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8. Coroação


Fic: Frio da Alma


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Era uma manhã chuvosa e os alunos estavam sonolentos, tentando prestar atenção na explicação de Minerva McGonagall sobre feitiços de transfiguração para mudar características físicas. Então, como que para despertar a atenção dos alunos, o diretor Alvo Dumbledore entra na sala, pedindo licença e fala em particular com a professora, antes de se virar para a turma com um semblante que parecia levemente preocupado.

-Srta. Granger, Sr. Potter, Sr. Weasley, por favor, me acompanhem. –Dumbledore tinha seu tom habitualmente bondoso e calmo, o que fez os três se entreolharem, mas organizarem seus materiais para acompanhar o diretor.

Saíram em silêncio da sala e se afastaram em direção a escada, entrando em uma sala vazia, onde poderiam conversar em particular. Dumbledore parou de costas um momento e depois se virou para os três curiosos jovens.

-Seja lá o que o disseram ao senhor, é mentira! –Rony fala em tom defensivo, imediatamente recebendo olhares de censura dos amigos, mas fazendo Dumbledore rir.

-Infelizmente não é uma travessura estudantil que me traz aqui. –Novamente o bruxo ficara sério e seus olhos acabaram por recair em Hermione, fazendo os três ficarem apreensivos além de mais curiosos. –Hermione, a casa de seus pais foi atacada. Membros da ordem chegaram a tempo de evitar o pior, mas ainda sim seus pais foram feridos, mas não se preocupe, não a risco de morte.

-Mas há algo mais, não há? –Ela pergunta com a voz trêmula, Harry e Rony olhavam de Hermione para Dumbledore com expressões pesadas.

-Seu pai, infelizmente, perdeu a visão. –Hermione soltou um soluço, mas parecia conter o choro. –Os curandeiros estão estudando o caso para ver se podem fazer algo. Já sua mãe tem vários ferimentos, mas está bem, apesar de não poderem garantir a sobrevivência do bebê...

-Bebê? Que bebê? –Hermione estava assustada seus olhos já deixavam as lágrimas escapulirem.

-Ao que parece ela está com quase dois meses, mas os medi-bruxos acham difícil que, com a idade de sua mãe e o trauma, ela consiga levar a gravidez adiante. Sinto muito Hermione.

-Eu posso vê-los? –Hermione pergunta já chorando. Harry olhava-a com as mãos coçando, louco para abraçá-la e consolá-la.

-Já estou preparando tudo para que possa ir em segurança até Londres. Se quiser pode levar um de seus amigos consigo. –Dumbledore acrescenta sabendo o quão isso poderia significar para ela.

-Obrigada. –Dumbledore acenou com a cabeça e, após lançar um olhar a Harry e a Rony, sai da sala.

-Pelo menos eles vão ficar bem, a ordem chegou a tempo. –Rony diz a abraçando, enquanto ela se rendia as lágrimas, o rosto escondido no peito do amigo, que acariciava seus cachos castanhos tentando confortá-la.

Harry sabia que nada que falasse a ajudaria, ela não precisava de palavras e o que precisava ele não poderia oferecer. Olhou suas mãos que tremiam e suavam frias, pálidas, sentiu vontade de socar a mesa com elas, mas se conteve, apenas se limitando a sair em silêncio, deixando Hermione chorar nos braços de Rony.

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-Se eu gritar você ouve? –Lilith pergunta em tom normal, ao se agachar na borda da piscina onde Harry nada furiosamente.

-O que você perguntou? –Harry questiona emergindo da água bem a frente dela.

-Se, eu estando relativamente longe, você ouviria. –Ela explica observando-o sair da água e se sentar na borda um pouco ofegante.

-Não sei, talvez. Porque? –Pergunta sem entender nada.

-Ora, porque eu quero torcer pelo meu melhor aluno nas olimpíadas em 2012. Aliás, o que você vai disputar, 50m, 100m, 200m ou talvez 400m livres? –Pergunta com um sorriso, que não chega a Harry.

-Não estou com humor pra piadas. –Resmunga se levantando e indo pegar uma toalha pra se secar.

-Está disputando com Snape o título de mais mal humorado de Hogwarts? –Pergunta tranquilamente, mas só ouvindo mais resmungos de volta. –Tudo isso por causa do ataque aos Granger? –Dessa vez Harry pára e se volta para ela.

-Se não bastasse o ataque ter sido por minha causa, eu tive que ver Rony a abraçando e confortando, enquanto eu não podia fazer nada. Sabe o que é ver uma pessoa que você ama sofrendo e não poder fazer absolutamente nada? –Harry estava nervoso e apertava a toalha tão fortemente em suas mãos, que os nós de seus dedos estavam brancos.

-Se está com raiva, então é melhor vir pro tatame. –Lilith já retirava os sapatos e ia em direção ao tatame no centro da sala de treino.

-Só vou vestir o quimono...

-Não, pode vir assim mesmo. Vou deixar isso como duas vantagens pra você. –Harry a olhou de modo interrogativo, mas indo em direção ao tatame. –Só de sunga, não terei onde segurar para usar vários golpes. –Harry concordou com um sorriso, sem luta no chão seria mais fácil para ele. –Além disso, eu ainda poderei me distrair vendo todos esses músculos tão bem distribuídos a minha frente. –Imediatamente Harry cora e baixa os olhos, oportunidade que Lilith não desperdiça, atingindo-o com um chute na região das costelas, fazendo-o se afastar cheio de dor.

Nos minutos que se seguiram ambos procuraram se estudar bem e dar golpes precisos e fortes. Harry parecia mais adaptado aos golpes de grande potência e pouco contato, de modo que a acertava mais vezes. Também já conhecendo melhor seu corpo, deixava que ela lhe atingisse na linha da cintura e costelas, não valia a pena se defender e ficar com o braço dormente. Contudo, um golpe e uma tentativa de contra golpe dados de modo súbito e simultâneo, fez os corpos de ambos se chocarem e Harry cair sentindo muita dor.

-O que houve? –Hermione pergunta ao entrar na sala e ver Harry rastejando e gemendo no chão, enquanto Lilith tinha as mãos em um dos ombros.

-Um choque acidental durante um combate. Mas o que faz aqui? Deveria estar descansando. –Lilith fala observando que Hermione vestia roupas leves e tinha os olhos levemente vermelhos, mas o semblante firme.

-Chorar não vai me levar a lugar algum, então resolvi fazer um pouco de exercício e ocupar a mente. –Seu tom estava firme, assim como sua postura. Aquilo fez Lilith sorrir em aprovação.

-Coloque o quimono e venha descarregar um pouco a raiva. –Hermione apenas acenou, lançando um último olhar preocupado a Harry.

Enquanto Hermione se dirigia ao biombo, Lilith foi até a mesa, onde juntou algumas frutas num jarro com água e com um gesto de varinha transformou o conteúdo em suco. Depois de depositar em um copo grande, levou-o até Harry, que estava sentado apoiado contra a parede, próximo ainda do tatame.

-Vai te ajudar a se sentir melhor. –Lilith entrega o copo a Harry, que aceita e o leva a boca, suas mãos ainda tremulas e sua respiração irregular. –O que foi isso? –Pergunta querendo mudar de assunto, apontando uma cicatriz no joelho dele.

-Quando pequeno corria muito do meu primo, então um dia tropecei e cai sobre um brinquedo quebrado no parque. Duda me alcançou e me bateu, mas meus tios acharam que meus machucados se deviam a queda do brinquedo. –Harry responde de modo automático, sem demonstrar qualquer sentimento quanto aquilo.

-Ainda corre do seu primo? –A pergunta era quase uma provocação.

-Não, agora é só por esporte, pra manter a forma. Como apanhador uso muito as pernas para estabilizar o vôo, você sabe. –Harry rebate se preocupando mais com o suco, olhando como se tentasse adivinhar que frutas havia ali.

-Belas pernas por sinal. –Lilith observa após analisar as coxas grossas e firmes. –Sabe, se não fosse sua maldição, não me importaria de jogar as regras da escola no lixo.

-Mas já que sou um amaldiçoado, porque insiste em me dizer essas coisas? –Harry pergunta parecendo mais curioso do que irritado.

-Porque quem sabe um dia não te convenço a ter uma conversa estimulante ao pé do ouvido. –Lilith agora tinha a voz carregada de malícia, o que o deixou imediatamente vermelho.

-Podemos começar? –Hermione aparece já vestida e tinha a voz fria e o olhar duro, focado em Lilith.

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Hermione e Rony acabavam de voltar de sua ronda, quando ele se despede, indo falar com os Dino e Simas a um canto, deixando Hermione ir até Harry, que parecia estudar ou fazer alguma lição.

-Fazendo lição? –Pergunta ao vê-lo ler um pergaminho. Ela sentava-se ao seu lado e olhava-o atenta.

-Feitiços. Eu já terminei e estava revisando, você olha pra mim? –Harry fala tentando ignorar o quanto ela estava próxima, mas lhe passando um pergaminho.

-Tarefa de ontem, muito bom. –Ela murmura em aprovação, com um sorriso. Harry então passou a observá-la discretamente, as linhas delicadas da face, a respiração regular. Já estava conformado com seus sentimentos, podia observá-la sem se sentir culpado, só precisava ser discreto. –Está bom, só reveja as partes que eu marquei, não é que esteja errado, mas você pode melhorar.

-Certo, obrigado. –Agradece pegando o pergaminho e o colocando a sua frente, tentando voltar sua atenção a ele e não a garota que se remexia inquieta ao seu lado.

-Eu gostaria de te pedir algo. –A voz de Hermione estava um pouco falha e suas bochechas coradas. Já a imaginava pedindo que ele fizesse extensas anotações das aulas do dia seguinte.

-Claro, o que quiser. –Fala com um sorriso, incentivando-a a continuar.

-Eu gostaria que me acompanhasse amanhã a Londres. –Hermione pediu olhando-o nos olhos, mostrando que realmente gostaria que ele fosse.

-Eu adoraria ir com você, mas não seria certo. –Era difícil falar aquilo, se sentir incapaz de ajudá-la. –Não poderia te abraçar, não teria nada bom pra te dizer, sou péssimo com palavras. Você precisa de alguém que te passe segurança, tranqüilidade, que te conforte e eu não posso fazer nada disso.

-Não precisa me tocar, Harry. Me sinto segura só de estar contigo, você me conforta com seu olhar, seu sorriso. Só precisa estar ao meu lado. –Ela falava quase em um sussurro, mas que era perfeitamente audível, principalmente ao seu coração.

-A que horas vamos? –A pergunta era simples, mas dizia tudo que era necessário.

-As oito. Iremos de chave de portal, é seguro e rápido. –Harry apenas concordou com um aceno. –Boa noite.

-Já vai? Não vai fazer nenhuma lição? –Pergunta surpreso, geralmente ela era uma das últimas a dormir.

-A poção para dormir que madame Pomfrey me deu me fará dormir por muito tempo. Preciso ir agora. –Assenti sentindo um peso no peito, era óbvio que ela não iria querer sonhar.

-Boa noite, te espero no salão comunal. –Tentei usar meu tom mais suave, queria concentrá-la na parte em que veria os pais e não no que havia acontecido com eles.

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Assim que chegaram ao hall do St. Mungus, foram recebidos por Lupin e Tonks, que os esperavam um tanto tensos. E Hermione reparou que não era pelo seu estado e sim pelo que encontraria ao ver os pais, o que só fez seus temores crescerem.

-Hermione, Harry, tudo bem? –Lupin pergunta mais por educação já que nenhum dos dois tinha o semblante tranqüilo.

-A viagem não foi tão ruim. A propósito, muito obrigada Tonks. Soube que você estava à frente da equipe que salvou meus pais e prendeu os comensais, não sei como te agradecer. –Hermione estava visivelmente emocionada e Tonks apenas a abraça.

-Eles se portaram muito bem, se não tivessem mantido a calma, não teríamos chegado a tempo. –Hermione abre um pequeno sorriso, era o tipo de coisa que poderia esperar dos pais. –Agora, você precisa ser muito forte e demonstrar confiança de que eles vão ficar bem, mantê-los calmos. Acha que consegue?

-Vou ajudá-la a conseguir isso. –Harry fala de forma tranqüila e confiante, fazendo Hermione sentir que uma boa parte do peso havia sido retirada de suas costas.

-Vamos até seu pai então, ele a está esperando. Sua mãe está sendo examinada, ainda está inconsciente. –Hermione apenas assente, seguindo Lupin que ia até o elevador.

O Sr. Granger estava em um quarto privado, para a segurança dele, em sua porta havia dois aurores e o mesmo ocorria com sua mãe, dois andares a baixo. Ele estava sentado, havia uma venda cobrindo seus olhos, seus braços e pernas também estavam enfaixados, mas não possuíam lesões graves.

-Pai. –Hermione fala após entrar em silêncio e tocar-lhe a mão delicadamente. –Me desculpe por expô-los a isso.

-Não se desculpe, querida. Os curandeiros estão se esforçando e disseram que eu vou ficar bem, apesar da visão. –Hermione aperta mais forte a mão de seu pai, sentindo-se tão mal que parecia que desmaiaria.

-Mas ainda resta esperança de que volte a enxergar. Sei o quão é difícil de manter a esperança, acredite, tem horas em que o meu maior desejo é testar a maldição da morte em mim, mas então me lembro das pessoas que me cercam e na fé de que encontrarei uma cura e então volto a creditar. O que quero dizer, é que quando lhe faltar força, busque-a nos outros, nos entes queridos. –Harry fala de modo firme, tentando não soar distante ou culpado.

-Entendo o que diz. É muito ruim pensar que nunca mais poderei ver o rosto da minha menina, da minha esposa, que nunca conhecerei o rosto de meu filho, se ele vier a nascer. Mas poderia ser pior, eu poderia ter morrido, ter enlouquecido, enfim, há muitos destinos piores do quais fui poupado e agradeço por isso. –Hermione deixou algumas lágrimas caírem, queria poder ajudar, mas não sabia como.

-Tem razão, Sr. Granger. Eu às vezes sinto vontade de jogar tudo pro ar, ir atrás de Voldemort. Mas então me lembro dos meus amigos, pessoas que me amam e se preocupam comigo. Não sei se poderia viver sem eles, já é duro podendo conversar com eles, vê-los e ouvi-los, saber como estão, sem eles seria de fato como morrer em vida.

-Quando soube de sua maldição não conseguia imaginar ao certo como seria. Mas então pensei em como seria não poder tocar em ninguém, sejam pessoas ou animais. Meu peito doeu só de pensar em nunca mais tocar minha Jane. –O homem pareceu estremecer diante da idéia e isso não ajudou muito a melhorar o ânimo de Harry, que olhava impotente para sua amada.

-É tudo uma questão de hábito. O início é muito difícil, mas com o tempo vai se tornando natural. Além disto, o senhor deve lembrar que estamos falando de magia e na magia tudo é possível, apesar de nem tudo ser recomendável. –Lupin concordou com aquilo, eram palavras sabias e que fizeram o homem sorrir.

Um pouco depois o curandeiro chegara e conversara sobre os tratamentos que estavam sendo pensados e o tempo que ele precisaria ainda ficar no hospital. Depois deixaram-no descansar e foram até o quarto de sua mãe. Esta parecia estar em sono profundo, não haviam lesões aparentes, o que era um pouco pior. Ela fora submetida a maldição cruciatos, entre outras coisas.

O fim do dia se aproximava, Hermione havia visitado o pai mais uma vez e agora ia se despedir da mãe, quando o médico a interrompe, dizendo que devido a melhora nos sinais vitais da paciente, enquanto Hermione estava por perto, ele havia enviado uma carta pedindo que ela ficasse mais um pouco para ver se ajudava a mãe a despertar.

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Hermione havia tomado banho e posto umas roupas mais confortáveis para poder passar a noite, ainda mal acreditara naquele benefício que o curandeiro lhe oferecera. Porém pára ao observar Harry perdido em pensamentos, seus olhos vagando no céu estrelado da janela encantada. Ela respira fundo e se adianta, já era hora de terem aquela conversa.

-Não se culpe. Não é responsável pelo que aconteceu. –Fala calmamente, em tom baixo, quando estava pouco atrás dele.

-Como não é? Eles só atacaram seus pais porque é... minha rainha. –Harry fala se voltando para olhá-la, sua voz não passava de um sussurro sofrido e duro.

-Não vou dizer que está errado. Porém, poderia ter abdicado há muito tempo, poderia abdicar agora...

-Então faça, será melhor para você e seus pais. –Harry agora virava o rosto, sua voz estava tão fria quanto sua pele. –Não se prenda por lealdade e fidelidade, sei que é minha amiga e ficarei feliz em lhe ver segura e feliz, então depois que a guerra acabar, poderemos voltar a ser amigos.

-É um gesto muito generoso e eu poderia aceitá-lo, se isso me fosse possível. –Hermione se apoiou na parede, sua mão perto da dele, trêmula. –Harry, você é meu grande companheiro, cúmplice, aquele que está sempre está ao meu lado nos melhores e piores momentos. Como poderia viver sem pela manhã ouvi-lo me desejar bom dia, sorrindo com seus olhos sonolentos, ou ouvi-lo me repreender por me alimentar e dormir mal pelo excesso de estudos, ou ainda como poderia ficar sem nossas conversas silenciosas, seu sorriso tímido, seu olhar sincero e brilhante, sua voz suave e firme, dizendo em tonicidade única, Hermione?

Harry se virou em silêncio, querendo esconder as lágrimas silenciosas de Hermione, sentindo seu interior se revirar. Como ela poderia lhe dizer aquelas palavras, quando ele menos as queria ouvir? Como palavras tão doces e amorosas poderiam ao mesmo tempo lhe levar ao céu e ao inferno? Sentia vontade de berrar, de reviver só para novamente matar o idiota que protegera uma espada com tão terrível maldição.

Hermione o viu se afastar em silêncio, apoiando-se contra a parede. Não sabia se devia falar algo, talvez houvesse falado demais, mas quando deu por si já havia deixado seu coração falar. Queria poder abraçá-lo, confortá-lo, mas não podia, no entanto, seus olhos ao baixar visualizaram o ramalhete de rosas que haviam dado a sua mãe. Belas e perfumadas rosas brancas. Sorriu enquanto ia até o vaso, retirando uma rosa e depois, sem que ele notasse sua movimentação, tocando as pétalas suavemente na nuca dele, que se sobressalta.

-Mas o que...? –A pergunta cessou quando ele viu que ela segurava uma rosa em sua mão, sustentando um olhar preocupado e carinhoso.

Sem dizer uma palavra sequer, Hermione levou a rosa lentamente aos lábios, beijando-a com carinho, então girou levemente o caule, tocando as mesmas pétalas nos lábios de Harry, que fecha os olhos imaginando que aquela suave carícia vinha dos lábios dela, fazendo sua pulsação acelerar, seu corpo se aquecer. Segundos depois, os orbes esmerada eram capturados pelos cor de uísque.

-Eu preciso de você. Me deixa ficar? –Hermione pede, implorando com os olhos, mas sua voz não passando de um sussurro pouco audível.

Harry respirava devagar e, tão lentamente quanto, ergue a mão até pegar a rosa, usando-a para acariciar suavemente a face de Hermione, como faria com seus dedos se pudesse tocá-la. Dando um pequeno passo, deixou seus corpos a uma distância mínima, talvez uma respiração mais profunda fizesse com que se tocassem.

-A coroa é e, enquanto desejar, será sua, minha rainha. –Sabia que era errado, mas não poderia se refrear, por isso sussurrou aquela declaração nos lábios dela, como se quisesse que a doçura de suas palavras e o calor de seu hálito lhe tocassem como um delicado e terno beijo.

Hermione arfou, fechando os olhos por um momento, depois prendendo seus olhos nos lábios dele, tão perto dos seus. Umedeceu os lábios e viu que ele parecia engolir em seco, então para quebrar um pouco aquela tensão, voltou a pegar a rosa, erguendo-a e usando-a para acariciá-lo como ele havia feito.

Já não havia palavras a serem ditas, nem gestos a serem feitos, então Harry deu um passo a trás, depois seguiu para a cama em que Hermione dormiria e afastou o lençol, sinal que ela compreendeu. Caminhando devagar, sem desviar seus olhos dos dele, ela chega à cama entregando-lhe a rosa antes de deitar, permitindo que ele o cobrisse, suas mãos mantendo grande distância do corpo dela. Com a ponta do caule, Harry pôde retirar uma mecha de cabelo do rosto dela e com as pétalas lhe fazer uma suave carícia, em sinal claro de que esperaria ela dormir.

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-Bom dia! –Hermione pára assustada ao ouvir a voz, sentindo seu coração acelerar. Saía do banheiro com os olhos baixos, ainda sonolentos pela noite mal dormida. –Tudo bem, querida? –Devagar, Hermione ergue os olhos, já totalmente úmidos, vendo sua mãe meio sentada na cama, a expressão cansada, mas com um singelo sorriso nos lábios.

-Mãe! Você acordou. –Hermione exclama feliz, correndo até a cama e abraçando a mãe com cuidado, mas muito carinho.

-Quanto tempo fiquei fora do ar e onde está seu pai? –Aquela pergunta foi feita em tom sério, Hermione podia até sentir o medo na garganta da mãe.

-Em um quarto em outro andar, mas está bem. Conversei com ele ontem, ambos estávamos preocupados com você. –A mulher, aliviada, soltou o ar, mas então pousou a mão no ventre, parecendo ter lembrado de algo importante. –Ele está bem. Mas é preciso que você não faça nenhum esforço, agora a gravidez é de alto risco. O medi-bruxo irá fazer as recomendações necessárias.

-Eu ia te contar, mas não sabíamos ao certo como. Descobri faz apenas uma semana. –A mulher explica um pouco corada, parecendo analisar as feições da filha em busca de algum sinal de reprovação.

-Eu vou adorar ter um irmãozinho e papai vai adorar ter um menino para levar a frente o sobrenome da família. –Hermione responde sorrindo, fazendo um leve carinho no ventre da mãe.

-É menino? Como sabem? –Aquela pergunta veio com uma voz surpresa, observando o ventre, mas pensativa, como se fizesse contas.

-Os bruxos têm seus meios de saber. Você dormiu por dois dias apenas, mas se fosse mais, todos ficariam muito preocupados, você precisa estar acordada para o tratamento.

-Agora eu estou acordada, aliás, muito acordada. –O final foi dito com um sorrisinho malicioso, que pegou Hermione de surpresa, deixando-a sem entender nada. –Vi você e Harry conversando ontem, foi muito bonito, muito romântico. Mas acabei dormindo logo depois, estava cansada, não vi o que aconteceu depois que ele sussurrou algo bem perto de você.

-Ah, nada. Eu fui deitar, ele ficou velando meu sono até eu dormir, quando acordei, ele já não estava no quarto. –Fala sem jeito, o rosto róseo e os olhos nos próprios dedos.

-Mas vocês estão namorando? –Pergunta curiosa, adorando poder ter aquele tipo de conversa com a filha.

-Não. Ontem estávamos falando sobre eu me afastar dele ou não, por causa do ataque a vocês. Ele se sente culpado, tentei dizer que não era, a escolha é minha e eu quero ser amiga dele. Não vou me afastar e vocês receberão proteção especial. –Hermione pára para respirar fundo e então ergue os olhos para mãe. –Me desculpe por ter exposto vocês a isso, eu não imaginava que pudessem ser tão covardes.

-A culpe não é sua ou do Harry. Quem tem que pagar são aqueles malditos que invadiram nossa casa. –Agora a mulher demonstrava rancor, talvez até ódio, algo que Hermione nunca vira na mãe, uma mulher tão pacata.

-Os comensais estão presos e serão severamente julgados. –A mulher pareceu sorrir feliz e mais tranqüila diante daquilo. –Não quero que se preocupe com isso mãe, não se preocupe com nada, agora está tudo bem.

-Certo, eu vou tentar me concentrar em assuntos bons, como você e Harry. –Hermione soltou um gemidinho de protesto, mas não iria se recusar a distrair a mãe. –Você gosta dele?

-Eu o amo. –A mulher sorri e parece emocionada ao ouvir aquilo dito de forma tão verdadeira. –Mas Harry está sofrendo com essa maldição, não posso tocá-lo nem no braço sobre a camisa, bichento não pode se aproximar dele... Harry se sente muito sozinho, ficou incrivelmente mal por não poder me abraçar e me apoiar nesse momento.

-Mas ainda sim veio com você, o que significa que ele põe a sua dor a frente da dele. –Hermione sabia daquilo, mas ainda sim era complicado.

-Depois do que houve ontem, acho que sou correspondida e, acredite, adoraria namorá-lo, mesmo sem poder tocá-lo, e também não me importaria em nada de contar a todos. –Fala pensando em como Lilith tinha atitudes suspeitas demais perto de Harry.

-Algum motivo especial para isso? –Certamente sua mãe vira o quanto ela estava alterada, mas também não pretendia esconder nada, talvez até conseguisse uns bons conselhos.

-Eu vou te contar tudo e talvez você possa... –Um barulho na porta fez Hermione parar de falar e se voltar para trás, vendo Harry e o medi-bruxo entrarem no quarto. Ao se virar para sua mãe, viu que ela fazia um gesto indicando que depois continuariam.

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N/A: Oi, estou atualizando a fic, mas vocês não merecem! Há tão poucos comentários nela que eu vou acabar achando que ninguém está gostando e eu vou ter que abandonar a fic.

N/A²: Momentos tocantes, um pouco tristes, mas importantes para o decorrer da fic afinal Hermione aceitou o posto de rainha e o tabuleiro já encaixa as peças do lado branco, agora quem está nas peças do lado negro?

Marcio_Black: Desejo aceito, temos o Harry e a Hermione começando a se envolver. A espada é um instrumento de morte e não de vida, então não vai ter cura milagrosa. Quanto a AD, eu acho que a principio o Harry vai manter distância, principalmente de ver o que acontece com a família de quem o apóia.

Nick Granger Potter: Bom, a espada foi de Odin, o Deus supremo na mitologia nórdica! Quanto a AD, não duvide tanto da Hermione, ainda mais com as novas motivações dela.

Karina Potter: O Harry não fica menos sensível, não. Quanto a Lilith, ela deu um empurrãozão nos dois, agora é ver como eles se desenvolvem.

Gabbx Potter: Que bom que gostou, espero que continue acompanhando e gostando.

Josy: Bom, a maldição ta meio resolvida, Harry já está mais adaptado. Quanto a cura, só vendo pra ver se tem.

rosana franco: Não esqueci a fic, adoro ela, mas tenho um sistema de postagem e não posso driblá-lo sempre para poder atualizar essa fic.

Andre L. dos Santos (snackes): Ele ainda vai usar muito a Gram, mas terá que aprender a controlá-la antes. Quanto a maldição, isso é o mistério da fic.

Próxima Atualização: Eximere Tempus

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