Os raios de sol atravessavam a janela despedaçada, iluminando o rosto de uma Hermione adormecida. Snape encostado na parede ao lado da janela a observava, a luz do sol a fazia brilhar, a pele antes branca agora era dourada, era torturante vê-la e não poder tocá-la, pois nunca faria mal a uma protegida de Dumbledore; ela era preciosa. Mas agora tinha que arranjar algo para comer, mas o que? Caminhou até a cama, aproximou-se dela tentando acordá-la com sucesso, já que acordou uma leoa que se assustou com a invasão de seu território.
- por favor, afaste-se!
- venha comigo- disse Snape fazendo um leve gesto com a cabeça.
-por que?
- tenho que arranjar algo para você comer.
-não sabe andar pelos arredores, professor?
-sabe muito bem que nunca saio daquelas masmorras.
-como quiser, mas deixe eu me arrumar primeiro.
-estarei esperando lá fora, mas não ouse tentar nada.
Depois de um tempo esperando Snape já estava se preocupando, até que Hermione chega do seu lado. Foi impossível deixar de reparar nos seios quando ela respirou fundo como se dissesse” lá vamos nós”; logo saíram dos terrenos da casa dos gritos a caminho de Hogsmead, Snape e Hermione caminhavam de braços dados como se fossem íntimos, assim ninguém desconfiaria. Alguns olharam desconfiados, os quais eram afastados por um dos famosos olhares de Snape. Ele nunca fora um perfeito cavalheiro, mas pelo menos sabia tratar uma mulher quando era pressionado, como nas reuniões, Dumbledore sempre o corrigia quando tratava mal uma das professoras, bem, Hooch e Minerva sabiam muito bem como afastá-lo, já Sinistra era bem mais sutil, ela não reclamava ou discutia, vingava-se;Sprout lhe enfiava goela abaixo alguma erva venenosa.
Sempre maltratou todos e todas, mas com Hermione ele sentia culpa, remorso. Chegaram no três vassouras, não havia ninguém, só madame Rosmerta sentada no balcão com cara de sono, ele permitiu que ela entrasse primeiro.
-tome isso e compre o que quiser, e uma garrafa de firewisk.
-ok.
Hermione voltou com bastante comida, mas não trouxe nenhuma garrafa.ela não queria vê-lo mal, o viu aproximar-se, pensava que ele iria lhe dar uma bronca ou algo parecido, mas não; ele pegou no pulso da garota, abaixando sua cabeça ele deu um beijo no pulso da garota, Hermione viu seus olhoss negros e dilatados quando ele levantou a cabeça em busca de aprovação, assentiu, já era maior de idade e faria o que quisesse da vida, mesmo que para a maioria isso significasse acabar com a própria vida.
Snape deu vários beijos pelo braço até encontrar o rosto, o cabelo negro repousava em sua face pálida e sofrida. Emoldurou o rosto dela com as duas mãos e beijou-lhe a boca como se não existisse mais dias, horas, minutos ou segundos, a boca dela era quente, enquanto a sua era fria. Hermione começou a subir suas mãos pela cintura de Snape até chegar a nuca; tocou a saliência na bochecha, as cicatrizes no queixo, desceu para o pomo de Adão até chegar aos botões e foi abrindo-os um a um. Snape erguia a cabeça e abria levemente a boca, respondendo as carícias, depois concentrou-se no pescoço dela, depositava beijos em cada centímetro de pele branca e macia, logo sentiu suas calças apertarem e uma mão indo abrir os botões da última peça de roupa a vista. Os dois sabiam que aquilo era a coisa mais errada que fariam em suas vidas,mas naquele momento não estavam ligando para o mundo exterior, apenas concentravam-se um no outro e em nada mais.
Ele a deitou na cama úmida e lá fizeram amor até o último pingo de energia que ainda tinham. Adormeceram nus, abraçados, ofegantes.
Snape acordou , abriu os olhos e não havia nada ali a não ser ele e suas roupas” ela fugiu”, como pode ser tãp estúpido a esse ponto? Era o que ele tinha na cabeça. Levantou-se rápido e pôs-se a recolher suas roupas, vestindo-as logo, não demorou para chegar aos jardins de Hogwarts a procura de Hermione. Ela fugiu em um momento de franqueza dele e não poderia perdoá-la por isso.
Invadiu o salão no momento do café da manhã, não se preocupava com todos que o olhavam com cara de assustados, ele caminhou a passos firmes até onde estava sentado Dumbledore, parou subtamente fazendo suas vestes amassadas e parcialmente desabotoadas serem o centro das atenções das alunas sonserinas que observavam seu diretor de casa pela primeira vez alterado e quase indecente:
-onde está ela?- Snape perguntou com fúria para Dumbledore e este apenas disse com calma aproximando-se do rosto do homem mais novo:
-tente olhar mais atentamente meu garoto, ela está bem ali- disse apontando para a mesa da Grifinória- parece que, quando você dormiu, ela aproveitou e voltou, agora finge que nada aconteceu.
-e o que você sabe, velho?- as narinas de Snape já estavam delatadas tamanha sua fúria. Todos o olhavam com espanto.
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