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12. Capítulo XII


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A porta se abriu com estrondo e Harry, ainda sem desgrudar os seus lábios dos de Hermione, tateou-a e fechou-a rapidamente, para evitar que chamassem mais atenção. De certo, os alunos primeiranistas que se encontravam no salão comunal, assustaram-se com o barulho e não seria surpresa se um dos amigos viesse até o quarto de Hermione para ver o que acontecera.

Hermione simplesmente não se importava. Há muito não tinha tantos momentos ao lado de Harry, desde o ano anterior. Ela sentia que a liberdade que tinham antes era muito maior, e eles eram apenas amigos. Agora, como namorados, a coisa parecia ter complicado. E a escassez de beijos longos e profundos, carinhos e momentos só deles a deixavam maluca, ansiosa por cada oportunidade e quando esta chegava, agarrava-a com tudo, esquecia-se do mundo à volta. Para ela, eram só eles, ela e ele, Harry e Hermione, nada mais.

Estava perdida nos lábios dele, presa entre a parede e o seu corpo quente. O beijo ficava mais caloroso a cada instante e ela não se importava. Sequer lembrara-se de ligar a luz e a única coisa que iluminava o quarto era a lua cheia, que adentrava o aposento através da enorme janela que ia de fora a fora da parede. As cortinas estavam abertas, deixando uma vista linda das copas das árvores e montanhas que vinham além da Floresta Proibida emolduradas pelas extremidades da janela.

Afastaram-se ofegantes e Harry pôs-se distribuir beijos apenas pelo pescoço da namorada, que ainda recuperava o fôlego. Hermione fechou os olhos, sorrindo. Ele a segurava firmemente pela cintura. A sensação era maravilhosa, um calafrio percorria seu corpo como uma corrente elétrica a cada beijo. Não demorou para que virasse o rosto de encontro ao de Harry, tornando a beijá-lo, afastando-se em poucos segundos, passando a beijar de forma provocante os seus lábios.

- Você quer me deixar louco, só pode ser... – ele murmurou. Ela agora instigava seus instintos beijando-lhe o pescoço. Deu-lhe mais um selinho e encarou-o.

- É interessante te provocar, fazer você desejar que eu termine com isso. – ela voltou a beijar seus lábios. – Assim aprende a não mais fazer o mesmo comigo, porque você, sim, me deixa louca. – ela intercalava entre palavras e beijos, agora.

Ele sorriu de lado e a puxou, apertando-a ainda mais contra o seu próprio corpo, olhou-a de forma sedutora e a beijou ardentemente. Virou-a e passou a caminhar pelo quarto, sem desgrudar dela. Hermione sentiu as pernas baterem de leve na beirada da cama de casal e parou ali, sentando-se e fazendo-o ajoelhar-se no chão. Afastou-se por um instante.

Encarou-o. Harry percebeu que sorria, parecia estar radiante.

- Eu te amo! – ela disse, antes de envolver seu pescoço e voltar a beijá-lo.

Quando Harry apoiou as mãos sobre o colchão para levantar-se e avançar, um pio quebrou o silêncio. Afastaram-se e olharam para a janela, onde uma coruja parda se encontrava empoleirada. Harry repreendeu-se mentalmente por ter deixado a coisa ir tão além dos limites que eles impuseram a si mesmos. Hermione sentiu o rosto ruborizar, sabia que estava corando violentamente e percebeu que Harry notaria, mesmo no escuro. Tomou a iniciativa e levantou-se, indo até a janela.

Pegou o pergaminho que a coruja trazia consigo e dispensou-a. Olhou rapidamente para o namorado, que a encarava à distância, e seu olhar recaiu sobre a carta que tinha em mãos. Novamente ergueu os olhos para Harry.

- Dumbledore. – disse por fim.

---


- Excelente! Por que não me avisaram antes? – fez Gina irritadiça, enquanto os três caminhavam em direção à sala do diretor.

- Recebemos a carta ontem à noite. – respondeu Harry.

- Aposto que estavam ocupadíssimos enquanto a idiota aqui estava fazendo a ronda. – ela murmurou. – Vou perder meu café da manhã!

- Ah, Gina! É algo importante, ou ele não nos chamaria de última hora.

- Não foi de última hora, Hermione. – replicou a ruiva. – Ele avisou ontem à noite.

- Mas nós não a vimos mais! Não iria bater no seu quarto após a meia noite, porque tenho certeza de que a gatinha fez escala no quarto de certo sonserino. – Hermione alfinetou e Gina a encarou com os olhos arregalados. – É isso mesmo! Pensa que não sei? Só espero que ainda seja virgem, ou sua mãe te mataria.

- Hermione! – Gina repreendeu.

- Por que vocês adoram falar dessas coisas na minha frente? – perguntou Harry, parando de andar.

- Desculpe. – Hermione disse, encarando a ruiva.

Harry passou a andar na frente, ao que elas propositalmente ficaram para trás.

- O que me diz? – Hermione perguntou num sussurro.

- Garanto que tudo está no lugar. Só não faz isso assim! Quer me matar de vergonha? – a ruiva indagou. – Eu estava realmente constrangida. Como pode duvidar de minha ingenuidade?

- Ah, Virgínia Weasley, há muito não é mais uma criancinha inocente. Além disso, tem um namorado mais velho e os interesses podem ser outros.

- Garanto que não são. – Gina sorriu maliciosamente. – Mas e vocês? A quantas andam?

- A mil. Ontem quase foi! – segredou a morena, corando violentamente.

Gina tapou a boca para abafar o riso, os olhos arregalados em surpresa.

- Psiu! – Hermione repreendeu. – Mas foi por puro descuido. Nós já conversamos sobre isso algumas vezes.

- Eu já cheguei bem perto. – murmurou Gina. – Sabe como eu sou, não é? E ele é bastante rapidinho para essas coisas. Com ele acho que me esqueço do mundo. – comentou. – Já tive que recolocar os botões de duas camisas minhas.

- Nossa! Depois fala de mim... As roupas sequer foram tocadas, querida. – Hermione sorriu triunfante.

- Gina! Hermione! – Harry gritou, parecendo realmente irritado. – Andem logo! – esperou até que as duas se aproximassem para então retomar o caminho a passadas curtas e rápidas. – Incrível como mulher adora tricotar, realmente incrível.

As duas se entreolharam rindo silenciosamente. E o restante do percurso foi feito em completo silêncio. Em instantes estavam ao pé da gárgula.

- Doce travessura. – Harry murmurou, fazendo a gárgula se mover e os três subiram.

Como de costume, sequer precisaram bater.

- Entrem. – disse a voz rouca e branda do diretor por detrás da porta. – Bom dia, garotos!

- Bom dia, senhor. – cumprimentaram os três em uníssono, ocupando em seguida as cadeiras que o diretor apontava.

- Primeiramente gostaria de pedir minhas sinceras desculpas pelo aviso de última hora. Na verdade, gostaria que viessem ontem à noite, mas como enviei a mensagem tarde, decidi que talvez fosse melhor que fosse hoje pela manhã. – explicou. – Bom, chamo-os para informá-los sobre o que aconteceu enquanto estiveram fora. Assuntos da Ordem. – resumiu. – Comecemos pela parte mais importante: as horcruxes.

Uma pausa.

- Muito bem. As notícias são muito boas e acho que concordarão comigo. – ele continuou. – Encontramos as três desaparecidas e duas delas já foram destruídas. O medalhão de Slytherin e a taça que pertenceu a Hufflepuff. Encontramos a águia de bronze de Ravenclaw na última semana, no entanto ainda estamos estudando maneiras de destruí-la. É bom lembrar que ainda falta pegar Nagini e só então matar o próprio Voldemort, mas que até o fim de maio todos os horcruxes já estarão destruídos. Ou pelo menos, assim esperamos. – concluiu.

- Então há chances de termos uma batalha final em breve? – perguntou Gina e Hermione sentiu o peito apertar.

- Não sabemos, Gina. Tudo pode acontecer daqui para frente. – respondeu o diretor. – Da mesma forma que Voldemort pode sentir que partes de sua alma foram destruídas, isso pode passar imperceptivelmente também. Não é possível que saibamos quando ele pode atacar ou se ele irá tentar impedir que consigamos destruir todos os horcruxes. Resta a nós apenas esperar... e colocar a AD em ação novamente. – ele sorriu ao finalizar.

- A AD? – Harry perguntou. – Mas... já?

- Quanto antes melhor, Harry. – disse Dumbledore. – Estaremos reiniciando as atividades da antiga Armada de Dumbledore no final deste mês e vocês, como membros oficiais da Ordem da Fênix, serão os instrutores.

- Não seria melhor se apenas o Harry continuasse como instrutor? – perguntou Hermione.

- Talvez, tudo irá depender do meio que vocês julgarem melhor para os alunos que se interessarem, que não serão poucos, tenham certeza disto. Peço que se reúnam, vocês e Draco, para fazer um planejamento e dividir as tarefas, caso seja necessário. Só preciso que no dia vinte e sete deste mês a primeira reunião com os alunos interessados esteja acontecendo. Fora isso, tudo está nas mãos de vocês.

- Muito bem. Então podemos começar a divulgar a nova AD? – fez Hermione.

- Quando quiserem. Creio que tendo eu abraçado o antigo projeto de vocês – mesmo tendo-o modificado um pouco –, a participação dos alunos será maior e o desempenho de muitos deles melhorará consideravelmente. Mas não esqueçam que são apenas aulas de prática de Defesa Contra as Artes das Trevas, Feitiços e Transfiguração, nada além disso.

- Não se preocupe. – responderam Harry e Hermione em uníssono.

- É bom saber que posso contar com a colaboração de vocês. Agora vão! Avisarei seus respectivos professores que estavam aqui. Passem na cozinha e comam alguma coisa. Molly me mataria se soubesse que não tomaram café da manhã para vir ao meu encontro. – disse o diretor sorrindo.

Os três deixaram a sala e rumaram em direção à cozinha.

- Pelo visto terá mais responsabilidades do que esperava, não é, Mione? – perguntou Gina.

- Isso não me preocupa. Estou acostumada. Vamos esperar para ver se a carga horária não ficará pesada, não é? Talvez eu consiga dividir meu tempo. – ela disse e parou por um instante, parecendo pensativa. Foi então que seus olhos se iluminaram e ela abriu um largo sorriso. – Talvez possamos reaproveitar o nosso tempo.

- Você não está falando do... – começou Harry.

- É exatamente disso que estou falando. – ela interrompeu. – Ainda têm os seus guardados?

- Ainda mantenho o meu em uso. – Gina murmurou com um sorriso maroto nos lábios.

- Guardo junto com o colar reprodutor que você me deu ano passado. – murmurou Harry.

- Ótimo! Acho que poderemos ainda reservar um tempinho livre para nós.

---


- Quantos se inscreveram, Harry? – perguntou Rony enquanto caminhava junto a Harry, Hermione e Gina para o campo de Quadribol.

- Umas vinte pessoas.

- Ah, mas algumas pessoas podem ser descartadas logo de cara, não é? – fez o ruivo.

- Claro que não, Ronald! – exclamou Hermione. – Ninguém pode ser descartado sem antes ter a chance de mostrar o que sabe.

- Exatamente, Hermione. Não estamos aqui para mostrar o que não se sabe. – retrucou o ruivo com veemência.

- Rony, não é bem assim. Talvez haja pessoas que realmente saibam jogar e apenas nunca tiveram oportunidade de deixar transparecer. Esqueceu-se que há aulas de vôo apenas para o primeiro ano? – Gina tentou, dessa vez.

- E será que minha cara irmãzinha se esqueceu que pelo menos metade das meninas da escola fariam de tudo para estar a menos de três metros de Harry Potter? – Rony rebateu. – Que dirá passar algumas noites durante a semana jogando Quadribol com ele! – exclamou, revirando os olhos.

Hermione olhou feio para Rony e dele para Harry.

- Bom, acho melhor adiantarmos, ou poderemos chegar depois dos outros. – disse Gina a fim de quebrar o gelo.

Seguiram em silêncio, apertando o passo.

Alcançaram as arquibancadas, onde Hermione sentou-se de imediato. Estava ventando ali em cima. Sentiu um calafrio percorrer seu corpo. Estava realmente ventando e era um vento gélido. Ouviu um relógio apitar, anunciando que já eram oito horas. Não demorou para que vozes distantes quebrassem o silêncio em que se encontravam.

- Oi, Harry! – disseram várias vozes em uníssono.

Os alunos se acomodaram, como Hermione, nas arquibancadas. Rony e Gina os acompanharam e só Harry permaneceu de pé.

- Muito bem. – ele pigarreou. – Hoje teremos um novo time e espero contar com a colaboração de vocês para que tenhamos um treino seletivo produtivo. Devido a grande quantidade de garotas aqui presentes, peço que se retirem aquelas que não estão realmente interessadas em participar do time de Quadribol ou que sejam menores de quatorze anos. Além destas, gostaria que aqueles, não só as garotas, que não sabem voar ou não têm experiência com a vassoura também se retirassem. Não quero que se arrisquem.

Uma dúzia de garotas se levantou com um olhar triste, parecendo realmente decepcionadas com a atitude do capitão, que não deixou de notar que as vassouras que traziam consigo eram de uso das aulas de vôo de Hogwarts. Não demorou para que mais alguns alunos se levantassem e rumassem para a outra arquibancada, a fim de apenas assistir à seleção.

Hermione sorriu satisfeita. Harry parecera ter ouvido o que Rony dissera no caminho.

- Bom, agora podemos realmente começar. Vamos fazer a seleção como no ano passado. Os interessados no cargo de goleiro, por favor, dêem seus nomes a Hermione e sigam para as balizas.

Rony, com certeza passara uma parte de suas férias treinando arduamente para conseguir a vaga. A cada bola que ele defendia, Harry alargava ainda mais o sorriso. No ano anterior, por conta da boa artilharia, o ruivo não tinha testado suas habilidades. Poucas eram as bolas que chegavam ao outro lado do campo e na grande maioria dos ataques, o amigo falhara e deixara a bola passar.

Ao final, ele garantiu pelo terceiro ano consecutivo e último, a vaga no time de Quadribol da Grifinória.

- Parabéns, Rony. – Harry cumprimentou. – Parabéns também aos outros. Vocês foram muito bem. - esperou que eles se dirigissem para as arquibancadas superiores e só então retomou a palavra. – Agora vamos aos batedores. O mesmo procedimento. Quero todos em campo.

Eram apenas quatro garotos.

- Quem é aquele mais adiante? – perguntou Harry após cerca de vinte minutos de teste.

- Trevor Dean, sexto ano. – respondeu Hermione, estudando a tabela.

- Ele é um bom batedor. – comentou Gina. – É fascinado pelo Quadribol. Passou a semana inteira falando do treino.

- Lamento pelos outros, mas acho que já temos nossos batedores. – murmurou Harry. – Dino Thomas e Trevor Dean. Acho que farão um bom trabalho.

O treino se estendeu por cerca de mais uma hora, onde Harry estudava as opções para artilheiros. Sorriu ao final e sentou-se ao lado de Hermione.

- Acho que há alguma maldição em nosso time.

- Do que está falando? – a morena perguntou sem entender.

- Gina Weasley, Rachel Smith e Jen Tyler. – limitou-se a responder. – Por que todos são homens e justamente as artilheiras são mulheres desde que eu entendo o que é Quadribol?

- Não tinha reparado nisso, mas o pior é que é verdade. – disse Hermione. – Foram por cinco anos Katie Bell, Angelina Johnson, Alícia Spinett; Katie Bell, Gina Weasley, Rachel Smith; e agora Gina Weasley, Rachel Smith e Jen Tyler. Pelo menos desde que estamos em Hogwarts, não é?

- Talvez as meninas grifinórias entendam realmente de Quadribol. – ele comentou, olhando-a pelo canto do olho.

- É, talvez... Ei! Isso foi uma indireta?

- Não, foi bem direta.

- Bobo! Sabe que eu não teria futuro. – ela riu de forma cética.

- Pensa que não vi você tendo aulas de vôo com McCoy durante o treinamento?

- Como é?

- Eu sei que ele reservou uma área ao fundo da Casa dos Gritos, cobriu e fechou, enfeitiçou para ter o mesmo ritmo de tempo que tínhamos no confinamento e você usava para treinar. – ele disse, com um riso triunfante no rosto. – Pensa que eu não sabia?

- Por que nunca me disse que sabia?

- Você voa bem, Mione. Daria uma excelente artilheira.

- Não posso me comprometer com mais nada esse ano, Harry. Mas se for realmente necessária a minha participação, terei o prazer de ajudar.

- Eu te amo, pequena! – ele murmurou, antes de abraçá-la e deitá-la na arquibancada, roubando-lhe um beijo.

- Aqui... NÃO! – ela disse sorrindo quando se afastaram. – Eu te amo tanto... – e ela mesma o beijou.

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- Feliz aniversário, meu amor! – ele disse, enquanto pulava na cama da namorada, beijando seu pescoço, ao que ela se contorcia.

- Não faz isso! – ela murmurou, enquanto virava-se para encarar o namorado. – Obrigada.

- Está mais velha, hã?! Dezoito anos...

- Minha mãe também fica mais velha hoje. Quarenta e dois. – ela comentou. – Enviei seu presente ontem à noite. Deve estar chegando lá.

- E por falar em presente... – ele estendeu uma caixinha de jóias.

- Você ainda vai ficar pobre de tanta jóia que me dá! – ela murmurou, antes de abrir. – Harry, é lindo! – ela colocou o anel. Era de ouro branco com uma pedra de brilhante solitária. – Obrigada, obrigada, obrigada! – ela intercalava as palavras com pequenos beijos na bochecha do namorado, que ria gostosamente. – Eu te amo!

Ela o beijou e ele intensificou o beijo.

- Também te amo! Muito, muito, muito...

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- A carta dele já chegou. Falta apenas divulgar que a reunião é esta noite. – Hermione disse enquanto caminhavam em direção à Sala Precisa.

- Draco foi falar com alguns alunos que não estavam na lista. – comentou Gina.

Hermione andou de um lado para o outro três vezes e esperou até que a porta se materializasse. Abriu-a e as duas entraram.

- Harry deve estar chegando. Ele disse que viria depois que passasse na sala do departamento de vôo da escola. Foi entregar a lista do time oficial para Madame Hooch e Olívio Wood.

- Ele tinha comentado. – Gina disse. – Então, Mione... Como vamos fazer para chamar o pessoal da AD antiga?

Hermione sentou-se em um dos pufes e retirou um galeão do bolso. Com o dedo, mexeu na numeração desta, que marcava uma data de quase dois anos atrás. A sua própria moeda, que se encontrava no bolso vibrou e esquentou.

- Há quanto tempo não faço isso? – ela perguntou, sorrindo.

Gina enfiou a mão na capa do colégio e retirou o seu galeão.

- Excelente idéia! – ela disse, sorrindo. – Mas e se alguém estiver sem a moeda?

- O que eu acho realmente difícil. – comentou Harry adentrando a sala, seguido de meia dúzia de alunos da Grifinória. – Eles me encontraram no caminho e acharam que eu tinha convocado, aí acabaram vindo comigo.

- Fui eu que os chamei. – explicou Hermione. – Sentem-se e quando todos chegarem começaremos.

Rony, Dino Thomas, Parvati Patil, Lilá Brown, Padma Patil, Simas Finningan e Justino Finch-Fletchey acomodaram-se em alguns dos pufes, parecendo confusos. Não demorou para que os irmãos Creevey, Ana Abbott, Susana e Terry Boot, Luna Lovegood, Rachel Smith, Jen Tyler e Draco Malfoy adentrassem a sala.

- Ainda vem mais gente. – disse Draco, de forma sombria.

- Ótimo! Vamos esperar, então. – disse Hermione.

Neville Longbottom, Ernesto McMillan, Miguel Corner, Zacarias Smith e Anthony Goldestein, Trevor Dean e John Treborn chegaram não muito depois e completaram a turma.

- Muito bem. Acho que podemos começar. – murmurou Hermione. – Desta vez somos apenas vinte e seis, mas é claro que poderão chegar outros interessados a qualquer momento. Também é bom acrescentar que a partir de agora temos o conhecimento de Dumbledore. – ela começou. – A Sala Precisa continuará sendo sede de nossos encontros, que acontecerão uma vez por semana, mas não sabemos qual o dia, já que não somos apenas de uma casa e pode haver treinos de Quadribol alternados. Manteremos o sistema das moedas, que se mostrou bastante útil e eficaz, para comunicar o dia e a hora aos membros da Armada de Dumbledore.

Uma pausa. Todos estavam silenciosos, esperando a continuação.

- Aqueles que são novos, por favor peguem as moedas comigo ao final da reunião, certo? – fez Gina. – Harry, prossiga.

- Não há muito o que acrescentar. Vou ler a carta de Dumbledore para vocês, talvez ele explique da melhor forma os objetivos da nova AD e quaisquer outras coisas sobre o projeto.

Caros alunos,

Por meio desta carta, gostaria de comunicar-lhes que a
Armada de Dumbledore está sendo reaberta. O objetivo desse projeto criado pela aluna Hermione Granger há cerca de dois anos permanece o mesmo. Vocês terão um reforço de aulas práticas não só de Defesa Contra as Artes das Trevas, como também de Transfiguração e Feitiços. Com a ajuda dos professores das respectivas matérias, poderá ser feita uma tabela de conteúdo.
Este ano, mais do que qualquer outro, é necessário o preparo dos alunos, já que a guerra está para explodir a qualquer momento. O principal objetivo da Armada de Dumbledore é lutar contra Voldemort e seus Comensais da Morte. Os participantes treinarão um feitiço por semana na Sala Precisa, desde os mais simples até os mais avançados, sendo conduzidos por Harry Potter e Hermione Granger. Também haverá treinamento físico. A agilidade será de extrema importância numa batalha.
Gostaria de reafirmar que a Armada de Dumbledore conta com todo o meu apoio e estou ciente de todas as aulas, assim como os professores. Desejo então um bom retorno aos antigos membros e as boas-vindas àqueles que são principiantes.

Atenciosamente,
Alvo Dumbledore


- Bom, antes de tudo, peço que assinem seus nomes no pergaminho e passem adiante para que todos possam assinar. – disse Hermione, assinando o próprio nome. – Desta vez não há nenhum feitiço, portanto, não hesitem. – ela deu um meio sorriso.

- Nós já temos um planejamento inicial, mas que poderá haver mudanças, de acordo com o que os professores acharem necessário acrescentar. – decretou Harry. – Nosso próximo encontro é na quinta-feira que vem, acabei de vir do departamento de vôo da escola e, não se preocupem, não haverá nenhum treino no dia marcado.

- Perdemos alguma coisa? – Fred e Jorge adentraram a sala apressados, acompanhados por Angelina Johnson, Katie Bell, Alícia Spinett e Lino Jordan.

- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntaram Gina e Hermione em uníssono.

- Viemos para a reunião, certo? – respondeu Lino e os outros confirmaram.

- E Dumbledore sabe disso? – perguntou Harry.

- Ele disse que não se importava, e achamos que seria interessante. Podemos ajudar, também. – respondeu Fred.

- Tudo bem. – suspirou Hermione. – Podem ficar. – ela assentiu. – Vocês não têm jeito mesmo!

E os seis se juntaram aos já presentes, sorrindo e fazendo o restante do pessoal rir.

A reunião se estendeu por mais alguns minutos. Esclareceram todas as dúvidas. Deixaram a sala com um sorriso satisfeito. Era o começo de algo novo... da nova AD.

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