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11. Monte Ararat


Fic: Frio da Alma


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry tivera dificuldade em se manter na moto sem tocar Rony, que estava a sua frente, a trilha era esburacada, havia raízes altas e às vezes solo escorregadio. Foram quatro horas de moto até que o combustível acabara, justamente onde a mata ficava fechada demais para que continuassem.


 


-Bom, hora de caminhar um pouco. –Hermione diz assim que desliga a moto. Harry saltara rapidamente, antes que Rony esbarrasse nele.


 


-Ainda estamos muito longe do local onde fica a tal erva? –Rony pergunta olhando para cima e vendo que havia muito até o topo.


 


-Como já está tarde, creio que possamos caminhar mais duas horas até encontrar um local para passar a noite. Quando amanhecer vai faltar mais ou menos uma hora para alcançarmos território curdo e aí vamos depender da sorte. –Hermione explica dando uma olhada no mapa que havia feito com base no livro e em um mapa cedido por Adrian.


 


-Então melhor começarmos logo. –Harry diz já com a mochila nas costas, Rony também estava pronto.


 


-Eu vou desfazer as mudanças que fiz e enviar a moto para a loja onde a aluguei, há um local mais discreto que ninguém deve estar olhando quando a moto chegar. –Hermione diz colocando a mochila nas costas.


 


-Então vou... hã... ao banheiro. –Rony avisa meio sem jeito e se afasta.


 


-Eu também vou, estarei perto. –Harry avisa e Hermione acena que estava tudo bem.


 


Quando os dois voltaram, Hermione havia acabado de enviar a moto. Sem falar qualquer coisa, ela apenas fez sinal para seguirem e começou a caminhar à frente, observando o mapa e levando a varinha na mão para conferir a direção que seguiam.


 


Havia se passado duas horas e meia, quando finalmente o trio encontrou um local onde poderiam passar a noite. Não possuíam colchões, cobertores, ou mesmo panelas, mas haviam comprado algumas garrafas de isotônico e sanduíches naturais e biscoitos. Por estarem perto do acampamento dos guerrilheiros, não poderiam acender fogo e o máximo de luz que poderiam produzir seria o lumos .


 


Rony comeu e rapidamente se deitou, apoiando a cabeça na mochila, usando-a como travesseiro e minutos depois seus roncos soavam com um baixo motor pela floresta. O cansaço mental e físico tornaria os roncos ainda piores que o normal.


 


- Silencio -Harry lança o feitiço em Rony, fazendo-o se calar. –Ele acabaria chamando a atenção de algum vigia ou algum bicho. –Se justifica ao olhar para Hermione, deitada a sua frente, a cabeça usando a mochila como travesseiro.


 


-Fez bem. –Ela responde sorrindo levemente. Ele permaneceu sério. –Ainda está chateado comigo? –Ela pergunta um pouco sem jeito, as faces ganhando tons róseos.


 


-Só preocupado. –Ele responde, mas ela o olha sabendo que havia mais. –Ok, eu não consigo deixar de pensar naquilo... quer dizer, não é como se eu estivesse te culpando, só é tão horrível que ele possa acariciar seu rosto e te abraçar. –Harry se interrompe, escondendo o rosto nas mãos, estava profundamente irritado consigo mesmo.


 


Surpreso, ele sente um toque suave em suas mãos, porém sabia que não era a mão dela, a textura era bem familiar. Teve que segurar o riso, afinal só mesmo Hermione para ter uma pena sempre à mão.


 


-Não vai olhar pra mim? –Pergunta mordendo o lábio, tensa. –Por favor. –Pede em tom próximo a súplica. Harry respira fundo, logo depois cruzando os braços sobre os joelhos, apoiando o queixo e deixando que ela visse seu sorriso. –Bem melhor. –Diz também sorrindo. –Não quer deitar ao meu lado? –Pergunta em tom cúmplice.


 


-Não seria uma boa idéia, afinal eu tenho que ficar de vigia. –Harry fala tentando manter o tom sério, apesar de estar muito tentado em ceder.


 


-E qual a diferença de vigiar sentado ou deitado? Está com medo de dormir? –Pergunta sem entender muito.


 


-Não, tenho medo de me distrair. –Responde olhando para os lábios róseos e semi-abertos da namorada, os quais sorriram insinuantes e satisfeitos.


 


-Só um pouco até eu dormir, garanto que não demora. –Ela insiste, apesar de não parecer nem um pouco sonolenta.


 


-Espero que haja muitos herbívoros por aqui. –Harry diz enquanto pegava sua mochila e colocava a meio metro dela. –E que Rony não sinta falta de seus roncos. –Acrescenta enquanto se deitava.


 


-Posso azará-lo para garantir mais privacidade. –Ela diz enquanto se aproximava um pouco mais dele. Harry apenas ergue uma sobrancelha como se questionasse a veracidade das palavras dela. –Brincadeira, Harry! –Ele suspira aliviado, fazendo-a rir.


 


-Você é tão quente. –Diz ao sentir o hálito dela em seu rosto, a própria proximidade dos corpos irradiando o calor do corpo dela contra sua pele anormalmente muito fria. –Não sente frio estando perto de mim?


 


-Não. –Responde olhando para um de seus dedos a dois centímetros da mão dele, sua face ganhando tons rubros. Harry reage com um grunhido que a faz olhar para ele. –O que houve? –Pergunta apurando os ouvidos para ver se percebia algo.


 


-Nada. –Responde mal humorado, fazendo-a olhá-lo desconfiada. –Só esquece. –Diz pegando a pena da mão dela e levando-a até sua face.


 


-Não queria ter que dormir. –Fala bocejando, ficando ainda mais sonolenta com o roçar da pena.


 


-Amanhã será um dia longo.


 


-Depois também. Não vou descansar até estar com a poção pronta. –Hermione diz com o olhar cheio de determinação.


 


-Ela pode não funcionar. –Harry diz em tom profundo, aquela hipótese ficava martelando em sua cabeça.


 


-Me recuso a pensar nisso. –Hermione estava convicta de que iria dar certo, pelo menos precisava acreditar nisto.


 


-Está tão difícil assim pra você? Tão pior do que o que você tinha imaginado? –Pergunta quase cabisbaixo, o olhar perdido além dela.


 


-Inicialmente considerei o fato de estar apaixonada, de você ser mais lindo do que deveria, –Harry sorriu visivelmente orgulhoso – até mesmo levei em consideração aquele roçar de lábios, contudo não podia imaginar que pudesse ser tão carinhoso, charmoso, provocante. Parece que gosta de me torturar. –Apesar do tom dela ser sério, Harry riu envaidecido.


 


-Vou tentar me conter, querida, prometo. –Diz fazendo a pena que estava no pescoço, a caminho do colo, descansar entre eles. –Agora feche os olhos e descanse.


 


-Só prometa que ficará aqui. –Pede enquanto fechava os olhos.


 


-Eu prometo. –Harry responde a milímetros dos lábios dela, depois recua e volta a deitar sobre a mochila.


 


***************************************************************


 


Ao nascer do sol, Harry acordara os amigos e em poucos minutos os três estavam caminhando. A floresta era formada por árvores de tamanho pequeno e médio, muitos carvalhos e algumas oliveiras, intercaladas a elas havia alguns tipos de arbustos. A temperatura era agradável apesar do tempo um pouco seco.


 


Enquanto caminhavam procuraram ficar atentos a qualquer ruído, porém só após quarenta minutos de caminhada puderem ver algum sinal de presença humana. Uma tênue fumaça vinha na direção deles trazendo o cheiro de carne assada, o que fez o estômago de Rony roncar alto.


 


-Shhh! –Harry fala ao amigo que dá de ombros, afinal não havia como controlar seu estômago. –Em que direção temos que ir? –Pergunta a Hermione em um sussurro e ela aponta para a direção que deveriam seguir. –Eu vou à frente... não adianta reclamar. Vou fazer um sinal caso possam me seguir, vocês me darão cobertura.


 


Mesmo sem gostar muito, os dois concordam, mantendo-se com suas varinhas firmes em suas mãos e os olhos e ouvidos atentos. Harry andou agachado alguns metros, observou uma trilha e viu alguns telhados rústicos, o que indicava que estavam perto do acampamento dos guerrilheiros e a vigilância aumentaria. Um exame minucioso no chão e viu que não havia rastros, então aquele ponto era seguro. Com um aceno discreto, chamou Rony e Hermione, que seguiram também abaixados e silenciosos até onde ele estava.


 


-Estamos muito perto, então fiquem atentos também a marcas. –Harry sussurra apontando para onde se podia ver um telhado e os dois concordam.


 


Novamente Harry segue a frente, tentando se ocultar nos arbustos e árvores. A tática funcionara bem por quase trezentos metros, quando alguns homens caem das árvores com armas automáticas engatilhadas, apontando-as para a cabeça deles.


 


-Esquecemos de olhar pro alto. –Rony murmura irritado e logo depois leva um pisão do guarda atrás de si.


 


-Americanos? –Um dos guardas pergunta com forte sotaque. Eles tinham uma aparência árabe, trajavam uniformes militares verdes e uma espécie de turbante na cabeça.


 


-Não! Ingleses, meu passaporte está no meu bolso. Quer ver? –Hermione diz ao guarda que fizera a pergunta.


 


-Sim, passaporte. –O mesmo guarda fala com um sotaque forte, estendendo a mão para Hermione.


 


Ela levara a mão livre vagarosamente até a parte de trás, como se fosse buscar algo no bolso de trás da calça. Deu um passo vacilante para o lado, como se tivesse dificuldade em pegar o passaporte, mas bastou uma troca de olhar para Harry entender que ela estava os colocando em posição triangular.


 


-Somos turistas, queríamos chegar ao topo do monte. –Ela fala tentando aparentar estar assustada, o passaporte tremia em sua mão. Atrás de si o guarda falara algo e o que estava atrás de Rony riu malicioso, o que fez Harry segurar mais firme sua varinha.


 


-Não vão querer ir até lá. –O jeito como o líder falara, fizera um tremor autentico percorrer a coluna de Hermione.


 


No momento em que o líder olhara o passaporte, as três varinhas se moveram rápido e os três guardas ficaram paralisados. Harry fizera um discreto sinal para cima, afirmando que havia guardas no alto. Rony faz um gesto apontando um tronco caído no chão, provavelmente uma árvore quebrada durante uma tempestade com raios. Harry então faz uma discreta contagem de três com os dedos.


 


No três, Hermione lançara uma língua de fogo na direção do acampamento, Rony levitara o tronco para cima deles e Harry pegara o passaporte de Hermione enquanto explodia a árvore a frente dele, a única que teria posição para mirar neles na rota de fuga.


 


-Atrás de mim! –Harry diz aos amigos, retirando a espada das costas com a mão esquerda, mantendo-a a frente de si, enquanto a direita mantinha a varinha na linha da cintura.


 


O fogo ganhara força muito rapidamente, o tempo seco ajudava, a fumaça negra encobria as visões do topo das árvores e com isso diversos sons de pessoas pousando no chão ecoaram. Hermione estava entre Harry e Rony, sua visão totalmente encoberta pelos rapazes, porém Rony também não conseguia ver nada atrás de si devido a fumaça, porém a frente a expectativa não era boa.


 


-Pros lados! –Harry ordena em tom grave e, Rony que já havia visto, salta para o lado levando Hermione junto.


 


Os guerrilheiros haviam formado uma barreira e estavam com arma em punho, parecia um pelotão de fuzilamento. Assim que Rony e Hermione se jogaram, Harry usou um feitiço criando um vento, que fez as folhas voarem e  a fumaça avançar na direção deles com força, impedindo-os de enxergar Rony e Hermione e transformando Harry em uma sombra.


 


Harry guardara a varinha, já haviam abusado do uso de magia na frente dos trouxas, então empunhou a espada com as duas mãos, acelerando a corrida sem se importar com os tiros, os quais tendiam a errar razoavelmente pela péssima visibilidade e pela velocidade que ele atingira. Assim que alcançou o grupo, Gram já havia lhe tomado o controle do corpo, mas desta vez Harry estava sintonia com a espada, queria destruir os inimigos e isso era a única coisa que importava.


 


O grito do guerrilheiro, atravessado pela lâmina, fez os outros se dissiparem, alguns correndo assustados. Harry avançava quase sem enxergar, seus ouvidos doíam pelo barulho da saraivada de tiros, porém Gram sabia muito bem para onde ir, como se ela sentisse o pulsar do sangue dos inimigos e o seguisse.


 


Rony e Hermione viam a fumaça começar a se dissipar, diversas sombras estavam espalhadas, parecendo perdidas, tendo enxergar a sombra que possuía a lâmina brilhante, porém sabiam que eles não acertariam. Quando Harry lhes contara que a espada o dominara completamente durante o teste, eles imaginaram um boneco sendo movido pela espada, um fantoche sem jeito, entretanto Harry, naquele momento, só poderia ser descrito como um demônio sedento por sangue. A movimentação da sombra guerreira era ágil, porém forte, o que junto à precisão dos golpes tornava-os mortais.


 


Rony havia contado  quinze guerrilheiros, o primeiro fora morto com a lâmina lhe atravessando o centro, entrando e saindo do corpo como se fosse faca em manteiga. O próximo estava à direita, tentara acertá-lo com o apoio da arma, mas Harry pareceu não sentir, girando e lançando a lâmina para cima, decapitando facilmente o guerrilheiro, chutando sua cabeça antes que tocasse o chão e acertando um terceiro que atiraria em si. Uma saraivada veio de muito perto e Harry se colocara atrás do corpo sem cabeça, usando a espada para arrancar o braço daquele que havia sido atingido pela cabeça, depois atingindo-o com um chute na altura do estômago e por fim cravando a espada nas costas, rompendo-lhe a espinha. Com um rápido movimento, retirou a faca de caça da cintura do morto que estava atrás de si e lançou contra o que atirava em si, acertando-o no meio da testa. Um tiro lhe rasgou o braço de raspão, mas a dor se dissipou na adrenalina, havia cinco em fila e começando a atirar em sua direção, por isso ergueu com um dos braços o guerrilheiro caído a sua frente e o usou de escudo, correndo na direção dos guerrilheiros, que esvaziam seu pente no colega, sem realmente enxergá-lo, Harry só precisou erguer a lâmina e dançar com ela para cima, arrancando a cabeça dos inimigos em menos de dois minutos. Os outros corriam, não podiam lutar sem ver, mas Gram não iria deixá-los sair do campo de batalha, então foi a frente, forçando os músculos das pernas de Harry, usando o máximo da explosão muscular dele para rapidamente alcançar um, lançando com toda força a lâmina em horizontal de modo a partir o guerrilheiro ao meio, sem que precisasse diminuir seu ritmo de corrida, já mirava outro que ia mais a frente e lançou-lhe Gram na nuca, segundos depois pulando sobre o corpo e retirando a espada, lançando-a de novo, desta vez girando e decapitando o inimigo, prepara a passada e novamente chuta a cabeça atingindo o próximo alvo na nuca, fazendo-o cair, dando tempo para que recuperasse Gram.


 


-Chega! Vamos embora! –Hermione diz ao alcançar Harry e se jogar em seus braços. No primeiro momento Harry urrara e a empurrara com violência, mas mantendo-se de pé pronto a atacar, mesmo com todas as células gritando de dor.


 


-Deixa de ser imbecil! –Rony, agora lhe abraçara por trás, os braços longos e fortes do ruivo se fechando na linha da cintura de Harry e o erguendo no ar.


 


-Vamos embora. –Hermione diz apertando com um dedo o meio do pulso de Harry, fazendo-o soltar Gram.


 


Rony sentira o amigo desmaiar e só pôde pedir desculpas mentalmente, colocando Harry sobre um dos ombros e correndo. Hermione vinha logo atrás de si com Gram presa no cinto, a varinha em uma das mãos e na outra uma metralhadora automática.


 


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Com um jato de água fria no rosto, Harry acorda assustado e espavorido, mas o movimento faz o corpo gemer, seus músculos pareciam liquefeitos. Caiu sem conseguir sequer um gemido de dor, mesmo suas cordas vocais pareciam não querer colaborar, apenas os olhos giravam, buscando reconhecer onde estava.


 


-Até que enfim! –Hermione está terminando de recolher à segunda amostra. –Rony diz ao ver que ele parecia desperto.


 


-O que houve? Me lembro de ir até o pelotão, lutar com alguns, mas é vago. –Harry diz com a voz fraca, tentando ainda retomar o controle de seu corpo.


 


-Hermione e eu fomos até você, queríamos te parar. Veja, você detonou os caras, alguns saíram correndo em pânico. Ela te alcançou primeiro e se jogou sobre você, te abraçou na esperança de fazê-lo parar mesmo que com dor, mas você a empurrou forte e ia correr atrás dos caras, quando o abracei por trás, fechei o braço ao seu redor e te tirei do chão, Hermione tirou a espada da sua mão e aí você desmaiou. –Rony relata sem entrar nos detalhes do tipo: você chutou cabeças nos caras.


 


-Se uma manada de hipogrifos tivesse me atropelado, eu estaria melhor. –Harry diz fazendo força para se por sentado. –Eu não machuquei você ou ela, não é? –Pergunta tentando achá-la em meio a um campo coberto por arbustos e ervas.


 


-O único machucado foi você, mas a Hermione já cuidou do corte, deve ter sido um tiro de raspão. –Rony diz e aponta para o braço de Harry.


 


-Não podemos voltar descendo o monte, eles devem ter organizado equipes de busca para vir atrás de nós. –Harry diz tentando se por de joelhos, usando a espada embainhada como apoio.


 


-O incêndio parece ter sido contido agora a pouco, então realmente não temos tempo. –Rony concorda pegando a mochila de Harry e pondo nas costas junto com as suas.


 


-Sem problemas, vamos voltar com uma chave de portal. É uma coisa que andei praticando para alguma eventual necessidade. –Hermione diz voltando com uma caixa nas mãos onde havia três vasos com ervas devidamente plantadas. Contudo, o que chamava atenção, era a metralhadora semi-automática que repousava na sua frente.


 


-Três? –Harry pergunta e depois respira fundo, tentando se por de pé.


 


-Só preciso de um pra fazer a poção, mas é bom ter um segundo caso eu erre em algo. O terceiro é para a Prof.ª Sprout, talvez ela consiga fazer a erva ser cultivada em Hogwarts.


 


-Sempre pensando em tudo. –Rony diz mais como um comentário do que uma crítica. –Agora vamos logo sair daqui? –Pergunta impaciente, o ronco de seu estômago evidenciou seus motivos.


 


Antes que Hermione pudesse responder, um raio vermelho entrou no campo de visão deles e destruiu um dos vasos, o impacto fazendo Hermione cambalear e cair. Harry e Rony entraram em alerta e rapidamente viram seis comensais alguns metros atrás deles.


 


-Soltem suas varinhas agora mesmo. –O comensal ordena em tom firme, porém havia um sotaque diferente, provavelmente eram locais ou de um país próximo.


 


-Vamos, Potter, aproveite a oportunidade que o mestre está lhe dando. –Outro comensal diz. Harry e Rony se entreolharam.


 


Hermione estava de joelhos, preferia não fazer movimentos bruscos e precisava proteger os vasos com as ervas. Harry estava muito fraco, não conseguiria lançar nem um expelliarmos, Rony estava melhor fisicamente, porém carregar Harry até o campo e sem muito que comer, também não estava lá em condições de duelar com seis bruxos, ao menos de modo justo.


 


-Tudo bem. –Harry diz em tom derrotado. –Eu vou jogar minha varinha, mas Rony e Hermione mantêm as dele, assim vocês poderão me levar e eles ficaram aqui e bem.


 


-O mestre quer os três, vivos ou mortos, e esta é a única escolha que vocês têm. –O comensal diz de modo inflexível, não estava lá para ser bonzinho com ninguém.


 


-Tudo bem, nós vamos jogar nossas varinhas. –Harry diz e logo depois joga a dele, aproveitando a distração para puxar a espada um pouco para fora da bainha, buscando se conectar com Gram. Hermione joga a sua a seguir e então por último Rony.


 


-Muito bom, ótimo saber que tem bom senso. –O comensal diz satisfeito, fazendo sinal para que três deles avançassem para imobilizar os prisioneiros.


 


Assim que os três estavam a um metro deles, ao mesmo tempo, Hermione atirara derrubando dois da linha de trás, Rony pulara sobre dois que estavam perto e Harry decapitara o terceiro. Hermione já estava de pé e atiraria no líder, mas sua arma disparou água, obviamente atingida por um feitiço do líder dos comensais. Harry cravara a espada em um dos comensais caídos e Rony socava o outro no chão.


 


-Levantem-se! –O líder grita para os baleados que se moviam em agonia no chão. Ao mesmo tempo lançara uma enorme esfera roxa nos três jovens, que os obrigou a saltar para desviar do feitiço.


 


Rony conseguiu cair perto de suas varinhas, jogou uma para Hermione e pegou outra, Harry já disparara com espada em punho. O comensal lançou diversos feitiços, porém Gram bloqueava todos, conseguindo rebater alguns na direção do comensal. Hermione conjurara correntes no comensal que Rony deixara tonto, enquanto Rony lançou um feitiço no líder, que ao ter que defender, abriu guarda para o avanço de Harry, o qual, com a espada em punho, perfurou o escudo mágico e atravessou o comensal com sua espada, sorrindo vitorioso e olhando fundo nos olhos do comensal enquanto puxava a espada para cima, partindo-o ao meio.


 


Uma explosão ecoou no monte, abafando dois gritos e a pronuncia da maldição da morte, a qual foi na direção de Harry e bloqueada por Gram, que na mesma hora enfraquece, quebrando o elo com Harry que cai, completamente fraco. O comensal que lançara a maldição mortal começa a convulsionar, sendo socorrido pelo que lançara o feitiço explosivo.


 


-Como você está? –Hermione pergunta a Rony, se arrastando para se aproximar dele. Uma de suas pernas estava quebrada e sangrando muito.


 


-Não sinto meu braço, acho que ele quase foi arrancado. –Rony diz enjoado, ver seu sangue esguichando abaixo da manga da camisa era demais até para si.


 


-Fica quieto. Tenho que ajudar o Harry. –Ela diz olhando para frente, onde um comensal tentava fazer o outro parar de convulsionar. Balançou a cabeça negativamente, lançar a maldição da morte gravemente ferido era praticamente suicídio.


 


Hermione teve que se arrastar até alcançar sua varinha, Harry estava tentando se por de joelhos e o comensal que ainda tinha alguma condição de luta havia desistido do companheiro.


 


-Você irá morto, Potter. –O comensal rosna erguendo a varinha, parecia pronto a lançar não a maldição da morte, mas algum outro que poderia ser tão mortal quanto.


 


Harry se sentiu inútil, mal tinha força para se manter de joelhos, quanto mais atacar ou se defender. Porém, logo depois do anúncio da sua sentença de morte, um feitiço vermelho leva o comensal a nocaute.


 


-Querido, é melhor vir bem rápido porque não temos muito tempo. –Hermione chama Harry, enquanto apontava para a caixa e atraía-a até si. O cheiro de algo queimando a fez olhar para o lado, triste por ver o campo de ervas sendo consumido pelo fogo, mas não havia nada que pudesse fazer, só havia tempo para uma chave de portal antes que ela e Rony desmaiassem pela perda de sangue.


 


-O que há com Rony? –Harry pergunta se arrastando com a espada em mãos.


 


-Deve ter desmaiado pela dor ou perda de sangue, preciso que você segure com cuidado, mas firme o braço dele, para que possa ser curado, senão a viagem por chave vai fazê-lo perder o braço. –Harry engoliu em seco, Hermione tremia nervosamente enquanto pegava a metralhadora e mentalizava a enfermaria de Hogwarts, tentando lembrar-se de todos os mínimos detalhes. - Portus .


 


Harry estendeu sua mão para pegar a de Rony, colocando-a sobre a metralhadora, segura por Hermione que também segurava a caixa com as ervas, as únicas que escapariam ao terrível incêndio, o qual acabava com algo que poderia ser chamado de milagre da medicina bruxa.


 


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N/A: Oi, sei que vão dizer que tem um tempo que eu não posto, mas como já disse antes, eu posto as fics que a cada post reúnem mais comentários e esta infelizmente não tem muitos comentários.




N/A²: Não sei se as lutas ficaram tão legais assim, mas já deu pra sentir que Harry está cada vez mais integrado com Gram e que o treino físico de Lilith tem dado resultado, porque o que eles correram não foi pouco, Rony até carregou o Harry no braço! Falando em braço, que seqüelas podem ficar após essa batalha?




Dark Wizardd: Previsões pessimistas, rsrsrsrsrs, mas quem sabe não é? Hermione sabe proteger o que é seu e o Dumbledore, bom, digamos que ele não estará parecendo um bom velhinho no próximo capítulo.




may33: Eles passaram por um monte de perigos mesmo, mas não fica pensando no pior não, a poção vai ser útil sim e muito! Harry com ciúme é uma graça mesmo, gostaram tanto que eu vou ver se repito a dose rsrsrssrs.




James V Potter: Nesse cap teve uma partezinha HH como você queria. A montanha teve momentos tensos, a poção ainda temos que ver como vai ficar, já o Harry vendo a Mione com o carinha lá, não tem muito jeito, ela prometeu!




Baby Jones: Aniversário é mesmo algo que consome muito o tempo, então relaxa, sei que da próxima vez você vai comentar logo rsrsrs. A situação do Harry é meio parecida com Edward em Crepúsculo/Midinight Sun, mas um pouquinho pior talvez.




Márcio Black: Tadinho, o Harry sofrendo e você rindo dele? Como você é desalmado rsrsrssrs. Eu não sou demais, o Harry e a Hermione é que são perfeitos juntos. O capítulo, a pedidos do James V Potter, teve uma ceninha HH, então não foi só luta.


 


Andre L dos Santos: Deixa o Harry ouvir isso pra você ver! Rsrsrsrsrs Todo mundo gostou tanto do ciúme, que vou investir mais nisso! Amassos? Sei não, será? Gram deve dar o mesmo poder para todos, porque na verdade o poder é dela, o lance é que se o cara não tem a força mental do Harry, ela domina o cara que ta usando a espada. Nesse capítulo o Harry conseguiu se integrar mais a espada e ficar mais poderoso, ainda não consegue se controlar bem, mas em breve ele conseguirá.




Lucas Vinicius: A ervinha foi colhida, agora tem que cruzar os dedos pra ver se a poção vai funcionar.




Shay_Love_Potter_Granger: Ainda tem dúvida do que Harry fará depois de curado? Rsrsrsrs Quanto ao namoro, é muito bonito sim, apesar dos momentos não muito agradáveis como o desse cap, deu até dó deles.




Ana Rita: A situação era de fato muito parecida, mas qual será a pior? Você não poder ficar perto porque pode matar a mulher amada ou não poder tocar a mulher amada porque isso seria o suficiente para te derrubar? Eles deram tudo pra pegar a erva, agora é ver se vão conseguir curar o Harry.




Próxima Atualização: Herdeiros das Trevas.

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