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16. Anunciando um novo mundo


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Assim que a reunião com os ministros termina, Harry e Hermione deixam o Primeiro ministro em casa e aparatam no centro de Londres. Eram quase três da manhã, mas as ruas estavam movimentadas, havia uma quantidade considerável de jovens a vista, o que de certa forma surpreendeu Harry e Hermione, afinal haviam acabado de fazer tratados de guerra, a qual parecia não afetar nenhuma daquelas pessoas.


 


-E aí, o que pensa em fazer? –Hermione pergunta a Harry, que olhava para os lados curiosamente.


 


-Achar Caim e pedir um treino, o que acha? –Harry fala de modo tranqüilo, como se aquilo fosse o normal, mas surpreendendo Hermione.


 


-Que essas horas de discussão te deixaram doente! –Fala se segurando para não rir, ao que ele faz uma careta. –Tão bonitinho te ver crescendo e ficando responsável. –Diz segurando uma das bochechas dele, ao que ele responde tentando morder a mão dela.


 


-Caim está por perto. Vamos até lá? –Harry pergunta tentando se manter sério e ela concorda, segurando a mão dele para que ele os transportasse.


 


********************************************************


 


Caim estava em um fliperama, seus dedos passavam confusos e rápidos nos botões, enquanto os olhos estavam fixos nos golpes que Blanka dava em Ryu. Harry olhou para Hermione, que riu baixinho.


 


-Pelo visto você descobriu os jogos eletrônicos. –Hermione fala se aproximando e se posicionando ao lado do fliperama, rindo quando Caim rosnou ao ver seu boneco cair.


 


-Não dá pra usar meus poderes com eles. –Resmunga em resposta, dando espaço a Hermione que tomara seu lugar para o segundo round.


 


-Encare isso como um belo desafio. –Hermione responde rindo, os dedos se movendo com graça e precisão sobre os botões e alavanca. –Você só precisa de raciocínio rápido e prática, um jogador experiente também ajuda. –Assim que falava, faz um movimento giratório com a alavanca e pressiona rapidamente dois botões, fazendo um especial que derrotara Ryu.


 


-Como você fez isso? Você sabe jogar? –Caim pergunta estupefato, mas sorrindo amplamente, tomando novamente o lugar e tentando fazer como ela fizera.


 


-Hermione sabe tudo. –Harry responde rindo, apesar de estar um pouco surpreso. Hermione tinha a sobrancelha erguida em uma postura convencida.


 


-Me ensina a jogar? –Caim pergunta conte ao conseguir repetir os golpes que Hermione fizera.


 


-Vou fazer melhor que isso. Larga esse jogo agora e amanhã te apresentarei ao mestre dos jogos que me ensinou tudo que sei. –Tanto Harry quanto Caim a olharam surpresos, mas ela não se abalou.


 


-Deixa só eu tentar terminar, faltam quatro inimigos apenas. –Caim responde voltando a fixar a atenção no vídeo à frente, dessa vez mais animado com os movimentos novos.


 


-É impressão minha ou os games tomaram a posição número um no ranking das melhores coisas do século XXI? –Harry pergunta olhando a luta na tela.


 


-Número dois junto à comida! O número um sempre será das mulheres. Se os homens do meu tempo as vissem ficariam loucos, são todas maravilhosas. –Caim responde concentrado no jogo.


 


-Realmente, a maquiagem, as roupas e a forma física de hoje superam em muito o que havia no seu tempo. –Harry comenta em tom divertido, passando a olhar a expressão de Caim, que tinha a língua para fora e os olhos dançando frenéticos atrás dos bonecos.


 


-Quem liga pras roupas ou maquiagem! Elas tem todos os dentes e nenhum podre, isso já é maravilhoso. –Após essa declaração quase eufórica de Caim, Harry e Hermione trocam um olhar de nojo, dava pra imaginar o porquê Caim havia se isolado por milênios.


 


-Ah, droga! –Caim reclama quase rosnando, Vega havia desviado de seus golpes e usado seu especial para derrotá-lo. –Isso é um roubo!


 


-Você é que estava usando a estratégia errada. –Hermione o repreende, afastando-o da máquina antes que chamasse muita atenção para si. –O foco é ver quais são os pontos fracos e atacar, mas para isso precisa se defender para analisar o personagem.


 


-Vou me lembrar disso depois. –A resposta foi quase um grunhido, algo que fez Harry se segurar para não rir.


 


-Vamos treinar em Azkaban? –Hermione pergunta e Caim faz que sim, logo depois desaparecendo. Harry oferece a mão a Hermione, que deixa que ele a transportasse, não fazia sentido se esforçar para ultrapassar as barreiras.


 


******************************************************


 


No dia seguinte de manhã, Gina acabava de se vestir para descer para o café-da-manhã, quando ouve batidas na porta. Olhando para o relógio e se perguntando quem seria, apenas resmunga um “já vai”. Ao abrir a porta, se surpreende ao ver Hermione parada e parecendo nervosa.


 


-Oi. Podemos conversar? –Pergunta olhando para Gina, que sem entender o que a outra queria, abre espaço para que ela passasse.


 


-Houve algum problema? –Pergunta em tom uniforme, estava surpresa já que desde a briga que só falavam o indispensável.


 


-Sim. Nossa briga. –Hermione fala deixando transparecer certo nervosismo, as mãos estavam as suas costas e ela olhava Gina em expectativa, como se esperasse ver que ela também sentira sua falta. –Eu sei que errei com você, agi mal apesar de não intencionalmente e por isso estou tomando a iniciativa de lhe pedir perdão.


 


-Perdão? Quer fazer as pazes? –Gina pergunta incrédula, completamente surpresa. Sua vontade era de acertar um tapa em Hermione, acusá-la de ser uma traidora vil e hipócrita, porém sua última conversa com Draco a fez se segurar.


 


-Sim. Eu sinto sua falta, sinto falta das nossas conversas, das coisas que compartilhávamos. As coisas aconteceram do jeito errado. Assim que Harry começou a me assediar eu devia ter pedido um tempo, contado a você, dado alguma satisfação...


 


-Não. Harry e eu havíamos terminado e ele estava livre para fazer o que quisesse. Eu fui infantil e tola agindo daquela forma tão impulsiva. Eu é que deveria me desculpar. –Fala se esforçando para parecer arrependida, as unhas se cravando em sua palma para dar vazão a raiva que sentia por proferir aquelas palavras. –Se eu não me desculpei antes, é porque não sabia se você aceitaria. –Nesse momento Gina abaixa a cabeça, tentando se emocionar.


 


-Ah! Imagine Gina, eu sinto tanto a sua falta. –Hermione se aproxima e a abraça carinhosamente. Gina retribui o abraço, seus olhos queimavam de raiva e lacrimejaram, facilitando a encenação.


 


-Amigas pra sempre? –A ruiva pergunta se afastando um pouco, querendo que Hermione visse suas lágrimas.


 


-Amigas pra sempre! –Hermione responde com um sorriso sincero e aliviado, logo depois depositando um terno beijo no rosto da amiga, que retribui.


 


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As dez da manhã, Hermione desce até a sala sorrindo, estava feliz por tudo estar dando certo.  Sentiu os cheiros de Harry, Calisto, Rony e sua mãe, então respirou fundo e fez sua entrada triunfal, procurando olhar para sua mãe a espera da aprovação.


 


-Está deslumbrante, querida! –A Sra. Granger tinha um grande sorriso no rosto enquanto observava o elegante vestido azul que a filha trajava, era discreto porém marcava suas curvas. Para completar o visual, havia um salto alto e um conjunto de pulseira e colar de ouro branco, no colar havia ainda um pingente de diamante que lembrava a lua.


 


-Vou ter que ficar de olho. –Harry fala com um misto de satisfação e ciúme. Ele vestia um terno azul marinho com uma camisa branca.


 


-É melhor irmos logo, senão vamos nos atrasar. –Rony fala um pouco nervoso, afinal apareceriam na TV ao lado da realeza, do ministro da magia e do primeiro ministro. Assim como Harry ele estava de terno, só que o seu era marrom.


 


-Antes apenas me deixe tirar uma foto. –A Sra. Granger fala já com a máquina fotográfica nas mãos.


 


-Não sei por que isso. Estaremos na TV e em todos os jornais e revistas! –Hermione fala enquanto se posicionava entre Harry e Rony.


 


-Apenas sorriam. –Ela pede e logo depois bate duas fotos. –Não demorou nada.


 


-Nós iremos assistir tudo de um local próximo, mas seguro. Se algum problema acontecer, estarei com vocês em cinco minutos. –Calisto avisa de modo sério e os três assentem.


 


-Caim também estará por perto? –Hermione pergunta a Harry, que apenas ri.


 


-Desista de Caim ou seu pai, aqueles dois estão na frente do computador e nem mesmo piscam. –A Sra. Granger fala entre irritada e incomodada, provavelmente não gostando do marido tão perto de um vampiro e ainda tão entretido em games.


 


-Não se preocupe, Jane. Haverá bastante gente por aqui. –Calisto fala na intenção de acamá-la e a mulher apenas assente, querendo acreditar naquilo.


 


-Estamos indo. Qualquer coisa, mãe, eu estarei com o celular ligado. –Hermione fala para a mãe que sorri e acena, logo depois os três desapareciam.


 


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Assim que chegaram à frente do Palácio de Buckingham, Harry, Hermione e Rony se entreolharam. Os três estavam nervosos e sabiam que poderiam estar salvando ou condenando, não só o país, mas o mundo. Hermione segurou a mão de Harry e com a outra a de Rony, os três trocaram sorrisos de apoio e incentivo e então andaram até os portões, onde um esquema especial de segurança havia sido formado.


 


Assim que se identificaram, os três foram conduzidos pelo palácio por um oficial com um uniforme de gala, mostrando o quanto a situação era especial. Haviam poucas pessoas por onde passaram, as visitas turísticas haviam sido canceladas, então minutos depois pararam a frente de uma sala.


 


-Por favor, esperem um momento enquanto os anuncio. –O oficial fala em tom formal, seu olhar fixo em Hermione por um segundo a mais antes de entrar na sala. Os três aguardaram em silêncio, Hermione podia ouvir perfeitamente o que se passava dentro da sala e soube que eram os últimos a chegar. –Podem entrar. –O oficial fala abrindo a porta para que entrassem, depois a fechando e se posicionando do lado de dentro.


 


Na sala estavam Alexander Baldwin –Primeiro Ministro, Jason Henderson –Ministro da Magia e Príncipe Willian de Gales. O príncipe se levantara assim que os viu entrar e se direcionou imediatamente aos três, que fizeram uma reverência respeitosa.


 


-Por favor, sem tantas formalidades. –O príncipe diz em um tom ameno, depois pegando umas das mãos de Hermione e beijando educadamente. –Srta. Granger, Sr. Potter, Sr. Weasley, é um prazer conhecê-los. –Ele seguira cumprimentando os outros dois com apertos de mãos firmes e rápidos.


 


-O prazer é nosso, alteza. –Hermione fala em nome do trio e o príncipe lhe sorri, seus olhos percorrendo a morena impecavelmente vestida.


 


-Como já disse, não há a necessidade de tantas formalidades já que estamos todos juntos tentando salvar o mundo. Me chamem apenas de Willian ou Will. –Ele fala de modo tranqüilo e informal, mas ao final usa um tom mais charmoso, como se revelasse o apelido apenas para Hermione.


 


-Pode me chamar de Harry, ele de Rony e ela de Srta. Granger... –Harry fala em tom sério, enquanto Hermione corava constrangida e Rony ria.


 


-Ignore-o. Pode me chamar de Hermione. –Hermione tenta corrigir após lançar um olhar de aviso a Harry.


 


-Não, a falta foi minha. –Willian admite um pouco sem jeito.


 


-Liga não, é só coisa da parte vampira dela que provoca certo magnetismo. Aquele oficial mesmo se perdeu uma vez no caminho. –Rony fala com uma postura mais relaxada.


 


-Está tudo pronto pra coletiva? –Harry pergunta retomando o foco, ainda se sentia desconfortável.


 


-Sim. Eu só gostaria de dizer que admiro a coragem de vocês e apoio esta iniciativa. Alexander me passou tudo que foi decidido e acordado ontem e creio que está é não só uma decisão acertada, como também algo que já devia ter sido feito antes. –A declaração era firme e confiante, algo que ajudou a diminuir o nervosismo dos três. –Agora, por favor, me acompanhem.


 


O príncipe seguiu a frente do cortejo, os dois ministros atrás de si e os três jovens fechando o grupo. Eles saíram por uma porta lateral e atravessaram um grande corredor, antes de virar e entrar por uma porta guardada por dois homens também formalmente uniformizados.


 


A sala preparada para abrigar a imprensa era enorme, possuía uma mesa com seis cadeiras bastante confortáveis, os lugares estavam marcados com os nomes dos participantes; dois metros a frente da mesa se guia um espaço onde havia uma pequena bancada onde um homem estava posicionado com um notebook, depois dois níveis a baixo e quase dois metros a frente começava as fileiras de cadeiras separadas ao meio por um corredor. As imagens seriam feitas por câmeras dispostas em gruas e o som captado pelos microfones na mesa e outros espalhados pela sala. Todo som e vídeo seriam organizados por uma cabine acima daquela sala e ainda havia permissão para que cinegrafistas e fotógrafos das emissoras de TV, jornais e revistas convidados registrassem toda a coletiva. Dentre os presentes estavam jornalistas dos maiores e melhores meios de comunicação bruxos e trouxas.


 


-Peço a atenção de todos. –O homem, que estava na pequena bancada, anuncia e todos se calam e se viram para ele. –Recebem Sua Alteza Real o Príncipe Willian de Gales, o Senhor Primeiro Ministro Alexander Baldwin, o Senhor Ministro da Magia Jason Henderson, o senhor Harry Potter, a senhorita Hermione Granger e o senhor Ronald Weasley. –Conforme os nomes iam sendo anunciados, eles entravam e começavam a se sentar na ordem: Jason, Alex, Willian, Harry, Hermione, Rony.


 


Em frente à mesa havia um pequeno painel no alto, onde uma contagem regressiva de três foi iniciada. Assim que a contagem terminou, a tela ficou verde e a mensagem “No Ar” apareceu avisando que a transmissão nacional havia começado.


 


-Bom dia cidadãs e cidadãos da Grã-Bretanha, hoje é um dia muito especial para todos nós e por isso esse pronunciamento oficial em todas as emissoras de TV e no canal oficial do governo na internet. O tema que será discutido é delicado e por isso peço a todos que antes de agir ou tirar qualquer conclusão, me ouçam atentamente e se tiverem qualquer dúvida enviem perguntas pelo site que está aparecendo aqui em baixo ou para estes telefones. Ficaremos aqui e responderemos as perguntas até que todas as dúvidas sejam tiradas. –O príncipe fala em tom oficial, porém com extrema tranqüilidade. –Senhoras e senhores, tenho a honra de ser o primeiro a reconhecer e anunciar oficialmente a existência de seres mágicos. –Um burburinho se seguiu a esta declaração, afinal havia sido anunciado um ministro da magia e agora novamente a palavra surgira.


 


-Por favor, mantenham o silêncio para que Sua Alteza prossiga com o pronunciamento. –O mediador pede aos jornalistas que aos poucos se calam, mantendo o olhar na mesa.


 


-Eu, como membro da Família Real, segundo na linha de sucessão, fui criado sabendo da existência de bruxos e outros seres mágicos, porém confesso não ter tido qualquer convivência com eles até agora, também não conhecia até pouco tempo muito de sua estrutura de governo e mesmo de sociedade, porém agora todos nos conheceremos e uniremos para formar um só povo, uma só sociedade em busca de um futuro muito melhor para nós e nossos descendentes. –O discurso é feito em tom firme e confiante, ao final sendo seguido de um gesto para Alexander.


 


-Sei que devem estar assustados, eu também fiquei quando em meu primeiro dia de trabalho como Primeiro Ministro, o antecessor de Jason veio até mim e me falou sobre a existência dos bruxos, seu governo e um pouco de sua sociedade. –Alex começa a falar no mesmo tom que Willian usara, usando o primeiro nome do ministro da magia para dar impressão de amizade e igualdade. –No entanto não obtive nenhum outro contato com este mundo, até que Harry e Hermione me procuraram e levaram até Jason, quando pudemos sentar e debater sobre nossos governos e sociedades, aprovando as idéias deles para unir de vez os “dois mundos” e juntos construirmos uma nova era de avanços sociais, tecnológicos, médicos e políticos.


 


-Agora que a proposta foi dita, explicarei a vocês um pouco sobre mim e os seres mágicos. –Jason começa a falar com o mesmo tom e postura dos outros. Os jornalistas estavam em silêncio absoluto, provavelmente chocados demais para falar algo. –Meu nome é Jason Henderson, sou um bruxo que descende de uma família de bruxos, tenho 75 anos e há alguns meses fui convidado a ser Ministro da Magia, antes construí uma carreira como juiz e pesquisador, tendo meu foco nos maiores criminosos bruxos e, portanto, pesquisando sobre motivações da entrada desses bruxos no crime. O Ministério da Magia é um governo independente, que não tinha relação alguma com o governo trouxa. A palavra trouxa é a que usamos para nos referir aos humanos não-bruxos. Nossas leis são independentes, nossa vida também, pouco usamos das invenções trouxas, temos nossos próprios meios de fazer as coisas, mas vivemos entre vocês, nos passando por pessoas normais, claro que geralmente preferimos ficar entre nós, onde podemos ser o que somos sem ter que nos preocupar com nada. Por esses motivos, também será muito difícil para todos nós nos unirmos a vocês, porém é mudança que em longo prazo só trará benefícios a ambas as partes.


 


-Sei que devem ter muitas dúvidas e curiosidades sobre tudo o que envolve o mundo mágico e por isso estaremos enviando a cada lar uma cartilha explicativa e exibiremos em nosso site vídeos e documentários que explicarão mais sobre a parte mágica do mundo. Assim como explicaremos aos poucos durante as próximas horas. –Novamente o príncipe tomara a palavra. –Mas a fim de tornar as apresentações um pouco mais rápidas, os demais se apresentarão agora e então daremos continuidade ao pronunciamento. –Harry, Hermione e Rony se entreolharam e ela fez sinal de que iniciaria.


 


-Meu nome é Hermione Granger, tenho 18 anos, sou o que chamam de nascida trouxa, porque meus pais assim como todo o restante de minha família são trouxas. Não há muita explicação do porque algumas pessoas, filhos de não-bruxos, nascem bruxos, assim como o porquê de alguns filhos de bruxos nascerem trouxas. Foi uma grande surpresa quando completei onze anos e fui convidada a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, eu nunca havia suspeitado que pudesse ser bruxa, mas felizmente meus pais entenderam e me apoiaram, meus familiares continuam gostando de mim como sempre, enfim sou uma pessoa de sorte. Infelizmente nem sempre é assim e muitas famílias acabam tendo preconceitos com parentes bruxos e o Harry falará mais sobre isso.


 


-Meu nome é Ronald Weasley, sou um bruxo puro-sangue, isso quer dizer que só há bruxos na minha família. Meu pai trabalha no Ministério da Magia em um departamento especial que visa investigar suspeitos de serem bruxos das trevas, que são os bruxos que tentam usar a magia para algo ruim. –Sem saber mais o que dizer, Rony passa a vez a Harry.


 


-Eu sou Harry Potter. Minha mãe era nascida trouxa e meu pai puro-sangue, ambos eram bruxos incrivelmente talentosos, meu pai era auror, que é o nome que dão aos agentes da lei bruxos. Antes de eu nascer foi feita uma profecia, que só poderia se referir a duas pessoas, porém um bruxo das trevas que se auto-intitula Voldemort escolheu a mim como esta pessoa, então foi ao esconderijo dos meus pais, que traídos por alguém que julgavam amigo, foram pegos de surpresa e assassinados, no entanto antes de morrer, minha mãe invocou uma magia antiga e deu sua vida pra me proteger, desse modo quando Voldemort tentou me matar com uma maldição, esta se voltou contra ele e o fez se tornar algo parecido com um espectro. Essa cicatriz em forma de raio na minha testa é a prova de que sobrevivi à maldição da morte. Como eu fui considerado um herói entre os bruxos por ter “matado” Voldemort, acreditaram que seria melhor que eu fosse dado a irmã da minha mãe para que me criasse, porém ela e seu marido odiavam os bruxos, e nunca vieram a me tratar bem. Quando descobri que era um bruxo fiquei muito feliz porque poderia ir pra longe dos meus tios, pelo menos enquanto estivesse em Hogwarts, um colégio interno.  Foi a caminho de Hogwarts que conheci Hermione e Rony, meus melhores amigos e leais companheiros. Então conforme fui descobrindo mais sobre meus pais e minha história, também descobri sobre Voldemort e enfrentei seu espectro no meu primeiro ano, depois passei por várias outras aventuras, até que ao final de meu quarto ano, Voldemort conseguiu, junto a quem traiu meus pais, fazer um ritual e voltar a ter corpo. Durante o ano seguinte tentei convencer o ministro da magia da época que ele havia voltado, mas só ao fim do ano, quando Voldemort invadiu o Ministério da Magia, reconheceram que eu estava certo. Os bruxos me consideram um herói, o único que pode destruir Voldemort, mas eu não estaria vivo se não fossem meus fiéis amigos e companheiros de aventura. E nós três estamos aqui para representar todos os que estão lutando junto ao governo para acabar com a guerra. –Assim que Harry termina de falar, os burburinhos recomeçam, as pessoas pareciam perplexas e assustadas, mas Willian logo toma a palavra.


 


-As forças armadas já estão se mobilizando, o serviço secreto está trabalhando intensamente, o policiamento está intensivo como vocês já devem ter notado. Os oficiais bruxos também estão mobilizados, assim como nossos aliados. Ninguém precisa temer a guerra, ela obviamente chega até nós e ao invés de continuarmos maquiando esses eventos, revelaremos tudo, colaremos nossos homens nas ruas e garantiremos a segurança da população trouxa e bruxa. Temos um efetivo que está aumentando exponencialmente, seres muito poderosos nos auxiliarão, e faremos com que Voldemort e seus aliados tremam de medo. –Willian tinha um tom firme e seguro, estava absolutamente certo da vitória e aquilo fez com que os jornalistas se acalmassem.


 


-Estamos criando uma comissão com bruxos, oficiais do exército e da inteligência para definirmos todos os planos de ação e combate. Nossa expectativa é que dentro de poucos meses essa guerra esteja terminada e todos os inimigos devidamente presos. –Alexander também parecia convicto e seu tom era calmo e controlado.


 


-Algumas perguntas estão chegando ao nosso servidor e a maioria indaga que tipo de união está sendo proposta para os bruxos e trouxas. A união será apenas para a guerra ou o governo bruxo será absorvido? –O mediador pergunta após fazer um sinal para a mesa.


 


-Reconhecemos a autonomia do governo bruxo, porém várias leis serão feitas para regulamentar todas as relações entre bruxos e trouxas. As economias aos poucos irão se fundir, as relações sociais se aprofundarão, haverá uma progressiva união acadêmica e de pesquisa, os hospitais bruxos e trouxas trabalharão em conjunto. Um ministério especial será criado para realizar esta integração e fiscalizar o cumprimento das leis. Por enquanto, quanto à lei, o ministério da magia terá jurisdição sobre bruxos e nós sobre os trouxas, no entanto, futuramente faremos uma legislação comum que seja referência para todos os  cidadãos de nosso país sejam estes trouxas ou bruxos. –Alexander explica de modo conciso.


 


-Nós, os bruxos, respeitamos a Rainha e a Família Real, defendemos em nossos esportes as mesmas bandeiras que vocês. Tenho orgulho de dizer que sou inglês e é isto que está em meus documentos bruxos. Como Alex acaba de dizer, todos somos um só povo e agora apenas passaremos a responder a um só governo. –Jason completa a explicação de Alex e Willian faz um gesto para o mediador.


 


-Foram citados aliados e muitas pessoas desejam saber quem seriam esses aliados, se por acaso são governos de outros países. –O mediador fala após um momento olhando a tela do notebook.


 


-Jason e eu estamos entrando em contato com outros governantes, mas por enquanto só o governo bruxo da França manifestou apoio irrestrito. –Alex responde e depois olha para os jovens, passando a palavra.


 


-A Ordem da Fênix é uma organização feita por bruxos na época da primeira ascensão de Voldemort, foi desfeita com sua queda e re-organizada com a segunda ascensão. A ordem é formada por bruxos, mas também tem aliados de outras espécies como alguns gigantes e elfos domésticos, possivelmente centauros, mas ainda está sendo negociado. Estão trabalhando com os duendes, mas são mais complicados, eles gostam de ficar em cima do muro. –Rony explica de modo breve e então olha para Hermione, esperando que ela fale do principal.


 


-Porém nossos principais aliados em número e poder são outros, mas para que entendam, vou ter que contar uma história resumida. Aconteceu no início da idade média, Cassius era um vampiro muito importante de alta estirpe, Isabel uma princesa que foi ferida por um lycan, uma espécie de lobisomem. Eles se conheceram, se apaixonaram, Isabel engravidou e, por serem de espécies diferentes, a gravidez foi muito difícil e terminou com o falecimento de Isabel no parto. Ao mesmo tempo em que as crianças nasciam, o castelo de Cassius estava sendo atacado por lobisomens e vampiros, o que fez cm que Cassius tivesse que dar sua vida para que Calisto, uma ama lycan, fugisse com os gêmeos e os levasse a Merlin. O grande mago selou suas maldições de modo que os gêmeos passaram a ser humanos normais, dados a duas famílias diferentes. Os dois teriam que ser mantidos separados por um tempo e então um dia seus descendentes iriam se encontrar e quebrar o selo, tornando-se assim duas criaturas muito poderosas, um seria predominantemente vampiro com habilidades de lycan e o outro predominantemente lycan com habilidades de vampiro. O selo foi quebrado há alguns meses e agora temos vampiros e lobisomens ao nosso lado.


 


Um novo burburinho surgiu, era possível para Harry e Hermione ouvirem exclamações assustadas, tanto bruxos quanto trouxas estavam duvidosos quanto a essa ajuda de amaldiçoados e provavelmente eles teriam que dar muito duro para tranqüilizar a todos e evitar uma revolta. Willian parecia prever a mesma coisa e fez um sinal para o mediador.


 


-Está aberta a sessão de perguntas dos jornalistas. Aquele que sorteou o número um, por favor, se levante e pergunte. –O mediador anuncia e rapidamente os jornalistas ficam em silêncio.


 


-Sou Ted Dublin da revista bruxa Creature, especializada em criaturas mágicas. Sabemos o quanto lobisomens, especialmente lycans, são perigosos e vampiros ainda piores. Como podem garantir que esses gêmeos vão estar ao nosso lado ou ainda como poderiam controlar a vontade de lobisomens e vampiros quando estes provavelmente os consideram uma aberração? –O repórter parecia não ter boas impressões de lobisomens e muito menos vampiros e se um bruxo já começava agressivo daquela forma, os trouxas seriam ainda mais.


 


-O senhor confia em mim, Sr. Dublin? O senhor tem alguma dúvida de que eu queira, mais do que tudo, acabar com Voldemort? –Harry pergunta de modo tranqüilo ao bruxo, que empalidece e se levanta rapidamente.


 


-Claro que não Sr. Potter! O senhor é, apesar da pouca idade, o maior herói que temos e, após a morte de Dumbledore, nossa maior esperança. Além disto, tenho certeza de que não deixaria o assassino de seus pais livre. –O homem parecia quase reverente ao falar, um sentimento que os bruxos vinham alimentando cada vez mais por Harry, principalmente após o assassinato de Dumbledore.


 


-Assim como você, imagino que nenhum bruxo desta sala duvide de minhas intenções e de meus amigos, ou estou errado? Por favor, se levante o bruxo que não acredite em mim e em meus amigos nesta guerra. –Harry fala de modo confiante, apontando vagamente Hermione e Rony ao se referir aos amigos. Dois minutos se passaram e ninguém se manifestou. –Neste caso parte de sua pergunta está respondida, pois as duas pessoas que quebraram o selo foram Hermione e eu. No caso, sou o que tem predominância vampira e Hermione predominância lycan. –Um grande “Oh” foi ecoado pelos presentes, o bruxo que fizera a pergunta parecia em choque.


 


-A sua pergunta quanto à fidelidade de lobisomens e vampiros é muito pertinente. –Hermione fala sorrindo levemente para o bruxo, querendo quebrar o clima tenso. –Antes vou dar uma breve explicação sobre lobisomens e lycans. Lycans são homens e mulheres que podem se transformar em lobisomens a hora que quiserem, tem força superior a um humano normal e sentidos mais aguçados, também se recuperam bem rápido de ferimentos e dificilmente ficam doentes, isto em forma humana, quando transformados tudo isto se potencializa e eles ainda mantêm sua consciência humana. Os lobisomens também, a princípio, são pessoas normais com força normal, sentidos também, se recuperam em uma velocidade muito pouco acima do normal e são um pouco resistentes a doenças como gripe e resfriado; porém se transformam apenas em noite de lua cheia e quando em forma de lobisomens são muito fortes, um pouco rápidos e ágeis, com sentidos de lobo e dominados por sua consciência animal, a não ser que tomem uma poção para manterem a consciência. –Hermione explica rapidamente e dá um instante para todos assimilarem aquilo. –Os lobisomens, de um modo geral, têm uma estrutura organizacional muito simples, parecida com a dos lobos. Cada alcatéia tem um macho e fêmea alfa, geralmente há apenas uma alcatéia por país, a exceção daqueles muito pequenos que não tem nenhuma como Mônaco ou os muito grandes como a Rússia que tem cinco. E cada continente tem um macho e fêmea alfa que coordena a migração e posicionamento das alcatéias. Para alguém ser macho ou fêmea alfa basta desafiar o atual e derrotá-lo em uma luta e foi isso que fiz, organizei uma reunião com os principais representantes da Europa e derrotei rapidamente o macho e fêmea alfa da Europa, mas não os substitui, anunciei a eles que estava tomando meu lugar como princesa dos amaldiçoados e daquele momento em diante eles deveriam me obedecer. Claro que propus a eles uma nova era, onde eles poderiam viver como pessoas normais, terem seus direitos reconhecidos perante o governo, um tempo em que eles poderiam viver como o que eram sem medo de represálias. Digo isso porque entre bruxos há muito preconceito com lobisomens, é muito difícil para eles arranjarem emprego e mesmo poções para que tenham transformações seguras, o que implica na falta de segurança para as pessoas ao redor. Inclusive, Jason, Alex e Willian concordaram com minhas opiniões e a partir de amanhã os lobisomens, que são na maioria trouxas que às vezes nem tem conhecimento dos bruxos, possam se apresentar as delegacias e preencherem um cadastro simples, para que possam apresentar uma carteirinha em qualquer hospital e obter a poção especial, a qual permite a eles ter total controle enquanto transformados, quem desejar um local seguro, será encaminhado para um. Para os lobisomens que desejarem conviver isolados com sua alcatéia, serão estabelecidas áreas florestais onde poderão se estabelecer e tomarem conta do território evitando o contrabando de madeira e espécies nativas. Em troca de todos esses benefícios, fica apenas proibido que ataquem vampiros, seus inimigos naturais. Lobisomens não costumam atacar humanos, aqueles que fazem isso estão do lado de Voldemort, mas quem se atrever a fazer isto também será punido.


 


-Com os vampiros as coisas não são tão simples. Não há uma espécie de código único entre eles, que se dividem em clãs e cada um possui suas regras. A única regra universal, até então, era a de nunca revelar a existência de vampiros aos humanos, mas esta obviamente foi revogada. Agora a regra máxima é não atacar humanos. O vampiro que quiser se alimentar, poderá caçar animais, ir a um banco de sangue que será designado para atendê-los ou ainda manter servos humanos, que se oferecerem para isso. Também proibi de atacarem lobisomens, exceto para se defender, e neste caso o lobisomem em questão será punido pelo clã atacado. O mesmo vale para vampiros que atacarem lobisomens. –Harry explica calmamente e então Hermione sussurra o nome de Caim. –Ah! Para garantir que os vampiros me respeitariam eu além de ter matado alguns dos mais fortes chefes de clã de toda a Europa, ainda levei Caim, o primeiro vampiro, junto comigo para me dar apoio. Portanto, por medo e respeito a Caim, todos estarão sob minhas ordens.


 


-Só para completar, aprovaremos algumas leis ainda essa semana que, como Hermione disse, ofereçam cidadania e respeito a lobisomens, sejam lycans ou não, e vampiros. Desde já eles estão permitidos a revelar sua condição e transitar entre humanos sem sofrerem qualquer ataque verbal, preconceito ou ataque a sua integridade física. Aquele que for flagrado hostilizando alguém por ser lobisomem, vampiro, duende, centauro ou qualquer outra coisa, será preso, sendo bruxo, trouxa ou de qualquer outra espécie. –Alex anuncia em tom de aviso e algumas exclamações indignadas são ouvidas.


 


-Próxima pergunta. –Willian fala em tom firme, cessando as discussões. Um homem rapidamente se levantara, estava pálido e se recompunha em seu caro terno.


 


-Robert James do The Times. Como o selo foi quebrado e que habilidades ou poderes ganharam? E foi proposital ou não tinham conhecimento? –O homem estava visivelmente tentando controlar o nervosismo. Harry e Hermione se entreolharam sem jeito, o sangue corando as faces. Rony cobrira a boca com uma das mãos abafando o riso.


 


-Como foi dito aqui, Hermione e eu somos amigos desde os onze anos, temos uma amizade grande e sólida. –Harry começa um pouco envergonhado, passando as mãos no cabelo nervosamente e evitando olhar para os jornalistas. Hermione se dedicava a olhar as próprias mãos. –Nós depois das aulas fomos para nossas casas e nos reencontramos no início de agosto, haveria o casamento de um irmão do Rony e estamos na casa dele... nos encontramos de madrugada, por acaso e começamos a conversar sobre o futuro, a guerra, a morte de Dumbledore, que não era só o diretor da nossa escola, mas também um mentor e o líder da Ordem da Fênix. E de um jeito que não dá muito pra explicar, a gente acabou se beijando e sentimos q alguma coisa estranha aconteceu, mas estávamos muito confusos e acabamos só indo dormir. No dia seguinte eu me senti Peter Parker, -Risos foram ouvidos, até mesmo na mesa Willian e Alex riram –eu não estava precisando dos óculos pra enxergar, estava com os músculos mais definidos, meus sentidos estavam incrivelmente ampliados, foi tudo muito novo e surpreendente.


 


-Nós só fomos ter uma idéia do que estava acontecendo quando nossas mãos queimaram ao segurar talheres de prata enquanto ajudávamos na arrumação do casamento e quando encontramos Remo Lupin que é um lobisomem e nosso amigo, integrante da Ordem da Fênix desde a primeira formação, um dos melhores amigos dos pais de Harry.  Remo nos disse que nossos cheiros lembravam o de vampiro e lobisomem, nós ficamos confusos, mas começamos a explorar nossas habilidades e nos preparar para o pico de poder que ocorreria na lua cheia. Foi durante a lua cheia que me transformei pela primeira vez e conheci Calisto, a ama encarregada dos gêmeos. Foi ela quem nos contou a história de Cassius e Isabel e tem nos treinado.


 


-Quantos anos ela tem, quer dizer, é a mesma da época de Cassius e Isabel? –Willian pergunta curioso.


 


-Calisto tem mais de mil anos. Deve ser se não a mais velha, uma das mais velhas lycans do mundo. Em tese vampiros e lycans poderiam viver pra sempre, mas eles guerreiam tanto que é muito difícil viverem mais que duzentos anos. Não só pela luta um contra os outros, como também contra caçadores. –Hermione responde tomando cuidado pra não assustar ninguém.


 


-Quanto aos nossos poderes, eles são o básico: força, agilidade, velocidade, sentidos aguçados, um pouco de poder mental e bastante resistência física. Hermione pode na forma humana erguer um carro de passeio e lançar contra o inimigo, eu conseguiria erguer meio carro, mas eu sou quase três vezes mais rápido que ela, Alex até me perguntou se eu sou mais rápido que uma bala e eu disse que não sabia, mas poderia fazer um teste, talvez possamos fazer no final da entrevista... –Um som de aprovação e curiosidade veio da platéia, até Willian comentou algo com Alexander. –nossos sentidos são bastante aguçados, podemos, por exemplo, ouvir o que todos vocês falam quando começa os burburinhos e até mesmo os passos das pessoas fora dessa sala. Quanto ao poder mental eu poderia ler os pensamentos de vocês facilmente, Hermione precisaria se concentrar e focar em um só, porque é uma habilidade mais de vampiro. Nós também adquirimos mais facilidade em entender e manipular a magia, mas não ficamos magicamente muito mais fortes. –Harry responde pensativo.


 


-Faltou o brilho das trevas. –Willian os lembra e os deixa sem jeito. –Parece que vampiros têm uma capacidade de causar atração nas pessoas do sexo oposto e Hermione herdou um pouco disso. Gostaria de saber qual a diferença de intensidade e se isso já ajudou vocês.


 


-Meu brilho das trevas não funciona muito bem com bruxos, pelo menos não tenho recebido muitas cantadas ou olhares de bruxos. Com os trouxas funciona um pouquinho, recebi alguns olhares e insinuações, no entanto quando eu não estou bem produzida como agora eu não chamo muita atenção. De maneira forte só com lobisomens e lycans, mais os lycans até, principalmente quando estou transformada. Mas ao contrário de ajudar, o brilho nesse caso atrapalha, porque os lobisomens, principalmente os lycans, são muito fiéis ao seu par, quando um homem e uma mulher se envolvem é muito forte, como com os lobos. Então quando fui à reunião onde me apresentei e desafiei os líderes da Europa, o macho alfa se mostrou abertamente interessado em mim e isso fez a fêmea alfa ficar muito zangada e com muita vontade de me matar, felizmente eu estava bem treinada e sou bem mais forte e ágil. –Hermione comenta tentando não olhar a reação de Harry, sabia que ele não gostaria.


 


-Nunca estive com uma fêmea lobisomem ou lycan além da Hermione e da Calisto e elas não contam, mas com todas as outras mulheres funciona muito bem. As vampiras que estavam na festa onde me apresentei ficaram bastante interessadas, as bruxas são um pouco mais resistentes, já as trouxas são bem frágeis. –Harry resume com o semblante fechado, olhando para Hermione.


 


-Harry e Hermione estiveram em um clube trouxa esses dias, foram conversar com os pais dela, contar o que estava acontecendo, e ele fez as arquibancadas do campo de futebol, onde jogou bola com o pai da Hermione e os amigos dele, ficarem lotadas. Harry chegou a comentar que provavelmente, se a presença de Hermione não causasse tanto medo, as mulheres teriam atacado ele, das adolescentes até as de setenta anos. –Rony delata achando graça, o que faz Harry corar e Hermione olhar para Harry desgostosa.


 


-Provavelmente elas não teriam ficado tão visivelmente ouriçadas se ele não tivesse tirado a camisa. –Hermione justifica tentando disfarçar o mau humor que a lembrança causava.


 


-Eu só não queria sujar minha camisa branca. –Harry murmura sem jeito. Willian, Alexander e Jason pareciam se conter para não rir. –Próxima pergunta.


 


-Bell Anthony do Semanário das Bruxas. Pelo modo como vocês quebraram o selo e pelo visível ciúme que demonstraram um do outro ao falar do brilho, podemos supor que estão namorando. Isso não seria meio incestuoso por causa dos gêmeos? E se por acaso viessem a ter um filho, o que nasceria? –Aquela pergunta deixou todos pensativos.


 


-Começamos a namorar um pouco depois da transformação e ficamos juntos até saber a história de Cassius e Isabel, depois Hermione teve algumas dúvidas, achando que a conexão que tínhamos era devido aos traços de gêmeos que de fato herdamos. Porém eu tinha certeza que apesar de termos herdado todo o feeling que gêmeos têm, e comprovamos ao conversar com Fred e Jorge, irmãos do Rony e gêmeos, eu acreditava que havia amor e não poderíamos nos julgar parentes por causa de parentes em comum há mil anos. Então eu fui perseverante, usei toda a confiança e charme que ganhei com o lado vampiro e consegui convencê-la de que não éramos irmãos e sim um homem e uma mulher que se amavam e desejavam passar o resto da vida juntos.


 


-Nós ainda estamos começando a construir uma relação, seria cedo pra pensar em casamento quanto mais filhos. De todo jeito quando decidirmos sobre ter ou não um filho,  certamente faremos exames antes, eu não sei se sequer poderíamos ter filhos porque lobisomens e vampiros tem genética incompatível. Isabel quando engravidou ainda estava em seu primeiro ciclo lunar, foi antes de sua primeira lua cheia, então ela ainda era humana e talvez possamos arriscar a dizer que ela adoeceu e faleceu porque o organismo dela estava lutando contra os bebês. Então é cedo para fazer especulações. –Hermione acrescenta de modo sensato, observando que as pessoas pareceram ficar divididas em saber se aquilo era bom ou não.


 


-Mas é claro que se pudermos ter filhos, eu gostaria de ter vários, afinal cresci muito sozinho e isso me fez sempre desejar ter uma grande família. –Harry diz antes que alguém fizesse alguma pergunta. Uma troca de olhar com Hermione avisou sobre a necessidade de manterem o que ele disse aos vampiros.


 


-Lindsay Greene da BBC.  Eu gostaria de saber se poderíamos vê-los como vampiro e lobisomem, caso seja seguro. Acredito que isso poderia nos preparar um pouco e tornar tudo isso um pouco mais real. –Assim que a repórter pede, Harry e Hermione olham para Willian.


 


-Acho que seria muito bom, eu mesmo estou curioso para ver uma lobisomem. –Willian responde e então Harry e Hermione levantam, o príncipe os segue.


 


Willian caminha ao lado de Harry, que segura a mão de Hermione enquanto caminham até perto da onde a jornalista que perguntara estava, ficando a frente dela, mas ainda sobre o plano mais alto. Rony também se levantara e estava recostado na mesa, sua varinha em sua mão, apesar de estar com os braços cruzados.


 


-Srta. Greene, gostaria de se aproximar e ver de perto? Obviamente não há qualquer perigo. –Hermione pergunta com um sorriso que inspirava confiança.


 


A repórter se ergue e lança um olhar para o príncipe, logo depois fazendo uma reverência respeitosa e então vai até Hermione e depois Harry, momento em que seus olhos parecem se fixar, passando pelo sorriso com presas e parando nos olhos verdes intensos. Uma atmosfera tensa tomou o salão, as mulheres presentes fixaram seu olhar em Harry, a Srta. Greene suspirando e então, como se não pudesse se conter, dá dois passos rápidos e se lança em Harry, que usando de sua velocidade desvia, enquanto Hermione segura a mulher pela cintura e a ergue do chão sem dificuldade com um braço, mesmo ela sendo mais alta.


 


-Se afasta Harry. –Hermione fala e, no instante seguinte, Harry que estava no patamar de baixo aparece atrás da mesa. –Acalme-se Srta. Greene. –Hermione ordena em tom firme, quase agressivo, e a mulher que se debatia em seus braços parece se assustar e dar um pulo para trás.


 


-Está tudo bem! –Willian diz após segurar a repórter, impedindo que ela caísse. –Apenas tente se concentrar em nós e esquecer-se do Harry.


 


-Nunca havíamos visto a reação de uma mulher não vampira ao Harry... transformado, por assim dizer. –Hermione se desculpa voltando a usar um tom sereno.


 


-Tudo bem, eu acho. Foi incrível como de repente ele passou a ser o meu mundo, como se tudo me atraísse pra ele, como se eu fosse morrer se não estivesse em seus braços. –A mulher estava um pouco envergonha e um tanto confusa.


 


-É algo muito forte. –Willian comenta e Hermione concorda com um aceno, estava pensativa.


 


-Com licença. –O mediador chama a atenção e todos se viram para ele. –Se olharem o monitor, teremos um close e a cena em câmera lenta.


 


Todos se voltaram para o telão, inclusive Harry e Rony que antes conversavam baixo e entretidos. No telão mostravam o momento em que as presas surgiram no sorriso de Harry, o verde clareando e se intensificando nos seus olhos. Quando a repórter começou a avançar, seus movimentos eram muito lentos, parecia quase estar parada, enquanto Harry lançava um olhar surpreso e assustado a Hermione, que movia a boca dizendo para que se afastasse, então ele movia a boca pedindo desculpas e se afastava dois passos tranquilamente. Era absurdamente estranho ver os dois se movendo a uma velocidade quase normal, enquanto a repórter mal se mexia devido a lentidão de seus movimentos.


 


-É impressão minha ou você ficou assustado? –Willian pergunta bem humorado a Harry, que parece constrangido, passando a mão pelos cabelos.


 


-Pro Harry encarar comensais da morte, serpentes gigantes que matam com um olhar e dragões é muito mais fácil e tranqüilo que estar frente a frente com garotas, principalmente as fãs mais atiradas. –Rony comenta quase rindo.


 


-Essa timidez só desaparece comigo. –Hermione completa baixo quase num resmungo.


 


-Isso não é bom? –Greene pergunta mostrando-se atenta.


 


-Não quando eu quero me manter firme em uma decisão. –A resposta acompanhada de uma careta provocou pequenos risos. –Você já está bem? Posso me transformar?


 


-Claro, estamos ansiosos. –Willian responde, se afastando um passo e se pondo de frente para Hermione. Greene se colocava ao seu lado.


 


-Hermione, a câmera lenta! –Rony fala em tom de aviso e ela acena de forma positiva.


 


-Quer que acionemos a câmera lenta? –Willian pergunta confuso.


 


-Não, pelo contrário. É que quando me transformo, obviamente meu corpo aumenta e o natural seria que rasgasse minhas roupas, então uso magia pra preservá-las e se usassem a câmera lenta acabariam por me exibir nua. –Um ligeiro rubor surge nas faces de Hermione e todos parecem entender a situação dela. –Então, para evitar que isso possa ocorrer, vou fazer uma fumaça me encobrir enquanto me transformo, não que eu acredite que a câmera seria usada aqui, mas há outras pessoas filmando.


 


-Faça o que for melhor para você. –Willian diz se mostrando compreensivo.


 


Hermione, mesmo sem precisar, pega sua varinha no bolso interno do blazer, havia combinado com Harry e Rony que seria melhor não saberem que faziam magia sem varinha. Não era só pelos inimigos, mas também para não assustar a população trouxa, que ficaria mais tranqüila ao pensar que havia dependência de um objeto para realização de magia.


 


Dois movimentos rápidos e em forma de cone para baixo e uma fumaça branca e densa começa a subir e encobri-la. Sua silhueta era fracamente visível, porém conforme sua estrutura foi aumentando ficou mais visível, a fumaça desaparecendo suavemente, deixando que vissem aos poucos a enorme lycan de pêlos avermelhados e olhos castanhos tão claros que eram quase dourados.


 


Hermione tinha o semblante tranqüilo e parecia se esforçar para não parecer ameaçadora. Fez uma mesura elegante e respeitosa ao príncipe, mostrando graça e leveza, apesar do tamanho assustador.


 


-Gostariam que eu fizesse algo especial? –Hermione pergunta em sua voz grave, surpreendendo a todos, pois era completamente diferente do tom suave, feminino e melódico que possuía em forma humana.


 


-Seria legal se você uivasse e rosnasse, pra verem que você pode ser assustadora. –Rony sugere empolgado, Harry olhara para Jason e Alex, que conversavam entretidos, porém olhando curiosamente para a demonstração à frente.


 


-Tudo bem fazer isso? Garanto que estou totalmente sob controle e não atacaria ninguém. –Hermione pergunta para Willian que concorda com um movimento de cabeça.


 


Hermione, que permanecera sentada, fica de pé mostrando sua grande altura, dá dois passos lentos para trás e se vira para os jornalistas e cinegrafistas. Uma das câmeras do teto desce até ficar bem próxima do rosto de Hermione. Primeiro ela rosna alto, então urra ameaçadoramente se colocando em posição de ataque e então volta a ficar de pé, uivando com grande firmeza e afinação. Fora dali, todos os cães que ouviram o uivo o seguiram reverentes.


 


-Isso foi assustador... você não parece você. –Willian fala entre impressionado e assustado.


 


-Isso é porque nunca a viu brigando conosco por atrasarmos as lições. –Harry fala em tom cúmplice e olha para Rony que concorda.


 


-Ou então a monitora durona dando sermão nos alunos infratores. –Rony acrescenta em tom sério.


 


-Vocês estão engraçadinhos hoje. –Hermione fala lançando um olhar de aviso a eles.


 


-Eu posso tocá-la? –Greene pergunta curiosa, olhando o pêlo de Hermione.


 


-Claro, não tem problemas. –Hermione responde em tom gentil, apesar da voz grave sempre parecer um pouco agressiva. Ela se aproxima da repórter e se senta lembrando muito a postura de cão com pedigree.


 


Um silêncio repentino se abateu sobre os presentes, Greene e Willian levantaram devagar um das mãos, cada um direcionando a um lado da cabeça de Hermione. As mãos da repórter tremiam um pouco, no entanto Willian tinha a mão firme, demonstrando confiança e coragem.


 


-Olhando de perto, seu pêlo é muito bonito, um vermelho brilhante e vivo. –Greene fala em tom admirado, enquanto sua mão começava a tocar o pêlo da cabeça de Hermione, que fecha os olhos parecendo apreciar o toque de ambos. –E macio! Parecem fios de seda!


 


-Também são muito perfumados, se aproxime um pouco. –Willian fala também surpreso, se abaixando um pouco assim como Greene, ambos tocando mais confiantes e aspirando o aroma peculiar.


 


-Lembra o campo acho, mas não é tão floral. –Ela diz pensativa, olhando para o príncipe tentando ver se ele concordava.


 


-Um campo de flores após a chuva. Tem algo como o cheiro da terra úmida, não acha? –Ele especula e Greene concorda com um sorriso. –Posso ver suas presas? –Ele pergunta e Hermione ergue a cabeça, abrindo a boca devagar. –Parecem muito afiadas e grandes. –Ele diz impressionado.


 


-Mas também são brancos e o hálito é muito bom. –Greene parecia quase em choque, certamente Hermione não lembrava em nada um cachorro. –Posso ver as mãos? –Hermione apenas fecha a boca e se afasta um paço enquanto erguia o braço forte, deixando a mão com a palma para cima, os dedos semi-curvados, porém relaxados.


 


-São garras muito poderosas, mas não parecem em nada com unhas, também não estão pintadas... você usava esmalte? –Willian pergunta pensativo, as mãos nas costas, o olhar avaliava o e estrago aquelas garras poderiam provocar.


 


-Não, é perda de tempo. Minhas unhas caem para que as garras cresçam. Então quando volto a forma humana minhas unhas nascem de novo. –Hermione responde, sorrindo ao ver a expressão que parecia mesclar lamento e repúdio na face de ambos.


 


-Isso dói muito? –Greene pergunta levando as mãos até a mão que Hermione mantinha erguida. Hermione apenas faz que não. –Uau! –A mulher deixa escapar encantada ao tocar a palma alva e sem pêlos. –É muito macia e suave, ainda mais que os pêlos. Surpreso, Willian também toca a palma da mão, os dedos de Hermione tinham quase o dobro da largura e tamanho que os dedos dele.


 


-Realmente, é formidável. Não acredito que precise de brilho para atrair qualquer lobisomem. –Ele fala não resistindo a fazer um comentário divertido, fazendo Hermione baixar a cabeça parecendo sem jeito.


 


-Acho que já pode voltar ao normal, não é? Ainda temos muitas perguntas a responder. –Harry fala sem se preocupar em esconder o ciúme, o que faz Willian recuar imediatamente e por as mãos para trás, apesar de Harry continuar imóvel ao lado de Rony.


 


Hermione volta a se afastar alguns passos, novamente a fumaça a envolvia, dessa vez um pouco mais densa, para no minuto seguinte se desfazer deixando Hermione visível. Estava com as mesmas roupas de antes, as quais permaneciam impecáveis, porém seu cabelo não estava mais preso no elegante coque e sim soltos com seus cachos caindo graciosamente ao meio de suas costas, em uma das mãos estava à presilha que sustinha o coque.


 


-Por sorte não sou muito vaidosa, ou ficaria realmente chateada pela hora gasta em maquiagem e cabelo. –Hermione brinca ao mostrar a presilha, que agora colocava em um de seus bolsos. Greene lhe olhava o rosto percebendo que não havia traço de maquiagem ou batom. –A pele se rasga e leva junto a maquiagem e o batom.


 


-Me desculpe, quer dizer, se eu soubesse que sua pele rasgaria e suas unhas cairiam, eu nunca teria pedido... –Willian fala parecendo arrependido, sua face mostrava o quão chocado estava por aquilo. Mas Hermione logo o interrompe.


 


-Tudo bem. Na primeira vez dói muito, mas depois a magia ajuda a não sentir tanto e também tem o costume. Aliás, eu limpei os resíduos com magia, mas mantive uma garra e uma presa para se tiverem alguma curiosidade. –Ela diz se aproximando e abrindo uma mão, deixando que vissem um dente e uma garra inteira e sem sinal de sangue.


 


-Já fez um teste para ver o quão resistente é? –Willian pergunta ao pegar a garra e o dente e levá-los até a altura dos olhos.


 


-Não, mas se quiser fazer, sinta-se à-vontade. –Hermione diz sem se importar muito.


 


-Vou tentar depois. Obrigado. –Willian diz levando a garra e o dente até um bolso do paletó.


 


-Seu cabelo é castanho claro, quase dourado, porque seu pêlo é vermelho? –Greene pergunta curiosa e pensativa.


 


-Os pêlos não têm necessariamente relação com a cor do cabelo, mas minha teoria é de que seja avermelhado porque Isabel era ruiva. –Hermione responde a uma pergunta que ela mesma já havia se feito e para qual aceitara a suposição de Calisto.


 


-Posso tocá-los? –Greene pergunta e surpreende um pouco Hermione, que acena que sim. –São tão macios quanto seu pêlo era, a textura é a mesma, porém o perfume não é igual.


 


-É o perfume do shampoo. Meu cabelo não cai como a pele, ele apenas muda de cor. O pêlo do resto do corpo cresce e depois cai, mas acompanha a mesma textura co cabelo. Só não me pergunte o porquê, sei que é a mesma coisa com Calisto, o pêlo sendo da textura do cabelo dela. –Hermione responde sem muita certeza, nem mesmo os lobisomens entendiam direito como a transformação funcionava completamente.


 


-Ela tem essa mesma textura de cabelo? –A pergunta parecia uma curiosidade feminina aguçada, o que fez Hermione sorrir.


 


-Não. O cabelo de cada pessoa é diferente, ser lobisomem ou não, não altera muito isso. –Hermione responde de forma simples. Greene deixara seu cabelo e agora tocava seu rosto e suas mãos com curiosidade.


 


-A pele tem a mesma textura também! É algo só seu como o cabelo? –A mulher parecia encantada e aquilo deixou Willian curioso, fazendo-o se aproximar, porém um rosnado alto veio de Harry em tom de aviso, fazendo o príncipe voltar a recuar.


 


Comporte-se! Você tem idéia da imagem que está passando por mundo inteiro? -Hermione ralha com ele por pensamento, direcionando-lhe um olhar de censura.


 


A imagem de um homem que sabe cuidar do que é seu. Não sou idiota e ninguém vai me recriminar por isso. -Harry mantinha o olhar severo e mostrava que não se arrependia e nem mudaria de atitude.


 


-Como minha pele é frequentemente trocada, acho que poderia dizer que é como pele de bebê. Todo lobisomem que se transforma com freqüência tem a pele assim. –Hermione explica e Greene parece mortificada, afinal parecia um preço alto demais para ter uma pele perfeita.


 


-Bom, acho que podemos voltar à mesa e continuar com as perguntas. –Willian fala e Hermione concorda. –Obrigada pela participação, Srta. Greene. –O príncipe agradece de modo educado e a repórter volta para seu lugar.


 


Os dois caminham até a mesa, onde se encaminham para seus lugares. Harry puxara a cadeira para Hermione e, depois de se sentar, buscara sua mão e beijara carinhosamente, como em um pedido de desculpas. Um homem que as roupas denunciavam ser bruxo, levanta para fazer sua pergunta.


 


-Gustav Butler do jornal O Pasquim. Todos os bruxos acompanharam a adolescência de Harry Potter pelos jornais e revistas, sabemos como o trio que formam e sólido e referência do que é amizade, lembro inclusive de reportagens durante o torneio tribruxo sobre Harry estar disputando Hermione com Vitor Krum. Toda essa história e todos esses sentimentos devem fazer com que vocês superem com facilidade todo a animosidade natural, como o cheiro. Mas o que os faz acreditar que outros lobisomens e vampiros que nunca se viram superem tal provação? –A naturalidade e informalidade usadas pelo repórter fez o trio trocar um sorriso, só poderia ser alguém do Pasquim.


 


-Antes eu queria esclarecer que não houve disputa alguma. Imagine se os dois jovens solteiros mais famosos e cobiçados do mundo bruxo iriam disputar à senhorita sabe-tudo! –Hermione fala como se aquilo fosse uma piada. –Rita Skeeter usou muito da imaginação dela naquelas reportagens mentirosas. Antes daquele primeiro beijo nós dois nunca havíamos nos visto dessa forma.


 


-Aos quatorze anos eu era um garoto bobo e cego, mas felizmente me dei conta cedo e estou me esforçando para recuperar o tempo desperdiçado. –Harry fala olhando para Hermione, deixando seu coração falar por si. –E quanto ao que você disse do cheiro, não há nenhum perfume melhor que o dela. Além disso, herdamos a ligação especial que os gêmeos têm e que os conecta, que faz com que se sintam terrivelmente sozinhos sem o outro e permite com que sintamos tudo o que o outro sente, sentimentos, dor e todo o resto. Na verdade é muito, muito difícil ficarmos longe um do outro.


 


-Isso é verdade, mesmo quando não namoravam mais, os dois andavam grudados e dormiam juntos no quarto que eu e Harry dividimos. Na verdade não sei como vai ser agora que vão ter que ficar separados, mas sei que vou dormir ouvindo resmungos. –Rony reforça em um tom que variava do divertido ao deboche.


 


-Só pra esclarecer, meu cheiro não é bem como o de um lobisomem normal, assim como Harry também não tem um cheiro muito parecido com o de vampiro, apesar de lembrar. Com isso quero dizer que o Harry não fede para os lobisomens e provavelmente eu também não devo ter um cheiro tão ruim pros vampiros. Quanto a questão da inimizade, os instintos podem ser controlados sim, pelo menos no dia a dia, em batalha é algo mais complicado e acho que não daria tão certo.


 


-Vocês têm que ter em mente também, que as raças não nasceram para ser inimigas. –Rony fala de modo tranqüilo. –Não se sabe exatamente de onde vieram os lobisomens ou porque há duas raças tão diferentes, o certo é que as duas raças nasceram em separado e um dia se encontraram. Vampiros eram os seres mais fortes e perigosos que haviam, já que na época os bruxos ainda começavam a entender a magia e os homens mal se uniam em tribos e cidades. O mesmo deve valer para os lobisomens, que além de tudo ainda se identificavam muito mais com os animais. Quando se encontraram surgiu à disputa e desde então o ódio passa pelo próprio sangue, como algo que deve ser verdade, mas não é.


 


-Só para exemplificar o que foi dito, vou voltar à época de Cassius e Isabel. Na idade média as pessoas eram cheias de superstições, isso porque na época os bruxos ainda não haviam se organizado e ocultado as criaturas mágicas, ainda haviam as religiões e seus mitos e dogmas. Qualquer coisa diferente e os sacerdotes, de todas as religiões, logo criavam deuses e demônios, foi por isso que os bruxos se esconderam, para fugir das fogueiras dos trouxas. Vampiros souberam lidar melhor com isso, conseguiam se camuflar com mais facilidade e naquela época se misturavam muito facilmente, hoje em dia mais ainda. Já os lobisomens ainda estavam confusos com sua condição, muitos eram muito mais lobos que humanos e isso os fazia terrivelmente territorialistas. Como, ao contrário de hoje em dia, não havia registros, documentações, internet e tudo o mais, era muito mais fácil criar vampiros e lobisomens, eles existiam em grande número, assim como os caçadores, o grupo HUNTER. Toda noite havia uma infinidade de batalhas, os lycans quase não ficavam em forma humana, agiam como animais vivendo nas florestas, aparecendo nas cidades em noite de lua cheia porque a iluminação era melhor e tornava mais “seguro”. Na noite que Cassius e Isabel morreram, vampiros e lycans muito antigos e poderosos foram assassinados pelos seus inimigos e isso declarou uma grande guerra, fora a busca incessante pelos gêmeos, o que gerou um pico de tensão que quase dizimou as duas raças. Como no fim das contas era uma grande disputa por território, facilmente foi feita uma “trégua” para que ambos os lados pudessem se recuperar e nesse meio tempo os vampiros mudaram suas políticas, o mundo humano mudou muito rápido e os lobisomens são completamente diferente, hoje são muito mais humanos que animais, tirando apenas o melhor de cada lado. –Hermione explica um pouco melhor e olha para Harry, que parecia querer falar.


 


-Eu só gostaria de citar aqui que Calisto e Caim, ambos indivíduos muito poderosos das duas espécies, convivem bem, conversam e que por mais que Calisto não se sinta à-vontade de ficar por perto quando estamos treinando com Caim, ele já assistiu de longe um treino nosso com ela. Não há inimizade entre eles por serem de raças diferentes. –Harry fala rapidamente e então faz um sinal para que anunciem a próxima pergunta.


 


-Kate Thompson da revista Bruxinhas. –Hermione gemeu baixinho e Harry e Rony trocaram um olhar se perguntando quem havia convidado a revista. –Sempre que o Sr. Potter e a Srta. Granger falam de sua relação, se misturam sentimentos de irmãos e de amantes, como conseguem separar isso? E, por curiosidade, porque dormiam juntos e agora separados? –A mulher de tom agudo e espevitado pergunta com um olhar malicioso e começa a se sentar, mas pára e volta a ficar de pé. –Só um adendo. –Diz como um pedido de desculpas. –Srta. Granger, Hermione, você namorou os dois solteiros mais famosos, cobiçados, ricos e poderosos do mundo bruxo, e, pelo que foi ventilado na época, foi você quem terminou com Vitor Krum e ele até hoje ainda sente algo por você. Não acha isto uma vitória das garotas que geralmente são tachadas de CDF, ridicularizadas, postas à margem do convívio social só por serem mais inteligentes e às vezes não tão bonitas ou preocupadas com a aparência? –A repórter pergunta em tom excitado e depois se senta sob olhares reprovadores de outros jornalistas, afinal aquilo não era uma coletiva de estrelas do cinema. Hermione estava vermelha e tinha a boca ligeiramente aberta, totalmente pasma. Willian e os ministros apenas olhavam a jovem com certo ar curioso.


 


-Bom... –Harry começa tentando dar um tempo para Hermione. –Foi estranho e complicado separar as coisas, no entanto no final é muito simples, porque as coisas que envolvem a “herança de gêmeos” são bem instintivas, algo como respirar, sentir fome ou sede. A parte que envolve a nossa amizade, nosso companheirismo, nosso amor, vem de outro lugar, é tão natural quanto, mas tem uma profundidade e um sentindo bem maiores. Por exemplo, pra saciar a necessidade de ficar perto do lance de gêmeos, pra conseguir paz, bastaria estarmos dormindo no mesmo quarto com camas próximas, mas para aclamar meu coração, para que eu me sinta verdadeiramente bem e feliz, preciso tê-la em meus braços, vê-la dormir, ouvi-la ronronar quando lhe faço cafuné... –Harry responde primeiro pensativo, depois quase em tom confidente e então pára quando Hermione lhe esmaga os dedos da mão, estava totalmente vermelha.


 


Se ouvir piadinhas me chamando de gatinha, já sabe de onde virão! -Ela ralha com ele em pensamento, fechando os olhos e mordendo o lábio.


 


Desculpe, eu me esqueci por um instante... me empolgo quando falo sobre nós, você sabe! -Fala esticando os dedos e os recolocando no lugar, mas acariciando a mão dela com a mão boa para mostrar que estava tudo bem.


 


-Desculpem-me. –Hermione fala e então respira fundo, colocando as idéias no lugar. Todos deviam ter ouvido os sons dos ossos de Harry quebrando, já que a mão deles estava sobre a mesa, perto do microfone. –Como Harry disse, é muito instintivo termos que ficar juntos, então como estamos hospedados na sede da Ordem da Fênix e é importante ter cômodos livres, não achei que teria algum problema dividir o quarto com os rapazes, somos muito amigos e eu poderia bloquear os roncos do Rony com magia... –Alguns risos foram ouvidos, principalmente com a careta que Rony havia feito. –Então sob todos os aspectos era bom estar lá, mas meus pais agora estão na sede e eu passei a dormir com eles.


 


-O pai dela é uma fera. –Rony fala e alguns riem, outros parecem surpresos.


 


-O Sr. Granger é um bom homem, um exemplo em vários sentidos. A questão é que Hermione é filha única e nunca teve uma vida romântica agitada, então ele está aprendendo a ver a filha com um namorado, por isso ainda está numa fase de sentir muito ciúme e eu respeito muito isso. Fora que temos muito trabalho com a guerra de Voldemort e de vampiros e lobisomens para nos manter ocupados, nosso relacionamento está mais em segundo plano. –Harry explica e dá uma indireta ao implicitamente dizer que não estava lá pra falar do seu namoro.


 


-Quanto ao adendo, não sei o que andou lendo por aí, mas eu não terminei com o Vitor, nós apenas vimos que não daria certo manter um relacionamento a distância, países diferentes e pouquíssimas chances de nos vermos. Hoje somos bons amigos, ainda nos correspondemos e recentemente nos encontramos no casamento do irmão do Rony, mas não é como se houvesse algo pendente de nenhuma das partes. Quanto a ter namorado bruxos famosos, só tenha a dizer que eu não ligo a mínima para nada do que eles são ou representam, eu me envolvi com duas pessoas maravilhosas e que são muito mais do que jovens cobiçados ou bons partidos, eu inclusive nem gosto de quadribol. Sei que é quase um sacrilégio dizer isso, mas não sou fã de esportes sejam bruxos ou trouxas. Quanto a servir de exemplo, eu prefiro que me vejam como uma nascida trouxa que se esforçou para ser uma bruxa que sabe usar bem seus poderes e com responsabilidade e sensatez, alguém que se dedica muito aos estudos, aos amigos e as causas que valem à pena. Quem eu namoro ou namorei realmente não é importante e só interessa a mim e a minha família. –Hermione fala de modo sério e então indica que podem seguir para a próxima pergunta.


 


As perguntas que se seguiram foram todas direcionadas a guerra ou a união dos povos. Ambos os ministros explicaram com detalhes os planos iniciais de fusão e como era a perspectiva de união que se apresentaria nos próximos anos. Para terminar, novamente Harry e Hermione se adiantaram, desta vez para fazer demonstrações.


 


-Que demonstrações pretendem fazer? –Willian pergunta parecendo animado, havia se levantado e estava de frente para Harry e Hermione. Rony se posicionara lateralmente entre o “palco” e os jornalistas para evitar qualquer pânico.


 


-Que tal começarmos pelo tiro? Estou ansioso pelo teste! –Harry sugere e Willian faz um sinal para um dos guardas que estavam na porta pela qual haviam entrado.


 


-Harry, tem certeza de que quer fazer isso? –Hermione pergunta preocupada, tocando o braço dele carinhosamente.


 


- Não se preocupe querida, será só tirar a bala e tudo ficará bem. –Harry a tranqüiliza e então ela se afasta.


 


-Eu vou mirar em um local não fatal, não se preocupe. –Willian diz para Hermione, enquanto engatilhava a arma. –Pronto?


 


-Fica um pouco mais longe, talvez você possa começar de onde está o mediador e ir se aproximando até conseguir me acertar. –Harry instrui visivelmente animado, tirando o paletó e jogando para Hermione segurar.


 


Willian dá meia volta e se afasta, depois rapidamente, para um humano, ergue o braço e atira uma vez, dando passos rápidos e atirando, o braço firme sustentando a pontaria. Doze tiros depois e outro pente rapidamente foi colocado na arma e descarregado do mesmo modo até ele estar a um passo de Harry.


 


Assim que o primeiro som de disparo começa a ecoar, Harry foca a atenção na bala e gira o tronco posicionando-se de lado, pegando a bala com a mão e então voltando a girar o tronco para o outro lado e pegando o segundo disparo. No décimo disparo já não havia tempo para pegar a bala, apenas desviar; no vigésimo tiro mal havia como desviar, a bala lhe rasgava a roupa e lhe arranhava a pele. Com o último tiro, uma bala se cravara em seu ombro, fazendo uma sensação quente e lancinante se espalhar pelo resto do peito, provocando-lhe um gemido alto de dor.


 


-Harry! –Rony e Hermione bradaram juntos. No segundo seguinte Hermione o segurava, impedindo que ele caísse de costas.


 


-A bala está nele? –Rony pergunta alcançando os dois. Willian estava preocupado, mas se mantinha parado no mesmo lugar a arma na mão.


 


-Eu estou bem. –Harry fala, já recuperado da dor. –Não imaginava que levar um tiro doesse tanto, mas já estou bem.


 


-Vou precisar tirar a bala. –Hermione diz e Harry concorda com um aceno. –Limpa ao sangue do chão, enquanto faço isso. –Ela diz a Rony que concorda, ao mesmo tempo a garota pegava o prendedor que antes sustentava seu coque.


 


Com um movimento lento e cuidadoso, Hermione insere a parte metálica e fina na ferida, mexendo um pouco até encontrar a bala e encaixar a ponta do prendedor de modo a poder puxar a bala para fora do ferimento.


 


-Acha que ficaria bem em um cordão? –Harry pergunta com um sorriso de canto, olhando a bala suja com seu sangue na mão de Hermione.


 


-Ia ficar muito maneiro! –Rony responde se aproximando e olhando a bala disforme e ensangüentada. –Mas não pode limpar.


 


-Eu nunca vou entender os homens. –Hermione responde jogando a bala para cima e pegando um lenço em sua bolsa para limpar a mão.


 


-Só uma bala ficou em você? –Willian pergunta avaliando a camisa de Harry, havia alguns rasgos, mas nada de sangue, apesar da camisa ser bem justa.


 


-As que pegaram de raspão só me arranharam por cima e nem deu pra sangrar. As dez primeiras estão aqui. –Harry fala tranquilamente, depois abrindo a mão e revelando as balas que havia conseguido pegar. –A propósito, belíssima apontaria.


 


-Obrigado. Tentei fazer o melhor, mas você foi bem rápido. Isso é impressionante. –Willian diz examinando as balas que Harry havia lhe passado. –Oficial, obrigado pela arma. –O príncipe se vira e fala ao guarda que se aproxima para pegar a arma cedida ao príncipe.


 


-Olhe pro ombro dele e verá o impressionante. –Rony indica olhando para o príncipe que observa o ombro sujo de sangue, assim como uma parte da camisa, porém a manche era muito menor do que devia ser.


 


-Deixe eu limpar para que veja melhor. –Hermione propõe e usa seu lenço para limpar o local afetado. Logo depois Hermione se afasta, indo até a mesa onde estavam, usando a varinha para conjurar um cinzeiro e então queimando o lenço.


 


-Isto é impressionante. Não se passaram nem cinco minutos desde que ela retirou a bala. –Willian olhava abismado para o ombro já totalmente curado. No telão a imagem era mostrada em detalhes e deixa todos os presentes surpresos.


 


-Hermione se recupera tão rápido quanto ele. –Rony diz observando Hermione voltar até onde estavam.


 


-Há algum limite para essa cura? –Willian pergunta olhando os três. Que se entreolham pensativos.


 


-O ferimento mais grave já sofrido, foi por Hermione, na cabeça. Durante um treino Calisto quase estourou o cérebro dela, mas nada que um dia de repouso não curasse totalmente. –Harry fala olhando para Hermione, que concorda com um aceno.


 


-Foi a única vez que um de nós ficou inconsciente. –Hermione completa enquanto se colocava de frente para Harry com a varinha erguida. - Limpar. Reparo -Após os dois feitiços, a camisa de Harry recupera a cor branca e depois os rasgos desaparecem deixando a camisa como nova.


 


-Continua muito boa nisso! –Rony fala com um sorriso cúmplice, fazendo Harry e Hermione sorrirem. Havia sido o feitiço que ela fizera no dia em que haviam se conhecido.


 


-Simples, mas fascinante. –Willian comenta após observar bem a camisa restaurada e perfeitamente limpa.


 


-Nem tão simples assim. Feitiços de limpeza exigem um pouco de talento. –Rony fala meio sem jeito.


 


-Mudança de planos, pessoal. Protesto aqui na frente em dois minutos. –Harry avisa após captar as intenções via telepatia.


 


-Ordene que fiquem parados e deixem conosco por enquanto, por favor. –Hermione pede e Willian assente.


 


-Eu vou também! –Rony fala já oferecendo a mão, que Harry segura sem protestar, dando a outra para Hermione. No instante seguinte haviam desaparecido sem qualquer som, deixando até mesmo o ministro da magia surpreso.


 


-Alex, fale com as tropas. –Willian ordena e Alexander faz que sim já pegando um rádio num bolso interno. –Fiquem todos calmos e sentados, o telão irá exibir tudo que ocorrerá lá fora e o Sr. Henderson nos explicará tudo o que não pudermos entender. Há câmeras em todos os lugares e não perderemos nada da ação. Aos telespectadores, peço que evitem sair de casa até que tudo esteja calmo.


 


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N/A: Capítulo grandão para compensar a demora. Sei que umas partes estão chatas e repetitivas, mas foi necessário para acabar de vez com toda a parte de conversa, daqui para frente será muito mais ação e guerra.




N/A²: Tivemos um monte de perguntas, algumas bem pessoais, acho que deu pra matar um pouco de curiosidade. Confesso que fiquei um pouco sem saber o que perguntar, então aí vai uma questão para vocês: Se pudessem estar nesta coletiva, que perguntas enviariam para os participantes da mesa? Podem enviar quaisquer perguntas que queiram, elas serão respondidas no próximo capítulo.




N/A³: Preciso dizer que o protesto não será apenas trouxa e que Voldemort meterá o dedidnho dele? Huahauhauhauhuahuaa.




Baby Jones: Quando eu não sei a data que eu postei o último capítulo, vou direto até o seu comentário porque sei que é o primeiro! Rsrsrsrs Bom, esse capítulo ta um pouquinho monótono, mas acho que a parte da Gina e uma ou outra coisa da entrevista dá material pras seus comentários amalucados e divertidíssimos!




Ana Rita: O Sr. Granger ainda ta se acostumando com a idéia como o Harry disse, depois ele melhora. As reações por enquanto são mais de choque, mas no próximo capítulo veremos bem o que vai acontecer e o porquê de todo o policiamento extra nas ruas. Vampiros também irão se manifestar e não exatamente a favor.




Márcio Black : Bem vindo, que bom que gostou da fic. Espero que não se assuste com o grande e monótono capítulo de hoje. Rsrsrs




Angel Cullen McFellou: Isso aí, todos temos que fazer nossa parte para termos um mundo melhor. Não é um caos tão grande assim, a sintonia com os políticos foi muito boa, mas a história com os vampiros não será nada fácil e ainda vai render muitos problemas.




Lady Midnight: O problema não será nem tanto os políticos trouxas, afinal eles não tem muito o que fazer se não acatar o que Harry e Hermione dizem, já o ministro bruxo, apesar de gostar muito do trio, tem sérios problemas com vampiros assim como todo o resto do mundo e isso vai ficar ainda pior nos próximos capítulos, afinal muitos vampiros gostam de “caçar” e ainda há os hunters revoltados, enfim, a coisa vai esquentar.




Silvia Cecil: Se o problema fossem só os inimigos ainda seria mais fácil, o problema vai ser quando aqueles que deveriam ser aliados e trabalhar juntos ficarem contra.




Andre L dos Santos: você tocou nos pontos chaves: Primeiro quem irá querer doar sangue para os vampiros? Segundo como Harry e Hermione irão controlar seus subordinados? E por último, como o mundo verá essa transformação tão profunda  e radical em toda a estrutura social, cultural, política e econômica? Como Hermione falou, será muito maior e complexo que a Revolução Industrial!




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Enviado por Tayane Louise em 30/04/2011

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