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24. Capítulo 24


Fic: Meu Marido Até a Poeira Abaixar ATT 12 02 2014


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 24 – (retrospecto)


Não era como se Gina estivesse feliz.
Bem, também não podia negar que, de fato, era agradável. Apesar disto, ela cairia morta antes de admitir – ou confessar - a ele.
Era tão pretensioso... Nem queria imaginar o que seria de si se, ao menos, Draco sonhasse com os casos (ou delírios, como preferia pensar a bruxa) indecentes que povoavam sua cabeça ruiva no momento. Alguma coisa envolvendo a ela e a Draco na hidro que vira na casa de banho no meio do caminho para a piscina... Pra começar.

Sim, era uma atitude reprovável a sua. Isto é, deixar um homem lhe beijar e se aferrar a ele na frente de pessoas – supostamente – respeitáveis. O que sua mãe diria se a visse assim, tão à vontade, nos braços de um Malfoy?
Gina riu - dispensando uma caricia suave na nuca de seu ‘marido’ - ao perceber que ela não ligava o mais mínimo, pra falar a verdade.

Talvez não fosse o fim do mundo admitir que sentia atração por aquele bruxo arrogante, irritante, grosseiro e, por Merlin, de mãos grandes, braços fortes e sorriso tão sexy que se tornava quase despudorado – senão o era.
Ou talvez sim, fosse mal aquilo de atração. Como ela podia sentir alguma coisa além de repulsa por aquele homem?
Draco fora tantas vezes cruel e não apenas com ela... E, ainda que os anos houvessem passado e com eles a maioria das magoas, não era capaz de dizer que esquecera ou que o perdoara sinceramente. Também não fazia nada para isso.

Suspirou pesadamente entre a irritabilidade que a confusão lhe trazia e o prazer surreal que sentia por estar nos braços do mesmo homem que fora cruel anos atrás com ela e agora a ajudava numa encenação bem mais que tola e sem propósito...

Ora, não precisava admitir coisa alguma, certamente era passageiro! Porque, francamente, Ginny não se via (ou a ele) presa num mar de luxúria – porque só isto poderia explicar umas quantas reações de seu corpo. – por mais de uma noite, ou duas no máximo. Talvez simplesmente endoidecera.

Fechou os olhos perdida na sensação indescritível que eram os lábios dele no seu ombro. Gina escondeu o rosto naquela curva demasiadamente cheirosa do pescoço dele – não era possível que alguém cheirasse tão bem! -, não lhe deixaria ver sua vulnerabilidade. Não sabia que o loiro nem precisava encará-la para perceber que desfrutava de seu toque.

Quanto os lábios dele tocaram os seus de maneira tão erótica e furtiva, ela estremecera e se dera conta (ao retribuir o beijo, entregue) que Draco Malfoy não era senão uma tentação e o pior: uma que estava bem à mão. Definitiva e perigosamente próximo pelos próximos dias.
Estranhamente a mulher só pôde aprofundar mais o beijo. Os choques que recebia com o contato a agradavam e ela percebeu, decepcionada, que ao quebrar o beijo os choques desapareciam, como uma ilusão. Só os sentia quando tinha sua boca na de Draco... Gina o fitou por um instante – parecia despistado e frustrado – e o beijou novamente.
***-----------------

Draco decidiu que não se importava.

Não gostava de ser tratado como um tolo, não gostava que brincassem com ele. E Ginny, por alguma razão, o afetava consideravelmente. Sabia que a mulher estava zombando consigo, só não entendia o porquê.

E como repreensão, a provocara e a instigara esperando que a ruiva explodisse de raiva, mas Gina simplesmente o seguira.
A verdade é que estava esperando gritos, não gemidos. E ataques de magia involuntária voluntariamente praticados, definitivamente não lábios mornos dispostos a quebras regras, conceitos e sua sanidade mental já questionável – não era para menos ter novamente aceitado a companhia dos ‘amigos’ de Gina.

Provavelmente, ela o deixaria louco a qualquer momento...

Não conseguia tirar de si a sensação de que a qualquer instante o céu desabaria por sobre sua cabeça. Ginevra Weasley agindo como se não pudesse afastar os lábios dos dele? Aquilo estava ficando mais assustador que a segunda guerra.
O pior era que, em nome de Merlin, não conseguia, não podia recuar. E só Deus sabia o quando custava para Draco admitir isso.

Ouviu uma exclamação e achou por bem afastar a boca, as mãos, o corpo do de Gina antes que ultrapassassem os limites do pudor. Não é como se tivesse mais ar para ‘desperdiçar’ naquelas caricias quentes, de toda forma.
Antes de se afastar completamente, entretanto, deslizou a mão pelas costas da mulher, quase possessivamente, até encontrar sua cintura, ele afundou o rosto no vale entre o pescoço e o ombro dela e mordiscou levemente o local, sorrindo com um prazer indescritível para si mesmo por sentir o estremecer dela...

-Traga-me uma bebida, paixão – disse ao se separarem, oferecendo um leve tapa na nádega dela, esperando que Gina o encarasse com ódio contido pelo pedido mais parecido a uma ordem e pelo atrevimento, mas quando a mulher o observou por sobre os ombros, tinha possivelmente qualquer ar, exceto raiva. E Draco se viu a observando com cautela. O que, afinal, aquela Weasley estava aprontando?

A ruiva ria. - É pra já, meu senhor – e saiu ao encontro de um empregado, balançando hipnoticamente as cadeiras e os cabelos.

Draco sentiu, naquele momento, a boca secar. Sim, sua ação impensada teria volta... E Gina seria maldosa.
Era só que... não conseguira se conter! E claro, não pensava em pedir desculpas a ela. Nem em sonhos.

Que isso o matasse então.
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Gina observou com fingido olhar fulminante – segundo ela. – Alice tocar no braço de Draco com franco interesse. Se dirigiu a eles em passadas determinadas e estava a ponto de jogar com grosseria a caipirinha entre as mãos de Draco quando observou o sorriso pesaroso que ele dispensava a outra mulher.

-Foi só mais uma de minhas atitudes estúpidas de adolescente – disse tocando o braço, Gina poderia imaginar a caveira com uma cobra saindo por sua boca. – Na verdade, a mais insana e infantil. Eu achava que, ao fazer isso, me tornaria um homem – ele riu sem emoção. – É claro, agora vejo o quão imaturo eu era, e, por que não dizer? Mas bem um tolo.

-Ela é assustadora – disse a mulher fazendo uma careta.

-Quer dizer, repugnante, não? – o loiro indagou, encolhendo os ombros e sorrindo levemente, Alice não teve coragem de dizer sim.

Draco encontrou o olhar de Gina, que o estava observando, mas distraída no passado dele. O homem desviou o olhar incomodado, não desejando ver qualquer fio de piedade nela, se o houvesse.

Gina tornou a se aproximar e ofereceu o copo com a bebida a o ‘esposo’, que a aceitou sem nada dizer. Antes que ele se voltasse novamente para Alice, a ruiva o abraçou, quase o fazendo derrubar todo conteúdo do copo no corpo dela, tamanha impulsividade do afago.

-Bem, pelo menos agora você fez a escolha certa, não é, Draco?

Alice se afastou do casal, pensando em o quão Gina era presunçosa ao dizer aquilo. Pois ficara óbvio que a ruiva falava de si quanto as “escolhas corretas” do marido. Ao torná-la sua esposa.

-Você acha? – ele indagou erguendo a sobrancelha. – Francamente, Weasley, veja onde estamos – ele murmurou, abrindo os braços. – Não creio que tenha sido uma boa escolha.

Gina soltou um muxoxo contrariado. – Não foi escolha sua vir aqui. Não é como se tivesse opção – disse e suspirou. Ele vira uma pontada de culpa no olhar dela?

-Há controvérsias.

Gina virou os olhos. – O que quero dizer é que, apesar de seu passado nebuloso – e ela não pôde deixar de ser irônica. –, você se tornou um homem... praticamente decente.

-Praticamente? – ele riu.

A bruxa deu de ombros. – Você esteve do lado certo na guerra e você é... você é um auror excepcional.

-O que disse? – Draco se aproximou dela, fingindo incredulidade.

-Pode esquecer, só vai arrancar isso de mim uma única vez. E se comentar para alguém, eu nego veementemente que, uma vez, um dia, por um momento, disse isto.

Draco a encarou zombeteiro. – Ginevra Weasley disse que eu sou excepcional! – “não disse isso” ela resmungou contrariada. “disse que era um auror considerável, não um homem considerável. É demasiadamente diferente”. - Eu pensei que não ia viver tempo suficiente para presenciar este momento, quase memorável.

-Você também é excepcionalmente intragável.
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Draco observou com extremo mal-humor Gina se divertir com Harry. Ela o estava cercando como se fosse uma predadora e, pra falar a verdade, Harry parecia não se importar. Afinal, continuava conversando com ela e as outras mulheres naturalmente, como se não estivesse tão indecente com aquela sunga. Hermione deveria fazer algo a respeito!

O loiro lançou rapidamente o olhar à morena para ver como ela estava reagindo, todos sabiam que a mulher podia ser ‘um tanto quanto’ possessiva em relação a Harry... Hermione observava tudo calmamente, vez ou outra franzindo o cenho para os toques ‘acidentais’ sob o corpo de ‘seu marido’.

Ao menos fora assim até Vitória deslizar a mão pelas costa de Harry e passar perigosamente próxima a seu bumbum. Ele pôde vê-la espumar de desconcerto, e sentiu um prazer sórdido ao ver que, apesar de Harry simplesmente não ter culpa, ele provavelmente estaria em maus-lençóis.

Viu Hermione erguer-se com dignidade e altiva se encaminhar para o grupinho, a ouviu sem escutar dizer algo que fez Harry franzir o cenho e retrucar algo que lhe pareceu ‘você está bem?’. Viu a morena expirar antes de retrucar um ‘sim’ nada convincente e um sorriso forçado para acalentá-lo, acalmar a Harry e finalmente lhe dispensando um curto beijo no rosto se afastar com um ‘boa noite’.

Draco podia jurar que ela planejara, e que aquela mulher era tão maquiavélica quanto o próprio demônio. Pois Harry não conseguira tirar os olhos das costas dela depois que esta se afastou. Na verdade, nem demorou um segundo para ele a estar seguindo, “sem ao menos deixar uma tola desculpa às suas tietes”, o loiro pensou virando os olhos, zombando das mulheres, silenciosamente, que não tinham mais o ‘senhor Potterfeito’ consigo. Este, estava muito ocupado em seguir, como um cãozinho, a esperta senhorita sabe-tudo Granger.
Claro, ela era tão ardilosa quanto a própria Gina, não se rebaixara dando uma cena e ainda conseguira que Harry a seguisse sem lhe impor isto – ao menos, não explicitamente.
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(continua)
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N/a.: Obrigada mesmo por todos os comentários! xD
Espero que não queiram me matar, Harry e Hermione só no capítulo que vem... n.n
E ele vai estar...hmm... ah, terão de ler pra saber. Sinto muito... Quero dizer, não é bem verdade. Rsrsrs.

Acho que os “pervertidos” de plantão vão gostar do capítulo que vem. Por que? Bom, acho que vou fazer uma NC-17 *- se esconde, tapando a boca -*

E... qual a opinião de vocês quanto a isso? *-Olhar maquiavélico-*

Fim da transmissão =*

PS.: Gente, não morram do coração! Nem me matem... xP
PSS.: E Bru Potter, feliz aniversário super¹²³ atrasado... Tudo de bom^^. E eu sou um pouquinho velha, n.n, fiz 19 anos.

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Comentários: 1

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Enviado por Isis Brito em 02/09/2011

"Claro, ela era tão ardilosa quanto a própria Gina, não se rebaixara dando uma cena e ainda conseguira que Harry a seguisse sem lhe impor isto – ao menos, não explicitamente."


Ameei a atitude da Mione...xD

Nota: 5

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