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19. Acerto Lycan


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Após passarem a madrugada cheirando corpos, Harry e Hermione chegam a Mansão Black sujos, cansados e com dor de cabeça. Na sala o pai de Hermione e Calisto os esperavam.


-Está bem, meu anjo? –Jonathan pergunta ao ver o estado deplorável da filha.


-Sim, apenas preciso de um banho e um pouco de descanso, acho que cheguei perto de perder meu olfato, estou com uma baita dor de cabeça. –Responde ao pai mantendo um semblante tranquilo, indicando que logo estaria bem.


-Nesse caso é melhor que vá. –Diz a filha sorrindo gentilmente. –Quanto a você, rapaz, é melhor que realmente coloque uma aliança na  mão esquerda dela antes de pensar em qualquer viagem! –Avisa surpreendendo os dois.


-Como você sabe disso pai? Quem te falou sobre nossa conversa?


-Quando vocês chegaram ao Hyde Park, interromperam a transmissão e transmitiram tudo ao vivo até agora, quando vocês saíram. Havia imagem e áudio. –Calisto responde de modo tranquilo, apesar de saber as implicações daquilo.


-Ok, oito horas liga para aquele telefone que Willian nos deu e marque uma reunião para depois do almoço. Pelo visto teremos que apagar incêndio. –Hermione diz em tom quase entediado, sentimento que Harry parecia compartilhar.


-Eu irei monitorar a repercussão nacional e internacional pela internet. –Jonathan informa e Hermione e Harry agradecem com um sorriso, antes de irem para o andar de cima.


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Após sentir o cheiro de um lycan por perto, Calisto foi até o lado de fora da mansão e avistou Daniel, o macho alfa da Europa. Ele estava em pé, parecendo aguardar algo e sorriu ao ver Calisto, acenando discretamente enquanto atravessava a rua para ir até ela. Foi com surpresa que os membros da Ordem da Fênix viram um estranho entrar na mansão acompanhado por Calisto, entretanto Gina percebeu pelo jeito de se mover e olhar, que ele deveria ser mais um amaldiçoado.


-Pessoal este é Daniel, o macho alfa da Europa. –Calisto apresenta e todos os olham curiosos. –Estes são Molly Weasley, seus filhos Gui e Gina, Draco Malfoy e Jane Granger, mãe da Hermione.


-É um enorme prazer conhecê-la, Sra. Granger. –Diz respeitoso, adiantando-se até a mulher e beijando-lhe a  mão. –Sua filha é uma lycan fantástica.


-Todos sabemos disso. –Harry diz seriamente, havia descido rapidamente ao sentir a presença estranha e poderosa.


-Harry, este é Daniel o líder europeu. –Calisto diz em tom sutil de aviso.


-E porque não veio com sua esposa? –Pergunta se colocando a frente de Daniel, o olhar desconfiado, a postura superior.


-Eu não sou casado. –Corrige de modo educado, porém frio.


-Sua companheira seria tão bem vinda quanto você. –Hermione diz tendo toda a atenção dos presentes.


-Na verdade, tenho estado sozinho há algum tempo. –Responde se aproximando, os olhos fixos nela.


-Não posso dizer o mesmo sobre Hermione e eu. –Harry fala quase rosnando, a ameaça evidente na voz.


-É melhor ficar longe de mim, vampiro. –A última palavra foi dita como se fosse o pior xingamento possível.


-Mais respeito com aquele a quem serve. –Diz enquanto entrava na mente de Daniel e forçava, fazendo-o cair de joelhos. –Eu sou o Príncipe das Trevas, não admitirei que me falte com o respeito na minha casa e muito menos assedie minha mulher, entendeu?


-Se não parar ele vai morrer e não vai responder. –Hermione comenta assistindo aquilo impassível, sabia que Harry precisava provar de sua força para ser respeitado. Harry, então, cessa a intervenção e vê Daniel se encolher com a cabeça no chão, ofegante e suando frio.


-Entendeu meu aviso, lycan? –Volta a perguntar firme.


-Sim, senhor. –Responde com a voz trêmula, ao que Harry sorri discretamente.


-Creio que agora podemos conversar com calma, certo? –Hermione diz se aproximando de Harry e por fim passando o braço por sua cintura.


-Claro, querida. –Harry responde sorrindo charmoso, logo antes de acariciar carinhosamente os lábios dela com os seus, dando dois beijinhos, sentindo-a relaxar em seus braços, tinha certeza que se quisesse aprofundar o beijo ela permitiria, porém prefere recuar e deixá-la com vontade. –Sente-se. –Diz a Daniel, apontando uma poltrona vazia.


O lycan obedece de pronto apesar do olhar para Harry continuar sendo agressivo, Hermione senta no braço do sofá ao lado da mãe e Harry fica ao lado dela, Calisto de pé entre Harry e Daniel como se mostrasse que estaria pronta para interferir a qualquer momento.


-Então a que devemos a visita? –Hermione pergunta tentando ser simpática e ao mesmo tempo séria.


-Trouxe a proposta de lei para vossa alteza. –Responde retirando um envelope do bolso. Os presentes disfarçadamente se entreolharam intrigados com a agilidade dos lycans e lobisomens.


-Isto é ótimo Daniel! –Hermione diz com um sorriso que faz o lycan sorrir de canto, a postura ficar orgulhosa. –Depois de ontem quanto mais rápido resolvermos as coisas, melhor.


-Eu vi o combate. –Daniel diz pensativo, ponderava sobre as palavras certas a dizer. –Facilitaria se houvessem matado todos.


-Em termos de batalha sim, mas seria péssimo para a mídia. Em primeiro lugar, nem todos os caçadores são “maus”, muitos devem ter ficado balançados ao nos ver ontem e perceber que os amaldiçoados não precisam ser monstros. Precisamos que as pessoas acreditem que podemos ser essencialmente bons, salvar os humanos era o certo a se fazer. –Hermione diz enquanto lia o pergaminho entregue por ele.


-Nem eles se respeitam, como pudemos ver bem quando o caçador pouco se importou com a vida do companheiro. –Daniel diz desdenhoso.


-Isso não significa que os humanos verão as coisas pelos nossos olhos. Eles podem preferir achar que aquele caçador era uma exceção, um radical. É muito mais fácil para eles nos classificarem e tratarem como monstros, somos nós que devemos sempre dar o exemplo. –Calisto diz em com sua profunda compreensão da humanidade.


-Vejo que concordaram com a maior parte do que sugeri e regulamentaram, mas há tópicos que não são tão simples assim. Vocês têm que entender que estamos buscando um entendimento, não podemos fazer uma nova Israel. –Hermione diz passando a lista para Calisto.


-Nova Israel? –A Sra. Weasley pergunta confusa.


-Eles querem uma cidade lycan, só que não podemos evacuar uma cidade inteira para acomodá-los. –Harry diz como se fosse óbvio.


-Quem gostaria de ser retirado de sua casa, ter sua empresa ou comércio desalojados para que lobisomens pudessem ter onde morar? –Hermione diz em tom ameno, porém com uma pontada de crítica.


-Nós já temos pequenas vilas, não precisaria ser um território muito grande e tão pouco um centro urbano, não fazemos questão de estar perto de humanos. –Daniel diz como se aquilo amenizasse.


-Talvez vilas em áreas não muito povoadas como as Highlands. –Jane sugere pensativa. –Creio que poderiam criar animais, plantar, talvez com o tempo criar industrias ou comércios, talvez trabalhar com turismo. O governo poderia lhes dar algum tipo de crédito especial a índices bem baixos de juros, uma compensação pelos anos de abandono.


-Vejo que de fato teve muito bem a quem puxar, alteza. –Daniel comenta sorrindo charmoso para Jane. –É uma mulher de grande visão e discernimento.


-Sou mesmo um homem de sorte. –John, que acabara de entrar, diz olhando duramente para o jovem que parecia jogar charme para sua esposa, caminhando firme até ela e a envolvendo com o braço.


-Pai, este é Daniel, líder dos lycans na Europa. –Hermione apresenta suprimindo um sorriso, principalmente ao ver que a mãe se animara ao ver o marido com ciúme.


-Acha que Willian e Alexander concordarão com isso? –Harry pergunta a Hermione, fazendo referência ao proposto pela sogra.


-Não sei, mas iremos abordar isso daqui a pouco, quando nos reunirmos com eles. –Hermione diz pensativa.


-E sobre os vampiros? Vocês aceitam viver em paz com eles? –Draco pergunta quase curioso a Daniel.


-Portanto que fiquem bem longe de nós. –Responde de modo frio.


-Isso não significa que poderão fazer sua própria lei como sugere aqui. Vejam bem, não daremos a vocês um país ou um estado independente, vocês não são o Vaticano. –Hermione observa firme. –Iremos integrar às leis vigentes, leis que dizem respeito a bruxos, criaturas mágicas e amaldiçoados, regulamentaremos alguns costumes e proibiremos outros. Suas leis estão subordinadas as leis do país e a nós dois, assim como os lycans e lobisomens de outros países estarão subordinados as leis desses países. Ataques a vocês, em seus territórios poderão ser julgados por vocês, porém demais crimes e ataques fora de seus territórios serão julgados por nós e pelo país.


-Poderemos aceitar isso, dependendo de como será essa legislação e qual o nível de poder você terá no governo. Não iremos nos submeter aos humanos, queremos ser devidamente representados. –Daniel diz mostrando-se inflexível, confirmando a impressão inicial de que Hermione e Harry não teriam como ter uma vida normal depois de “organizar a casa”.


-Acho que poderá transmitir isso pessoalmente. –Arthur diz após escutar atentamente. –Creio que os representantes do governo aceitarão a presença deles e precisem ouvi-lo.


-O mesmo com os vampiros. Na verdade, seria interessante apresentar alguns deles a própria população, principalmente depois de ontem. –Gui diz pensativo.


-Na internet começou uma campanha bem massiva pró-caçadores, núcleos deles querem aumentar seu efetivo e abriram inscrições para voluntários. –John reporta o que averiguara desde aquela manhã. –Entretanto, em sites de relacionamento e em algumas análises de jornalistas sérios de alguns dos principais jornais do mundo, já há declarações bastante favoráveis, muitos simpatizaram com vocês pela entrevista que concederam, não apenas as respostas, mas o comportamento e a abertura que propiciaram.


-Pessoal, acabei de analisar as correspondências, tem muitos amigos e organizações bruxas que já pregavam a integração e respeito a lobisomens e criaturas como centauros dispostos a fazer um mutirão junto aos trouxas para explicar melhor sobre bruxos e criaturas mágicas. Acho que todos que estudam conosco estão dispostos a ajudar no que for necessário. –Rony, que acabara de descer, diz animado, apesar de o semblante cansado demonstrar que já trabalhava naquilo a um tempo.


-Recebi em meu twitter muitas mensagens de organizações pelos direitos humanos querendo conhecer melhor as propostas, a problemática, porque se encontram inclinadas a ajudar. Provavelmente tocadas pelo jeito como Hermione falou da segregação que existe, evocou sentimentos ligados a perseguição aos judeus e discriminação racial. –John diz satisfeito por aqueles avanços.


-Isso é ótimo. Talvez possamos organizar um grande encontro público. –Hermione diz com um sorriso satisfeito.


-Talvez vocês possam conseguir na reunião de hoje um bom espaço para a realização de uma feira bruxa, algo que apresente um pouco de nossa cultura e nossos costumes, desde comida e música, até partidas de quadribol. –Gina sugere animada.


-Essa é uma ótima ideia! –Rony exclama animado.


-Sra. Weasley, Gina, vocês podem fazer uma plano mais concreto junto a outras bruxas? Talvez Fleur, Luna, Suzana e Anna poderiam dar a ajuda necessária. –Hermione pede fazendo referência às amigas da AD.


-Claro, podem deixar conosco. –Gina garante com um sorriso tranquilo.


-Daniel, você poderia organizar algo parecido? Algo para mostrar um pouco de como vivem e quais seus costumes? –Calisto pergunta parecendo gostar da ideia.


-É um pouco complicado visto que somos muito nômades, mas se nos desse uns dias, talvez umas duas semanas, poderia tentar fazer algo. –Responde pensativo.


-Mobilize quem pode organizar isso, diga que se precisarem de câmeras, carros ou quaisquer outras coisas do tipo, poderemos fornecer. –Hermione indica e Daniel assente.


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Quando Harry, Hermione, Calisto e Daniel desceram do carro guiado por Hermione, imediatamente foram cercados por fotógrafos e cinegrafistas, alguns repórteres que faziam “plantão” em frente ao Palácio de Westminster, onde ficava o parlamento inglês, se arriscaram a se aproximar e chamar os nomes de Hermione e Harry. A morena para e faz sinal para os outros, depois se vira para os repórteres sobre um dos degraus.


-Boa tarde, imagino que estejam ansiosos por notícias, porém a única coisa que posso dizer, é que teremos uma reunião em minutos para discutir uma série de assuntos. Certamente todos serão informados das decisões que tomaremos, não pretendemos fazer nada sem a ajuda e consulta a população.


-Quem são as pessoas com você? –Alguns repórteres perguntam e Hermione faz um sinal pedindo calma.


-Esta é Calisto, a ama que tem cuidado dos descendentes de Isabel e Marcus. E aquele é Daniel, macho alfa da Europa. Ele trouxe uma proposta muito interessante e bastante afinada com aquilo que havíamos proposto antes e explicamos na entrevista. Há grandes chances de em poucos dias divulgarmos um acordo formalizado com todos os lobisomens. –Novamente vieram várias perguntas, mas Hermione fez um sinal pedindo calma. –Precisamos ir, não podemos nos atrasar para a reunião. Mais tarde talvez consigamos conversar um pouco mais.


Com estas palavras Hermione se vira e caminha junto aos outros para dentro do Palácio, seguindo até a Sala Robing, onde o soberano se prepara para o Estado de Parlamento Aberto, vestindo mantos oficiais e usando a Coroa Imperial. Pinturas de William Dyce expostas nesta sala descrevem cenas da lenda do Rei Artur.


-Bem vindos. –Príncipe Willians diz ao vê-los entrar, ao seu lado estavam seu irmão, Harry, e Alexander Baldwin, o Primeiro Ministro. –Esta sala não é usada para reuniões, mas achei que poderia ser mais inspiradora. –Diz em uma referência as pinturas que retratavam a lenda de Arthur.


-A propósito, permitam-me apresentá-los a Calisto e Daniel, o macho alfa da Europa. –Hermione diz e os homens se adiantam para cumprimentar os novatos.


-Eu recebi o e-mail do Sr. Granger avisando sobre a sua vinda e sinalizando um bom avanço, realmente fico feliz por estarmos em boa sintonia. –Willian diz a Daniel, enquanto todos se acomodavam.


-Receberam então a proposta escaneada? –Hermione pergunta e Alex confirma, mostrando que possuíam a versão impressa.


-E o que pensam dos termos? –Harry pergunta com uma postura séria, havia sentado ao lado de Hermione e tinha seu braço entrelaçado com o dela, as mãos unidas.


-Eu acionei alguns departamentos que irão fazer o levantamento de territórios mais afastados e com área o suficiente para acomodar ao menos 70% da população de lobisomens da Europa Ocidental. Creio que será o percentual de lycans e lobisomens que irá querer viver em uma comunidade mais fechada. Claro que nem todos esses territórios são nossos, a busca é ampla e começa no Reino Unido, mas também percorrerá o restante da Europa Ocidental. –Alex informa de modo eficiente, obtendo acenos de aprovação dos amaldiçoados.


-Gostamos da proposta de legislação sobre a união entre machos e fêmeas, no entanto ao consultarmos membros do jurídico, sugeriram que devido às naturezas distintas, façamos uma legislação especial apenas para imortais, os mortais podem sem problemas usar o casamento civil já regulamentado. –William explica calma e Daniel se põe pensativo.


-Quando você diz imortais, está cobrindo lycans e vampiros, certo? –Harry pergunta e William assente.


-Nossos costumes nada têm a ver com os modos libertinos dos vampiros. –Daniel rosna ofendido.


-Os vampiros, por sua natureza mais solitária e distribuição mais livre da estrutura de clãs, possuem de fato uma vida mais “livre”, podendo possuir várias companheiras em curtos períodos de tempo, porém essa solteirice não significa que não possam ter uma união duradoura, principalmente quando são líderes de  clãs ou conselhos. –Harry diz olhando de modo repreensor para Daniel, passando mentalmente uma ordem muito clara: “Comporte-se diante das autoridades, não admitiremos qualquer atitude agressiva”.


-Bom, assim como os humanos, ninguém é obrigado a se casar e, guardadas as devidas proporções, creio que aqueles que viverem juntos por muito tempo têm direito sobre patrimônio construído e eventual crianças envolvidas. Obviamente não legislaremos sobre coisas mais intrínsecas como divisão de liderança ou coisa do tipo.


-As lideranças terão o mesmo reconhecimento e tratamento? –Daniel pergunta com ressalvas.


-Sabemos que a definição de liderança entre lobisomens e vampiros são distintas e muito relativas, por isso trataremos cada uma de modo particular. No caso dos lobisomens há a sucessão por meio de desafio e uma liderança que pode durar décadas ou séculos e sabemos que esses desafios podem implicar na morte do derrotado. –Príncipe Harry diz parecendo apreciar aquele assunto. –Não há algo parecido entre mortais, podemos aproximar isso apenas como uma estrutura de reinado. Também há de concordar que não podemos compactuar com assassinato, mesmo que isso faça parte das regras do duelo. Por isso temos uma proposta bastante específica quanto a isso.


-Antes de dizê-la, saiba que as estruturas de poder para os lobisomens são completamente naturais, é instintivo aceitar e obedecer o macho e a fêmea alfa, nossas mentes nesse aspecto se assemelham muito com a de um lobo. –Calisto explica de modo delicado, ao que os homens assentem em compreensão.


-Nós sabemos disto, Hermione foi bastante clara ao nos explicar como funcionava e o sentimento individual e coletivo sobre isso. –Alex diz com um sorriso afável para Calisto. –Por isso, é de nossa intenção apenas formalizar e propor uma regulamentação do que já existe.


-Formalizar? –Daniel pergunta desconfiado.


-A ideia é que seja determinada uma data no ano para desafiar o macho e/ou a fêmea alfa de cada cidade. Se houverem dois ou mais desafiantes, estes lutarão entre si, homens e mulheres separados, de modo que apenas o melhor dos desafiantes lute com o líder da cidade lobisomem. Nestes duelos não será permitido matar o adversário e a próxima luta só se dará quando os ferimentos estiverem totalmente recuperados. –Príncipe Harry explica e Harry e Hermione trocam olhares com Calisto, os três gostando da ideia.


-Vocês falam líderes das cidades, no entanto há posições maiores, postos que englobam algo muito maior que uma matilha. –Daniel diz em uma referência clara a postos de comando como o seu.


-Não se preocupe, não pretendemos “tirar” poder de ninguém. –Alex se apressa a falar. –Achamos que seria mais organizado definir círculos de poder. A ideia da criação de cidades lobisomens faz com que os lideres das matilhas assumam cargos de prefeito, os machos e fêmeas alfas dos países formariam um conselho normativo e fiscalizador, presidido pelos machos e fêmeas alfas dos continentes, que estariam abaixo apenas de Harry e Hermione. Seria uma organização semelhante a ONU, entende?


-É uma boa ideia. –Hermione se apressa em dizer. –Na prática, já é mais ou menos isso que acontece. Imagino que as mesmas regras de sucessão sejam válidas para estes postos mais altos também.


-Sim. E, apenas como reconhecimento de autoridade para vocês, temos a intenção de atribuir-lhes títulos nobres. Serão condecorados cavaleiro e dama da Order of the Garter, e receberão um novo título de nobreza criado e avalizado pelos membros do Reino Unido, de forma a integrarem o pariato. –William anuncia formalmente, deixando Harry e Hermione sem jeito.


-Será uma honra. –Hermione diz em nome dos dois. –Sabemos que é importante formalizar a estrutura de poder para que as pessoas saibam a quem recorrer e atribuir responsabilidades.


-E por falar em responsabilidades, precisamos discutir seus conceitos de crime e punição. –Alex diz em tom mais grave, o que anunciava que aquele era um dos principais pontos de conflito.


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Gina e Draco aproveitaram a grande movimentação para se reunir no quarto do rapaz, que ficava mais afastado de onde havia mais movimento. Fora Gina que indicara a ele que esperasse e ao entrar no quarto sustentava um sorriso confiante.


-Isso significa que tem um plano? Vai por água no plano sobre a tal feira? –Draco pergunta em tom monótono.


-Claro que não! –Gina diz como se aquilo fosse um absurdo. –Uma coisa é separar Harry e Hermione, outra é ferrar com tudo. Não quero que nada de mal aconteça nessa feira, nem com esse plano doido de união, afinal todos nós já fomos expostos e, talvez, o mundo se torne mesmo algo melhor.


-Que seja, pra mim tanto faz. O que você quer? –Pergunta focando no assunto principal.


-O que você acha? Hoje encontramos aquilo que precisávamos para desestabilizar o casal. –Havia algo de maligno na voz de Gina, que beirava ao insano.


-Daniel? –Pergunta com a sobrancelha erguida, sem confiar tanto naquele achado.


-Bonito, sexy, viril e da mesma espécie de Hermione. Também ficou bem claro que dispensou a parceira de décadas por causa de Hermione e fará de tudo para dar uma rasteira em Harry. –Draco fizera uma careta para a descrição inicial dela.


-E também ficou claro que Harry não precisa nem suar para derrotá-lo. –Diz desdenhoso.


-Pouco importa. Apenas precisamos de um jeito de fazer Harry ver algo de insinuador entre eles, uma pequena situação, um diálogo colocado em um contexto nosso. Enfim, preciso que você me ajude a pensar em algo simples e que faça ele mesmo chegar a conclusões favoráveis a nós, sem que precisemos fazer uma indução direta. –Diz tranquilamente, recostada no armário de modo pensativo.


-Intrigas são especialidades sonserinas. –Draco diz se levantando e indo até Gina. –Entretanto isso é arriscado, posso bloquear minha mente até certo ponto, mas ele pode facilmente ultrapassar isso com esse treinamento com Caim. –Diz parando de frente a Gina, deixando apenas alguns centímetros entre eles, um dos braços apoiado no armário logo acima da cabeça dela.


-Já entendi. –Diz com uma careta e logo depois enlaçando o pescoço dele, se aproximando para beijá-lo, porém ele a impede.


-Porque insiste em tentar se convencer de que não gosta? Atração e paixão são coisas diferentes, nada impede que ame o cicatriz e me deseje. –Sussurra sedutor, a  mão livre acariciando lhe o rosto de modo suave e provocante.


-Nosso acordo é claro: Você me ajuda a destruir aquele namoro e eu satisfaço seus desejos. Não há, entretanto, nada que diga que tenho que gostar disso.  –O jeito frio e indiferente da ruiva o fez fechar o semblante, a  mão agarrando o cabelo ruivo com força.


-Atue. Ganhe um Oscar. –Diz entre dentes, os olhos estreitos em visível ameaça.


-Sim, senhor. –Diz com um sorriso dissimulado, avançando até lhe capturar os lábios, aferrando-se a ele com vontade.


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Harry, Caim, William e seu irmão Harry estavam à frente de um dos prédios mais luxuosos de Manchester, trajavam roupas formais e Willian levava consigo uma pasta com documentos.


-Não sintam medo. Não importa o que aconteça, saibam que podemos te proteger. –Harry diz passando confiança a eles, que sorriem e deslocam rapidamente o paletó para mostrar o cabo de uma pistola.


-Prata. –Príncipe Harry diz com um sorriso de canto. –Temos treinamento militar, não se preocupe. –Diz transbordando confiança, fazendo Harry e Caim assentirem aprovadores.


Caim foi à frente, entrando no prédio seguido pelos príncipes, Harry fechando o grupo. Um mortal trouxa com roupas de serviçal os esperava e guiou até o elevador, pressionando o botão do penúltimo andar. Subiram em silêncio e, ao chegarem, notaram que aquele andar estava dividido em dois apartamentos, ambos com portas duplas e pesadas de madeira.


-Os senhores os aguardam lá. –O homem diz, permanecendo a frente do elevador.


Caim segue a frente e, ao chegar à porta, a vê se abrir sem que fizesse nada. Era o que esperava, assim como que a pessoa a abrir fosse um vampiro jovem e fraco, um mero servo. Novamente foram guiados, desta vez passando pelo apartamento luxuoso e se encaminhando até um ponto da sala entre os sofás.


-O teto é uma ilusão, teremos que leva-los. –Harry avisa meio sem jeito, erguendo sem dificuldade seu xará e vendo Caim fazer o mesmo com Willian. A seguir ambos saltaram para cima, ultrapassando quase dez metros de altura e caindo no belo jardim planejado.


-Bem-vindos. –Um vampiro de aparência nobre diz ainda sem se virar, lançando um último olhar para a cidade luminosa. –Achei este local bastante agradável para nossa reunião. –Diz virando-se e se aproximando, vendo os quatro convidados perfilados.


-Harry! Que bom vê-lo novamente. –Um breve olhar revelou a Harry a mesma vampira que lhe assediara na festa vampírica em que fora, o que lhe cheirou problema.


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N/A: Depois de quase um ano estou voltando a postar, mas basta espiar as respostas aos comentários para ver o porque eu demorei tanto! Quase não comentam na fic e aí quando se está sem tempo, é que se escreve menos ainda, acabo priorizando fics como ET ou Pangeia que recebem mais comentários.


N/A²: Quem aí acha que esses beijinhos do Harry deixaram marcas de fogo na Mione? Capítulo que vem tem HH discutindo a relação. O que acham que Gina e Draco podem fazer para atrapalhar o casal que não é casal? Vocês acham que os vampiros serão tão amistosos quanto os lobisomens?


Freya Jones: Pior não é só o fato de os Hunters estarem se unindo a Voldemort para ganhar mais capacidade de batalha ou estarem dispostos a usarem suas melhores armas, ainda mais agora que podem agir sem se preocupar em ser discretos. O pior de tudo é que ninguém do lado de Harry e Hermione desconfia disso! Eles podem ser pegos totalmente de surpresa.


Lady Midnight: O pai da Mione foi discreto, mas deu um aviso bem claro. Mas o Sr. Granger por enquanto está tranquilo, Harry ainda não conseguiu tempo para dar o bote, o problema é se Hermione começar a balançar. Ser bom ou mal é uma questão de ponto de vista, se alguém luta por ideais contra os seus, é uma pessoa má. Porque não centauros andando por aí como qualquer um? Indo a lojas, entrando em elevadores, indo ao cinema… é um mundo para todos!


Angel Cullen McFellou: Bom, Harry está tentando, chegou a dar um gostinho pra ela, relembrá-la dos velhos tempos, mas vamos ver se Draco e Gina não põe água nisso. As boas lutas estão para chegar, daqui uns poucos caps haverá menos falatório e mais ação. Voldemort está conseguindo angariar muitos aliados poderosos sem fazer muito esforço.


Anderson potter: Eles trabalharam juntos até certo ponto, quando começaram a misturar as coisas complicou. D&G estavam esperando uma chance para agir. Voldemort está nesse momento garantindo que sua droga funcionará bem e que terá quantia o suficiente para abastecer o exército Hunter.


r.ad: Que bom que gostou, espero que continue acompanhando. No próximo capítulo haverá mais reações dos trouxas, digamos que as coisas não serão tão fáceis assim em todos os lugares.


Tainá Yumi Watanabe: Está aí o capítulo, espero que continue gostando. Aliás, vc curte mais os lobisomens ou os vampiros?


Lilly Rigotti: Você tentou mais infelizmente o povo não se animou muito a comentar não.


Punkeeslaw Potter: Eu tenho quase certeza de que você nunca comentou nessa fic, então espero um mega comentário falando sobre tudo que aconteceu na fic até agora, seja o prólogo, os novos Harry e Hermione, esse relacionamento irmãos/namorados deles, Gina doidinha do mal e sobre os personagens novos!


riraito: Eu diria que a falta de atualização se deve ao meu pouco tempo e ao fato de ninguém quase comentar.


leleu_mione: Vi que saiu comentando em várias fics, gostei disso, mas o que acha de fazer uma breve análise delas? Só dizer o que gosta amis e menos e o que mudaria nessas que você está acompanhando.

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Comentários: 3

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Enviado por meroku em 09/09/2012

to adorando a fic!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 o Draco e a Gina sao otimos juntos!!!!!!!!!!!
mas falta a Gina perceber que o que sente pelo Draco e bem mais do que algo comercial,pois ele ja percebeu!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nota: 5

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Enviado por Bruna Bullock em 24/11/2011

POSTA LOGO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
POR FAVOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Nota: 5

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Enviado por Angeline G. McFellou em 06/04/2011

é o lycans foram mais rapidos!!
Cara a Hermioe tinha que estar junto, para ficar morrendo de ciumes.
Draco e Gina esta me saindo duas cobrinhas piores que voldemort, credo!!
rsrs Mas beleza, a vida é assim.
Alem do mais Harry é m idota mais sabe que pode confiar na Mione, e ela é forte pra bater nele se não confiar.
Amei o capítulo, curiosa pela continuação, att assim que der, por favor.
Beijos...

Nota: 5

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