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21. Limite da Tensão


Fic: Bem ou Mal necessário - PORNFIC


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione se perguntava se Snape não a estaria odiando nesse momento, mas ao mesmo tempo sentia que tinha feito o certo. Afinal, Snape às vezes parecia se esquecer da própria força, o que poderia ser perigoso para ela e para ele mesmo.


Além do mais, se ele parasse para pensar com a cabeça fria, iria entender que ela só queria seu melhor, nada além disso.


Ela estava sentada na sala de lareira, lendo um livro sobre poções avançadas, que era o que ela mais queria estudar quando a guerra acabasse e ela pudesse ir para a faculdade.


Harry e Rony estavam jogando xadrez calmamente, mas sem as velhas brincadeiras e os sorrisos. Por um momento, ela sentiu um peso no coração, como uma espécie de certeza de que a guerra ia acabar muito em breve, e mais em breve do que eles esperavam.


Snape apareceu no hall e logo em seguida entrou na sala, e cravou os olhos nela, ali, sentada como se nada tivesse acontecido. Sabia que tinha errado, mas saber que ele estava se revirando por dentro e ela estava indiferente o irritou um pouco.


Com passadas largas, ele foi direto para as escadas, esperando se trancar em seu quarto e ficar lá até se acalmar, antes que fizesse alguma coisa de que fosse se arrepender. Harry, porém, notou Snape e o modo como ele olhara Hermione.


- Mione, o que aconteceu?


Ela ergueu os olhos do livro e olhou para o amigo, confusa.


- Que?


- Entre você e o Snape... o que houve?


- De onde você tirou isso?


- Ele fez uma cara quando entrou aqui e te viu... – murmurou Harry. – Está tudo bem?


- Ah, então ele já veio? – perguntou ela, olhando na direção das escadas. – Bem não está, mas logo logo vai ficar.


Ela voltou para seu livro, sua cabeça repassando incontáveis vezes a cena com ele, o quanto seu coração doera quando o viu ali, daquele jeito, e o quanto se sentiu mal quando ele falou que tinha transado com "a linda comensal", como Malfoy a chamara.


Ela estava se remoendo, na verdade. Será que ele gostara mais? Será que essa tal de Lizzy era melhor que ela? Estava sendo tola, sabia, mas não podia deixar de se perguntar. Afinal, mesmo que Snape a amasse, isso não impediria que ele preferisse o sexo de outra mulher, e isso a deixava com os nervos à flor da pele.


Com um suspiro, ela deixou o livro em cima da mesinha e subiu as escadas. Tinha que conversar com ele em termos decentes agora que ele estava sóbrio, e mais controlado, ela achava.


Bateu à porta do quarto dele, mas não houve resposta. Bateu de novo, e ainda sem resposta. Incerta, ela girou a maçaneta e a porta abriu. Ela ouviu o barulho do chuveiro e sentou-se na cama para esperá-lo, depois de trancar a porta e lançar um feitiço silenciador. Se ele resolvesse gritar, pelo menos quem estava em casa não ouviria a discussão.


Snape logo saiu do banheiro com a parte debaixo enrolada numa toalha. Ao vê-la ali, sua expressão endureceu.


- O que você quer aqui?


- Conversar. Podemos?


- Não. Desapareça da minha frente – disse ele virando o rosto e indo para o armário para pegar suas roupas.


Hermione suspirou.


- Quando foi que obedeci a uma ordem expressa que você me deu, eu me pergunto.


Snape virou-se para ela estreitando os olhos, com a mandíbula travada e os punhos cerrados. Ela sabia que ele estava no limite, mas não ia sair correndo.


- Você precisa me desafiar para se provar, não é mesmo?


- Bom, eu estava pretendendo conversar, porque achei que você já tinha voltado ao seu estado normal, mas ainda está com algum efeito de bebida no corpo, ao que parece – ela se levantou, insolente. – Eu volto outra hora.


Ela ia para a porta, mas ele a segurou no braço e a fez sentar na cama outra vez.


- Não comece a agir como se você fosse a senhora da razão, porque você não é.


- Ah, é? E quem é? Você?


- Não – ele sacudiu a cabeça negativamente e olhou para o chão. – Não, jamais eu.


Ele suspirou e se sentou ao lado dela na cama.


- Eu odeio ter agido com você daquele modo, mas você não é capaz de compreender que ontem, quando escrevi aquele recado, eu não estava preparado para encontrar você, eu não queria... Eu odiei ter feito cada coisa que fiz, eu me odiei por ter feito aquilo, mas eu não tinha outra escolha... Se eu não puder estar nas reuniões eu não terei a menor utilidade... O que será do Potter se ele for pego de surpresa? Ou nunca daremos um passe definitivo e viveremos nesse inferno para sempre?


Hermione pousou a mão numa das pernas dele, o que o fez olhá-la.


- Severo, eu não posso negar que estou morrendo de ciúmes... eu não conheço a menina e se ela for metade do que os seus dois colegas falaram eu estou em apuros...


- Não seja ridícula! – volveu ele imediatamente.


Ela continuou, ignorando a interrupção, embora seu coração tenha acelerado com a resposta tão imediata dele.


- Só que eu fui procurar você porque estava preocupada, achei que Voldemort tivesse mandado você fazer algumas poções ou qualquer coisa assim, e logo imaginei que você estaria em Spinner's End. A minha mente é bem lógica quando me esforço, e eu estava tão preocupada... E ver você daquele jeito foi tão horrível...


- Outro motivo por que você não deveria ter ido – rosnou Snape.


- Mas foi justamente isso que me fez ficar feliz de estar lá – sussurrou ela. – Severo, você não tem que se afastar toda vez que está se sentindo mal e se odiando. Sabe, se você resolvesse simplesmente conversar comigo você talvez ficasse melhor mais rápido do que enchendo a cara e me agredindo daquele jeito.


- Você acha que eu tenho orgulho de você ter me visto aos trapos? – bradou ele, levantando-se e indo para a janela. – Você acha que eu gosto de me lembrar o jeito que arrastei você pelo braço? Hermione, vá embora... Eu nunca mereci ter você comigo... Só me deixe em paz...


Lágrimas encheram os olhos dela.


- Sabe o que mais me dói? É saber que você não quer isso.


- Mas é claro que eu não quero! – bufou ele, derrubando algumas coisas que estavam em cima do criado-mudo. – Isso só prova o quanto eu sou uma pessoa podre por dentro.


Ela olhou para ele, calma.


- Por que você se martiriza tanto? Ajuda a aliviar a dor de ter de fazer o que faz? – sussurrou ela.


- Eu não quero falar sobre isso.


- Quer sim – disse ela, petulante. – Você não sabe, mas você quer.


Snape rosnou.


- Sim.


- Sim o que?


- Sim, me odiar ajuda a... isso que você acabou de falar.


- Não adianta extrair suas memórias para uma penseira?


- Memórias ruins dificilmente são extraídas por inteiro.


Hermione suspirou.


- Coisas boas ajudam a esquecer as ruins?


- Não – ele sentou-se ao lado dela outra vez. – Mas ajudam a lembrar por que ainda luto.


Hermione olhou para ele e sorriu com simpatia.


- Severo, você é, de fato, umas das melhores pessoas que eu conheço.


Ele olhou para ela, um pouco desconcertado.


- Você está louca?


- Você só não percebe isso por causa do tipo de papel que você faz – murmurou ela. – Mas o seu coração é um coração bom. Se você fosse mau, por que continuaria lutando?


- Já disse que sou egoísta. Tenho minha própria vendeta e tenho que proteger você.


- E esse egoísmo permitiria que você tivesse tanta repulsa às coisas que faz? Matar trouxas? Torturá-los? Quero dizer, se você não se importasse com nada além dos seus motivos, será que você seria tão abalado pelo seu trabalho?


Ele olhou para ela.


- Se você vivesse no mundo trouxa, ficaria rica como psiquiatra.


Hermione riu.


- Eu sei – e riu mais ante a sobrancelha levantada dele. – É porque estou certa, e isso me faz falar coisas que fazem sentido, ahn...


Ele estreitou os olhos, mas dessa vez com um meio sorriso dançando entre os lábios finos.


- A senhorita está pedindo para ser calada...


- Hum... E você vai atender ao meu pedido?


- Eu me encontro ao seu dispor, srta. Granger – sussurrou ele com os lábios a centímetros dos dela.


Mas alguém bateu à porta.


- Severo... – era a voz de Dumbledore.


Snape bufou.


- O que você quer, Alvo?


Mas não houve resposta. Hermione se lembrou do feitiço silenciador e o retirou. Snape perguntou de nodo e Dumbledore respondeu:


- Haverá uma reunião em meia hora na sala de lareira. Você e a srta. Granger deverão estar lá.


- Certo, Alvo.


Ouviram passos leves se afastando.


- Por que o feitiço? – perguntou Snape virando-se para ela.


- Eu não queria que ninguém nos ouvisse se você reagisse igual hoje de manhã... Ainda mais o Harry ou o Rony.


Snape olhou para ela e se levantou.


- Temos reunião agora. Nos encontraremos lá embaixo.


Hermione fitou-o um momento, então se levantou e caminhou para ele. Espalmou as mãos no tórax dele e correu-as para os ombros e, ficando na ponta dos pés, deu um beijo nos lábios dele.


- Por que isso agora? – perguntou ele.


- Eu... – ela suspirou. Estava com vergonha e se achando infantil, mas queria ter certeza de que ele ainda a desejava.


Ela capturou o lábio inferior dele entre os seus e o sugou de leve, e depois aprofundou o beijo, encostando-se ao corpo dele, forçando os quadris contra os dele, enquanto as mãos dele a envolviam na cintura. O beijo dela, ele notou, estava ainda mais intenso que de todas as outras vezes.


Sentiu-a puxando sua toalha e tocando-o, o que o fez gemer. Ela separou os lábios dos dele e olhou para ele. O olhar dela disse q ele que havia algo errado, principalmente o modo como ela mordia o lábio inferior, o que era um forte sinal de concentração.


Com um suspiro, ele segurou-a gentilmente pouco acima dos cotovelos e a afastou levemente de si.


- Hermione, você vai me dizer o que há com você?


Ela baixou os olhos, corando muito, e seus olhos caíram no membro dele, já bem ereto. Snape observou-a, tão angelical e lhe ocorreu o que ela lhe dissera antes sobre a srta. Adams.


- Hermione – a voz dele soou séria, o que a fez erguer os olhos para ele. – Você está fazendo isso agora, logo depois de ter brigado comigo, porque você acha que perdi o interesse em você depois da noite catastrófica de ontem?


Ele estava sério demais e ela soube que ele tinha se ofendido, mas ela não sabia mentir para ele, então não disse nada. Ele rosnou e buscou a toalha no chão e se cobriu outra vez.


- Você ficaria feliz se eu tratasse você como a tratei lá? Seria prova do meu... como você diria?, desejo por você? Tratar você como uma mulher imunda que serve para ser usada e largada logo depois do fim? Você quer isso? – ele bufou e pegou as roupas do armário e foi para o banheiro antes que ela conseguisse expressar qualquer reação.


Ele bateu a porta de um modo que deveria ter abalado as estruturas da velha Mansão Black, o que era um sinal forte de "não se aproxime", mas agora Hermione queria se desculpar, então se sentou de novo na cama e esperou.


Snape saiu do banheiro outra vez e a viu ali. Cruzou os braços e encostou-se ao batente.


- O que? O fato de eu não querer transar com você apenas para provar alguma coisa significa que eu não te desejo mais, é isso?


Ela sentiu um nó na garganta.


- Desculpe, Severo... Eu não quis ofender você, eu juro.


- Eu sei disso. Mas você não faz idéia do que você diz às vezes. Em certas ocasiões seria bom você ficar quieta para não falar metade das bobagens que diz.


E o nó na garganta ficou mais forte.


- Da próxima vez que eu mandar um recado dizendo que não poderei voltar, não vá me procurar. Aliás, eu provavelmente não irei para Spinner's End, já que é um refúgio conhecido agora.


- Você me ama só quando estou quieta e inacessível ou na sua cama, não é? – ela sabia que se arrependeria de falar aquilo, mas precisa dizer qualquer coisa para não chorar. – Na hora de dizer o que está te fazendo mal, eu não sirvo, na hora de conversar sobre alguma coisa trivial, eu não sirvo... Você não me ama! O que você ama é a imagem que você tinha de Hermione Granger até saber que eu sou de verdade, até saber que eu, como qualquer outra mulher do mundo, posso ser ciumenta quando o meu... o meu... alguma coisa... transou com uma menina da minha idade que é bonita e sei lá mais o que! Olha só que pessoa mais horrível eu sou!


Ela se levantou.


- Ao contrário de você, eu amei o que eu conheci – murmurou ela, agora sem segurar as lágrimas.


A face de Snape permaneceu dura como uma pedra, e o olhar de decepção dela arrancou alguma coisa em seu peito.


- Você amou a boba ou a corajosa Hermione Granger que você achava que eu era. Uma imagem de alguém que você queria que eu fosse – murmurou ela, e as lágrimas dela desceram cruas e quentes pelo rosto dela. – Eu amei cada centímetro de Severo Snape que conheci depois que a imagem do Mestre de Poções foi desaparecendo em tão pouco tempo.


Ela sacudiu negativamente a cabeça e saiu do quarto dele. Snape cerrou os punhos e segurou o nó na garganta. Fechando os olhos para substituir a Hermione que chorava por uma lembrança que lhe sorria. A que sorria como a que veio lhe oferecer o almoço que estava pronto no primeiro dia em que ele estava na Mansão Black. A que sorria depois da primeira vez que fizeram sexo. A que sorria com cada coisa mínima que ele falava.


Ele jamais teria arriscado tudo como tinha feito ao desafiar Voldemort da primeira vez se amasse apenas uma imagem, como ela tinha dito. E a coragem dela ao propor a ele aquele plano maluco para fazê-lo voltar às boas graças do Lorde das Trevas o fez admirá-la ainda mais.


Mas o que ela havia dito sobre amá-lo o fizera sentir um aperto no coração, que se dividia entre alívio e alegria e carinho e medo. Era tão estranho alguém sentir aquilo por ele, quanto mais dizerem aquilo para ele. Uma criança que não recebera carinho dos pais, um rapaz que nunca recebera afeto ou amizade dos colegas e das moças que estiveram em sua vida... E então a pequena e corajosa Hermione, que ele sempre admirara e depois de algum tempo amara, era tudo o que ele nunca tinha tido. E ele a deixara sair magoada.


No entanto, ele não iria atrás dela e não iria se desculpar. O que seria dela quando ele morresse? Agora ele sabia que Voldemort teria que morrer logo, e ele teria que fazer alguma coisa, antes que mais gente morresse, antes que ele causasse algo que a machucasse.


Nem que custasse sua vida, a queda de Voldemort estava mais próxima do que qualquer um, inclusive ele próprio, imaginava.


Com essa resolução, ele desceu para a sala da lareira. Passando os olhos rápidos pela sala, notou que Hermione não estava lá. Talvez não tenha chegado ainda, pensou ele.


- Onde está a Hermione, professor? – perguntou Fred.


- Por que eu deveria saber? – rosnou Snape.


Harry e Gina se entreolharam, e Gina, pousando de leve a mão no braço de Harry, levantou-se e subiu as escadas, rumo ao quarto de Hermione. Não achou a amiga lá, e subiu para o laboratório. Encontrou-a lá, cortando ingredientes, chorando tanto como Gina nunca havia visto.


- Mione... – sussurrou Gina.


Hermione deu um grito irritado e jogou a faca na bancada, e voltou a chorar, mas tanto, tanto, um choro tão sofrido, tão cheio de dor.


- Mione... – Gina se aproximou da amiga. – Você e o Snape brigaram?


- Ai, Gina... eu queria tanto que tivesse sido por culpa dele... – ela disse em meio ao choro. – Mas não precisava ter sido assim, é tudo culpa minha!


- O que aconteceu?


- Não tem importância... Não tem mesmo. Eu simplesmente agi como se fosse culpa dele as atitudes que ele tem que tomar a serviço do Voldemort... E ele se ofende tão fácil... Sabe, estava tudo indo bem, então a imbecil estragou tudo.


Gina suspirou.


- Mione, tem reunião agora, e parece importante. Se você não for mais gente vai subir aqui para ver o que houve... – ela olhou em volta e foi para o armário em que guardavam poções de enfermaria já prontas. Pegou um frasco e trouxe à amiga: – Olhe, este é calmante. Deve deixar você melhor.


- Não vai adiantar! – retrucou Hermione, em meio ao choro. – Porque ele vai me ignorar como sempre faz e então eu vou agir igual uma idiota e começar a chorar de novo. Eu não vou.


- Dumbledore deu a entender que precisará de todos lá... – murmurou Gina, com pena da amiga. Ela imaginava como seria se Harry brigasse com ela por culpa dela, ou que ela considerasse, mais provavelmente. Snape não era uma pessoa fácil, a julgar pelo que Hermione contara. Imagine, trancá-la na casa para ela não ir a uma missão!


Hermione olhou para o frasco e finalmente aceitou. Bebeu todo o conteúdo de um gole só e Gina sacou a varinha.


- Agora, vamos fazer a sua cara ficar um pouco melhor.


Com alguns feitiços rápidos, parecia que Hermione não havia sequer chorado.


- Agora vamos logo – murmurou Gina. – O Snape olhou a sala inteira logo chegou.


- Grande coisa – resmungou Hermione. – Ele provavelmente queria ver onde eu estava para se sentar o mais longe possível de mim.


- Pare de ser dramática, Mione. Vai, respira fundo e volta ser a Mione que eu conheço.


Hermione fechou os olhos e respirou fundo, tentando esquecer a discussão. A poção estava fazendo seu efeito.


- Vamos – disse Hermione se levantando.


As duas desceram as escadas e Gina foi se sentar de volta ao lado Harry, onde estava. Hermione correu os olhos pela sala para achar um lugar, deliberadamente evitando o monte de vestes pretas a um canto. Parece que não havia onde se sentar, e ela sentou- se no chão, perto da poltrona de Harry. Gina olhou para ela e sentou-se ao lado dela.


- Só falta a professora McGonagall agora – disse Dumbledore olhando em volta com um sorrisinho aprovador.


O silêncio estava na sala, até que Rony resolveu puxar o cabelo de Gina. Ela resmungou:


- Seu idiota.


Ele puxou de novo.


- Você ta com algum problema?


- É só pra passar o tempo – disse Rony.


- Vai à merda – disse ela.


Rony voltou e puxou um dos cachos de Hermione até se esticar e soltou, vendo o cabelo fazer o cacho de novo. E fez isso várias vezes.


- Está se divertindo, Ronald? – perguntou Hermione olhando para ele por cima do ombro.


- O seu cabelo é mais legal que o da minha irmã – atestou Rony. Harry riu. – Porque o dela não faz nada. O seu estica... e volta para o lugar.


- Realmente, Ronald – disse Hermione com uma risadinha.


Harry fez a mesma coisa que Rony estava fazendo.


- Nossa, é divertido mesmo.


Hermione revirou os olhos.


- Como vocês são crianças – disse ela.


Gina disse, com uma careta:


- Eu tenho aflição que mexam no meu cabelo.


- Depois de um dia em companhia de comensais da morte esse não deveria ser um problema – disparou Hermione com um sorrisinho tranqüilo, feliz pelo mal estar que sabia que causara.


- Eu já disse que sinto muito, srta. Granger – murmurou Dumbledore.


- Ah, não, tudo bem – disse ela. – Passou. O que acontece no passado fica no passado.


Snape se remexeu na cadeira. E Hermione travou as mandíbulas. Rony, Harry e Gina se entreolharam; Gina fez que não com a cabeça.


Dumbledore olhou para Snape, que parecia concentrado na lareira.


- Bom, cachichos são mais legais que cabelos lisos, está decidido – disse Rony.


- Gentileza e mentira são diferentes, Rony – disse Hermione, com um sorriso. – Meu, Deus, a professora McGonagall não vai chegar?


- Talvez tenha algum problema na escola – sugeriu Moody.


- Ela teria avisado – disse Dumbledore. – Com licença, vou falar com ela.


Ele saiu da sala e os outros voltaram ao silêncio, Rony ainda brincando com os cachos de Hermione e Gina recostada às pernas de Harry.


- A Srta. Granger e Snape tiveram um desentendimento? – perguntou Moody com um sorrisinho. – Mas que coisa mais adolescente.


Hermione olhou para Moody; Gina parecia aflita, e olhou para Snape, que já tinha o punho fechado sobre sua varinha.


- O silêncio geralmente significa sim – tornou Moody.


- Moody, cale a boca ou você estará morto antes que possa falar "trasgo".


- Eu não seria o seu primeiro, seria, Snape?


Hermione sacou a varinha, furiosa, e a tinha apontada para o peito do auror.


- Repete isso – disse ela, estreitando os olhos.


Moody olhava para ela.


- Agora a sua namoradinha adolescente é que defende você, Snape?


Hermione apontou a varinha para algo abaixo e disse:


- Cala a boca se você for homem. Porque, se ainda é, isso pode mudar em alguns segundos.


Moody olhou para ela, bravo.


- Mione... – disse Harry. – Ele está do nosso lado, sabe.


- Ele pode continuar do nosso lado sem esta parte em especial. Não vai fazer muita diferença, você não a usa muito, usa, Moody?


- Quando foi que você passou de estrela da Grifinória a defensora de um comensal assassino, srta. Granger?


Até Voldemort teria medo do brilho de fúria nos olhos de Hermione naquele momento. Mas ela se acalmou e olhou em volta, esquadrinhando a sala, pretensamente.


- Um comensal assassino? – ela olhou para os amigos, curiosa. – Harry... você vê algum comensal assassino por aqui?


Harry sorriu e olhou para Snape, que mantinha uma expressão neutra, mas não mais apertava a varinha em sua mão. Depois ele entrou na lareira, e olhou atrás do sofá.


- Não, Mione. Gina?


Gina olhou em baixo da mesa e então foi até o pé da escada e olhou para cima. Depois olhou para os colegas.


- Nada por aqui. Rony?


Rony olhou em volta, levantou-se e foi até a porta da cozinha e depois até o quarto de hóspedes.


- Nada também.


- Bom – Harry se levantou. – O Moody não costuma falar coisas à toa, então é melhor a gente dar uma busca na casa à procura do comensal assassino.


Moody rosnou. Lupin resolveu apaziguar os ânimos.


- Moody, deixe de ser tão chato. Acho que temos mais o que fazer do que lutar uns contra os outros.


O auror não respondeu.


- Comensal assassino... uh uh – chamou Gina indo para as escadas.


Os ocupantes da sala riram, salvo Moody e Snape.


- O que você fez para estas crianças deixarem de odiar você, Snape, eu não sei, mas foi muito bom – disse Moody entre dentes.


- Está além do meu poder de compreensão também – volveu Snape tranquilamente, fitando Hermione, que olhava para o outro lado. – Srta. Granger – ele chamou em voz mais alta. Ela olhou para ele. – Suas poções estão prontas?


Ela franziu a testa.


- Poções?


- Ou a senhorita não viu a última lista de madame Pomfrey?


- Oh... não, ainda não – disse ela, curiosa.


- Seria bom terminar logo – disse ele.


- Eu vou adiantar alguma coisa logo depois da reunião... – murmurou ela, sem ao certo saber o que ele queria. Achou que valia à pena arriscar. – Acho que eu posso precisar de alguma ajuda...


- Estou disponível por hoje – disse ele com a expressão ilegível.


Ela assentiu e olhou para o outro lado. Gina sorriu.


- Já sei o que aconteceu com o comensal assassino – proclamou Gina, e todos a olharam. – Dumbledore o encontrou no meio do caminho, aí já era, né. Por isso a demora.


Eles riram, mas a risada sumiu quando Dumbledore veio, o rosto pálido.


- O que houve? – perguntou Lupin.


- Minerva... está em St. Mungus.


- O que houve? – perguntou Lupin outra vez, todos alarmados.


- Parece que houve um ataque de comensais liderado por Lúcio Malfoy no Beco Diagonal. Minerva estava comprando alguma coisa para o colégio pessoalmente.


- Ela está bem? – perguntou Hermione preocupada.


- Com poucas chances de sobreviver, pelo que pude saber – murmurou ele, abatido. – Eu... eu realmente preciso ir vê-la antes dessa reunião. Eu pretendia dar um passo rumo ao final... e ela era uma parte importante, como cada um de vocês.


- Eu tenho uma idéia que não será um passo... Que eu poderia ter executado há muito tempo, mas agora que a oclumência de Potter é confiável eu tenho certeza de que dará certo.


- Severo... – advertiu Dumbledore.


- Isso tem que acabar, Alvo – murmurou Snape. – Quantos passos nós teremos de dar antes? Quantos mais vamos perder? Outra Minerva? Outros aurores?


- Vocês têm um plano há quanto tempo? – perguntou Harry, histérico.


- Não é um plano – disse Dumbledore exasperado.


- É sim, e um que vai funcionar, porque é tão ridiculamente rápido e simples, sem necessidade de batalhas finais e essas coisas que só vão nos fazer não ter o que comemorar quando acabar – volveu Snape, olhando para Harry. – E tudo o que eu preciso é confiança para que você termine o que tem de terminar.


- Estará tudo cheio... – disse Dumbledore.


- O Lorde das Trevas tem espiões em St. Mungus. Se metade da Ordem for para lá ver Minerva... ao mesmo tempo... Talvez os comensais decidam atacar.


- Um hospital ser uma isca! – gritou Moody.


- Metade dos que estão lá estão mortos que ainda respiram – volveu Snape. – Onde você quer ter um confronto? Entre os trouxas? No Beco Diagonal? Em Hogsmeade? Se há vidas a perder, que sejam as que já não têm nenhuma chance mesmo.


- Que frieza – murmurou George.


- É por isso que tenho de ser eu – tornou Snape sério.


- Qual é o plano? – perguntou Harry.


- Eu falarei... às seis crianças que não visitarão St. Mungus – disse Snape.


- Mas nós vamos fazer alguma coisa? – perguntou Gina.


Snape fitou-a um momento.


- Você estará aqui – Snape assentiu. – E você não faz idéia de como isso vai ajudar.


- O que? Eu vou ficar aqui enquanto meus pais e meus irmãos mais velhos vão para uma batalha e o meu namorado vai matar Voldemort?


Snape fitou-a de um modo estranho.


- Acredite em mim, srta. Weasley, do mesmo jeito que discordou de Moody quando ele disse que eu era um comensal assassino. IA sua parte será... se eu estiver certo... a mais importante. E por mais que me dê ânsia de vômito pensar nisso, Dumbledore está certo.


O diretor sorriu.


- Você finalmente viu, não viu, Severo? – perguntou ele com um sorrisinho triste.


Snape assentiu em silêncio, olhando para baixo.

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