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14. Capítulo XIV


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Como ela pôde? – Hermione estava estupefata. – Ou melhor... Como elas puderam? Não se fala em outra coisa em toda Hogwarts!

- E o que você vai fazer? – perguntou Gina com cautela.

- O que eu poderia fazer? – Hermione bradou. – Eu sou pivô disso tudo, não posso fazer nada. Simplesmente isso!

- Pelo menos não passa de uma hipótese para ela e os outros. – Gina tentou.

- Mas é dessa hipótese que Voldemort pode tirar muitas conclusões. – a morena argumentou. – Não esqueça que ele é um excelente legimente, se não o maior de todos os tempos!

Gina emudeceu.

- Harry já viu?

- Não sei. Provavelmente não. – respondeu.

- Hermione, você viu o Profeta Diário? – Harry adentrou o salão comunal esbaforido.

- Vimos, sim. – Gina respondeu pelas duas.

- Acha que devemos nos preocupar? – o moreno perguntou, ajoelhando-se de frente para a namorada.

- Não sei. É difícil afirmar, não? – ela parecia preocupada. – Olha, vou subir, tentar descansar. Amanhã começa tudo de novo e ainda temos reunião da AD, então... – ela se levantou e caminhou até a escadaria, sumindo em poucos segundos.

- Acho melhor esquecer isso. – murmurou Gina.

- É meio impossível quando se trata do assunto principal em pauta em toda a escola, não concorda?

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- E agora todos sabem da aposta. Excelente, não é? – Luna ironizou.

- Eu não tenho culpa alguma nisso. – Rony murmurou.

- Sei disso. Mas você está envolvido nela.

- E daí?

- Tudo bem, não vou insistir no assunto. – ela se deu por vencida, aproximando-se dele e dando-lhe um selinho, afastando-se em seguida.

Rony a puxou para si e sorriu marotamente antes de beijá-la de forma mais intensa. Era verdade que quase todo o tempo que passavam juntos estavam discutindo. Ela se preocupava demais com os outros e ele não gostava disso. Era como se o romance dos dois estivesse esfriando aos poucos. Mas ele ainda gostava dela tanto quanto antes, eles apenas tinham se afastado e iriam contornar isso juntos.

- Anh. Acho melhor nós irmos. Está tarde e, bem, amanhã é segunda-feira, afinal. – Luna murmurou ao se afastarem. – Já vou, certo?

- Tudo bem. – ele sussurrou inconformado.

- Não fica assim. Você me vê todos os dias! – ela sorriu. – Eu te amo, ok?

- Eu também. – deu um último beijo nela e viu-a se afastar. – No fim das contas, o que eu poderia fazer, não é mesmo?

Ele voltou para a torre da Grifinória. Avistou Harry sentado numa poltrona próxima à lareira. Ocupou a outra, que estava de frente para a dele.

- Está assim por causa da reportagem da Skeeter? – perguntou.

- Hermione vai ficar paranóica com isso.

- E você também tem medo, não é?

- Lógico! Voldemort já a tinha como uma vítima para me afetar, agora, então... Ele não podia nem sonhar que nós temos algo.

- Mas vocês estão fazendo tempestade em copo d’água. Não havia afirmação alguma de que estão juntos, apenas se referia a uma aposta que foi feita sobre vocês. É algo que ninguém pode confirmar.

- Sei disso. Mas ela corre risco ainda assim. Não me preocupa apenas isso, mas agora Rita vai ficar à espreita. Tudo pra ela conta, entende? Qualquer deslize e seremos manchete.

- Por isso eu preferia quando ela estava no fundo do poço.

- Somos dois. Mas só a Hermione pode fazer isso de novo.

- E não é difícil, cara. – Rony murmurou. – Basta ela querer. Deixa a Skeeter aprontar mais uma dessas e você vai ver o que a Mione vai fazer.

- É, no fim das contas, ela não é tão previsível assim. – Harry comentou. – Ela sabe que tem Rita Skeeter nas mãos. E sabe que pode acabar com a vida dela em um segundo.

- Ok. Agora você me deu medo. – o ruivo comentou. – Sabe, cara, é legal poder conversar com você.

- É uma das poucas coisas que fazemos, não é?

- Acabei me distanciando, não é? – Harry apenas confirmou com um aceno. – Sei que errei. Mas não esqueci vocês, ok? Vocês são meus amigos, meus melhores amigos, fazem parte de minha família.

- Obrigado! Você sabe que representa o mesmo para mim. – o moreno colocou a mão no ombro do amigo. – Mas não vou te repreender. Sei o quanto você gosta da Luna também e ela fez muito bem a você, querendo ou não. Você só precisa andar mais na linha, hã?!

- Não comece. – Rony brincou. – Vou aproveitar mais um pouquinho. Daqui pra frente a Hermione vai pegar ainda mais no meu pé. – ele riu. – Ei, o que você acha de visitarmos Hagrid?

- Ele já chegou? – Harry perguntou.

- Não sei. Apenas sugeri, afinal, tem quase dois meses que chegamos a Hogwarts e, bem, o nosso amigo gigante faz falta.

- Bom, segundo soube, ele andou passeando por aí com Madame Maxime. – o moreno deu um sorriso maroto.

- Certo ele! Não pode perder tempo, não.

- Ah, então Ronald Weasley apóia, hã?! Menino mal, menino mal. – Harry brincou.

Rony jogou uma almofada no amigo, que riu e levantou, caminhando até uma das janelas do aposento.

- Ele chegou?

- Bom, se não é ele, tem alguém muito parecido entrando na cabana pelos fundos. – Harry respondeu. – Mas ele já saiu. E com o Canino. – acrescentou, enrugando o cenho.

Rony aproximou-se e ficou a observar junto ao amigo.

- Estão indo para a Floresta Proibida. – apontou. – Estranho. Será que Grope ainda está aí?

- Nunca se sabe, não é? – respondeu Harry. – Acho que a nossa visita fica para outra hora. Pelo visto ele vai estar ocupado por um tempo. Mas o curioso é ele ter ido para a Floresta Proibida a essa hora.

- É, quero dizer, já passam das oito. Se tivesse alguém em detenção eu saberia e...

- E os centauros? O problema que eles tinham contra os humanos, você lembra?

- Lembro, mas o que isso tem a ver?

- Ele não entraria na Floresta se ele ainda existisse. De certo já acertaram as contas com Hagrid. Tenho certeza de que Grope não está mais aí, e se estiver, está muito disciplinado.

- Como pode afirmar com tanta certeza?

- Do quarto de Hermione dá para ver bem as copas das árvores. Grope fazia um vendaval toda vez que acordava. Era perceptível, mesmo para quem não quisesse notar.

- Veja! – Rony apontou. – Ele está voltando...

- Espera aí... – Harry estreitou os olhos. – Bicuço?

---


Quatro rápidas batidas à porta. Com certeza era alguém com pressa.

- Já vai! – disse, deixando a caneca sobre a mesa e dirigindo-se à porta. – Quieto, Canino! – ele abriu a porta. – Harry, é você? – sentiu algo passar por ele e fechou a porta. – Eu deveria imaginar.

- Olá, Hagrid! – Harry cumprimentou, tirando a capa.

- O que estão fazendo aqui?

- Viemos te visitar, não é óbvio? – fez Rony. – Mas e aí? Como foram as suas férias?

- Muito boas. Viram o presente que ganhei?

- Não venha me dizer que você encontrou um estranho no caminho de volta que por acaso sabia que você gostava de hipogrifos e te deu um. – Harry adiantou-se.

- Obrigado. – o gigante ironizou.

- Obrigado? Por quê? – fez o moreno.

- Você conseguiu acabar com a surpresa. – ele murmurou. – Mas tudo bem, não há problema. Borbik? – chamou.

Um hipogrifo de cor parda se fez presente. Imediatamente Harry e Rony o reverenciaram. O hipogrifo balançou a cabeça e reverenciou, logo em seguida pulando até chegar perto deles.

- Ainda é um bebê. Bobinho, ele. – fez Hagrid. – Mas antes que pense que confirmei a sua suposição... Não, quem me deu este foi Sirius.

- Onde você esteve durante esses dois meses?

- Resolvendo algumas coisas para a Ordem. Procurando os horcruxes e depois preparando as minhas aulas. Trouxe alguns amiguinhos para meus alunos. – ele contou. – Mas então... Vocês acham que poderão assistir às minhas aulas este ano?

- Não sabemos. Não está em nosso horário. Estamos apenas cursando as matérias que são necessárias para os N.I.E.M.’s. Mas acho que não há nada que impeça de assistirmos quando quisermos. – respondeu Harry. – E não se preocupe. Viremos prestigiar nosso amigo.

Hagrid limitou-se apenas a sorrir. Estava acariciando Borbik, que estava deitado aos seus pés.

- E vocês? Como andam as coisas?

- Está tudo bem, tirando os artigos que andam saindo depois que a Rita Skeeter voltou à ativa. – respondeu Harry.

- Essa mulher realmente adora falar da vida de vocês, hã?! Mulherzinha insuportável, ela. – resmungou Hagrid. – Ela não tem coisa melhor para fazer do que ficar falando da vida de adolescentes para o mundo bruxo inteiro saber? Com tantas coisas a serem noticiadas... Ela ainda vai ser processada. Escreve o que eu estou dizendo.

- Se pudesse, eu mesmo já o teria feito. Mas não quero me envolver com ela. – Harry disse.

- Rony?

- Sim?

- E você, meu rapaz? Como está?

- Levando, não é? Tudo na mesma. Nada de novo.

- Você está diferente. – Hagrid comentou.

- É o que todos acham. – Harry acrescentou.

- Em que eu mudei? – perguntou o ruivo.

- Está mais calado, se envolve menos nas coisas. – enumerou o meio-gigante.

- Bem, uma hora eu ia ter de deixar de ser criança, não é?

Os outros dois preferiram não opinar.

- Alguém quer chá?

- Pode ser. – responderam Harry e Rony em uma só voz, mas sem muito ânimo.

- Então... Por que Sirius te deu o Borbik? – perguntou Rony.

- Não sei. Eu estive no Largo Grimmauld nos últimos dias e pude ver o Bicuço. Está tão bonito, não é? – fez o gigante. – Mas aí ele veio com uma conversa de que tinha tomado o Bicucinho de mim e que acabou se apegando a ele, mas queria me dar um hipogrifo como gratidão, já que ele tinha encontrado um amigo no Bicuço.

- Já viu quantos Bicuços você falou só em uma frase? – Rony se assustou. – Cara, é de dar medo. – Harry riu e Hagrid o encarou confuso. – Tudo bem, não era para entender mesmo.

E ele e Harry caíram na gargalhada. Fazia tempos que não passavam tanto tempo juntos, conversando e se divertindo. Era como se estivessem voltando dois anos no tempo. E o fato de Hagrid estar com eles só acentuava essa percepção. Bons tempos, aqueles.

---


Noite de quatorze de novembro, treino do time de Quadribol da Grifinória.

- Ganhamos o primeiro jogo, a Corvinal perdeu da Sonserina. É nosso dever vencê-la também. Não podemos entrar no campo já como vencedores. Eles têm um time bom e tudo pode acontecer. – dizia Harry, ainda nos vestiários. – Temos um jogo no próximo sábado dezesseis e precisamos continuar vencendo para chegar à final sem preocupações, certo? – o time concordou. – Ótimo. Então vamos ao treino!

E eles saíram todos juntos para o campo. Levantaram vôo. Todos menos Harry.

- Gina, passa a bola! – gritou para a ruiva.

- Ela gosta de pontuar e faz isso sozinha. – Draco comentou enquanto se aproximava.

- É, e eu estou tentando mudar isso. – Harry murmurou.

- É difícil quando se treina sem adversários. – o loiro replicou.

- Mas ainda assim, ela é muito boa.

- Sei disso. Qualquer dia desses programamos mais treinos Grifinória versus Sonserina. Faria bem aos dois times. – sugeriu.

- Quando quiser.

Harry reparou em algo na gola da camisa do sonserino. Fez a menção de tirá-lo dali.

- O que foi? – perguntou o outro.

- Um besouro. – respondeu o moreno. – Na gola da sua camisa.

O loiro imediatamente levou a mão e tateou atrás do besouro. Ao pegá-lo, analisou-o bem e jogou-o no chão.

- Bicho idiota. – ele resmungou. – Odeio insetos.

- Percebe-se. – Harry riu e voltou sua atenção para o campo.

Viu Gina desviar habilmente de um balaço, dando um giro de 360º. Mas não foi isso que o preocupou. Ele e Draco arregalaram os olhos ao ver Jen Tyler voando em alta velocidade em direção à bola.

- Jen, o balaço! – Harry berrou.

Tarde demais. Ela tinha sido atingida na cabeça. Caiu de uma altura considerável. Harry e Draco correram para socorrê-la, assim como todo o restante do time voava em sua direção. Por sorte, conseguiram apará-la antes que batesse no chão. Estava desacordada e tinha um corte no supercílio.

- Melhor levá-la para a ala hospitalar. – sugeriu Rachel.

- Nós levamos. – disseram Dino e Trevor em uníssono.

- Eu vou com vocês. – Rachel disse. – Mobilicorpus!

- Espero que ela possa jogar no sábado. – murmurou Gina. – Ou então teremos o nosso time desfalcado.

- Muito provavelmente Madame Pomfrey não vai liberá-la. – Draco comentou.

- É melhor irmos à ala hospitalar e esperar por notícias. Em um dia não daremos conta de um novo artilheiro. – Rony sugeriu. – A pancada foi forte, ela pode ter tido um traumatismo, sei lá!

- Vira essa boca pra lá, Rony! – Gina retrucou horrorizada. – Vamos logo.

Deixaram o campo às pressas. Ao adentrarem a enfermaria, Rachel veio ao encontro deles, seguida de perto por Trevor e Dino.

- O balaço atingiu-a no frontal e houve uma fissura. Ela vai ter que ficar aqui para se recuperar. Ainda está desacordada, Madame Pomfrey está tentando reanimá-la. – noticiou.

- E quando ela vai poder sair? – perguntou Harry.

- Depende do estado em que acordar. Mas foi estimada a sua saída dentro de setenta e duas horas.

- Mas isso é no domingo à noite! – Gina desesperou-se. – E agora?

- Agora saímos atrás de alguém para substituí-la no jogo. – respondeu Rony. – Como vamos conseguir em um dia?

- A questão não é essa. Tem que ser alguém que saiba jogar, então... a questão é quem! – rebateu Draco.

- Eu sei quem pode substituí-la, e devo dizer... É uma substituição à altura. – e Harry deixou a ala hospitalar.

- Harry! – Gina berrou.

- Shhh! – Madame Pomfrey repreendeu.

- Desculpe.

Harry adentrou o salão comunal às pressas. Nem sinal dela. Foi até o dormitório e tirou o mapa do maroto do malão.

- Juro solenemente que não farei nada de bom. – murmurou e tocou o pergaminho velho com a ponta da varinha, revelando vários corredores repletos de pontinhos pretos. – Corredor do sétimo andar. Malfeito feito!

- Harry? O que faz aqui? – a morena indagou. – E o treino?

- Hermione, preciso de você! – ele disse.

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- Bom, é isso. Vocês sabem o que fazer. – Harry concluiu.

Todos deixaram os vestiários e Hermione finalmente saiu do box.

- Você tem certeza?

- Nem que eu quisesse diria que não. Não agora. – ele respondeu.

- É loucura! Eu nunca joguei e nem ao menos tive tempo de treinar...

- Não se preocupe. Você vai se sair bem. – Harry assegurou, acariciando o seu rosto.

- Obrigada! – ela levou a própria mão ao encontro da dele e fechou os olhos ternamente.

Ele a beijou.

- Eu te amo! – murmurou.

- Eu também. – deu um selinho nele e os dois deixaram os vestiários. – Eu entro depois, é isso?

Harry apenas acenou positivamente e entrou em campo.

Hermione recostou-se na parede, esbarrando a mão em algo. Olhou para o chão e viu ali um besouro do tamanho de um botão. Chutou-o de leve sem dar muita importância. Respirou fundo.

- Seja o que Merlin quiser. – ela murmurou. - Accio Nimbus 5000!

Ela subiu na vassoura e levantou vôo.

- Ronald Weasley, Dino Thomas, Trevor Dean, Rachel Smith, Gina Weasley, Harry Potter e... Hermione Granger! – era a voz de Olivio Wood. – Vai lá, Grifinória!

Para todos foi uma surpresa que Hermione estivesse jogando, e maior surpresa ainda foi quando ela atacou a goles no momento em que ela foi ao ar, lançada por Madame Hooch. Desviou facilmente dos artilheiros da Corvinal e voou em direção ao outro campo. Viu Gina passar como um vulto do outro lado e lançou a bola para ela.

- Gina Weasley pega a goles e chega à área dos adversários, faz que vai lançar a bola para as balizas e... ela lança para Hermione, que habilmente desvia de um balaço e pega a goles. Ela dá um giro de 360º e lança. – todos os olhares se espreitam. – E dez pontos para a Grifinória, que abre o placar do jogo!

Hermione voa na direção de Gina.

- É isso aí! – a ruiva disse e bateu na mão da morena.

- Cara, como ela aprendeu a jogar desse jeito? – fez um Rony abobalhado para Harry.

- Dá até gosto ver, não é?

- Harry, o pomo! – berrou Trevor.

- Deixa ele! Hermione e Gina vão ganhar isso aqui fácil, fácil. E sem o pomo. – brincou Rony.

- E Richard Dahn pega a goles. Ele está indo para o campo de ataque e vai lançar a goles... Hermione pega! E vem para o campo adversário, lança para Gina, Rachel Smith, Gina, Hermione de novo e... Dez pontos para a Grifinória! – urros da torcida vermelha e dourada. – Vinte a zero para Grifinória.

- E pelo visto, é meu dia de folga, também. – o ruivo riu.

- Já eu tenho que ficar de olho na Liah-Anne. – comentou Harry.

- E desde quando ficar de olho em mulher é problema?

Harry riu e balançou a cabeça negativamente. “Certas coisas não mudam”, pensou.

O jogo já estava cento e dez a zero para a Grifinória quando a Corvinal marcou o primeiro gol. Gina fizera quatro gols, Hermione fizera os outros sete. Elas simplesmente estavam jogando em perfeita sintonia. De certa forma, a entrada de Hermione no jogo incentivara Gina a passar a bola e isso estava ajudando muito no desempenho do time e no desenrolar do jogo.

Harry viu Liah-Anne disparar de uma hora para a outra. De certo ela encontrara o pomo.

- E Rony defende! – Harry ouviu a voz de Olívio ecoar.

Ele disparou na direção da apanhadora da Corvinal e cortou-a, obrigando-a a parar para não colidir com as arquibancadas. Ela parecia ter perdido o pomo de vista.

- Cento e sessenta a vinte!

- Acho melhor acabar com isso, Harry. Ou as garotas não vão parar tão cedo! – disse Dino quando Harry parou ao seu lado. – E o pessoal da Corvinal vai nos odiar para sempre.

- Está divertido, mas é pelo bom senso que vou fazer isso. – ele murmurou.

- Vai lá, cara!

- E Harry Potter pega o pomo! Trezentos e dez a vinte. Grifinória vence o jogo! – Olívio finalizou.

Todos os jogadores pousaram no gramado verde e se cumprimentaram de forma amigável.

- Vocês queriam nos mandar para a forca? – perguntou Dino. – Vocês humilharam eles! – exagerou.

- Apenas estávamos fazendo a nossa parte. Que culpa temos se eles não conseguiam marcar?

- Valeu, Rony! – cumprimentou Trevor. – Você jogou bem.

- Obrigado. – Rony agradeceu. – Mas acho que seis defesas em oito foram pouquíssimas.

- Foi a maioria, Ronald! – Hermione murmurou rindo.

- Eu sei. Mas vocês bem que podiam deixar a bola vir mais vezes, não?

- O sempre inconformado Ronald Weasley! – a morena zombou. – Pessoal, eu vou ao vestiário antes de seguir para o salão comunal. Preciso me trocar.

- Tudo bem. – responderam os outros.

Hermione foi parada e parabenizada por vários alunos enquanto seguia até os vestiários. A multidão deixava o campo de uma só vez. Desesperada, transformou-se numa raposa ali mesmo e cortou o caminho com mais facilidade, alcançando os vestiários num tempo bem mais curto, tinha certeza.

- Deveria ter pensado nisso antes. – pensou alto ao assumir a forma humana novamente.

- Ora, ora! Se não é Hermione Granger, a nova estrela do Quadribol. – Rita Skeeter tinha um sorriso falso nos lábios.

- O que quer aqui? – Hermione indagou.

- Apenas ter uma conversinha com você. – a repórter respondeu enquanto ocupava um dos bancos de madeira. – A propósito, obrigada pelo chute. – ela ergueu a saia em um ponto e mostrou um hematoma na coxa.

Hermione olhou-a confusa, fez que ia se desculpar, mas mudou de idéia.

- Mas nem foi tão forte assim. – disse. – Foi tão fraquinho, não? – e riu.

- Como é engraçada, garota. – Rita deu um sorriso amarelo. – Não é isso que quero conversar, queridinha. Vamos direto ao assunto, certo? – ela se levantou e passou a andar de um lado para o outro. – Então você e Harry Potter estão mesmo juntos.

- Por que a pergunta?

- Não estou perguntando. Estou afirmando. – corrigiu. – E se te interessa saber, eu presenciei uma cena bastante, hum, comprometedora de vocês dois.

- Então você estava aqui o tempo todo?

- Naquela mesma parede. – ela apontou. – E você sabe que daria uma matéria excelente, não? Principalmente depois daquele artigo. A propósito... O que achou dele?

Hermione a encarou, aterrorizada.

- Você não o faria...

- E por que não? – Rita perguntou, cínica.

Então Hermione lembrou.

- Eu posso denunciá-la ao Ministério da Magia, caso o faça. – respondeu.

- E o que acha de eu a denunciar, também?

- Não, querida. Eu tenho licença. – Hermione sorriu triunfante. – Você está em território inimigo, não pode arriscar. Lembre-se disso!

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