Enquanto despertava, Hermione sente algo quente sob si, um aroma doce e incrivelmente sedutor em seu nariz, o qual toca uma superfície quente e macia. Sem resistir, entreabre os lábios deslizando-o pela pele, provando-a com a ponta da língua.
-Boa noite pra você também. –Harry ronrona deslizando uma das mãos pelas costas dela. Mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, ela o empurra e se levanta rapidamente.
-Você ficou louco? Como me deixou dormir desse jeito? –Hermione estava assustada, agora bem consciente do que estivera prestes a fazer.
- Você dormiu tranqüilamente, está tudo bem. –Harry fala calmamente, ainda a observando, sentada e assustada.
-Tão bem quanto alguém que joga roleta russa em 5/1. –Harry ergue uma sobrancelha e ela suspira antes de continuar. –Cinco balas em um tambor de seis. –Explica tentando não ser agressiva, precisava se acalmar pra controlar os impulsos assassinos que o “inocente” despertar provocara.
-Não exagera, Mione. Ontem você admitiu que não pode viver sem mim e, juntos, mostramos a besta que ela ganha bem mais comigo vivo. –Agora ele levantara e lhe afagava o rosto, se aproximando para falar bem perto de sua boca.
-Deixa de ser convencido, Harry. –Ela fala de modo sério, não queria brincadeira com aquele assunto. Ele, porém, não queria continuar a discussão e ia beijá-la, mas ela o impede pondo um dedo nos lábios dele. –Adoraria continuar a “discutir”, mas acordei com Drakul nos convocando pra uma reunião, agora. Parece que vamos jantar.
-E você vai? –O tom de Harry era grave e o desgosto evidente em seus olhos.
-Ele parecia decidido a nos ter lá, além de ter um tom meio preocupado. Mas acima de tudo, não é hora de ganhar um inimigo como Drakul ou mesmo permitir que ele venha nos procurar. –Hermione também não parecia animada para ir, preferia ficar na cama remoendo a culpa por ter deixado Rony tão desprotegido.
-Não tinha pensado nisso. Melhor irmos. –Harry quase grunhiu de tão desgostoso, mas já se levantando da cama.
-Eu vou tomar um banho e devo descer em, no máximo, vinte minutos. –Mal humorado, Harry apenas murmura em concordância enquanto sai do quarto.
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Quinze minutos depois, Harry desce elegantemente vestido de negro, num conjunto de calça social, blazer e camisa social de seda. Imediatamente, os gêmeos, Gina e Logan, que estavam na sala, o observam com rostos surpresos.
-Hermione e eu vamos sair, temos uma reunião. –Responde sem querer dar muitos detalhes, não queria causar preocupações desnecessárias.
-Hermione recebeu alguma notícia sobre Rony? –Jorge pergunta receoso, mas tentando disfarçar.
-Não. Até devemos falar sobre isso com Cat, mas a reunião não é por causa dele. –Harry tenta responder de modo natural, mas o nó que se formara em sua garganta não permitia.
-Ela está aqui. –Logan fala olhando para a escada, onde momentos depois se pôde ver os sapatos de salto alto e as longas pernas. –Vamos poder saber sobre a reunião depois? –Pergunta já prevendo que eles iriam encontrar com os vampiros.
-Claro. Assim que chegarmos passamos o relatório. –Harry fala em tom calmo para mostrar que não tinha segredos deles ou dos lobisomens.
-Uau! Presente da Cat? –Hermione pergunta surpresa ao ver o namorado. Ela vestia um conjunto de saia e blazer pretos e uma blusa de seda azul escura.
-Até fala italiano. –Harry comenta quase irônico, não gostava de receber nada de vampiros, mas com tudo que estava acontecendo decidira ser diplomático.
-Se acontecer alguma coisa, basta usarem o espelho e voltaremos. –Hermione fala já estendendo a mão para Harry. Gina deseja sorte e os dois desaparecem.
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Quando Harry abre os olhos se depara com uma sala de jantar sóbria, mesa de madeira de lei e jogo de cadeiras em estilo vitoriano, paredes brancas com quadros que retratavam alguns dos mais belos monumentos da antiguidade e atualidade, na mesa o jogo de louça era de porcelana, as taças de cristal e os talheres de ouro.
-Chegaram na hora. Sentem-se. –Drakul fala com um tom sério, o olhar focado em Harry quase ameaçador. Aquilo deixou Hermione confusa, será que havia cansado de fingir ser um bom pai?
-Papai, pegue leve. –Cat fala sorrindo calorosamente para os dois. Ela estava à direita de Drakul, a esquerda estava Gabriel, que possuía um olhar estranho, mas não ameaçador. –Sentem-se aqui. –Ela apontava para os dois lugares ao seu lado e os dois começam a ir à sua direção.
-Sinto muito pelo amigo de vocês, espero que ele consiga fazer a transição. –Gabriel fala em tom suave, tentando ser gentil.
-Ele será bem recebido por nós, se assim desejar, Hermione. –Drakul fala ainda em tom formal, parecia não conseguir desviar os olhos de Harry.
-O que está acontecendo afinal? Porque está encarando Harry desse jeito? –Pergunta sem se intimidar, o que deixa Harry surpreso, não imaginava que ela se opusesse tão abertamente à “família”.
-Vá com calma, Hermione, você faz o estilo filhinha do papai com esse jeito todo certinho e calmo, então a noite de ontem acabou não só sendo incômoda, mas também um tanto irritante pra papai. Tente entender um pouquinho o lado dele. –Hermione sentiu como se o ar lhe faltasse e não soube quando seus olhos se arregalaram e seu queixo caiu.
-Você contou a ele? Porque saiu espalhando isso por aí? –Estava em choque e Harry parecia tão paralisado quanto ela.
-Eu não contei nada a eles, foi você mesma. –Cat fez uma careta como se lamentasse o que ia dizer, mas não hesitou em continuar. –Você estava tão preocupada em controlar a besta, que deixou o restante de suas habilidades soltas, por isso quase viraram churrasquinho, você machucou o gatinho, destruiu móveis... encheu nossas mentes com imagens e sensações. –Agora Harry estava completamente pálido e Hermione parecia procurar um buraco para se esconder.
-Você... você... você quer dizer... quer dizer que... –Hermione não conseguia pronunciar e muito menos pensar naquilo.
-Isso mesmo. Falando à grosso modo, foi como se usasse nosso canal de ligação mental pra extravasar o “estresse”, obrigando-nos a ver e sentir o que via e sentia. Aliás, não me lembro de já ter sentido tanta dor de cabeça. Seu lado humano estava gritando um monte de emoções que eu não conseguia interpretar. –Cat começa a fala de modo calmo e no final faz uma careta mostrando que aquilo não tinha sido exatamente agradável.
-Eu não sabia. –Hermione tenta falar, mas sua voz não sai mais alta que um murmúrio. –Desculpem-me, não vai se repetir. Sinto muito, Gabriel. –Se desculpa e, ao ver o “irmão” a sua frente, entende o que havia em seus olhos: mágoa, tristeza.
-Eu sabia que voltariam e então eu teria que esperar o ciclo da vida o tirar de você, para então ter alguma chance. Apesar de não fazer questão de testemunhar isto. –Hermione acha a mão dele por cima da mesa e aperta gentilmente, lamentando pelo descuido. Harry observa e não gosta nada daquela cumplicidade.
-Eu muito menos gostei do que vi. Sabe que o aprovo como seu marido, mas apreciaria que houvessem deixado as núpcias para a lua de mel. –Drakul fala visivelmente desconfortável com a situação, deixando os dois um tanto confusos.
-Então me chamou aqui pra me obrigar a casar com Hermione? Suponho que faça questão de entrar com ela na igreja, não é? –Harry tinha o tom irônico, quase sarcástico, afinal que besteira toda era aquela, de um amaldiçoado que havia renegado tudo o que a igreja representa.
-Eu, de fato, apreciaria que se casassem pelas leis bruxas, não quero ter netos bastardos. –A palavra netos ecoa nas cabeças de Harry e Hermione, que ainda mais chocados que antes, olham um para o outro.
-N-n-netos? Isso é possível? –Harry pergunta olhando para Hermione, não sabia que aquilo poderia ser biologicamente viável.
-Agora que tocamos no assunto, lembro de ter lido no diário algo sobre uma meia-vampira que engravidou de um humano e teve um bebê deformado, descrito como monstro ou demônio, mas que morreu pouco depois de nascer. –Hermione responde em tom objetivo, mas instintivamente, leva a mão ao ventre, sem acreditar que algo tão horrível pudesse lhe acontecer.
-Um caso é apenas um único caso, não serve para amostragem. Além disto, vocês são um caso excepcional. –Gabriel fala de modo tranqüilo, ajeitando os óculos sobre o nariz, o que era sinal de que uma longa explicação estava a caminho. –Hermione, você era uma bruxa antes de receber o sangue de papai, o que a faz muito poderosa e peculiar. –Nesse momento ele olhava para os brincos e o delicado cordão de prata que ela usava. –Harry, você não só é um bruxo muito peculiar, como também teve seus gens de amante de vampira despertos, o que o torna imune a maldiçoes como a vampira e a lobisomem.
-Sintetiza, Gabriel, vamos direto ao ponto. –Cat fala enquanto os pratos belamente ornados chegavam flutuando e se colocavam a frente de Drakul, Hermione e Harry.
-Esse cenário remete a duas fortes possibilidades: A primeira é que vocês podem ter filhos bruxos com algumas habilidades ou características vampiras, mas nada grave . A segunda é de que o sangue do Harry é tão forte e o da Hermione é tão instável, que uma gravidez nunca ocorreria. –Harry estava pensativo, sem saber quais das opções eram boas ou não, já Hermione parecia preferir a segunda.
-De toda forma, ainda é cedo para os testes trouxas detectarem gravidez e os bruxos não devem funcionar com Hermione. –Harry fala observando os três vampiros como se quisesse ver o que estavam armando.
-Como deve saber, meu clã é formado por estudiosos das diversas ciências. –Harry apenas confirma. -Nós aproveitamos o período que Hermione passou conosco para estudar um pouco seu organismo, por isso conseguimos preparar esta poção. É só Hermione deixar umas gotas de sangue caírem e a cor indicará o diagnóstico. –Gabriel retirara um frasco médio de poção e o colocara na frente de Hermione, parecia muito certo do que dizia.
-Pra qual cor devo torcer? –Hermione pergunta após cortar o dedo com os dentes, deixando o sangue pingar na poção.
-Laranja, creio. –Gabriel responde com um sorriso de canto, parecia um pouco surpreso com a reação de Hermione. -Agora, eu também trouxe uns frascos apropriados para colher algum material seu, Harry. Basicamente sêmen, além de um pouco de sangue, trouxe seringa. –Acrescenta rapidamente sobre a seringa, não querendo causar algum mal entendido.
-E para que quer isso? Pensa em nos “ajudar”? –Harry ainda não gostava de toda aquela presteza do vampiro, mas parecia o único incomodado, já que os outros estavam focados no teste.
-Eu usaria as amostras para fazer testes, ver se os dois são compatíveis. Entender como seu DNA iria interagir com o dela. Claro que tem o direito de desconfiar disso, mas faria qualquer coisa pela felicidade de Hermione e, quando você morresse, ela teria seus filhos, netos e bisnetos bem como demais descendentes para cuidar, uma parte viva de você para sempre. –Gabriel parecia sincero e aquilo deixou Harry com mais raiva ainda.
-Incolor! O que isso quer dizer? –Cat se intromete desviando o assunto, Hermione estava completamente pálida já esperando a má notícia.
-Que ela não está grávida. Laranja seria menino, azul menina. –Hermione lança um olhar assassino para Gabriel, como se ele houvesse a traindo informando uma cor que ela não desejava.
-Isso é uma lástima. –Drakul surpreende declarando o fato realmente parecendo estar desapontado. –Gabriel, veja se realmente é possível. Não que eu duvide, tenho a impressão de que Harry é o par ideal para Hermione. –Até mesmo Cat e Gabriel olharam para Drakul confusos, ponderando sobre o que ele sabia e que não compartilhava.
-Achei que estivesse com vontade de empalar o Harry. –Hermione fala em tom de desafio, não gostando muito daquela postura de Drakul.
-Sou seu pai e, como qualquer pai, não gostei nem um pouco do que vi. Porém vocês parecem se amar e eu sei o quanto isso é importante e especial, por isso a única coisa que peço é que se casem diante das leis bruxas. Creio que seus familiares humanos irão querer vê-la se casando no religioso, eu não me importo, mas já me desculpo de antemão por não ir. –Drakul fala calmamente, olhando com carinho paternal, mas não evitando uma careta ao falar de uma cerimônia religiosa.
-Pois eu faço questão de ir! Sempre quis ser dama de honra! –Hermione não agüentou e explodiu em gargalhadas ao imaginar Cat de dama de honra, mas não foi a única, com exceção da vampira todos gargalhavam.
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Quando Harry e Hermione voltaram a sede da ordem, a madrugada já iniciara e, por isso, surpreenderam-se por encontrar Logan e Gina abraçados, tendo um livro aberto nas mãos da ruiva como se estivessem lendo juntos.
-Vocês demoraram, o que houve? –Gina pergunta preocupada, seus olhos estavam vermelhos como se houvesse chorado.
-Apenas muitas coisas a discutir. –Hermione fala de modo a despreocupá-la, indo se sentar no sofá junto a Harry.
-Então estavam com sua “família”? –Logan fala a última palavra com certa repulsa e ao mesmo tempo se desculpando por não encontrar um termo melhor para defini-los.
-Sim. Drakul nos convocou, queria dar uma de pai preocupado e durão. –Harry responde ainda não acreditando no início da noite. –Exigir que eu cassasse com Hermione falando sobre não querer netos bastardos. –Gina e Logan arregalaram os olhos e fitaram Hermione que balançou a cabeça negativamente.
-Mas que irresponsabilidade de vocês! Nós nunca nos esquecemos de tomar os devidos cuidados. –Logan os repreende e Harry parece se lembrar de algo que deseja falar com os dois. –E não se atreva a falar qualquer coisa, afinal você não foi muito respeitador com a Hermione. –Gina sorri como se apoiasse as palavras do namorado.
-Mas é diferente, Hermione e eu temos uma história e estamos comprometidos, independente do que aquele idiota pense, eu já havia falado sobre casamento com Hermione. –Harry fala de forma dura, olhando para Logan como se exigisse comportamento semelhante.
-Eu me acho muito nova pra pensar nisso. Porém, já sou maior de idade e faço o que bem entender da minha vida e do meu corpo, assunto encerrado. –Gina fala de forma firme, sem se deixar intimidar. Harry quase rosna diante de tal petulância, mas Hermione lhe aperta levemente o braço em sinal de aviso.
-E sobre o que mais os vampiros queriam falar? –Logan pergunta querendo mudar o assunto.
-Drakul nos avisou que Mikhael ficou furioso e que está louco para matar Harry, mas ele proibiu terminantemente Mikhael de fazer ou mandar alguém fazer algo. –Hermione responde mostrando não gostar nada daquilo, mas estar tranqüila no momento.
-Só mais um na lista, nada pra nos preocuparmos. –Harry acrescenta, mostrando que não temia qualquer tentativa do vampiro.
-Cat falou algo sobre Rony? –Gina pergunta com certo esforço, era visível que estava decidida a encarar tudo da melhor forma possível.
-Ele ainda está lutando pra conseguir passar pela transição, mas creio que tudo dará certo. Ela parece bastante confiante. –Hermione estava incerta, mas preferia se mostrar o mais otimista que podia.
-E o que ela pensa sobre vocês casarem? –Era uma tentativa de sair do clima tenso que se formara e Hermione apreciou o gesto de Gina.
-Está toda empolgada, você conhece a Cat. Apesar de eu não entender o porque, quer dizer, combinaria mais com ela desejar que eu levasse uma vida “cheia de emoções” como a dela. –Hermione responde mostrando o quanto as atitudes da “irmã” a deixavam confusa.
-Ela sabe o quanto você ama o Harry e vice-versa. Além disso, ela pareceu bastante impressionada com o desempenho dele ontem. Creio que as palavras foram: Incansável, vibrante, apaixonado e muito quente. –Gina fala em tom provocativo, vendo os dois amigos ficarem totalmente vermelhos.
-Aposto que ela estava olhando diferente pra você hoje. Pelo menos não cansou de dizer o quanto você a estava surpreendendo. –Logan acrescenta esperando outra reação engraçada, porém o olhar nada amistoso de Hermione o surpreendeu.
-Ela estava tão impressionada assim? –Por mais sem jeito que estivesse, Harry não conseguiu evitar a pergunta, afinal era sua vaidade masculina gritando.
-E isso te interessa? –Hermione pergunta voltando seu olhar assassino para Harry, o ciúme estava evidente. –Porque a opinião dela lhe parece tão importante? –Vendo que Harry parecia confuso, Hermione apenas os deixa e sai para o quarto tão rápido que eles mal puderem ver.
-Cara, escute um conselho de um cara experiente: Nunca , demonstre interesse na opinião de outra mulher sobre você, ainda mais nesse caso. É tão ruim quanto comparar a atual com uma ex-namorada. –Logan o aconselha e Gina assente em concordância, o que faz Harry querer bater com a cabeça em algum lugar.
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Hermione já corria a horas na esteira da academia, porém nem tinha ciência disto, já que sua cabeça girava em torno de questões mais urgentes como o que faria quando houvesse notícias de Rony e, mais importante, como seria a reunião naquela manhã sobre invadir a fortaleza de Voldemort. Os membros da ordem não deveriam se opor e membros dos aurores deveriam conseguir reforços do governo, o problema eram os lycans, que poderiam não apoiar Harry, sabendo que agora os dois haviam voltado a namorar e que tinham até planos para casamento.
Foi tirada desses pensamentos ao sentir uma presença bastante familiar se aproximar, fazendo-a olhar para a porta, onde vê um lobo branco como neve e de olhos verdes, como duas esmeraldas, entrar com o focinho baixo e olhos tristes, o rabo branco de pêlo bagunçado entre as patas traseiras.
-Essa é uma chantagem emocional bem covarde, não acha? –Hermione pergunta se lembrando do motivo pelo qual haviam brigado, mas diminuía o ritmo na esteira como se fosse parar.
Harry choraminga e de uiva se equilibrando em duas patas e tocando a mão dela com o focinho. Hermione sai da esteira e se abaixa para ficar da altura dele, que volta a ficar de quatro e depois senta, balançando o rabinho, mas ainda mantendo os olhos baixos.
-Está tentando pedir desculpas dizendo que foi um cachorro insensível? –Harry não gosta de ouvir a palavra cachorro e rosna baixo em desgosto, mas depois se deita ficando com a barriga pra cima, mostrando que se rendia.
-Ok, tudo bem. Mas se eu ver você de conversinha com a Cat ou com qualquer outra, te transformo em cachorro quente. –Fala em tom de aviso, enquanto passava os dedos pelos pêlos do peito do lobo. –Volte ao normal, Harry, quero ouvir uma resposta.
No mesmo momento o lobo se senta e depois começa a se transformar em homem, revelando um Harry sorridente, já vestido para a reunião que aconteceria em duas horas com a ordem e os lycans.
-Eu te amo e só você me interessa. Quando perguntei sobre o que Cat achava, estava apenas surpreso e, confesso, um pouco orgulhoso, sabe como o ego masculino é sensível a esse tipo de coisa. –Responde um pouco sem jeito, mas mostrando que não se repetiria.
-E por acaso seu ego já não se contenta só comigo? –Ela pergunta se aproximando, ficando a centímetros do rosto dele.
-Claro, seus elogios e reações são os únicos que verdadeiramente importam. –Concorda se aproximando para beijá-la, mas ela recua e se levanta.
-Vou tomar banho e me trocar. Porque não faz o café da manhã? Acho que a Sra. Weasley não vai estar com muito ânimo por hoje. –Hermione sugere e Harry concorda antes de vê-la sair.
-Pelo menos me perdoou. –Murmura pra si mesmo enquanto se levantava, era menos um aborrecimento que teria aquele dia.
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O café da manhã foi silencioso, cada um tenso a sua forma, mas era visível que todos, Weasley ou não, queriam acabar de vez com aquela guerra. Rony era só mais um dentre todas as vitimas, mas aquela havia sido a gota d’agua, já era hora de vingar os amigos e familiares que se foram e todos sentiam isso queimando em suas veias.
Após a refeição, Harry foi para o escritório com Logan e Hermione, precisava esclarecer algumas coisas antes da reunião. Sentado atrás da escrivaninha, parou um instante para observar os dois a sua frente, uma meia-vampira e um lycan sentados lado a lado, lutando por um mesmo ideal e amigos , um apoiando e dando força para o outro.
-Logan, você esteve com seu pai desde que Hermione e eu voltamos a namorar? –Harry pergunta de forma objetiva e Logan captou exatamente o que ele queria saber.
-Não e também não disse nada sobre vocês. –Harry respira mais tranqüilo, poderiam levar as coisas ao menos até a pior parte ter acabado.
-Acha que ele pode nos ver juntos sem suspeitar de nada? –Hermione pergunta demonstrando que não tinha problemas em fingir que ainda não haviam se acertado.
-Acha que está tão óbvio assim que não possamos disfarçar? –Harry pergunta achando aquela insinuação ridícula.
-Claro que não, seus olhos brilham quando se olham, mas podemos dar um jeitinho nisso. –Logan responde por Hermione. –Basta Hermione não está presente, você pode dizer que prefere mantê-la longe dessas decisões importantes, dizer que mandou ela falar com informantes. –Harry olha para Hermione, que mesmo sem gostar, concorda.
-Certo, eu vou visitar o tumulo de meus pais, mais tarde eu volto e então você me passa o plano. –Hermione completa já se levantando, estavam em cima da hora.
-Volte daqui duas horas, quero começar a agir antes de meio dia. –Harry instrui e ela acena que sim antes de sair da sala.
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N/A: Gostei do bom número de comentários, se continuarem assim logo, logo, estarei atualizando de novo. Agora, =/ fic entrando na reta final, este foi o penúltimo capítulo, no próximo teremos a invasão a fortaleza de Voldemort e o desfecho da fic. Lembrando que HAVERÁ uma fic continuação, que se passará alguns anos depois e esta sim tratará da lenda dos príncipes do apocalipse.
The Jones ;D: Não sabia que você gostava tanto do Rony, mas não acha difícil imaginá-lo sexy? Rsrsrsrs O Harry foi meio violento, mas a situação exigia, agora achou isso sexy? Fazer o Rony ficar “vivo” seria mais fácil que deixar ele com a Cat, quer dizer, a Cat é livre né, mas talvez ele possa ser uma espécie de amante fixo.
Mione03: Gabriel apareceu nesse cap! O Harry foi violento porque precisava, mas certamente isso o incomodou. Uma correção, não era a era o Lestrange, Belatriz viúva rsrsrsrs. Cat e Rony não é um casal tradicional, mas vou ver o que faço.
Anderson potter: Mione estava um pouco sem noção de higiene, isso que dá pular o café da manhã e o almoço, depois de uma noite de “exercícios” rsrsrs. O Rony não pode ser meio-vampiro porque ele estava quase morrendo e mesmo Cat não sendo de primeira geração, o sangue dela ainda é muito forte e ele morreria se tivessem tentado interromper.
James V Potter: Na verdade, a esmagadora maioria aprova os dois juntos, até Drakul quer ver casamento, então o problema maior seria mesmo Mikhael e os lycans.
Márcio Black ツ: Isso aí Marcio, próximo cap Harry vai mostrar porque ele é o cara, o apoio é só para distrair o pessoal de Voldemort.
*MaRy*: Você deu uma ótima idéia, mas quando Rony acabar sua transformação, a coisa já terá terminado, ou você acha que depois do que Voldemort fez, Harry ia ficar sentado esperando? Rsrsrsrssrs Quanto a Cat, sim, ele é muito esperta!!! Agora, o que você achou da reunião familiar?
Kaos StoneHange: Onde você viu Harry fraco? Ele até espancou a Mione em forma de besta, tava batendo tanto quanto Hermione.
Hermione.Potter: Huahuahua realmente a Cat vai adorar ter mais um filhinho apetitoso né rsrsrs. Esse cap não teve batalhas, mas de certa forma foi pra introduzir a próxima fic e também pra compensar o próximo que é só luta.
Angel Cullen = Srta. Cereja: Você tocou num ótimo ponto, será que o Rony quer ser vampiro? Até agora só falaram dos Weasley decidirem, mas e quanto ao que o próprio Rony quer...
Rafaela: Uma grande defensora do Rony, isso me surpreende, não sabia que tantas pessoas gostavam do Rony. Quanto ao Gabriel, sim, ele realmente gosta da Hermione. Quanto as cenas Nc, meu forte não é imaginação a esse nível e eu também sinto certa vergonha em escrever essas coisas. A Cat descreveu sim, sabe como é, ela tava lá sendo bombardeada com tudo aquilo e precisava de uma “válvula de escape”, realmente isso tirou qualquer moral do Harry falar algo. O que achou da “surpresa” do Drakul? Aposto que ninguém esperava né rsrsrsrs.
lucas esteves.: Eles tentaram disfarçar né, não deu, mas tentaram! Eu queria mesmo passar o descontrole da Hermione, que bom que você gostou. Rony é tecnicamente sobrinho da Hermione rsrsrs Imagine ele chegando e falando: E aí tia, tudo bem? Huahuahuahua O Harry, assim como os outros, sabem o quanto é difícil ser vampiro e que, se a Hermione que tem alguma humanidade já encara como um enorme desafio, imagine o Rony que será totalmente vampiro?!!
Próxima Atualização: Frio da Alma
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