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13. Trono Vampiro


Fic: Herdeiros das Trevas


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Hermione bateu na porta e depois entrou no quarto que Harry ocupava na fortaleza que agora pertencia a Caim. Havia passado pouco mais de duas horas desde que o treino com Caim acabara e ela queria ver como Harry estava.

-Olá, já está pronto para ir? –Pergunta ao ver que ele parecia totalmente vestido, pelo menos de costas.

-Sim, como estou? –Harry pergunta girando e se posicionando de modo quase aristocrático. Estava com um terno preto, de colete vinho assim como a gravata.

-Muito elegante! Estou surpresa. –Hermione tinha um sorriso de canto e ao passar os olhos pelo corpo de Harry, parecia aprovar o visual.

-Calisto achou que assim eles me veriam mais como um deles. Mas eu não gosto desse excesso de roupa, me sinto meio preso. –Harry fala tentando esticar um pouco o colete e afrouxar levemente a gravata.

-Mas vale à pena ignorar. Este terno te deixa com costas mais largas, evidencia os músculos do peito, você parece até mais alto. –Hermione se adiantara e ajeitara o nó da gravata.

-Se você gosta, então só ando assim de agora em diante. –Harry diz de forma galante, abraçando-a e deixando seus rostos próximos.

-Sem gracinhas, até porque esse tipo de visual é apenas para situações especiais. Agora, seja sincero, você está se sentindo realmente bem? –Hermione pergunta olhando-o nos olhos.

-Sim, não se preocupe. Mas e você? Seu ferimento foi bem pior. –Harry pergunta passando a mão pela cabeça dela fazendo um suave carinho enquanto verificava se tudo estava bem.

-Estou bem, ainda não me sinto capaz de dirigir ou usar magia, mas estou bem. Calisto vai me levar pra casa e me obrigará a comer algo, não se preocupe. –Hermione revirou os olhos já imaginando os cuidados excessivos de Calisto.

-Mas espero que a obedeça direitinho, quero te encontrar bem quando eu chegar, viu mocinha? –Harry tinha o olhar sério, apesar do tom brincalhão.

-Pode deixar. Agora, antes que você vá, não acha melhor se alimentar? –Hermione falava com cuidado, mas de modo carinhoso e atencioso.

-Mas não tem tanto tempo que jantamos e eu estou bem, meus ferimentos foram leves em comparação ao que a Calisto nos faz. –Harry tinha um sorriso confiante e a abraçava de forma reconfortante.

-Não falo disso, falo de sangue Harry. –Por um momento os olhos verdes endureceram e escureceram, a garganta secou e seus músculos ficaram rígidos.

-Não há tempo para caçadas e eu não quero me arriscar a sujar a roupa. –Harry fala um tanto constrangido, mas Hermione o abraça mais forte, reconfortando-o.

-Ninguém teria um sangue melhor para te dar do que eu, você sabe. Quando experimentamos o sangue um do outro sentimos aquela sensação diferente... De toda forma acredito que assim você ficaria mais forte, não concorda? –Harry parecia um tanto indeciso, mas era um fato que não poderia negar.

-Mas você ainda está fraca, seu ferimento foi forte...

-Você sabe que eu vou me recuperar e, como vou me alimentar daqui a pouco, recuperarei rápido o sangue que perder. –Hermione parecia firme em sua decisão, fazendo-o não ter muito que fazer além de atender ao pedido.

Depois de trocar um último olhar com Hermione, Harry inclinou a cabeça, enquanto ela retirava o cabelo do local, facilitando o acesso dele ao seu pescoço. Ele passou suavemente a ponta do nariz pelo pescoço, sentindo o doce aroma do sangue quente que circulava debaixo da pele fina e clara, sentiu sua garganta secar, seus músculos se contraírem, sua boca salivava como se estivesse à frente de seu prato favorito depois de dias sem comer. As presas surgiram e, depois de beijar carinhosamente o local, as cravou na pele macia, logo sentindo o doce sabor do sangue de Hermione, um sabor diferente de qualquer outro sangue que já experimentara.

Hermione sentiu uma leve pontada no momento da mordida, mas depois uma sensação indescritível de prazer passou por seu corpo, como se algum tipo de droga anestésica fosse aplicada junto à mordida. Sabendo que ele beberia apenas o que julgasse necessário, esperou enquanto fazia-lhe um lento cafuné em um momento que pareceu durar uma eternidade, mas que perdurou por apenas alguns minutos.

-Você tinha razão, me sinto diferente, como se agora pudesse vencer Caim sozinho! –Harry sorria ainda se acostumando com as novas sensações, sua voz estava mais grave, mas não era a única coisa diferente.

-Seus olhos... além de verdes intensos, estão meio avermelhados. –Hermione fala de modo curioso, enquanto observa o vermelho e o verde se mesclarem na íris brilhante.

-Espero que esteja assustador, quero causar impacto com minha chegada! –Harry fala em tom bem humorado, fazendo-a rir.

-Estão estranhos, mas não chegam a por medo, contudo, acho que é o suficiente. –Ela diz enquanto pegava o lenço do bolso dele e limpava um pouco de sangue que havia no canto de seus lábios, depois dobra cuidadosamente o lenço e o põe de volta ao bolso. –Boa sorte!

-Obrigado. Entrarei em contato assim que tudo terminar. –Harry a assegura e depois lhe dá um breve beijo na testa, antes de abrir a porta para que saíssem, Caim o esperava do lado de fora.

-O que houve com você? –Caim estava curioso e parecia surpreso ao ver os olhos de Harry.

-Apenas me alimentei antes de irmos. Está pronto? –Harry parecia não querer se aprofundar no assunto e Caim entendeu, afinal a alimentação era um assunto ou muito agradável ou detestável entre vampiros.

-Sim, pode me levar. –Caim oferece uma mão a Harry, que dá um tchauzinho para Hermione e depois segura a mão de Caim, fazendo os dois desaparecer sem som algum.

Momentos depois os dois estavam em frente a uma imponente mansão do século XVIII, mas com traços modernos, o jardim era impecável e a segurança trouxa de primeiro mundo. Na parte da frente havia cerca de trinta carros esportivos e de luxo, no portão seguranças armados e trouxas, mera formalidade.

-É uma bela casa! –Caim comenta enquanto caminha até o portão com Harry.

-E espero que também seja bem receptiva. –Assim que se aproximaram, uma voz surgiu no interfone perguntando o nome e o motivo da visita. –Harry Potter, sou o convidado de honra.

Harry lançou um olhar para a parede, bem onde estaria os olhos do segurança, sentindo o cheiro do medo se espalhar a seguir, logo depois o portão automático abriu. Caim apenas abafou o riso, enquanto avançava com Harry a uma velocidade acima do normal para um humano. Em pouco tempo, os dois estavam à frente da grande porta, onde um mordomo, vampiro, os esperava.

-Bem vindos, senhores, por favor, me acompanhem. –O vampiro não tinha muita força na voz, parecia tremer levemente de medo e ao andar tinha o passo apressado e tenso.

Harry lançou um olhar de “a culpa é sua” para Caim, que apenas sorriu de lado, sabendo que um filho seu reconheceria o poder do sangue que circulava em suas veias. Não demoraram muito a chegarem a um salão ricamente ornado, a decoração era muito elegante e feita em tons escuros mesclados com ouro.

-Senhores... –Harry ignorou o criado que estava na porta para anunciar os convidados e se dirigiu para o outro lado do salão.

Com um aceno, Harry fez um trono negro surgir, no alto havia o seu brasão. Logo que ele se sentou, todos os vampiros começaram a se virar, parecendo se perguntar quem se atrevia a se por em uma posição superior a dos demais. Caim apenas observava a tudo de pé, a direita de Harry.

-Senhoras e senhores, agora que tenho a atenção de todos, gostaria de iniciar as apresentações. Eu sou Harry Potter, o novo príncipe dos amaldiçoados, este, ao meu lado, é meu amigo Caim. Creio que todos o conheçam, visto que a maioria descende dele. –Todos pareciam perplexos com a petulância do jovem e completamente estáticos com o retorno do primeiro.

-Moleque insolente! Como ousa se declarar soberano e ainda inventar tal calúnia sobre o primeiro? Todos aqui sabem que Caim desapareceu a milhares de anos, provavelmente destruído no grande dilúvio assim como os seus filhos. –Um vampiro de porte imponente e aparente descendência nobre, fala em tom baixo, mas duro e frio.

-Imagine se eu, O Primeiro, iria morrer afogado. –Caim fala quase rindo daquela insinuação. –Eu dormi durante esses milhares de anos, até que Harry me acordou e me contou seus planos. Então estou aqui hoje como um observador, curioso para saber como andam minhas crianças.

-Meu sangue ferve e cada célula do meu corpo parece vibrar diante de vossa imponente presença, meu senhor. Como vosso descendente, lhe reconheço como um ancião. Contudo, se sois Caim, o primeiro andarilho da noite, porque este jovem insolente está em um trono, que deveria vos pertencer? –O vampiro se adiantara e se ajoelhara perante Caim, ato repetido pela maioria, antes de se dirigir de forma respeitosa, os olhos baixos em sinal de respeito, mas o tom inegável de desaprovação a atitude de Harry.

-Como Caim já disse, ele está aqui apenas como um observador. Eu, pelo contrário, vim para cumprir com meu destino. E, antes que falem algo, talvez eu deva apresentar minha linhagem. Eu sou o descendente do filho desaparecido de Cassius e Isabel, aquele que possuí predominância vampírica, mas que também tem sangue lycan.

Um grande burburinho se instalou no salão, imediatamente os vampiros ajoelhados se ergueram e começaram a discutir uns com os outros. Logo, houve uma divisão bem clara, onde a maioria se moveu para trás, em semicírculo, deixando que apenas dez vampiros, provavelmente os mais velhos e poderosos, ficassem a frente, encarando Harry com um misto de raiva e desprezo.

-Eu sou Miguel, um vampiro de alta linhagem da casa de Drakul, e ao meu lado estão: Nefertiti, alta linhagem da casa de Akasha; Jaled, alta linhagem da casa de Judas; Augustus, alta linhagem da casa de Caim, assim como Leon e Diana. Frank, Cristina e Paola são mestiços de filhos de Abel e Drakul e Barrabas mestiço de filhos de Akasha e Judas. -O grupo formado por seis vampiros e quatro vampiras de porte elegante, aristocrático, cujos olhos eram de um vermelho intenso e pareciam exalar poder, estava postado de modo firme, como se pudessem atacar a qualquer momento.

-Imagino que sejam os líderes dos maiores clãs da Europa. –Harry pondera como se não estivesse se sentindo minimamente ameaçado. –Imagino que a maioria de vocês estivesse vivo na época de Cassius, talvez nenhum de vocês entenda o porquê de ele amar Isabel e dar a vida para salvar os filhos que teve com ela, no entanto, isto pouco importa. Hermione Granger e eu somos os descendentes dele e estamos dispostos a cumprir nosso destino. Ela já é a princesa dos lycans e eu estou tomando o trono vampiro, se alguém tiver algo contra, dê um passo em direção a morte. –Harry sorriu de canto e, por um segundo, seus olhos brilharam intensamente em vermelho.

Jaled, um vampiro de cabelos negros um pouco grisalhos, rosto de traços árabes e pouco menos de 1,80m, foi o primeiro a saltar para frente, suas unhas estavam ligeiramente maior e suas presas já estavam à mostra. A ele, se juntou Cristina, uma vampira de pouco mais de 1,70m, cabelos ruivos e olhos negros, aparentando ter origem latina.

Harry se esquivou de Jaled e defendeu o chute de Cristina com o braço esquerdo, usando-o para empurrá-la com força. Jaled então se moveu para trás de Harry em grande velocidade, mas Harry já estava preparado e saltou bem alto, deixando que um feitiço saísse de cada uma de suas mãos e fossem na direção dos vampiros, que acharam melhor desviar.

-O que foi? Não gostam de magia? –Harry provoca, os dois pareciam ter ignorado e já estavam atacando novamente. –Amadores. –Harry resmunga, enquanto deixava-os quase o tocarem para atingi-los com fortes raios vermelhos que saíram de seus olhos. –Logo se vê que não estão acostumados a lutar juntos.

Jaled urrou ignorando o braço esquerdo pendurado e atacando rapidamente com o direito, fazendo Harry ter que se desviar com toda sua agilidade. Enquanto isto, Cristina fazia um movimento forte se esticando, parecendo por umas costelas no lugar. Um som alto como o de um grande choque foi ouvido e viram que Harry segurava fortemente o punho de Jaled, apertando-o com bastante força. Nesse momento Cristina avançou silenciosamente e rápido, tentando acertar um chute em Harry, porém ele desvia saltando para cima e puxando Jaled, que acaba sendo acertado pelo forte chute. O que Harry não esperava era, que da mão pendurada de Jaled saísse um feitiço que o atingiu em cheio, fazendo-o girar antes de recuperar o equilíbrio para cair de pé. No entanto, antes que pudesse se aproximar do piso de mármore, sentiu o salto de Cristina lhe perfurando o rim direito e as duas mãos unidas dela lhe atingirem na cabeça, fazendo-o bater com tanta força no chão, que o frio mármore rompeu formando um buraco.

-Quem é amador, aberração? –Jaled provoca, enquanto um feitiço seu o atingia, fazendo-o afundar mais no chão. O cheiro do sangue não parecia excitar os vampiros.

De repente o chão se partiu e lanças pretas e letais saíram dele atravessando o corpo de Cristina e içando-a no ar, mas passando a milímetros de Jaled que conseguiu desviar a tempo. O corpo de Cristina foi atravessado por um punho, mas ela consegue desviar o suficiente para evitar seu coração, então usa um feitiço para trás e para baixo, explodindo parte do chão e fazendo Harry ter que desviar e recolher o estranho apêndice negro que saía de seu corpo.

Jaled aproveitou para dar a volta pelo teto e ao cair, atrás de Harry, derrubou-o com um golpe na nuca, logo encaixando uma seqüência de chutes e socos, enquanto Cristina se recuperava, no entanto mais lentamente do que deveria.

-Agora não há mais truques, aberração! –Jaled fala em tom vitorioso, a voz grave e os olhos faiscando pelo prazer de lutar.

No entanto, quando foi acertar um chute no rosto de Harry, tencionando arrancar-lhe a cabeça, Harry abre a boca e segura o pé com os dentes, logo depois fazendo um movimento brusco com a cabeça e arrancando o pé do vampiro, jogando-o longe.

-Você quer ver a aberração , não quer? –Harry estava com uma voz muito mais grave e, ao se levantar, puderam ver que também parecia vários centímetros mais alto e largo, com músculos que agora chegavam a rasgar suas roupa, já bem danificada. –Vou te mostrar meu lado Lycan! –Um urro semelhante ao de um lycan saiu da garganta de Harry e sua face ganhou expressões mais bestiais.

Harry sentiu o cheiro do medo, apesar de não vir de seus oponentes. Jaled saltara tentando pegar seu pé, mas Harry foi mais rápido e interceptou-o em um movimento que lembrava uma dura jogada de futebol americano. Cristina tentara acertar-lhe um feitiço, mas este rebateu em Harry e voou na direção de uns vampiros que assistiam a luta e tiveram que desviar para não serem atingidos.

Harry lançou Jaled na direção de Cristina, mas antes que o vampiro recobrasse seu equilíbrio ou Cristina desviasse, Harry já estava em cima dela. A vampira não o vira, apenas sentira garras de mais de trinta centímetros rasgarem-lhe o ventre e depois dentes afiados quase separarem seu pescoço do resto do corpo. Contudo, Harry não teve muito tempo para beber o sangue da vampira, pois Jaled atacara com uma sessão de feitiços, um mais rápido que o outro, porém todos batiam em Harry e ricocheteavam ou eram absorvidos por seu corpanzil.

Com mais um salto, semelhante a um bote de um lobo, Harry tentou atacar, mas Jaled desviou e atingiu-o com um chute potenteno abdômen, no então o creck que ouviram foi da perna do vampiro se rompendo. Uma risadinha asmática e grave foi ouvida e logo depois Harry pegava Cristina, que quase mordera seu pescoço por trás e ergueu-a com a mão esquerda, repetindo o mesmo com Jaled e o braço direito, lançando-os com força pra cima e saltando.

Miguel fez um escudo mágico que evitou que a chuva de sangue lhe atingisse. Observava com misto de frustração e raiva, aquele animal bizarro estraçalhar os dois vampiros enquanto eles terminavam de subir e descer no movimento do salto. Ao chegarem ao chão, não havia pedaços muito maiores que uma mão e os restos de Cristina e Jaled se confundiam no monte de carne e sangue.

Agora que seus adversários estavam estraçalhados aos seus pés, Harry virou seu rosto para cima e urrou alto, o som se assemelhando ao uivo de um lycan, o que, ao mesmo tempo, causou arrepios de raiva e medo nos vampiros presentes. Porém, logo depois Harry começou a voltar a forma normal, as partes dos vampiros queimavam e se agrupavam formando uma fogueira no centro do salão.

Harry olhou para Caim e viu que este sorria discretamente em aprovação, depois começou a retornar ao trono, voltando seu olhar para as roupas e fazendo um gesto para que ela se reparasse e outro para que se limpasse. Sorriu ao sentir uma brisa mais fria em sua nuca, então, com um movimento incrivelmente rápido, fez a espada de suas costas “pular” e logo depois uma cabeça caiu aos seus pés.

-Isso é o que acontece a quem tenta me trair. –Harry fez mais uma investida coma a espada, enfiando-a nas costas do vampiro e puxando, trazendo junto o coração deste. –A pena dos traidores é cumprida no inferno. –Após esmagar o coração, Harry limpou a espada e a colocou de volta em sua espinha.

-Não poderia lutar sozinho contra todos nós! –Uma vampira fala olhando para o grupo de líderes vampiros, como se buscasse apoio.

-Mas se houvesse tantos jogadores, certamente eu não o deixaria se divertir sozinho. –Caim interferiu pela primeira vez e aquilo fora o suficiente para que os vampiros recuassem.

-Agora que já sabem quem manda, vamos a como será o meu governo. –Harry se ajeitou melhor no trono, preparado para as reclamações que viriam. –De agora em diante os vampiros estão proibidos de atacar lycans e lobisomens, se forem atacados tragam o infrator até mim que eu o punirei da forma adequada, caso ele realmente seja culpado. –Harry ignorou as reações adversas e prosseguiu. –Todos têm permissão para terem servos, desde que eles estejam de acordo, nenhum humano poderá ser obrigado a servi-los. O sangue que beberem deverá ser de seus servos, de animais ou de sangues doados no banco de sangue que montarei. –Agora não eram apenas reclamações, os protestos eram furiosos e beiravam a uma revolta.

Harry olhou para Caim, que parecia se divertir com sua situação, esperando para ver como ele controlaria aquilo. Então Harry murmurou “raios” e um raio surgiu do teto e do chão, se encontrando e espalhando eletricidade por todos os vampiros, incinerando quatro azarados.

-Em compensação vocês terão permissão para lutarem na guerra contra Voldemort, sugando o sangue de comensais, caso eles não tenham nenhum informação valiosa. Também terão permissão para circular livremente pelo mundo bruxo sem precisarem esconder suas identidades. Falarei com o ministro da magia e ele proibirá a caça a qualquer vampiro, desde que ele cumpra com as regras aqui mencionadas.

-E os Hunters? Eles não respeitam leis bruxas ou trouxas, só obedecem ao seu estúpido código de honra! –Aquela pergunta era quase um teste e Harry sabia.

-Tenho informações de que Voldemort negocia com os Hunters, visto que os lycans estão do meu lado e agora vocês. Ou seja, os Hunter são inimigos e a caça a eles será permitida, desde que seja oferecida a oportunidade de rendição, que se aceita por ele será julgada por mim. –Harry pôde perceber que havia uma clara divisão, alguns pareciam empolgados com a idéia de poderem viver livremente, outros não aceitavam as regras e havia ainda aqueles que preferiam esperar a posição dos mestres.

Harry cadenciou sua respiração até quase não estar respirando, seus corpo estava totalmente relaxado, apesar dos olhos atentos. Caim o observava curioso, mas Harry sorriu diante da idéia de que o vampiro não saberia o que estaria fazendo, pois sua mente acabara de se expandir, o que significava que suas proteções mentais estavam muito mais fortes, assim como sua penetração nas mentes dos que ali estavam. Os pensamentos eram tão claros, que pareciam estar sendo falados em alto e bom som e ele podia ouvi-los, como se transitasse pelas pessoas, se aproximando quando a conversa lhe parecia interessante ou se afastando quando era insignificante.

-Sinto a hostilidade aumentar razoavelmente. –Caim comenta em um sussurro que somente seria ouvido por Harry.

-Senhores, belas senhoras. –Os vampiros se voltaram para ele, a maioria não muito feliz. –Agora que eu já ditei as novas regras, creio que a música pode voltar a soar, afinal é minha festa de posse e, meu amigo Caim, depois de dormir tanto tempo, deve estar ansioso para dançar com as belas damas aqui presentes. –Harry lançou um rápido olhar ao maestro que estava a um canto e este fez com que a orquestra recomeçasse a tocar.

-Me sinto usado. –Caim comenta com um sorriso divertido, seus olhos percorrendo o salão e vendo o quanto as vampiras pareciam interessadas na dança ao invés de se preocuparem com as novas leis. –Mas hoje eu o perdôo.

-Sabia que entenderia a causa nobre. –Harry tinha um sorrisinho malicioso ao notar a agitação feminina.

-Não sou o único foco de atenção. –Caim tinha um sorriso maroto e apontava com os olhos a aproximação de Paola. –Boa sorte, amanhã. –O tom zombeteiro e malicioso provocou uma careta em Harry, enquanto via Caim se afastar conforme sentia a vampira se aproximar.

-Estive pensando em como deveríamos chamá-lo: majestade, alteza... louco, insano... –A voz de Paola era melódica e sugestiva, com um tom um pouco mais rouco.

-Apenas Harry. Apesar de não parecer, não sou tão apegado a formalidades. –Viu que a vampira sorriu e se aproximou um passo, então resolveu se levantar, de modo a recuperar o passo em distância. –Eu não danço bem, então não espere um convite. –A risada que ouviu era encantadora, certamente fatal para qualquer humano.

-Sinceridade não é algo muito comum neste meio, realmente você é uma grande exceção. –Ela parecia intrigada e olhava-o como se o estivesse avaliando criticamente.

-E isto é bom ou ruim? –Ela sorriu e deu um pequeno passo à frente, deixando que a bela perna ficasse um pouco a mostra pela fenda lateral do vestido negro. Ao que parece, havia tomado aquilo como um galanteio.

-Depende do que você está querendo com isso. –Ela se referia ao trono e ao que ele significava, assim como as leis que ele acabara de impor.

-Hermione e eu acreditamos nas palavras de Rousseau: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Um pouco démodé talvez, mas ainda sim poético e alimento de grandes sonhos e conquistas inesquecíveis.

-Conquistas banhadas a muito sangue, desde a época em que as palavras de ordem ainda trabalhavam em conjunto apenas no mundo das idéias.

-Infelizmente isso é verdade, no entanto, como já estamos mesmo em guerra, não vejo porque não aproveitar pra resolver logo todos os assuntos pendentes, já que eu duvido muito que a existência de bruxos continue oculta de trouxas por muito tempo com todos esses ataques de Voldemort. –Harry parecia bastante tranqüilo, fato que parecia deixar a vampira intrigada e não muito contente.

-Então você e essa tal Hermione acham que podem colocar abaixo uma estrutura social construída durante milênios e criarem um grande governo, onde vocês dois dividirão o mundo em dois e cada um governará sua parte? –A vampira quase ria com tamanha audácia, nem Napoleão ou Alexandre - O Grande pareciam tão loucos quanto o rapaz a sua frente.

-Não vamos dividir o mundo em dois e erguer grandes castelos. O mundo continuará dividido em países, cada qual com seu governo, no entanto, eles terão que obedecer as regras de boa convivência que colocaremos em discussão. Meu reino é apenas sobre os amaldiçoados, Hermione e eu iremos juntos acabar com esta anarquia irresponsável administrada por alguns clãs de vampiros, lycans e hunters.

-Se você nomeasse uma vampira de alta linhagem e poder como sua princesa, certamente os clãs vampiros não se revoltariam tanto, dependendo da vampira poderiam até se resignar com facilidade. Porém, se acredita que algum de nós respeitará uma lycan, está muito enganado. Pode dizer a tua irmãzinha, que ela nunca será bem vinda entre nós.

-Vocês vão respeitá-la querendo ou não! E ela não é minha irmãzinha. –Harry se aproxima e sussurra friamente antes de se virar e afastar, deixando bem claro o tom de ameaça. No entanto, logo sente seu corpo preso, como se houvesse sido atingido por um feitiço paralisante.

-Não está insinuando que pretende se unir com aquela lycan e gerar descendentes com este sangue profano que circula em suas veias, está? –Agora o tom da vampira não era nem um pouco amistoso, Harry podia sentir a ameaça em cada célula de seu corpo.

-Agora que mencionou isto, sabe que eu sempre quis ter uma família grande, principalmente porque eu cresci sozinho e sabe o quanto isto é traumático... Além disso, eu também adoro futebol, imagine só o sucesso do Potter’s Football Club. –Dito isto, Harry quebra a magia dela e desaparece, sabendo que provavelmente os vampiros iriam planejar uma verdadeira revolta para breve.

-Vai ficar com problemas na coluna se continuar lendo toda torta! –Harry ralha com Hermione, assim que chega a sala e a vê lendo no sofá. Ela, que estava entretida, praticamente pula com o susto.

-Harry! Quer me matar do coração? –Fala se acalmando e pondo o livro de lado.

-O que houve? –Rony aparece, vindo da cozinha, com um sanduíche e um copo de suco. –Já voltou Harry... Algum problema por lá?

-Não, na verdade foi como eu esperava que fosse. O s descendentes de Caim logo o reconheceram, eu então aproveitei o torpor para dizer que eu estava assumindo o trono vampiro e impus as novas regras. Claro que eles não gostaram.

-Lutou com quantos? –Hermione pergunta subitamente empolgada. Rony comia sentado na poltrona à frente deles, já que Harry se sentava no sofá ao lado de Hermione.

-Dois. Um filho de um descendente de Abel com descendente de Drakul e um descendente de Judas, mas teve um idiota que eu não sei quem era, que tentou me atacar quando virei as costas consertando a roupa, mas só precisei ativar minha espada e a cabeça rolou. –Harry comenta balançando a cabeça e rindo da atitude idiota de atacar por trás.

-Bom, pelo menos sua espada é uma ótima proteção contra mordidas no pescoço! –Rony comenta divertido, imaginando a cara de surpresa dos vampiros ao conhecerem a arma do amigo.

-E o que aconteceu depois? Você acha que eles vão aceitar assim, tão fácil? –Hermione pergunta em dúvida.

-Não, na verdade foi por isso que saí da festa tão cedo, não queria correr o risco de todos se juntarem para me atacar de uma vez. Acho que seria uma perda desnecessária de aliados. –Apesar de seguro, Harry parecia um pouco preocupado.

-Mas porque você acha isso? –Rony pergunta deixando o sanduíche um pouco de lado para prestar atenção.

-Paola, uma vampira mestiça de Abel e Drakul, se aproximou de mim quando ordenei o reinicio da festa, para ver se acalmava os ânimos. Ela parecia bastante interessada em me avaliar, além de aproveitar para se insinuar...

-Que surpresa! Provavelmente deve estar interessada no posto de Rainha dos vampiros e disposta a por seu enorme clã a sua disposição. –Hermione comenta irônica, parecendo não gostar da notícia.

-Também acho isso, na verdade ela insinuou discretamente tal possibilidade dizendo que nenhum vampiro apoiaria minha irmãzinha como a outra governante, que ninguém seguiria as ordens de uma lycan.

-E o que você respondeu? –Rony pergunta parecendo posicionar as peças num complicado jogo de xadrez.

-Deixei claro que todos iriam respeitar a Hermione e que ela não era minha irmã. –O sorriso maroto de Harry fez Hermione corar e bater de leve no braço dele.

-Ficou louco? Podem pensar que você e eu temos algum caso! –Harry sorri ainda mais, fazendo Hermione esconder por um instante o rosto nas mãos.

-Pois foi exatamente isto que ela pensou e ainda perguntou se eu estava realmente pensando em fazer descendentes com o “sangue profano” que circula em nossas veias. –Rony exclamou em surpresa e Hermione abafou um gemido.

-O que você disse sobre isso? –Rony pergunta parecendo ter medo da resposta.

-Disse que pensava em ter uma família grande, insinuei até em formar um pequeno time de futebol, titulares e reservas... –Harry pára um momento para rir, especialmente quando vê que a cor sumira do rosto de Hermione. –Depois disso eu saí, desapareci e vim pra cá. Nesse momento todos devem estar morrendo de medo do pequeno exercito que geraremos e provavelmente farão em breve um plano para nos matar. –Harry ainda tentava parar de rir, mas Rony não parecia achar nenhuma graça naquilo, assim como Hermione.

-Harry, eu não vou ter time de futebol nenhum! Será que lutar com aqueles vampiros te fez perder o juízo? –Hermione estava exasperada e mostrava não gostar nada do boato que ele levantara.

-Não se preocupe querida, teremos quantos filhos você quiser e uma eternidade toda para fazê-los! –Harry fala de modo carinhoso e compreensivo, fazendo Hermione bufar de raiva.

-Eu estou falando sério, Harry! Nós dois não temos nenhum romance e não teremos filho algum, dizer isto só vai provocar uma caça desnecessária. –Harry apenas ergue a sobrancelha como se não entendesse o que ela tinha dito.

-Qual é o seu plano? O que espera ganhar criando esta polêmica? –Rony pergunta pensativo, como se tentasse encaixar as peças.

-Quero que os clãs se unam, que debatam a idéia. Sem esse pequeno incentivo, eles poderiam simplesmente ignorar, fingir que nunca haviam estado naquela reunião, seria muito difícil para nós controlarmos todos eles. No entanto, se eles acreditarem que há uma grande e real ameaça, eles vão se mobilizar. Afinal Hermione e eu temos a eternidade para povoar o mundo com Potterzinhos e como eles também vão estar vivos, estes planos em longo prazo se tornam realmente ameaçadores a todos eles. –Harry expõe seu ponto de vista com um sorriso vitorioso e perspicaz, enquanto os amigos permaneciam em silêncio e pensativos.

-Você tem razão. A sua união com Hermione seria ainda mais ameaçadora que a de Caius e Isabel, poderia representar um grande risco para eles, visto que ninguém sabe como um filho de vocês sairia, mas certamente seria algo muito poderoso. Tem ainda o fato de que toda a sociedade bruxa considera Harry seu grande herói, enfrentar vocês é enfrentar muita gente ao mesmo tempo e de todo modo, seria algo que iria expor a existência deles aos trouxas de qualquer forma. –Rony parecia concordar com Harry ou pelo menos achar o plano plausível.

-Eu também me vejo obrigada a concordar com isso, mas o que faremos exatamente? Vamos ficar fingindo que estamos namorando? –Hermione pergunta de modo desconfortável, mas Harry não conseguia esconder o sorriso ao pensar na idéia.

-Não precisamos fazer muito mais do que andar de mãos dadas e nos tratar com um pouco mais de carinho quando estivermos em público, nada demais. Também seria bom se fizéssemos isso perante a ordem também, já que informações como essa podem vazar com facilidade. –Harry fazia referência clara a Gina e a Draco e os outros entenderam.

-Mas então vocês vão ter que caprichar bem mais na encenação, porque na época em que vocês namoravam viviam se agarrando pelos cantos. –Rony exagerou um pouco, mas Hermione sabia que era verdade e que seria muito mais complexo fingir na frente de pessoas com quem se convivia.

-Sem problemas quanto a isso. Se alguém perguntar, diremos que estamos pegando leve por causa de Calisto, dar umas sumidinhas de vez em quando também vai ajudar a reforçar o fingimento. –Harry tinha o tom calmo e parecia ter pensado em tudo.

-É uma boa desculpa, acho que vai funcionar. –Rony comenta empolgado, Hermione apenas lançou um olhar desconfiado a Harry. –Agora vamos montar direito a estratégia...

“Porque sugeriu tudo isto? Você poderia dizer apenas que era necessário e eu teria que aceitar e nós teríamos que praticamente voltar a namorar. Se você gosta mesmo de mim, como diz, esta teria sido sua grande chance.” - Hermione ignora o discurso que Rony começara a fazer e pergunta a Harry mentalmente.

“Eu não a forçaria a ficar comigo, se não é isto que você quer. Deveria saber que eu jamais agiria de modo tão baixo ou pensa que por eu ter virado um vampiro poderia perder tanto assim meu senso de moral?” -Harry olhava para Rony enquanto respondia e seu jeito era de quem estava ofendido, o que fez Hermione segurar sua mão e pressioná-la levemente.

“Me desculpe, não quis te ofender. Mas é que essa era uma chance que você poderia ter para tentar me convencer a voltar a trás, deve entender minha surpresa por ter pensado tanto em mim, afinal uma coisa que todo vampiro, inclusive você, tem, é caráter obsessivo.” -Hermione pedia desculpas, mas ainda parecia surpresa com o que ele fizera.

“Hermione, esta ainda é minha grande chance. Não preciso te lembrar do gosto do meu beijo, porque sei que ainda pode sentir o gosto de meus lábios. Contudo, vai ser uma ótima maneira de te mostrar todo o resto de que abdicou desnecessariamente.” -Harry finaliza deixando que um leve sorriso de canto demonstrasse que ele não abandonara a luta, só assumira outra estratégia.



N/A: Oi, desculpe a demora, mas voltei a sentir as costas ¬¬ aff, to tendo que usar pouco o PC, de toda forma não vai demorar tanto assim pra sair os próximos caps.

nanathy: Oi, bem vinda a fic! Quanto a inspiração eu não sei da onde sai, mas eu poderia escrever um cap por dia sem problemas se eu não estivesse com problemas de saúde e meu dia tivesse umas 40 horas.

*MaRy*: Mais Harry maroto/malicioso para você rsrsrsrs O Caim ajudou um pouco, mas ainda sim Harry não teve e nem terá vida fácil né^^ O que acha do plano do Harry? E quanto a Voldemort, o próximo cap vai ser boa parte só pra ele.

Wilhan dutra: Minha prima agradece o elogio, a gente tem trabalhado duro nas capas rsrsrss.

Julie Potter: Os H’s estão quase juntos e o Caim ta solto por aí, quem sabe você não dá sorte e esbarra com ele rsrsrs

*Atlas Potter*: Não sei quando Caim vai lutar com Harry de novo, mas luta ta tendo quase todo cap rsrsrsrs

Anderson potter: Realmente o Draco teve sorte por não quebrar umas costelas não é? RS RS RS

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