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4. O Jantar


Fic: Daegonna


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Anna tratou de esconder a esfera bem longe dos olhos de qualquer bruxo e bem protegida de qualquer perigo. Snape sumira desde a noite anterior e, quando Anna supôs que ele finalmente tinha desistido e voltado a Hogwarts (apesar do fato de sua mala permanecer no quarto), ele apareceu no meio da tarde, quando todos estavam tomando chá. Entrou na cozinha acompanhado de Mundungo. Fred, Jorge, Rony e Harry saltaram de alegria ao ver o bruxo recém chegado.

_ Dunga! - saltou Arthur de sua cadeira para cumprimenta-lo. - Finalmente! Achamos que nunca mais iria voltar.

_ Olá Arthur. Pessoal...é, bem, eu tive uns probleminhas no meio do caminho...minha encomenda...hum, digamos...fugiu...

Dunga sentou-se ao lado de Gina e Snape deu a volta na mesa para se sentar. Molly se apressou para servir chá aos dois.

_ Procurei você por toda a tarde Snape, precisava que me preparasse uma poção...não estou dormindo muito bem...mas não achei você em lugar algum...

Rony esquivou-se em sua cadeira e olhou para a mãe.

_ O quê? Snape saiu...da casa... e nós aqui...hum...sem poder...hum...esquece. - e com essas palavras percebeu que havia falado alto demais e todos agora olhavam para ele. Snape estava fuzilando o rosto do garoto.

_ Professor Snape, querido...

Gui, que mantinha uma animada conversa com Anna sobre os antigos diretores de Hogwarts, interrompeu o assunto.

_ Dunga, acho que você ainda não conhece Anna, ela chegou há alguns dias.

Mundungo ficou vermelho e por pouco não engasgou com o chá.

_ Perdão, eu não notei. Acho que é o cansaço da viagem...Ah, olá Anna.

Ela sorriu, achando graça no bruxo desengonçado que agora despejava algo de um frasco de viagem na caneca na sua frente.

_ Dunga! - gritou Molly - Eu já avisei, nada de bebidas nessa casa!

_Ah sim, sim, me desculpe Molly.

Gui voltou a conversar animadamente com Anna. Snape ficou observando os dois, com um ardor subindo sua espinha. Gui mostrava a ela como paralisar um pelúcio-da-ucrânia segurando sua mão contra a dele. Anna sorria se divertindo com a técnica. Ficaram conversando por um bom tempo, e na altura em que Dunga se retirou da cozinha apressadamente com os meninos no seu encalço, eles passavam pelo vigésimo assunto. Anna comentava sobre o brinco e o cabelo de Gui, tocando em sua orelha. Os dois rindo como se não houvesse mais ninguém naquela cozinha. A noite foi chegando e Olho Tonto Moody chegou para o jantar, envolvendo todos em seu conto de como havia acabado com o contrabando de varinhas negras para dentro de Azkaban. Quando Anna e Hermione ganharam a última partida de xadrez bruxo contra Harry e Rony, todos se retiraram para seus quartos. Snape já estava deitado, e quando Anna abriu a porta ele fechou os olhos rapidamente, fingindo estar no décimo sono. Ela se sentou na cama e olhou para trás, se certificando que ele dormia. Tirou a roupa, ficando só de calcinha. Snape abriu os olhos disfarçadamente e ficou observando-a. O cabelo dela caia sobre as costas arrepiadas . Sua pele parecia ainda mais pálida sobre a luz da lua que cortava a janela. Quando ela prendeu o cabelo num coque. Snape levantou a cabeça para ver melhor a tatuagem escondida no fim de sua espinha. Era uma tatuagem no estilo tribal, sensualmente desenhada no meio do cóccix. Ele estranhou, considerando que tatuagens no mundo bruxo não era um bom sinal. Qualquer um que tivesse uma era facilmente considerado como Comensal da Morte ou algo do gênero. Mas aquela tatuagem em particular não era nada igual às que ele já havia visto. E, pensando bem, a menos que ela tivesse uma tatuagem igual à sua, não parecia oferecer nenhum tipo de perigo. Além do mais, Dumbledore confiava nela, assim como confiava nele. Pensou que talvez a menina tivesse sangue trouxa, isso explicaria tudo. Anna vestiu seu camisetão de dormir, e quando se virou, um barulhinho engraçado veio da janela. Ela se levantou e foi ver o que era. Quando abriu a janela, Fawkes entrou voando e pousou na cama com algo preso em sua perninha. Anna fez o mesmo que ela, desamarrou o pergaminho e leu. Logo em seguida cutucou Snape gentilmente, embora tivesse muitos motivos para não o fazer. Snape continuou fingindo que estava dormindo, então Fawkes bicou sua bochecha com força. Ele abriu os olhos pronto para brigar com Anna, mas quando viu a ave, se sentou.

_ Toma. - Anna entregou o pergaminho a ele, que procurou a luz da lua para poder ler. - Dumbledore quer que voltemos para Hogwarts.

_ Partiremos amanhã de manhã, e tira essa ave maldita de cima da cama.

Fawkes cantou e saiu voando pela noite. Anna fechou a janela e se deitou. Acordou no dia seguinte sorrindo, com seu rosto quente. Abriu os olhos e demorou para perceber o que estava acontecendo. À noite ela havia se virado, assim como Snape e os dois estavam com o rosto sobre o mesmo travesseiro, com suas faces quase se tocando. Levantou-se rapidamente e se trancou no banheiro, morrendo de medo que ele também tivesse percebido.

Na hora do café suas malas já estavam prontas, e Anna já havia se despedido de todos, falando que veria os meninos no começo das aulas. Ela e Snape embarcaram no Noitibus andante até Hogwarts. Dumbledore estava jogando bocha encantada com Madame Hooch e Hagrid, numa pista improvisada na frente do castelo, quando eles chegaram. Alegrou-se ao ver os dois descendo da carruagem. Então seguiu com Anna até sua sala.

Snape desceu até seus aposentos e largou a mala no meio da sala. Viu que sua encomenda havia chegado e foi abri-la. Eram duas caixas enormes contendo vidros vazios de vários formatos, e alguns ingredientes. Levou a primeira caixa até seu laboratório particular e deixou a outra separada. Dumbledore apareceu no fim da tarde para convidá-lo, pessoalmente, a comparecer a um jantar especial, uma pequena comemoração dos professores e funcionários de Hogwarts. Assim Snape trocou suas vestes por roupas mais adequadas e subiu para o salão principal. Sua visão foi rapidamente atraída por algo, ou alguém, de pé ao lado de Flitwick. Snape sentiu seu corpo reduzir os passos em direção à mesa central. Seu cérebro estava em choque, sua respiração pausada, quase que parando. Ela estava deslumbrante num vestido negro que ele nunca vira igual. Anna havia arrumado o cabelo em cachos que deslizavam até seus ombros, e o sapato de salto tinha um pequeno brilho na parte de cima. Ela sorria enquanto conversava, e Snape lembrou do último jantar na mansão dos Black, quando ela sorria conversando com Gui. Então sua respiração ficou pesada e ele se estranhou por estar pensando aquelas coisas. Ele não tinha nada a ver com ela, não queria ter e nunca teria. Seu sentimento por ela não passava de uma fina linha de ódio, pronta para se romper. Mas, para alguém com tanta convicção, ele se encontrava pensando muito naquele corpo, naquela pele, naquela boca...naquela tatuagem. Ele estava cedendo, e isso não poderia acontecer, não era do seu feitio. Ele sempre foi um homem de caráter forte, personalidade dura. Sempre foi muito rígido com ele mesmo e com todos ao seu redor. Não podia fraquejar agora, e não frente a um inimigo tão poderoso, tão sedutor. Ele afogou todos seus pensamentos num copo de vinho tinto e tentou não olhar mais para ela o resto da noite.

Depois do jantar aproveitou para ir pegar a segunda caixa que estava em seus aposentos e levá-la até sua sala de aula. O castelo estava escuro e ele andava devagar devido ao peso da caixa. Subiu uma leva de escadas até a masmorra superior e parou no meio do corredor. Ouviu passos vindo pelo outro lado do corredor e seu coração disparou quando eles se aproximavam. Era o barulho de saltos contra o chão, e isso só podia significar uma coisa. Anna apareceu em frente à uma janela, segurando o vestido acima do calcanhar, seu cabelo estava voando com o vento, seus olhos verdes brilhavam com a luz branca vinda da noite. Snape ficou inteiramente arrepiado. Ela era a inimiga mais linda, mais perfeita que ele poderia ter. Ficou olhando ela como se o tempo tivesse parado. O silêncio revelava suas respirações nervosas, o vento trazendo o seu perfume até ele, envolvendo toda sua atenção naquela mulher. Ela levantou mais seu vestido, revelando suas pernas bem torneadas, fixou o olhar nos olhos negros dele, estavam brilhando como ela nunca havia notado. Ela mordeu o lábio inferior. Com isso Snape não conseguiu se segurar, estava explodindo de prazer, queria ela, queria seu corpo, e não iria medir esforços para liberar seu desejo de tê-la. Jogou a caixa no chão, deixando todos os frascos se espatifarem dentro dela. Partiu para cima dela com toda a fúria que estava guardada dentro de si, segurou o corpo quente dela contra a parede, suas mãos apertavam a cintura dela com força, sua respiração falhava. Estava louco. Louco de ódio, de prazer, de fúria, de tesão. Iria descontar tudo nela. Seu coração disparou ao sentir seu corpo jovem, latejando, compacto, esperando por ele, queria ele, mais ninguém, e Snape sabia disso, e ficava louco com isso. Estava inteiramente arrepiado, eriçado, nunca havia se sentido assim em todas as suas aventuras sexuais. Apoiou seu corpo no dela contra a parede gelada, seu tórax para a frente, como num ritual de acasalamento. Sentiu os seios dela contra seu corpo, o cheiro dela ao seu redor, sua boca vermelha latejando em sua direção, segurou sua respiração num gemido interno, podia gozar ali mesmo de tão excitado que estava. Apertou-a mais forte contra a parede de pedra e beijou-a furiosamente. Sua língua estava sentindo a dela, seu lábio mordendo dolorosamente o dela, um beijo que se perdia entre o desejo e o desespero. Seu gosto era incrível, cada movimento de seus músculos fazia-o querer cada vez mais. Anna envolveu seus braços no pescoço dele, seguindo seus movimentos, queria senti-lo do mesmo modo que ele. Sua respiração ofegante, gemidos intensos envoltos num beijo ardoroso. Levantou sua perna e apoiou-a envolta do corpo dele. Snape desceu sua mão pela barriga dela e enfiou-a dentro de sua calcinha, encontrando um local quente e acolhedor, enfiou um dedo nela e sentiu sua pele ir e voltar contra sua calcinha, estava molhada, latejava e gemia loucamente no ouvido dele, pedindo cada vez mais, mais força, mais vontade, mais fundo...Snape afastou a parte de cima do vestido dela e mordeu seus seios violentamente, sugando um enquanto apertava o outro com a mão. Anna abriu sua veste e jogou-a no chão, deixando o peito dele nu contra o seu, seus músculos latejavam com cada movimento dele. Passou as mãos contra o tórax dele, descendo pelo seu peito até achar sua calça. Enfiou sua mão lá dentro e segurou o pênis dele, sentindo cada veia latejar contra sua mão. Sentiu toda sua extensão, estava enorme e grosso. Sua cabeça vermelha e quente querendo sair da calça. Envolveu sua mão com mais força enquanto fazia movimentos de ida e volta e gemia no ouvido do professor. Ele perdeu o compasso da respiração, berrou como um menino ao ganhar uma partida de quadribol, ajudando-a com o movimento. Queria mais, enfiou sua mão na calça e pousou-a contra a mão dela, apertando com mais força, gemendo com mais vontade. Anna abriu o zíper dele e sua calça caiu no chão. Snape levantou a saia do vestido dela e rasgou sua calcinha, colocou sua mão quente entre as pernas dela. Ela estava ardendo, latejava de prazer, pedia por ele. Snape enfiou um dedo nela, sentiu cada parte dentro dela, seu gozo escorrendo pela sua mão. Anna mordeu a orelha dele com força, gemeu baixo no ouvido dele, arrepiando seu corpo inteiro, enfiou a língua no ouvido dele enquanto sentia as investidas de seu dedo dentro dela, pediu mais, e ele enfiou dois dedos entre as pernas dela, fazendo-a gemer mais alto. Snape sentia ela tremer, sua mão melada cada vez ia mais fundo nela. Anna arranhou suas costas com força, estava louca de prazer, queria sentir o enorme mastro dele dentro de si. Lambeu a mão direita e passou pelo pênis de Snape, molhando-o. Snape tirou sua mão de dentro dela e segurou-a com força. Anna abriu suas pernas em volta dele, sentindo seus seios roçarem contra o tórax forte dele. Snape levou seu membro entre o meio das pernas dela, sentindo o desejo correr com mais vontade em suas veias e com um movimento brusco ele mergulhou dentro dela. Os dois urraram de prazer, seu eco percorreu os corredores do castelo naquela madrugada antes sem graça. Snape sentiu todo seu ódio canalizado em seu membro, indo contra ela cada vez com mais força. Anna estava vermelha, sentia ele dentro de si, liberando todo o desejo entupido dentro dela. Não entendia como tanta raiva se tornara um tesão tão gostoso. Queria aquele homem bruto, selvagem, arredio cada vez mais fundo entre suas pernas. Queria toda sua força e experiência contra si. Sentia o corpo dele demonstrando o mesmo desejo, a mesma vontade, o mesmo prazer, saindo e entrando, sua cabeça enorme e vermelha cutucando-a bem no fundo. Segurou as nádegas dele com as mãos, apertando-as contra si. Snape não se importava com o que aconteceria depois, não se importava que aquela que arrancava todo o tesão dele era aquela que ele mais odiava, quem ele mais queria machucar. Aumentou a pressão contra ela e suas pernas falharam. Uma onda quente viajou pelo seu corpo e ele sentiu o gozo sair de si com um berro de prazer, mas ele sentia que ainda não havia acabado, queria mais. Desabou no chão com Anna sobre si, ela também não estava satisfeita, era como se descontasse todo seu ódio naquele ato. Montou nele e encaixou seu corpo novamente. Ainda estava duro. Apoiou suas mãos no peito dele e cavalgou no seu colo. Snape olhou para ela e sorriu maliciosamente. Não sabia se queria fodê-la ou espancá-la, estava confuso. Como aquilo podia estar acontecendo tão de repente? E o pior, tão deliciosamente. Sentiu Anna subir e descer sobre seu corpo enrijecido, seu membro apertado dentro dela, na posição em que estava podia vê-lo entrando e saindo, um pedaço de carne grosso e vermelho, sentindo cada movimento daquela mulher, que gemia como uma cadela, e novamente um calor subiu pelo seu corpo. Com um movimento brusco e violento ele penetrou-a pela última vez e ela pôde sentir um jorro quente dentro dela, fazendo cócegas em seu ventre. Param para respirar. Anna deitou sobre o peito dele e o beijou ardentemente, então se levantou e pegou suas roupas cambaleando. Estava zonza, não sabia se era o êxtase do prazer ou a realidade do que havia acontecido, caindo em si. Vestiu-se e foi embora rapidamente pelo corredor. Snape levantou sentido-se estranho. Pegou suas roupas e foi até seu quarto com uma sensação de enxaqueca, evitando pensar no que acontecera, só queria fechar os olhos e ir para a cama.



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