Quando Hermione terminou de dar comida a ele, sentou-se ao lado dele na cama e ali ficou com ele, em silêncio. Doía nela saber que Snape achava que ela iria embora se ele falasse daquele jeito com ela, mas por outro lado ela via a dor dele ao dizer aquilo. Ele a amava. E há tanto tempo.
- Acho que vão te dar alta hoje à noite se você não sentir sono durante a tarde – murmurou ela.
- Ah, que bom – disse ele. – Não agüento mais ficar à toa. Só de saber que passei uma semana dormindo o dia inteiro fico com náuseas.
- Bom, meu amor, se você está com esperança de fazer alguma coisa, qualquer coisa, é melhor já se decepcionar logo, porque o curandeiro ordenou repouso.
- Ele que vá à merda.
Hermione riu.
- É um aviso, Severo. Nem tente achar que você vai se aventurar por aí. O máximo que você vai fazer durante a próxima semana é tomar banho sozinho e ficar sentado na poltrona lendo um livro.
- Igual a uma velha – rangeu Snape com cara de poucos amigos.
- Exatamente – disse ela com um sorriso amistoso.
De repente ele pegou uma das mãos dela entre as suas e fez uma cara de preocupação.
- O que foi, Severo? – perguntou ela.
- Eu me lembrei... da razão disso tudo – murmurou ele, com pesar. –Eu... Hermione... você está bem?
Ela deu um sorrisinho.
- Eu nem consegui ter tempo de pensar naquilo, desde a hora que eu te vi lá no quarto de hóspedes. Ainda parece tudo só um pesadelo.
Uma das mãos dele subiu para acariciar o rosto dela.
- Você está parecendo exausta. Você não dormiu, não é?
Ela fez que não com a cabeça, e segurou a mão dele que estava em seu rosto.
- Eu não poderia – sussurrou ela.
Ele olhou-a, e ela viu os olhos dele descerem para os lábios dela.
- Com mais de uma semana morto... e depois de uma semana do seu trauma... – sussurrou ele com uma voz meio rouca – eu acho que mereço um beijo de verdade.
- Estamos no hospital, e o curandeiro vai aparecer a qualquer hora – disse ela.
- Mas é só um beijo.
- Até parece que você não vai dar uma de engraçadinho.
- Dizem que sexo faz bem para a saúde – murmurou ele, mordendo o lóbulo da orelha dela.
Ele retrocedeu quando sentiu o calafrio dela, e olhou para ela, que havia corado. Ele a achou adorável, e a mão que estava no rosto dela se emaranhou em seus cabelos e a trouxe para perto. A língua quente dele invadiu a boca da menina, que envolveu os braços no pescoço dele e o beijou de volta.
O beijo foi um dos mais ferozes que ele já havia lhe dado, e ela se sentiu em chamas. A outra mão dele estava na cintura dela, e achou a barra da blusinha e subiu nas costas, e correu para os seios, e apertou um deles. Ela gemeu dentro da boca dele, e ele fez menção de deitá-la na cama, já insinuado uma das pernas entre as dela, mas ela se desvencilhou dele e levantou da cama.
- O que foi? – perguntou ele.
- Há dois dias em nem sabia se você ia viver e agora você já quer tentar se matar.
- Eu não sou tão velho assim – disse ele, emburrado.
- Não estou falando nada de idade, é só que eu não acho que você está totalmente recuperado. Nem sabemos se você vai receber alta hoje. Porque, aliás, se você dormir depois, sabe, eu não vou dizer ao médico o eu te deixou tão exausto, e ele vai dizer que você não se recuperou e não vai te dar alta.
Ele pareceu se dar por vencido e cruzou os braços. Hermione riu, porque ele parecia tanto com uma criança contrariada.
Ele olhou para ela.
- Você está se divertindo, não?
Ela fez que não com a cabeça e deu um beijo na bochecha dele.
- É que eu estive tão apavorada durante essa última semana... não, quase duas, e agora você está aqui de verdade... parece que eu não vou conseguir parar de rir por muito tempo. Agora, eu tenho que tomar banho. Já volto.
Snape observou-a se abaixar para pegar uma muda de roupas numa pequena malinha que estava ao pé da poltrona, e a vida nos olhos dela era algo mais. Ele sentiu uma onda de carinho dentro de si e ficou quieto, enquanto ouviu o chuveiro sendo ligado e depois ela cantando em baixo dele.
Ela ainda estava no banho quando Brown entrou.
- Ah, está acordado – disse ele, deixando poções no criado mudo e retirando a varinha do jaleco. – E Hermione?
- No banho – disse Snape, mal encarado. Como o sujeitinho a chamava pelo primeiro nome?
- Bem, ela já lhe deu de comer?
- Sim.
- Sorte a sua – disse ele. – Agora, aqui está a poção de reposição de energias... essa é dos estoques que ela mandou para os membros da Ordem.
Snape, desconfiado, pegou a medida que ele lhe entregava e cheirou-a. E depois bebeu-a de um gole só.
Nesse meio tempo, o curandeiro o examinava com a varinha. Snape tinha os braços cruzados e uma cara de poucos amigos.
- Sabe, eu creio que você poderia me amaldiçoar, mas vou aproveitar que você está sem a sua varinha e dizer... nada de sexo pelos próximos três dias.
Snape olhou-o com sua melhor cara de mestre de poções.
- De onde você tirou essa idéia?
Brown deu risada.
- Concentração de sangue em uma parte específica do corpo.
Snape perfurou-o com o olhar.
- Bem, se não vai adiantar falar com você, eu falo com Hermione – disse ele, sacudindo os ombros.
- No mais você parece bem. Voltarei aqui lá pelo horário do jantar. Se você continuar bem disposto eu autorizarei alta.
Snape se esforçou muito para não atravessá-lo com uma resposta assassina, e conseguiu. O cara logo saiu, bem quando Hermione saía do banho. Os cabelos dela agora pareciam bem melhores e não havia sinais de olheiras. Ela fizera algum feitiço para aquilo, com certeza.
- Eu ouvi a voz do sr. Brown? – perguntou ela. – O que ele disse?
Snape fechou a cara.
- O que ele disse?
- Que estou bem, mandou eu beber uma poção, que vai voltar pela hora do jantar para me dar alta...
- E o que mais? – perguntou ela gentilmente.
- Nada de sexo pelos próximos três dias.
Hermione riu.
- Que bondade a dele. Eu tava achando que ia ser uma semana.
Snape não respondeu. O sangue ainda não deixara aquela parte de seu corpo e a situação já estava ficando desconfortável. Ele se remexeu na cama, incomodado. Os olhos de Hermione caíram bem ali.
- Interessada em alguma coisa, srta. Granger? – perguntou ele.
- A proibição do ato em si não me proíbe de achar que é um desperdício.
Snape deu uma risadinha infame.
- Eu não gostei desse cara.
- Qual é o problema com ele? – Hermione havia se sentado na beirada da cama, e Snape puxara a mão dela para acariciar seu membro.
Ele retorceu a face e gemeu. Hermione sentiu-se inundar por dentro.
- Ele chama você pelo primeiro nome – esclareceu Snape, com os olhos fechados, engolindo em seco. – Hermione... por favor...
- Eu não sei de onde você tirou forças para criar uma potência dessas aí em baixo.
Hermione mordeu o lábio inferior. Ela estava com vontade também.
Snape se livrou daquela veste horrorosa de hospital. Era tão fácil. Sua ereção estava livre e enorme. Hermione olhou para ele.
- Se você não vai tomar nenhuma providência eu vou resolver isso sozinho – disse ele, rouco.
Hermione olhou para a porta. Ela suspirou.
- Mas e se você...? – ela parecia indecisa.
A mão direita dele envolveu seu membro e começou a subir e descer devagar. Ele a olhava.
Ela suspirou.
- Se alguém tem energia o bastante para ficar tão safado deve ter energia para uma vezinha – murmurou ela, pegando a varinha dele e trancando e silenciando a porta.
Snape tinha um sorrisinho vitorioso. Hermione despiu-se, sentindo calafrios ante os olhos famintos de Snape. Ela montou no colo dele. As mãos dele acariciaram seus seios e os apertaram. Ela estava tão excitada que sua lubrificação já escorria pelas coxas.
Ela segurou o membro dele e o guiou para sua entrada. Em um movimento de quadril para cima Snape se enterrou nela e gemeu.
- Ah... gostosa... se mexe...
Hermione havia gemido também. Ela começou a subir e descer os quadris. Estava tão louca. Às vezes ela tinha esses acessos de tesão incontrolável, mas era a primeira vez que se sentia tão dominada por ele.
As mãos de Snape estavam no lado dos quadris dela, forçando-a para baixo com força. E ele arqueava e gemia e suava, completamente entregue. Mas ele a desencaixou de si e a pôs na cama.
- O que foi? – perguntou ela, preocupada.
- De quatro... – foi a única coisa que ele conseguiu dizer em seu estado de torpor, com a respiração acelerada.
Hermione conseguiu pouco além de obedecer, pondo-se de quatro, com as pernas separadas. Ela gritou quando ele se enterrou inteiro nela naquela posição.
- Ah... isso! Isso! – ele gemeu alto. – Merda! Isso!
Ele não se mexeu. Ele respirava fundo e tentava se controlar para esperá-la atingir o orgasmo antes dele.
As mãos dele, novamente nos lados dos quadris dela, a traziam para si com uma violência quase brutal, ao mesmo tempo em que ele forçava os quadris para frente.
Hermione gritava e gemia. Ela estava tão incontrolável. Ela sentiu os músculos da perna ficarem tensos e suas paredes internas se contraindo. Ele meteu ainda mais forte e ela não sabia como agüentava tanto prazer. No meio do orgasmo, era como se o membro dele a preenchesse ainda mais. E então o líquido quente dele a encheu, e ele desabou em cima dela. E ela deitou na cama de barriga, e ele ficou ali, em cima dela, morto, mas satisfeito. Não completamente saciado, entretanto. Ele tinha planos para ela esta noite, assim que chegassem a casa.
Ele ainda não saíra de dentro dela, e não tinha disposição para sair. Ele não estava com sono, ele só havia exaurido a pouca energia que tinha conseguido.
- Você é tão gostosa... tão deliciosa... – sussurrou ele, beijando as costas dela. – Eu não sairia de dentro de você nunca se fosse possível.
Hermione sorria, mas tinha um peso na consciência.
- Nossa... hoje foi mais forte que das outras vezes...
- Acho que a adrenalina de podermos ser pegos fez isso – disse ele. – Fora que me bateu um tesão incontrolável... Imaginar você nua no banho. Foi um constrangimento quando aquele idiota entrou aqui. Eu ia me masturbar, mas as ordens dele me fizeram querer desobedecer.
Hermione corou, mas ao mesmo tempo se sentiu mais safada.
- Acho que se você receber alta a gente pode continuar desobedecendo ordens médicas.
- Ah, claro que sim – ele passou as mãos por debaixo dela e apertou os seios dela. – Você é malignamente desejável, Hermione...
- Acho que precisamos de um banho – sussurrou ela. – Mas você terá que descansar. Se não você vai chegar em casa morto.