Quando acordou, Harry sentiu-se extremamente pesado, teve dificuldades mesmo para abrir os olhos, era como se todas as suas energias houvesse sido sugadas. Demorou um momento para conseguir girar a cabeça, deparando-se com Rony deitado na cama ao lado, lia concentrado a uma revista.
-Rony. –Chama com a voz rouca áspera, sem muita força.
-Harry? –Rony diz com um grande sorriso, virando-se para o amigo que observa o volume sob a camisa do ruivo, indicando que o braço estava bastante imobilizado, porém lá. –Como está? –Pergunta vendo que o outro não parecia bem.
-Sede. –Responde de modo simples e usando toda a força de vontade que possuía.
-Opa, peraí. –Rony diz e se vira para chamar a enfermeira, mas esta já vinha apressada até os dois. –Ele quer beber algo e não parece lá muito bem.
-Sente dor em algum lugar? –Pomfrey pergunta servindo água em um copo.
-Não. –Responde novamente com a voz fraca. A enfermeira ergue sua cabeça e dá lhe de beber, ao que ele ingere rapidamente o líquido, então ela volta a servir mais. –Me sinto cansado, quase sem forças. –Diz sentindo-se um pouco melhor, mas aceitando de bom grado o segundo copo.
-Mais? –Ela pergunta e Harry faz que não. –O cansaço é natural, fez muito esforço e viajaram uma longa distância. De todo modo trarei uma sopa para ambos que os deixará com muito mais disposição. Já volto.
Dito isso, a enfermeira sai a passos apressados, deixando os dois amigos sozinhos na enfermaria. Pela luz que entrava da janela via-se que era início de uma manhã. Rony deixa a revista de lado e deita-se se frente para o amigo.
-E o braço? –Pergunta preocupado.
-Vou ter que ficar uns dias aqui fazendo tratamento, mas vai ficar bom. –Diz tranquilo, fazendo Harry sorrir.
-E Hermione? –Pergunta curioso e um pouco sem jeito.
-Você dormiu um dia e meio então ela não poderia estar aqui. Além disso, a Gina disse que ela está mais preocupada em fazer a poção. Neville está ajudando a Profª. Sprout com a erva, pra ver se conseguem uma plantação aqui. Parece que vai vir até um especialista em terra pra ajudar.
-Agora é esperar que tudo dê certo. –Harry diz pensativo, mirando o teto.
-Vai dar sim, ou você se lembra da Hermione errando alguma poção? Além disso, duvido que mesmo o Snape fosse capaz de fazer uma poção polissuco com 12 anos. –Rony diz bastante seguro, porém Harry permaneceu quieto, como se realmente quisesse cravar aquelas palavras em si.
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Já no meio da tarde, Harry havia conseguido uma liberação da enfermaria e começou a andar a esmo, lentamente, evitando as pessoas indo pelos corredores mais desertos, sua mente ainda presa em tudo que haviam passado na viagem.
-Ei gatão! –A voz de Lilith o sobressalta, fazendo-o olhar para os lados. –Só nós dois aqui, não se preocupe. Ninguém vai ficar sabendo. –Lilith diz se aproximando e apoiando os dois braços ao lado dele, que para sair teria que tocá-la.
-Essa brincadeira não tem graça. –Ele diz engolindo em seco.
-Claro que tem, precisa ver sua cara. –Ela diz rindo e então se afastando um pouco. –Procurando por certa morena? –Pergunta insinuante.
-É, soube que ela está fazendo a poção. –Responde meio sem jeito.
-Te levo até ela, mas antes quero te dar uma coisa. Vem comigo. –Ela o chama e anda a frente pelo caminho pelo qual viera antes.
Harry a segue em silêncio, os dois cruzando uma pequena distância até chegarem a frente de uma porta. Lilith tira uma chave do bolso e a insere na fechadura, que brilha por poucos segundos e então faz o som da fechadura abrindo.
-Fique à vontade. –Ela diz abrindo a porta para que ele entrasse.
-Um quarto? –Diz assim que entra e se depara com uma cama poucos metros a sua frente, havia ainda uma escrivaninha, uma estante cheia de livros e dois baús com algumas roupas meio jogadas em cima.
-Meu quarto. –Diz passando por ele e indo até um dos baús.
-Porque me trouxe aqui? –Pergunta sentindo-se estranhamente nervoso.
-Para te algemar na cama e abusar do seu corpinho delicioso. –Responde em tom malicioso, o que o faz dar um pulo para tás. –Francamente! –Diz rindo. –Acha mesmo que eu faria isso? –Como Harry fica em silêncio ela continua. –Você iria sentir dor demais e acabaria não dando certo, além disso, consensual é mais gostoso. –Sussurra o final se aproximando dele com uma caixa.
-É isso que queria me dar? –Diz resolvendo ignorar a conversa anterior e então a vendo abrir a caixa, havia duas coisas de tecido dobradas.
-Pega. São luvas, quero que as vista. –Pede o incentivando e Harry aceita, pegando as luvas e as vestindo.
-De que material são? –Pergunta notando que pareciam de coro com algo aveludado em volta.
-Uma espécie especial de couro de dragão tratado com poções e o veludo é o pelo de um animal já extinto. Essas luvas eram do meu avô e depois foram do meu pai. –Ela explica rapidamente, ficando satisfeita ao ver que se ajustavam bem a ele. –Você não é tão alto, mas tem mãos grandes. –Observa em tom de aprovação.
-São realmente bonitas, mas não acho que poderia aceitar. Pelo visto é um bem de família. –Diz sem jeito e um pouco confuso do porque daquele presente.
-Não diga isso antes de fazer o teste. –Ela diz com um sorriso maroto e então faz sinal para que ele se aproxime. –Toque em mim sobre minha roupa.
-O que? –Pergunta confuso e então olhando da luva para Lilith, que apenas gira os olhos. –Acha que essas luvas poderiam evitar que eu sentisse dor? –Pergunta quase incrédulo.
-Sim. Eu estava esperando a análise delas ficar pronta antes de fazer o teste. Então porque não tenta? –Ela o incentiva e Harry se aproxima um pouco incerto, sua mão tremia, era algo que ele não estava preparado para sentir assim, de repente.
-Ok. –Diz prestes a tocá-la na barriga, onde havia uma faixa como um cinto. –Não sinto dor! –Exclama quase exultante.
-Espere aí, tente tocar mais a cima, no tecido mais leve da camisa. Pode ser que haja graus, entende? –Harry faz que sim e então sobe a mão, o sorriso ainda em seu rosto. –Feche os olhos. –Ela pede e ele obedece.
Lilith toca a mão dele sobre a luva, não notando qualquer mudança em suas feições, então ergue a mão dele e coloca sobre sua pele exposta. Harry então franzi o cenho, parecendo estranhar algo.
-O que está sentindo? Dói ou incomoda? –Pergunta ansiosa.
-Não. Só não consigo sentir muito bem, é estranho. –Diz movendo a mão sobre ela, ainda de olhos fechados.
-Pois eu sinto e é ótimo. Você leva jeito. –Ao ouvi-la dizer aquilo em um tom estranho Harry abre os olhos que quase salta para trás assustado. Sua mão estava em um dos seios dela, o decote aberto como se ele houvesse forçado-o a abrir.
-O que foi isso. –Pergunta entre irritado e ainda assustado. Ela ajeitava as roupas. –Coloquei sua mão no meu pescoço, uma região que passa bastante sangue, não foi culpa minhas se resolveu descê-la. –Diz “lavando as mãos”.
-Poderia ter impedido! Eu não sabia o que estava fazendo. Aliás, porque quase não sinto nada? –Pergunta mudando a postura, passando a ficar preocupado.
-Deixe-me ver. –Pede estendendo a mão, ao que ele retira uma das luvas e dá para ela. –Talvez seja algo da própria luva. –Pondera primeiro se tocando e depois levando a mão até a nuca de Harry e fazendo-lhe um afago, ao que ele fecha os olhos automaticamente, havia muito que não sentia o toque de alguém. -Gostoso? –Sussurra junto ao ouvido dele que novamente se assusta. –Está um bocado assustado hoje! Parece até que está numa casa mal assombrada.
-É que às vezes tenho impressão de que você está se aproveitando da situação. –Responde arredio.
-Não estou, mas poderia se você quisesse. –Diz com uma piscadela enquanto tirava a luva e dava a ele.
-Eu amo a Hermione, é só ela quem me interessa. –Fala de modo claro e seguro.
-Ela é uma garota de muita sorte. –Lilith diz passando por ele e abrindo a porta. –Vamos até a garota sortuda para você poder fazer carinho nela.
Harry abriu um sorriso tão grande diante da ideia, que palavras foram desnecessárias. Ambos apenas seguiram pelo corredor, Lilith contando como a luva havia parado na sua família e o que ela simbolizava.
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Rony estava entediado olhando para o nada, quando houve alguém entrar. Surpreende-se ao ver Luna, seu coração disparando loucamente no peito. Havia tanto tempo que não a via, que ela parecia estar incrivelmente mais deslumbrante, sua memória certamente falhando em manter a fidelidade de sua beleza.
-Oi, vi madame Pomfrey lá em baixo. –Ela comenta se aproximando.
-Ela foi pegar umas poções e pedir outras, deve demorar um pouco. Está se sentindo mal? –Pergunta preocupado e um pouco triste por não ser uma visita para ele.
-Na verdade não quero que ela chegue tão cedo. –Diz após sentar-se na cama ao lado dele e então retirando um pote escondido no casaco. –Achei que devia estar precisando de um pouco de açúcar. –Fala abrindo a tampa e mostrando o apetitoso bolo de chocolate com recheio de nozes e uma colher com a qual ele poderia comer.
-Com certeza! Aqui eles economizam muito na carne e na sobremesa. –Reclama visivelmente frustrado, mas logo equilibrando o pote e pegando um pedaço de bolo para por na boca. –Humm! Maravilhoso!
-Sim, os elfos me deram um pouco também. Será a sobremesa do jantar. –Ela diz com um grande sorriso.
-Você é minha heroína. Nem sei como agradecer! –Diz empolgado com o bolo.
-Um obrigado já está bom. –Assim que ela fala, Rony para com a colher perto da boca, devolvendo-a para o pote.
-Obrigado, Luna. –Diz ao se aproximar, estava um pouco nervoso, mas aproveitaria a chance para dar-lhe um beijo no rosto.
Rony se aproxima devagar e deposita um beijo demorado no rosto dela, afastando-se lentamente, os olhos se cruzando em uma fração de segundos, tempo necessário para que vissem que esperavam muito mais do outro. Luna, quase em um reflexo, leva seu rosto a frente, tocando os lábios dele e logo sendo beijada com todo carinho e paixão acumulados naqueles poucos meses.
-Quer namorar comigo? –Pergunta assim que se afastam.
-Achei que nunca fosse perguntar! –Ela exclama esfuziante, jogando-se sobre ele e o beijando, mas ele geme e a afasta, a mão sobre o ombro machucado. –Desculpe, não queria te machucar ou te deixar mais tempo aqui. –Diz sentindo-se culpada e sem jeito.
-Não, tudo bem. Só está latejando um pouco. –Ele tenta acalmá-la. –Porque não senta desse lado? –Diz apontando para o lado oposto da cama, de frente para o braço bom.
-Claro, tem razão. –Diz se levantando e já mudando rapidamente de lado. – Pron… ! –Rony a interrompe, beijando-a assim que ela volta. –Não vai comer? Se madame Pomfrey chegar, pode confiscar o bolo. –Pergunta após o beijo, principalmente ao ver que quase havia enfiado a mão no pote.
-Tem razão. Me ajuda? –Pede apontando o pote, ao que ela rapidamente o pega, já indo com a colher na direção da boca dele.
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Gina estava voltando para o salão comunal quando viu Draco na porta da sala precisa, olhava para os lados e entrava sorrateiro. Rapidamente lançou um feitiço na porta impedindo que esta se fechasse e então andou cuidadosamente até lá, também olhando para não dar de cara com alguém.
Ao chegar à porta, empurra-a bem devagar, tentando ouvir algo, mas não havia som vindo de dentro, porém uma forte corrente gelada a atingiu fazendo-a tremer de frio. Vagueou os olhos pelo lugar, precisando entrar para ver Draco, sentado sem camisa revelando costas marcadas por vivas queimaduras, que a fizeram suprimir um gemido.
Notando uma sombra perto de si, Draco se vira e surpreende Gina, rapidamente ficando com uma postura agressiva. Ergueu-se em um supetão, avançou até a camisa pegando-a e colocando.
-Não precisa fazer isso, eu não fiquei com nojo ou coisa assim. –Gina diz tentando soar normal.
-Ah claro, eu vi seu olhar de pura luxúria. –Ironiza irritado, o olhar indo dela à porta em uma clara mensagem de “vá embora”.
-Eu me surpreendi, não sabia que estava tão ferido assim. –Diz começando a perder a paciência.
-Aproveita e vai contar pro seu amiguinho cicatriz. Agora me deixa em paz!
-O que é aquilo? –Pergunta ao ver um pote com uma pasta verde.
-Remédio, não estou fazendo nenhum veneno, nem mesmo tem caldeirão aqui. –Diz abrindo os braços e de fato não havia nada além de gelo e neve.
-Tem várias queimaduras nas costas, posso ajudar a passar o remédio. –Diz tentando manter a calma.
-Dispenso a ajuda irmã Weasley. –O tom irônico e seco a fez bufar, Draco chegou a esboçar um sorriso esperando que ela fosse o xingar e sair batendo a porta.
-Bom, eu sei que espera que te xingue e saia, mas não vou te dar esse gostinho. –Diz indo até ele e então dando um puxão na camisa para os lados que fez a camisa abrir e os botões voarem.
-Hei, isso é seda, tem ideia de quanto custa? –Diz revoltado, olhando a camisa rasgada e não se dando conta da pequena “rasteira” que ela deu passando a perna ao lado dele e empurrando seus ombros, fazendo-o cair de bunda no chão. –Eu vou te azarar.
-Estou perto o suficiente pra te abraçar e acho que não quererá isso. –Diz seriamente o fazendo estremecer diante da expectativa, apesar do tratamento, suas feridas ainda doíam muito, principalmente sem a pomada que continha anestésico.
-Eu não entendo, o que exatamente você quer? –Ele pergunta irritado, vendo que ela pegava um tanto de pasta com dois dedos.
-Apenas te deixar muito irritado e fazer uma boa ação, é minha meta diária sabe? –Responde no mesmo tom desdenhoso e irônico que ele costumava usar.
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Harry estava animado quando chegou com Lilith à sala dada a Hermione para fazer a poção, ficava nas masmorras perto do deposito de materiais. Contudo, ao entrarem logo o clima mudou completamente, Hermione estava abraçada a Tonks e parecia chorar.
-O que houve? –Harry pergunta preocupado, fixado no mesmo lugar para não ceder à vontade de se aproximar.
-O estado da mãe de Hermione piorou, vão ter que fazer um aborto pra que ela tenha uma chance. –Tonks responde enquanto Hermione se afastava e tentava limpar as lágrimas.
-Não vão não. –Harry diz firme. –Quanto tempo pra essa poção ficar pronta? –Pergunta a Hermione seriamente, pegando-a de surpresa.
-Umas horas… -Ela começa a responder e Harry a interrompe.
-Ótimo! Avise aos médicos que levaremos uma cura em algumas horas, que mantenham tudo o mais estável possível até lá. –Harry diz a Tonks, não havia inflexão de dúvida em sua voz.
-Você sabe que não poderá ser feita uma cura para você, não é? A outra erva precisa ser preservada e multiplicada. –Lilith diz e Harry apenas sorri em assentimento.
-Eu tenho uma maldição, não posso tocar as pessoas, mas isso não é comparável a salvar uma ou duas vidas. Além disso, os pais da Hermione precisam desse bebê. –Harry diz tranquilo, seu olhar dizia a Hermione para que seguisse em frente.
-Eu vou até o hospital e volto para pegar a poção. –Tonks diz saindo apressada, Lilith a segue.
-Vá em frente, meu amor. Hora de dar o maior presente que poderia ao seu irmãozinho. –Harry diz a incentivando e depois saindo, sabia que se ela ficasse o vendo, acabaria por não se concentrar por remorso.
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Harry estava saindo da enfermaria onde havia passado vários minutos ouvindo Rony relatar sobre seu namoro e Luna, havia até mesmo preferido não falar sobre as “novidades” para não estragar o bom clima dos amigos.
-Aí está você! –Lilith diz depois surgindo em frente a Harry. –Te procurei em vários lugares!
-O que houve? Notícias ruins? –Pergunta sentindo todos os músculos enrijecerem.
-Não, fica tranquilo. –Fala rapidamente para acalmá-lo. –Quero conversar com você sobre Hermione. Vem comigo.
Percebendo que ela não queria falar perto de outras pessoas ou quadros curiosos, concorda e a segue. Surpreendentemente, ela o leva até a Sala Precisa, recusando-se em qualquer momento a adiantar algo.
-Entra. –Ela diz a Harry abrindo a porta e ele entra desconfiado, assustando-se ao ver a decoração. –Não tenha ideias erradas, apenas estou te mostrando o cenário para onde tem que trazê-la. –Harry olha atentamente o quarto luxuoso e de muito bom gosto que possuía uma grande e confortável cama.
-E porque eu a traria aqui? –Pergunta sentindo-se perdido naquele lugar, o rosto vermelho evidenciando o desconforto.
-Quando ela terminar a poção precisará de descanso e conforto. Descanso porque desde que chegou de viagem não dorme, apenas cochila. Conforto não pelos pais, pois com a poção a mãe e o irmão estarão ótimos, ou seja, ela estará mal por você, por ter renunciado à cura em nome da família dela.
-E como acha que posso confortá-la? Abraçando-a ou a aninhando para dormir em meus braços? –Retruca quase sarcástico.
-Você não pode abraçá-la, mas poderia fazer coisas que compensariam e muito isso. Precisa fazê-la relaxar, dar carinho e até prazer. –A sugestão final veio junto a um sorriso de canto, quase um misto de malicioso e maroto.
-Eu n-ã-o p-o-s-s-o tocá-la. –Insiste com bastante clareza.
-Já esqueceu das luvas? –Pergunta indo até ele e pegando sua mão. –Ela é tudo o que precisa.
-Uma mão? –Pergunta ainda completamente perdido, sem entender onde ela queria chegar.
-Ainda existem rapazes inocentes no mundo! –Diz em um suspiro. –Ok gatinho, sente-se que eu vou te dar umas aulinhas de como agradar uma mulher. –Pede sentando-se na poltrona e apontando o sofá, a frente deles surgia uma bandeja com vinho e duas taças.
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Era meia-noite quando Tonks saiu da sala nas masmorras com a poção em mãos, dando um sorriso e um olhar que diziam claramente que ela estava orgulhosa pela decisão dele. Harry acenou e esperou um momento antes de entrar na sala, onde Hermione encontrava-se sentada no chão, abraçava os joelhos e tinha a cabeça baixa.
-Não tenha medo, vai dar tudo certo e amanhã nos dirão que eles estão completamente bem. –Harry diz a Hermione, que ergue a cabeça para observá-lo.
-Mas e você? Fizemos tantos planos, você queria e precisava tanto dessa cura. Sei como está sofrendo… isso não é justo! –Diz não condenando a escolha dele, mas o fato de terem que fazê-la.
-Lilith me deu um presente que meio que compensa isso. –Diz e se abaixa a frente de Hermione, mostrando sua mão coberta pela luva. –Ela permite que eu toque as pessoas, apesar de não sentir quase isso.
-Como assim? –Pergunta confusa, observando a luva negra coberta por uma pelugem cinzenta.
-Eu não tenho muita sensibilidade, não sinto temperatura, textura, é um tocar mais ou menos. Sinta você. –Diz tirando uma das luvas e dando para ela. –Vista e me toque.
Hermione quase arregala os olhos, mas faz o que ele pede. Ao esticar a mão, porém, hesita perto do rosto dele, que com a outra mão toca o rosto dela. Hermione morde o lábio, sentia que se já não houvesse chorado tanto, começaria novamente a chorar, sem segurar-se mais, o toca alisando seu rosto.
-Tem razão, não dá pra sentir muito bem. Mas não importa, é maravilhoso. –Confessa emocionada.
-Vem comigo. Fui à cozinha e peguei uma boa quantidade de comida, bebida, assim podemos conversar e comer um pouco. Você precisa relaxar. –Diz se levantando e estendendo a mão, que ela segura com a mão com luva, entrelaçando seus dedos com os dele.
-Permitiram que estivesse fora do salão comunal a essa hora? –Hermione pergunta não em tom de crítica, apenas para saber se precisariam ficar “fugindo”.
-Sim. Vou te levar a sala precisa, Lilith convenceu Dumbledore de que você precisava ter um tempo pra você, que não seria bom estar com as outras meninas te enchendo de perguntas.
-Não gosto de ficar devendo favores a Lilith. –Diz emburrada.
-Ela fez muito por nós. –Diz apertando a mão dela, que assente.
-Não vamos falar dela, quero aproveitar nosso primeiro passeio de mãos dadas. –Pede sorrindo para Harry, que retribui.
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N/A: Capítulo!! Demorei a atualizar por uma série de motivos que todos já devem saber, então apenas espero que aproveitem o capítulo que fiz tentando compensar um pouco a demora.
N/A²: Já que Rony não teve coragem, Luna deu o primeiro passo Rsrs. Draco e Gina começando a ter mais contato e nem vou falar sobre HH, apesar das coisas ruins, ambos superando tudo juntos.
Freya Jones: Há tempo não te vejo, anda sumida! Hermione tava louca pelo problema do Harry, mas acho que a Lilith deu umas dicas pro Harry amenizar esse “sofrimento”. Harry muito mau, totalmente possuído pelo espírito Viking! Se eu não acabasse com as plantas não dava pra fazer esse draminha básico aí.
Ana Rita: Mesmo se perdendo nas lutas, gostou não é? Tadinho do Rony, deixa ele com braço, apesar de que o braço não voltará a ser o que era. Você acertou, a trama principal não vai acabar, Harry teve que abrir mão da cura.
Anderson potter: As batalhas vão ser legais rsrs. Pois é, só duas, mas estão tentando replicar a amostra que sobrou.
Mione03: Hermione jamais perde a classe, não é? Adrian é gente boa, mas um tanto galinha. A possibilidade de cura teve que ser adiada, agora ele terá que esperar conseguirem sucesso na plantação da ervinha. Mas Rony machucado foi bom pra ele que ganhou cuidados especiais da Luna.
Edilma Morais: O namoro estava muito complicado, mas agora até que deu uma melhoradinha. Obrigada, que bom que você gosta das cenas, mesmo que agora eles já possam “se tocar”. Nesse cap DG e RL pra compensar os caps passados.
Andre L dos Santos: Isso mesmo, o ou não, foi preciso. Bela sugestão, Hermione medibruxa pra manter os amigos inteiros! Rsrsrs
Sirius Padfoot Black: Mesmo sem cura, a Lilith deu uma mãozinha pra Harry “tocar” pessoas.
Rafaela: Espero que continue amando e acompanhando.
feenuxbr: A cura ta matando é ótima! Rsrsrs mas agora ele conseguiu um paliativo né.
Morena: Não desisti não, eu gosto muito dessa fic. Posso demorar um pouco pra att, mas não vou parar.