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8. Gatos na Cabeça


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 8

Gatos na Cabeça



Ela já não sabia quantas vezes havia lido aquele pedaço de pergaminho. Ou por quanto tempo ele estava em suas mãos. Syndia acabara de chegar a sua casa, após um dia de trabalho, quando abriu sua janela para uma coruja fazer-lhe uma entrega. O animal apenas estendeu a pata e, logo se livrou da correspondência, foi embora.

Como ela receava, Draco Malfoy não se esquecera da proposta feita no Ministério, há uns dias. E a prova estava em suas mãos: informação para o dia, hora e local do encontro deles.

Syndia pensara em mandar-lhe uma reposta, dizendo que não poderia ir, que estaria ocupada, arranjar uma desculpa qualquer. Mas, o quê? Não era de seu feitio mentir, mesmo que a situação praticamente lhe implorasse por isso.

Cogitando pedir opinião de alguém, ela olhou no relógio. “Não, muito tarde. Ela já deveria estar dormindo”. Além disso, pedir uma opinião para a Sra. Prescott seria o mesmo que nada. Para sua mãe, pior ainda. Com certeza a amiga lhe diria para ir a esse encontro, enquanto sua mãe completaria, com um brilho no olhar só em ouvir o nome da tradicional família Malfoy, que ela não deveria perder tempo algum. E o restante da conversa seria sempre o mesmo: “você precisa se divertir, Syndia, sair mais!”.

Suspirando, Syndia decidiu levantar-se do sofá e subir para seu quarto. Uma boa noite de sono era tudo o que ela precisava para refrescar sua cabeça, disso, ela tinha certeza.

No entanto, quando o dia nasceu, a solução para esse pequeno problema não havia aparecido. Pelo contrário. Parecia que só tendia a piorar.

Quando chegou ao Ministério, onde combinara de se encontrar com Gui para tentarem, pela enésima e inútil vez, encontrar algo sobre o grupo Aziza, Syndia avistou Draco. Esperou um pouco até que ele entrasse no elevador, para então sair da área de aparatação. Vê-lo tão cedo e com todas aquelas dúvidas ainda pipocando sua mente só a fazia temer esse encontro.

Lembrar-se daquela noite no baile era estranho, ainda. E o perfume dele... Meneando a cabeça, ela seguiu seu rumo. Se tivesse sorte, não veria Draco Malfoy novamente até tomar uma decisão.

xxx


Assim que entrou em sua sala, Draco sabia do monte de trabalho que teria. A semana mal havia começado e lá estava a pilha de documentos que ele teria que revisar e despachar.

Quando se decidiu por trabalhar com comércio internacional no mundo dos bruxos, nunca pensou que teria que lidar com trouxas. Mas, ultimamente, a ligação entre esses mundos era tanta - embora ainda de maneira restrita para a segurança de ambos -, que era praticamente impossível não topar com um documento que revelasse relações trouxas. Isso era o que mais o desagradava. Às vezes tinha vontade de usar sua influência para que isso mudasse, ou, ao menos, não fosse para ele a obrigação de lidar com pessoas tão comuns.

Contudo, influência era algo que seu nome não obtinha mais como antigamente. E esse pensamento só o irritava e o forçava a maldizer seu pai. Saber que ter sangue bruxo puro e sentir grande orgulho sobre isso é uma coisa, mas, caçar mestiços e sangue-ruins é outra. Como ele gostaria que seu pai fosse mais comedido e pensasse mais nele e em sua mãe. Mas, não. Ele preferira seguir aquele infeliz do Voldemort, cujo poder não fora bastante para matar um simplório bebê, em vez de proteger o nome e a tradição da família Malfoy.

Com a feição irritada, tanto pelo rumo que seus pensamentos haviam tomado quanto pelo dia maçante que teria pela frente, Draco iniciou seu trabalho. Entretanto, pelo sim ou pelo não, falaria com seu chefe. O máximo que receberia seria um não, mesmo que tal resposta lhe fosse desagradável demais.

O dia já estava no fim quando Draco, finalmente, ficou mais satisfeito em lidar apenas com concessões de ordem bruxa. Seus pensamentos, portanto, logo voltaram a vaguear. Todavia, os que o tomaram foram bem mais agradáveis, daquela vez.

Mesmo ainda não tendo recebido uma resposta de Syndia Vechten, ele acreditava que seu convite seria aceito. Ele percebera, sim, uma resistência por parte da moça, no entanto, ele também sabia que a lembrança do baile teria um peso maior. Draco não era burro, e sabia também que a moça era inteligente pelo que ouvira falar sobre ela, então, com certeza, ela se sentiria tentada em vê-lo mais uma vez. Aquele arrepio - ou a sensação de eletricidade passando pelo corpo - que ambos sentiram foi tão estranha, que uma prova deveria ser tirada. Precisavam, no mínimo, se tocar de novo.

Não que tal sensação fosse uma atração que ambos sentiam pelo outro, pelo contrário. Embora Draco realmente achasse Syndia linda, sabia que aquela sensação curiosa não fora um desejo súbito. Contudo, também não negava que queria muito conquistar aquela mulher.

Apesar de a família Vechten estar em situação decadente, ele tinha certeza que não perderia seu tempo com a filha de Oren e Lyx. A beleza da filha do casal compensaria o padrão em que a família se encontrava. E, além disso, Syndia Vechten também era Syndia Goldstein, neta de um homem de grande nome e respeito da sociedade bruxa. E ao que Draco percebera - principalmente pelo que ouvira de sua mãe, há muitos anos -, ela também herdara a classe de sua avó, Glacière.

Sem se refrear, Draco sorriu amargo. Se seu pai soubesse que ele estava saindo com a neta de Shady Goldstein, mas não se sentia tentado a ter nada mais que uma aventura com ela, ficaria furioso. Afinal de contas, Shady Goldstein, mesmo morto, mantinha influências muito agradáveis. Principalmente para um Malfoy.

xxx---xxx


Foi um espirro que a tirou do sério. Ao menos foi nisso que ela quis acreditar.

Syndia não conseguia entender em como sua cabeça estava enrolada. A semana já se encontrava no seu fim e ela ainda não conseguira ter uma solução para sua dúvida: se sairia ou não com Draco Malfoy.

Mesmo percebendo que estava dando crédito demais a um simples convite para jantar, ela não conseguia simplificar a situação. Não conseguia tirar da cabeça a semelhança entre Draco Malfoy e Karl Sincery. E também não conseguia pensar que tal semelhança estendia-se apenas ao perfume que sentira naquele baile realizado pelo banco Gringotes e o Ministério da Magia.

Seu relacionamento com Karl terminara de forma tão tempestuosa que ela ainda não deixara de associar coisas simples a ele. E convenhamos que seu encontro com Draco Malfoy não fora nada simples. Instintivamente, ela levou a mão até a base de sua coluna, mas logo meneou a cabeça, tentando tirar o pensamento que começava a se formar. Não precisava pensar em nada mais que a perturbasse, principalmente no arrepio estranho que sentira quando Malfoy e ela dançaram.

Praguejando baixinho, ela voltou a atenção para o relatório que tinha em mãos, mas, mal sabia que não conseguiria realizar-se tão cedo.

Gui, que a estivera observando a semana toda, não conseguiu conter sua curiosidade por mais um dia, e logo falou:

- Quando você vai me contar o que está havendo, pelo amor de Merlin?!

Syndia assustou-se com aquela pergunta repentina e dita de forma direta e quase irritada. Tanto é que demorou a conseguir articular-se com clareza:

- Hã?

Gui rolou os olhos e suspirou.

- Você tem estado aérea desde o começo da semana. Achei que você estivesse cansada de não encontrar patavina sobre o Aziza ou aquela cidade de nome estranho. Mas, pelo visto, você não tem anotado direito nem o que eu tenho te passado, Syn.

Syndia sentiu suas bochechas esquentarem. Realmente parecia alheia ao que acontecia. Não era possível que a simples possibilidade de sair com um homem pudesse deixá-la daquela maneira. Por Merlin, ela era uma mulher adulta!

- Desculpe, Gui. É que... - Ela suspirou, cansada. Olhou então para o amigo. - Você quer realmente saber?

- E não?

- Bom, estou precisando mesmo de uma opinião sobre isso.

- Se eu puder ajudar...

- Draco Malfoy me convidou pra sair. Marcamos para amanhã, à noite.

Por um instante, Gui pensou que não entendera direito. Depois, pensou que sua amiga estava brincando com ele e o fato dela estar tão pensativa viria em seguida numa explicação totalmente plausível e racional. Mas... nada veio em seguida, forçando-o a dizer, abobado:

- Você ’tá brincando comigo, não é? Como assim, você marcou de sair com o Malfoy?

- Eu não marquei nada! - admirou-se Syndia.

- Mas foi o que você disse.

- Eu não falei que marquei coisa alguma com ele. Falei? - perguntou Syndia, estranhando.

- Falou. Você disse que marcou com ele para amanhã à noite.

Syndia preferiu desviar os olhos do amigo. Será que ela chegara a uma solução e nem percebera? Certo que ela cogitara sim sair com Malfoy, afinal, devia isso a ele pela grosseria que lhe fizera no baile, dizendo aquelas coisas prejulgadas, além de sair da pista de dança sem mais nem menos.

- Não acredito que você vai sair com ele, Syn - Gui lamentou, incrédulo.

- Ah, Gui, eu devo isso a ele.

- Deve? Pelo que eu sei, você não lhe deve nada - retorquiu o ruivo, sem ainda acreditar no que estava ouvindo. Sua amiga perdera a razão, só podia ser isso.

- Você não viu o jeito que o tratei naquele baile - falou, embaraçada. A lembrança do baile, automaticamente, fazendo-a se lembrar do beijo que dera no amigo.

Gui não se fez de rogado. Entretanto, preferiu não insistir muito no assunto, apenas disse:

- Olha, você é minha amiga. Preocupo-me com você. Mas também é uma mulher adulta, faça como bem entender, só... - Ele respirou fundo e, mais calmo, disse: - Só tome cuidado, tá bem? Como você sabe, e eu já lhe disse, Draco Malfoy não é flor que se cheire.

- Obrigada, Gui - sorriu Syndia. Não compreendera como as coisas chegaram àquele ponto. - Vou me cuidar. E pensar melhor, também. Agora, vamos trabalhar? Acho que vi alguma coisa naquele último relatório que descartei.

Embora a amiga se mostrasse mais animada, Gui não acreditou muito naquele sorriso. Sabia que ela aceitara sair sim com Malfoy. Só esperava que ela não se arrependesse muito. Quanto ao projeto de comensal... Bem, Gui sempre fora um ótimo bruxo, além de ter dois irmãos que poderiam entrar com idéias incríveis, para um acerto de contas, se necessário.

Assim que deixaram a sala de arquivos do Ministério, no fim da manhã, Syndia e Gui acabaram topando com Hermione no elevador, já que a jovem trabalhava naquele mesmo andar. Ela e Syndia logo se reconheceram da festa de Gina e, após os três se cumprimentarem, engataram uma conversa.

- Você conseguiu ler aquele livro que te falei? - perguntou Hermione.

Gui soltou uma risada, mas as duas não perceberam.

- Encontrei sim, mas ainda não consegui ler. Estou mais ocupada em ler arquivos maçantes e sem futuro do que qualquer outra coisa - falou, indicando a pasta de folhas soltas que tinha em seus braços.

A porta do elevador se abriu e eles saíram para o Átrio, andando lentamente até a saída.

- Bom, assim que você conseguir tempo...

Sem querer ser grosseiro, mas percebendo que demorariam mais a chegar à área de aparatação que o desejado, Gui cortou Hermione:

- Garotas, eu adoraria partilhar da conversa de vocês - ele sorriu -, mas combinei de almoçar com Fleur.

- Ah, claro.

- Mande lembranças a ela, Gui - falou Mione, que fazia uns dias que não via a francesa.

- Pode deixar. A gente se encontra mais tarde, Syn.

- Claro. Estou realmente a fim de ficar enfurnada, também o resto da tarde, naquela sala poeirenta.

- Exatamente como eu - Gui riu e, após se despedir das duas mulheres, apressou o passo.

- Também não vou ficar te segurando por mais tempo, Hermione - Syndia falou quando ambas alcançaram o local de onde iriam aparatar. - Afinal, você também tem namorado, deve estar indo se encontrar com ele.

- Confesso que gostaria de me encontrar com Rony sim, mas... - Hermione hesitou um pouco, mas, pensando que Gina não acharia ruim, falou: - Olha, na verdade, vou almoçar com a Gina. Combinamos de nos encontrar num restaurante trouxa aqui perto. Ele é muito bom. Você gostaria de se juntar a nós?

- Ah, não quero atrapalhar a conversa de vocês e...

- Mas quem disse que você vai atrapalhar? - sorriu Mione. - Se fosse, não a convidaria, não é mesmo? Ah...a não ser que você tenha outro compromisso?

- Bom, na verdade, não tenho.

- Então vamos?

Syndia ainda pensou por uns segundos, porém, percebendo logo o convite sincero, aceitou. Afinal, como seu pai nunca cansava de lhe dizer: “confie mais, Syn”. Então, ela decidiu que sim. Um almoço não poderia lhe fazer mal, afinal de contas.

E realmente não foi.

Embora surpresa, Gina adorou a nova companhia. E além da ruiva, outra jovem às esperavam, a qual Syndia se lembrava do aniversário de Gina, Luna Lovegood.

A moça, Syndia percebeu, parecera-lhe excêntrica à primeira vista, mas ela logo percebeu também a grande amizade entre as três. Syndia não conversara muito com Luna, na festa, pois ficara mais próxima de Gui, ou, então, conversando com Hermione, entretanto, lembrava-se de uns tópicos bem interessantes e diversificados da conversa da editora d’O Pasquim.

O almoço passou com conversas amenas e divertidas. Syndia percebeu que realmente tivera uma boa decisão ao aceitar o convite de Hermione. Aquelas garotas, percebeu com alegria, já faziam parte, tranquilamente, de seu círculo mínimo de amizade.

- Então, Syndia, como está o convívio com meu irmão? - Gina lhe perguntara quando já estavam na sobremesa.

- O Gui é um rapaz de fácil convivência - sorriu Syndia. - Bem educado, inteligente, com um humor que, às vezes, me irrita - ela ponderou, ao que Gina riu. - Mas, no geral, gosto dele sim - riu.

- Trabalhar com Gui Weasley deve ser realmente interessante - falou Luna, olhando para o nada. Olhou então para Syndia. - Ele é muito charmoso, não acha?

Syndia ficou um pouco embaraçada com aquela pergunta, mas, com bom humor, confirmou.

- Vocês ficam muito tempo no Ministério? - perguntou Mione, e Syndia agradeceu a intervenção da nova amiga.

- Depende. Agora, estamos sim, porque estamos pesquisando sobre um grupo “caçador de tesouros” para o Gringotes.

- Caçador de Tesouros? - inquiriu Gina.

- Isso mesmo. É um grupo até famoso para quem está familiarizado com essa área. - E diante das feições curiosas, ela completou: - Se chama Grupo Aziza.

- Aziza? - perguntou Luna. - Eles não são aqueles árabes que descobriram aquela mina de um rei, da época das Cruzadas da história trouxa?

- As Minas do Rei Salomão? - falou Hermione. - Você está falando do ouro dos Cavaleiros Templários? Isso é uma lenda, Luna.

- Você, Hermione - retorquiu Luna com suavidade -, com sua mente racional demais e limitada, pode achar que sim. Papai, uma vez, publicou uma pequena reportagem sobre esse grupo, mas não foi tão boa, já que não conseguimos encontrar o chefe do grupo, que soubemos estar escondido em Atlantis.

Hermione revirou os olhos enquanto Gina tentava segurar uma risada.

Syndia, no entanto, falou um pouco irritada e, também, sarcástica:

- Ou, talvez, esteja em Starta.

E diante do olhar de dúvidas de Hermione e Gina, Syndia explicou. Luna, ao contrário, parecia maravilhada em estar a par de excelentes descobertas.

- É, pode ser - falou Luna ao fim do breve relato. - Mas, não creio que Abdul esteja por lá. O chefe do grupo - esclareceu.

- Não?! - admirou-se Mione, que esperava que Luna apoiasse prontamente a idéia e de maneira fervorosa.

- Não, uma vez que a cidade só reapareceria quando a Deusa Mãe voltasse - Luna explicou, óbvia. - Então, ele, assim como qualquer bruxo, não poderia ser capaz de entrar na cidade a não ser que fosse um Cavaleiro do Templo ou fizesse parte da antiga Ordem de Starta.

- Como você sabe de tudo isso? - espantou-se Syndia, o interesse da moça assustando Hermione.

Gina parara de rir e dirigia uma educada curiosidade no assunto.

- Qualquer um com interesse e vontade de pesquisar saberia isso.

- Mas, Gui e eu estamos no Ministério há tanto tempo e... O que foi? - indagou Syndia ao ver Luna revirar os olhos e irritar-se levemente.

- Você não encontrará nada no Ministério - falou rispidamente. - Ou você acha que os últimos descendentes de Starta permitiriam que a cidade sagrada deles fosse vista por impuros?

- Impuros? - pergunto Syndia. - Você quer dizer...

- Isso mesmo - confirmou Luna, animada por ter uma excelente ouvinte para suas idéias. - Os startanianos também acreditavam que a magia devia manter-se nos puros. A mesma política de Você-Sabe-Quem - esclareceu Luna.

Syndia ficou em silêncio. Num simples e inusitado almoço, ela descobrira muito mais do que nas horas que ficara enfiada naquele cômodo poeirento do Ministério. Talvez fosse mais produtivo passar mais algumas horas conversando com Luna...

- Já eu acho que isso é tudo história para boi dormir - finalizou Hermione.

- Faça como quiser - falou Luna, indiferente.

- Já eu acho que deveríamos voltar ao trabalho - Gina disse sorrindo ao que todas se levantaram da mesa.

Naquele momento, Syndia tinha ainda mais caraminholas na cabeça. Estava louca para contar as novidades para Gui.

A reação do amigo, porém, não agradou.

- Não acredito que você vai dar crédito às histórias da Lovegood - ele falou, rindo.

- Já é a segunda vez, hoje, que você diz não acreditar em mim - Syndia disse, irritando-se. Continuou: - Ah, Gui, qual é? As coisas que a Lovegood disseram têm fundamentos sim.

- Até quando ela citou Atlantis? - ele perguntou jocoso.

- Bem, isso não, mas... - Cruzando os braços, Syndia o olhou acusatoriamente. - A história dela bate com a que você me contou há uns dias.

- Mas não é isso que está em questão, Syn - Gui retorquiu condescendente. - A questão é que tudo isso é lenda. E você está se apegando nisso de uma maneira fervorosa. Fervorosa até demais, vale ressaltar.

Syndia abriu a boca, mas não havia defesa para isso. Ela realmente se apegara a lenda da cidade de Starta gradativamente. Primeiro, ela levara essa fixação pelos relatórios deficientes do Ministério, a falta de informação que havia sobre a cidade. Deveria ter um motivo muito importante para alguém retirar, sem escrúpulos, aquelas informações dos relatórios. E a explicação de Luna era a que mais se encaixava.

Depois, a idéia de que já ouvira falar daquele lugar a perseguia. Só não lembrava onde e quando isso acontecera.

- Quer saber de uma coisa?- ela falou de supetão, assustando Gui, que a observava em silêncio. - Cansei de tantas dúvidas! Estou pensando seriamente em ir nesse deserto para verificar se tem essa tal cidade fantasma.

- Como é? - espantou-se Gui.

- O que você quer que eu faça, por todos os deuses?

- Sossegar seria uma ótima pedida!

Só naquele momento, Syndia percebeu que começara a andar de um lado para o outro, atraindo a atenção das míseras três pessoas que se encontravam na sala de arquivos além dela e de Gui.

- Eu vou apresentar os relatórios sobre isso na segunda-feira, para Kito - ela falou. - E vou propor uma visita até lá.

- Ele não vai aceitar, ainda é muito cedo para isso. E lembre-se que nosso objetivo é o Grupo Aziza, não essa cidade.

- Mas eles estão nessa cidade! Quero dizer - apressou-se Syndia em corrigir-se -, eles a objetivam!

- Não, Syn, isso é uma hipótese. Além disso - Gui continuou ao ver a amiga abrir a boca para protestar -, como eles podem estar no Oriente sendo que houve rumores de estarem no Peru?

- Peru? Quem disse isso?

- Kito - Gui respondeu simplesmente.

- E? Explique, por favor!

- Eu passei no banco antes de vir para cá e Kito disse que ficou sabendo que o Grupo Aziza estava no Peru. Primeiro, ele pensou em nos mandar àquele país diretamente, mas, seria intromissão, já que o grupo, a primeira vista, está atrás dos tesouros Incas. Seria obrigação das autoridades locais intervir, já que os Incas também fazem parte da cultura trouxa. Mas Kito disse que vai nos manter informados.

- E isso é o mínimo que espero dele!

Gui preferiu manter em silêncio que Kito suspeitava da ida do grupo para o Oriente, onde era sempre possível encontrar tesouros. Caso contasse isso a Syndia, ela não pensaria duas vezes em pedir autorização ao duende para mandá-la para aquela cidade inexistente.

- Então, voltamos à estaca zero.

- Nem tanto - animou Gui. - Temos informações interessantes até agora.

- Sei... - Syndia olhou ao redor. - Acho que por hoje chega, mesmo. Vou pra casa que ganho mais. Preciso ver umas coisas e me preparar psicologicamente.

- Preparar-se psicologicamente?

- Decidi sair com o Malfoy.

Gui abriu a boca, mas, mais uma vez - e lembrando-se da conversa que tivera mais cedo com a amiga -, decidiu manter-se quieto.

Syndia agradeceu-o mentalmente pelo silêncio.

xxx---xxx


A noite mal havia caído e Draco deixou sua casa. Aparatara a alguns metros do restaurante que marcara com Syndia. Se ela fosse pontual como mandava a educação, devia chegar dali cinco minutos. Enquanto olhava ao redor para verificar se alguém notara sua aparição repentina, Draco começou a andar, contudo, como ele esperava, aquele pequeno parque estava deserto. Deixando a estreita alameda para trás, cruzou a rua.

O restaurante fora escolhido cuidadosamente. Após refletir sobre a curta conversa que tivera com Syndia no baile, ele percebeu que, com certeza, ganharia pontos com a moça por escolher um restaurante trouxa. Mas, obviamente, deveria esconder o fato de ter confundido o maitre para conseguir tal reserva.

Após ser recebido e guiado até sua mesa, Draco falou consigo mesmo, olhando ao redor:

- Ao menos é um restaurante elegante.

- Perdão, senhor? - perguntou o maitre num sotaque francês.

- Nada.

E depois de ter entregado o cardápio para Draco, o homem deixou-o sozinho.

Ele consultou seu relógio, verificando as horas. Automaticamente olhou para a porta do restaurante, esperando ver sua acompanhante chegar dali uns segundos. E não errou. A elegante figura de Syndia apareceu à porta do restaurante. Com um sorriso apreciador, Draco levantou-se da mesa enquanto a moça se aproximava e, para seu contento, ela não apresentava nenhuma expressão desgostosa.

Isso, realmente, Draco não veria. Mesmo ainda receosa, Syndia não deixaria transpassar tal sentimento em relação a Malfoy. Para ela, a partir do momento em que aceitara o convite de Draco e, principalmente, confirmara o convite àquela tarde, sabia que devia ser, no mínimo, educada.

- Boa noite, Malfoy - ela cumprimentou suavemente.

Draco pegou a mão dela estendida e, em vez de apertá-la, virou-a e lhe deu um beijo.

- Boa noite, Syndia.

Syndia retirou a sua mão das dele e se sentou, uma vez que o maitre, que a acompanhara, lhe puxara a cadeira educadamente. Saiu em seguida.

- Você está muito bonita.

- Obrigada. - Sem perceber, Syndia ajeitou levemente o vestido verde-claro que vestia.

- Que bom que aceitou meu convite.

- Achei que não faria mal algum vir jantar num restaurante tão bem quisto.

- Ah, você já conhecia o Le Gavroche?

- Mais ou menos. Minha mãe quem gosta de vir aqui. Ela diz que a comida é muito boa.

Draco sorriu intimamente enquanto Syndia passava os olhos pelo lugar numa curiosidade discreta.

- O que acha de pedirmos? - ele sugeriu, ao que Syndia concordou. - Bem, acho que podemos começar com...

- Posso? - ela o interrompeu levemente irritada. Mas sorriu em seguida, estendendo a mão discretamente. - Acho que consigo escolher por mim mesma.

- Claro. Fique à vontade - Draco estendeu-lhe o cardápio, chamando o maitre em seguida, o qual veio junto de um garçom, e lhe pediu outro. Depois de um tempo, falou: - Gostaria de beber algo enquanto esperamos?

- Por mim, tudo bem - Syndia respondeu.

Eles finalmente fizeram os pedidos e engataram uma conversa. Primeiramente, conversaram sobre seus respectivos trabalhos. Não que fosse o melhor assunto do mundo, mas tinham que começar de alguma maneira. Draco preferia que o champanhe que ele pedira fizesse algum efeito em Syndia, primeiramente, para conversar com ela mais intimamente. Sabia que a bebida soltava mais a língua das pessoas.

No entanto, ela não dava mostras de estar se deixando levar pela bebida. Pelo visto, ele teria um árduo caminho pela frente.

Depois que os pratos principais chegaram, a conversa parecia querer morrer. Draco, não querendo que surgisse entre eles um silêncio incômodo, perguntou:

- Está gostando?

Embora Syndia soubesse que aquela pergunta não se referia ao seu pedido, mesmo com Draco lançando um olhar para seu prato, ela preferiu acreditar que sim. Falou:

- Está uma delícia. Nunca comi um pato tão saboroso. - O que era uma verdade.

- Você se incomodaria se eu pedisse para provar?

- Provar? - Syndia perguntou surpresa. Bem, isso não era algo educado de se fazer, principalmente num restaurante como o Le Gavroche, mas, como ela poderia agir? Dizer um belo não? Seria pior ainda, pois algumas pessoas olhavam para eles, com certeza pensando que estavam diante de um casal apaixonado, o que as maneiras extremamente gentis de Draco faziam qualquer um pensar. Syndia preferiu sair pela tangente. - Bem, podemos chamar o garçom e pedir um para você.

- Não é bem necessário, não acha?

Suspirando, ela então cortou um pedaço adequado de seu pato e o colocou num pratinho que estava ao seu lado. Passou-o então para Draco.

Este pareceu desapontado com a extrema educação da moça. Mas, mesmo assim, não comentou nada.

- Realmente delicioso. Você tem um ótimo gosto, sabia?

- Obrigada. E quanto a você? Gostando?

- Com certeza. Está tudo maravilhoso - ele respondeu com um meio sorriso. E olhando-a intensamente, falou: - Se quiser experimentar, Syndia, não se faça de rogada.

Sentindo suas feições arderem, ela baixou o rosto, concentrando-se em sua comida. Era só o que faltava! Corar por causa de uma indireta descarada daquela. Onde estava sua altivez, por Merlin! Além do pensamento de que era uma adulta e não uma adolescente? Mais controlada, disse:

- Obrigada. Mas sou alérgica a carne vermelha.

Draco preferiu conter um comentário mais mordaz. Não era hora para isso, ainda.

- Vou me lembrar disso - falou apenas.

O jantar decorreu com situações menos constrangedoras para Syndia. Ela realmente não entendia por que estava se sentindo daquela maneira. Precisava sair mais, realmente. Talvez uma seção de indiretas com Gui ou com seus irmãos gêmeos a deixasse vacinada contra comentários mais maldosos.

Contudo, Draco preferiu pegar mais leve, também. A conversa deles voltou ao tom ameno e ele começou a lhe perguntar seus hobbies, coisas de sua vida, mas sem parecer um intruso. E mesmo sem ela lhe perguntar, ele falava de si.

Não foi fácil dizer coisas boas a seu respeito, Draco ponderou. Mas ele fez um grande e admirável esforço. Falava apenas de quando ainda era uma criança que ainda não fora para Hogwarts, contando algumas situações vividas com sua mãe.

- Não foi a situação mais simpática do mundo - ele finalizou. - Acho que é exatamente por isso que não suporto gatos.

Syndia riu.

- Não acredito que você não goste de gatos simplesmente porque um pulou em sua cabeça e não queria sair.

- Bem, eu tinha cinco anos, apenas - ele falou, mostrando-se ofendido.

- Eu, ao contrário de você, adoro gatos. Minha vizinha, a Sra. Prescott, tem um. Chama-se Bóris. Sempre que eu faço biscoitos, ele aparece em minha cozinha. Eleonora o chama de folgado abusado. Concordo plenamente com ela.

- Dizem que gatos são assim mesmo. Um dia gostaria de tirar essa prova - retorquiu Draco.

- Quem sabe, assim, você perderia seu medo?

- Quem sabe... Se eu não conseguir, você me protege - ele piscou.

- Ah, claro! Um animal horrível como um gatinho é realmente perigoso e digno de atenção. Deixe comigo que eu manterei todos esses animais horrendos longe de você, Draco - ela falou pomposa e rindo ao mesmo tempo, sem nem notar que o chamara pelo primeiro nome.

Draco preferiu não comentar nada sobre isso. Rindo, acenou para o garçom, pedindo a conta.

- Sabe que eu vou cobrar, não sabe?

- E eu vou estar com toda a minha coragem à sua frente. - E em tom mais baixo, por estarem em local trouxa, completou - Com minha varinha em riste!

- O que seria de mim sem você para me proteger?

- Um homem com vários gatos na cabeça, com certeza - Syndia falou tentando ficar séria, mas falhando miseravelmente.

Sentir-se a vontade perante Draco Malfoy ficou natural à medida que o champanhe, assim como a garrafa de vinho seco, foi consumido e fazendo o efeito desejado por Draco. Se Syndia percebia que a leve embriaguez a estava deixando mais a vontade, não demonstrava isso. E muito menos tinha vontade de ficar mais comedida. Tanto é que, quando se levantou, permitiu que Draco lhe colocasse o casaco, o que, totalmente sóbria, não permitiria. Ele aproveitou, passando os dedos levemente pela pele dela, uma vez que Syndia usava um vestido que deixava seus ombros à mostra.

Ambos sentiram a pele se arrepiar, mas não falaram nada. Syndia ficou quieta de repente. Draco, porém, não deixou que ela sequer pensasse nisso.

- Sabe de uma coisa? Minha figura, com montes de gatos na cabeça, deve ser algo digno de pena.

- Já eu acho que seria realmente cômico. Digno de uma fotografia - ela retorquiu bem humorada mais uma vez.

Ponto.

- Sabe que isso é cruel, não sabe?

- Cruel? - indignou-se Syndia, falsamente. - Claro que não! Eu apenas gosto de uma boa piada, Sr. Malfoy.

Draco riu levemente, começando a andar para o parque que ficava defronte o restaurante, de onde ele iria aparatar, embora não estivesse em sua cabeça ir embora naquele momento. Syndia, automaticamente, o acompanhou.

Eles ficaram em silêncio, mas ainda tinham um sorriso no rosto.

Syndia fechou mais o casaco de encontro ao corpo, lamentando que tivesse escolhido uma peça tão fina. Já estavam praticamente no inverno e o agasalho que ela estava usando não a protegeria como ela gostaria.

Vendo-a encolher-se levemente, Draco aproveitou.

- Com licença.

Ele então passou seu braço pelos ombros de Syndia, trazendo-a mais para perto enquanto caminhavam pela alameda. Percebendo o leve incômodo dela, tentou distraí-la.

- Este parque é realmente bonito, não acha? - falou, olhando-a de relance. Ela parecia nervosa. Draco sorriu. - É mais bonito quando o sol está se pondo, embora apenas algumas árvores estejam floridas, ainda.

- Imagino - ela falou.

Draco passou distraidamente a mão pelo braço dela, como se quisesse esquentá-la, e Syndia estremeceu levemente.

- Muito frio? - ele perguntou, parando de andar.

- Um pouco.

- O que acha de irmos para um lugar mais confortável? Não acho que esse parque vai dar o calor que você precisa.

- Pois é... - Syndia falou nervosa.

Onde ela estava com a cabeça, para começo de conversa, para se embrenhar num parque, à noite, com um homem que ela acabara de conhecer e que mostrava um interesse desconcertante nela? “Maldito champanhe...” praguejou intimamente. E ao sentir as duas mãos de Draco passando pelos seus braços vagarosamente, como se quisesse aquecê-la e acariciá-la ao mesmo tempo, praguejou mais ainda: “Maldito vinho!”.

Eles estavam frente a frente e Syndia sabia que aquilo não era um bom sinal, principalmente pelos olhos dele irem dos seus para seus lábios. Com certo custo, uma vez que aqueles olhos cinzas pareciam hipnotizá-la, falou:

- E-eu preciso ir embora. Boa noite, Draco.

E o mais rápido que suas pernas permitiram, ela saiu do parque e chegou ao seu carro, agradecendo a Merlin por não ter enlouquecido de vez, além de fazer uma prece para que Draco Malfoy nunca mais a olhasse daquela maneira.

O que ela não sabia era que Draco já estava planejando olhá-la mais vezes daquela maneira.

- Pena que a noite foi tão curta...

Em seguida, fez-se um estalo típico de aparatação. Mas ninguém estava perto o bastante para ouvi-lo.




N/B : ALELUIA! ALELUIA! ALEEEEEEELUUUUUIAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – Vixi, que eu quase achei que vocês tinham desistido! :O – Ainda bem que não o fizeram! =D – Vou perdoar a demora, porque sei o quanto mudanças na vida real podem afetar nossa vida fanfictional... ;D Porém, não há perdão para o fato de eu esperar tanto, E NADA DE MALFOY NU ENTRE OS LENÇOIS DE SEDA! Afffffff – Capítulo tudo de bom, meninas! E QUASE do tamanho certo para nos compensar a saudades que sentimos de vocês! Faltaram apenas umas catorze páginas do Word, E, obviamente, Draquito à vontade em seu leito. – Rsrsrsrsrsrs... – Parabéns! Beijos muitos! Não demorem tanto no próximo, peleeeeeaseeeeee????? Senão, SSSSSSHHHHHHTÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!– Até lá! =D


N/A: Sim, Aleluia! Mas, como disse nossa Beta, as mudanças estão realmente acontecendo, no "mundo real". Mas, à medida do possível, vamos nos ajeitando!

Agradecemos a todos que leram e, principalmente, os comentários:

Bernardo Cardoso: Acho que nunca vamos nos cansar: não fale assim do Draco! Ele está fazendo o possível! (assovia). Esperamos que tenha gostado deste capítulo também, Be! Beijos pra você.

Kelly: Que bom que está gostando, Kelly! E sim, continue com suas contribuições! Adoramos tudo! Beijos pra você também e até o próximo!

Priscila Louredo: Por que não estamos surpresa com sua preferência?rsrs... O flagra realmente deu o que falar..rsrs..Mas esperamos que, dessa vez, você tenha gostado do momento Draco/Syn..Beijos, mana! Amamos você!

Sally Owens: Ah, nossos homens são charmosos, mesmo! E o inesperado (ou esperado.rs) aconteceu! Esperamos que tenha gostado do encontro! Mas, quanto as marcas...não se precipite..hehe. Beijos, mana!

Vander Malfoy: Não precisa ficar com ciúmes do Gui, já que o Draco já está destinado à Syn. Esperamos que também tenha gostado deste capítulo! Beijos.

Esperamos que vocês tenham gostado do capítulo!

Beijos a todos e até o próximo!

Livinha e Pamela Black

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