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25. O Retorno


Fic: Príncipes do Apocalipse


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione acordou sentindo a cabeça latejar levemente, aos poucos a caçada da noite anterior ia clareando em sua mente, era claro que havia sido um teste só não sabia se teria se saído tão bem, já que no final desmaiara ao tentar se controlar. Levantou e se trocou rapidamente, decidida a procurar Gabriel. Ao sair de seu quarto, resolveu pegar o caminho um pouco mais longo para a biblioteca, assim passaria pelo quarto dele e pela sala de experiências, os outros dois lugares que seu irmão mais freqüentava além da biblioteca.

Caminhou devagar, ainda avaliando sua pequena batalha contra a besta interior, quando se surpreendeu ao virar no corredor e ver rose saindo do quarto de Gabriel, ela estava apressada e tentava arrumar as roupas. A vampira ainda sorriu maliciosa ao passar por Hermione, eliminando qualquer duvida que ela ainda pudesse ter do que havia acontecido. Decidindo ignorar aquilo, seguiu rapidamente até a biblioteca, no caminho se concentrando em chamar Cat.

Poucos minutos depois, Hermione estava lendo um dos livros que Gabriel havia lhe indicado sobre a habilidade mental dos vampiros, quando Cat entrou com seu jeito seguro e sorriso confiante, apesar de um pouco curioso.

-Você veio rápido. –Hermione comenta com um sorriso discreto de boas vindas.

-Estava curiosa, afinal você raramente me chama. –A vampira parecia estar sendo sincera e isto fez Hermione rir por dentro.

-Eu queria perguntar sobre ontem à noite. Está claro que aquilo era um teste para saber como eu me saía caçando e não estou protestando quanto a isto, apenas estou curiosa para saber como me saí. –Cat pareceu rir da ansiedade de Hermione, mas logo se recompôs.

-Foi muito bem, nenhum vampiro com sua idade teria se saído tão bem, ainda mais com toda aquela prata por todo lado. Se bem que isto não é problema para você. –Cat tinha um tom levemente acusatório.

-Desculpe, acho que me esqueci de comentar sobre minha imunidade. –Não que isto fosse verdade, pelo contrário, Hermione preferia não abrir o jogo tão facilmente, preferindo manter alguns segredos, expondo-os quando necessário ou interessante.

-Tudo bem, não tem tanta importância assim. A propósito, marcou algo com Gabriel para agora? –Cat pergunta parecendo se lembrar de algo importante.

-Não, por quê? –O sorriso que a vampira abriu fez Hermione tremer dos pés a cabeça, era muito parecido com um que ela usara enquanto as duas faziam compras.

-Papai marcou seu baile de apresentação para daqui duas semanas. Precisamos acelerar um pouco seus treinos, você precisa irradiar todo o poder que uma filha de Drakul tem, mas que o fato de ser apenas metade-vampira te impede de fazer naturalmente. Além disto, você precisa de um belíssimo vestido, o qual nós encomendaremos hoje! Assim, depois você ficará livre para intensificar seus treinos. –Hermione já estava ficando aliviada, quando suas suspeitas se confirmaram, fazendo-a gemer diante do inevitável “dia de garotas”.

-Pelo menos me prometa que nós viremos para casa antes do jantar. Quero começar a treinar duro amanhã mesmo. –Hermione pede e Cat concorda silenciosamente, apesar de manter um sorriso enigmático no rosto.

As duas semanas seguintes pareceram um ano inteiro para Hermione. Ela tinha apenas três horas de sono por dia, outras duas para comer e outras duas para higiene e deslocamento, as horas restantes eram dedicadas exaustivamente aos treinos. Combate e físico pela manhã, fogo e animagia a tarde e mental a noite, quando em tese, o poder dela estava potencializado.

No dia do baile, Cat a levou ao castelo de Drakul e, para surpresa de Hermione, desta vez ela soube exatamente onde estava. Bran em Brasov na Romênia, o castelo que fora transformado em museu em homenagem ao Conde Drácula, havia sido tomado por Drakul e transformado em sua morada. Quando chegou, foi recebida por Drakul, que parecia bastante orgulhoso, mas que não teve muito tempo para lhe dedicar, logo Cat a monopolizou, instruindo amas que lhe aplicavam tratamentos de beleza e que ficaram horas cuidando de seu cabelo e maquiagem.

Ao soar de dez badaladas, Hermione estava pronta e os convidados a esperavam, ela seria a última a entrar no salão de baile. Ela se posicionou a frente da entrada, os dois vampiros que estavam lá fizeram o sinal e a orquestra parou, então em uníssono a anunciaram.

-Princesa Hermione Granger, filha mais jovem de Vlad Drakul. –Hermione estremeceu involuntariamente ao ouvir seu nome precedido do titulo de princesa, cujo motivo ainda ignorava. Com passos firmes e moderados, como Cat a ensinara, adentrou no salão, seu queixo erguido lhe dava altivez e sua postura imponente causava certa intimidação.

-Estás belíssima, querida. –Drakul se aproximara ao final da escada que levava ao salão, oferecendo sua mão para que pudesse guiá-la.

-Méritos de Cat que não deixou meu pé hoje. –Hermione exibiu um discreto sorriso ao falar, que foi correspondido por seu “pai”, que guiava diretamente para a pista de dança.

-Tem um sorriso encantador, deveria sorrir mais. –Drakul comenta baixo para que só ela ouvisse, ambos acabavam de pisar na pista e, após uma mesura, a orquestra começa a tocar em sincronismo perfeito com o momento em que ambos assumiam a posição para valsar.

-É difícil quando estou longe das pessoas que mais gosto e cercada por seres que em sua maioria, tenho certeza, desprezarei assim que conhecer. –Hermione não se preocupava em parecer rude ou descortês, afinal todos sabiam que ela não estava interessada em entrar para a sociedade dos amaldiçoados, quando noventa por cento deles estavam interessados em matar humanos.

-A maioria não virou o que são por escolha. –Drakul a lembra sem se alterar.

-Mas todos têm escolhas o tempo todo, por mais que os instintos sejam muito fortes, nós temos a escolha de segui-los ou não, eu sou uma grande prova disto e Logan é outra, já que mesmo sendo um lycan, ele se tornou meu amigo e me respeita por tudo o que sou. –Hermione tinha o seu velho tom idealista, como se estivesse explicando o porquê dos elfos domésticos merecerem leis trabalhistas justas.

-Esta visão é um tanto utópica você não acha? Afinal há instintos muito fortes em jogo, fora o fato de que a maioria dos que aqui estão, são condenados a se alimentar de outros seres vivos. –Drakul ainda tinha um sorriso polido e a outros pareceria que ambos estavam tendo uma conversa leve e simpática.

-Não é utópica e a minha existência é a prova disto. Todos os vampiros sabem o quanto a besta é forte nos primeiros meses de transformação, vocês sabem o quanto tiveram que matar para saciar a sede, no entanto nenhum de vocês já lutou como eu luto! Eu luto dia após dia, hora após hora contra ela, que só fica mais forte a cada dia que passa. Mas eu tenho a escolha de seguir a diante, preservar a minha humanidade ou o que resta dela ou abrir mão de tudo e me tornar um monstro, eu poderia escolher o caminho mais fácil e ser como vocês que são monstros e fingem não o ser, porém escolhi o caminho certo e tento seguir firmemente por ele. –Hermione tinha o tom altivo e mostrava-se superior, uma atitude típica de qualquer filho de Drakul, mas que nela ganhava contornos bem diferentes.

-Bom, se como você mesmo disse, somos monstros, o que poderíamos fazer além de seguir nossa natureza? –Drakul agora a provocara levemente, mas não reprovando sua atitude, mas sim como se quisesse atiçá-la para ver até onde ela iria.

-Não precisam se alimentar de sangue humano, pode ser sangue de qualquer mamífero. O fato de o sangue humano ser saboroso e dos humanos serem, em tese, os mais difíceis de caçar, não os torna obrigatoriamente a única opção. Sabe, papai, eu ficaria imensamente feliz se você resolvesse fazer uma criação de animais, qualquer um que lhe alimente o espírito de luta como ursos, leões, tigres, contanto que você nunca mais matasse humanos para se alimentar. Também me alegraria ainda mais se impusesse essa regra a todos os outros. –Hermione usava seu tom mais doce e sorriso mais encantador nesta tentativa, como se estivesse pedindo um presente especial de natal.

-Esta é a primeira vez que me chama de papai e fala tão carinhosamente comigo, estou me sentindo o pai malvado que não quer dar a boneca da moda a sua garotinha. –Drakul ria gostosamente daquela situação e da expressão confusa de Hermione, que não sabia se aquela resposta era boa ou ruim.

-Posso imaginar que ao menos vai pensar em minha sugestão? –Hermione arrisca com olhinhos pidões.

-Se isto te deixa feliz, então eu vou pensar sim. –Drakul não parecia inclinado a aceitar a sugestão, mas sorria genuinamente para ela.

-Se um dia aceitá-la, conquistará em definitivo meu respeito. –Aplausos vieram com o término da valsa, que também determinou o fim da conversa.

-Será que posso ter a honra? –Mikhael fala aparecendo ao lado de ambos.

-Claro, apresente-a a todos os nossos convidados. –Drakul passa a mão esquerda de Hermione ao filho e depois se afasta na direção de um grupo de convidados de forte aparência aristocrática.

-Então, finalmente vou poder te conhecer um pouco? –Mikhael, de todos os irmãos, era o mais distante e o que menos falava.

-Festas não são o melhor lugar do mundo para isto, mas posso recebê-la em minha morada um dia destes, adoraria testar todas as suas habilidades. –Havia um tom malicioso e um frio tremendo nos olhos dele, soubera por Cat que de todos, Mikhael era o que mais apreciava a caça e o sangue humano.

-Há alguma aposta? –Hermione tenta mudar o foco da conversa e descontrair um pouco o clima.

-Sobre o que? –Aquela pergunta o havia pegado de surpresa, então Hermione se vira para ele, observando-o bem antes de prosseguir.

-Para ver quem dos três consegue me levar pra cama primeiro, porque é o único motivo que posso imaginar para que meus três irmãozinhos não percam uma chance de tentarem ser maliciosos ou sedutores comigo. –Apesar do assunto não ser o seu favorito, havia convivido demais com Cat para se deixar corar pelo que dissera.

-Gabriel está fascinado com você, acha que encontrou sua “alma gêmea”, já Marcus está nisso porque adora uma virgem, já eu tenho um motivo mais complexo e prefiro contar com mais privacidade. –Nesse momento ambos se aproximaram de um grupo de cinco pessoas, três eram vampiros, mas dois rapazes lhe chamaram a atenção, tinham um cheiro bem diferente e provavelmente possuíam uma maldição diferente das que já havia conhecido.

Nas duas horas seguintes Hermione foi apresentada a cem convidados, dançara com cinco e ainda havia uma grande fila de pares, o que não a animava em nada. Sentia-se uma debutante do século dezoito, a decoração, as roupas, os gestos, tudo a fazia viajar no tempo e entender porque as coisas haviam mudado. No entanto, o tédio se desfez ao conhecer duas jovens que aparentavam ter sua idade, mas já possuíam mais de quinhentos anos.

Keiko era japonesa, fora amaldiçoada por profanar um antigo templo chinês, cujos segredos deviam permanecer ocultos para qualquer um que não seu guardião, a punição para quem desobedecesse esta simples regra, era uma maldição um tanto estranha. Keiko não envelhecia, não podia gerar filhos, mas no resto era uma humana normal durante a noite, no entanto, ao nascer do sol, se transformava em um dragão de pedra que era transportado magicamente até o templo, que devia proteger de qualquer intruso, os punindo com a morte.

Sam não tinha nenhuma lembrança de sua vida mortal, apenas acordara durante uma noite chuvosa, nua e com fome, seus instintos lhe levaram a caçar os ursos que havia na floresta próxima a vila em que estava. Apesar de sua maldição parecer estranha, podia se transformar e conectar com qualquer animal, com o inconveniente de que às vezes não podia escolher quando se transformar.

Nenhuma das duas se alimentava de humanos, nem tinha quaisquer coisas contra eles, apesar de Sam preferir viver entre animais e Keiko ter certa aversão a civilização moderna. Hermione conversou com as duas durante um bom tempo, mas logo teve que voltar às obrigações iniciando mais uma rodada de dança.

Somente durante uma vez houve um problema, quando um amaldiçoado esquisito da África a tirou para dançar e tentou sugar seu sangue através de ventosas que surgiram de repente em suas mãos e boca. Gabriel, que parecia muito atento a si durante todo baile, foi o primeiro a interferir e, com uma força excessiva, talvez propositalmente, separou-o de Hermione, arrancando as mãos e a cabeça dele, o que provocou uma cena bisonha de um corpo andando perdidamente e uma cabeça sem corpo gritando xingamentos em uma língua que, felizmente, Hermione não conhecia.

Ainda está curiosa para saber por que me atrai? Estou a três janelas de você, apreciando a noite. -Hermione ouviu Mikhael em sua mente. Não achava uma boa idéia ficar sozinha com ele, mas a curiosidade a consumia e além disto, Gabriel estava por perto, então não poderia ser tão ruim assim.

Dando uma desculpa, Hermione se afastou dos convidados que tentavam conversar sobre uma guerra de lobisomens na África e se encaminhou discretamente para a sacada, onde Mikhael olhava para a lua, quase hipnotizado.

-A aproximação da lua dos lobos o anima? –Hermione pergunta ao sentir que o vampiro estava agitado, mas parecia mais excitado do que preocupado.

-A lua cheia também é muito interessante para nós, você deve saber disto. –Hermione resolveu ignorar os sentidos ocultos daquela frase.

-Então, qual a explicação complexa que você precisava de privacidade para me dar? –Mikhael parecia achar graça de sua curiosidade, mas de certa forma ele tinha razão, certamente não haveria de ser algo que ela fosse gostar de ouvir.

-Você me lembra minha irmã mortal. –Aquilo pegou Hermione de surpresa, jamais poderia imaginar algo relacionado à vida mortal dele. –Claro que naquela época as mulheres eram bem diferentes, não havia tantos cuidados com a beleza, mas se ela fosse viva hoje, seria igualzinha a você.

-Mas isso não seria motivo para você ser mais fraternal comigo? –Hermione estava completamente confusa, era certo que os vampiros não se lembravam bem de suas vidas mortais, mas ainda assim havia coerência em suas lembranças e ações.

-Aos treze anos de idade, por um acidente, a vi se banhar. Ela era um ano mais velha que eu, era a primeira mulher que eu via nua e aquilo, de certa forma, foi perturbador. Por dias não conseguia olhar para ela sem imaginá-la sem roupa, mas aos poucos fui conseguindo me controlar. Assim como você, ela era doce, gentil e muito curiosa. Então, um dia quando estávamos sozinhos, meus pais haviam viajado por causa do adoecimento de meu avô, esta curiosidade selou nossos destinos.

-Eu sei que não deveria perguntar, mas eu não resisto. O que houve? –Hermione viu que Mikhael olhava para si com uma expressão que mesclava divertimento e malícia.

-Eu disse a ela que tinha algo muito interessante para mostrá-la, que havia lido sobre uma forma de ver o paraíso, mas que era algo errado e considerado pecaminoso, porque o paraíso só era permitido para os anjos e para os escolhidos de Deus. Como eu disse, ela era muito curiosa, depois de passar um dia pensando nisto, foi até o meu quarto à noite e pediu para que a dissesse como poderia ver o paraíso. Imagino que você saiba quão religiosas as pessoas eram antigamente.

-Sim, os padres, pastores e afins faziam uma grande ilustração do paraíso e lar das almas que seguiam as regras. –Hermione responde de modo automático, não sabia se aquela era uma história triste ou apenas bizarra.

-Eu sempre fui bom em convencer as pessoas, então não foi difícil fazê-la acreditar nas minhas mentiras enquanto a tocava, claro que pouco depois as mentiras pouco importavam. Ela se entregou e gostou da experiência, fomos amantes por dois anos, mas aí em um infeliz dia, meus pais voltaram pra casa mais cedo e nos viram. Eles nos expulsaram de casa, ainda nus, nos batiam com açoites, meu pai tinha uma ferramenta de arar em mãos e estava nos espancando, meus outros irmãos ajudavam, logo vizinhos se juntaram ao linchamento, no entanto eu consegui fugir devido ao meu conhecimento da região. Claro que todos sabiam do que havia acontecido, mas eu lutava muito bem, era muito forte e muito inteligente, então um cavaleiro me levou para o castelo e me fez parte da cavalaria suicida, uma espécie de contingente enviado para missões onde praticamente todos morriam, mas que assegurava a ordem e a segurança nas terras do rei e proximidades, pouco depois Drakul me encontrou em batalha, ficou impressionado com meu potencial e aqui estou.

-Você a amava? –Hermione pergunta tentando assimilar a história e entendê-lo.

-Não, mas meu sangue ardia toda vez que a via, os doces e inocentes olhos castanhos, os cachos angelicais, a voz tão serena, o brilho curioso e vivaz... –Mikhael se aproximava de Hermione, mas esta desvia bruscamente.

-Sinto muito, mas eu não sou sua irmã. Além disto, eu tenho o Harry, ou seja, você não tem chance. –Hermione já ia se virar para sair, quando Mikhael a deteve, segurando-lhe o braço.

-Gabriel tem a eternidade para esperar por desposar-te e eu para ser seu amante. –Mikhael a solta após terminar de falar e Hermione rapidamente volta ao salão, tomando cuidado para não parecer alarmada e não chamar atenção.

-Melhor se acalmar se não quiser que seu cheiro humano se sobressaia aqui. –Cat aparece um pouco atrás de si, surpreendendo-a.

-Desculpe, mas é que estou um tanto confusa. –Hermione já havia escutado coisas bizarras no meio dos seres da noite, mas aquilo era bem diferente e um tanto perturbador.

-Por causa do gosto de Mikhael por relações incestuosas? –Cat fala em tom divertido, fazendo Hermione ficar ainda mais estarrecida. –Ora, Hermione, não acha que de todos os pecados este é o menor dentre os que os presentes já cometeram? Afinal ele não violentou a garota, era mútuo. –Cat parecia conhecer bem a história, mas Hermione preferia esquecer, principalmente porque era ela a parecida com a tal irmã.

-Ok, vamos deixar isto pra lá. Até que horas vou ter que ficar aqui? –Pergunta já sentindo dor de cabeça.

-Já quer ir? –Hermione apenas lhe lançou um olhar duro em resposta. –Certo, você não gosta de festas. Vou te levar até umas pessoas de quem você deve se despedir e depois pode ir para seu quarto, amanhã voltaremos para casa do Gabriel e para os treinos.

Hermione cumpriu com sua obrigação de boa filha e depois voou para quarto, deixando o corpo relaxar durante um banho quente, enquanto repassava em sua mente um pouco sobre as pessoas mais interessantes que conhecera aquela noite. Certamente o baile havia sido uma chatice, mas conhecera seres que poderiam ser bem úteis, o difícil seria convencer a ordem a aceitar tal ajuda.

-Acha que isso vai ser o suficiente? –Hermione, que estava entretida se olhando no espelho, se vira e olha interrogativamente para Cat, que até instantes atrás não estava em seu quarto. –Quero saber se essa produção toda é o bastante para fazer seu gatinho te perdoar.

-Nem de perto. –Hermione quase ri com a idéia de que poderia ser tão fácil. –Harry está furioso comigo por ter vindo pra cá e vai ficar ainda mais quando me vir. –A voz de Hermione não estava triste, ela sabia que seria assim e estava pronta para enfrentar a situação.

-Imagino que o fato dele ter se aliado aqueles lobos nojentos, também não vai ajudar. Eles não vão querer que Harry te aceite. –Apesar de não gostar dos lycans, Cat estava sendo absolutamente realista.

-Harry não vai me querer lá de qualquer forma. Contudo, eu tenho amigos fiéis como os Weasley, Logan e a confiança de membros da ordem importantes como a profª. McGonagall, todos sabem o quanto eu seria importante para ordem, afinal quem recusaria a ajuda de uma filha de Drakul? –Hermione estava confiante e exibia um sorriso vitorioso.

-Uau, gostei disso! Daria qualquer coisa para ver a cara deles quando virem a nova Hermione. –Cat parecia realmente tentada.

-Não se preocupe, depois que tudo acabar, eu te conto. Afinal, vou precisar de alguém para rir comigo. –Hermione já estava totalmente pronta e segurava seu malão.

-Eu vou esperar ansiosamente por isso. Até, Mione! –Cat acena com a mão e Hermione retribui o gesto.

-Até, Cat! Obrigada por tudo. –Dito isto, Hermione desapareceu sem fazer barulho algum, do mesmo jeito que seus irmãos faziam.

Hermione reapareceu na sala da mansão Black, a sede da Ordem da Fênix. Apesar de ser meio da tarde, não havia ninguém na sala, o que Hermione estranhou, mas logo sentiu a presença dos moradores na cozinha, então deixou seu malão ali mesmo e seguiu até eles, respirando fundo e tentando manter a calma.

-Com licença, boa tarde! –Hermione fala com sua voz musical, quase mística, atraindo todos os olhares para si. Molly Weasley parecia estar em choque, mas sorria, assim como Gina e Minerva McGonagall, Logan tinha um sorriso de canto e a olhava avaliativo, enquanto os demais homens pareciam querer devorá-la com o olhar, com exceção de Harry, que a percorreu com os olhos, observando cada curva do seu corpo e seu sorriso vitorioso e confiante, mas com uma expressão séria e um tanto incrédula.

-Como ousa vir aqui? –A voz dele estava grave, mais máscula, a barba por fazer de alguns dias lhe dava um ar mais adulto e ao mesmo tempo mais rebelde. Hermione teve que se controlar para não pular sobre ele e dizer o quanto sentira sua falta.

-Eu disse que ao final das férias viria me juntar a ordem. –Hermione responde simplesmente.

-Pois pode sair do mesmo jeito que entrou e esqueça que este lugar existe! –Harry quase urrava, os olhos verdes nunca pareceram tanto com uma esmeralda, não só pela cor, mas também pela frieza e rigidez que passava.

-Não. E por mais que você seja o líder da Ordem da Fênix, tenho certeza de que os demais membros, aqui presentes, desejam que eu fique, e os outros também não dispensarão uma ajuda tão poderosa. –Hermione estava séria, mas sua voz continuava tão suave e musical quanto antes, causando um efeito quase hipnótico nos demais homens.

-Pelo visto não foi apenas suas roupas que mudaram, agora você também está egocêntrica! –Harry disse com um riso forçado, que não lhe chegava aos olhos. –Aliás, também está muito bem informada, para alguém que nos abandonou. –Hermione pôde ver uma mágoa maior do que esperava nos olhos dele.

-Eu não abandonei ninguém. Eu apenas precisei me ausentar para poder aprender a controlar meus poderes, a me controlar. Todos aqui sabem que minhas intenções foram as melhores e, se eu sei que você é o novo líder, é porque eu me interessei em saber o que acontecia com você. –Agora Hermione estava ignorando todos os outros e o olhava com todo carinho que tinha por ele. –Eu senti muito a sua falta...

-Pare com esse showzinho. Se me amasse de verdade deveria ter ficado, se estivesse preocupada com a guerra teria lutado ao nosso lado e se realmente se importasse com seus amigos, teria voltado quando soube que Rony estava a beira da morte! –Agora Hermione havia se assustado e seus olhos rapidamente procuraram pelo amigo no meio das várias cabeças ruivas.

-Rony... o que aconteceu com ele? –Agora Hermione estava quase desesperada, não queria pensar que poderia ter perdido o amigo e que nem ao menos havia se despedido.

-Ele está no hospital, mas já não corre mais riscos. Só vai demorar a se recuperar. –Fora Gina a responder e deixou Hermione tão aliviada, que ela teve que se apoiar na porta para se manter de pé.

-Achei que estivesse preocupada conosco, que estava nos monitorando. –Harry estava sarcástico e parecia ter gostado de vê-la quase entrar em pânico.

-Eu estava preocupada com você eu pedi para te vigiarem, isso porque eu só conseguia pensar em você e no quanto eu sentia sua falta. Sei que foi egoísta, que deveria ter me preocupado com os outros, mas é um traço muito forte da personalidade vampírica, sinto muito. –Hermione responde de modo duro, cansada de jogar e ainda sem se recuperar do susto.

-Vá dar suas desculpas a alguém que se importe. Aliás, vá dar sua atenção ao Gabriel ou aos seus outros irmãos . –Harry fala de forma venenosa e como resposta ganha um soco no rosto que o faz atravessar a cozinha e destruir parte da pia.

-Nunca mais me ofenda dessa forma! E tenha em mente que independente do que você queira, eu vou ficar. –Hermione estava com raiva e, apesar de saber que ele poderia falar algo assim, não pôde evitar a mágoa que isso lhe causou. O restante da cozinha estava em silêncio, eles viam Harry se erguer limpando o sangue ao lado da boca, havia sons fortes de estalo quando ele se ergueu.

-Pois se não vai sair por bem, vou expulsá-la daqui. –No segundo seguinte ele estava a frente dela, tentando lhe desferir um soco ao qual ela agilmente bloqueou.

-Eu não quero lutar com você, mas se não me der outra opção, eu vou ter que te machucar. –Hermione segurava com tanta força o punho esquerdo dele, que pequenos sons de creck eram claramente ouvidos.

-Eu também não estive parado nesses dias. –Harry fala em tom frio e firme, um raio colorido se chocando contra o corpo de Hermione e a fazendo se afastar alguns passos. Esta reação tão pequena o surpreendeu, assim como a habilidade freehanded dele também a surpreendeu.

-Vejo que andou realmente aprendendo muito, mas não pode pensar que um feitiço desses pudesse funcionar com uma vampira de segunda geração, mesmo que eu seja apenas metade vampira.

-Não se preocupe, eu aprendi muitos outros. –Antes que os dois pudessem continuar, dois feitiços se chocaram entre eles, fazendo com que ambos virassem para onde os outros estavam.

-Harry, Hermione tem razão quando diz que mesmo que você seja o líder, não poderá impedi-la de se juntar a nós, primeiro porque ela já era um membro da ordem antes de ir e segundo porque realmente nós não podemos e nem queremos desperdiçar os talentos dela. Além disto, eu confio em Hermione e gostaria muito que ela continuasse conosco. –McGonagall fala de modo sério, mas calmo, dispensando um discreto sorriso a Hermione depois.

-Como um líder, você deveria saber que não se misturam negócios com vida pessoal. Se a senhorita Granger teve o bom senso de lhe deixar, apenas se mantenha longe dela e se comporte como o cargo que ocupa exige ou, é claro, você pode deixar o cargo para alguém mais capacitado. –Snape fala com seu jeito frio e sonserino, apesar de ter os olhos fixos em Hermione, como se não pudesse deixar de observá-la.

-O cargo é meu, mas pode ficar com ela. –Harry fala de modo frio e displicente, ignorando o sorriso que Snape não conseguiu disfarçar diante da perspectiva. –Vou convocar uma reunião da ordem para esta noite, os lycans também virão e então, como um líder e não um ditador, vou expulsá-la daqui. –Harry os avisa e depois se vira e passa por Hermione sem olhá-la.

-Não desistirei de você, de nós. –Hermione fala de modo determinado, mas em tom baixo, enquanto o olhava ir para a escada, ignorando-a completamente.

-Não fique assim, ele logo vai esquecer tudo isso. Sabe que é só teimosia. –Gina tenta confortar a amiga, que propositalmente se senta ao lado de Logan.

-Não é só isso, além de se sentir traído, ele ainda está cheio de ciúme. –Hermione tinha a voz fraca, por mais que houvesse se preparado, ainda tinha sido muito difícil.

-Mas você nunca daria chance praqueles sanguessugas, não é? –Jorge fala parecendo preocupado e sério.

-Não deixou que aqueles irmãozinhos encostassem em você, não é? –Fred reforça, sua mão estava fechada com tanta força que estava a ponto de se machucar.

-Parem com isso! Vocês ficam ridículos com ciúme. –Hermione fala sem acreditar que todos estavam presos a ela. –Vocês sabem muito bem que é só o brilho das trevas e que eu sou a mesma Hermione de sempre.

-Não é não! A Hermione de sempre não tinha esse corpo e nem vestiria algo assim. –Gina fala entre maliciosa e divertida, fazendo Hermione corar ligeiramente.

-Queria tentar amaciá-lo, mas não deu muito certo. Acho que ele não gostou. –Hermione estava frustrada, enquanto Snape quase babava, Harry parecia não ter dado à mínima, como se ela estivesse de pijamas de flanela e bichinhos e acabado de acordar de uma noite mal dormida.

-Você está enganada, aposto que ele está tomando banho frio agora e vai falar seu nome a noite toda. –Logan tinha um sorriso confiante e a abraçou de modo reconfortante, fazendo-a recostar no peito forte e quente.

-Você não devia odiá-la? –Carlinhos, pergunta estranhando aquela cena bizarra. Arthur, Gui e McGonagall apenas olhavam curiosos, enquanto Fred e Jorge pareciam se dar conta do que viam.

-Eu só odeio o cheiro dela, mas isso é algo com que eu posso lidar. No início foi difícil, mas Hermione conquistou minha confiança e amizade, além disto, eu não sou nenhum animal irracional para ficar sucumbindo aos meus instintos. –Hermione sorriu diante da declaração do amigo e lhe beijou levemente o rosto, causando inveja nos demais homens do lugar.



N/A: Oi, dessa vez fui rápida! Então, Mione voltou, gostei do debate sobre o Harry perdoar ou não e gostei, continuem! Rsrsrs

N/A²: E aí gostaram da história do Mikhael? E do retorno de Hermione? Continuem comentando e o próximo cap sai logo. Ah, o que acharam da capa? Essa frase tem um significado especial, quem adivinhar ganha detalhes da fic que será a continuação desta!

MiG.Potter: Gostei da mudança na frase rsrsrs Mas você tem razão, Harry sem Mione não é o mesmo, então Mione com ele, mesmo contra a vontade dele rsrsrs Quanto a traições, não acredito que você pensou isto, eles se amam, não poderiam trair.

Marcio_Black: Harry está do jeito que está porque cresceu, aprendeu com as pancadas da vida, não tem relação com a Hermione estar ou não com ele. Harry vai continuar liderando com punhos de ferro.

x Kita Malfoy x : Você tem toda razão, Harry deveria pegar leve pelos motivos citados, mas homem não costuma ser muito racional nesse aspecto, ciúme é um bicho feroz. Quanto a Cat protegê-la, depende, se Hermione pedisse certamente, mas fora isso ela quer é que Hermione se divirta. Rsrsrs

abel figueiredo: Esse cap foi da Mione, não teve muita batalha, mas o próximo terá e acho que você também vai ficar ansioso para ler.

Gabby Lupin: Bom, Rony quase morreu e Hermione ganhou pontos com os irmãos e contra a besta, mas os resultados reais vêm no próximo capítulo.

Mione03: O Gabriel certamente fico feliz, principalmente porque a Hermione não sabe o que aconteceu né, coitada da Cat se ela soubesse. Quanto a besta, aquele foi um importante passo da Mione que agora está bem mais segura de si.

Rodrigo Correa Viera Brunismann : Que bom que gostou da fic, aliás, pode ler minhas outras que são mais ou menos no mesmo clima. Quanto ao acerto deles, vai demorar um pouco, mas Hermione não vai desistir.

Lilly: Adoro RPG e a história de vampiro à máscara, certamente a história tem muito disso e em Herdeiros das Trevas terá ainda mais. Quanto a ser princesa do apocalipse é uma coisa que vai ter uma explicação por cima agora, mas que vai ser aprofundada na continuação desta fic.

Mizita: O fato da Mione ser resistente a prata já tinha sido mencionado por alto no início, mas terá mais destaque e importância daqui para frente. O reencontro está aí, mas a convivência forçada será bem melhor.

N/A³: Postei fic nova e, antes que alguém reclame, ela entra no lugar de Portões do Inferno que estará em HIATUS por falta de comentários.

Próxima a ser Atualizada: Herdeiros das Trevas. Fic nova postada o nome é: Alvorecer

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