Medieval Times 3
3.Descobertas
-Rony!Ron!
Alguém batia na porta do quarto do rapaz sem receber resposta.
-A mamãe ta preocupada com você.Ron!
O ruivo acordou assustado com a voz da irmã e olhou em pânico para a garota misteriosa deitada em sua cama enquanto ele tinha dormido sob os livros.De novo.
Pelas batidas impacientes na porta,Gina não tardaria em abri-la.
Hermione também acordara com o barulho e olhava assustada para ele.
Sem fazer muito esforço pegou Hermione no colo e a pôs em seu armário.A garota obviamente soltou uma exclamação indignada.
Gina finalmente abriu a porta como quem fareja perigo.
-O que está havendo?
- Como assim?
-Ficou surdo?Estou batendo na porta há horas!
Ele coçou a cabeça tentando disfarçar.
-Para de ser exagerada,acabei de acordar.
-Se continuar assim vai ficar doente,sabe disso?
Ron acenou com a cabeça fingindo sono.
-Sei mas agora eu preciso dormir.
Ela o ignorou caindo em sua cama.
-Não tinha acabado de acordar?
-Você me entendeu.
Mesmo ansioso para que Gina saísse dali tinha a impressão que algo a incomodava.
- Gostou de rever seu amigo?
Sua pergunta era retórica porque ele já sabia a resposta.
Sua irmã ficou pálida.
-Tom não é meu amigo,não depois do que fez.
-Pensei que pra você fossem apenas rumores infundados.
A ruiva se levantou irritada.
-Bom,pensou errado.Não demore a descer.
A porta bateu com força.
Hermione saiu do armário aliviada e seus olhos encontraram com os de Ron.
Os dois riram de nervoso.
-Essa foi por pouco - ela disse séria - eu não quero te causar problemas.Ainda tem o Phillip lá embaixo que alguém vai notar.
-Mas achei que não tivesse família aqui.
Ela sorriu amargamente.
-Não tenho família em nenhum lugar.
Aquela frase o chocou.
-Você é órfã?
Hermione balançou a cabeça.
-Não,é complicado.E longo.
-Eu tenho tempo.
Ron se aproximou dela tentando convence-la.
-Não de acordo com a sua irmã.
Ele se surpreendeu com aquele raciocínio rápido.
-Eu vou descer antes que invadam o quarto mas quando voltar,você vai me contar tudo,ta?
-Você não vai gostar de ouvir - ela ironizou depois que ele saiu.
-/-
Luna procurava aflita por Gilderoy.Ele não fora a sua casa pela manhã e aquele não podia ser bom sinal.
-Miss Lovegood,aonde vai com tanta pressa?
Ela se virou irritada ao reconhecer o dono da voz.Como esquecer do abominável homem que deveria casar?
-Só estou atrasada para me encontrar com alguém,Sr.Zabini.
-E quem seria o felizardo?
O loiro disse beijando sua mão.Luna reprimiu o impulso de arranca-la dele.
Mas lembrou do pai.
-A Gina - ela mentiu descaradamente.
-Mas é claro,vocês são inseparáveis.
Luna deu um sorriso educado.
-Sim,mas lamento ter que correr,estou atrasada para encontra-la.
-Não se dê o trabalho - disse Zabini - ali a Miss Weasley.
Luna se virou rezando para que Gina entendesse sua mentira mas ao ver a amiga sua preocupação foi substituída por outra.
O que ela fazia conversando com Tom Riddle?
-/-
-Tom,espere!
Gina corria para alcançar o homem e este se virou:
-Sim,miss Weasley?
Ela olhou para os lados onde algumas pessoas os encaravam.Tom chamava atenção para onde andava,aquela aura de perigo era um imã para os curiosos.
Mas Gina não queria ninguém olhando para eles.Se Harry descobrisse...
-Eu preciso falar a sós.Agora,no bosque.
Tom franziu a testa mas havia um sorriso discreto no canto de seus lábios.
-Estarei lá.
-/-
Hermione lia maravilhada os livros de Ron.Quanto ela queria pôr as mãos naqueles livros,repletos de feitiços.
Ela se sobressaltou quando a maçaneta rangeu e antes que pudesse se esconder a porta se abriu.
Por sorte,era Ron.
-Trouxe café da manhã - ele anunciou feliz - pronta para contar sua história?
-Eu estou.Você que não deve estar pronto para ouvir - a garota disse olhando fixamente para o chão.
-Acredite,estou mais habituado a tragédias do que você imagina.
Ela deu uma mordida no pão que Ron a entregou enquanto pensava numa maneira de começar.
-Eu nasci em Londres.Vim de uma família normal.Diria que normal até demais,eu que era a diferente.
-Então ele eram trouxas?
Hermione arregalou os olhos e sorriu.
-Eu já li sobre essa expressão mas nunca acreditei que vocês realmente a usassem - ela deu um sorriso para si mesma e continuou.
"De qualquer forma,não,meus pais não eram bruxos e não aceitaram muito bem a notícia de que eu era.Estávamos no meio da Inquisição e eu estava prometida ao líder dela.Foi então que você-sabe-quem visitou a minha casa pela primeira vez."
-Espera,do que o chamou? - perguntou Rony curioso.
-Você-sabe-quem.O líder da Inquisição a quem eu estava prometida.Ninguém de atreve a falar o seu nome.Eu só uso quando realmente preciso.
-E qual é?
-Lord Voldemort - ela teve um arrepio involuntário - e não me peça para repetir.
"Ele foi até lá e meus pais ficaram radiantes.Depois de horas de conversa que escutei pela porta ficou decidido que a única maneira de eu voltar a ser uma pessoa normal era me casando com ele."
-Mas você é normal! - exclamou Rony confuso.
"Isso é relativo.Para Londres e meus pais eu não era e pra falar a verdade,até ontem eu também tinha minhas dúvidas."
-Mas você sabia que tinha outros igual a você,não?
"Bom,havia os julgados que eram queimados mas isso nem sempre significava que eram bruxos.Às vezes a aparência contava mais do que as provas.Na maioria das vezes,pra ser sincera.A prova de que eu não era a única foi quando descobri que você-sabe-quem também era."
-O líder da Inquisição,um bruxo?
"Ele era o líder dos dois lados.O que era perigoso,demorei semanas para descobrir seus métodos.Antes um verdadeiro bruxo quando preso sumia misteriosamente a noite e na hora da execução não estava lá.Mas quando você-sabe-quem chegou isso ficou impossível.Então eu fiz a ligação."
-Mas como?
Hermione olhou pensativa para o pão que comia.
-Eu acho que não confiar nele foi algo que me ajudou.Ele tem um carisma difícil de resistir mas eu sempre tive uma sensação ruim perto dele.
"Foi quando decidi segui-lo e descobri que era o líder dos bruxos.Como eu desconfiava já que havia uma aura forte de poder ao seu redor."
-E ele descobriu?
-A princípio não,tentei ser discreta e parecer interessada no que ele falava.Ele nem desconfiava que eu sabia e foi com a ajuda indireta dele que consegui os livros proibidos.
-Livros proibidos? - a cada momento que passava Ron estava mais curioso.
-A Inquisição fez o Índex,uma lista de livros proibidos que ficavam trancados nas salas que só algumas pessoas tinham acesso.Você-sabe-quem,
obviamente,era uma delas.Eu roubei a chave em uma de suas visitas a minha casa e roubei alguns livros.
"Foi como se antes daquilo, eu estivesse vivendo na escuridão e que de repente abrisse os olhos.Tudo começou a fazer sentido.Os sumiços dos prisioneiros e depois a queda dessa prática.Tudo era controlado por ele.E eu comecei a escrever tudo que descobri,todo o plano dele.E esse foi o meu erro."
-Ele achou - afirmou Ron sorrindo e Hermione o acompanhou.
-Sim.Ele já estava desconfiado de livros desaparecidos,mas pareceu impressionado com tudo que anotei e exigiu que eu lhe contasse como tinha descoberto.
-E você contou?
Ela se remexeu desconfortável na cama.
-Digamos que ele tem métodos bem persuasivos.
Rony percebeu numa cicatriz em seu braço.
-Como esse?-disse indicando o machucado e Hermione olhou para o chão.
-De qualquer forma,eu contei tudo.Que eu sabia que ele era bruxo como eu,que impediu que os bruxos presos pudessem aparatar,que trabalhava para os dois lados.Você-sabe-quem se ofereceu que eu trabalhasse para ele mas neguei.Ele ficou furioso.Só não modificou minha memória porque precisava que eu ficasse com medo dele.
-O que você ficou.
-Sim,ele era mais poderoso que eu e além disso,que poder tinha a minha voz ali?Ele comandava os dois lados.Então antes da Inquisição chegar eu fugi.Meus pais já estavam desconfiados de mim e não ficariam do meu lado.
Hermione parou de falar enquanto Ron tentava absorver a história.Ela comia enquanto o observava preocupada.
-Disse que você não ia queria saber.
O rapaz ergueu a cabeça.
-Não,gostei de saber.Uma história e tanto.Eu quero que você faça algo, Hermione.
-O quê?
-Se apresente aos meus pais.
-/-
-Gina!
A ruiva virou a cabeça preocupada mas sorriu ao reconhecer a amiga.
-Luna! -exclamou abraçando a loira feliz.
-Sr.Riddle - cumprimentou Luna seca mostrando toda sua desconfiança ao homem que lhe fez uma reverência.
-Miss Lovegood e Zabini - ele disse elegante como sempre começando a conversar com o colega e se afastar das meninas.
-O que fazia conversando com ele?- perguntou irritada enquanto andavam juntas - você sabe que não deve confiar nele,Gina.
-Eu não confio.
Luna lhe lançou um olhar de incredulidade.
-De qualquer forma você me salvou.
Zabini estava me tirando a paciência.
-Como vai conseguir se casar com um homem que odeia?
-Só porque é ele que trata do meu pai, Gina.Mas isso não ficará assim por muito tempo,Gilderoy vai achar a cura.
-Mas Zabini é um Medi-bruxo e não achou.Como Lockart conseguiria?
Luna deu uma risada alta.
-Gilderoy tem seu próprio jeito de fazer isso.
Gina franziu a testa sem entender mas preferiu não perguntar,a amiga tinhas umas idéias muito incomums e ela não podia se dar o luxo de se atrasar.
-Luna,eu tenho que ir,marquei com uma pessoa em um lugar.
A loira arregalou os olhos.
-Por que tanto mistério?Quem é?
Gina balançou a cabeça.
-Estou atrasada,depois eu conto.
E antes que Luna pudesse impedi-la,Gina já havia desaparecido entre os outros habitantes da vila.
-/-
Harry chegou na Toca ansioso para falar com Ron.Com a aproximação dos exames estava sendo impossível fazer isso.
Como sempre ia lá,abriu a porta sem bater e quase berrou de susto.
Rony estava sentado na cama em frente a uma garota desconhecida,os dois entretidos demais na conversa.
-Mas o que significa isso?
-/-
O seu olhar recaiu no belo rapaz de cabelos negros,ela aproveitou que este ainda não tinha notado sua presença para observar cada detalhe indo do seu porte musculoso até seu rosto de traços fortes e marcantes.
Se ele não lhe causasse aquelas sensações...talvez fosse mais fácil de dizer o que teria que ser dito.
Menos doloroso fazer o que tinha que ser feito.
-Tom.
Ele se virou sorrindo friamente.Se ao menos ela pudesse derreter esse iceberg em seus olhos..
-Estava me perguntando porque me chamou aqui.
Seu tom era indiferente,o que a magoou.Escondendo sua decepção Gina sorriu.
-Eu realmente senti sua falta,Tom - e sua feição endureceu - mas então começaram os boatos.Seu poder,seu império.Tudo que você construiu.
O rapaz já percebeu aonde ela queria chegar.
-Você não parece satisfeita.
-E não estou.Eu tentei tapar meus ouvidos para não ouvir,não acreditar.Era verdade?As mortes,as torturas,seus comparsas?
Tom cruzou os braços.
-É verdade,voltei para essa vila insignificante em busca de algo e depois o meu império me chama.
A naturalidade com que ele falava a perturbou mas ela ergueu a cabeça reunindo a coragem para falar.
-Eu não sei o que você veio buscar na vila insignificante que já chamou de casa mas eu aviso.Não vou deixar você machucar ninguém daqui.
O riso de resposta foi o suficiente para que o corpo da ruiva tremesse de forma involuntária.Foi um som gultural e grave que deixou seus cabelos da nuca arrepiados.
-Foi bom eu ter voltado - comentou - garota tola,quem é você para me impedir de algo?Você acha que pode me enfrentar?Você tem idéia do que eu sou capaz?
-Tenho não só idéia como a história toda,igual a todos daqui.E para sua informação,eu não tenho medo de você então não tente me intimidar.
Ele a puxou com violência pelo braço,
ao que ela tentou escapar.
-Escute aqui,Tom está morto.Mudei de nome e de lugar.Está lidando com Lord Voldemort agora,tem duas escolhas:obedecer ou sofrer as consequências.
-Eu nunca aceitarei ordem alguma de você!
-A escolha foi sua - ele afirmou soltando-a e erguendo a varinha - crucio!
A dor que ela sentiu foi superior a qualquer coisa já experimentada e a atirou no chão,gemendo e se debatendo.
Toda a sensação,do tendão dos dedos do pé que pareciam estar de trincados até os fios de cabelo que pareciam estar sendo dolorosamente puxados era sua realidade.
Então a agonia passou e ela pôde respirar novamente sem sentir seus pulmões parecendo que iam explodir a qualquer momento.
-O que foi isso?
Aquela pergunta era para si mesma mas a garota estava desnorteada demais para notar que falara alto.Ela só notou quando veio a resposta de Tom que sorriu ao lembrar de reações semelhantes em outras vítimas.
-A maldição cruciatus,fui eu que inventei.
Gina o encarou com ódio sem se levantar.
-Eu nunca vou te perdoar por isso.
Tom ergueu a sobrancelha e falou num tom debochado.
-Você teria que se lembrar para isso.
A compreensão chegou nos olhos de Gina que se levantou tentando correr dele.
-Incarcerous!
Cordas a prenderam impedindo sua rota desesperada de fuga.A ruiva o encarou com raiva.
-Por quê você está fazendo isso comigo?O que foi que eu te fiz?
-Sabe Gina,quando vim aqui achei que você poderia se juntar a mim.Eu pensei que você fosse diferente dos idiotas daqui.
-Você está chamando as pessoas que eu amo de idiotas - ela o lembrou furiosa.
Ele fez um gesto de desinteresse.
-Ainda vai aprender muito comigo,garota.
-Eu não vou fazer nada com você,fique longe de mim! - ela disse se debatendo das cordas que só a apertavam mais.
-Me diga,já superou a sua fobia de cobras?
Gina não respondeu mas o medo em seus olhos a entregou.Um silvo estrangulado saiu dos lábios de Tom,seguido pelo barulho de algo se arrastando.
Era uma cobra.Grande e negra,ela parou obedientemente para seu dono.
-O que vai fazer,açular ela contra mim?- perguntou Gina tentando camuflar sua surpresa ao notar o impossível.Como ele conseguia falar aquela estranha língua?
-Vou te ajudar a enfrentar seus medos,Gina.
-Não me chame assim!Não somos ami..
A ruiva parou de falar quando a cobra começou a abraça-la com seu corpo.Sua respiração ficou suspensa e ela se preparou para o bote.
Que não veio.
-Te apresento Nagini.
Ela lhe deu um sorriso irônico.
-Trouxe seu bichinho de estimação?
-Só para ela se habituar ao seu cheiro.Vocês passarão muito tempo juntas.Mas não agora.
-Nem nunca!-ela gritou.
A cobra sibilou de forma ameaçadora para a garota.
Tom soltou outro sibilo,acalmando a cobra que parecia a ponto de atacar Gina.
-Não ouse usar esse tom novamente comigo,por pouco Nagini não te matou.
-Eu não estou ligando para... - ela parou de falar quando a cobra intensificou seu aperto sibilando de novo.Tom sorriu de forma cruel.
-Parece que está começando a entender,Gina.Disse que aprenderia muito comigo.
Naquela posição de refém,ela falou em voz baixa.
-Eu nunca vou te perdoar por isso.
-Isso não fará parte da sua memória.Agora que sei como você reagiu,tenho outros modos de fazer você se juntar a mim.
-Não há modo no mundo que vá me convencer.Eu te garanto isso.
Com outro sibilo,a cobra a soltou.Mas não sem antes assusta-la num falso bote.
Tom se aproximou.
-Eu tenho métodos eficazes.
E sem aviso,puxou seu corpo ainda preso pelas cordas junto do seu beijando-a furiosamente.
Ela tentou fugir de seu domínio,se debatendo.Mas havia algo antes que sentia por ele que não estava extinta.E também havia algo agora,uma atracão incontrolável.
A mão dele em sua nuca não permitia fuga e o beijo parecia drenar suas forças.E antes que ela se desse conta,estava correspondendo.
Um calor desconhecido percorreu seu corpo fazendo com que ela quisesse abraça-lo.Aquela sensação estranha fez com que o beijo se tornasse competitivo,cada um deles tentava dominar o outro.Tom estava em vantagem mas Gina também respondia de forma exigente.
Mas não por muito tempo.Ele parou de beija-la,surpreso e satisfeito com a sua reação.
Gina evitou o seu olhar,chocada demais com o que tinha feito para conseguir enfrentar aqueles olhos.Tom percebeu o desconforto dela.
-Pensei que você daria mais trabalho.
-Não pense.Isso foi uma fraqueza do momento,eu nunca mais quero te ver.
Tom sorriu friamente.
-Você ainda será minha,Gina.Essa é uma promessa.Obliviate!
-/-
N/A:GENTE ADIVINHA QUEM VIU O TOM FELTON A 5 METROS DE DISTÂNCIA?SIM,euzinha!
Hahahahaajja serio mesmo,acampei no Copacabana Palace!
E vejo filme hoje..
Mas falando da fic..,
To sendo toda criativa tipo viajando mesmo então comenta galera!
Capitulo dedicado a Camila Black Potter!
Linda,não vi o site que me falou não,mas vou ver em breve.
E gostou do Tom todo bad?
Continue comentando !
Beijos