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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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32. Efeito Borboleta - PARTE 1


Fic: CANSEI, EU DESISTO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A – Gente eu resolvi colocar esse comentário antes da fic porque gostaria de esclarecer umas coisas antes que vocês lessem. Eu amo muito os marotos e desde quando começei a escrever essa fic tenho o final em minha cabeça, o final que sempre desejei, creio que não seja nada incoerente como vocês verão. Estou seguindo todos os passos da Jk em relação aos marotos, mas os personagens possuem vida própria rssssss... Quero dizer para vocês apenas que: Um único ato que nós mudamos no nosso passado pode alterar completamente nosso futuro, e é exatamente esse princípio que estou seguindo. Então tenham um ótima leitura:


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EFEITO BORBOLETA parte 1


Não importava o quanto ele tentasse, Sirius Black não conseguia manter a cabeça em qualquer outra coisa que não fosse a segurança do amigo e de sua família. Não que ele não estivesse freqüentando o curso para auror e se empenhando cada vez mais nas batalhas, mas a preocupação com Tiago chegava ao extremo dele procurar Pedro quase todos os dias para saber se estava tudo bem e muitas vezes visitar Tiago, Lily e Harry no meio da noite, mesmo sabendo que não era muito prudente. Ainda mais agora que ele se sentia sozinho, pois Deise continuava na companhia dos pais na Alemanha.

Ele sentia o vento frio daquela noite bater em seu rosto com vontade e o barulho alto produzido pelo motor da sua motocicleta roncava em seus ouvidos como um prelúdio de algo que estava prestes a acontecer, mas Sirius não sabia o que era, e por isso conduzia a moto sem muita pressa por entre o céu cinzento.

Demorou um pouco até que ele diminuísse a velocidade e parasse em frente a uma casa não muito diferente das outras daquele bairro trouxa, a casa era branca, com o telhado laranja e pequenas janelas de madeira. Na frente se via ainda uma grama espessa, algumas pequenas flores amarelas tentavam colorir a entrada, mas pareciam sem muita vida para colorir qualquer coisa que fosse e acabavam por não cumprir seu objetivo.

Sirius enfim havia chegado ao esconderijo que arranjara para Pedro, as fortes batidas que ele dava na porta da frente começavam a ficar insistentes. Logo não estavam mais insistentes e sim desesperadas. Algo ruim começava a se moldar em sua mente. Ele ainda bateu algumas vezes mais, esmurrou para falar a verdade, mas nada, não havia ninguém. Aonde Pedro tinha ido? Sirius havia combinado de encontrá-lo para verificar se estava tudo bem. Então sem pensar em mais nada sacou a varinha e desfazendo o feitiço protetor do local ele fez a porta ir abaixo.

Entrou sem fôlego na pequena casa e constatou que não havia sinais de luta, só não sabia se aquilo significava algo bom ou ruim, seu sangue começou a correr mais rápido em suas veias, aquilo era estranho. Logo o que ele achava apenas estranho, o fez fica apavorado e virando-se imediatamente ele correu para fora da casa e novamente montou em sua motocicleta disparando em seguida. Precisava urgentemente chegar à casa dos Potter.


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Lílian ainda permanecia de costas, mas o som daquela risada aguda soava em seus ouvidos com um terrível e sombrio eco. Sentiu seu corpo arrepiar-se por completo e a sensação de pavor estava quase palpável. Havia decidido por ir embora como Tiago havia mandado, porém algo em seu coração lhe dizia para ficar. Por alguns segundos ela continuava na luta interna, mesmo sabendo que não haveria tempo para isso. Ela poderia ir embora, tentar fugir, mas quem garantiria que ela conseguiria pelo menos alcançar a porta dos fundos? No máximo conseguiria chegar até o quarto e se trancaria pateticamente dentro dele, como se isso pudesse impedir Voldemort de alguma coisa. Ela se acovardaria mais uma vez, tentaria se esconder mais uma vez? Se ela ficasse junto com Tiago para tentar enfrentar Voldemort e defender sua família, eles não teriam mais chance do que lutando sozinhos? Tiago era apenas um, mas juntos eles poderiam fazer algo e escapar talvez. Então Lílian Potter estava ali, tentando tomar a decisão que talvez mudasse o rumo de sua história. O que aconteceria se ela fugisse? O que aconteceria se ela ficasse? Era uma pena que ela não poderia ter a resposta para as duas perguntas, apenas uma delas poderia ser respondida e ela optara naquele exato momento por saber a resposta da segunda.

Quando virou em direção a Tiago, Lílian viu Voldemort com a varinha em riste, apontando diretamente para o seu marido, aparentemente Tiago havia se distraído com a fuga dela e não teve tempo de se defender por isso foi desarmado com facilidade.

-Accio! – Disse ela atraindo as atenções para si e fazendo a varinha de Tiago voar para suas mãos. Aproveitando o momento de espanto dos dois ela jogou a varinha para Tiago e juntando toda a coragem que possuía falou. – Não vai ser assim tão fácil.

-Menina tola, vocês não precisam morrer, basta me darem a criança. – A voz suave e fria de Voldemort se fez presente e o homem fitou Tiago e Lily com grande interesse.

-Não lhe daremos nada. – Tiago ergueu a varinha desafiador, ele ainda achava que a esposa devia ter tentado fugir, mas agora não havia tempo para discutir.

A visão que se tinha da sala naquele exato momento era de um casal com uma criança berrando e varinhas em punho de um lado, e do outro um homem vestindo uma capa preta e de pele muito branca apontando a varinha para o casal sem muita preocupação.

-Não vim aqui para discussão, entreguem a criança e vocês não vão precisar morrer como já falei. Viram como sou piedoso? – Alguma coisa pouco parecida com um sorriso se formou nos lábios dele. – Agora!

Mesmo que Lilian tentasse evitar, um arrepio macabro passou por seu corpo naquele momento. Não houve muito tempo, ela apenas viu sair da varinha de Tiago um raio azul e Voldemort esquivou-se para o outro lado, em seguida saia um raio vermelho da varinha do próprio Voldemort e por pouco não atingiu Tiago.

Saindo do torpor Lilian mentalizou um feitiço e disparou contra Voldemort, a vontade de vê-lo sofrer de fazê-lo pagar pelo mal que havia causado a tantas pessoas e que agora estava querendo causar a sua família se sobrepondo a qualquer escrúpulo.

Voldemort a fitou com fúria, o feitiço passou a poucos centímetros dele.

-Aprendendo maldições? - Ele disse antes de lançar um feitiço em direção a ela.

Lilian correu sentindo os diversos feitiços passarem perto de seu corpo, corria abraçada ao filho que chorava alarmado, refugiou-se na cozinha atrás da geladeira.

Tiago disparou uma série de feitiços que não impediam em nenhum momento que Voldemort parasse de tentar atingir Lilian.

Lilian ofegava e arriscou olhar para a sala, boa parte estava destruída e não havia mais parede alguma dividindo a cozinha do outro cômodo. O barulho de tijolos caindo preenchia o ambiente. Harry se remexia inquieto em seu colo, querendo ir para o chão, e Lilian apenas tentava localizar Tiago que logo ela percebeu estar do outro lado da sala e apesar de tentar duelar, Voldemort parecia concentrar suas atenções apenas nela.

Tiago disparou um feitiço de encontro ao teto, fazendo uma boa parte do andar de cima vir abaixo, e alguns pedaços de entulho cair em cima de Voldemort.

-É o máximo que consegue fazer?

-Não é nem o começo. - O moreno respondeu com ira nos olhos.

Um jato de luz branco saiu de sua varinha, pegando desprevenido Voldemort, o jato atingiu o braço do bruxo e no momento seguinte cortes se espalharam pelo lugar atingido, manchando a pele horrivelmente branca.

Os olhos que até então demonstravam apenas desprezo, reluziram como se Tiago houvesse atingido muito mais que sua pele, ali estava sua honra.

-Acalme-se Harry... Acalme-se, está tudo bem! - Lilian sussurrava, com lágrimas nos olhos, para o bebê que ainda gritava em seus braços, chorando assustado com todo aquele barulho.

A ruiva bem que tentava ajudar, mas Harry limitava seus movimentos e ela não podia de forma alguma largar o filho.

Então Voldemort ergueu a varinha em direção à parede onde Lilian estava recostada tentando controlar o filho, e disparou, sabendo que daquela forma atingia muito mais Tiago do que tentando acertar um feitiço nele.

-NÃO! - Tiago gritou e disparou um outro raio contra o braço de Voldemort, que cambaleou para trás com a força do feitiço.

Lilian viu o feitiço ser desviado e alcançar por fim a pia da cozinha, estilhaços de tijolo e metal voaram pelo lugar e Lilian virou-se para a parede ao seu lado, tentando proteger o filho, ficando assim de costas para o local atingido. Fragmentos da pia foram arremessados contra suas costas e algo atingiu dolorosamente sua perna esquerda. Assim que os estilhaços pararam de voar pelo local Lilian virou-se. Harry continuava bem, apenas assustado, o garoto parecia não ter mais garganta para berrar e agora apenas soluçava sentido, como se a mãe não estivesse dando importância alguma para o seu choro.

Lilian ainda ouvia os feitiços sendo disparados e olhou para a parte de trás de sua perna. Um longo e pontiagudo pedaço de metal havia se alojado ali e foi com coragem e necessidade de continuar, que ela arrancou-o com força do lugar, o sangue jorrando como uma torneira aberta. A ruiva reprimiu o grito de dor que veio a sua garganta e com determinação saiu de onde estava e ergueu a varinha, disparando com vontade contra Voldemort.

Por um instante tudo pareceu ter dado certo, porém Lilian percebeu que Voldemort havia conseguido atingir Tiago com a maldição cruciatus, pois o moreno contorcia-se de dor. O feitiço que ela disparou contra Voldemort deu-lhe apenas tempo suficiente de correr até Tiago e cancelar a maldição que Voldemort havia lançado contra ele.

Com certeza era o momento que Voldemort esperava, pois no instante seguinte tanto ela quanto Tiago estavam sem suas varinhas. Ingenuamente desarmados, como duas crianças em um clube de duelos.

-Tolos. - Voldemort caminhou com o braço ainda sangrando em direção a eles.

A cena na sala parcialmente destruída, era de um jovem homem que tinha um profundo corte no supercílio, a boca sangrando e estava incrivelmente pálido. Uma jovem mulher ruiva completamente suja de poeira, com a perna sangrando e agarrada a um bebê como se fosse sua bóia salva-vidas. O bebê parecia completamente apavorado e chorava convulsivamente.

-Vocês optaram pelo caminho mais difícil, não me deram muita escolha...

A voz dele soava forte pela sala e Lílian sentia algo em seu estômago se remexer, ela nem mesmo seria capaz de dizer o que Harry fazia naquele exato momento em seus braços, mas apertá-lo cada vez mais contra seu corpo parecia o mais prudente.

Tiago olhava para a sala a procura de sua varinha, tinha que haver um jeito, eles não seriam vencidos, não podiam. Ele tinha que pelo menos tentar salvar sua mulher e seu filho.

-Vocês poderiam ter morrido primeiro, assim não veriam o filho de vocês morrer, agora vão assistir a tudo. Primeiro ele, depois vocês. - Com um aceno de varinha Voldemort lançou a maldição contra Lilian.

Ele não precisou sequer falar o nome para que ela soubesse qual era, seu corpo parecia queimar feito brasa e suas pernas queriam ceder ao seu peso, seus braços estavam ficando sem força para segurar seu filho, mas ela não o soltaria, nunca, jamais. Então tudo parou e ela olhou confusa pela sala, Harry continuava preso em seus braços, mas Tiago já não estava mais ao seu lado.

Tiago havia avançado contra Voldemort, sem varinha, sem defesa, apenas com seu corpo, empurrando o bruxo para trás e caíram os dois no chão.

Tentando aproveitar Lilian procurou sua varinha pela sala, seu rosto suado e empoeirado virava em todas as direções, seu cabelo havia colado em sua face pálida, o medo presente em cada movimento, o tempo passava depressa.

Tiago rastejava no chão ao encontro de sua varinha enquanto Voldemort se recompunha e pegava a sua que havia caído a poucos centímetros, a vantagem dele era muito maior, pois a varinha de Tiago estava do outro lado da sala.

Tiago viu que suas possibilidades eram pequenas então se voltou para Voldemort, tentando impedir que ele pegasse sua varinha, Tiago chutou a face branca do bruxo. Enquanto Voldemort levava a mão ao nariz quebrado contorcendo-se de dor, Tiago levantou-se e correu até Lilian.

Lilian ainda procurava sua varinha quando sentiu a mão suada de Tiago fechar em seu braço e a arrastar pela sala.

-Aonde...

-Não temos tempo de procurar as varinhas... se conseguirmos pegar a vassoura... podemos conseguir. - Tiago subia as escadas correndo com Lílian e Harry que se segurava no pescoço da mãe.

Ainda passou pela cabeça desesperada de Lilian que eles pudessem aparatar, mas era impossível, a casa estava protegida contra aparatação e já que Voldemort estava bloqueando a entrada, a única maneira possível era tentarem fugir com a vassoura de Tiago, mesmo que aquilo parecesse incrivelmente ridículo.

-Abaixe-se! – Tiago gritou ao ver Voldemort alcançar a varinha e disparar um feitiço antes mesmo de conseguir se levantar.

Correram enquanto ouviam os feitiços voando a milímetros de seus corpos e alcançaram o andar de cima por pura sorte.

Tiago continuou arrastando Lílian e eles entraram no quarto de Harry. O moreno abriu o guarda-roupa do filho e empurrou tudo o que via pela frente a procura da vassoura.

-Accio vassoura! – Lílian convocou se sentindo extremamente idiota, afinal, poderiam ter convocado a vassoura do andar de baixo, mas por outro lado se ficassem parados Voldemort teria acertado um feitiço neles antes mesmo da vassoura de Tiago chegar.

Voaram para as mãos de Lílian duas vassouras, a ruiva olhou por um instante confusa, mas logo se lembrou que a vassoura em miniatura era o presente de aniversário que Sirius havia dado a Harry, e que não voava mais que uns dois palmos do chão.

-Vamos!

-Não tão cedo. – Voldemort falou da porta do quarto.

Lílian ainda tentou tolamente fechar a porta, mas a mão de dedos longos e finos empurrou o pedaço de madeira praticamente fazendo com que ela caísse no chão com Harry. A ruiva ainda olhou para Tiago, ambos estavam sem varinha, completamente indefesos, mas tinha que ter um jeito. Porém, logo ela viu que não havia mais o que fazer.

Apenas com um movimento de varinha Voldemort fez Tiago voar pelos ares, atravessar o quarto sendo seguido pelos olhos verdes apavorados de Lilian e bater com uma força estupenda na parede oposta.

Lilian ainda tentou correr de encontro a Tiago, mas Voldemort a deteve. Ela então apenas fitou o marido, ele estava desacordado, pelo menos era o que ela queria acreditar, ele estava apenas desacordado.

-Eu avisei agora me entreguem a criança.

-Não! – Lílian tentou mais uma vez correr em direção ao marido, mas o bruxo a sua frente a impediu novamente.

Lílian já não tentava demonstrar coragem, o que quer que fosse aquilo já havia ido embora de seu corpo desde o momento que ela via sua família ameaçada. Tudo já não importava desde que Harry estivesse bem, ele precisava viver, ela daria sua vida para que isso acontecesse, para isso ela havia lido aquele livro de feitiços antigos e exatamente para esse momento ela havia se preparado, para o momento em que precisasse se sacrificar pelo seu filho, aquele que havia nascido de seu único e verdadeiro amor e que era a sua fonte de orgulho e riqueza.

-Não há nada que você possa fazer, me dê a criança! – Voldemort ordenou.

-Harry não! Harry não!

Lílian sentia as lágrimas correrem livres por seu rosto, ela gostaria de demonstrar algum pingo de força na frente daquele ser maldito, mas se fosse apenas ela como das outras vezes, se ele estivesse ameaçando somente a ela, mas não, ele estava querendo seu filho e por ele não teria vergonha de implorar, de pedir e de se humilhar se fosse preciso. Viu quando Voldemort avançou contra ela.

-Por favor... farei qualquer coisa...

-Afaste-se. Afaste-se menina... – Voldemort derrubou Lílian com um feitiço e Harry ainda berrando assustado com tudo aquilo caiu no chão.

Tudo parecia estar acontecendo lentamente e Lílian viu com pavor Voldemort apontar a varinha para Harry.

-Vocês não me deram ouvidos meus caros, então agora antes de morrerem vão ver o filho de vocês morrer, eu poderia tê-los poupado disso.

Voldemort fitou Lílian e Tiago – que permanecia desacordado com uma grande quantidade de sangue ao seu redor – e depois voltou-se para Harry que por incrível que pareça olhava a cena com estranha atenção, o choro havia parado.

O filme borrado e em câmera lenta que Lílian assistia tornava-se cada vez mais apavorante, a ruiva olhou em desespero pela sala a procura de alguma solução, sua varinha estava muito longe dali. Então ela fez a única coisa que parecia possível.

-AVADA...

-NÃO! – Lílian gritou e jogou-se na frente de Harry antes do feitiço.

Voldemort parou de pronunciar as palavras para admirar a cena.

-Não adianta, você morrerá depois, primeiro verá ele morrer. – O dono da voz maligna ergueu a varinha e fez Lílian voar longe, para perto do marido.

Porém Voldemort não viu, ele estava preocupado demais em acabar logo com tudo aquilo e nem ao menos percebeu o sacrifício da mulher e o brilho excessivo que havia nos olhos verdes vivos do pequeno Harry Potter.

-AVADA KEDAVRA! – Voldemort gritou.

Ao som daquelas palavras e ao ver o jato forte de luz verde encher a sala da casa Lílian teve dúvida de que seu feitiço havia tido algum sucesso, feitiços como aqueles eram antigos e duvidosos, ninguém jamais poderia afirmar que dariam certo, afinal, dependiam do grau de poder e vontade de proteger alguém que a pessoa que o realizava poderia possuir. Mas logo ela realmente não pôde confirmar se algo deu certo, pois a casa entrava em ruínas e além de tudo estar desabando na sua cabeça ela podia sentir somente agora os vestígios que o sacrifício havia deixado em seu corpo. Ela estava fraca, ela iria morrer, a única coisa que precisava saber naquele momento era se Harry, o seu Harry estava bem. Tudo estava ficando escuro, turvo... Barulho, havia muito barulho... As paredes desabavam ao seu redor, mas antes que tudo escurecesse definitivamente, Lilian Potter fechou a mão na de Tiago Potter ao seu lado, em um ultimo sinal de amor.

Foi apenas um segundo antes de acontecer que Voldemort percebeu o seu grande erro. Ele não havia contado com o sacrifício tolo da mulher, o raio verde ricocheteou contra ele e não havia nada que pudesse ser feito. Em uma fração de segundo tudo estava se tornando escuro e desmoronando... A dor que ultrapassa a dor... Ele sabia as precauções que havia tomado para não enfrentar a morte, mas quando a viu tão perto não sabia o que aconteceria. Então ele estava ficando fraco... suas forças reduzindo-se... E nem mesmo ele poderia afirmar em que se tornou naquele momento.

A casa estava começando a ruir, parecia tremer levemente, um bebê olhava para as paredes ainda com alguns enfeites de vassouras e pomos de ouro espalhados pelo que antes era um quarto. Um bebê que nem ao menos tinha consciência do que acabara de acontecer, mas tendo consciência ou não, aquilo marcaria sua vida da mesma forma que marcara sua pele. A partir daquele dia Harry Potter seria uma lenda no mundo bruxo, com sua cicatriz em forma de raio.


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Sirius tentava fazer com que a moto voasse mais rápido, mas estava muito difícil, o vento batia forte em seu rosto e apesar de querer forçar ainda mais, ele sabia que a sua moto voadora estava voando em seu limite.

Depois do que pareceu várias horas a Vila de Godric’s Hollow era visível do alto do céu e Sirius começou a descer rapidamente, seu rosto tremia com a velocidade do vento gélido. Antes mesmo que chegasse com a moto na rua ele sentiu uma onda de pavor ainda maior preencher seu corpo. Até mesmo para quem olhasse de fora poderia ver a casa completamente em ruína. Então a verdade caiu sobre ele sem piedade, Pedro havia os traído.

Sirius desceu atordoado da moto e correu para dentro dos escombros. A varinha em punho, pedindo internamente para que os amigos tivessem conseguido fugir dali. Caminhou um pouco pelos destroços, mas não achou nada que não fossem objetos e pedaço de paredes demolidas.

Com um aceno de varinha ergueu alguns pedaços do escombro a procura de alguém e para seu alívio e ao mesmo tempo preocupação não havia ninguém. Ouviu um barulho no que havia restado do andar de cima e ofegou. Correu pelas escadas, esquecendo por um instante que poderia ter algum comensal por ali e seguiu o som que vinha de algum dos quartos.

Sirius chegou ao corredor e percebeu que o barulho vinha do que antes era o quarto de Harry, havia alguém ali. Então rapidamente ele apareceu na porta e ergueu a varinha.

Nada poderia te-lo preparado para a cena. Hagrid estava tirando um bebê, que por incrível que pareça dormia, do meio dos entulhos, enquanto Tiago e Lílian jaziam em um lado do quarto, completamente imóveis e em um estado deplorável. Sirius sentiu toda a cor de seu rosto sumir e suas mãos tremiam segurando a varinha.

-Sirius. – Hagrid falou em meio a soluços.

-O que... – Sem que ele pudesse impedir as lágrimas brotavam de seu rosto.

-Se acalme... se acalme... – Hagrid murmurou enquanto assoava o nariz em um pano sujo que ele havia tirado do bolso.

Passaram-se longos minutos, ou talvez horas em que Sirius contemplava aquela cena que tantas vezes ele temeu que acontecesse. O tempo parecia não correr, as lágrimas pareciam não cessar, a única coisa que parecia estar acontecendo naquele exato momento era o mundo desabando sobre a cabeça dele. Sirius Black era o único e verdadeiro culpado pela morte de seu melhor amigo, fora tudo por culpa dele, tudo...

A pequena lamúria que veio do monte de cobertas que Hagrid segurava fez Sirius voltar a realidade e deu forças para que ele tomasse uma atitude.

-Me dá o Harry, Hagrid. Sou o padrinho dele, vou cuidar dele... – A voz abalada de Sirius entoou no ambiente.

-Não, Dumbledore me mandou levar Harry para a casa dos Tios.

-Tios? Tios? – Sirius urrou de ódio, colocando para fora tudo o que sentia. – Aqueles imbecis odeiam o menino, nunca o viram!

-Foi o que Dumbledore me mandou fazer e é o que vou fazer. – Hagrid falou com firmeza, balançando a juba desgrenhada.


-Como Dumbledore soube disso tudo?

-Isso eu não sei, eu não perguntei, apenas vim fazer o que ele pediu. - Hagrid respondeu.

Sirius sabia que Dumbledore era um grande mago e por algum motivo as coisas sempre chegavam aos ouvidos dele, antes mesmo de qualquer outro, mas então Harry soltou mais um gemido e Sirius voltou-se para Hagrid novamente.

-Você não pode levá-lo, eu sou o padrinho, tenho direitos! – Sirius insistiu.

-Você não vai levar ele. – Hagrid caminhou em direção a porta.

-Mas... mas... – Sirius sabia que Hagrid sempre levou a sério as ordens de Dumbledore e não ia conseguir dissuadi-lo. – Espere, pode pegar a minha moto para levar o Harry. Não vou mais precisar dela mesmo.

Hagrid olhou meio confuso, mas aceitou a oferta e minutos depois ele disparava como um foguete para o céu insultantemente estrelado.

Sirius continuou ali, naquele quarto destruído olhando as lembranças do que havia sido um quarto de um menino de pouco mais de um ano. Olhou para o canto que tanto havia evitado olhar e ali estavam, os corpos de seus amigos, inertes e ensangüentados. Ele nem ao menos queria imaginar tudo o que havia acontecido para a casa estar daquela maneira.

Sendo levado por um impulso, Sirius caminhou até o casal que jazia de mãos dadas no chão do quarto, encostados precariamente pela parede ainda em pé do quarto. Ele se abaixou e ao fitar o rosto de Tiago um soluço alto saiu de sua boca.

Sirius olhou para as mãos do casal, tão próximas, mas não estavam unidas... talvez pela demolição que se seguiu elas haviam se separado, ou até mesmo eles não tivessem tido tempo de darem as mãos nos últimos instantes. Então ele pegou na mão gelada do amigo e a guiou para a de Lílian. Por um breve momento ele jurou que sentiu algum movimento, uma pequena mexida de dedo... não, ele estava querendo ver aquilo. Apenas Merlim sabia como ele queria ver aquilo. Mas então Sirius lembrou-se de que nem ao menos havia verificado se eles estavam mortos realmente, levou a mão trêmula até o pulso de Tiago e pode sentir fraco, mas estava ali... havia algum vestígio de vida. Uma pequena chama de esperança se acendeu em seu peito e ele levou as mãos à Lílian, ele não estava conseguindo sentir nada no pulso dela, talvez porque a excitação fez suas mãos tremerem ainda mais, então ele levou as mãos até o pescoço dela, remexeu ansiosamente e então também estava ali. Havia algo... era o suficiente.

Ele estava prestes a conjurar um patrono para que chamasse ajuda, mas não foi preciso, ao que parecia a notícia do ataque havia se espalhado como pólvora. Logo ele viu surgir umas figuras vestidas formalmente e com um emblema grande do ministério na porta da casa dos Potter. Assim que as pessoas entraram ele gritou do andar de cima.

-Eles estão vivos, estão vivos!

Logo uma correria se seguiu pela escada e cerca de 20 funcionários se aglomeraram no quarto apontando a varinha para Sirius, todos de olhos pregados nele.

-Quem é você? – Um deles perguntou.

-Andem logo... não tem muito tempo... eles precisam ir para o Saint Mungus...

Os homens trocaram olhares duvidosos.

-Os Potter! – Vários homens soltaram exclamações parecendo somente agora analisarem os corpos na frente de Sirius.

-Vamos levá-los. – Muitos murmuraram.

Em frações de segundos surgiram curandeiros na rua, que começava a se encher de pessoas. Sirius sentia-se aliviado, eles iriam sobreviver, ele sabia que sim, havia uma chance, apesar do olhar preocupado dos curandeiros, ainda havia uma esperança.

Então a tristeza que havia antes deu lugar ao ódio, uma fúria sem controle que se apoderava de seu corpo. Ele ia encontrar Pedro, ia fazê-lo pagar, aquele rato imundo. Então Sirius cedeu ao impulso incontrolável de fúria e preparou-se para aparatar.

-Ei você, o que fazia lá dentro? – Um dos homens perguntou intrigado a Sirius.

O moreno não deu ouvidos, sua prioridade naquele momento era outra, ele ia vingar tudo o que havia acontecido aos seus amigos.


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Sentado em um dos bancos do tão conhecido hospital Saint Mungus estava Remo Lupin. Os braços apoiados nas pernas e as mãos segurando com força excessiva os cabelos castanhos sem muita vida. Uma pergunta ecoava em sua cabeça sem que ele pudesse evitar: O que diabos ele tinha feito para merecer aquilo? Praticamente vegetava naquele banco de hospital e não havia ninguém que pudesse tirá-lo de lá, apesar de seus amigos insistirem, ele precisava sentir que estava perto dela, que um dia ela iria acordar e que ele seria a primeira pessoa que ela veria.

O barulho de várias pessoas na porta do hospital chamou sua atenção e a cena que se seguiu foi tão rápida, que ele mesmo teve de revivê-la em sua mente diversas vezes depois, para que tentasse lembrar perfeitamente do ocorrido.

-AS MACAS!

Remo ouviu alguém gritar ainda da porta do hospital, curioso e receoso ele se levantou para espiar. Talvez fosse mais um ataque de Voldemort, ou apenas alguns bruxos tentando novos feitiços e vendo que eles davam terrivelmente errado, coisa que sempre acontecia.

Então ele viu, as macas passando como foguetes pela sua frente. Na primeira ele pôde ver os cabelos vermelhos, o rosto marcado por profundos arranhões, a boca sangrando assim como um corte em sua barriga e o corpo coberto por poeira de Lilian, não pôde olhar muito porque ela logo sumiu de vista e deu lugar em cena para uma outra maca com um homem de cabelos negros espetados banhados de sangue, coberto de poeira, com hematomas pelo rosto e era possível ver ainda a pele terrivelmente pálida de Tiago Potter. O conjunto todo era aterrorizante e Remo estava paralisado.

Havia várias pessoas correndo pelo corredor do hospital, alguns com máquinas tirando fotos, outras perguntando coisas e uma grande multidão de curiosos. Remo tentou chegar até as macas mais alguém conjurou uma barreira invisível e ninguém mais conseguia seguir o cortejo. Foi com um pavor crescente dentro de si que Remo viu os curandeiros dobrando em um outro corredor, sumindo da vista de qualquer um que fosse.

Ele cambaleou desnorteado pelo corredor ainda repleto de pessoas, e murmúrios desconexos chegavam aos seus ouvidos.

-Aquele-que-não-deve-ser-nomeado...

-São os Potter...

-Eles não estavam sumidos?

-Eles estavam era fugindo...

-Mas o que aconteceu?

-E o garoto? Eles não tinham um garoto...

-Você-sabe-quem os achou...

Alguma coisa gelada e pegajosa parecia estar se remexendo em seu estômago e Remo caminhou com passos vacilantes para fora do hospital. Havia algumas pessoas ainda na rua, trouxas se misturavam a uma porção eufórica de bruxos que despertavam certos olhares curiosos. Mas ele nem ao menos ligou para isso, precisando urgentemente sentar-se Remo abaixou-se e sentou na sarjeta da rua que ganhava cada vez mais movimento na frente do hospital, afinal, o dia estava nascendo.

Ele podia ouvir agora como eco em seu ouvido as palavras que alguém havia dito no hospital “Você-sabe-quem os achou...” Voldemort havia achado Tiago e Lilian! Isso implicava em algo mais terrível do que os Potter que haviam chegado naquele estado lastimável no hospital. Não, não podia ser! Simplesmente não podia! A verdade chegava em ondas de pavor e repulsa pelo homem que sempre considerou seu amigo, então era aquilo: Sirius Black era o traidor.


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Sirius Black aparatou em uma rua movimentada de um bairro trouxa qualquer, o nome do bairro não tinha importância nenhuma na opinião dele, o importante era pegar o rato imundo que havia se escondido em um bueiro qualquer dali. Seus olhos ágeis e predadores caíram certeiros no ser imundo a poucos metros de si.

-PEDRO! - Ele com certeza havia chamado a atenção de muitos trouxas que passavam por ali, mas isso também não importava.

Pedro guinchou, seu rosto se contorceu de terror.

-Lilian e Tiago, Sirius! Como você pôde?

O rosto de Sirius ficou lívido de ódio. Pedro era um covarde definitivamente. Sirius ainda se perguntava como não soube antes que aquele maldito era o traidor, sempre fora tão evidente, sempre se escondendo atrás dos mais fortes, procurando proteção através dos outros.

Não haveria palavras que representassem seu ódio, então Sirius apenas gargalhou, uma gargalhada cruel que fez Pedro se encolher de pavor.

-Como... como você pôde Sirius?! - Pedro falou transtornado e segurou firme a varinha em suas costas, ele tinha que fugir dali.

Sirius ergueu a varinha em direção ao traidor, ele acabaria com aquele maldito. Mas tudo o que se seguiu foi rápido e confuso... em um piscar de olhos a rua toda explodiu, ele ainda pôde ver um rato gorducho entrar correndo no bueiro e sumir de vista, a única coisa que permaneceu na rua foram os corpos de trouxas que tinham sido atingidos com a explosão. Foi em um piscar de olhos também que Sirius viu surgir ao seu redor cerca de vinte homens do ministério, todos com a varinha apontada para ele, o moreno ainda tentou duelar, tentou contar a verdade, mas ninguém parecia disposto a ouvi-lo. Então um momento depois, cordas se fecharam ao redor de seu corpo e ele não teve mais como lutar, ele havia falhado novamente, Pedro havia fugido, Tiago e Lilian estavam muito mal no hospital, e quanto a si próprio, ele sentiu o pavor se espalhar gradativamente por seu sangue, tinha um palpite sobre o que iria acontecer.


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Apesar do dia ter que estar frio devido a estação do ano, não era aquilo que acontecia. Deise Bruterfou havia acabado de aparatar em uma rua próxima ao seu apartamento e seus olhos demoraram a se acostumar com a claridade do sol brilhante.

Andou mais um pouco e sorriu ao avistar o grande prédio em que morava, talvez Sirius ainda tivesse dormindo. Com sorte ainda teria tempo de fazer uma boa surpresa. Sua mãe estava melhor e ela havia decidido voltar, afinal, além da saudade havia perdido muitas aulas do curso para auror. E fora tudo isso havia algo que ela queria muito contar a Sirius, ela podia até mesmo ver o lindo sorriso de contentamento que ele lhe daria. Então com a mão na barriga e sorrindo feliz ela atravessou a rua em direção ao prédio.

Com a varinha em riste ela desfez o encantamento que protegia o apartamento e entrou sorrateiramente, tentando não fazer barulho, não devia acordar Sirius, não daquela forma pelo menos, havia outra muito melhor.

A morena fechou a porta, tirou os sapatos com o olhar sapeca e os deixou no canto da porta para que o barulho deles não a denunciasse. Caminhou pelo corredor e abriu a porta do quarto, o perfume que era apenas dele invadiu suas narinas e Deise respirou com vontade, estava escuro dentro do quarto, mas havia luz o suficiente para que ela visse que não havia ninguém na cama.

-Lumus.

A ponta da varinha se acendeu e Deise constatou com desapontamento, que Sirius não estava lá. Com um movimento de varinha a morena fez as cortinas se afastarem e a luz do dia entrou no quarto perfeitamente arrumado. Não havia dúvida que Sirius nem ao menos havia dormido ali. Algo dentro dela rugiu de raiva, suas entranhas se reviraram incomodadas, e uma voz em sua mente gritou: Onde ele passou a noite? Deise bufou e outra voz revidou: Acalme-se, ele deve ter ido resolver alguns problemas no apartamento dele. A primeira voz não pareceu convencida e manifestou-se com desdém: A noite toda? A segunda voz que soava em sua mente parecia mais calma: Sim, de repente dormiu por lá. A primeira gargalhou: É, e deve ter passado a noite sozinho por lá também.

-Já chega! - Deise resmungou para si mesma e ouvindo um barulho no banheiro caminhou apressada para lá.

Não havia nada, apenas uma velha escova encantada por ela mesma, que havia pulado da pia diretamente para o vaso sanitário.

O som da campainha soou em seus ouvidos e Deise caminhou apressada até a porta, devia ser ele, o fato de que seria estranho Sirius tocar a campainha não passou por sua mente e ela correu enfurecida até a porta. Nem mesmo olhou no olho-mágico, em uma atitude leviana abriu a porta rapidamente.

-SIRIUS BLACK! Ah... Remo? - A morena viu o olhar preocupado de Remo Lupin na porta de seu apartamento. - Hum... desculpe eu pensei... - O olhar preocupado de Remo agora parecia nada mais que triste, profundamente triste. - O que aconteceu?

-Eu... eu entrei em contato com seus pais na Alemanha e eles... eles me disseram que você já tinha voltado...

-Aconteceu algo com o Sirius? - Deise não deu importância ao comentário.

-Deise...

-Onde ele está?

-Bem...

-Teve alguma batalha?

-Deise...

-Ele está ferido?

-DEISE! - Remo sacudiu Deise pelo ombro para que ela parasse de falar.

Ambos encararam-se, de um lado a tristeza evidente no olhar e de outro a angústia pelo que estaria para ser dito.

-Não houve nenhuma batalha...

-Então... então onde está o Sirius? Ele não dormiu aqui...

-Bem... ele... ele...

-Ele foi a casa de Tiago e Lilian? - Perguntou ela soltando-se das mãos dele e caminhando para trás, havia alguma coisa estranha naquilo tudo.

-Foi, mas...

-Ah então ele deve ter dormido por lá, ele adora brincar com o Harry, adora se divertir vendo o Harry voar naquela mini-vassoura que ele deu de presente. - Deise não viu a confirmação de suas palavras nos olhos de Remo e alguma coisa dentro dela parecia estar revirando-se, o medo estava crescendo e ela sorriu nervosa. - Então... então... aconteceu alguma coisa com ele e aquela moto dele? Eu disse que aquilo era perigoso, mas Sirius sempre adorou motos, tem diversas revistas e...

-Voldemort atacou os Potter essa noite Deise. - Remo falou de uma só vez, vendo o olhar confuso que a morena lhe lançou.

Perguntas explodiam em sua cabeça e Deise sentiu algo doer lá no fundo.

-Onde estão Tiago e Lilian? Eles estão bem, não? - Ela se desesperou.

-Não sei, não deixam ninguém chegar perto... eles foram levados ao Saint Mungus, mas ninguém sabe de nada...

-Mas... eles estavam seguros não estavam? E o feitiço fidelius? Eles já deviam ter lançado...

-Eles lançaram.

-Claro que não lançaram, se tivessem feito... Voldemort não tinha os achado. - Ela falou o que parecia mais óbvio, com um sorriso nervoso tremendo em seus lábios.

Remo não retrucou, abaixou a cabeça e fitou o chão brilhante do apartamento, um bolo se formava em sua garganta e impedia que ele falasse.

-Eles não lançaram o feitiço! - A voz dela subiu umas oitavas. - ONDE ESTÁ O SIRIUS?

Deise avançou feroz para Remo e o sacudiu.

-ME FALE REMO! DIGA, DIGA QUE ELES NÃO LANÇARAM A DROGA DAQUELE FEITIÇO E QUE SIRIUS APARECERÁ POR ESSA PORTA DAQUI A POUCO!

-Eles... eles fizeram o feitiço... Sirius me contou que resolveram fazer aquilo para a segurança deles e que... e que ele era o fiel. - A voz dele não era mais que um sussurro.

Deise se afastou de Remo, seu corpo tremia descontroladamente e ela o fitou enojada.

-É MENTIRA! EU SEI QUE É!

-Deise escute... correm boatos... boatos de que o Pedro foi atrás do Sirius para reclamar... e que... e que Sirius acabou com ele... e mais alguns trouxas... E por fim... - Remo pôde sentir as grossas lágrimas que rolavam por seu rosto enquanto via o mesmo acontecer com Deise que segurava a boca com força. - Por fim... Sirius foi levado para... para Askaban.

Aquilo sim foi a última gota, a última punhalada, a fatal, aquela que precisava para que Deise sucumbisse.

-NÃO! ISSO NÃO É VERDADE!

Remo viu Deise cambalear pelo apartamento e a segurou em um abraço doloroso e urgente que ambos precisavam naquele momento, um abraço que tentasse apaziguar a dor que sentiam.

Com a cabeça enterrada no ombro de Remo, Deise soluçava e gritava descontroladamente.

-DIGA QUE NÃO É VERDADE REMO!

A morena socava com força o ombro do amigo, tentando em vão fazer algo que parasse sua dor, que fizesse com que aquilo acabasse. Em um determinado momento ela cansou, cansou de socá-lo, cansou de tentar resistir e a única coisa que existia era a dor excruciante dentro de seu peito, tornando tudo gradativamente escuro. Aquilo tudo era como um grande pesadelo que ela esperava que tivesse passado assim que tornasse a abrir os olhos.


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Uma veia pulsava forte em seu pescoço e ela avançava pelos corredores do castelo como uma grande e perigosa fera.

-Senhorita Bruterfou?

Deise virou-se imediatamente ao ouvir a voz firme e ao mesmo tempo surpresa de Minerva MacGonagal.

-Onde...

-Vim falar com Dumbledore. - Ela interrompeu sua ex-professora.

-Ele não esta e de qualquer forma você não deveria invadir o castelo assim. - Minerva a fitava com reprovação, mas havia algo no olhar da mulher que transparecia pena.

-Eu não invadi, entrei pelo portão da frente. - Retrucou desafiante aquele olhar dela não estava ajudando.

-Sei... Filch disse que você apontou a varinha para ele.

-Preciso falar com Dumbledore. - Deise pareceu não considerar o último comentário.

-Venha, vamos a minha sala... ele não está aqui.

-Eu não quero conversar com mais ninguém... apenas com ele...

-Deise...

-Estou aqui Minerva, pode deixar. - Dumbledore havia aparecido do final do corredor, com seu costumeiro olhar sereno.

Assim que o viu Deise avançou a passos largos de encontro a ele.

-Onde está Harry?

-Creio que você sabe a resposta para essa pergunta Deise. - Respondeu o diretor.

-Você... você não tinha o direito. - A raiva que sentia desde o momento em que Remo lhe contara onde Harry estava havia a deixado fora de si.

Dumbledore olhava ainda transparecendo calma para ela, enquanto Minerva parecia condoída, apesar de escandalizada pelo modo com que Deise estava falando com o diretor.

Logo os alunos irrompiam pelo corredor, aparentemente a hora do intervalo havia chegado e alguns pararam admirando a estranha cena. Nos últimos dias ninguém na escola havia visto o diretor, ele andava ocupado, muitos diziam que tinha alguma coisa haver com os Potter, tudo era um grande mistério, a única coisa real era que Você-sabe-quem havia desaparecido e isso parecia ser o suficiente.

-Vamos até a minha sala.

Sem muita alternativa Deise acompanhou o diretor, e Minerva resolveu ficar no corredor dispersado os alunos.

-Sente-se minha cara. - Dumbledore falou assim que entraram em sua sala.

-Não quero sentar e não quero me acalmar antes que isso me seja pedido. - Ela falou com frustração.

Aqueles dias sem dúvida alguma eram os piores dias de sua vida. O tempo que havia passado em Hogwarts parecia agora longínquo como nunca antes, aquele tempo nunca voltaria, apesar de ela ter desejado aquilo desde o momento em que entrou novamente no castelo.

Tudo estava desmoronando em sua cabeça, não havia mais nada... todos a estavam tratando de maneira diferente, parecia que ela subitamente havia contraído uma doença altamente infecciosa.

Deise viu Dumbledore sentar atrás da mesa e a analisar, depois de um tempo ela sentiu suas defesas e sua ira começarem a fraquejar e sentou-se.

-Tive que entregar Harry aos tios, eles são a única família dele. - Dumbledore começou a fitando através dos óculos de meia-lua.

-É como se ele não tivesse família nenhuma... Aqueles idiotas odeiam a Lily, o Harry devia estar comigo, eu sou a madrinha dele! - Deise sentiu a veia em seu pescoço saltar de raiva, somente em pensar como Harry estaria sendo tratado.

Dumbledore passou um tempo calado, tentando escolher as palavras certas. Não poderia simplesmente falar o que realmente havia lhe levado a entregar Harry aos tios, ele tinha uma leve desconfiança do que tinha acontecido para que Harry sobrevivesse ao feitiço, mas não poderia falar, não agora. Então optou por contar algo que não era de maneira nenhuma mentira.

-Deise eu receio que muitas pessoas julguem mal as outras, e devido o que aconteceu em relação ao fiel do segredo...

Os olhos dela reluziram.

-Eu sei como as pessoas julgam as outras... Estou sabendo disso desde o momento em que... - Ela pensou em Sirius, mas por alguma razão ela sentia que pronunciar o nome dele era doloroso demais. - ...desde o momento que tudo isso aconteceu.

-Então acho que você entenderia se lhe dissesse que o Ministério é altamente influenciado pela opinião dos outros, e que entregar o garoto aos tios não foi uma decisão apenas minha.

-Em outras palavras, o Ministério da Magia não quer Harry comigo porque assim como todos os outros imbecis pensam que eu era partidária de Voldemort devido... devido... ao meu relacionamento com Sirius. - Falou as últimas palavras tão rapidamente que apenas alguém que já conhecesse a história entenderia.

Dumbledore não se manifestou.

-É como o que acontece com o Remo...

-Deise, quero que saiba que eu tentei interferir no caso de Remo, mas o Ministério certamente possui muitos preconceitos além da influência dos pais de Laís, e preferiu se agarrar a justificativa que Remo apresentava perigo a criança.

Um assomo de raiva invadiu a cabeça dela.

-Então é isso, Harry está com os tios trouxas e ninguém sabe de mais nada. Emmy está com a avó e continuará lá. O Ministério faz o que quer e ninguém pode fazer nada.

-Felizmente ainda temos como reverter a situação, Lilian, Tiago e Laís não estão mortos...

-É como se estivessem...

-Mas não estão. Todos esses dias estou tentando concentrar meus esforços em encontrar um solução para isso tudo...

Deise ergueu a cabeça e levantou-se.

-Sirius não entregou os Potter. - Ela afirmou subitamente, precisava se agarrar naquilo.

Dumbledore não alterou sua expressão.

-Existem coisas que parecem ser algo, mas não são. Ou talvez sejam, e somos nós que não as queremos enxergar.

Deise ainda lançou um último olhar a Dumbledore que parecia refletir as próprias palavras, então bateu a porta e saiu. Seus pensamentos longe e completamente perdidos. Como estaria Sirius naquele momento? Ela não queria pensar nele, queria apenas acreditar que ele era um traidor e que merecia estar em Askaban, mas o que ela poderia fazer se não conseguia parar de pensar nele? De pensar que ele não poderia ter mentido tudo aquilo, toda aquela amizade e carinho... não poderia ser tudo mentira.

A morena lembrou-se das palavras de Hagrid: “Dizem que uma pessoa quando vai para o lado das trevas não vê mais nada na sua frente, os amigos já não importam, nada importa”. Aquilo seria verdade?

Ela nem mesmo notou quando passou pelos portões do castelo e chegou ao jardim, logo depois aparatou sendo seguida pelos pensamentos angustiantes que não a abandonavam jamais.

Aparatou na rua de seu apartamento e algumas pessoas vestindo vestes extravagantes ainda circulavam por ali, pulando e cantando animadamente. O que elas tanto comemoravam afinal? A vida estava uma droga! Pensou egoísta.

A morena ainda se lembrava do dia anterior, corujas voando por toda parte, feitiços disparados para o céu em comemoração e tantas outras bobagens. Até mesmo os trouxas haviam notado que algo de diferente havia acontecido, os noticiários falavam das estranhas coisas que estavam ocorrendo, principalmente dos hábitos estranhos das corujas, mas o Ministro da magia juntamente com o Ministro trouxa havia conseguido abafar.

Como tudo aquilo poderia estar alegrando alguém ela não sabia. Seu pior pesadelo havia virado realidade. Então ela estava ali, sozinha em seu apartamento, sem Lílian, sem Laís e principalmente sem ele. Mas ela não podia desistir, não podia sucumbir ao desejo de se afogar na amargura e se deixar levar pelo desespero, ela precisava resistir e havia um motivo para isso. Um motivo latente, que crescia a cada dia mais, não havia como perceber com três meses, ela não sabia por que sua barriga era quase imperceptível, sabia apenas que a vida que se desenvolvia em seu ventre era mais que suficiente para que ela seguisse em frente.


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-Bando de idiotas. - Reclamou enquanto se sentava frustrada ao lado de Remo.

-Não dizem nada, não é? - Remo perguntou a morena que se sentara chateada ao seu lado.

-Nenhuma informação, faz uma semana e até agora nada! - Deise cruzou os braços na frente do corpo.

Ela e Remo estavam sentados em mais um fim de tarde no banco de espera do hospital Saint Mungus. Ninguém dava nenhuma notícia sobre Lilian e Tiago, era realmente um mistério tudo que envolvia o caso dos dois.

-Onde você vai? - Remo perguntou ao ver Deise levantar-se.

-Vou encontrar um velho amigo. - Dizendo isso a morena dirigiu-se a recepção.

-Já disse que não temos nenhuma informação sobre os Potter.

A hostilidade da mulher fez Deise cuspir as palavras com um sorriso sarcástico.

-Não me diga? Isso é uma novidade para mim. - Antes que a mulher revidasse ela continuou. - Gostaria de falar com Richard Chalub, por favor.

Deise havia ouvido alguns dias atrás que Richard, seu velho amigo de infância, tinha se tornado o Diretor de uma das alas do hospital, devia ser algo importante o suficiente para que ele soubesse lhe dizer algo sobre Lilian e Tiago.

A recepcionista franziu o cenho em direção a Deise, antes de se pronunciar.

-O Doutor Chalub está muito ocupado.

-Engraçado, eu não me lembro de ter perguntado isso.

-Ele não vai poder lhe atender agora senhorita. - A recepcionista havia se levantado e encarava Deise com raiva.

-Veremos. - Deise saiu rápido pelo corredor.

-Ei, você não pode entrar! - A mulher saiu atrás dela.

Deise andou ainda mais rápido e parou em frente a uma sala com um vidro na porta, ela sabia que aquela era a sala dele, passou tempo suficiente perambulando pelo hospital nos últimos meses para saber. A morena acenou para Richard, que ergueu os olhos e a encarou.

-Saia daqui agora! - A recepcionista estava à beira de um ataque.

-Senhorita Colt! - Richard havia aberto a porta do escritório e encarava as duas mulheres que lá estavam.

-Essa mulher invadiu o hospital.

Deise não se pronunciou, apenas cruzou os braços e a encarou.

-Tudo bem Rita, pode voltar para a recepção. - O homem loiro fitou Deise com interesse assim que viu a recepcionista desaparecer pelo corredor. - Vamos entrar.

Deise entrou na sala branca, havia uma mesa no canto com duas cadeiras cuidadosamente colocadas à sua frente.

-Como você está? - Richard perguntou assim que fechou a porta.

Deise nem ao menos se deu ao trabalho de perguntar do que ele estava falando. Era evidente, todos no mundo bruxo comentavam a mesma coisa e não era surpresa para ela que Richard viu o nome de Sirius em muitas matérias do profeta diário como “O traidor” ou “O perigoso comensal da morte”.

-Bem, na medida do possível. - Ela sorriu enquanto ele puxava a cadeira para que ela se sentasse. - Richard eu... eu preciso muito saber notícias de Tiago e Lilian.

O loiro suspirou cansado e sentou-se na cadeira ao lado dela.

-Entendo, afinal, eles eram... quer dizer, são seus amigos.

-A situação deles é tão ruim assim?

-Bem... - Os olhos dele correram pela sala rapidamente. - Deise eu realmente não posso dar informações sobre eles para ninguém... mas devido a consideração que tenho por você... - Ele segurou nas mãos dela e a fitou nos olhos. - ...Venha comigo.

Os dois saíram apressados da sala e caminharam pelos corredores.

-Espere um pouco. - Richard entrou em uma outra sala e logo saiu com uma bata verde nas mãos. - Vista isso.

Sem perguntas a morena colocou a bata e seguiu ao lado dele. Andaram por vários corredores, as pessoas pareciam tão ocupadas por ali que nem mesmo notavam a presença deles, algumas cumprimentavam Richard rapidamente, mas não se davam ao trabalho de olhá-la por mais de um segundo.

Pararam em frente a uma sala que estava completamente escura, não havia placa de identificação na porta e Deise achou tudo muito estranho ali. Richard sacou a varinha, reverteu uma série de feitiços da porta e abriu passagem para Deise.

Sem questionar a morena entrou na sala. Por um segundo seus olhos ofuscaram com a luz vermelha brilhante que vinha de algum ponto, mas depois de algum tempo se acostumaram. A sala era bastante grande, havia várias camas espalhadas em fileiras, mas todas estavam vazias, a não ser por duas que estavam no centro do local, onde jazia um homem de cabelos negros e uma mulher ruiva.

Deise caminhou para mais perto, por alguma razão que ela desconhecia a luz do ambiente era vermelha, fazendo os cabelos de Lilian ganharem um tom quase neutro e sua pele transparecer uma palidez fantasmagórica. Ela chegou perto da amiga e não conseguiu entender o que se passava. A ruiva tinha manchas pelo corpo devido a algum baque, sua pele estava sim pálida, mas fora isso parecia normal.

Ela fitou Tiago que estava ao lado de Lilian em outra cama, o moreno parecia melhor que a esposa, sua pele estava com a aparência de sempre, apesar de alguns hematomas roxos pelo corpo ele parecia perfeitamente normal.

-Crise Pós-traumática.

Deise olhou confusa para Richard, notou que ele a olhava de forma estranha também, mas aquilo poderia esperar.

-Tiago está reagindo bem às poções, ele parece mais forte, mas não acorda. Lilian já não está reagindo tão bem, talvez tenha sido mais atingida. Nenhum dos dois demonstrou qualquer sinal de reação física. Estão totalmente em coma.

-Assim como a Laís? - Deise viu que ele fez um esforço para lembrar. - Laís Lupin, minha amiga também.

-Não, definitivamente não é a mesma coisa. A senhora Lupin sofreu um traumatismo craniano grave, a causa do coma dela é única e exclusivamente o impacto da queda que fez o cérebro se chocar com o crânio e voltar, como o movimento de um chicote. - Richard começou a explicar de forma professoral. - Este movimento pode romper vasos sanguíneos e também as fibras nervosas, causando edema cerebral. O edema pressiona os vasos sanguíneos, fazendo parar o fluxo de sangue e consequentemente o de oxigênio, e assim o cérebro.

-Mas... não existe nada contra isso?

-No caso da senhora Lupin estamos ministrando as melhores poções e até mesmo alguns tratamentos trouxas, mas a asma dela atrapalha um pouco, impossibilita o fluxo do oxigênio. No caso dos Potter estamos tentando outra maneira e é exatamente esse o segredo da coisa.

-Como assim? - Deise segurou a mão gelada de Lilian.

-Bem... uns quatro dias atrás Dumbledore esteve aqui, ele viu os dois e foi embora sem dizer uma palavra. Depois voltou com um pequeno frasco, disse para isolarmos os dois e despejou a Luz de Darga. - Richard fitou a expressão confusa de Deise e continuou. - Um tratamento raro e complicado, também não é muito aconselhável, mas basicamente é como se aquela luz vermelha que você está vendo entrasse no corpo deles e percorresse a procura do problema, além de ajudar a curá-lo. É difícil de achar algo assim, porque quem produz esse tipo de tratamento são os centauros.

-Centauros?

-Bem... é um dom deles, eles produzem a luz apenas para curar uns aos outros e quando é estritamente necessário. Nós nunca soubemos como realmente acontece, mas temos uma noção, eles só conseguem produzir a Luz Darga quando analisam os planetas em junção, e não é só isso... tudo tem que acontecer no decorrer da Aurora Boreal.

-Isso é complicado, sem sentido. Se fosse assim seria fácil curar qualquer pessoa, bastava ter essa luz. - Deise não sabia o que pensar.

-O problema é exatamente esse, ter a Luz. Você deve saber que os centauros não gostam de humanos, e nunca colaborariam conosco no hospital. Eles querem distância e não temos como forçá-los a produzir a Luz, talvez acabasse tudo sendo pior ainda. - Richard explicou e seus olhos ainda recaiam significativamente para a morena.

-Mas como vocês conseguiram a Luz para Lilian e Tiago?

-Eis uma boa questão. Dumbledore apareceu aqui com a Luz e foi o maior alvoroço, ninguém sabe como ele conseguiu, ele não disse, apenas falou que não deveríamos contar a ninguém. Sabe, a Luz de Darga por muitos séculos foi apenas uma lenda e agora não é mais, isso poderia gerar muitos conflitos o Ministério poderia querer exigir dos centauros a produção da Luz e não daria certo. Então Dumbledore está tentando preservar os centauros, deve ter sido um acordo entre eles.

Deise pensou por alguns instantes, por mais que aquilo parecesse uma grande loucura, se pudesse curá-los estava tudo bem. Dumbledore nunca foi muito normal mesmo na opinião dela, mas as loucuras dele sempre deram certo. O olhar fixo de Richard nela estava incomodando, como se ele estivesse lendo dentro de si.

-Então... Então isso pode curá-los?

-Com certeza... com as nossas poções eles estavam com melhoras quase imperceptíveis, mas com a luz estão melhorando rapidamente.

A morena sorriu esperançosa.

-Tem outra coisa. - Ele falou.

-O que? - Deise quis saber.

-A Luz... ela busca a vida... - Richard hesitou por um instante. - Olhe para mim.

Deise o fitou.

-Agora olhe para você.

A morena se olhou e percebeu o que ele queria dizer, ela estava completamente iluminada, como se toda a luz do ambiente tivesse sido destinada a ela.

-Você precisa sair. Vamos. - Richard a conduziu para fora da sala.

Deise ainda deu uma ultima olhada para os amigos, antes de encarar o rosto apreensivo do loiro do lado de fora. Olharam-se fixamente por longos minutos sem dizer uma só palavra, então Richard puxou o braço dela e abraçou apertado.

Para Deise aquilo nada mais era do que um abraço de amigos, ela precisava daquilo, ele havia descoberto algo que ninguém mais sabia, apesar de sua barriga dar alguns sinais, mas nada que vestes mais folgadas não ajudassem. Depois de um tempo soltaram-se e ele enxugou uma lágrima teimosa que caia do rosto dela.

-Então... - Ele tentou falar.

-Quase quatro meses. - Ela falou compreendendo o que ele queria saber.

-E...

-Eu preciso ir agora... tenho que voltar para os treinos no ministério.

-Deise espera! - Richard a segurou pelo braço.

Encararam-se no meio do corredor e Richard a puxou para um canto.

-Escute... eu... seu sempre gostei de você e eu posso...

-Não.

Deise entendeu perfeitamente o que ele estava prestes a dizer, ela não estava querendo um pai para a sua filha, ela tinha um, sentiu raiva naquele momento, mas tentou controlar-se, afinal, Richard era um grande amigo e estava apenas tentando ajudar.

-Richard eu gosto muito de você e agradeço por tudo que você faz para me ajudar, mas... não precisa... está tudo bem... - Deise seguiu pelo corredor sem olhar para trás, ela não queria continuar recebendo o olhar dele, ela não precisava daquilo.

Seguiu até a frente do hospital e limitou-se a contar o que tinha visto para Remo, pedindo é claro, para que tudo fosse mantido em sigilo.


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-Vê como eles me olham? - Ela falou enquanto bebericava um suco de abóbora na cantina do ministério.

-Como eles nos olham você quis dizer. - Remo consertou o que a morena dizia.

-Pode até ser, mas...

-Mas você apenas não estava acostumada a ser olhada dessa forma, com essa repulsa estampada no olhar das pessoas. - Remo explicou fazendo Deise corar.

-Desculpe eu...

-Não, não se preocupe... com o tempo você acostuma. - Um sorriso fraco se formou no rosto precocemente envelhecido.

-Não vou me acostumar Remo... eu já não agüento mais. - A morena desabafou. - E tudo isso vai aumentar... quando você sabe...

Remo fitou condoído a amiga, ela havia lhe contado que estava grávida. Ele não pode deixar de pensar em como Sirius ficaria feliz com a notícia, porém a mágoa e raiva que sentia pelo ex-amigo faziam com que Remo tentasse reprimir os pensamentos sobre ele.

Mais uma vez ele e Deise estavam na cantina do ministério. Remo estava no intervalo do trabalho e Deise no intervalo dos treinamentos, que se tornavam por algum motivo mais complicados sempre para o lado dela, ela desabafava com Remo, dizia que sentia a pressão, talvez quisessem que ela desistisse ou algum motivo para tirá-la do curso.

-Eu vou embora. - Ela disse de uma só vez.

-Como assim embora? - Remo balançou a cabeça.

-Vou para a Alemanha com meus pais. - Deise não o encarou.

-Você está fugindo?

-Não estou fugindo Remo... apenas não posso ficar mais aqui, não quero que minha filha sofra. - Ela respondeu e viu que Remo compreendia perfeitamente sua decisão.

-Sei...

-Falei com meus pais e estou partindo amanhã. Quero continuar sabendo notícias de Tiago e Lilian... - Ela gostaria muito de saber notícias de Sirius, sim ela gostaria, mas não devia.

-Eu vou te manter informada, pode deixar.

Então era aquilo, ela iria embora para que sua filha não sofresse com o preconceito e descriminação que ela estava sofrendo. Ela poderia sim agüentar tudo aquilo, mas sua filha não, ela não merecia. Agora ela entendia perfeitamente as atitudes de Lilian e Laís, sempre os filhos em primeiro lugar, e era isso que ela ia fazer. Construir uma nova vida para ela e sua filha na Alemanha.


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Aquela fatídica noite renderia ainda muitas especulações, por meses as pessoas ainda comentavam sobre os Potter, o sumiço de Voldemort e mais ainda sobre o pequeno Harry Potter que havia sumido depois daquela noite. Muitos diziam que ele havia morrido junto com Voldemort, outros diziam que ele havia sido seqüestrado por comensais e estava sendo treinado para ser o novo mestre das trevas, outros ainda afirmavam com veemência que ele não era uma criança e por alguma magia poderosa havia se tornado adulto e controlava o Ministério as escondidas.

A verdade estava muito distante de tudo aquilo, mas precisamente em um bairro trouxa, na rua dos Alfeneiros número 4, onde um menino magricela de cabelos espetados de pouco mais de um ano recebia beliscões de um garoto gorducho de bochechas rosadas.

Ou então a verdade poderia estar em uma sala banhada de luz vermelha no hospital Saint Mungus, onde um homem muito parecido com o menino magricela de cabelos espetados tremia as pálpebras, em uma tentativa de abrir os olhos quase colados.

Tiago Potter abriu lentamente os olhos e viu apenas vermelho, muito vermelho... ele estava confuso, ouvia vozes ao seu redor, não tinha a mínima noção do que estava acontecendo. Aos poucos e muito pouco ele lembrava qual era seu nome... algumas lembranças voltavam forte em sua mente, um clarão, lampejos de luz verde, vermelha, azul... Duelo, certamente era um duelo... Então como se algo houvesse se chocado brutalmente contra sua cabeça ele lembrou.

-LILIAN! HARRY!

Tiago ainda tinha os olhos semi-cerrados quando sentiu mãos segurarem seu corpo com força, impedindo que ele levantasse de onde quer que ele estivesse. Talvez fossem comensais da morte. Então ele gritou mais alto, a pleno pulmão.

-HARRY! LILIAN!

-Senhor Potter... acalme-se...

Uma voz assustada retumbou em seus ouvidos, mas ele queria ouvir a voz dela, ele queria ouvir a voz de seu filho o chamando precariamente.

-Vejam, ela mexeu os dedos quando ouviu a voz dele!

Tiago ouviu alguém falar eufórico de algum ponto, então fazendo uma grande força ele abriu os olhos pesados. Estava tudo embaçado, muito borrado, é claro que ele precisava de seus óculos, mas mesmo assim a vista ainda estava se acostumando com as figuras a sua frente.

Alguém colocou os óculos em seu rosto e ele não recusou, precisava ver onde estava. A luz vermelha que ele pensava ser algo de sua imaginação ainda estava ali, e ele piscou várias vezes antes de distinguir muitas pessoas de batas verde-limão ao redor do que seria sua cama, pessoas que ele não fazia noção de onde tinham vindo.

Olhou atordoado para o seu lado direito e as pessoas o fitavam com certa expectativa no olhar, guiou o pescoço dolorido para o lado esquerdo e as pessoas que bloqueavam sua visão para a cama ao lado saíram rapidamente, abrindo um vácuo e permitindo que ele tivesse a visão de Lilian Potter deitada a poucos centímetros dele. Seu coração saltou descontrolado e seus olhos brilharam de emoção, em um impulso incontrolável ele tentou se levantar para chegar até ela, mas quase caiu da cama.

-O senhor não pode, ainda esta fraco.

Tiago ouviu a voz de uma mulher, mas nem sequer a olhou, seus olhos estavam fixos em Lilian que dormia, então ele se lembrou de Harry, olhou pela sala tentando ver alguma coisa, mas não havia nada. Algo se remexeu em seu estômago.

-Harry... onde está o meu filho? - Tiago ouviu sua voz sair estranha.

-Ele está bem... está na casa dos tios.

Tiago olhou confuso, ele estava na casa da irmã de Lilian? O mais importante havia sido resolvido, ele estava bem. Eram tantas perguntas em sua cabeça.

-O que aconteceu? A Lilian está bem? E o Vol...

-Senhor Potter não é bom que o senhor fale muito, estava em coma, ainda está fraco. - Richard havia chegado aos tropeços na sala.

Tiago o encarou enquanto ele explicava como haviam os levado para o hospital e ministrava algumas poções revigorantes nele e em Lilian.

-Porque Harry não ficou com Sirius? Ele é o padrinho dele. - Ele questionou assim que Richard concluiu seu relato.

A grande quantidade de curandeiros que se encontrava na sala calou-se. O clima pareceu estranho para Tiago e ele notou que alguns até mesmo saíram da sala rapidamente. Havia algo errado, ele estava começando a ficar nervoso. O que diabos havia acontecido?


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N/B Pam: Esse capitulo não poderia ter um nome melhor. Quando a Paty disse que a escolha de Lily mudaria muitas coisas, eu brinquei que seria o efeito borboleta. “O bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo”. A Lily foi a borboleta desse capitulo, ela com sua coragem e amor decidiu ficar ao lado do Tiago e lutar para salvar sua família, sem medo de se sacrificar. Fiquei tocada com a atitude dela, assim como com o desespero da Deise, que viu seu chão sumir diante da suposta traição do Sirius. Mas tudo será resolvido não é? *Pamela suplicando para Paty* To com saudade dos bbs dessa fic! E tá chegando um novo aí...tomara q seja a cara do pai! Rsrsrs Capitulo de deixar o coração acelerado Mana! Amo-te...Beijos

N/B Pri: MANA!!!!!!!!!!!!!!!! Eu já disse que te amo???? Já mas hoje acho que é a primeira vez, hehehe. Só você pra me dar uma alegria dessas. Eu lembro quando comecei a ler Cansei, que te disse que não lia fic dos marotos porque me deixava angustiada e triste, aí você me convenceu que valeria a pena. E voilá! Valeu. Você não deixou que eles morressem!!!!! “Daqui pra frenteeeeeeee, tudo vai ser diferenteeeeeeeeeee” *Pri cantando desafinada* Queridos leitores, aguardem que em breve o último capítulo dessa maravilhosa história!!!! Bjks da Pri

N/A: Meus comentários depois pessoal, primeiro os agradecimentos:

Jeh – Não duvide de mim hauahuahau... eu disse que teriamos um final feliz, me aguarde rssss... beijos.

Beca Black – Odiou o final? Mas deve ter gostado desse heim? (pisca) Beijos e obrigada peo comentário e pelo carinho.

Carla Ligia Ferreira – Vcs são tão pessimistas rsssssssss... beijos e obrigada pelo comentário.

Shigure Black – Muito obrigada pelo comentário e espero que tenha gostado.

Evoluxa Black e Samy Potter – Como assim o Tiago e a Lily precisam morrer para termos HP? (bate o pé) não, não... ainda teremos tudo e mais os dois rssssss...

Pamela Black – Beijos mana querida e obrigada por tudo viu? Te amo.

Sally Owens – Sim mana eu prometi rssss... e eu cumpro como vc pode ver!!! Está ai parte da minha solução, beijos enormes mana.

Carline Potter – hauahuahauh... só assim mesmo pra vc comentar né? Rssssss... pra me cobrar, mas tudo bem, eu sou uma bruxa boazinha como vc pode ver. Beijos mana.

Tonks Butterfly – Mana obrigada por tudo e vc sabe que não sou má mesmo rssss... o final será lindo (pelo menos pra mim), espero que vcs gostem. Ah, eu ia esquecendo, campanha não mate os Potter? Hauahuaha... não será mais preciso rsssss...

Maira – Eu não sou má, sou boa viu? (cara de santa) Teremos ainda a segunda parte desse capítulo me aguardem.

Thamy gibson evans - Respira amore rsssssss... os Potter não vão morrer, pelo menos não pra mim rsss... beijos e obrigada pelo comentário.

Tatai Potter – Ah viu como eu aliviei? ( santa, santa) Vc verá no próximo capítulo, eu sou uma bruxinha que torce por final feliz, diferente da Tia Jô (sofrendo de sindrome pós-relíquias mortais). Beijos.

Lady Caos – Ai muito obrigada pelo seu comentário, espero que vc goste do final, to meio nervosa com esse negócio rsssssss... beijos enormes.

Gude Potter – Ah tudo bem eu não lanço uma azaração em vc... mas vc fica me devendo uma viu? Rssss... obrigada pelo comentário e volto a dizer que eu não sou má, tadinha de mim rssssss... poxa obrigada pelos seus elogios no comentário, minha humilde fic ser usada pela Jk??? (vermelha) Obrigada por participar da minha comunidade rssss... E tenho que concordar com vc, como o Reminho sofre... tadinho dele... mas as coisas estão melhorando, aguarde a segunda parte rsssss... beijos enormes.

Bianca Evans Potter – Harry-fofucho-que-desfaz-nó-de-cadarço hauahuahauh... calma mulher o Harry fofucho não vai ficar sozinho? (pisca) Eu concordo com vc (aperta a mão) A jk odeia os marotos!!!! (desesperada) eu to tão triste com isso... aff... mas eu mudo na minha fic, mudo mesmo (revoltada) hauahuah... beijos e obrigada.

Ina clara – Obrigada pelo comentário lindo e pelos pedidos de atualização rssssss... beijos.

Nanda Potter – Espero que vc goste do final, adorei seu comentário, muito obrigada e realmente o Sirius cansou hauahuahauh... beijos.

Livinha – BANDIDA!!! Ainda nem leu... aff... beijos.

Jhonatas Tiago Potter – OBRIGADA!!! É a única coisa que eu tenho a dizer (envergonhada) obrigada pelo seu carinho, obrigada por suas lindas palavras, obrigada pela capa, obrigada pelo trailer... OBRIGADA!!! (abraça) Valeu por me ajudar com as suas palavras, um grande e forte abraço!!! Viu que eu atendi o pedido? Não matei os Potter e espero que a minha explicação e meu jeito de contar as coisas teha sido bom pra todos vcs!!! E como assim eu esqueci vc nas respostas dos comentários??? (assustada) Não pode ser! Eu coloquei sim! Eu leio todos os comentários novamente!!! Aff... devo tá ficando doida mesmo hauahauhau... MAS ENTÃO UM ENORME OBRIGADA E DESCULPE!!! Ah, quem era o autor que tava elogiando minhas fics? (curiosa) rsssssss... beijos e obrigada novamente.

Biank Potter – Calma mana. Respira, expira, respira, expira huahauahua... eu sou boazinha esqueceu? (mais uma vez cara de santa) hihihihi...viu como seu conselho até que ajudou? Rssssss... apesar de eu já ter esse final desde o início rssss... mas saber que vcs gostariam que eu mudasse me ajuda, afinal, eu tava pensando se não iam querer me matar por alterar as coisas... e ainda estou pensando rssss... mas pelo menos vc não vai ser uma das que vai me matar rssssss... Beijos e espero que goste.

alana_miguxa – Todos apoiando o final feliz huahauahu... que bom, pelo menos não serei morta por alterar o final rssssss... Minha humilde história parece escrita pela Jk??? (vermelha) Ai que fofo!!! (abraça a leitora) Obrigada pela palavras lindas!!! Beijos e obrigada por tudo.

Dinha – Aff... nem me fale no último livro!!! Eu to deprimida hihihi... o que será que a JK tem contra os marotos??? Mas deixando isso pra lá... obrigada pelo lindo comentário e vou adicionar vc no msn sim rssss... mas se quiser pode me adicionar tb: patyolanda@yahoo.com.br (é assim mesmo rssss... é yahoo) Beijos e valeu pelo apoio.

Cuca Malfoy – Ah obrigada por ter lido minha fic, espero que goste do final. Beijos.

Dany Brigaderu – Obrigada pelo comentário viu? (abraça) Beijos enormes pra vc!


N/A – Olá pessoal, quero que saibam que adoro ler cada comentário e que essa fic significa muita coisa pra mim, é como um desabafo já que eu amo tanto os marotos e o fim deles não é muito bom como sabemos. Repetindo as palavras da minha Beta Pam: "O bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo” É exatamente isso pessoal. Eu Espero que todos gostem e saibam que é uma fic e que por isso o final foi alterado. Eu dividi esse último capítulo em 2 partes porque estava ficando grande demais e vi que poderia ficar cansativo, mas o outro já está quase pronto, faltam apenas alguns detalhes. Beijos enorme a todos e aguardem a segunda parte, eu vou postar ainda essa semana, pois já está quase pronto. Um beijo enorme na bunda de todos. Um beijo enorme e carinhoso para Pam e Pri minhas irmãs do coração.

Comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25567175

Forum: www.lumusmaximum.com

Ps: Uma outra fic está a caminho me aguardem hauhauahau... Fui...

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