- Parece que essa gente não tem coisa mais interessante pra falar, não é? – fez uma Gina irritada.
- E o que eles estão falando demais? – fez Harry.
- Bom, tirando o fato de que não param de falar da nossa chegada triunfal, porque está parecendo que a gente venceu o Voldemort...
- Não fala esse nome! – resmungou Rony, deixando os talheres caírem sobre o prato com estrépito.
- Não enche, Rony! – replicou Gina. – Mas como eu estava falando... Tirando isso, acho que realmente não há nada demais.
- Eu não acreditaria nisso. – disse uma voz e todos viraram para encarar seu dono.
- Rach! Como você está, menina? – fez Gina, parecendo feliz em ver a amiga.
- E por que não, Rachel? – perguntou Harry, franzindo o cenho.
- O que eles mais comentam é o físico de vocês. – ela respondeu, hesitante. – Principalmente o de vocês. – apontou Gina e Hermione.
O rosto de Harry se contorceu numa expressão indecifrável. Por baixo da mesa, Hermione levou sua mão ao encontro da dele, apertando-a com força. Encarou-o aflita, implorando que ele não fizesse ou dissesse alguma besteira.
Gina, que estava de costas para a mesa da Sonserina, virou-se para encarar Draco, que tinha uma expressão nada satisfeita no rosto. Parecia se segurar para não quebrar a cara dos colegas de casa. Percebeu que o loiro, por vezes, lançava olhares furtivos em sua direção e um calafrio percorreu sua espinha. Seria ele capaz de fazer algo por ciúmes?
Hermione foi uma das primeiras a se retirar, sendo seguida por Harry.
- Eu só te imploro que não faça nada sem pensar. – ela disse já longe do salão principal.
- Ah, vai ser maravilhoso escutar um bando de marmanjo falando da minha namorada. Melhor ainda vai ser ter de ficar ouvindo e assentindo calado. – ele ironizou.
- Pense assim: quem pega sou eu. – ela sugeriu parando de caminhar e pondo-se à frente dele, que a olhou ainda mais irritado. – Fica parecendo vulgar, não é? – ela pareceu ponderar, confusa. – Ok, ok! Pode não ser a melhor forma de amenizar a situação, mas você não pode simplesmente fechar a cara toda vez que ouvir algo sobre mim.
- Exatamente! Eu não posso simplesmente fechar a cara, porque a vontade que eu tenho é de quebrar a primeira coisa que estiver ao meu alcance ou te agarrar na frente de todos para mostrar...
- Que já tenho dono? – ela completou com um sorriso sarcástico. – Harry, não é bem assim. Sou sua, mas apenas metaforicamente. Não sou propriedade de ninguém!
- Tudo bem. – ele disse, os punhos cerrados e lábios tremendo em nervoso. – E o que você espera que eu faça?
- Você vai tentar controlar. – ela rebateu prontamente. – Eu tive que aturar suspiros por muito tempo, garotas praticamente se jogando para cima de você, secando-o com os olhos... Acha que não me sentia desconfortável?
- Desconfortável é eufemismo para o que eu estou sentindo. – ele comentou em tom irônico.
- Eu sei, eu sei! – ela insistiu. – Sentir ciúmes é coisa normal quando se gosta. Só que tem que tomar cuidado para não se tornar algo doentio... Não deixe que isso tome proporções tão vastas, ok?
- Eu vou tentar. – ele respondeu, dando-se por vencido. – Só não posso prometer o que sei que posso não cumprir. – acrescentou.
- Ainda assim, sinto-me um pouco mais segura. – ela sorriu com simplicidade e o abraçou. – Eu te amo. Não esquece nunca disso... Nunca!
- Ei, Mione! – fez Gina se aproximando. – Sem querer interromper, mas já interrompendo... Vamos aproveitar esse mínimo tempinho que temos de paz para conhecer seu quarto novo?
Hermione se afastou de Harry e encarou a ruiva.
- Quarto novo? De quê está falando? – perguntou confusa.
- Hermione, você é monitora-chefe e os monitores-chefes têm um quarto só para si. – fez Gina como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, estalando os dedos ao fim de frase.
- Ah, claro! – Hermione revirou os olhos. – Tudo bem, é até bom que troco essa roupa. – mas quando Gina ia comemorar em silêncio, ela retomou a palavra – Mas depois você vai voltar para levar os alunos do primeiro ano até a torre.
O sorriso de Gina se desfez.
- Ah, não mesmo! – fez a ruiva. – Eu vou dormir. Estou morta, Mione. – argumentou.
- Gina, não discuta...
- Mione, acho que esta tarefa é para os monitores do quinto ano, não? – foi a vez de Harry argumentar a favor da ruiva.
Hermione pareceu pensar por um instante.
- Ok, vocês venceram. Mas... Foi só dessa vez.
Viu Gina pular no pescoço de Harry e beijar repetidas vezes seu rosto.
- Obrigada, Harry! – repetia. – Eu te amo, cara...
- Acho que já chega, não acham? – Hermione fez, pondo as mãos na cintura. – Ele é meu namorado. E tenho certeza de que o Draco não ia gostar de ver essa cena.
- Ora, Mione! Namorado de amiga vira mulher, não sabia? – a ruiva sorriu marotamente.
- Não, não sabia. – a morena disse com certa dose de sarcasmo. – Contudo, prefiro que os limites sejam respeitados. É melhor para você e é melhor para ele também. – lançou um olhar que parecia fuzilar o namorado.
- Nossa! Não está mais aqui quem falou.
E juntos, os três rumaram para a torre da Grifinória.
Durante o caminho, Hermione parecia pensativa e Harry não deixou de notar a quietude instantânea da namorada. Ele se perguntava o motivo, mas não achava respostas que fossem de todo aceitáveis. O motivo ele jamais chegaria à conclusão sozinho. Uma determinada profecia...
“Não podemos brigar por besteira, temos que aproveitar todo o tempo que podemos passar juntos ainda”, ela pensava consigo mesma. Ficava imaginando... Se Harry resolvesse ter um ataque de ciúmes toda vez que o seu nome e um elogio um tanto quanto desnecessário e vulgar, como eles poderiam ter paz?
A primeira coisa que faria quando tivesse um momento sozinha, seria trocar suas vestes pela farda da escola. Queria evitar comentários para não provocar mau-humor no moreno; esta era a última coisa que queria.
- Pena de açúcar. – disse Hermione ao chegarem ao retrato da mulher gorda.
- Se assim você diz... – e o retrato girou, abrindo passagem para o salão comunal.
- Fica lá em cima, perto daquela sala que nós visitamos com Dumbledore, lembra? – fez Gina.
- Sei. – fez a morena sem muito interesse.
- Então é o único quarto que tem que pegar a escada espiral? – perguntou Harry, quase afirmando. – Nossa, como minha namorada é poderosa, hein?
Hermione tentou manter o semblante sério, mas falhou e riu enquanto balançava a cabeça negativamente.
- Eu mereço! – suspirou por fim.
Subiram as escadas que levavam ao quarto do monitor-chefe, que ficara fechado desde que Percy deixara Hogwarts. O quarto não era tão grande como os quartos que os alunos dividiam normalmente, mas era enorme para uma única pessoa.
- Vai viver muito bem aqui, não é? – murmurou Gina, se jogando na cama de casal do quarto. Levantou rapidamente, sentando na mesma e encarando os outros dois com um sorriso malicioso no rosto. – Vejam vem o que vocês vão aprontar aqui, hein?
- Gina! Somos crianças, praticamente. – repreendeu Hermione.
- Crianças que fazem criança... – a ruiva começou. – Deixam de ser criança.
- Você e essa sua cabecinha poluída! – ignorou Hermione.
- Ei, Harry! Vai dizer que nunca pensou nisso? – a ruiva inverteu o jogo.
Harry encarou Gina, os olhos arregalados, surpreso. Não esperava que ela começasse a atirar em sua direção também. Estava se divertindo com a conversa, mas fora dela.
- Eu, sinceramente, prefiro não comentar... – ele disse, ruborizando.
- Viu, Mione? Ele é homem e como tal, pensa nisso! – finalizou Gina.
Hermione encarava a ruiva perplexa, abrindo e fechando a boca nervosamente, sem emitir som algum.
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- Ótimo! Tudo o que eu queria. – disse Gina, cobrindo o rosto violentamente com o travesseiro. Esquecera de fechar as cortinas na noite anterior. – Seis e meia da manhã e eu acordada! Eu mato McCoy... – resmungou levantando-se.
Caminhou em direção ao banheiro, jogou água fria no rosto e encarou-se no espelho. Enxugou-o e voltou para sua cama. Tinha se acostumado com a rotina na Casa dos Gritos e percebeu que ela era quem ficaria, porque permaneceria dormindo antes das nove e acordando antes das sete. Mas para quê isso quando as aulas começam apenas às oito?
“É a rotina saudável”, toda hora a voz de McCoy vinha à sua cabeça, ecoando insistentemente.
As outras meninas do quarto ainda dormiam. Resolveu tomar banho e descer para caminhar nos jardins até que dessem sinal de vida. Só então voltaria para o castelo e tomaria seu café da manhã. Agora não valeria a pena ainda.
Após um longo banho, vestiu-se e desceu as escadas apressada. Quando chegou ao salão comunal, em uma mesa próxima a janela, viu Hermione erguer a cabeça, tirando a atenção do pergaminho onde escrevia e olhando em sua direção.
- Ah, é você! – fez, sem muita emoção voltando a atenção para o pergaminho. – Também madrugou, não é?
- É, acho que acostumamos mesmo com o horário.
- Pronto. Já está no mural. – disse uma voz masculina, virando-se e caminhando em direção a mesa onde Hermione estava sentada.
Gina não vira Harry.
- O que tem aí, Mione? – perguntou à amiga.
- Anotações. – respondeu Harry com um meio sorriso. Gina revirou os olhos. – Cheia de responsabilidades, agora.
- Nós nem começamos o ano!
- Engano seu. O ano começa mais cedo para os alunos do sétimo ano. – replicou Hermione, sem tirar os olhos do papel. Colocou o último ponto. – Pronto. Agora é só entregar à McGonagall.
- Hermione, você está beirando os seus dezoito anos, tem que se preocupar menos! Daqui a pouco é uma adulta, vai ter muito mais responsabilidades e pouco tempo para curtir a sua vida. – Gina argumentou. – Já parou para pensar nisso? Você aos vinte anos já vai estar trabalhando e, muito provavelmente, com um filho no colo!
- Você é louca? Estarei trabalhando, sim, com a graça de Morgana. – a morena concordou. – Mas com filho no colo?
- Querida, com quantos anos sua mãe te teve? – perguntou Gina.
- Vinte e cinco. – respondeu a morena prontamente, sorrindo triunfante.
- Ok, ela é uma exceção. – a ruiva apressou-se em colocar. – Mas veja que quase todas as mulheres londrinas têm filho cedo... antes dos vinte, muitas vezes.
- Olha, Gina, não quero falar sobre isso. – disse Hermione. – É loucura!
- Loucura bastante real, não? – fez a ruiva. – Ora, vamos, Mione! Você tem um namorado que te ama, que vai querer casar com você... Você vai ser mãe, querendo ou não!
- Olha, acho que eu não deveria estar aqui, então... – Harry fez que ia se retirar.
- Não! Não precisa. – fez a morena se levantando. – Gin, entenda. Não é disso que eu estou falando, você não iria entender... Meu maior sonho é casar, ter filhos e ser feliz com quem eu amo... Com o Harry! Mas não é tão simples quanto parece.
- E por que não?
Harry agora se interessara.
- Por favor, Gin. Não vamos falar sobre isso, ok? – os olhos de Hermione estavam cheios de lágrimas. – O futuro é incerto. E planejá-lo é mesmo que limitá-lo e ter a certeza de que depois vamos nos decepcionar.
- Ok. – Gina deu-se por vencida. – Mas pensa no que eu falei. Curte mais a sua vida, porque o tempo voa, escorre pelas mãos, por entre os dedos sem que você perceba... E quando você vê, já passou. Não assuma responsabilidades demais e nem se comprometa além do que deve. É um conselho de amiga.
Hermione sorriu e abraçou a ruiva. Aquela garota um dia fora uma criança e agora falava como uma mulher. Os papéis teriam se invertido? Hermione sabia que não, mas Gina crescera e agora, mais do que nunca, era uma grande amiga.
- Bom, eu vou indo. – disse, se afastando. – Vejo vocês mais tarde. – disse, antes de sumir pelo retrato.
- Ela podia ser psicóloga. – murmurou Harry se aproximando. – Ela entende da coisa.
Hermione riu e limpou as lágrimas antes que escapassem.
- Eu te amo tanto... – ela o abraçou fortemente e permaneceu em seus braços por longos minutos, aninhada na curva entre o pescoço e o ombro do namorado.
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Ela caminhava pelos jardins, na região mais próxima ao lago. Pensava na conversa que tivera com Hermione. Ninguém como ela curtira tanto seus dias ali em Hogwarts, ninguém melhor para aconselhar a amiga. Assumir responsabilidades? Só aquelas que não te comprometam tanto. Se comprometer? Só se não tiver que comprometer seu tempo.
Era uma pessoa que raramente se prendia a algo. Sorriu consigo mesma. Prendera-se há um ano atrás e em momento algum se arrependera. “Apenas uma exceção”, pensou enquanto atirava uma pedra no lago.
Viu alguns alunos passarem pelo saguão de entrada e resolveu entrar, também. Foi direto para o salão principal tomar seu café da manhã. Cruzou com alguns alunos primeiranistas, que pareciam eufóricos ainda. Já no salão principal, tomou seu lugar entre Rony e Rachell, de frente para Harry e Hermione e de costas para mesa da Sonserina
Os primeiros momentos da refeição foram tranqüilos, conversavam animadamente mas sem muita extravagância. Um clima ameno que só é visto na escola durante as duas primeiras semanas de aula.
- Muitas vezes nem chegam a segunda semana. – comentou Rony, enfiando o restante de uma torrada na boca.
- McGonagall já entregou os horários? – perguntou Gina.
- Ainda não. – respondeu Harry.
- Tomara que ela demore bastante. – acrescentou Rony.
- Lamento informar, mas este ano os horários estão pregados no saguão de entrada. Não adianta esperar por McGonagall. – informou Hermione.
- Ótimo, a notícia que eu mais queria receber. – murmurou Rony com desgosto.
Passaram-se cerca de vinte minutos até as corujas irromperem pelas janelas do alto do aposento, voando de um lado para o outro para entregar as correspondências. Edwiges desceu até Harry, acompanhada por uma coruja parda que trazia o Profeta Diário.
- Chegou a bomba! – murmurou Hermione.
- Esses dias ele nem estava tão ruim. Parece que os ataques estão sendo mais escassos. – comentou Rachell.
- Vamos ver o que temos de novidade, porque ultimamente não há nada que se aproveite realmente. – murmurou a monitora, desenrolando o jornal. Sua expressão indiferente se transformou em uma fração de segundo; arregalou os olhos e a boca, tapando-a em seguida com uma das mãos. Seus olhos percorreram rapidamente a primeira página e logo em seguida pousaram em Gina.
- O quê? – fez a ruiva, que acabara de morder a torrada com um generoso pedaço de requeijão. – Hermione, o que foi? – repetiu.
- Veja isso... você mesma. – ela entregou o jornal à ruiva, que se engasgou ao ler a manchete.
- Mas... Como?
Um Malfoy e uma Weasley... Juntos?
Não é à toa que correm boatos de que Draco Malfoy e Virgínia Weasley estão juntos. No último domingo, eles foram vistos em companhia de ninguém menos que Harry Potter e Hermione Granger no Beco Diagonal, o casal mais badalado de Hogwarts dos tempos atuais. Também estava presente o famoso mestre Jason McCoy.
Os pombinhos mantinham um clima ameno em seus diálogos, algo incomum na relação Malfoy vs. Weasley. Pareciam ser amigos de tempos e havia um algo mais nas trocas de olhares. Até mesmo um abraço caloroso foi presenciado pela nossa repórter especial, Rita Skeeter (ver foto).
“Não é de hoje que eles têm algo”, declarou Pansy Parkinson, aluna do sétimo ano de Hogwarts e colega de Casa de Draco Malfoy, em entrevista exclusiva ao Profeta Diário. “Sempre estranhei a relação dos dois, os sumiços dele e o fato de estar mais próximo do Potter e da Granger”, concluiu.
Fontes seguras alegam que a aproximação entre Draco Malfoy, Harry Potter e Hermione Granger, deve-se ao fato de terem compartilhado o mesmo grupo durante uma atividade dinâmica na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o Torneio Shotbruxo.
Resta saber agora se a história é verídica. Eles irão negar?
Gina correu os olhos para a foto. Fora tirada durante o abraço que ela dera em Draco após contar que ouvira a conversa dele com seu pai. Sentiu uma mão tocar seu ombro. Ergueu os olhos e parou por um segundo, respirando fundo. Encarou o dono da mão.
- Vem comigo. – Draco a pegou pela mão.
Ela se levantou e seguiu-o para fora do salão principal.
- O que nós faremos agora? – ele perguntou. Estavam parados próximos a escada do saguão.
- E-eu... eu não sei! – ela disse desesperada. – Mas por que tanto desespero? É verdade que estamos juntos... Há um ano! – ela disse, confusa.
- Gina, os nossos problemas todos agora se resumem a apenas um nome: Bellatrix Lestrange. E não é pouca coisa. – ele a encarou, sério.
- E o que ela pode fazer conosco? Estamos em Hogwarts, Dumbledore está aqui. – ela argumentou. – Não há o que temer, Draco. Não agora.
- Entenda, criança! Minha tia é uma assassina procurada, a mais procurada do mundo bruxo. – ele replicou, as mãos tremendo e suando frio. – Você, tanto quanto eu, corre riscos.
- E quais as chances de ela não ter visto o jornal? – ela perguntou, agora temendo as respostas que poderia ter.
- Por enquanto são muitas, mas não tardará em obter um exemplar. – uma pausa. – E o que vamos fazer? – ele repetiu a primeira pergunta.
- Pra quê negar? – ela perguntou. – Se estamos juntos, todos iriam saber de alguma forma, a qualquer hora. Não adianta se desesperar mais. Temos que assumir e enfrentar isso juntos.
Uma longa pausa, um silêncio ensurdecedor recaiu sobre o local.
- Ok, tudo bem. – ele disse, por fim.
- Olha pra mim. – ela pediu. Ele encarou-a, fitando seus olhos. – Vai dar tudo certo, você vai ver. Veja, estamos juntos... Se separados somos bons, juntos somos melhores ainda. Pense nisso.
Ele sorriu nervosamente e a beijou.
Naquele exato momento, escutaram a sineta e os alunos deixaram o salão principal em peso, aglomerando-se em volta deles, que se afastaram e entreolharam-se, sorrindo sem graça. |