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10. Em busca da cura


Fic: Frio da Alma


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry estava saindo da sala de transfiguração, quando uma coruja surge e deixa um pergaminho cair a sua frente. Usando seus reflexos, pega o pergaminho sem maiores problemas, sendo imediatamente ladeado por Rony e Hermione.


 


 


Harry, compareça o mais rápido possível a minha sala, tenho ótimas novidades.


Alvo Dumbledore


 


 


Os três trocaram um rápido olhar e rapidamente mudaram de direção, ao invés de irem para a aula de poções, iriam ao escritório do diretor saber quais eram as boas notícias, já que nos dias que haviam se passado, só haviam recebido péssimas notícias. O caminho foi cruzado rapidamente e Hermione, que vinha freqüentando bastante o escritório do diretor, disse a senha fazendo a gárgula se deslocar.


 


-Vieram cedo, achei que só viriam depois da aula de poções. Mas sentem-se, imagino que estejam muito ansiosos. –Dumbledore fala de modo gentil, seu semblante estava mais relaxado, o que indicava que realmente as notícias eram boas.


 


-Como eu poderia esperar depois de ler que havia uma boa notícia pra mim? –Harry fala como se fosse ridículo priorizar uma aula, ainda mais sendo esta de poções. –Mas indo direto ao assunto, acharam uma cura?


 


-Não, mas encontramos a localização de um bruxo, que me atrevo a dizer, é o melhor curandeiro do mundo. Ele é italiano, mas mora em uma pequena cidade da Áustria. –Harry imediatamente abriu um largo sorriso, compartilhado pelos amigos. O otimismo de Dumbledore era visível e isto reavivava as chamas da esperança.


 


-E ele vem pra cá? Ou eu tenho que ir até ele? –Harry pergunta rapidamente, queria se livrar de uma vez por todas daquela maldição.


 


-Terá que ir. Andrea Ancelotti é um monge recluso, que atende apenas a enfermos, sejam eles trouxas ou bruxos. –Aquela informação pegou os três jovens de surpresa, não era comum encontrar um bruxo padre. –Eu conversei com Lilith e combinamos de que ela o levará até lá na sexta à tarde.


 


-Lilith? Porque ela? –Hermione pergunta sem gostar muito daquela informação, mas tentando se controlar para que não transparecesse em sua voz.


 


-Porque foi ela quem obteve a localização, então achamos que seria a mais adequada para acompanhá-lo, além disto, é uma auror treinada...


 


-Desculpe interrompê-lo professor Dumbledore, mas se quisermos manter a ausência de Harry em sigilo, a professora Lilith não pode ir. Isto levantaria muitas suspeitas. –Hermione fala em tom sério e imparcial, parando um instante para organizar o pensamento e então continuando sua explanação. –Seria mais discreto se fosse dito que Harry e Rony receberam permissão para me acompanhar a Londres, devido a uma alteração no estado de meus pais. –Hermione não pôde evitar deixar a voz embargar ligeiramente ao falar dos pais, mas continua firmemente. –Enquanto isto, iríamos nós três, simples jovens turistas e trouxas até a cidade onde se encontra o padre. Creio que tenhamos experiência o suficiente para isto, além de estarmos nos esforçando muito no treinamento dado por Lilith.


 


-Mas pode ocorrer alguma emergência Hermione, além disto, uma viagem internacional é algo um pouco complicado...


 


-Desculpe interromper novamente, mas estou acostumada a viajar. Inclusive, acredito que não saiba, mas eu falo fluentemente italiano e alemão, além de francês, portanto não acredito que tenhamos qualquer problema neste sentido. E caso haja algum ataque surpresa, tanto Harry quanto eu, nos saímos muito bem nas lições de aparatação, podemos fugir usando este recurso. –A postura firme e segura de Hermione surpreendia Dumbledore ao mesmo tempo em que lhe inspirava confiança.


 


-Harry, Rony, o que pensam da proposta de Hermione? –Um rápido olhar foi trocado pelos dois rapazes, que imediatamente concordaram. –Certo, então irei fazer uma reunião e me corresponderei com o Ministério da Magia da Áustria. Entro em contato com vocês amanhã à noite, assim terão quase um dia para se prepararem. –Dumbledore conclui observando atentamente os três jovens, que mantinham posturas sérias e sóbrias, condizentes com adultos e não com crianças.


 


Os três se despediram com Harry agradecendo por finalmente Dumbledore mostrar confiança neles. Ao saírem, os três caminham calmamente pelo corredor até a escada, esperando chegarem ao andar superior para comemorarem efusivamente aquela oportunidade de mostrarem que já poderiam ser considerados bruxos adultos e responsáveis.


 


************************************************************


 


Na noite do dia seguinte, quinta-feira, Dumbledore confirma aos três que iriam através de uma chave de portal especial de Londres para Viena, onde pegariam um trem trouxa para Hallstatt, cidade ao sul de Salzburg. Assim que falassem com o monge, deveriam escrever uma carta comunicando do que fora dito e então voltar imediatamente para Viena, onde usariam outra chave de portal que os levaria para Hogsmeade.


 


Na sexta Hermione fora ao escritório do diretor pegar as instruções, que continham inclusive um mapa. Ao sair de lá, foi para o salão principal parecendo abatida, iniciando a atuação para que todos acreditassem na piora de estado de seus pais. Então, durante o horário do jantar, os três saíram discretamente para o jardim, onde Hagrid os esperava com uma carruagem, que os levaria até Hogsmeade, de onde iriam de lareira para o Ministério da Magia, local de onde partiriam para Viena.


 


***********************************************************


 


Às 23hs, horário de Viena, Hermione, Harry e Rony já estavam no trem a caminho de Hallstatt, em uma cabine privada. Hermione tinha um romance em mãos e convencera Harry a ler com ela, então Rony se dedicava a ler sua revista especializada em quadribol, comprada especialmente para se distrair durante a longa viagem.


 


-Agora entendo porque minha mãe indicou esse livro, a situação é bem parecida com a nossa. –Hermione fala ao dar uma pausa na leitura. –Claro que temos a vantagem de nenhum de nós estar tentado a matar o outro, mas lembra bastante. –Ela tinha a cabeça virada para o lado, assim como Harry, permitindo que se olhassem nos olhos.


 


-Não acho que pareço muito um vampiro sexy e sem defeitos. –Harry brinca e Hermione ri levemente.


 


-Você pode não ser vampiro, mas tem o humor tão instável quanto o Edward. –Ao ouvi-la Harry faz uma careta, mas ela ignora e se aproxima o máximo que podia sem tocá-lo. –E tão irresistível quanto. –Hermione sussurra fazendo-o gemer de frustração.


 


-Não me maltrata assim... –Harry sussurra hipnotizado pelo olhar dela, até que ambos pulam de susto com o barulho da porta batendo. Um rápido olhar e viram que Rony já não estava mais no sofá a frente. –Eu vou ver como ele está.


 


-Não. Melhor deixar ele quieto, deve ter sido constrangedor pra ele. Quer dizer, acho que se estivéssemos aos beijos não teria sido tão íntimo. –Hermione estava totalmente sem jeito, havia esquecido completamente do amigo.


 


-Tem razão. –Harry fala novamente se sentando, dessa vez de frente pra ela. –Imagine se quando voltarmos eu estiver curado! Ele vai se recusar a ficar na mesma cabine que nós. –Harry e Hermione riem, ambos confiantes de que poderiam ter esperanças.


 


*******************************************************


 


Chegaram a Hallstatt pela manhã e foram direto para a igreja, onde poderiam falar com o monge. As ruas eram quase desertas, as casas eram antigas e muito bonitas, Hermione comentara que aquela cidade era um patrimônio universal, que simbolizava uma importante cultura, cuja história vinha desde a idade do bronze. A igrejinha era acolhedora e contava com a presença de algumas senhoras que rezavam silenciosamente a um canto, além de um padre, de quem Hermione se aproxima.


 


-Lugar estranho para achá-lo, não? –Rony cochicha para Harry, que assente. Era uma igreja normal, católica, nada que combinasse muito com a casa de um bruxo.


 


-Ele nos levará ao monge, vamos deixar nossas coisas aqui no canto. –Hermione aponta para um banco perto da porta por onde sairiam. Os três deixam suas mochilas lá e depois seguem o padre por um corredor estreito, mas bem iluminado.


 


-Imagino que estejam aflitos a procura de uma cura, mas acalmem seus corações, pois Ancelotti é um homem abençoado, um verdadeiro Santo e vai lhe trazer a cura, mesmo que demore algum tempo. –A menção do tempo fez Harry sentir algo dentro de si se remexer, não agüentaria aquela situação por muito mais tempo. –Esperem que irei falar com ele.


 


-Está confiante? –Rony pergunta para Hermione, que era quem havia falado com o padre.


 


-Claro, se Dumbledore o acha tão capaz porque eu deveria ter dúvidas? Além disto, este padre já disse ter visto muitas curas que pareciam impossíveis. –Hermione responde a Rony, mas seu olhar estava carinhosamente voltado para Harry.


 


Demorou pouco mais de dois minutos para o padre sair e fazer sinal para que entrassem. O quarto era muito simples, havia uma cama a um canto, um baú aos pés e uma pilha de livros em outro, o monge italiano sentava em uma cadeira em frente a uma mesa de estudos. Sua aparência era serena, possuía ralos cabelos brancos, usava uma túnica marrom e simples, um crucifixo negro no pescoço, porém o que mais chamava a atenção eram os olhos profundamente negros e astutos, que rapidamente fixaram-se em Harry.


 


-Entende minha língua? –Harry pergunta e o monge acena que sim. –Nós somos bruxos, estudamos em Hogwarts...


 


-Sei que você é Harry Potter. Por mais que viva isolado, me mantenho bem informado. –Harry sorriu aliviado por não ter que dar várias explicações.


 


-Eu acabei duelando com alguns comensais em meados de Julho, estávamos no cofre da família Black, que eu havia acabado de herdar do meu padrinho. Durante o duelo, para me defender, peguei uma espada e ao que parece ela estava amaldiçoada.


 


-Você está com ela? –O ancião pergunta e Harry leva a mão às costas, pegando em algo invisível e fazendo um movimento que revelou uma espada, cuja bainha estava sob o sobretudo de viagem.


 


-Está é Gram, espada mitológica de Odin. –Harry diz ao entregar a espada para o ancião, que pareceu não se importar muito com aquilo.


 


-É uma lâmina forjada pela morte, usando aço, sangue e ossos. Seu brandir ressoa os gemidos e lamúrias daqueles assassinados por ela. Não é uma arma, é um tributo a violência, brutalidade e crueldade. –Havia repulsa na voz do monge, que após uma rápida verificação devolve a espada como se não suportasse tocar o objeto.


 


-Eu só a peguei para me defender, era isso ou a morte. –Harry fala em tom defensivo. –Eu não mergulhei nessa guerra, ela me tragou como o buraco negro captura a luz. –Harry agora tinha o tom frio, como se deixasse claro que não aceitaria críticas e que permaneceria com a espada, que era colocada de volta na bainha, ficando novamente invisível.


 


-O que Harry quer dizer, é que nenhum de nós queria estar no meio dessa guerra, mas se todo mundo não fizer um pouco que seja, não haverá lugar seguro para aqueles que amamos. –Hermione interfere, falando em seu tom calmo e sensato, apesar de mostrar no olhar a dor que ainda sentia pelo ataque irracional a seus pais.


 


-Qual a sua enfermidade, afinal? –O monge pergunta tentando se manter imparcial, apesar do asco pela violência.


 


-Tirando as plantas, não posso tocar em nada vivo. Sempre que há algum contato, por mais breve e suave que seja, mesmo por cima de roupas, eu sinto uma grande dor, além de sentir dormência no local e às vezes ficar com um hematoma.


 


-Fico feliz por ter se lembrado das plantas, muitas pessoas esquecem de que elas também têm vida. –O monge fala de modo mais simpático, dificilmente alguém de mente fechado e más intenções lembraria-se da vida verde. –Coloque-o e fique quieto por um instante. –Ancelotti instrui ao dar a Harry um colar de couro com diversos pingentes de prata que possuíam pedras de cores e aspectos distintos.


 


Rony troca um olhar com Hermione, que apenas balança os ombros em sinal de que não sabia o que o monge fazia. Harry permanecia imóvel, enquanto o monge murmurava muito baixo para saberem sequer qual língua usava. A cada instante alguma das pedras brilhava e junto dela uma aura parecia envolver uma parte do corpo de Harry. Ao final de cerca de dois minutos, Ancelotti pressiona com a mão a região onde ficava o coração, fazendo Harry pular para trás, batendo numa parede do pequeno cômodo e cair sentado no chão.


 


-Harry! –Hermione fala já correndo até o namorado. –Harry como você está? –Pergunta não gostando de ver a cabeça dele pendurada.


 


-Acho que ele está inconsciente. –Rony diz ao ver que o amigo não se movia. Então levanta a cabeça dele, que não reage. –Ele não está respirando! –Agora Rony estava pálido e parecia assustado.


 


-Se afasta! –Hermione diz a Rony, enquanto deitava Harry no chão. Logo depois ela coloca a varinha sobre o peito dele e lança um feitiço, que faz o corpo de Harry pular. Novamente ela se aproxima, verifica a respiração e o pulso, ficando aliviada por notar que apesar de fracos, os sinais vitais haviam voltado. –Ele está respirando e o coração voltou a bater, deve voltar ao normal em breve.


 


-Mas o que foi que houve? O que você fez? –Rony pergunta a Ancelotti, que assistia a tudo sem perder a calma.


 


-Eu apenas o toquei sobre o coração. Talvez o processo que desencadeia a dor seja mais forte biologicamente do que vocês imaginavam. –A resposta simples do monge fez Hermione ficar ainda mais preocupada, pois significava que Harry tinha um ponto fraco muito perigoso.


 


-Quanto ao exame que acabou de fazer, a que conclusões o senhor chegou? –Hermione pergunta ainda de joelhos ao lado de Harry.


 


-Nunca vi maldição parecida. Apesar de maldições não serem minha especialidade, conheço algumas poções que costumam ser eficientes, porém, para algo tão forte, creio que só haja um tratamento possível. –Ancelotti franziu o cenho demonstrando preocupação.


 


-E qual o problema com esse tratamento? –Rony pergunta ao observar a mudança no monge.


 


-A poção é conhecida por ser capaz de curar quase todo tipo de enfermidade e a maioria das maldições, o problema é que seu ingrediente principal é uma erva encontrada apenas em um lugar no mundo. –Ancelotti fala indo até a pilha e pegando um livro. –Ela é encontrada apenas no Monte Ararat, na face norte, é quase impossível de pegá-la.


 


-Por quê? Podemos com magia escalar facilmente qualquer monte. –Rony quase ria ao falar aquilo.


 


-O problema são os guerrilheiros Curdos, que estão instalados naquela face do Ararat. Você não sabe nada sobre política ou conflitos mundiais? –Hermione responde, não deixando de, ao final, dar uma bronca em Rony pela falta de interesse.


 


-Isso realmente não importa. Se tivermos uma chance de curarmos o Harry, acha que vão ser uns guerrilheiros trouxas que vão nos impedir? –Rony fala como se desafiasse Hermione a contestá-lo.


 


-Não, só estou dizendo que não será fácil e nem simples. –Hermione fala enquanto levantava e se aproximava do monge. –É neste livro que está descrita a poção?


 


-Sim. Aqui também tem a descrição da erva e como retirá-la, porém o livro é muito raro e não posso emprestá-lo a você.


 


-Não tem problema, me dê pergaminho e pena que eu copio o conteúdo necessário. –Hermione pede e Ancelotti assente.


 


*************************************************************


 


-Então o que faremos agora? –Rony pergunta para os amigos, após chegarem ao centro de Hallstatt.


 


-Eu vou ligar para alguém e então falo meu plano. –Hermione responde, fazendo sinal para ficarem enquanto ela ia até a cabine.


 


-Ela ficou quieta o tempo todo, acha que está tramando algo fora dos “padrões Hermione”? –Rony pergunta a Harry, que parecia pensativo.


 


-Só em estarmos saindo sem a permissão de Dumbledore, já estamos fora das regras. –Harry suspira um tanto desanimado, afinal iriam se arriscar enfrentando trouxas perigosos e armados para fazer uma poção, a qual poderia não ter qualquer efeito sobre si.


 


Passaram-se quase cinco minutos, até que Hermione volta até onde Rony e Harry observavam o movimento calados, parecendo fazerem seus próprios planos. Ela respira fundo, então pára a frente deles, a expressão indecifrável.


 


-Vamos pegar um trem até Verona, onde encontraremos um amigo. Vou escrever a Dumbledore contando nossos planos no caminho e envio quando chegarmos a Verona. –Hermione explica enquanto caminhava até o guichê onde compraria as passagens.


 


Demoraram alguns minutos na fila para a compra das passagens e depois foram fazer um lanche enquanto esperavam o horário de partida. Durante todo o tempo Hermione ficara quieta, com um ar distante e mal os olhava.


 


*******************************************************


 


-Então, será que agora você pode dizer o que está te incomodando tanto? –Harry pergunta assim que Hermione termina de escrever a carta para Dumbledore. Os três estavam sozinhos em uma cabine.


 


-Certo, estive pensando em um jeito de te dizer isso sem deixá-lo irritado. Infelizmente não creio que isso seja possível, então me prometa que vai ser compreensível. –Hermione pede a Harry, que já não estava gostando do rumo da conversa.


 


-Por acaso está tentando dizer que vamos voltar pra Hogwarts e esperar pela ação da ordem? –Harry pergunta tentando se controlar para não ser agressivo.


 


-Não. Isso poderia demorar muito e não sabemos quando Voldemort irá tomar a Turquia, já que ele invadiu diversos países próximos. –Hermione viu que tanto Harry quanto Rony estavam confusos. –Quando chegarmos à Verona, pegaremos um táxi até um pequeno aeroporto, lá iremos pegar um pequeno avião bi-motor que usaremos para ir até Erevan, na Armênia. Lá teremos que alugar um jipe ou moto para ir até a parte segura da subida, depois iremos a pé até o restante do caminho. –Harry e Rony trocaram olhares confusos.


 


-E qual a parte disso vai aborrecer o Harry? –Rony pergunta sem entender bem, sentimento que Harry compartilhava. Hermione ficara vermelha e tinha os olhos fixos nas mãos, cujos dedos brincavam entre si.


 


-Não acho que já tenha dito a vocês, mas meus vizinhos têm uma filha que se casou com um italiano e mora com ele desde então em Milão, na Itália. Eles têm um filho que agora tem dezenove anos e é ele o piloto, o pai dele é o dono do avião. –Hermione respira fundo, lançando um olhar de esguelha a Harry, que ainda não entendia exatamente o problema. –É claro que é um tanto estranho pedir para alguém me levar incógnita até um país estranho, sem fazer perguntas...


 


-Se esse cara é seu amigo, qual o problema? Não é como se você fosse o tipo de pessoa que faz algo errado. –Rony a interrompe achando que toda aquela volta dela era estranha e desnecessária.


 


-Aí é que está. Ele não é exatamente um amigo, quer dizer, nos conhecemos desde pequenos, são só três anos de diferença, a questão é que ele tem certo interesse por mim. –Hermione fala baixo, não querendo olhar para o lado, onde Harry estava. Já o moreno não evitou um rosnado baixo, agora entendia o porquê de toda aquela apreensão de Hermione.


 


-O que você prometeu a ele em troca dessa carona? –Rony faz a pergunta que Harry provavelmente ansiava por fazer, seu tom tão duro quanto o do moreno estaria.


 


-Nada. Porém ele vai flertar comigo e eu vou ter que corresponder. –Agora ela olha para Harry, que tinha o cenho fechado, assim como os punhos.


 


-Então vou ter agüentar uma viagem de algumas horas com você flertando com outro cara, possivelmente trocando mais que olhares, talvez um beijo? –Harry pergunta em tom frio e cortante.


 


-Não vai haver beijo algum, não deixaria as coisas irem tão longe e Adrian não é nenhum cafajeste que imporia tal condição. –Hermione agora sustentava um tom ofendido e tinha os braços cruzados, o semblante sério e impassível.


 


-Então ele é um cavalheiro? –Harry agora era irônico, estava visivelmente enciumado. –Só falta você dizer que também faz o tipo galã de cinema.


 


-Sendo sincera, até para evitar conflitos, sou obrigada a admitir que de fato ele é muito atraente. É o tipo do cara por qual garotas da minha idade suspirariam, porém é por você que estou apaixonada e não vou sequer olhar para ele. Se eu vou ser mais aberta as suas investidas, é só porque a situação exige.


 


-Pro inferno que a situação exige! Vamos arranjar outro jeito. –Harry resmunga inflexível.


 


-Não tem outro jeito. –Rony fala seriamente, não se importando com o olhar assassino de Harry. –Olha, também não gostaria se fosse a Luna ou minha irmã, nem mesmo a Hermione me agrada fazendo isso e você sabe. Mas é nossa melhor chance de conseguir uma cura para você, então o sacrifício é necessário, mesmo que tenha que rolar algum beijo.


 


-Não vai rolar beijo nenhum! –Harry dera um salto, estava ansioso por bater em algo. –Eu vou dar uma volta, não quero ninguém atrás de mim. –Dito isto, ele sai batendo a porta da cabine, o que fez Hermione esconder o rosto entre as mãos, estava prestes a chorar, mas se controlaria.


 


-Não fica assim Mione, ele vai esfriar a cabeça e vai ver que nós apenas estamos nos esforçando para ajudá-lo. –Rony tenta consolar a amiga, falando em tom brando e dando tapinhas leves em suas costas.


 


***********************************************************


 


N/A: Vou fazer este trecho pelo ponto de vista do Harry, acho que ficará mais interessante assim. As partes em italiano foram traduzidas no Google, então se não tiverem muito corretas me perdoem, mas eu não falo italiano.


 


Após passar horas em silêncio, sem conseguir dormir direito com pesadelos com minha namorada aos beijos com um bonitão de sotaque charmoso, estava finalmente no aeroporto, do lado de fora de um hangar onde a nossa “carona” estaria.


 


-Hermione! Allora non ero devaneando, sognante che ha avuto sopra per me, ad esempio quello per vedere mi è stato venuto. La pena da non potere essere più tempo, adore mostrare a Milano ed ai relativi incanti voi. –Viro para encara um cara alto, cabelos negros lisos cumpridos até os ombros, olhos azuis intensos como o mar, porte físico atlético, sorriso caloroso e, para tornar meu pesadelo pior, ainda parecia muito bem vestido e rico. O que mais um cara poderia não querer em um adversário?


 


-Será que pode falar nossa língua? –Resmungo sem gostar nem um pouco daquele falatório incompreensível. Não sei se todos estes anos sofrendo nas mãos dos Dursley e lutando contra Voldemort haviam me deixado masoquista, mas eu preferia saber bem o que era dito, mesmo que isto fosse me machucar mais que qualquer toque.


 


-Claro, sem problemas. –O desgraçado falava muito bem minha língua, pela pronuncia dada ao nome de Hermione, mas de resto deixava um pouco de sotaque para ficar mais charmoso.


 


-Adrian! –Hermione se aproxima talvez tentando tirar a atenção de cima de mim, já que eu não estava disfarçando. - Non dice le assurdità, esso sapere che adore essere con voi e certamente gemo per non potere essere più tempo! In tutto il senso, ringraziamenti mólto per il sussidio, non saprebbe per ricompensare come voi.-Ela diz abraçando-o carinhosamente, depois se afastando um pouco para olhá-lo, mas sem sair de entre os braços dele. Parecia uma punição pela minha incapacidade de atuar, assim como as palavras na língua do maldito.


 


-Se não tem idéia de como me recompensar, eu poderia dar uma sugestão... –Adrian tinha um tom rouco e um olhar sugestivo, fixado nos olhos dela. Se ele tentar beijá-la, pulo no pescoço dele e que se dane a carona, vou a nado pra Turquia! –Um jantar na sua cidade ou na minha, seguido de uma boa noite no salão.


 


-Irrecusável. –Hermione responde com um sorriso sincero, porém aliviado, certamente feliz por escapar de uma situação que eu já havia dito que não aceitaria. –Agora me deixe apresentar melhor meus amigos, apesar de já ter falado deles para você.


 


-Rony e Harry, não é? –O sabichão fala apontando corretamente para nós dois.


 


-Isso! Como sabia? –Hermione pergunta parecendo admirada, como se aquela adivinhação fosse grande coisa. A chance de acertar era de 50%.


 


-Você está sempre falando deles, principalmente do Harry. Apesar de você nunca ter mencionado que ele era tão bonito. Acaso seria para evitar que eu tivesse ciúmes? –Bonito? Pelo menos ele parecia realmente enciumado!


 


-Evitar? Devo lhe recordar de quando me proibiu de pronunciar o nome dele? –Hermione brincava, quase parecia que a hipótese de termos algo era ridículo. Pelo menos ela falava bastante de mim e nunca havia falado dele, o que, sem dúvida, era um ponto pra mim.


 


-Todo homem tem direito de ser inseguro às vezes. Mas vamos deixar isto de lado que temos um vôo conturbado a frente. –Conturbado? Ele tinha a expressão séria neste ponto, o que não prometia boa coisa.


 


-Porque Conturbado? –Rony pergunta olhando para o pequeno avião ao nosso lado, do qual ele havia saído.


 


-Os conflitos em países próximos fizeram o espaço aéreo ficar mais bem vigiado, teremos que voar discretamente e pode ser que eu tenha que fazer algumas manobras mais arriscadas para assegurar que não sejamos perseguidos por caças. –Pelo visto a situação internacional era pior do que tínhamos notícia e o favor que ele nos fazia era bem maior do que o pensado por nós.


 


-Mais uma vez obrigada por isso, Adrian. Nunca vou poder te recompensar o suficiente. –Hermione tinha não só reconhecimento, mas admiração nos olhos, o que o fez abrir um irritante sorriso luminoso e quente.


 


-Adoro uma boa aventura e essa promete ser a melhor de todas! Agora, vamos a bordo. –Se ele não estivesse obviamente tão caído pela minha namorada, eu até poderia simpatizar com ele, o que me deixava com um humor ainda pior.


 


***********************************************************


O vôo fora mais demorado e perigoso do que imaginaram, pilotar nas brechas dos radares não era fácil e os deixava entrando e saindo de áreas de turbulência que faziam seus estômagos darem voltas perigosas. Hermione, que além de tudo tinha problemas com altura, passara a viagem agarrada a Rony, que também parecia bastante enjoado. Enquanto isto Harry fora de co-piloto de Adrian, ajudando-o e se distraindo de seus problemas ao aprender sobre como pilotar aviões, decidindo que estudaria aquilo assim que as coisas ficassem mais tranqüilas.


 


Assim que pousaram e conseguiram se esgueirar até o centro da cidade, Hermione tentou se comunicar com os habitantes pedindo informações sobre onde poderia alugar veículos. Conseguiram chegar a uma loja de aluguéis, onde somente Hermione entrou, era um jeito de dificultar o reconhecimento deles. Ela aparecia sozinha e nunca falava inglês.


 


-E aí rapazes, querem uma carona? –Hermione brinca com os amigos ao estacionar a moto em frente ao local onde Harry e Rony estavam.


 


-Você sabe guiar moto? –Rony pergunta meio desconfiado, olhando o carrinho acoplado a moto.


 


-É claro que sei, Ronald! Vou tirar carteira no verão, mas isso não importa. Sobe na garupa, o Harry vai no carrinho com minha mochila. –Harry já estava pegando a mochila dela, que estava no carrinho e tirando a sua para juntar a sua frente.


 


-Você não vai cair com isso, não é? –Rony pergunta mais uma vez, enquanto se sentava e a abraçava.


 


-Se falar mais alguma coisa nesse sentido, te deixo aqui mesmo. –Hermione retruca sem paciência, passando o capacete reserva para ele.


 


-Você acha que essa moto agüenta uma subida com tanto peso? –Harry pergunta observando que o carrinho não era natural naquela moto, devendo ter sido acoplado por Hermione usando magia.


 


-Está é uma BMW F650GS, uma moto para rali. Eu vou levá-lo com carrinho até a parte de trilha plana, quando a subida começar estendo a moto e tiro o carrinho. Certamente ela vai dar conta. Também aumentei magicamente o tanque, então é só enchermos logo antes de subir e pronto. –Harry e Rony se entreolharam, nenhum dos dois entendia nada de motos, mas Hermione parecia entender.


 


-Ok, vamos lá então. –Harry fala dando de ombros, o que importava era chegarem até as ervas.


 


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N/A: Olá, demorei um pouco com o capítulo por causa de um problema que tive no ouvido, quem já teve dor de ouvido sabe como é ruim e a minha durou 2 semanas.




N/A²: Creio que finalmente vamos ter um pouco de ação, afinal não é como se eles fossem tão facilmente pegar a erva necessária para a poção. Então, para quem estava achando a fic parada, aguarde o próximo capítulo que vai ser ação do início ao fim.




Mione03: Hermione não bateu na Lilith, mas bateu o pé e impediu que ela viajasse sozinha com o Harry. Claro que em se tratando de Hermione Granger, esse veto foi feito com muita classe e sem margem a falhas.




James V Potter: Espero que tenha gostado também deste e tenho certeza de que adorará o próximo!




Baby Jones: Acho que Dumbledore soube do seu movimento e se mexeu né? Não achou a cura, mas achou quem poderia ter uma. Agora é ver se a cura funciona ou não no Harry.




Lucas Vinicius: Nesse cap até o Rony tentou por juízo na ferinha, que está cada vez mais parecido com Snape. Rsrsrsrs




Gawen J. McGray: Pedido feito e aceito. Eu ia tentar começar já neste capítulo, mas achei que seria bom mostrar direitinho como os caminhos foram se desenrolando.




Paulinha Potter: Esse cap teve lá seus momentos fofos, mas daqui para frente eles tendem a rarear um pouco.




Márcio Black : Acharam uma possibilidade de cura, graças a Lilith! Eu acho que ela é o personagem mais defensor de H² que eu já vi em fics rsrsrsrs.




Ingrid Teixeira: Eu sei que as vezes posso ser muito má, mas as maldades sempre acontecem para trazer o melhor não é? Certamente tudo no futuro vai valer a pena.




Ana Rita: Em pleno dia dos namorados, aqui no Brasil, um capítulo que teve bastante H/H, em um casal, que de todas as minhas fics, retrata –no meu ponto de vista-mais fielmente o que é a relação de Harry e Hermione.


N/A³: Para quem ainda não sabe, eu tenho uma fic nova que se chama O Segredo da Magia. Ela é pós-guerra e pós-Hogwarts, mas só leva em consideração os livros de HP até o 6.




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