Snape entrou na enfermaria correndo. Deitou Anna na primeira cama que viu e logo em seguida Madame Pomfrey veio em sua direção com uma enorme barra de chocolate nas mãos.
_ Eu sabia! Imagina o trabalho que vou ter hoje! Quanta falta de responsabilidade...soltar esses monstros numa escola cheia de crianças!
Ela parou ao ver Anna desacordada na cama.
_ Acho que chocolate não é o caso. Ela mal consegue respirar. - Falou Snape ofegante após ter corrido tanto.
A enfermeira tomou o pulso de Anna, em seguida abriu os botões da blusa dela, aliviando tudo o que estivesse atrapalhando sua respiração.
_ Não é para menos, um bando deles juntos...os alunos devem estar em frangalhos! Professor Snape, preciso que me traga raiz de angiosperma e o contra-sonífero. O mais forte que tiver e o mais rápido possível.
Snape virou os calcanhares e saiu apressadamente da enfermaria. Anna retomou a consciência demoradamente. Primeiro ouviu vozes abafadas, sua cabeça latejava, embora a tontura tivesse passado. Seu corpo ainda tremia de frio, e todos seus músculos doíam. As vozes foram se aproximando e ela permaneceu de olhos fechados. Sentiu alguém tirar suas botas e ouviu um estalido quando elas foram depositadas no chão.
_ Peço que se acalme, Dumbledore! Está tudo sobre controle.
_ COMO ESTÁ TUDO SOBRE CONTROLE? OS ALUNOS ESTÃO TREMENDO DE MEDO! E LOGO OS PAIS ESTARÃO MANDANDO CORUJAS ATRÁS DE CORUJAS QUERENDO UMA EXPLICAÇÃO, E VOCÊ ME DIZ QUE ESTÁ TUDO SOBRE CONTROLE CORNÉLIO?
_ Por favor Alvo, deixe-me explicar!
As vozes entraram na enfermaria e Anna finalmente abriu os olhos, a claridade ardia fundo em sua cabeça. Dumbledore e Cornélio Fudge estavam vermelhos como dois pimentões.
_ Se algum aluno entrar nessa enfermaria com qualquer conseqüência desse acontecido, qualquer que seja Ministro, você estará com seus dias contados!
_ Senhores por favor, peço que se retirem, ela precisa de repouso...
Dumbledore olhou para Madame Pomfrey, então para a cama, e só então notou a presença de Anna. Foi até ela e pousou sua mão na testa quente da moça.
_ Isso basta Cornélio, não vou tolerar suas ordens dentro do meu castelo! Não enquanto for diretor!
_ Alvo...não tínhamos escolha...
No mesmo momento Minerva entrou na enfermaria, andando nervosamente até o diretor, ignorando totalmente a presença do Ministro da Magia.
_ Os alunos se acalmaram Alvo, estão todos bem em seus dormitórios. Neville Longbottom sofreu um ataque de nervosismo, mas ficou bem melhor depois de comer uma barra de chocolate. Está tudo sobre controle agora...
_ Quero uma assembléia montada agora! Vou até o Ministério resolver essa falta de responsabilidade!
_ Mas que bobagem Alvo, como Ministro acho que isso não será preciso...
_ Diretor, não será melhor se partir pela manhã?
_ Não Minerva, receio que isto não pode esperar. Você está no controle do castelo. Agora, vão descansar, todos vocês!
Dumbledore saiu pisando pesadamente no chão de pedra. Cornélio Fudge, obviamente nervoso, foi atrás dele. Minerva sentou em uma cadeira ao lado de Anna, que enxergava tudo borrado a sua volta. Ela tentou falar algo, mas sua voz saiu num assopro. Minerva acariciou seu braço.
_ Não diga nada querida, você ficou muito abatida. Papoula cuidará de você.
Snape entrou na ala hospitalar carregando um vidro cheio de plantas e uma garrafinha que borbulhava fumaça para todos os lados. Entregou-os a enfermeira e postou-se ao lado de Minerva. Anna tentou se sentar, mas alguém forçou-a novamente contra a cama.
_ Que diabos...o que...o que foi aquilo? - Conseguiu finalmente falar, sua voz rouca.
_ Não se esforce querida... - falou Papoula misturando as raízes com algo em uma garrafa branca, adicionando então o líquido borbulhante que Snape havia trazido. Despejou a mistura num cálice. - ...você já estava fragilizada com sua perda, precisou desses monstros para derrubá-la de jeito. Vou te falar...do jeito que você chegou aqui, eles devem ter sugado sua energia com vontade.
Anna sentou na cama, apoiada nos travesseiros. Enxergando bem melhor. Madame Pomfrey aproximou o cálice de seu rosto.
_ Beba isso. Professor Snape trouxe uma poção, vai te fazer bem.
Anna olhou desacreditada para o rosto da enfermeira.
_ Eu não vou beber isso.
_ Vamos menina, não tem gosto ruim.
_ Sai fora, não vou beber nada preparado por ele!
_ Você precisa disso, está muito fraca...
Anna sentiu-se repentinamente envergonhada. Os três olhavam para seu rosto fica melhor. Não havia necessidade de tanto alarme. Sentou-se com as pernas para fora da cama e só então percebeu que sua roupa estava aberta e seu sutiã à mostra. fechou alguns botões da sua blusa e encarou seus pés.
_ Já estou bem...apenas me dê um chocolate, ou alguma coisa...
Snape se aproximou, prendeu as pernas de Anna contra a cama com seu corpo; com uma mão segurou os braços dela pelas costas, de modo que ela não se mexesse. Com a mão livre tomou o cálice das mãos de Madame Pomfrey, soltou os braços dela rapidamente e numa fração de segundo abriu sua boca dolorosamente, despejando todo o conteúdo na garganta dela, pega de surpresa. Por um instante ela achou que iria engasgar. A poção desceu velozmente, era quente e doce, como chá. Então ela tossiu e chutou a perna de Snape, que recuou para trás.
_ Idiota. Aposto que está tentando me envenenar...
Anna se levantou, juntou suas botas e encarou os três. Seu rosto vermelho e quente de dor.
_ Já vi demais por hoje, vou me deitar.
Caminhou até a porta desajeitadamente e saiu pelo corredor. Minerva foi atrás dela, deixando Snape e Madame Pomfrey sozinhos.
_ É professor, essa aí é osso duro de roer. Também coitadinha, está passando por maus bocados...mas vai melhorar com a sua poção. - Ela deu as costas e foi até seu escritório rindo. - Francamente, envenenar...
Snape caminhou até a porta e observou o corredor vazio.
_ É...pelo menos hoje não...
Foi até o salão de entrada, então para as masmorras. O castelo agora estava num silêncio agourento. Seus passos ecoaram pelo corredor abafado até a entrada de seus aposentos. Foi até seu quarto e tirou a capa preta, jogando-a na cama. Despiu seu casaco, ficando só de camisa, o perfume dela impregnado em suas roupas. Deitou-se, só agora seu corpo latejando de dor e cansaço. Virou de barriga para baixo, seu rosto espremido no tecido quente do travesseiro. Então uma imagem apareceu automaticamente em sua cabeça, algo que ele não havia pensado antes. O unicórnio negro. Seu patrono e o de Anna afugentara todos os dementadores. Ele nunca havia visto algo assim, tão forte e poderoso, capaz de dar fim a uma invasão como aquela. Adormeceu com essa imagem em sua mente. Acordou totalmente atordoado, com batidas na porta. Saiu do quarto até a sala e foi ver o que era. Com olheiras imensas nos olhos, Anna entrou como um furacão nos aposentos do professor.
_ Ah não, que foi agora? Sabe que horas são?
Snape fechou a porta e apoiou o corpo sonolento no batente.
_ Quatro e meia da madrugada e eu ainda não consigo dormir por sua culpa!
_ E essa foi a melhor desculpa que você achou pra vir até aqui me encher a paciência novamente?
_ Olha o que você fez!
Anna virou de costas e levantou a capa e a blusa, deixando suas costas nuas. Bem acima da tatuagem havia uma enorme mancha vermelha. Snape não notou logo de cara qual era o problema, tal sua atenção no desenho nas costas dela.
_ Então? - perguntou ela.
Só então ele notou a mancha. Ajoelhou-se atrás dela, segurando-se na sua cintura. A pele de Anna arrepiou-se. Snape passou sua mão na mancha, estava gelada. Então chegou a uma conclusão.
_ É uma reação alérgica.
_ Sério? Eu não tinha percebido!
Snape se levantou, foi até o armário e tirou de dentro um pequeno pote de metal. Entregou a ela.
_ Passa isso. Acho que resolve.
_ Você acha...? ...De qualquer modo, eu preciso dormir! Aquela coisa nojenta que você enfiou na minha garganta tirou meu sono totalmente, e eu não agüento de tanto cansaço.
_ Meu estoque está vazio, não posso fazer nada.
_ O QUÊ?
_ Xiiiiiiiiiu, fala baixo!
_ Quem é você para mandar em mim? Eu falo no tom de voz que quiser!
_ Sabe, pra uma mulher tão pequena você tem uma boca muito grande!
_ Sabe... - Começou ela imitando ele. - ...pra um homem tão arrogante você tem um... -
Ela parou no meio da frase, percebendo que entrara em terreno perigoso ao deixar escapar essas palavras e olhando a cara de interesse dele. - ...esquece!
_ Não, agora fala...vai continua...
_ Não!
Snape sabia o que ela estava pensando, cruzou os braços, sorriu maliciosamente e aproximou-se dela.
_ Você não achou isso, gemendo como louca naquele corredor.
_ Você realmente se acha não?
_ Eu sei o que eu ouvi, o que eu senti. Você gozou fácil naquela noite.
_ Prepotente! Você não é lá essas coisas...precisa rever seus conceitos.
Snape sentiu uma repentina vontade de fazê-la engolir tudo o que dizia. De provar que podia fazê-la revirar os olhos.
_ Tive uma idéia, vem cá, depois disso você vai dormir rapidinho.
Ele deitou-a em sua escrivaninha. Afastou as vestes dela, tirou sua calça, deixando-a só de calcinha. Abriu as pernas dela e com um movimento brusco puxou-a mais perto de si. Sentou-se de frente a ela, tirou sua calcinha delicadamente. Beijou suas pernas e foi descendo até suas coxas. Anna relaxou, estava deliciosamente arrepiada, queria que ele sentisse seu gosto. Snape chegou em sua virilha, sua língua passeando pela pele quente dela. Anna gemeu, encorajando-o a ir em frente. Ele segurou as pernas dela em volta de seus ombros e sua boca finalmente achou seu alvo. Beijou seu clitóris delicadamente, estava latejando. Ele sabia que estava levando ela à loucura, lentamente, queria isso, queria vê-la implorar, queria provar tudo o que ele podia fazer. Seus lábios roçaram na pele vermelha dela, que revirou os olhos. A ponta de sua língua quente tocou-a bem na entrada de sua vagina, subiu até o pequeno ponto de seu clitóris e desceu novamente, dessa vez mais fundo. Lambeu-a, seus lábios sugando os grandes lábios. Um arrepio subiu pela espinha dela, que não conseguiu segurar um gemido alto. Num impulso pousou suas mãos no cabelo dele, acariciando, pedindo mais, seus movimentos eram incríveis. Snape foi mais fundo, indo e voltando com a língua, suas investidas deixando-a cada vez mais molhada. Mordeu o clitóris de Anna, os braços agora estendidos por baixo da blusa dela, cada mão agarrando um seio, apertando seus mamilos. Anna gemia, falando o nome dele, querendo mais. Abriu mais as pernas. Snape enfiou a língua nela novamente e ficou assim, movendo-se dentro dela. Então se levantou e ficou frente a frente com ela. Ela se contorcia de prazer. Sabia que ele era sua perdição: seu maior ódio e seu maior tesão. Ainda de pé ele deslizou um dedo dentro dela. Moveu-o com vontade e facilidade, ela estava chegando lá. Empurrou-a com a perna até a cabeça dela chegar na quina da outra ponta da mesa. Apoiou o joelho na madeira e deitou sobre ela. Olharam-se fundo nos olhos, estavam brilhando, pedindo mais. Snape mordeu o lábio inferior dela e soltou-a. Seu dedo ainda investindo no meio das pernas dela. Anna jogou a cabeça para trás, fechando os olhos, ele estava levando-a a loucura. Gemeu por entre os lábios fechados.
_ Implora pra mim vai...fala que quer mais...
_ Hummm, não para...ohhh, assim Severo...mais fundo...
_ Admite que quer, fala que está adorando...
A voz de Snape saiu como um grunhido, ele também estava explodindo de desejo.
_ Ahhhhhhhh, assim...me fode gos...isso...hummm.
Ele investiu mais um dedo. Um calor subiu pelo corpo dela e então aconteceu. Snape sentiu sua contração com a mão ainda dentro dela. Seu líquido quente delatando um orgasmo delicioso. Snape sentiu uma ereção aparecer por entre sua calça. Anna também a sentiu quando ele apoiou seu corpo no dela. Empurrou o corpo dele para o lado e sentou em cima do seu quadril. Levou sua mão até a ereção insistente dele e beijou sua boca delicadamente. O coração de Snape agora batendo fora do compasso. Pressionou o volume na calça dele, fazendo-o gemer, e levou sua boca à orelha dele, sussurrando.
_ Foi uma experiência incrível...professor.
Com essas palavras, levantou-se, abaixou sua capa, cobrindo suas pernas, pegou sua calça e saiu da sala dele. Snape olhou aquilo como se fosse mentira. Não acreditava que ela tinha sido sacana o suficiente para aproveitar e deixá-lo ali, sozinho e excitado. Esmurrou a escrivaninha com o pulso fechado, abriu o zíper e liberou a tensão sozinho.