O casal chega à sala precisa e, tomando coragem para seguir o conselho de Lilith, Harry anda a frente da tapeçaria pensando no quarto que a mestra o havia mostrado aquela tarde. A porta surge e ele abre, deixando que Hermione entrasse.
-Wow… -Exclama surpresa, os olhos presos a cama grande e confortável.
-Eu sei, é estranho não é? –Pergunta sem jeito, já pensado se havia feito a coisa certa.
-Um pouco. Foi proposital então? –Pergunta tentando usar o tom mais normal possível.
-Sim. Queria aproveitar as luvas para compensar a falta de beijos, abraços, carinhos. Sei que não é a mesma coisa, há um salto de intimidade, mas as mãos são tudo o que tenho para lhe dar algum prazer. –Soara sem jeito, porém sincero.
-Eu te amo. –Ela diz mordendo o lábio, se aproximando um pouco. –E nunca pensei que pudesse sentir tanta falta de algo, quanto dos seus lábios… -Ao vê-la baixar a cabeça fechando os olhos, soube que ela estava pensando no que não devia.
-Esqueça isso. –Pede usando a mão com luva para erguer lhe o rosto. –Ainda vou poder provar seu gosto, senti-la em meus braços, mas por enquanto meu toque é tudo que posso oferecer. Mas está tudo bem se você não aceitar, seria completamente compreensível…
-Eu quero. Só não imagino como podemos conseguir algo só com um par de luvas. –Admite desanimada.
-Deixa isso comigo, só preciso que confie em mim. Claro que a qualquer momento que quiser posso parar, você pode dizer não e eu não insistirei. –Diz erguendo a mão, um sinal de que queria a luva que estava com ela.
-Não poderei te tocar? –Pergunta quase decepcionada.
-Tem que ser jogo pra um, se não acabaríamos nos tocando e estragaria tudo. Aliás, para que dê certo, eu teria que amarrar seus pulsos e pés. –Diz como se esperasse um tapa, porém a exceção da expressão surpresa, não houvera reação. –Podemos tentar sem os pés…
-Não, tudo bem. Me pegou de surpresa, mas eu consigo entender a lógica. Seus movimentos terão que ser calculados e eu poderia estragar tudo.
-Prometo que farei de tudo para que não se arrependa nem por um segundo. –Sussurra de um modo que a faz tremer.
-O que eu faço? –Pergunta se afastando, sentindo que precisava de ar.
-Apenas se deite. –Diz apontando a cama.
Hermione vai até a cama e tira os sapatos e meias, porém, em um gesto ousado, retira a camisa antes de se deitar, como se o incentivasse a de fato ousar. Harry sorri e pega dentro do criado mudo um par de algemas, não conseguindo evitar corar.
-Podíamos contar isso pra todo mundo e certamente não acreditariam. –Hermione comenta com um riso, usando o humor para tentar afastar o estranhamento da situação.
-Mas você não pretende… er… -Diz enquanto algema os pulsos dela na cabeceira.
-Não. Não é meu estilo e sei que não é o seu. –Responde sentindo um friozinho subir-lhe a espinha, a ansiedade e o receio se mesclando ao ver as algemas que prenderiam seus pés.
-Alguma delas a machuca? –Pergunta após fechar a última. As mãos eram mais frouxamente presas, porém as pernas podiam se erguer pouco.
-Não. Está tudo bem. –Responde apesar de ainda não estar muito confortável.
-Eu posso tirar a camisa? É que eu provavelmente vou acabar suando… -Pergunta sem jeito, já sem saber ao certo como proceder.
-Claro que pode. Na verdade, vai ser bom te ver. –Diz mostrando que a ideia não lhe desagradava em nada.
Sorrindo entre sem jeito e envaidecido, Harry retira sua camisa, fica descalço e depois senta-se a beira da cama, uma mão apoiava do outro lado do corpo dela, que o olhava como se quisesse memorizar cada centímetro seu.
-Já disse o quanto a acho linda? –Pergunta tocando-lhe o rosto suavemente.
-Não. –Responde tentando morder o dedo dele, mas Harry tira a mão, deixando os dedos escorregarem pelo pescoço alvo.
-Espero reparar essa falta imperdoável. –Sussurra hipnotizado pela trilha que a mão fazia, os dedos percorrendo um caminho sinuoso pelo colo, descendo pelo vale dos seios e traçando um caminho aleatório pela barriga. –Está me torturando mordendo os lábios assim. –A repreende em tom suave, a mão livre indo até o rosto dela e afastando delicadamente o lábio de seus dentes.
-Desculpe, mas é difícil evitar quando não tenho nada para mantê-los ocupados. –Provoca em retaliação por ele ter quase colado seus rostos.
-Sei como resolver isso. –O sorriso maroto a deixa curiosa, porém frustrada ao vê-lo se afastar e ir até a pequena geladeira a um lado. –Sei que não é bem o que queria, mas creio que vá ajudar. –Diz ao pegar uma cereja e por lhe na boca, a outra mão acariciando o ventre e subindo, massageando um seio, fazendo-a suprimir um gemido. –É sua fruta favorita, não é?
-Se não fosse, o seria, com você fazendo isso. –Era óbvio que o isso se devia a outra mão.
-Gosta muito desse sutiã? –Pergunta aos sussurros, o rosto se aproximando do dela, enquanto outra cereja lhe chegava à boca, desta vez brincando com os lábios antes de ser capturada.
Hermione respondeu com um aceno negativo, o que fez Harry sorrir, pegar sua varinha e executar um preciso feitiço de corte, tirando a peça de roupa da frente dos seios lentamente, deixando que as duas mãos tivessem um primeiro contato com a carne macia. Ao vê-la fechar os olhos, se abaixa um pouco mais sussurrando em seu ouvido para não se mover, o hálito quente e a respiração profunda lhe acariciando a pele, enquanto as mãos massageavam cuidadosamente os seios.
As caricias se alongaram pelo corpo, Harry usava a boca para capturar o cabo das cerejas e as dar para Hermione, era o “beijo” que compartilharam por um tempo, até as respirações estarem mais ofegantes, os sussurros nem sempre fazendo algum sentindo. Hermione mal notara que ele havia aberto sua calça até vê-lo se mover para baixo, retirando a calça jeans até o tornozelo.
-Adoro suas pernas, mal dá para acreditar que não malha. São perfeitas! –Confessa usando as mãos parra massagear e apertar as panturrilhas e coxas. -Queria poder beijá-las, mordê-las.
-Posso imaginar a sensação. –Hermione diz de olhos fechados, parecendo fazer o exercício mental, porém sentiu uma das mãos lhe abandonar e iria reclamar, quando vê que um balde surgira ao seu lado e Harry retirara dele uma pedra de gelo.
-Tem certeza que pode imaginar a sensação de meus lábios na sua pele? –Provoca se apoiando na ponta dos pés e em um dos braços para deixar seu corpo bem perto do dela, fazendo-a sentir o calor que dissipava, ao mesmo tempo em que a pedra de gelo tocava sua perna.
Começara deslizando o gelo pela panturrilha, subindo até o joelho, chegando à coxa, onde se demorara mais, enquanto sussurrava em seu ouvido o quanto ela o excitava, as imagens que provoca em sua mente com seus gemidos e o modo como pronunciava seu nome.
Não conseguira evitar um grunhido agudo ao sentir a pedra em seu seio, a voz aguda pronunciando o nome de Harry em um gemido, a cabeça se erguendo buscando os lábios dele ao mesmo tempo em que o quadril se erguia, porém Harry afastara o corpo o suficiente para evitar o toque, a pedra de gelo chegando quase derretida aos lábios de Hermione.
-Calma, a gente ainda está só começando. –Diz apoiando-se apenas nos joelhos, uma das mãos indo para um seio enquanto a que antes segurara o gelo descera sorrateiramente por seu ventre até alcançar-lhe o ponto ainda inexplorado.
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Após um café da manhã em que a felicidade da noite anterior se dissipou gradativamente, Hermione sofreu para tentar prestar atenção na aula de feitiços, chegara a errar o feitiço ensinado e quase acertara Neville, que estava a sua frente. Como Flitiwick sabia do que acontecia com a família de Hermione, a dispensou de tentar o feitiço, porém a garota manteve-se em sala, contando os minutos até o fim da aula.
Hermione sai da sala de mãos dadas com Harry, que assim como Rony tentava distraí-la, porém sem sucesso. Entretanto não foi preciso se desdobrar, Minerva McGonagall os esperava do lado de fora da sala.
-Profª. McGonagall, tem notícias da minha mãe? –Hermione pergunta ansiosa.
-Sim e são as melhores possíveis. Você… vocês salvaram não apenas sua mãe, como seu irmãozinho. –Hermione suspira aliviada e logo sendo abraçada por Rony. –Ambos já estão fora de perigo e, se tudo der certo nos próximos dias, poderão ter alta.
-Mas para onde vão? –Harry pergunta preocupado.
-Protegemos de modo reforçado a fazenda dos avós de Hermione, os tios dela já haviam se mudado para lá temporariamente.
-E meu pai, como está? Ele já sabe o que está acontecendo?
-Não sei se sabe, mas as notícias são boas, ele está se adaptando rápido a sua nova condição. Mas não se preocupe, no fim de semana você será levada para vê-los.
-Obrigada! Eu preciso mesmo disto.
-Não me agradeça, vocês fizeram isto. Só não tomem como um incentivo a novas fugas. –Alerta com um semblante sério e rigoroso. Os adolescentes permanecendo em silêncio, apesar de constrangidos.
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Lilith chamara apenas a Harry para o treino aquele dia, especificando no bilhete que ele deveria levar Gram consigo. Inseguro sobre um novo teste, Harry comenta com os amigos que decidem acompanha-lo, até para ajudar caso outro incidente ocorresse.
-Eu fui inocente em achar que viria sozinho? –Pergunta observando Rony e Hermione entrarem após Harry.
-Eles estão aqui para te proteger, caso eu saia do controle novamente. –Harry explica e os amigos apenas assentem.
-Eu espero que a espada não veja os dois como inimigos também. –Lilith os adverte cautelosa.
-Vamos olhar de longe. –Rony diz já apontando para o fundo da sala, aonde se sentariam.
-Então gatinho, hora de me mostrar do que é capaz. –Diz no tom provocante de sempre, pouco se importando com o olhar nada amistoso de Hermione, apesar de reparar que Harry usava as duas luvas.
Harry observa a postura sólida de Lilith, que tinha duas espadas finas ao estilo ninja nas mãos; as botas eram diferentes, de um material que parecia ser mais pesado, possivelmente reforçado. Desembainhou Gram, segurando-a com as duas mãos, a empunhadura direcionada para o centro de seu corpo. Imediatamente sente a familiar corrente de energia, que fazia seus músculos se retesarem e seu coração bater mais forte, não estaria mais ligado se houvessem lhe injetado adrenalina no peito.
O primeiro movimento fora de Lilith, dois passos rápidos e usa uma espada para desviar Gram, a outra vai na direção do pescoço de Harry, que ergue sua lâmina e dá um passo para nordeste, seguindo o caminho da lâmina por um instante, o suficiente para defender com a ponta de Gram o golpe e ter força para chutar Lilith no ventre, fazendo-a cambalear.
O reflexo era de ir até ela, porém seu pé ardia e latejava como se houvesse o enfiado descalço em uma colmeia, fazendo-o vacilar no passo e perder a chance, pois a bruxa já estava recomposta e avançava, desta vez deslizando ao se aproximar e girando como uma dançarina de street dance, as espadas se transformando em hélices mortais, entretanto Harry escapa com um mortal para trás tão alto que nem o mais brilhante ginasta poderia ter conseguido, os pés caindo em uma base sólida com os joelhos amortecendo o impacto. Porém Hermione e Rony não tiveram tempo de vibrar, logo voltara a atacar aproveitando a posição desfavorável de Lilith, porém a mulher executara um espacate e cruzara as espadas de modo a fazer um movimento de amortecimento e giro, onde Harry acabara caindo de costas no chão e ela por cima, Gram estendida firme a frente do rosto de Harry enquanto as espadas de Lilith em X forçavam-na para baixo.
Os berros não fizeram Lilith vacilar por uma fração de segundo sequer, ela força as espadas para baixo, seu corpo pressionando o quadril de Harry, que se debatia tentando não perder a força para suster Gram. Rony segurara Hermione fortemente, prendendo o braço direito dela para trás.
Lilith sorri ao ver o brilho nos olhos de Harry aumentarem, era o poder de Gram agindo e novamente assumindo o controle. O corpo do rapaz parara de se debater, a resistência de Gram aumentara e não foi surpresa alguma sentir o quadril de Harry erguer-se com força, ao mesmo tempo em que Gram era empurrada em sua direção. Esperta, Lilith se ergue e rola lateralmente para o lado oposto, rapidamente se pondo de pé. Harry fizera o mesmo e ambos já voltavam a se enfrentar ferozmente, as espadas se cruzando e a espada sobressalente de Lilith ajudando-a a manter o duelo, apesar do rápido desgaste.
Em um movimento ousado, Lilith gira para trás verticalmente em torno de si, os pés batendo na lâmina de Gram e desequilibrando Harry enquanto embaixo os braços abertos fechavam na altura da cintura dele, que usa somente o braço esquerdo para descer Gram lateralmente, deixando o corpo cair. A lâmina brilhante se choca lateralmente com a interseção das espadas de Lilith e as quebra, o corpo ao atingir o solo rapidamente girando e se erguendo de joelhos, enquanto Gram descia segura pelas duas mãos do moreno. Rony e Hermione lançaram feitiços, a sincronia não impediu que a espada se enterrasse no tronco de Lilith, apesar de Harry ter sido jogado para frente e soltado a espada.
-Devagar Hermione, não sabemos se ainda está possuído. –Rony diz segurando Hermione, que já ameaçava correr.
-Ela precisa de socorro. –Diz em tom urgente. –Corre na enfermaria e chama Madame Pomfrey. –Rony assente e rapidamente corre para fora da sala.
-Lilith! –Harry diz se erguendo com dificuldade, mas indo até a professora. Hermione acabara de se ajoelhar e olhava a lâmina, que por sorte pegara lateralmente. –Como ela está? –Pergunta preocupado, o sangue já começava a formar uma poça no chão.
-Precisa de ajuda, mas acho que tirar a espada só pioraria. Vou cuidar dos pés. –Diz ao ver que havia sangue saindo deles.
-Talvez gelo ajude, não? –Diz erguendo um pouco a camisa dela, enquanto pegava a varinha. Hermione assente e ele começa a fazer um círculo em torno do ferimento com um feitiço que costumavam usar para evitar hematomas após pancadas.
Madame Pomfrey chegara já com poções e acompanhada de Dumbledore, ambos rapidamente retirando a espada e tratando o ferimento com uma poção, antes de removê-la em uma maca flutuante. McGonagall chegara durante o processo e ficara responsável por ouvir os três jovens a respeito do que havia ocorrido e pelo recolhimento das espadas.
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Após conversar com Dumbledore, que temporariamente confiscara Gram para uma análise, Harry vai até a enfermaria ver Lilith. Ao chegar, é informado de que ela só acordará no dia seguinte, porém ainda sim foi até a cama dela.
Senta observando que Pomfrey parecia ocupada com suas coisas e então segura a mão de Lilith por um momento, sua mente vagando pelas lembranças que possuía dos dois juntos. Fora a última pessoa com quem estivera antes da maldição, a professora que mais acreditara em sua capacidade e que mais lhe fizera crescer, sem qualquer protecionismo.
Fechara os olhos, deixando-se dominar pelas lembranças enquanto segurava a mão dela, o corpo relaxado na cadeira. Sabia que a noite anterior, que passara quase em claro, cobrava o preço, assim como todo o estresse daquele dia e o uso exaustivo de poder. Porém não sairia dali, ninguém o tiraria da enfermaria até conversar com Lilith.
-Desculpe, não sabia que machucaria. –Era madrugada e acordara com um ardor em sua boca que o fizera saltar da cadeira. Lilith estava sentada na cama e não parecia querer esconder o fato de que tentara beijá-lo. –Foi apenas um teste, um roçar suave.
-Não importa se foi ou não suave, tenho uma namorada que amo e peço que respeite isso. Não é possível que ainda não tenha se dado conta. –Diz aborrecido, os lábios ainda formigavam dolorosamente.
-Você estava dormindo ao meu lado, por um momento pensei que talvez… talvez ao me ver mal houvesse percebido algo. –Seu tom não era malicioso como de costume, possuía um tom mais frágil, doce.
-Pare com isso. Eu sou só um menino. –Diz voltando a sentar-se, ainda estava cansado.
-Só na idade, porque nem na aparência pode-se dizer isso. Além do que, toda mulher sonha em ser amada como Hermione é. –Admite voltando a deitar-se, parecia sentir um pouco de dor no ferimento.
-Eu vi sua cicatriz quando tentava cuidar do seu ferimento. –Diz de forma direta, porém Lilith permanecera indiferente. –Uma lua, como a marca que dá nome à Lua Negra. –O tom não era agressivo e o olhar apenas pedida uma resposta.
-Você não parece interessado em me ameaçar, mas se achasse que eu não era capaz não teria perguntado. –Pondera devolvendo o olhar perscrutador.
-Por quê? Dumbledore sabe? –Insiste.
-Acha que meu velho e superprotetor tio permitiria? –Diz suprimindo o riso. –Claro que eu não poderia esconder minha revolta, meu inconformismo pelo assassinato dos meus pais, uma criança exposta a tanta violência não pode se tornar um adulto normal. Mas ele prefere acreditar que alivio este lado pegando pesado com os bandidos, o que não deixa de ser uma verdade, quanto pior a ficha, mas vontade de machucá-los de verdade eu tenho.
-E você faz tudo que tem vontade não é? –Não era uma pergunta, sabia que a resposta era sim.
-Se não fosse sua maldição, já o teria seduzido desde a primeira semana. Acho que comecei a me apaixonar quando o vi esmurrando a Belatriz, foi muito sexy! –Confessa com um sorriso malicioso, fazendo-o se mover desconfortável na cadeira.
-Amo Hermione.
-Não amava naquela época. –Retruca do mesmo modo simples que havia dito.
-Porque não me ajudou com os comensais? –Pergunta tentando retomar o foco da conversa.
-Quando acordei você já parecia estar cuidando muito bem de tudo. Além disso, estragaria meu disfarce.
-Se é o braço direito de Voldemort como disse, está acostumada a matar e torturar, além disso, deve saber onde ele está, mas não o prende.
-Não há prisão que o detenha, não gosto de matar ou torturar, nem o faço. Meu trabalho é conseguir informação, facilitar a entrada e dar ordens para que os comensais hajam como um esquadrão e não um bando.
-Nunca esteve sozinha com ele? Porque nunca o matou e o ajuda a tirar a vida de tantos? Não sente culpa pelos inocentes?
-Antes a morte de uns que de milhões, bilhões. Claro que se eu pudesse, já o teria matado. Já discutimos muito planos sozinhos, não foram poucas as situações perfeitas, onde até mesmo me dar às costas para pegar documentos, ele fez.
-Gosta de ser comensal? Acha prazer na dor alheia? –Pergunta quase agressivo, porém logo se refreia, mesmo observando sua atitude fria. –Se você fosse assim, não me trataria do jeito que o faz, não teria me ajudado com Hermione… apesar de gostar de fazer o estilo badgirl, tem um bom coração.
-Só não espalha isso por aí. –Pede com um sorriso de canto. –Se aguento tudo que tenho tido que suportar, é porque preciso descobrir onde estão as horcruxes, já consegui algumas coisas, mas muito pouco.
-Horcruxes?
-Voldemort devia ter morrido quando a maldição da morte foi rebatido, boa parte da casa foi danificada, seu corpo deve ter virado pedacinhos porque não encontraram corpo. Entretanto ele virou um espectro e conseguiu recuperar o corpo. Não acha isso estranho? Nunca se perguntou como?
-A resposta são essas horcruxes? –Pergunta intrigado.
-Isso. Ouvi meu tio comentando sobre isso com Minerva um dia, ficou desconfiado desde que você falou de um diário de Tom Riddle para ele. Investiguei mais sobre o assunto, não foi fácil achar algo, mas de fato era a peça que faltava do quebra cabeças.
-E o que são? Quantas são?
-Horcruxes são como ancoras feitas através do sacrifício mortal de alguém. O assassino pode assim desprender um pedaço de sua alma e depositá-lo em um objeto, animal, enfim algo que possa proteger esse pedaço de alma e ser escondido ou vigiado.
-Nagini… é por isso que o veneno dela podia sustentá-lo? –Encaixa as peças lembrando-se de suas visões.
-Provavelmente. Posso mata-la quando eu quiser, isso não seria problema, mas além dela e do diário, que você já destruiu, tem ainda prováveis cinco horcruxes, sendo uma o próprio Voldemort.
-Sete no total? Um número magico não é? –Arrisca, apesar de não entender muito de aritmancia.
-Exato, um número de grande poder. Meu tio suspeita de um anel e um medalhão que pertenceram a Salazar Slytherin, sobrando assim outros dois objetos de fundadores de Hogwarts, algo que a Voldemort parece refinado e mostra de poder. Eu sei que objetos são, mas não sei onde estão.
-Sabe onde está o anel ou o medalhão, ou ninguém desconfia? –Pergunta em expectativa, agora as coisas faziam sentido.
-Consegui chegar no anel antes de meu tio, havia conseguido o segredo do veneno que protegia essa horcrux. Ainda não a destruí, mas está guardada em segurança. O medalhão foi roubado pelo irmão comensal de Sirius e, por isso, foi morto por Voldemort.
-A horcrux foi recuperada?
-Não. Mas achei que poderia ter encontrado a resposta no cofre dos Black, não sabia que os comensais iriam até lá. –Lamenta sinceramente.
-Posso te dar a chave, você pode procurar à-vontade! –Oferece empolgado.
-Isso seria ótimo. Acho que vou chamar Belatriz para ir comigo, acredito que ela saiba mais do que aparenta.
-Então está mesmo do nosso lado? –Pergunta esperançoso.
-Quero vingança. E ficarei muito feliz em conseguir uns pontinhos com você.
-Sabe que não tem chances, não sabe?
-Sei, mas gosto de pensar que Hermione pode não aguentar a pressão. Se ela vacilar por um minuto que seja, estarei lá para ajuda-lo a esquecê-la.
-Quando estiver com Belatriz, tenta assuntar sobre a espada, talvez ela saiba de algo. –Pede se levantando e espreguiçando.
-Pode deixar e, obrigada, não só pela confiança, mas pela discrição. –Agradece e ganha um sorriso de Harry, que se afastava para sair da enfermaria.
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N/A: Bom, com essa att eu acho que não tem mais nenhuma fic há muito tempo sem atualização! Agora, vocês precisam continuar me incentivando com comentários! Ah! O nome do capítulo foi um trocadilho!
N/A²: A pedidos mostrei um pouco do encontro HH, gostaram? Acham a Lilith uma boa mestra? Rsrsrs E o que foi essa última cena?! Acreditam na Lilith? Acham que ela pode de alguma forma atrapalhar o namoro do Harry com a Hermione?
may33: Qual seria a graça da fic se o Harry ficasse curado logo? Ainda ganhou uns pontos com os sogros, o que é ótimo! Já que houve pedidos, eu mostrei um pouquinho do que Lilith ensinou ao Harry. Nesse cap nem teve DG, mas no próximo tento mostrar um pouco deles. Ainda acha que um par de luvas não pode fazer muita coisa? Cadê sua criatividade?
Lilly Rigotti: Ô saudade da minha beta *snif*! Não dava para ele ficar bom logo, perderia o toque da fic. Tente fazer um exercício mental e se por no lugar da Hermione e depois no do Harry, quem você acha que está pior com essa maldição? Aliás, tu gostou da ceninha H²? Queria ter tido sua opinião antes de postar…
Freya Jones: Ah, não faz greve não, afinal o Harry ganhou as luvinhas! Olha vontade de agarrar o Harry não falta a Lilith, mas ela sabe que não daria certo =/. Eles podem andar de mão dada, podem fazer cafuné no outro, um carinhosinho, não seja tão simplista rsrs.
Ana Rita: Tem estado sumida, ainda lê as fics? Harry sempre pensa nos outros antes de pensar em si. Ta todo mundo com o coraçãozinho feliz, menos a Lilith, tadinha dela, apaixonada por quem não a corresponde!
Gawen J. McGray: Como você antecipou, a Lilith é de fato a chave da fic! Eu estou tentando ser legal com ela, só não sei se dá para ser tão assim, porque acho que a torcida aqui é para HH né. No próximo capítulo Lilith trará coisas importantes não apenas para os planos de Voldemort, como sobre possíveis poderes para Harry.
Tainá Yumi Watanabe: Luva mais que milagrosa não é? Rsrsrs Acho que a Hermione nem gostou muito dela huahuahua.
r.ad: Opa, não esquece de comentar aqui de novo não!
leleu_mione: Realmente falta um pouquinho de tempo e o fato desta fic não ter muitos comentários faz ela ficar por último na fila de atualizações.
rosana franco: Essa fic é bem emocionante e tocante, tento usar um romance mais poético nela. Gram sem dúvida será boa contra os inimigos e duvido que alguém se importaria se ela retalhasse o Voldie. Ainda gosta da Lilith após esse cap? Eu não gosto muito de escrever esse tipo de cena, mas como pediram muito eu acabei fazendo.