Hermione fez um grande esforço para abrir os olhos, há muito tempo não se sentia tão cansada. Um pequeno movimento com seu corpo foi o suficiente para sentir seus músculos latejarem, quentes pela intensa atividade celular.
-Como você se sente? –Gina pergunta saindo da cadeira e indo se sentar ao lado de Hermione.
-Como se Grope houvesse me atropelado. –Era para ser uma piada, mas a careta que fez ao se sentar, mostrou que havia um tanto de verdade naquilo. –Mas não é nada que um banho quente e comida não melhorem. –Tenta tranqüilizar a amiga, sabendo que em menos de uma hora já estaria totalmente recuperada.
-Você dormiu por quase cinco horas, já estava começando a me preocupar. –Aquela declaração pega Hermione de surpresa, mas esta não demonstra. –De todo jeito, eu vou falar pra mamãe esquentar um pouco do almoço e aviso aos outros que você já está bem.
-Harry está aqui? –Pergunta sentindo um pequeno fio de esperança.
-Não, ele saiu com Lana e Logan para ver umas pessoas, acho que informantes. Estava tão preocupada com você que não prestei atenção direito. –Gina fica um pouco sem jeito, o que faz Hermione sorrir largamente, era muito bom saber que tinha amigos de verdade.
-Obrigada por ficar aqui. –Com aquelas palavras ambas trocaram um sorriso e depois cada uma seguiu seu caminho.
Meia hora depois, Hermione comia, enquanto Gina “digeria” a batalha narrada por Hermione. Porém, antes que a ruiva comentasse qualquer coisa, Harry e Logan adentraram a cozinha, Harry lançando um olhar de esguelha para Hermione, mas passando por ela e indo se servir de suco, enquanto Logan abraçava e beijava a namorada.
-Estou cheio de saudade. –Sussurra com a voz grave e rouca, seus olhos fixos nos dela, que também brilhavam em malícia.
-E eu adoraria acabar com ela. –Gina responde com seus lábios sobre os dele, depois o beijando de modo provocante.
Hermione estava corada, os olhos fixos no prato, apesar de todos os seus sentidos estarem preenchidos pelo moreno atrás de si, desejando poder fazer o mesmo que a amiga. O pior era ouvir as batidas do coração de Harry acelerarem, sentia o cheiro dele mudar, era fácil reconhecer que estava sendo tomado pelos mesmos pensamentos que ela.
-Precisamos urgentemente arranjar uma missão pra você. –Logan sussurra ainda atento apenas a namorada, que ri de modo cúmplice.
-Nem pense nisso. –Harry se intromete, sua voz estava alterada e Hermione sabia que provavelmente ele só estava descontando sua frustração nos amigos. –Gina é irmã do meu melhor amigo e, se ele pudesse estar aqui, não permitiria algo assim. Por isso é melhor manter as mãos muito bem comportadas, senão terei que fazer um casaco de pele de lycan. –Logan fica sério diante da ameaça, não gostando nem um pouco do tom de Harry.
-Como se você pudesse fazer tal ameaça! –Gina se intromete, levantando-se e encarando Harry sem demonstrar medo algum. –Acha que não sei que você e a Hermione chegaram bem perto de...
-Gina! –Hermione a interrompe, quase horrorizada. –Eu não sei de onde você tirou isso...
-A Cat comentou. –Agora Hermione ficara irritada. –Ela andou visitando o Rony, nós duas conversamos um pouco e ela comentou que as coisas entre vocês eram complicadas. –Gina responde dando de ombros. Hermione não gostara de saber que a “irmã” visitava Rony e muito menos que ficava falando de suas intimidades, mesmo que com sua melhor amiga.
-Eu tinha acabado de me transformar e não conseguia me controlar direito, por isso “ataquei” o Harry. A culpa não foi dele. –Hermione fala desviando os olhos para o prato, mandando uma mensagem para que a irmã a encontrasse aquela noite.
-Ah, então se for eu a “atacar” o Logan, não haverá problemas, afinal ele não terá culpa, não é? –Era uma provocação clara e dirigida a Harry, que devolveu o olhar fulminante.
-Chega de discussão. –Os dois olham agressivamente para Hermione, que ignora. –A Sra. Weasley está se aproximando. –Imediatamente Harry volta para seu suco e Logan e Gina se sentam um pouco mais afastados.
-Ah, vocês já chegaram! Querem almoçar? –A simpática senhora pergunta, sem notar o clima tenso de segundos antes.
-Não, obrigado. –Logan responde de forma simples, lançando um sorriso a “sogra”.
-Eu já estava saindo, antes só queria perguntar a Hermione sobre os contatos que ela disse que ia nos apresentar. –Harry acrescenta, pela primeira vez se voltando para a morena, que ignorou o fato dele não ter falado consigo diretamente.
-Posso apresentá-los esta noite, se estiver bom pra você. –Hermione responde olhando para ele, deixando um pouco a comida de lado.
-Ótimo. Mande-os nos encontrar n... –Hermione o interrompe fazendo um gesto negativo com a mão.
-Primeiro, eles não podem aparecer em qualquer lugar, segundo, além dos contatos mais formais, quero apresentá-los a outras pessoas que podem dar muitas informações úteis sobre qualquer coisa. –Hermione fala deixando que um brilho de excitação aparecesse em seus olhos.
-E onde seria esse encontro? –Harry pergunta ficando mais sério, sem querer parecer interessado naquilo.
-Em um lugar chamado Blood Hell, o reduto dos amaldiçoados de alta classe. –Hermione deixa um sorrisinho de canto escapar, ainda mais ao ouvir a exclamação de espanto e animação de Logan.
-É o lugar mais quente de todo país! Sempre quis ir lá, mas meu pai não gosta de confraternizar com amaldiçoados, então nunca nem soube onde é. –Logan fala animado e no fim acaba por manifestar um ar frustrado.
-Cat me apresentou o lugar, é bem divertido. Podemos aproveitar os intervalos entre uma e outra sondagem para curtir a pista de dança. –Hermione fala olhando de Gina para Logan de modo cúmplice.
-Ia ser o máximo! Eu nunca fui a uma boate. –Gina fala já completamente empolgada.
-E vai continuar sem ir. –A voz severa da Sra. Weasley interrompe algo que Harry iria dizer. –Imagine se eu deixaria você ir pra um lugar cheio de amaldiçoados loucos para fazer de você o jantar! –A idéia parecia tão ridícula que a matriarca chegou a rir ironicamente.
-Ninguém faria mal a Gina ou qualquer um de nós lá. O Blood Hell é um lugar onde as pessoas vão para conversar, dançar, jogar, paquerar, fazer negócios. Não há brigas ou disputas lá dentro, ninguém se alimenta de qualquer pessoa, todo o sangue servido é em forma de drinque e em taças de cristal. Além disso, há bebidas normais, drinques com e sem álcool, enfim, não é um lugar que ofereça qualquer perigo.
-Você parece já ter ido lá várias vezes. –Harry diz de forma quase acusativa.
-Fui três vezes. A primeira para conhecer o lugar e um dos contatos. A segunda e a terceira foram em ocasiões onde a Cat insistiu que eu estava pegando pesado demais no treino e merecia relaxar. De toda forma, na última vez em que fui, conheci alguém que me dará informações preciosas sobre o clã que se uniu a Voldemort, talvez o encontremos lá hoje. –Com aquela última declaração, Harry era obrigado a concordar que precisariam ir até aquele lugar.
-E a que horas devemos chegar lá? –Pergunta tentando permanecer objetivo.
-Acho que uma hora está bom, antes de meia-noite não há nada de interessante lá. –Hermione fala pensativa, surpreendendo um pouco os demais.
-Nesse caso é melhor descansarmos um pouco. –Harry fala indo lavar seu copo. –Vou tirar um cochilo. Às cinco temos reunião da ordem. –Avisa antes de sair da cozinha.
-Eu vou com ele, até mais baby. –Logan se despede dando um beijo rápido em Gina e depois acenando para as outras.
-Depois que eu comer, nós vamos às compras. –Hermione fala para Gina que ergue as sobrancelhas em surpresa.
-Compras? –Pergunta em dúvida se era compras no mal ou bom sentido.
-Eu duvido que eles tenham algum terno no guarda roupa, além disto, nenhum dos meus vestidos dá em você e eu estou te devendo um presente de natal. –Hermione fala tranquilamente, mas não deixando de acrescentar ao final que seria um presente, conhecia bem o orgulho dos Weasley.
-Ainda não gosto de ver minha filha cercada de monstros... desculpe Hermione, eu não falava de você. –A Sra. Weasley começa a falar, mas logo cora e se arrepende, sabendo que aquilo poderia ferir os sentimentos de Hermione.
-Tudo bem, eu entendo. Mas não se preocupe, eu não poria a Gina em risco, a senhora sabe. –Hermione fala de modo confiante e gentil, não deixando brechas para ela negar, o que fez Gina sorrir largamente.
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Harry havia se aborrecido na reunião ao falarem dos soldados infectados e que não estavam reagindo tão bem à medicação, talvez por serem trouxas. Hermione estava firme em mantê-los, em fazer todo o possível para lhes dar alguma chance, já membros mais conservadores liderados por Moody queriam que fossem mortos de uma vez, antes que causassem problemas.
Na opinião de Harry pouco interessava o que seria feito, era o tipo de decisão que não tinha o mínimo interesse de tomar. Por isso resolveu deixar nas mãos de Minerva, ela era experiente e poderia resolver tudo sem se aborrecer tanto. Aproveitara o momento para sair, iria usar o tempo livre para fazer um pouco de treino mágico e principalmente mental, já que naquela noite iria para um reduto de vampiros.
Já era tarde quando chegou à sede, indo para seu quarto onde ouve barulho de água, o que significava que Logan já devia estar se aprontando para sair. Um olhar sobre sua cama e fica intrigado com uma capa preta, se aproxima e vê que tem um cartão nela.
“Sei que não tem nenhum terno, então tomei a liberdade de comprar um para você e Logan, encarem como um presente de Natal atrasado. O Blood Hell exige certa formalidade, então, por favor, use o terno e faça a barba, apesar de eu achar que você fica muito mais sexy com ela.
Não estava assinado e nem precisaria, ele reconheceria a letra de Hermione em qualquer lugar. Pensou em colocar uma calça jeans e uma camisa qualquer, mas ficar de birra não o ajudaria a saber o que precisava, então respirou fundo e decidiu seguir as instruções do bilhete.
Uma hora depois, os dois rapazes já esperavam entediados na sala por Hermione e Gina, que como qualquer ser do sexo feminino pareciam não conseguir se arrumar até a hora marcada. Harry parecia simplesmente entediado, mas Logan estava inquieto.
-Algum problema com a roupa? –Harry pergunta curioso.
-Não gosto delas, mas pelo visto você não se importa. –Observa que Harry parecia bem à-vontade.
-É só uma roupa. Pelo menos não tem gravata como o uniforme. –Harry comenta dando de ombros.
-Nem me lembre daquilo, a pior coisa de Hogwarts era o uniforme. –Harry ri ao ver o amigo levar a mão ao pescoço, como se lembrasse da sensação de usar a gravata.
-Pelo visto não é só espírito livre que os lycans possuem. –Completa ainda rindo levemente, mas pára ao ouvir passos se aproximando.
Hermione e Gina chegaram à sala sorrindo e sussurrando algo uma para outra, não percebendo Logan deixar o queixo cair e Harry perder o fôlego. Hermione trajava um vestido azul elegante, que se ajustava bem as suas formas e possuía uma fenda lateral, talvez a parte mais ousada do traje, que era acompanhado por um discreto conjunto de brincos e colar de águas marinhas. Tal vestido combinava com o terno azul escuro e camisa branca que Harry trajava, do mesmo modo que o terno negro e camisa azul de Logan combinavam com o elegante vestido preto de Gina. A ruiva usava um vestido um pouco mais justo e ousado, acompanhado com um conjunto de colar e brincos de diamantes, emprestado por Hermione.
-Se era para se vestirem assim, porque me deram esse terno? –Logan resmunga ainda olhando de uma para outra. –Eu vou acabar rasgando e sujando ele ao dar uma lição nas dezenas de espertinhos que vão ficar devorando as duas com os olhos.
-Não se preocupe tanto Logan, tenho certeza de que vão ter muito mais mulheres de olho nos rapazes mais atraentes da noite. –Hermione fala sem tirar os olhos de Harry, ele estava melhor do que ela havia imaginado.
-Melhor irmos logo, já estamos atrasados. –Harry corta aquela conversa, enquanto erguia a manga para olhar o relógio, que marcava quase duas.
-Como diz Cat: “Uma filha de Drakul está sempre na hora certa. Os outros é que estão adiantados ou atrasados”. –Hermione fala erguendo as mãos para que Harry e Logan segurassem, Gina estava firmemente segura na cintura pelo namorado.
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Os quatro apareceram na parte central de Londres, em um lugar já um tanto deserto pela hora. Sem dizer nada, Hermione apenas pôs sua mão no braço de Harry e indicou para seguirem a frente. Por mais que ele não gostasse, aquela noite ele teria que ao menos aparentar respeito. Chegaram a uma porta de prata, com o quadro ao lado onde Hermione pôs a mão.
-É um procedimento que permite que apenas amaldiçoados entrem. –Hermione comenta durante o processo, depois entrando no corredor trazendo Harry pela mão. –Vão analisar a todos e vão acusar vocês dois como humanos, mas está tudo bem. –Hermione os avisa e eles assentem, permanecendo de mãos dadas com seu par.
-A entrada de humanos é proibida. –Um homem grande, aparentemente normal, fala a eles saindo por uma porta lateral, antes invisível.
-Eles são bruxos e estão conosco. –Hermione fala de modo firme, olhando de modo soberbo para o homem, vários centímetros mais alto, seus olhos desafiando o homem a desobedecê-la.
-Desculpe senhora, eu não a havia reconhecido. –O homem rapidamente saiu da vista de Hermione, como se não quisesse se arriscar a perder a cabeça por insolência. Logo depois a porta dupla e maciça de prata se abre.
-Ele pareceu ter medo de você. Era um vampiro? –Gina pergunta curiosa, olhando para a amiga que ia a frente.
-Não. Não sei o tipo de maldição que carrega, mas não era lobisomem também. –Logan confirma com um murmúrio, hipnotizado demais com o lugar para falar qualquer coisa.
Hermione viu que os três olhavam em volta, admirados, surpresos, provavelmente sentindo-se como ela na primeira vez que fora ao lugar. No entanto, logo seus pensamentos se voltaram para Cat, Mikhael e Marcus, que caminhavam elegantemente em sua direção.
-Olhe só que grupo mais excitante... uma jovem bruxa humana , um jovem lycan, um amante de vampira bruxo e para finalizar, uma meia-vampira deliciosa. –Mikhael fala em seu tom habitual, que para os amigos soou um tanto sonserino.
-Ei, o que é isso! –Marcus dá um cutucão em Mikhael, apesar de o seu tom ser mais divertido que ameaçador. –Eu sou o mais velho, portanto, tenho todo o direito a ser o primeiro, a elogiar nossa tentadora irmãzinha. –Agora seu tom era extremamente malicioso, enquanto seu olhar passeava cobiçosamente pelo vestido azul, detendo-se na abertura lateral.
-Assim fico com ciúmes. –Cat fala brincando e indo cumprimentar a irmã com dois beijos no rosto. –É um prazer revê-lo gato, está ainda mais charmoso que antes. –Cat fala com Harry, observando o brilho assassino que os olhos verdes direcionavam a Marcus e Mikhael.
-É uma surpresa ver todos aqui. Devo imaginar que sentiram saudade? –Hermione resolve mudar o assunto, apesar de mentalmente estar passando um sermão em Cat por sua falta de discrição e seus encontros com Rony.
-Claro, além disso, queríamos garantir que seus amigos se divertissem. –Marcus fala com um sorriso simpático para Gina e Harry, que o ignora enquanto Gina retribui.
-Eu vim para uma reunião de negócios, mas resolvi ficar quando soube que viria. Inclusive, o cavalheiro que negociava comigo perguntou de você, disse que tinha umas informações que queria. –Mikhael fala andando um pouco a frente de Hermione. Eles estavam seguindo para o andar superior.
-Deve ser sobre o clã praticante de diablerie. –Hermione fala com nojo, não havia como um vampiro sentir algo diferente por quem praticava tal ato.
-Soube que andou fritando uns vermes noite passada. Devia ter nos chamado pra festa. –Marcus fala com um sorriso de quem adoraria ter estado lá.
-Desculpem, mas foi um programa a dois. –Hermione fala olhando para Harry de esguelha, mas ele parecia mais interessado em examinar o bar high-tech.
-E terminou em sexo selvagem? –Cat pergunta olhando de um para outro como se já tivesse feito algo semelhante no passado.
-É claro que não! –Hermione responde envergonhada. Ela e Harry ganhando tons de vermelho enquanto Gina e Logan abafavam risinhos.
-Muito bom saber que continua se guardando pra mim. –Mikhael comenta olhando-a profundamente, enquanto abria o espelho para que eles passassem.
Harry nem reparou na mudança de ambiente, muito ocupado em direcionar um olhar cheio de ameaças a Mikhael, ao mesmo tempo em que tentava não desprender uma energia tão hostil. Já Gina e Logan pareciam um tanto confusos com a mudança tão brusca de ambiente.
-Também prefiro o outro lado, mas é aqui que as grandes jogadas acontecem. –Cat fala com um suspiro de lamento, enquanto seguia para um dos cantos do salão.
-É impressão minha ou todos já sabem que eu sou humana? –Gina pergunta ao sentir todos os olhares em cima dela.
-Seu doce perfume é sentido de longe, baby. –Logan responde sussurrando em seu ouvido, fazendo-a estremecer. -Mas não se preocupe, ninguém tocaria em você.
-Vocês deveriam ensinar umas coisas aos seus amigos. –Cat comenta em tom cúmplice, fazendo-os rir um pouco e relaxar.
-É uma honra receber quatro, dos cinco príncipes em minha mesa. Por favor, fiquem à-vontade. –O vampiro de aparência nobre e poderosa se ergue e indica a eles os lugares vazios, enquanto fazia uma mesura um tanto exagerada.
-Este é lorde Churchill. Lorde, estes são meus amigos. –Hermione os apresenta de forma cortês, mas superficial, não eram necessários detalhes.
-É um prazer. –O vampiro fala um tanto confuso, não era nada comum ver uma vampira apresentar um lycan como amigo.
-Que informações apurou sobre aqueles vermes? –Marcus pergunta de forma direta, odiava os rapapés sociais.
-Todo o clã está dividido entre Inglaterra e Irlanda. Estão se organizando com vários rebeldes que não param de chegar por diversas formas ilícitas. –A voz dele era grave, provavelmente reprovava aquilo.
-Voldemort está se movendo. –Harry comenta enquanto confirmava suas suspeitas.
-Aquele lunático está oferecendo mais do que pode cumprir. Vejo os caçadores se multiplicando rápido, nosso belo estilo de vida ruindo. –Churchill usava um tom semelhante ao de um velho criticando a atitude impensada de um jovem.
-Não se preocupe, antes que ele possa pensar em começar, será morto. –Hermione fala de forma tão séria e profunda, que viam claramente que aquilo era uma promessa.
Durante o restante da conversa, o vampiro contou sobre o surgimento do clã, quem eram os líderes e o que ambicionavam. Ao que parecia eles não tinham uma residência fixa, estavam sempre migrando entre países, perseguindo vampiros mais velhos e que poderiam lhes oferecer mais poder, ao virar caça.
Castus estivera observando, de pé a cerca de dois metros da mesa, dando privacidade para eles conversarem, no entanto, sem retirar os olhos de Hermione. Por isso, já tendo coletado informações suficientes, a meia-vampira se afasta e leva os amigos para conhecer seu informante.
-Pessoal, este é Castus, meu informante. Foi ele quem me avisou sobre a ação no quartel do SAS. –Hermione fala ao ficar de frente para o homem, que tinha aquele brilho estranho e frio nos olhos, parecia ainda mais pálido e tenso perto de si.
-É um prazer conhecê-lo, Castus. –Harry fala de forma polida, oferecendo a mão, que Cat gentilmente tira a seguir.
-Se ele te tocar, roubará sua alma pura. –Cat avisa sob o olhar tenso de Castus. –Vê como ele parece nervoso? Está faminto, há muito não se alimenta, e Hermione é tudo o que ele mais aprecia. Poderosa, bela e virgem.
-Eu jamais ousaria tocar a princesa Hermione ou seu amado. –Castus fala de modo servil, reconhecendo sua inferioridade.
-A mim ou Hermione? –Harry repete observando Logan e Gina de forma nada contente.
-Não faça perguntas, quando não deseja saber as respostas. –Gina fala de forma audaz, sem realmente se preocupar com Harry.
-Gosto dela. –Cat fala a Hermione, que sorri. Às vezes achava que a irmã gostaria que ela fosse exatamente como Gina.
-Conseguiu as informações que pedi, Castus? –Hermione pergunta antes que Harry resolvesse discutir com os amigos.
-Ainda não pude apurar tudo, mas já tenho algumas rotas. –Castus tira do bolso interno do sobretudo, uma pequena pasta com documentos e dá a Hermione. –Mas prometo que em dois dias terei tudo o que pediu.
-Certo. Quero que procure Viror e ajude-o a achar este objeto. Quero em no máximo quatro dias, pode me entregar o restante das rotas nesse mesmo dia. –Hermione entrega ao outro um pedaço de pergaminho com algo escrito.
-Irei imediatamente falar com ele, com licença. –Castus faz uma reverência enquanto fala e sai a seguir, mas não sem antes se virar mais uma vez para olhar a bela morena.
-O que você pediu pra ele achar? –Logan pergunta curioso.
-O tal amuleto que lorde Churchill mencionou. –Hermione responde se encaminhando para o espelho.
-Mas ele não estava perdido? –Gina pergunta confusa, afinal como Hermione poderia querer em quatro dias um objeto que não era visto há dois séculos.
-Viror tem um grande talento para achar coisas e Castus para obter respostas. Creio que os dois juntos sejam capazes de achar o que quiserem. –Cat responde em um tom que parecia omitir algo, como se estivesse falando só o necessário.
-Mas agora vamos deixar isso de lado e curtir um pouco? –Marcus pergunta, já ficando aborrecido com toda aquela conversa.
-Claro, estou doida pra dançar! –Gina responde e Hermione apenas assente, olhando de soslaio para Harry, que parecia perdido em pensamentos.
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Harry estava no segundo drinque, sem álcool, e se revezava em observar, do bar, Gina dançar com Logan e Hermione conversar com Mikhael. Cat e Marcus dançavam sensualmente no centro da pista, ensinando passos a Gina e Logan, os quatro pareciam estar se divertindo e se dando bem, esquecendo as diferenças entre vampiros e lycans. Mas o que o preocupava, eram os quinze minutos de conversa entre Hermione e Mikhael, que estavam do outro lado do bar conversando aos sussurros, mas parecendo sérios e distantes.
-Uau, havia séculos que não via um amante de vampira! –Harry se vira para ver uma mulher elegante e muito sensual de cabelos negros curtos e olhos azuis expressivos.
-É uma vampira? –Harry pergunta indiferente, mas logo se arrepende ao ver a careta de desgosto da mulher.
-Lycan. Algo contra? –A pergunta foi feita em tom quase ofendido, mas havia certa agressividade ameaçadora nos olhos azuis como um mar tempestuoso.
-Pelo contrário. –Responde sorrindo, a fazendo baixar as defesas.
-Nesse caso, porque você não me diz seu nome. –O tom agora era sugestivo, assim como o toque suave que ela dava em sua mão.
-Ele está comigo. –Hermione aparece atrás da mulher, o que a faz se erguer e a encarar nem um pouco cordial.
-Ele não parece estar com você. –Desafia falando polidamente mais com olhar hostil.
-Mas está, dê o fora. –Hermione fala em um rosnado baixo, deixando sua aura agressiva informar com quem ela estava se metendo e fazendo alguns se voltarem para as duas, apenas para ver a lycan sair de queixo erguido e parecendo xingar baixo em outra língua. –Está tentando me provocar? –Pergunta ainda enciumada.
-Eu? Nem sabia que estava prestando atenção em algo que não fosse seu irmãozinho. –Harry responde tentando parecer neutro, mais concentrado em seu drinque que na morena a sua frente.
-Estávamos falando de negócios, um pedido de Drakul. –Hermione fala de modo sério, mas fazendo Harry olhá-la quase agressivamente.
-Ah, claro, seu querido papai te envolveu nos...
-O único pai que já tive está enterrado! –Após interrompê-lo, Hermione vira o rosto e respira fundo, lembrar de seus pais ainda a feria enormemente.
Vê-la daquele jeito tão frágil o lembrou de sua Hermione, da menina frágil que esteve em seus braços seis meses atrás. Então, como se um tapa lhe atingisse a face, lembrou-se de ir ao cemitério com ela e fazer uma promessa, com seu próprio sangue, uma a qual não estava cumprindo.
-Precisamos conversar, seriamente. –Hermione fala, segurando a mão dele. –Vem, precisamos de privacidade. –Harry não precisava de explicações sobre o porquê, afinal estavam em um lugar onde a maioria tinha super audição.
Os dois começaram a seguir o caminho vermelho, que levaria a parte de jogos, no entanto, antes de chegar ao cassino, que levaria a sala dos vídeos-game e dos duelos, Hermione sobe uma escada e ao chegar ao segundo andar, se dirige a um balcão, onde sem dizer nada, o rapaz lhe passa um cartão, onde Harry pôde ler “Suíte Real”.
-Onde estamos indo? –Harry pergunta sem gostar muito da idéia dela já ter estado naquele lugar, mas aí se lembra de Castus e sente seu coração se acalmar.
-Cat me disse que há quartos privados e confortáveis, totalmente aprova de som aqui. Então, acho que é o melhor lugar para conversarmos. –Hermione ao final já passava o cartão ao lado de uma porta, que se abre a seguir, revelando um luxuoso quarto com paredes revestidas.
-Parece realmente ser bem privado. –Harry concorda olhando a cama grande e confortável com lençóis de seda e um frigobar ao lado. Havia ainda um sofá elegante e confortável e uma porta que possivelmente levava a um banheiro.
-Eu estou disposta a falar sinceramente, sem jogos e meias verdades. –Hermione fala se sentando na cama, recostando-se em um travesseiro apoiado na cabeceira.
-Eu também. –Harry se senta de frente para ela, apenas tirando o blazer para ficar mais à-vontade.
-Então me responda. Se eu houvesse te dito que não iria com você a caçada as horcruxes, por me achar um risco a Rony e você, e que por isso ficaria em Hogwarts. Você teria sido contra? Brigaria comigo por querer ficar na escola? –Hermione pergunta seriamente a Harry que nega com a cabeça. –Você estava cego de ciúmes não é?
-Não era só isso, apesar disso ser a maior parte. Vampiros não têm ética e estando você lá, poderiam obrigá-la a várias coisas e eu não poderia fazer nada para te ajudar. –Harry estava cabisbaixo, era difícil admitir que boa parte daquela confusão começara por puro ciúme.
-Eles me mostraram tudo que poderiam me oferecer, de riqueza a poder, em momento algum esconderam que queriam que me tornasse uma igual. Mas sabe por que eu disse não? Sabe por que eu me recusei a me transformar em uma vampira completa?
-Porque não suportava a idéia de matar para sobreviver. –Harry responde de modo automático.
-Não. Se isso fosse me ajudar a matar Voldemort, eu faria. No entanto, nem mesmo a vingança por meus pais, está acima do meu amor por você. Eu prefiro demorar mais para ficar forte e matá-lo, que fazer do jeito fácil e perder você. –Hermione o olhava nos olhos, deixando que visse o quanto ele era importante.
-Você tem noção do que eu senti ao ver você vestida assim, falando daquela forma arrogante, o jeito de você olhar e falar... Era como uma versão um pouco mais recatada da Cat. Você pode não ter se tornado uma vampira completa, mas já é um deles. –Harry fala em tom de lamento, como se aquelas palavras doessem mais nele do que nela.
-Eu estou vestida dessa forma e agindo desse jeito porque o lugar exige. Mas você acha mesmo que eu me importo com isso? –Hermione fala enquanto retira o colar e os brincos valiosos. –Acha mesmo que eu prefiro estar usando estas jóias a estar na biblioteca de Hogwarts com meus livros? –Hermione pergunta como se não acreditasse no que ele dizia.
-Como eu posso saber? Você mudou, não pode negar. Agora, a extensão disso pode variar de acordo com seu interesse. –Estava sendo cruel e sabia disso, mas era preciso falar tudo de uma vez.
-Acha mesmo que estou sendo falsa com você? –Agora Hermione tinha lágrimas nos olhos, ela visivelmente tentava se conter, mais não conseguia. –Eu acabei de dizer que meu amor por você é que me dá forças para me manter humana, é pensando em você que eu venço a besta sempre que ela tenta me dominar. Eu te amo tanto, que sou capaz de esperar para vingar meus pais... Porque Cat me prometeu, que se eu virasse vampira, ela, Marcus, Gabriel e até Mikhael iriam comigo até a fortaleza de Voldemort matar todos...
-Ela te prometeu isso? –Harry pergunta surpreso. Cinco vampiros de segunda geração seriam o suficiente para mandar Voldemort e todos os seus aliados para o inferno. Uma ação rápida e eficiente, como uma tempestade.
-Sim e eu pensei muito nisso. No entanto, perder você poria fim a todo o sentido de minha existência. –Harry ficou sem ar, estava vendo aquelas palavras refletidas nos olhos castanhos, levemente manchados com o sangue de suas lágrimas.
-Você ainda é mesmo minha Hermione? –Harry pergunta se aproximando e secando as lágrimas dela com seu lenço.
-Sim... um pouco mais confiante, mais ousada, mas a mesma. –Hermione fala sem se mover, não querendo que ele se afastasse.
-E depois que tudo isso acabasse você aceitaria viver longe de toda essa badalação, talvez em um pequeno sítio no interior? –Harry sugere meio em dúvida, como uma suposição.
-Com você, eu vou pra qualquer lugar. –Novamente a resposta estava refletida nos olhos, na reação do corpo e tornou impossível alguma outra reação, que não o beijo apaixonado, carregado de saudades.
Harry deixou o lenço de lado, puxando-a para mais perto, enquanto ela envolvia seu pescoço, buscando estar ainda mais perto enquanto o beijo se aprofundava e se tornava mais intenso, urgente. Então, sem que sentisse, Harry já estava com a camisa desabotoada e a seguir lançada para algum canto do quarto.
-Hermione... espera, calma. –Harry pede ofegante, afastando-a quando ela já lhe beijava o pescoço, suas mãos passeando por suas costas nuas. –Nós não podemos...
-Eu já estou me controlando melhor. Acredito que posso conseguir, você acredita em mim? –Hermione pergunta mordendo o lábio, os olhos oscilando entre as íris verdes e a boca vermelha, levemente inchada.
-É claro que confio. É só que é uma coisa importante... –Harry fala um pouco sem jeito, as maçãs do rosto ficando rosadas.
-Eu te amo, Harry. Não há a mínima dúvida de que eu quero ser sua. –Hermione fala o olhando nos olhos, o que o faz soltar o ar, como se quase estivesse arrependido de ter perguntado.
No entanto, nenhum comentário era necessário, então eles apenas se beijam lentamente, enquanto Harry a deita na cama. Os movimentos de seus lábios eram lentos, carinhosos, sensuais, enquanto as mãos passeavam e reconheciam os corpos sem pressa, sem se importar com as roupas.
-Como eu tiro o vestido sem estragar? –Um tempo depois, Harry pergunta ao olhar para o vestido e se sentir meio perdido.
-É só desfazer o nós e abrir o zíper. –Hermione responde fazendo referência ao nó na nuca e ao zíper das costas, o qual ela mesma já abria.
-Ok, obrigado. –Fala sem jeito, mas já desfazendo o nó habilmente. –Não, não se mexe, fica assim. –Pede ao ver que ela ia se sentar para ajudá-lo.
Hermione obedece e logo recebe um beijo doce, mas breve, que se segue por vários outros lentos e molhados por seu pescoço, seus ombros, enquanto as mãos firmes deslizavam suavemente abaixando o vestido, tocando seus seios com carinho, fazendo-a ofegar. Quando a trilha dos lábios alcança o seio esquerdo, Hermione sente o corpo aquecer e o coração disparar, mostrando que se lembrava da última vez que eles tiveram aquele contato. Então um craque é ouvido sob a mão de Hermione, que se agarrava ao ombro direito de Harry.
-Hermione! –Harry fala se erguendo rápido ao sentir o ombro ser deslocado.
-Droga, desculpa. Eu sou mesmo um monstro. –Ela quase chorava, era o pior jeito de se estragar uma noite.
-Não, tudo bem. Eu só preciso de uns dois minutos. –Fala colocando o ombro no lugar e suprimindo um gemido de dor.
-Ainda quer tentar? –Pergunta quase sem acreditar, afinal mal ele a tocara e ela já havia deslocado o ombro dele.
-Costelas quebradas não me impediram de lutar com você, acha que uma bobagem dessas me impediria de te amar? –Responde com um sorriso, voltando a se aproximar, mas ela não deixa que a beije.
-Melhor você deitar e esperar um pouco. –Fala se levantando, mas permanecendo por perto. Lentamente retira o vestido, para logo depois tirar a última peça, apesar de nervosa com a reação dele e sua timidez.
-Como você consegue estar ainda mais linda? –Fala assim que consegue recuperar o fôlego, seus olhos não cansando de percorrer toda a extensão do corpo que vinha em sua direção dolorosamente devagar.
-Treinamento duro. –Responde sorrindo, orgulhosa com a reação dele.
-Pra alguma coisa serviu... Ai! –Após a provocação ela cutuca o ombro ainda em recuperação, mas depois o beija nos lábios brevemente.
-Não me provoque. –Avisa deitando sobre ele, fazendo-o gemer ao sentir o contato de seus corpos.
-Se não vai fazer o que? –Desafia, enquanto a sentia beijar seu pescoço do mesmo jeito que ele havia feito antes. –Sem parar o que fazia, Hermione retira os óculos dele, afastando para a outra mão antes que ele pegasse de volta. –Hei, isso não vale, me devolve, vai. –Pede manhosamente, era horrível não conseguir enxergá-la nitidamente.
-Devolvo, mas já sabe não é? –Fala em tom de aviso ao que ele rapidamente assente, logo a abraçando e beijando, sentindo que o braço voltava ao normal.
Após o beijo, Hermione volta a beijar-lhe o pescoço, mas não se demorando, logo descendo até o ombro antes machucado, depois para o tórax musculoso, enquanto sua mão deslizava cuidadosamente pelo abdômen definido, até chegar ao cinto, o qual abre com um pouco de dificuldade. Então sem interromper o ritmo, continua o beijando, enquanto com as mãos começava a tirar a calça.
-Desculpe, eu ia avisar. –Harry se desculpa ao ver que ela se surpreendera ao baixar a calça e ver que ele não usava roupa de baixo.
-Tudo bem. –Apesar de corada, continua retirando a calça, depois as meias. –Por isso seus chutes doem tanto. –Fala ao observar as coxas grossas, deslizando a mão pela perna dele, depois se inclinando para beijar-lhe perto do joelho e subindo, tirando dele a capacidade de responder.
Logo ele já a puxava para um beijo cheio de desejo, voltando a deixá-la por baixo e dessa vez usando uma de suas mãos para segurar as dela acima da cabeça, de modo a evitar novos acidentes. Agora que não havia nada entre seus corpos, a excitação aumentava, o beijo se aprofundava e então as presas surgiram, afastando-o, mas apenas o suficiente para que ele descesse, aplicando beijos rápidos até chegar ao seio direito, enquanto sua mão massageava o esquerdo.
Hermione sentia seu corpo todo esquentar, era como se pequenas ondas de prazer a atingissem, aumentando ainda mais a consciência do contato de seus corpos, aquilo fazia a besta rugir dentro de si, mas a ignoraria, não permitiria que parassem agora. Harry soltou suas mãos, enquanto abandonava seus seios, descendo com seus beijos e carinhos, passando por sua barriga, atendo-se em suas coxas, fazendo-a se agarrar com força no lençol. Então, quando a beijou na parte interna da coxa direita, próximo ao ponto em que mais desejava contato, não conseguiu evitar que chamas surgissem ao seu redor, queimando os lençóis de seda.
-Calma amor. Desse jeito, quando for minha, vai demolir o prédio. –Harry fala após rir gostosamente, sua voz estava mais grave, seus olhos brilhavam de desejo.
-Por tanto que não nos atrapalhe. –Hermione responde ofegante, sem sequer pensar no que falava, apenas não podia parar mais uma vez.
Harry apenas sorri, antes de tomar-lhe os lábios, driblando habilidosamente as presas afiadas, o que provocava movimentos sinuosos e sensuais, fazendo-a abraçá-lo mais forte. Aproveitando o momento de abandono e excitação, Harry desliza sua mão para baixo, chegando a intimidade quente e umidade, o que a fez arquear as costas e acabou por cortar-lhe a língua.
-Não pára! –Hermione fala abraçando-o, sem tentar retomar o beijo, mesmo sentindo o delicioso gosto do sangue dele em sua boca. De alguma forma preferia o toque ao sangue e aquilo era algo que a fazia se sentir mais humana, mas no controle de si mesma. –Eu estou bem, eu vou ficar bem.
-Certo, mas se quiser que eu pare, por qualquer motivo, é só dizer. –Harry fala sem evitar um sorriso, orgulhoso do controle que ela demonstrava. –Não, amor, melhor nos precavermos. –Pede, quando a sente descer a mão para retribuir a carícia, por mais que quisesse, sabia que a região era delicada demais para correr o risco.
Apesar de triste por não poder tocá-lo, entendia que ainda era cedo, que poderia machucá-lo. Porém logo essas sensações ficaram esquecidas, rapidamente Harry achara o lugar certo e o melhor jeito de tocá-la. Não dava mais para segurar os gemidos, a cada movimento hábil de seus dedos, sentia-se afundar mais e mais no prazer, mal tinha consciência de suas mãos percorrendo firmes e inquietas o corpo másculo ou do movimento de seu próprio corpo contra o dele.
Pouco tempo depois, ambos já trocavam olhares de confirmação e começavam a fundir seus corpos. A sensação de recebê-lo era incrível, devastadora, cada fibra de seu ser parecia senti-lo e evocar as mais primitivas emoções que havia dentro de si, queria ser dele, queria amá-lo e queria matá-lo, sugar seu sangue até a última gota, sentir suas unhas rasgarem a pele macia e quente. As sensações iam e vinham, as imagens onde o devorava lhe assaltavam sem que quisesse, lhe provocando, lhe atiçando, por isso mantinhas seus olhos fixos nos deles, enquanto visse o quanto lhe amava, o quanto ela era especial para ele, resistiria, subjugaria a besta.
Talvez fosse seu treinamento e sua resistência a dor, mas não sentira qualquer desconforto. E assim que ele notara, começou a se movimentar devagar, tentando achar o ritmo dos dois, quem em poucos minutos já se moviam como um só, trocando carícias, sussurros incompreensíveis, desviando seus olhares apenas quando não resistiam a vontade de provarem-se.
As ondas de prazer chegavam cada vez mais intensas, com menos espaço entre uma e outra, levando o controle de ambos ao limite. Um gemido mais forte escapara de Harry ao mesmo tempo em que um som de algo quebrando foi escutado e então a temperatura aumentara subitamente, ambos podiam sentir o clímax chegando, o ritmo se tornava mais forte, mais intenso, o prazer e a magia abarrotavam suas veias. Quando com um urro ambos chegaram ao limite do prazer, sentindo as explosões que ocorriam dentro de si, esqueceram de tudo, detendo-se apenas em apreciar o momento, regularizar suas respirações, mas sem desviar a íris esmeralda da rubra, que brilhava de um jeito diferente, assustador e ao mesmo tempo excitante.
-O quarto está pegando fogo. –Harry comenta começando a sentir o ar faltar por causa da fumaça.
-E você quebrou a cama. –Hermione comenta também rindo, enquanto fazia as chamas diminuírem, mas sem deixar que Harry se afastasse.
-Não só a cama. –Agora Harry estava subitamente envergonhado, enquanto olhava o quarto, após rolar com ela para o lado.
-Eu te amo, meu demolidor. –Hermione fala suavemente, mas sem deixar de sorrir ao final.
-Eu também te amo, minha incendiaria. –Harry retribui também carinhosamente antes de beijá-la sem pressa.
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N/A: Vocês estão ficando mal acostumados, não deu nem um mês e eu to atualizando de novo, assim não dá rsrsrsrsrsrsrsrs
N/A²: Harry e Hermione finalmente se acertaram, vocês gostaram? Nesse cap deu pra mostrar um pouquinho de Logan/Gina, vamos ver se dá pra mostrar um pouco mais nos próximos caps.
Ingrid Teixeira: Porque a culpa seria minha? E sim, eu vi e amei Crepúsculo, a adaptação ficou ótima. Quanto a fic, Drakul e Gabi nessa fic são muito fofos com a Mione né? Rsrs A Mione não tava fingindo, ela apanhou mesmo, mas agora já está tudo bem, você gostou da reconciliação?
Karina Potter: Não precisou nem de 5 caps, foi nesse mesmo que eu já tava ficando irritada com o chove não molha. A fic deve ter só mais três caps.
A.K Pri: Bom acho que agora a Hermione vai dar muitos pontos pro ego dele né? Rsrsrsrss
Gabby Lupin: E a reconciliação também foi emocionante? Rsrsrsrs Talvez eu faça uma briga emocionante do Harry com o Logan também hauhauhauhauhau
Ricardo Pacheco [Penny]: É claro que foi o Harry que ganhou, ele é o fera rsrsrsrs. Próximo cap começa o fim da guerra, Hermione e Harry detonando juntos.
Mione03: Porque a Mione deveria ficar brava? Foi uma luta justa. Mas realmente foi importante o Harry desestressar um pouco e ver que ele ainda gosta e se importa muito com a Mione.
Nick Granger Potter: Ele tava precisando da briga pra poder relaxar um pouco e escutá-la, o que deu certo. Nada como uma conversa franca para reparar os danos e fazer as pazes.
Angel Cullen = Srta. Cereja: Acho que esse cap deve ter te inspirado mais, não? Rsrsrsrsrs Daqui pra frente muita emoção nos capítulos, pode aguardar.
Hermione.Potter: Obrigada pelos elogios, realmente essa fic é difícil de escrever, mas é mais fácil escrever batalhas deles contra inimigos que cenas como essa que terminou o cap, são bem mais delicadas e raramente acho que ficam boas.
*MaRy*: Pedidos feitos e aceitos, irmãos da Mione apareceram, teve cenas românticas e H/H voltando com tudo.
Marcio_Black: É como você analisou muito bem, Hermione provou que é bem forte e que pode ser muito útil na guerra, Harry provou que também é forte e no mano a mano se garante, então acho que de certa forma ambos reconheceram a posição do outro e conseguiram estar mais receptivos a conversa e reconciliação.
LiLa_GraNgeR: A reconciliação esta aí, mas não acho que tenha ficado grande coisa, talvez muita gente se decepcione, mas foi melhor que se acertassem logo para dar ritmo ao final.
lucas esteves.: Cat, Marcus e Mikhael apareceram um pouquinho, fizeram umas gracinhas rsrsrsrsrs. O cap anterior foi sangue e suor e esse foi mais beijinhos e olhares, no próximo teremos mais beijinhos e um bocado de lágrimas.
Kaos StoneHange: Nossa, melhor cap é algo que eu não esperava, mas daqui pra frente é só Harry detonando.
James V Potter: Não demorei nada né? Eu também já estava ficando irritada aí juntei eles logo rsrsrs A segunda fase ou continuação se passa daqui uns vinte anos mais ou menos, então vai ser um pouco diferente, espero que vocês gostem.
Próxima Atualização: Alvorecer, Príncipe Istari
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