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11. Capítulo XI


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Mas essa gente não perde tempo! – murmurou Rony, analisando o mural, onde estava pregado o aviso de Harry, pedindo que os alunos interessados em participar do time de Quadribol se inscrevessem para o treino seletivo. – Ei, Harry! – chamou o amigo, que estava quase dormindo no sofá.

- Que é? – perguntou o moreno, tirando o livro que lia do rosto.

- Eu também preciso colocar meu nome? – perguntou o ruivo.

- Bom, seria interessante, assim você poderia competir com outros alunos pela vaga de goleiro. – respondeu o outro.

Rony se deu por vencido e colocou o nome. Depois se virou para encarar o moreno, parecendo confuso.

- E se eu perder a minha vaga? – questionou.

- Ah, aí já não é comigo. – Harry encobriu o rosto com o livro novamente.

O ruivo sentou-se na poltrona e olhou o relógio. Passavam das dez. Poucos eram os alunos que estavam no salão comunal.

- Você está esperando a Hermione? – perguntou após um longo instante de silêncio.

- Estou. – respondeu Harry sonolento.

- Acho melhor você subir. Ela pode demorar...

- Nam... – Harry ergueu o livro e estreitou os olhos, tentando se concentrar na leitura.

Foi na hora que Hermione adentrou o aposento.

- Acreditam que peguei três garotos do primeiro ano na biblioteca a essa hora? – ela fez, exasperada.

- Por incrível que pareça, acredito. – respondeu Rony. – Nós já fizemos isso algumas vezes...

- Eles estavam apenas estudando, Hermione. – fez Harry, divertido.

- O que três crianças do primeiro ano estariam estudando na biblioteca após às nove horas, horário determinado para que todos os alunos, sem exceção estivessem em seus dormitórios?

- Poções, talvez. – Harry rebateu prontamente. – De que Casa eles eram?

- Lufa-Lufa.

- Bom, neste caso, poderiam estar estudando para qualquer matéria. – respondeu Rony em tom de deboche.

Hermione o olhou com uma expressão reprovadora, mas permaneceu calada, o que Rony não deixou de notar. Esperou a reclamação da amiga, mas esta não veio. A garota parecia estar absorta em seus pensamentos.

- Pensei que fosse me bater depois dessa. – o ruivo murmurou.

Ela finalmente despertou.

- Às vezes é bom quebrar as regras. Pode ser divertido... – ela deixou escapar num sussurro audível.

Essa fora demais para eles. Rony arregalou os olhos em espanto, Harry levantou de um salto, encarando a namorada tão espantado quanto o ruivo. Ela, no entanto, encarou-os firmemente, levemente ressaltada.

- Quem é você? O que fez com a nossa Hermione? – perguntou Rony, abobalhado.

- Ei! Mais respeito. – disse Harry apressado. – Nossa, nada!

- Você me entendeu, cara...

- Eu sou a Hermione que vocês sempre conheceram. Já quebrei inúmeras regras, não? – eles assentiram. – Então por que a surpresa?

- Talvez porque sempre que você o fez foi contra a sua vontade? – arriscou Rony, mais afirmando que perguntando.

- Bom, nem sempre. – ela apressou-se em acrescentar, pensativa. – Quem teve a idéia e tomou todas as iniciativas para a AD?

- Apenas uma exceção... – insistiu o ruivo.

- Por várias vezes me arrisquei para ajudar vocês dois, principalmente o Harry. – ela disse, direta.

- Mione, tenho que concordar com o Rony. Você sempre ia contra nós.

- Talvez seja apenas por mera lembrança de tudo que nós fizemos, o que já passamos juntos... – ela suspirou. – E esse ano tudo pode acabar.

- Acho difícil. – comentou Rony. – Você namora o Harry, os dois são meus amigos... – ele começou a enumerar e parou. – Não dá pra simplesmente acabar, assim. – estalou os dedos. – Depois daqui, teremos apenas um novo começo.

- Teremos que começar tudo de novo, Rony. – replicou a morena, mas antes que o ruivo pudesse dizer algo, acrescentou. – Mas vamos mudar de assunto. Não me agrada falar disso.

Um longo silêncio se instalou entre o trio.

- Ei, Mione! Por que não se inscreve no time de Quadribol? – perguntou Rony, os olhos brilhando.

- Você sabe que eu não gosto de voar, não daria certo. – ela até mesmo se assustara com a idéia repentina do amigo.

- Mas agora você tem um treinamento nas costas, não seria difícil. – argumentou o ruivo. – O que acha, Harry?

- Ela tem uma mente rápida e uma agilidade incomparável, poderia ajudar, realmente. – comentou Harry. – Mas ela não gosta, temos que respeitar isso.

- Não consigo nem me imaginar em cima de uma vassoura jogando Quadribol – ela comentou. – Já pensou? A Hermione Sabe-Tudo Sabichona jogando Quadribol? O que vão pensar? Que no dia seguinte o mundo acaba, não é? – ela riu, sendo acompanhada pelos amigos.

- É isso que faz de você uma pessoa tão normal e anormal ao mesmo tempo, Mione. – murmurou Rony sério, gesticulando de forma engraçada. – Você é muito previsível e faz com gosto tudo o que um adolescente pagaria para não ter que fazer... estudar!

- Então você me acha previsível? – ela perguntou, cética.

Rony pareceu ponderar.

- Acho.

- Nem tão previsível assim. – fez Harry num sussurro sombrio.

- Besteira tudo isso. – ela disse, levantando-se. – Que dia você marcou o treino seletivo, Harry?

- Interessada?!

- Não, Rony. Acontece que eu preciso saber. – um suspiro audível. – Só curiosidade. – disse por fim.

- Sexta-feira.

- Se interessa saber, consegui uma ficha com as datas dos seletivos das outras casas.

- Ótimo! – Harry se levantou de um salto.

- Seria interessante se também conseguisse a escalação de cada um dos times depois, não? – Rony sugeriu.

- Não seria difícil. Posso conseguir.

- Ainda assim, quero ver os treinos. Tenho meus meios e não vou dispensá-los.

- Eu já imaginava isso. – murmurou Hermione voltando a se sentar. – Pois então! Sexta-feira, às 20h. O campo está reservado para vocês.

- Seria imprudente se colocássemos uns feitiços em volta do campo para afastar alunos de outras casas? – perguntou Rony hesitante.

- Não seria imprudente, seria contra as regras. – retrucou a morena. – Em todo caso, não têm por que se preocupar. Draco certamente não irá para o treino seletivo a menos que Gina o chame. E também não tentará prejudicá-los, acredito.

- Eu também acho, ele não o faria...

- Já eu não confio nisso. – comentou Rony de forma quase inaudível.

- Você tinha melhorado depois da história da dívida. – fez Harry. – Por que anda tão enfezado?

- Acha certo o que Gina está fazendo?

- Ela ama o cara, Rony. Isso supera até mesmo o errado. – respondeu o moreno.

- É, acho que eu deveria desistir de impor minha opinião. Vocês estão do lado dela mesmo, não é?

- Não é bem assim, Rony. Queremos apenas a felicidade dela. – replicou Hermione. – Acha errado ela procurar a felicidade, mesmo que para você seja no lugar errado?

Rony apenas fechou a cara e cruzou os braços, deixando-se cair de mal jeito no sofá.

- Bom, tenho algumas atividades para fazer antes de deitar. Algum de vocês me acompanha? – perguntou Hermione se levantando, após um longo momento de silêncio.

- Eu vou dormir. – anunciou o ruivo pondo-se de pé. – Boa noite!

Harry e Hermione viram o amigo se retirar.

- É, acho que somos só nós dois.

- Não tenho culpa se o intimido. – Hermione deu de ombros. – Em todo caso, tenho mais o que fazer! – ela caminhou em direção à mesa mais próxima da janela, onde sua mochila jazia há horas.

Sentou-se e retirou um grosso livro de dentro desta, pegando também um longo pergaminho, sua pena e um tinteiro. Abriu o livro e pôs-se a ler. Harry apenas a observava sentado ao seu lado. Passados alguns instantes, ela fechou o livro de forma bruta, promovendo um baque surdo.

- Não consigo me concentrar! – exclamou irritadiça. Odiava querer fazer algo e seu consciente se rejeitar a fazê-lo.

Harry riu de forma discreta.

- Sabe quando você lê um parágrafo inteiro sem absorver nada? – ela perguntou indignada. – Odeio isso! – guardou tudo novamente e se levantou, carregando o material consigo. – Vou dormir. Amanhã cedo eu tento de novo. Talvez seja o cansaço. – reconheceu.

- Estava apenas esperando você chegar a essa conclusão. – o moreno murmurou. – Vamos, eu vou com você.

Atravessaram o aposento sob os olhares de um pequeno grupo a um canto, que esperou até que eles sumissem pela escada para então retomar um assunto antigo.

- Primeiro dia de aula, tudo começa de novo. – murmurou uma morena.

- Bom, este é o último ano. Se eles não ficarem juntos agora, não ficam mais! – a loira concluiu.

- Eu cansei dessa história só de acompanhar. Como duas pessoas podem ser tão cegas? – perguntou a primeira. – E os palpites? Como andam?

- Bom, temos poucos daqui. Por enquanto, os alunos não voltaram a confirmar participação.

- Simas, você realmente vai querer continuar? – perguntou a morena.

- Parvati, quantas vezes vou ter que repetir? – o garoto fez, irritadiço.

- É questão de tempo para que metade da escola saiba da aposta e comece a opinar. Vai ser uma bolada e tanto! – comentou Dino Thomas. – Quanto temos, Lilá?

- Mais ou menos quatrocentos galeões. Ninguém retirou os palpites antigos ainda.

- E nem vão retirar, pode apostar. – murmurou Colin, se aproximando. – Eu ainda acho que eles já estão juntos há muito tempo.

- Se você permanecer com o palpite e tivermos confirmação, você leva tudo sozinho. Mas as chances são muito remotas de já estarem juntos. Eles não demonstram nada! – argumentou Simas.

- E isso não quer dizer nada, na minha opinião. Talvez não queiram que saibam. – replicou o sextanista.

- Ainda assim, não acredito. – Simas fez, cético.

- Você que sabe... Os dois são bons separados, mas juntos são mais que inteligentes, se quer saber. – Colin disse, antes de se levantar. – Mantenho o meu palpite. – disse por fim e se retirou.

- Ele é bem seguro, não? – fez Lilá, assustada.

- Insistente. – resumiu Parvati. – Só espero que não se decepcione.

- Ele está sozinho nessa! Já pensou se ele ganha? – fez Dino.

Mal imaginavam eles que uma determinada pessoa escutava a conversa de longe já há algum tempo. Estava sentado numa poltrona, de frente para a lareira e de costas para o local onde o grupo conversava, de modo que não fosse vista nem mesmo sua sombra.

- Harry Potter e Hermione Granger: o casal mais badalado dos tempos atuais de Hogwarts. Segundo Rita Skeeter. – murmurou Lilá lendo a manchete do Profeta Diário. – É, estão famosos.

- Ele é famoso desde que se entende por gente, ela é a melhor aluna de todos os tempos e a melhor amiga dele... Se não fosse famosa também, teria de haver algo muito estranho. – disse Parvati com veemência. – É frustrante saber que essa aposta está aí há quase dois anos e meio e nada!

- Uma aposta envolvendo o Harry e a Mione? – perguntou uma voz atrás das garotas.

- R-Ronald? – gaguejaram as duas, enquanto os Simas e Dino arregalaram os olhos em surpresa.

- Quais os palpites? – o ruivo foi bem direto. Parvati e Lilá pareciam ter emudecido. Ele aguardou por mais alguns instantes, mas a resposta não veio. – Tudo bem. Aposto trinta galeões que eles têm algo, apenas não assumiram ainda e isto só acontecerá depois de Hogwarts, quando Você-Sabe-Quem estiver morto. – ele jogou trinta moedas douradas sobre a mesa. – Palpite único, creio eu, não?

Novamente o silêncio.

- Ok. Só quero que meu palpite seja sigiloso. – e o garoto se retirou, seguindo para o dormitório.

“Agora eles só precisam colaborar...”, pensou antes de fechar a porta.

- O-o que você acha disso? – perguntou Dino.

- Não sei nem o que pensar. – murmurou Parvati.

- Excelente! Agora a aposta vai muito além de Hogwarts. – Lilá revirou os olhos.

- Bom, encontros regulares no Três Vassouras não seria nada mal, hã?! – brincou Simas.

- É uma opção. – murmuraram as duas garotas e o aposento mergulhou num silêncio ensurdecedor.

---


Harry desceu as escadas para o salão comunal. Este estava vazio, exceto pela presença de Hermione, que ocupava uma mesa à um canto, escrevendo rapidamente e o farfalhar de sua pena cortando o silêncio do aposento. Tinha um grosso e pesado livro ao seu alcance e parecia extremamente concentrada.

Aproximou-se e contornou a mesa, postando-se atrás da namorada. Os cabelos, agora pouco abaixo dos ombros, estavam atrás das orelhas e ela lutava contra uma mecha que insistia em cair no rosto. Chegou mais perto e beijou seu cangote, fazendo-a arrepiar-se e virar rapidamente.

- Acaso quer me matar? – ela perguntou, um pequeno sorriso brotando em seu rosto em seguida.

- Não viveria sem você. – ele disse, beijando-a.

Ouviram passos vindos das escadas e se afastaram.

- ... E é lógico que temos de procurá-lo. Seria interessante, não?

- Ainda acho que deveria esperar até a noite. Provavelmente até lá já teremos a aposta renovada e... – Parvati parou subitamente ao ver Harry e Hermione encará-la. – Hum... E-er... O-oi! – cumprimentou hesitante.

- Bom dia, garotas! – cumprimentou Harry.

- Bom dia, Harry, Hermione. – disse Lilá, parecendo nada abalada, ao contrário de Parvati, cujos lábios tremiam nervosamente. – O que fazem aqui tão cedo? – Hermione nada respondeu, apenas apontou os pergaminhos que tinha sobre a mesa e a pena que tinha entre os dedos. – Ah, era de se esperar. – a loira suspirou. – Bom... Vamos indo. Até logo!

Ela puxou Parvati e as duas deixaram o aposento sob os olhares atentos de Harry e Hermione. Viram o retrato fechar-se.

- Sós de novo. – disse Harry, beijando a bochecha da namorada, que permaneceu séria. Ele parou e a encarou, mesmo que o olhar dela ainda estivesse concentrado no retrato. – O quê?

- Dá pra imaginar de quê elas estavam falando?

- De uma... – Harry parou e seus olhos estreitaram, seu cenho se franzindo. Parecia confuso. – Aposta. – puxou o queixo de Hermione com delicadeza, fazendo-a encará-lo. – Você acha que...?

- Não acho, Harry. Tenho certeza. – ela confirmou, séria. – Temos que descobrir quais os palpites e fazer com que se esqueçam disso. Rita Skeeter está à solta novamente e disposta a tudo para alcançar a posição que tinha no Profeta Diário quando eu a aprisionei.

- E você acha que pode chegar a ela?

- Não é isso que eu temo, Harry. Há muito há boatos de que estamos juntos e isso nunca fez com que Voldemort viesse atrás de mim. Pelo menos não por este motivo. – ela murmurou. – O que interessa a ele é te machucar e se souber dessa aposta, saberá que há pessoas que estão em nosso convívio e que realmente há chances de estarmos juntos. – explicou, engolindo em seco antes de continuar. – E se ele conseguir me pegar, vai estar não só te machucando, mas eliminando mais um sangue-ruim.

- Mas é só uma aposta. Não há com o que se preocupar. – ele forçou um sorriso.

- E chega a ser engraçado, não é? – ela riu, mas uma nota de tristeza ainda estava em sua voz. – Tudo bem. Não vou me preocupar com isso. Aliás... Não há como ela entrar aqui, não há como ter contato com as garotas e, bem... Elas não fariam por mal.

- Assim que se fala! – fez Harry, passando o dedo polegar carinhosamente pelo rosto da namorada. – E se fosse para a Rita saber, isso teria acontecido há dois anos.

- Será que elas vão te procurar de novo?

- Aparentemente, sim. – ele respondeu, desgostoso, mas rindo em seguida. – E vai ser cômico!

- Eu quero só ver...

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- Você ficou maluco? – perguntou Luna, boquiaberta.

- Ainda não. Só estou tentando adiar o fim da aposta e garantir um vencedor.

- Mesmo assim! Eles são seus amigos. – ela argumentou, quase gritando. Respirou fundo e baixou a voz. – Não é certo, Ronald.

- Sei disso. – ele deu-se por vencido.

- Então você vai desistir, não é?

- Não, não é.

- Não consigo te entender! Você é tão, tão...

- Desiste, Lu. Não vai adiantar.

- Tudo bem. Mas não pense que conta com meu apoio.

- Nunca pensei isso. – ele respondeu, levantando-se e colocando a mochila sobre o ombro. – Bom, acho que está no meu horário. Te vejo mais tarde. – deu um selinho na namorada e saiu.

- Eu nunca vou entender você, Rony. – ela suspirou, sorrindo.

Ela atravessou o saguão e se bateu com Gina.

- Aproveitando a vida, não é? – brincou com a ruiva.

- Aproveitando que não temos N.O.M.’s nem N.I.E.M.’s, aproveitando a liberdade que só Hogwarts me oferece. – Gina respondeu rindo. – E você? Sumiu...

- Estudos e seu irmão, que parece estar se afastando de tudo.

- Tinha notado isso. – comentou. – Mas ninguém quer entender ele.

Luna riu.

- Tem razão. – concordou. – Aula de quê?

- Feitiços, e você?

- Também. – Luna sorriu abertamente.

- Que ótimo! Vamos?

Luna apenas acenou positivamente e as duas tomaram as escadarias de mármore para o terceiro andar.

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- É agora! – murmurou Lilá para Parvati.

Viram Hermione se despedir de Harry e adentrar a sala dos monitores-chefes, próxima à biblioteca. Aproximaram-se do moreno.

- Oi, Harry! – cumprimentaram.

- Oi de novo, garotas. – ele disse, rindo.

- Hum... Harry, lembra que te procuramos para falar da aposta? – perguntou Parvati, sem jeito.

- Sim, lembro.

- E-er... Então, e-er... – Parvati vacilou.

- Esquece, Harry! Deixa que eu falo. – interrompeu Lilá. – Então, a aposta está aí ainda e nós, bem, queremos que você nos dê uma posição. Poucos foram aqueles que mudaram os palpites e já há quem tenha certeza de que vocês estão juntos, mas às escondidas.

Harry engoliu em seco e seu sorriso desfez.

- Como é?

- Duas pessoas, mas uma delas foi mais além e ampliou o palpite. Se vocês realmente estão juntos, precisamos que confirmem o quanto antes, ou alguns perderão dinheiro e a aposta irá além de Hogwarts.

- Para quê vocês inventaram isso? Só queria que me respondessem! – ele esbravejou. – Não vai levar a lugar algum! O que ganham com isso?

- Dinheiro, Harry. – Hermione respondeu, saindo da sala dos monitores. – Afinal, é uma aposta.

- O que está acontecendo aqui? – fez Draco, colocando a cabeça para fora da sala.

- Não sabe da aposta, Malfoy? – perguntou Parvati.

- Que aposta?

- Sobre Harry e Hermione.

Malfoy começou a rir, o que deu início a uma longa gargalhada.

- Vocês não têm o que fazer, não é? Se eles se gostam, estão juntos ou separados, não importa... Nada disso é motivo para apostas! Por que simplesmente não podem simplesmente cuidar de suas vidas? – perguntou o loiro.

Lilá e Parvati empalideceram, abriam e fechavam a boca sem emitir som algum.

- Hum... – Lilá se recompôs. – Só quero que saibam que a aposta foi renovada.

Ela e Parvati saíram apressadas, sumindo à uma esquina, virando o corredor seguinte.

- É esse tipo de gente que eu repudio e chamo de ralé. – bufou Draco e sua cabeça sumiu pela porta, ao que Harry e Hermione riram e adentraram a sala dos monitores, fechando a porta atrás de si.

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