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15. Sete Dias


Fic: Twice love


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Cap. 15 – Sete dias.

- Não! Não pode ser – disse Gina aos prantos.
- Com licença, tenho pessoas a avisar.
O diretor saiu, deixando Gina aos prantos e sendo consolada por Malfoy, Rony chorando abraçado a Luna, que também chorava e Harry, parado, estático, em choque e com o rosto coberto por lagrimas.
Um filme passava na cabeça do garoto, todos os momentos que passara ao lado de Hermione. Desde que entrara para Hogwarts, ela estava presente em 99% deles. Ela o fizera realmente feliz, como amiga, como confidente e como mulher... Agora iria perdê-la em sete dias, em uma semana, em pleno Dia dos Namorados ele iria perder seu grande amor, a única que ele realmente amou e iria amar para sempre.
Harry, Rony, Luna, Draco e Gina entraram e sentaram-se ao redor da cama de Hermione. Harry acariciava a mão da garota, todos estavam inconsoláveis, desolados, aos prantos.
Ficaram sozinhos com a garota um bom tempo, mas junto com a noite chegaram Sr. e Srª. Weasley, Fred, Jorge, Gui, Fleur, Lupin, Tonks, Sr. e Srª. Granger e Sirius e nessa ordem foram abraçar Harry e dar seu apoio. Quando foi abraçado pó seu padrinho, Harry, que estava calado desde a conversa com Dumbledore, desabafou aos prantos:
- Sete dias Sirius, daqui a sete dias eu vou perder a Mione!
- Calma Harry, calma. Nós vamos encontrar uma solução.
Harry ficou mais um tempo abraçado a Sirius. O garoto precisava se um ombro amigo, de um padrinho, de um pai. Foram interrompidos apenas pelos pais de Hermione:
- Harry – chamou Srª. Granger.
- Sim?
- O professor Dumbledore nos expôs a situação de Hermione – disse a mãe da garota aos prantos – Estamos muito tristes e sabemos que você também está, então, queremos agradecer por tudo que você já fez pela Mione e por fazê-la muito feliz nesses últimos meses.
Isso só serviu para que Harry chorasse mais ainda. O garoto voltou para o lado de Hermione e chorou, chorou, chorou... Ele não conseguia sentir nada mais além de dor. Seu coração doía, sua cabeça doía, suas pernas fraquejavam e seu estomago embrulhava só de pensar que ela não acordaria mais, que ele não a veria mais sorrindo, que ela não o beijaria mais, que ele não ouviria mais sua voz, que daqui a sete dias ela iria, para sempre.
- Harry querido, já está tarde – chamou Srª. Weasley com os olhos vermelhos – É melhor você subir e descansar.
- Mamãe está certa – disse Rony – Vamos Harry.
O garoto subiu sem resistir, não tinha mais forças. Foi acompanhado por Rony, Luna, Gina e Draco.
- Vou subir, boa noite. – disse Harry totalmente sem expressão.
- Dá dó ver ele assim – disse Gina após ouvi o barulho da porta.
- O Harry nunca mais vai ser o mesmo.
- Rony, vira essa boca pra lá! – disse Gina – Eu tenho certeza que encontraremos uma solução para salvar a Mione.
- Espero que esteja certa maninha, espero que esteja certa....
******************
Assim que os garotos subiram, Sirius desabafou:
- Molly, eu não vou conseguir vê-lo assim! Nenhum pai quer isso pro filho e eu me sinto pai dele. Preciso encontrar a cura de Hermione.
- A gente vai achar a solução meu amigo – disse Lupin – Tenho certeza.
Assim que amanheceu, Harry desceu para a enfermaria. Quando passou pelo Salão comunal encontrou Rony, Luna, Draco e Gina e viu que não era o único que não havia dormido:
- Como você ta, cara? – perguntou Rony ao ver o amigo.
- Sem dormir.
- Nós também não conseguimos dormir – disse Luna.
- É... Eu vou ficar com a Mione – disse o garoto de olhos marejados e indo em direção ao buraco do retrato.
Só voltou porque Gina o chamou:
- Harry, eu te juro que a Mione vai se salvar – lágrimas já rolavam pelo rosto da garota – Eu juro.
O garoto apenas tentou um sorriso, que não saiu e foi em direção à enfermaria. Assim que o buraco se fechou:
- Eu tenho eu fazer alguma coisa! Eu não posso deixar uma das minhas duas melhores amigas morrer e ver meu melhor amigo nesse estado!
- Mas o que você vai fazer, Gina? – perguntou Rony.
- Vou para a biblioteca, lá tem que ter alguma coisa.
- Vou com você, meu amor – disse Draco.
- Eu e Rony também vamos.
Dumbledore os liberou das aulas da segunda-feira e durante o dia foi assim: Rony, Luna, Gina e Draco na biblioteca e Harry, o tempo todo, ao lado de Hermione, os cinco totalmente alheios à euforia do castelo. Seis dias. Era o que restava à Hermione. Daqui a seis dias o sol deixaria de Brilhar para Harry.
À noite, Madame Pomfrey o “expulsou” de lá. O garoto subiu para o Salão Comunal e ao chegar lá encontrou Rony, Luna, Gina e Draco, apenas deu um inexpressivo boa noite.
Na terça-feira de manhã, Harry desceu para ver Hermione antes de ir para a aula de Transfiguração. Não poderia demorar, então apenas beijou a garota na testa e subiu para a aula. Gesto inútil, pois não conseguiu prestar atenção, apenas consultava o relógio para ver quanto tempo faltava até o almoço, para poder ver Hermione.
Tinha acabado de consultar o relógio, ainda faltava uma hora para o almoço, ano agüentava mais aquela aula, foi quando alguém bateu à porta:
- Entre – respondeu Profª. Mc. Gonnagal.
- Com licença, Minerva – era Dumbledore.
- Sim diretor?
- Eu posso falar com o Sr. Potter?
- Claro. Sr. Potter, vá com o diretor.
- Sim senhora.
Rony o olhou questionando, mas Harry apenas balançou a cabeça negativamente em resposta. O garoto saiu e foi conversar com o diretor:
- O que foi professor? Aconteceu alguma coisa com a Hermione?
- Aconteceu.
Os olhos do garoto marejaram:
- Harry, a Srtª. Granger é muito forte, conseguiu recuperar-se um pouco, mesmo assim só lhe restam cinco dias de vida, mas tenho uma boa notícia: ela acordou.
- Verdade?!
- Sim. O que está esperando pra ir vê-la?
O garoto saiu correndo para a enfermaria:
- Mione, Mione! – entrou gritando no local.
- Harry! – disse a garota sentando-se na cama.
- Mione! – disse abraçando a namorada – Tudo bem com você?
- Aham, só estou um pouco cansada. Mas o que aconteceu?
- Eu te achei desmaiada domingo de manhã e te trouxe pra cá.
- Mas eu tenho alguma coisa?
Os olhos do garoto se encheram d’água:
- Não Mione, você não tem nada.
A afirmação não convenceu:
- Harry, não mente pra mim. O que eu tenho?
- Mione – o garoto já estava aos prantos – Você foi atingida por uma maldição que age em silêncio, só deixa uma marca, que é uma cicatriz. E a maldição só começa a agir quando a cicatriz é percebida, e nós percebemos a cicatriz. A partir daí, a cicatriz, que é em forma de relógio, começa a marcar...
- Começa a marcar o que, Harry?
- Começa a marcar quanto tempo a pessoa tem de vida.
- E quanto tempo eu tenho d vida? – a garota agora também estava aos prantos.
- Você tem... – Harry não conseguiria falar.
- Harry, meu amor – disse a garota enxugando as lágrimas que rolavam pelo rosto do garoto – pode falar, vai.
- Você só tem 5 dias de vida.
A garota desabou:
- Mas eu te juro Mione, eu vou encontrar uma solução pra te salvar. Te juro.
- Não precisa jurar, eu confio em você – e beijou profundamente o garoto – Agora posso te pedir uma coisa?
- Uma, duas, três...
- Esquece tudo e faz desses meus 5 dias nessa cama os mais felizes da minha vida?
- Vou começar agora – agora Harry a beijava.
Mais tarde Rony, Luna, Draco, Gina,a família Weasley, Lupin, Tonks, Sr. E Srª Granger, Hagrid e Sirius, o que alegrou muito Hermione, pois viu que realmente tem amigos.
Muito mais tarde Dumbledore apareceu para ver a garota:
- Vejo que está melhor – disse quando chegou à enfermaria e viu Harry e Hermione aos risos.
- Estou sim – respondeu a garota.
- Muito bom. Vim aqui, obviamente, ver se a Srtª. Granger estava bem, vi que está. Bom, está tarde, vamos Harry?
O moreno olha para o diretor como se pedisse para ficar, mas a resposta vem da mesma forma. Com o olhar Dumbledore negou o pedido.
- Amanhã eu volto para passar o dia com você. Dorme bem. – lhe deu um selinho – Dorme com os anjos – lhe deu outro selinho – Não esquece da promessa que eu te fiz – outro selinho – E nem que eu te amo – dessa vez lhe beijou de verdade.
- Também te amo.
Harry subiu e quando chegou ao dormitório chorou, chorou e chorou tudo q que tinha segurado durante o dia. Se fazia de forte na frente de Hermione, mas doía, doía muito saber que daqui a uma noite e quatro dias a perderia.
Na quarta aconteceu a mesma coisa, Harry passou o dia com Hermione se fazendo de forte, mas quando chegou ao dormitório desabou mais uma vez. Agora restavam a Hermione uma noite e três dias. Harry estava desesperado, tinha jurado a Hermione que a salvaria, mas nem ele nem seus amigos encontravam solução. Não agüentaria olha-la mais e ver que ela estava cheia de esperança, mas sem motivo. Decidiu-se que de manhã iria vê-la pela última vez, não agüentaria mais enchê-la de esperança, nem se fazer de forte mais. Iria se despedir de Hermione, iria se despedir do seu único e verdadeiro amor na manhã seguinte.
A quinta amanheceu nublada. Hermione tinha apenas três dias de vida. Harry desceu e encontrou-a tomando café, sorridente:
- Bom dia meu amor! – disse a garota felizmente ao ver Harry.
- Bom dia meu anjo! – respondeu o garoto tentando parecer feliz – Tudo bem com você?
- Estou me sentindo ótima! Já tomou café?
- Não, ainda não.
- Então se sente e me faça companhia – disse mostrando a cama para que HArry se sentasse.
O garoto aceitou a proposta e durante quase toda a uma hora que tinha s esqueceu de tudo e se divertiu como nunca ao lado de Hermione. Os dois conversavam, na moravam e riam, riam muito. Até que em meio a risos, Harry consultou o relógio, era hora de voltar à realidade, de encarar os fatos:
- Mione, tenho que ir.
- Já?
- Tenho aula, né.
- Havia me esquecido.
- Mais tarde eu volto – mentiu o moreno, não voltaria mais tarde, não voltaria no dia seguinte, não veria mais Hermione, tinha que se acostumar à falta dela, tinha que se acostumar ao fato de não tê-la mais.
- Estarei te esperando! – essa frase doeu profundamente no coração de HArry.
- Mione, eu te amo, não esquece nunca disso. Promete? – disse beijando a garota.
- Prometo. Não esquece que eu te amo também.
- Nunca vou esquecer – disse beijando-a apaixonadamente – Agora eu tenho que ir.
O garoto saiu da enfermaria aos prantos, não tinha achado solução para o problema de Hermione e nem tinha mais forças para chorar. Não foi assistir aula, voltou para o dormitório, caiu na cama e apenas chorou.
O dia passou, a noite chegou e quase na hora dos alunos irem para seus respectivos salões comunais a porta se abriu, e junto um sorriso no rosto de Hermione, deveria ser Harry.
- Podemos entrar? – era Gina.
- Claro – respondeu Hermione.
- Viemos te ver – disse Rony enquanto adentrava a enfermaria junto com Luna, Draco e Gina.
Hermione viu os quatro entrando, mas sentiu falta de alguém:
- Cadê o Harry? – perguntou a garota deepcionada.
- O Harry?! Ah, ele ta dorm... – começou Rony, mas foi interrompido por um pisão dado por Gina.
- Mione, o Harry ta procurando algo na biblioteca.
- Ah – disse a garota desapontada. Preferia que ele estivesse ali, com ela e com os outros.
O grupo não ficou lá muito tempo, saíram e deixaram Hermione se preparando para dormir e pensando:
“Amanhã ele vem”.
Hermione dormiu esperançosa, mas essa esperança desapareceu na manhã seguinte, pois a manhã passara e Harry não veio.
A manhã passou e chegou a hora do almoço. Rony, Luna, Draco e Gina tinham acabado de se reunir para almoçar:
- Ué, cadê o Harry? – perguntou Luna.
- Não o vi hoje. – respondeu Rony.
- Nem eu – disse Gina.
- Será que ele ta bem? – perguntou Draco – Porque você não vai vê-lo, Gina?
- Você ta falando sério meu amor? – perguntou a ruiva incrédula – Quer dizer, você não se importa? O Harry já foi meu namorado...
- Minha ruivinha, ele é seu amigo, ama a Hermione, ta precisando de ajuda e eu confio plenamente em você. Agora vai lá.
- Você não existe sabia? – disse beijando-o profundamente – Encontro vocês na enfermaria antes de começar as aulas – disse a garota se levantando da mesa.
Gina subiu para o Salão Comunal e encontra Neville descendo as escadas do dormitório masculino:
- Oi Gina.
- Oi Neville, você viu o Harry?
- Acho que ele está lá em cima, porque o cortinado em volta da cama dele ta fechado.
- Obrigada Neville – disse subindo para o dormitório dos meninos – Harry? Harry?
- To aqui Gina – respondeu uma voz de dentro do cortinado – Abre.
- Ta tudo bem? – perguntou sentando-se na cama.
O garoto abraçou a ruiva e chorou:
- Gina, eu vou perder a Mione, não achei cura, amanhã ela se vai Gina, para sempre.
A garota deixou que o amigo chorasse:
- Harry, mas você não pode deixar de ir vê-la.
- Gina, eu to me afastando para doer menos, para eu me acostumar a não tê-la perto de mim, agora se não se importa, eu queria ficar sozinho.
**************
- Viemos ver como está nossa amiga – eram Rony, Luna e Draco.
- A amiga de vocês está bem – respondeu sorridente- Mas cadê a Gina?
- Foi conversar com o Harry – respondeu Draco – Já deve estar chegando.
- Olá – disse Gina entrando na enfermaria – Tudo bem Mione?
- Tudo. E o Harry?
- É... será que eu podia conversar a sós com a Mione? – perguntou a ruiva se dirigindo ao namorado, ao irmão e à cunhada.
- Tchau Mione, mais tarde a gente volta – disse Rony.
Após saírem, Hermione repete a pergunta:
- E o harry?
- Mione, o Harry ta péssimo.
- Por que ele não veio me ver?
- Mione, é difícil te dizer isso, mas ele ta mal porque não conseguiu cumprir o juramento que te fez...
- Gina, eu não me importo com isso! Eu sei que vou morrer, mas eu queria passar meus últimos momentos ao lado de quem eu mais amo! – a garota agora estava ás lagrimas – Pede pra ele vir só se despedir! Por favor!
- Vou pedir, agora dome tranqüila e esquece essa história de despedida que eu tenho certeza que acharemos a cura.
O sábado amanheceu ensolarado, anormal para um dia triste. Harry não levantou, não queria, ele não agüentaria se despedir de Hermione, Gina sabia disso, por isso não insistiu para que ele descesse para a enfermaria com ela e com os outros. Os quatro desceram, tomaram café e foram para a enfermaria, iriam fazer desse ultimo dia de Hermione o mais feliz, ou melhor, tentariam, pois sem Harry seria impossível.
Ficaram a manha inteira conversando, e Harry trancado no quarto, perto da hora do almoço alguém bateu à porta do dormitório masculino:
- Harry, o professor Dumbledore quer te ver e disse que é urgente.
- Já vou Neville, obrigado.
Harry esperava pelo pior, mas mesmo assim foi ao encontro do diretor:
- Mandou me chamar? – perguntou o garoto chegando à sala de Dumbledore.
- Sim, sente-se. – o garoto se sentou em frente ao diretor – Harry, até onde você iria parta salvar a Srtª. Granger.

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N/A:
Oláaas!!!
Estão gostando???Espero que sim!
Descuulpa a demora para postar, é que tenho andado meio sem tempo....
Reparei que o número de leitores está crescendo. Á vocês, novos leitores : sejam bem vindos e MUITO OBRIGADA!
Bom, vamos lá né,
Semana dofícil essa do Harry né?! Tadinho....
Mas o que será que Dumbledore quis dizer com"... até onde você iria para salvar a Srtª. Granger?"
Não percam o próximo capítulo!


An e Pri, minhas eternas comentaristas, muito obrigada pelos comentários e q bom q vcs estão gostando!

Wannelli: E aí, gostou do capítulo pelo qual você esperou anciosa? Espero que sim! Mil vezes obrigada pelo comentário, fiquei muito feliz!

Beijos à todos e até a próxima!

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