se sente bem, Beak? Gina, parece que está ruborizado.
Imediatamente, Gina tocou a fronte de Beak com o dorso da mão.
— Não tem febre — disse à irmã.
— Deixem de se preocupar comigo — disse Beak —. Estou tão saudável quanto de costume.
— Então, nos deixará cavalgar por uma ou duas horas mais?— perguntou Hermione.
— Darão esse passeio a pé, e não se discute mais — afirmou Beak, e cruzou as mãos sobre o peito para demonstrar que falava a sério.
— Por que não podemos cavalgar? —perguntou Hermione.
— Porque acabo de preparar essas senhoritas para dormir — disse Beak—. Seus cavalos foram alimentados, mimados e até cantei para elas uma canção de ninar.
Beak acabava de pronunciar a mentira quando lembrou dos dois cavalos que estavam comendo nas manjedouras junto às portas da frente. Temeu que Gina ou Hermione pudesse vê-los. Contudo, geralmente as duas irmãs entravam correndo nos estábulos e havia uma boa possibilidade de que pudesse fazê-las sair sem que os vissem.
— Têm que se preparar para receber as visitas — expulsou Beak. Pegou Hermione pelo braço direito, Gina pelo esquerdo, e começou a arrastá-las para a saída.
— Hermione me convenceu de que não me preocupasse com essas visitas indesejadas em uma tarde tão bela — explicou Gina —. Beak, solte meu braço.
— Temos três dias inteiros de liberdade — disse Hermione—. Gina ainda tem muito tempo para arrumar a casa.
— Poderia dar-lhe uma mão, senhorita — disse Beak—. Não seria ruiml.
— Beak, não comece a importuná-la. Hermione me ajudará se eu pedir.
Beak não pareceu acreditar.
— Falando de pedir — interveio Hermione—, há algo que queria pedir, Beak.
— Hermione, agora não incomode Beak.
— Sim, vou incomodá-lo — disse Hermione a sua irmã—. Aprecio seus conselhos tanto quanto você. Além disso, quero saber se o que me disse é verdade.
— Do que está falando? — replicou Gina, mas o sorriso indicou a Beak que ela não estava ofendida de verdade.
— Gina me contou tudo a respeito desses horríveis escoceses, Beak. Estou pensando em fugir. O que acha desse plano atrevido?
Beak dissimulou o sorriso, pois lady Hermione parecia muito sincera.
— Suponho que depende de para onde pense fugir.
— Oh, bom, ainda não pensei nisso...
— Hermione, pergunto-me por que quer escapar — disse Beak —. Que tipo de histórias espantosas sua irmã andou lhe contando? Acha que são verdadeiras?
— Vamos, Beak, por que supõe que eu mentiria para minha irmã? — perguntou Gina, contendo a risada.
— Porque eu sei como funciona sua cabecinha, Gina — respondeu Beak—. Você andou fazendo de novo, não foi? Que historias andou contando para assustar sua irmã agora? Ela está tremendo de medo. E acontece que eu sei que você sabe nada a respeito dos escoceses.
— Sei que têm o cérebro de uma ovelha — replicou Gina, piscando para Beak sem que Hermione a visse, e acrescentou:
— Claro que só os escoceses nascidos nas Terras Altas. Os nativos das Terras Baixas são muito inteligentes, Beak, como você.
— Não trate de me adular com palavras bonitas — replicou Beak —. Agora não vai adiantar. Olhe como Hermione está aflita e como se retorce as mãos. O que você contou a ela?
— Só disse que ouvi dizer que os escoceses são luxuriosos.
— Bom, Hermione, isso não é tão mau — admitiu Beak.
— De grandes apetites — disse Hermione.
—E isso é um pecado?
— É, sim — respondeu Hermione.
— Gula — acrescentou Gina, rindo entre dentes.
— Gina me disse que brigam o tempo todo.
— Não, Hermione, disse que brigam grande parte do tempo. Se for repetir tudo o que digo, não erre.
— É isso mesmo, Beak?
— O que, Hermione?
— Que lutam todo o tempo.
— Eu só disse que eles gostam de lançar ataques — disse Gina encolhendo os ombros.
Beak viu que as altas maçãs do rosto de Gina estavam cobertas de rubor. Não havia dúvida de que o que a irmã contava dela a envergonhava.
Certamente Gina tinha cometido uma travessura. Parecia tão culpada como daquela vez em que convenceu a Hermione de que o pai tinha assinado a ordem para que ela fosse para o convento.
Ela gostava de brincar. Também, era um espetáculo digno de ver, vestida com a cor preferida de Beak, o azul intenso. Tinha o cabelo solto e os espessos cachos caíam em caótico esplendor até abaixo dos ombros esbeltos. Tinha manchas de terra no nariz e o queixo.
Beak desejou que o senhor Potter pudesse ver Gina nesse momento, pois os olhos violetas faiscavam de alegria.
Hermione também tinha uma aparência atraente. Estava com um vestido rosado, salpicado de manchas de barro. Beak se perguntava em que confusão as duas irmãs teriam se metido, mas logo compreendeu que de fato não queria sabê-lo.
Recordou o tema dos escoceses quando Hermione exclamou:
— Gina me disse que os escoceses tomam o que desejam quando o desejam. Também, que têm certas preferências.
— Quais? —perguntou Beak.
— Os cavalos fortes, as ovelhas gordas e as mulheres suaves — disse Hermione.
— Ovelhas e mulheres?
— Sim, Beak, e nessa ordem. Gina diz que preferem dormir junto aos cavalos que ao lado das mulheres. E bem, é verdade? Então as mulheres ficam em último lugar?
Beak não respondeu. Observava Gina com expressão severa, desejando que essa fosse uma resposta para Hermione. Percebeu que Gina tinha o semblante contrito, mas não estava certo se ela pediria desculpas ou desataria a rir.
Ganhou a risada:
— Para falar a verdade, Hermione, só estava brincando com você.
— Vejam só as duas! — exclamou Beak —. Cobertas de terra como filhas de camponeses. E você, senhorita — completou, dirigindo-se a Gina —, parece uma estouvada! O que é o que estavam fazendo as duas no prado, pergunto-me eu?
— Está mudando de assunto — disse Hermione à irmã —. Gina, não me moverei daqui até que me peça desculpas... E se eu achar que não está sendo sincera, contarei ao padre Charles. Ele vai castigá-la com uma penitência da qual não esquecerá tão cedo.
— É sua culpa, não minha — retrucou Gina—. É tão fácil de convencer como uma marionete.
Hermione voltou-se para Beak.
— Minha irmã poderia entender meu problema. Ela não tem que se apresentar ante os guerreiros escoceses e rogar a Deus não ser a escolhida. Papai vai esconde-la.
— Porque não me mencionaram na ordem do rei — lembrou Gina.
— Eu não estou tão certa assim de que você não foi mencionada — replicou Beak.
— Papai não mentiria — argumentou Gina.
—Quanto a isso, Gina, eu não direi se está enganada ou não — disse Beak — Hermione, pelo que vejo, Gina não contou nada terrível a respeito dos escoceses. Você se preocupa em vão, garota.
— Contou-me outras histórias, Beak — disse Hermione —. Claro que eu suspeitei, pois eram contos muito fantásticos. Não sou tão crédula, Beak, apesar do que minha irmã pensa.
Beak olhou outra vez para Gina com gesto severo.
— Bem, milady?
Gina suspirou.
— Admito que inventei algumas histórias, Beak, mas muitas são verdadeiras.
— Como pode saber o que é verdadeiro e o que é falso? De qualquer modo, não teria que dar crédito aos falatórios. Não foi o que eu lhe ensinei.
— Que falatórios? —perguntou Hermione.
— Os escoceses têm um jogo que consiste em arremessar troncos de árvores.
— Troncos?
— Pinheiros, Hermione — respondeu Gina.
Hermione bufou sem nenhum refinamento.
— Besteira!
— Sério — continuou Gina —. E se isso não for um ritual pagão, não sei o que pode ser.
— Acha que eu realmente acredito em tudo o que me diz, verdade?
—É verdade, Hermione — admitiu Beak —. Eles arremessam troncos, mas não uns contra os outros.
Hermione moveu a cabeça
—Beak, do jeito que sorri, sei que está rindo de mim. Oh, sim, você está rindo de mim! —insistiu, ao ver que ele ia argumentar —. E é verdade que os escoceses usam roupa de mulher?
— O que...? — Beak sufocou uma tosse. Esperava que os guerreiros já houvessem deixado o estábulo e não estivessem escutando esse lamentável diálogo. — Acho que devemos ir lá pra fora para continuarmos essa conversa. Esta um dia bonito demais para ficar dentro de casa.
— É verdade — Gina disse à irmã, ignorando a sugestão de Beak—. Usam vestidos de mulher, não é, Beak?
— De onde você tirou semelhante blasfêmia? —perguntou Beak.
— Cholie me contou.
— Cholie? — perguntou Hermione—. Bom, se houvesse me contado, eu não teria acreditado em nada do que disse. Sabe tão bem quanto eu que a ajudante de cozinha está todo o dia com uma caneca de cerveja. É provável que estivesse bêbada.
— Diabos!
— Irmã, por favor... Você fala igual a Beak!
— É verdade — disse Beak, tentando frear a discussão nascente.
— Como é? —perguntou Hermione.
— Usam uma roupa que chega até os joelhos — esclareceu Beak.
— Viu, Hermione? Foi o que eu falei.
— Essa vestimenta se chama Kilt, Hermione. Kilt – repetiu Beak resmungando — É um traje sagrado e acredito que não lhes agradaria ouvir que o chamam de roupa de mulher.
— Agora não me estranha que tenham que brigar todo o tempo — interveio Gina. Na realidade, não tinha acreditado na história contada por Cholie, mas Beak parecia tão sincero que começava a convencer-se de que era verdade.
—Sim — confirmou Hermione—. Têm que defender suas saias.
— Saias!
— Olhe o que você fez, Beak está gritando conosco.
Imediatamente Gina ficou triste.
— Beak, lamento tê-lo zangado. Puxa, como você está nervoso hoje! Fica olhando todo o tempo por cima do ombro. Imagina que alguém vai atacá-lo pelas costas? O que...?
—Não descansei — exclamou Beak —. Por isso estou irritado.
—Nesse caso, teria que descansar — aconselhou Gina —. Vamos, Hermione. Beak foi muito paciente com nosso atraso, e eu acredito que não se sente muito bem.
Deu a mão à Hermione e se dirigiu à saída.
— Deus, Hermione, eles usam mesmo roupa de mulher! Não acreditei em Cholie, mas agora estou convencida.
— Vou fugir, e não se fala mais disso — disse Hermione em voz alta para que Beak a ouvisse. De pronto se deteve e virou — Uma última pergunta, por favor.
— O que, Hermione?
— Beak, sabe se os escoceses detestam as mulheres gordas?
O ancião não pôde responder essa pergunta absurda. Deu de ombros, e Hermione foi atrás de Gina. As duas irmãs levantaram a barra dos vestidos e correram para o pátio superior. Enquanto as observava, Beak deixou escapar umas suaves gargalhadas.

— Tem um nome estranho.
O chefe dos estábulos quase desmaiou de susto. Não tinha escutado Harry Potter aproximar-se. Voltou-se, e seu rosto encontrou os ombros do guerreiro gigante.
— Foi o jeito que a mãe encontrou de dar-lhe um lugar nesta família. O barão Jamison não é o verdadeiro pai de Gina, embora a tenha reconhecido como filha. Acho que foi um gesto bondoso de sua parte, por o nome de sua mãe. Pôde vê-la bem, então? —adicionou precipitadamente.
Harry assentiu.
—Vai levá-la consigo, milorde?
O Potter contemplou o ancião por um longo momento antes de responder.
—Sim, Beak. Eu a levarei comigo.
A escolha fora feita.



Na.: Nada a dizer


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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 24/04/2012

Ualllllll kkkkkkkkkkkkkkkk ri bastante com as meninas, que loucura em ? Tô simplesmente louca pela fic!

Nota: 5

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