Capítulos 15
Já fazia um longo tempo que o lorde não o marcava uma reunião com tantos comensais, até os novos foram chamados, era um evento grande e o ar estava pesado.
Snape chegara mansão Malfoy minutos depois de sentir sua marca negra arder, ele agora andava pelos corredores indo em direção ao salão, onde o lorde reunira seus seguidores, ele se perguntava o por que de uma reunião tão grande, mas tinha certeza de que boa coisa não era, Draco o havia avisado no dia anterior da convocação o quão grande ela seria, ele se preparara para a situação, e estava temeroso do que estava por vir.
Draco o aguardava na entrada da sala, ao vê-lo foi a seu encontro muito empolgado.
O jovem bruxo estava sedento por participar de um ataque e provar ao seu mestre seu valor. Snape o olhou de uma forma indecifrável e distante o que foi percebido, mas ignorado pelo rapaz que estava tão excitado com a reunião que mal cabia em si.
Dentro da sala o burburinho de vozes era intenso, todos aguardando a entrada de Voldemort, que ainda não tinha se apresentado. A curiosidade era geral e Snape sentiu um arrepio ao ver o olhar mortal que todos apresentavam e pensou – sim, boa coisa isso não vai dar – ele olhou em volta e deu por falta de Bellatrix, a bruxa sempre era uma das primeiras a chegar, seu marido o Lestrange já estava na sala, sentado em um sofá largo e confortável, mas sua expressão parecia perdida e macilenta.
Draco chamou Severo para sentar-se em um sofá a frente ao que Lestrange estavam e tomou acento a seu lado.
Menos de um quarto de hora depois as portas do salão se abriram e o Lorde das trevas entrou, ele trazia pela mão de forma cavalheiresca a esposa de Lestrange.
Bellatrix, sorria altiva e Severo pode notar que ela usava um estranho colar no pescoço, e logo supôs ser a horcrux. A mulher caminhava desafiadora, como se quisesse dizer a todos que ela estava numa posição superior e que todos deveriam se curvar perante ela.
Os comensais se curvaram, não para a dama negra, mas para Voldemort, que com um gesto teatral os autorizou a se erguerem.
O lorde falou-os – Meus servos, que bom que todos estão presentes, hoje eu venho até você para atender uma solicitação de minha fiel e querida serve Bellatrix, - Snape sentiu um tremor percorrer seu corpo, se a solicitação fora de Bellatrix com certeza, muito sangue iria rolar, independente do que fosse que ela houvesse pedido, e o lorde continuou - Minha cara Bellatrix vem a muito pedindo que de ordem para que façam um ataque realmente grande, que mostre a esses bruxos que ainda não se juntaram a nós, aos aurores e aos seguidores do falecido Dumbledore que a vitória é nossa, quer eles queiram ou não, que ele não são páreo para nós e que resistir é inútil. Mostraremos a todos nossa superioridade, nosso poder e nossa força e faremos com isso, que eles enfim se submetam a mim. Faremos que eles se ajoelhem e implorem por nossa benevolência, o que, solenemente, vamos recusar e não deixaremos, um só mestiço, um trouxa ou seja lá o que estiver no nosso caminho vivo tempo suficiente para beijar nossos pés pedindo piedade.
Snape respirou fundo ao fim do discurso, virou-se para Draco e o garoto exibia um sorriso de satisfação que deu náuseas em Severo, os olhos do rapaz estavam quase tão doentios quanto os de sua tia, ele tinha por fim se rendido totalmente à maldade. Severo sabia que esse era um caminho sem volta. Se o ódio e a ambição penetram tão fundo no seu coração a ponto de o brilho dos seus olhos ficarem vidrados por poder, não existe mais salvação.
Voldemort continuou a falar – meus servos, nós iremos atacar o beco diagonal, será a luz do dia e quando o lugar estiver cheio de gente – os comensais ovacionaram a idéia, era claro para Severo que, não só Bellatrix e Draco estavam loucos por sangue, mas todos os outros comensais também.
Snape aplaudiu a idéia, olhou confiante para seus colegas comensais, mas em sua cabeça ele pensava uma forma de avisar a ordem do ataque para que os aurores pudessem ter alguma chance de defesa.
Snape estava apreensivo quanto a sua participação no ataque, ele não queria mais matar gente inocente, e também não precisava correr o risco de ser capturado ou morto. O lorde não o chamava para um ataque desde a morte de Narzisa, o que ele muito agradecia a Merlim, pois da vez na qual a mãe de Draco morreu, quase ele também se fora e se não fosse Hermione ter salvado-o talvez ele realmente tivesse morrido, sabia que não podia morrer agora, não antes de pegar as duas ultimas horcrux, ele não tinha idéia de como retiraria o colar de Bellatrix, mas ainda existia mais uma e essa ele iria começar a investigar.
Hermione contou que Dumbledore falou algo sobre ser a cobra Nagini, mas ele não acreditava nessa hipótese, o lorde não poria sua alma em algo que pudesse ser morta ou morrer de velhice, ele esconderia em um objeto, assim como fizera antes.
Voldemort deu as coordenadas do assalto, dia hora e para onde eles deveriam desaparatar e se reunir. Os comensais queriam, depois de liquidar o Beco, partir para a Londres trouxa e aumentar o ataque, mas Voldemort não deixou. Ele disse que dessa vez seriam os bruxos e que na próxima, a Londres trouxa ia arder nas chamas saídas das varinhas de cada um de seus servos.
Ao ouvirem as ultimas palavras de Voldemort, os gritos entusiásticos dos comensais romperam o ar mortiferamente: – morte aos trouxas e aos de sangues ruins!
Voldemort anunciou que haveria uma festa após a reunião e que os comensais deveriam se entreter e comemorar antecipadamente a vitória que os esperava. O lorde bateu palmas e varias mulheres e homens, que Severo achou serem trouxas capturados apareceram no salão, a euforia dos comensais foi intensa e eles logo estavam atacando e avançando sobre as pobres pessoas.
Draco se adiantou e começou a torturar uma jovem mulher que gritava desesperadamente. Snape torceu o nariz e se afastou. Ele ficaria na festa apenas o tempo necessário e partiria, ele queria chegar ao seu apartamento a tempo de mandar uma mensagem mental a Hermione e preveni-la do ataque.
Snape não sabia como ela iria avisar os aurores, mas se bem conhecia sua sabe-tudo, ela daria um jeito.
A madrugada corria alta, Snape caminhava pela rua de sua casa, ele se sentia muito mal, o lorde havia dado a ele um rapaz para torturar, ele não queria, mas não pode recusar e teve que fazer o rapaz sofrer uma morte terrível, ele tinha prometido para si mesmo que não mais mataria somente por matar, mas Voldemort veria sua recusa como uma traição e possivelmente ele é que seria torturado e morto. O pobre rapaz trouxa morreu tentado lutar, inutilmente, por sua vida, Severo viu coragem em seus olhos, e teve vontade de salva-lo, mas sua vida estaria condenada e o rapaz morreria de qualquer jeito.
Ele por fim se viu dentro de seu apartamento, lembrou-se que a apenas quatro dias Hermione estava ali em seus braços, se sentiu indigno da lembrança depois do que fizera essa noite, sentou-se na cama e olhou em cima da mesa uma pequena caixinha dourada e um bilhete. Ele estranhou. Quando ele saiu não havia nada ali, ele reconheceu a caixinha, era a mesma que Hermione trouxera para ele a tempos atrás com a figurinha de Dumbledore, ele levantou e pegou o bilhete, reconheceu de imediato a caligrafia de Hermione, ela estivera ali em quanto ele estava fora, as proteções que ele fizera a reconheciam, por tanto ela deve ter entrado pela porta e deixado aquilo para ele. Abriu o bilhete e nele estava escrito.
Severo,
Eu estive aqui a sua procura a pedido de Dumbledore, ele queria ver você através da figurinha, abra a caixinha hoje a as três da madrugada que ele vira falar com você.
Meu amor, pena que não o encontrei, estou morrendo de saudade e bem queria passar um tempinho em seus braços, bom, seja lá onde você estiver, sinta no seu coração todo meu apreço.
Eu virei até você assim que você me deixar acha-lo, nem que para isso eu tenha que fingir um ataque de saudade repentina de uma limpeza dentaria do consultório do meu pai.
Um beijo da sempre sua,
Hermione.
Snape sorriu com a carta e ficou pensado que seria bem melhor ter ficado em casa do que ter atendido o chamado de Voldemort, era obvio que ele, em sua posição atual não poderia ter faltado ao chamado, mas Severo Snape também tinha o direito de sonhar.
Ele retirou um relógio de dentro do bolso do casaco, eram duas da manha. Resolveu tomar um banho para ver se sentia melhor e descansar até a hora marcada pelo velho.
Três da madrugada ele confirmou no relógio, pegou a caixinha e a abriu, pegou a figurinha e a olhou, o velho Dumbledore estava lá com o sorriso de sempre com seus olhos brilhando e o velho disse:
- Olá Severo, vejo que escolhi uma boa hora para vir lhe ver, você não esta com uma cara muito animada.
Severo levantou as sobrancelhas e soltou o ar dos pulmões de uma só vez, o velho da figurinha perguntou – vai me contar o que houve com você? – Snape sorriu tristemente e falou – Dumbledore eu matei um rapaz hoje, eu tinha jurado para mim mesmo que não mataria mais um inocente e agora eu matei, ele era só um pobre rapaz trouxa, não fazia idéia de onde ele estava, muito menos do porque de tudo aquilo estar acontecendo. Era um pesadelo, ele deve ter pensado, mas era real e eu tive que faze-lo sofrer para o deleite daqueles do lorde, - Dumbledore abaixou a cabeça, olhava para baixo tentando buscar uma forma de consolar seu amigo, era difícil argumentar contra a realidade, era fácil fazer alguém perdoar os erros dos outros mas, fazer com que uma pessoa se perdoasse, era uma tarefa muito mais complicada.
O velho olhou com compaixão para o homem a sua frente, seus pequenos olhos azuis não expressavam vivacidade ou recriminação, ele apenas olhava, perdido na dor que via nos olhos negros de Snape.
Severo desviou os olhos, ele confundiu o olhar perdido de Dumbledore com compaixão, ele não queria a piedade do velho, seu corpo estava dolorido e suas costas pareciam pesar muitos quilos. Ele já se compadecia bastante de si, não precisava de uma olhar amparador de Dumbledore.
O velho meneou a cabeça, e falou – Severo, o sempre orgulhoso Severo... Meu menino, não fique assim, eu não estou com pena de você, eu sei que você não teve escolha, não podemos abrir mão de sua posição agora, estamos tão perto, o fim não vai demorar, logo você, assim como todos nós estaremos livres, pense nisso, falta pouco agora.
Snape voltou a olhar a figurinha e num tom muito amargo falou – Dumbledore, eu nunca vou ser livre, nunca serei livre de mim mesmo, sempre serei o que sou e o que fui estará comigo até o fim dos meus dias, serei sempre odiado, renegado. As vezes eu acho que se eu não tivesse nascido seria muito melhor para todos – o velho respondeu tão rápido que mau Snape tinha acabado de falar – Não fale bobagens, se você não tivesse nascido... Você já fez as contas de quantas vidas você já salvou, quantos ataques terríveis você evitou, ora Severo não seja dramático, isso não combina com você, que você está triste com que fez, tudo bem, mas pense em tudo de bom que você já fez e ponha na balança, tenho certeza de para lado o fiel vai pender – Snape riu de forma sarcástica, ele sabia que Dumbledore estava certo, mas mesmo assim, não se sentia melhor. E falou ao velho – Alvo, por mais que você esteja certo, nunca as pessoas vão me perdoar, eu serei odiado para sempre por ter matado você – Dumbledore sorriu e falou – e quanto a Hermione, ela com certeza não o odeia...
Severo fechou a cara e falou – Acho que talvez esse seja meu pior pecado, ter ligado a vida dela à minha, eu sou um homem marcado, ela e pouco mais que uma menina, as vezes eu penso que se morresse na batalha final seria melhor. Assim ela estaria livre, e poderia ainda tentar ser feliz.
Os olhos de Dumbledore se arregalaram, ele olhou para Snape e falou bravo – Não pense em fazer uma coisa dessas, ela nunca o perdoaria e, alem do mais, ela vai precisar muito de você daqui para frente – Severo juntou as sobrancelhas e encarou o velho, por que ela ia precisar dele “daqui para frente” mais do que já precisava? Ele falou – ela tem a família dela e os amigos, esses que, certamente, não vão com a minha cara. Acho que só vou prejudicá-la “daqui para frente” – deu um tom de ironia as palavras – Dumbledore falou em tom paternal – pergunte a ela se ela acha que você a está prejudicando, se ela preferia ficar sem você, ou como ela ficaria se você morresse na batalha final, pergunte – Snape olhou muito bravo para a figurinha e respondeu – ela ia querer me estuporar se eu perguntasse isso para ela, ela esta apaixonada, pessoas apaixonadas não vêem a realidade como ela é, ela não vê o quanto eu posso prejudicar-la.
Dumbledore riu do seu interlocutor e falou – isso serve para você também Severo, pessoas apaixonadas não vêem a realidade como é, e você com esse seus discurso de “ela estaria melhor sem mim”, só está me provando que você esta realmente muito apaixonado por ela, tão apaixonado que não vê o obvio, que você não a está prejudicando e sim dando a ela o melhor que você tem em você, o seu amor, e isso nunca iria prejudica-la, entenda Severo, se eu não achasse que vocês poderiam ser felizes eu nunca teria os ajudado – Snape olhou para o velho, por fim cansou de sua auto piedade e falou – Dumbledore você esta certo, eu estou agindo como um idiota, olha tenho uma coisa importante para contar, vai haver um ataque de grandes proporções no beco diagonal depois de amanha, durante o dia, lá pelas doze horas. O senhor tem que dar um jeito de avisar os aurores, todos os comensais vão estar presentes, será um ataque em massa, para demonstrar poderio – Dumbledore ficou de boca aberta, Voldemort realmente deveria ter perdido o final do juízo, se é que ele ainda tinha algum, o velho olhou para Severo e confirmou que daria um jeito acrescentando – Severo meu filho, eu havia pedido para a senhoria Granger me trazer aqui para falar-lhe, eu não esperava por tudo isso, era só para disser-lhe que tenha calma e não tente pegar a horcrux que está com a Bellatrix, nós a pegaremos no momento certo, antes, vamos tentar pegar a Nagini, aquela cobra asquerosa.
Severo olho para o velho e disse – a horcrux não é aquela cobra, eu tenho certeza, estou próximo de achar a verdadeira, na verdade já tenho uma idéia, eu estive lembrando de umas coisas que aconteceram logo após a morte dos Potter, sobre uns documentos que eu e Lucius destruímos e mais especificamente a um que eu guardei, esta lá em Hogwarts, vou pedir a Hermione que o peque em meu quarto, acredito que ninguém tenha conseguido entrar nele até agora, estou certo? – Dumbledore afirmou que sim e Severo continuou: – bem vou chamá-la aqui assim que possível e vou pedir, depois que eu ver o papel e saberei se estou certo das minhas desconfianças.
Dumbledore sorriu para Severo, seu fiel aliado nunca o decepcionava, ele era brilhante e deveria estar certo. A informação sobre a Nagini nunca fora confirmada. Severo deveria saber sobre o que estava falando.
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O café estava posto em Hogwarts, Lupin e Tonks acabavam de entrar no salão principal e já tomavam seus acentos próximos a Harry quando Minerva entrou muito assustada no lugar, ela agitava as mãos e falava alto, era um comportamento estranho para a bruxa e todos olharam para ela assustados, a professora parou na cabeceira da mesa, encarou a todos com seu olhar felino e disse – o Dumbledore acabou de me contar que ouviu de um outro quadro que o você-sabe-quem esta planejando um ataque, um dos grandes no Beco Diagonal para amanha as doze horas, a figura do quadro que contou a ele é uma dama que mora numa moldura no Cabeça de Javali, ela disse que alguns comensais estavam lá ontem a noite e estavam comenta do o assunto, ela veio de madrugada contar para ele.
Hermione sentiu uma pontada no peito, ela sabia que Dumbledore tinha estado com Severo naquela noite, ela mesma tinha levado a figurinha para ele, e com certeza ele tinha informado isso ao velho e pensou – Ai, Merlim, tomara que nada aconteça ao Severo nesse ataque – Tonks levantou rapidamente da mesa, olhou para Minerva e falou –vou avisar aos aurores, eles tem que se preparar e também evacuar a rua para que nada aconteça aos bruxos civis.
A mulher saiu da sala rapidamente e foi ao corujal mandar a noticia ao quartel general dos auroes.
O dia foi conturbado, os aurores se prepararam para o pior. O plano era o seguinte, o Beco Diagonal foi evacuado e no lugar dos transeuntes normais foram colocados aurores disfarçados, eles andavam tranqüilamente pela rua como se estivesse fazendo compras e conversando, só esperando a chegada dos comensais.
Meio dia, o sol estava a pino no céu, quando um escuro mórbido tampou a luz do dia, a marca negra assombrava a rua movimentada.
Os comensais começaram a aparecer por todos os cantos, eram com um terrível enxame de abelhas. Maldiçoes e feitiços começavam a ser trocados, e logo os bruxos de negro perceberam a emboscada, os aurores revidavam com igual ferocidade ao seu ataque.
Bellatrix gritava histérica para que os comensais matassem todos os que dessem pela frente. Snape seguia mais atrás, mais interessado em se defender do que atacar. Logo vários comensais já estavam estuporados e alguns mortos no calor da batalha. Um auror mais velho insuflava os outro com gritos de guerra e palavras de ordem – a cada um de nós que cair, dois deles tem que ser presos – e os mais jovens sentiam seu sangue ferver em uma luta sangrenta e insana.
A vitória de Voldemort ficava mais distante a cada avanço bem sucedido dos aurores, Bellatrix, já não mais gritava, pois ela via seus homens caírem impiedosamente rápido.
Lestrange se aproximou de Snape, ele tencionava ficar junto a ele, para matarem mais aurores e se protegerem mutuamente. Snape não gostou da companhia, com alguém tão proximo seria difícil não atacar ninguém, ele se viu obrigado a tomar parte da batalha, sentiu sua nuca formigar, os anos como espião o faziam pressentir quando era observado, olhou para traz e viu o senhor Weasly com as feições muito rubras e a varinha na mão apontando para ele. Severo deu um sorrizinho por dentro da mascara, era uma ironia dar de cara com um membro da ordem, e principalmente, ser preso por um, já que ele não revidaria ao ataque do ruivo.
Lestrange tomou a frente e apontou a varinha para o Weasly, o comensal riu morbidamente e falou em tom de escárnio – ora, ora, o pobretão Weasley tentado dar uma de valente, muito pouco sábio de sua parte, sua mulher e aquele bando de filhos que você tem vão sentir muito a sua falta – Weasley sentiu um tremor nas pernas, pensou na sua família e em como eles viveriam sem seu salário, pensou que nunca veria seus netos e arregalou os olhos.
Lestrange percebendo que sua frase causara o efeito que desejava se preparou para matá-lo. Snape observava tudo um passo atrás do comensal, ele pensava um jeito de ajudar o ruivo, seria arriscado, mas ele fez, apontou a varinha para ele e o estuporou. Lestrange não gostou da idéia, olhou para Severo e disse – o que você esta fazendo, nós deveríamos matá-lo, seria uma perda para a ordem, os deixaria desestabilizados. Severo o interrompeu e falou – Lestrange, vamos embora – ao longe já se podia ouvir a Bellatrix dando ordem de retirada, o ataque tinha fracassado. As perdas para os aurores tinham sido muitas, mas para os comensais essas eram irreparáveis, talvez custasse a guerra a loucura que ela propusera, ela sabia que ela ia pagar caro por isso quando Voldemort soubesse, mas ela também sabia que eles haviam sido traídos, traídos por alguém de dentro, e ela usaria isso como atenuante para o lorde.
Snape e Lestrange saíram no meio dos outros, no alvoroço da partida o comensal até se esquecera do que Snape tinha feito, não perguntava mais por que ele havia poupado o Weasly, mas Snape sabia que esse silencio não ia durar para sempre.
Horas depois no hospital st mungos a família Weasly em peso visitava seu patriarca, ele estava bem e já ia para a casa.
Todos ouviam sem entender por que o comensal o poupou, era difícil de acreditar, mas aconteceu. Hermione sentiu em seu peito que o comensal era Severo e ficou feliz por ele não ter matado o pai de Rony, no entanto ficou preocupada com o preso que ele iria pagar por isso.
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Era noite de um dia fatídico, no lado dos aurores, as famílias enterravam suas vitimas com honra de quem lutou e venceu a batalha.
Na mansão Malfoy, Voldemort gritava com seus servos, ele estava possesso, Bellatrix acabara de relatar os fatos do ataque, tinha levado vários crucios por ter perdido a batalha, muitos comensais estavam sendo torturados por terem sido considerados covardes.
Bellatrix em meio a seus gritos de dor, disse que tinha certeza que eles tinham sido traídos. Voldemort parou a tortura e disse que ela falasse. Ela contou que o Beco Diagonal estava cheio de aurores e não de bruxos comuns, que para que isso acontecesse alguém tem que ter avisado a eles.
Voldemort escutou e concordou com a sua serva, olhou para ela que estava no chão e perguntou – você tem algum suspeito mulher? – e ela sorrindo como uma rameira e falou – não exatamente, mas teve um comensal que agiu de forma suspeita, deixo nas mãos de meu lorde avaliar essas ações.
Snape engoliu seco, Lestrange deve ter falado a mulher que ele não havia matado o Weasly e ela iria ser aproveitar disso.
Mau ele acabou e pensar Voldemort já andava em sua direção, o lorde apontou a varinha para a testa de Severo e perguntou com ar de que não se importava com a pergunta por que já sabia a resposta – Severo, meu servo, responda-me por que você poupou a vida daquele sujeito, se você o tivesse matado esse ataque não teria sido totalmente perdido – Severo reforçou sua oclumência olhou para Voldemort e falou tentando manter a calma – meu lorde, desculpe-me, mas eu só agi pensado no seu sucesso, eu não o matei por que achei que seria interessante a ordem saber de viva voz sobre seu poder, sobre sua vitória no Beco, eu não sabia que já estávamos perdendo, eu queria que sua vitória fosse um baque maior e mais profundo, se eu soubesse da nossa derrota eminente teria matado o ruivo imbecil sem pensar duas vezes. – Severo pedia a merlim que Voldemort engolisse sua historia, ele não podia perder sua posição agora e as palavras de Dumbledore sobre “Hermione precisar dele daqui para frente” não saiam de sua cabeça. Ele não queira morrer, não naquela hora.
Voldemort passou a varinha pelo rosto de Snape e com uma voz que mais parecia um sibilo de cobra falou – seu idiota, que idéia estúpida, devia ter o matado, bom, a Bella o está acusado de ter nos traído e contado do ataque aos aurores, depois dessa sua ação fico inclinado a acreditar nela, o que você tem a dizer em sua defesa – Severo abaixou a cabeça e falou em tom humilde – meu lorde, nada posso dizer em minha defesa, apenas que sempre fui seu servo fiel, já dei muitas provas disso, meu lorde bem sabe, peço que acredite em mim quando digo que não fui eu que o delatou, acho sim que fomos traídos, mas esse traidor não sou eu.
Voldemort se virou para a sala e falou com os comensais, vejam, essa criatura teve a estupidez de tentar pensar, vocês não foram feitos para pensar, e sim para me obedecer, por ser tão pretensioso eu o sentencio a ser torturado, mas não o matem, eu ainda preciso dele, dêem só um bom corretivo, para que ele apreenda a seguir ordens.
Snape sentiu seus músculos se retesarem, os comensais fizeram uma roda entorno dele, ele pegou sua varinha no intuito de se defender e essa foi tirada dele rapidamente. O primeiro comensal gritou – crucios – e Snape caiu no chão se contorcendo de dor.
Em Hogwarts Hermione estava sentada na mesa jantando com seus amigos, eles conversavam sobre o ataque frustrado. Minerva tinha aberto uma garrafa de vinho para comemorar a vitória, ela havia pensado em champanhe, mas perante as mortes de tantos do lado do bem, ela achou mais apropriado um vinho tinto, que era festivo, mas mantinha a seriedade da ocasião.
Severo estava agüentando bem a tortura, mantinha sua oclumência intacta até aquele momento, ele já havia sido torturado varias vezes, sabia como manter a calma. Outro comensal se aproximou, e se juntou ao anterior dando mais um crusius em Snape, ele sentiu tanta dor que achou que ia desmaiar, sentiu sua mente fraquejando, ele não conseguia mais ficar oclumente.
Hermione estava levando o copo de vinho a boca quando sentiu uma dor muito forte, tão forte como se dezenas de facas fossem enfiadas no seu corpo de uma só vez. Ela caiu ao chão deixando a taça se espatifar no assoalho de pedra.
Harry correu até a amiga, ela se digladiava no chão, em espasmos de dor, ela gritava e chorava, era uma cena terrível, Harry apoiou a cabeça da amiga em sua perna. Todos os outros se aproximaram, ela, por um instante, parou, a dor tinha passado, olhou para eles sem entender nada, sua mãos estavam tremulas e ela não conseguia falar.
Snape estava no chão deitado de bruços, um homem alto e gordo se aproximou e deu um chute em seu flanco, Snape gemeu e ao constar que ele ainda estava vivo e acordado, começaram um novo ataque de crusius.
Hermione fora levada para a ala hospitalar, Minerva mandara chamar madame Papoula pela rede de flu e a medibruxa já estava junto a ela.
Ela começava a examinar a garota quando novamente ela se contorceu em espasmos, dessa vez eles pareciam mais fortes do que nunca, ela se debatia e Papoula tentava segura-la para que ela não caísse da cama, Harry e Lupin também tentavam. Hermione estava desesperara, não com a dor que estava sentindo, isso na verdade pouco importava a ela, ela estava desesperada por que sabia que ela estava sentindo o que o Severo estava passando, ele estava pagando caro por ter deixado o senhor Weasly vivo, talvez pagasse com a própria vida. Ela estava segura no castelo, estava sentindo dor, mas não morreria, ele toda via, estava nas mãos de gente que não hesitaria em matá-lo. Ela chorava copiosamente, todos pensavam que era de dor, mas ela chorava de amor.
Minerva perguntou para papoula – o que esta acontecendo com ela – e a medibruxa respondeu – eu nunca vi nada assim, ela tem todas as características de quem esta recebendo um crucius, mas ela não está – Minerva olhava espantada para a jovem que acabava de terminar um espasmo e parecia estar melhor.
Snape foi jogado para fora da mansão no meio da rua, foi dado a ele sua varinha. Ele estava quase desacordado, não se sentia com forças para aparatar, mas sabendo não ter outra escolha, juntou suas ultimas forças e aparatou, deu graças a merlim quando se viu no seu apartamento, se jogou na cama e adormeceu ainda tremendo.
Hermione adormecera instantaneamente após o ultimo espasmo, seu corpo estava exausto. Minerva e Papoula ficaram conversado junto a Lupin e Tonks sobre o que haviam presenciado, eles não sabiam o que estava acontecendo, nas tinha certeza que era algo. Minerva prometeu a si mesma descobrir o quanto antes. Ela estava juntado as partes: Hermione desde que voltara ao castelo, estava sempre de segredos com Dumbledore, e sempre que ela encontrava-se a sós com o velho algo acontecia. Foi assim com a horcrux do RAB e com o ataque de hoje, a garota tinha passado um bom tempo com o velho a dois dias e depois disse que tinha que sair, ela não demorou a voltar, mas mesmo assim era suspeito. A diretora sabia que não adiantava tentar arrancar nada de Dumbledore, ele não falaria, quanto a Hermione ela ira esperar ela melhorar e teria uma longa conversa com sua aluna mais brilhante.
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Mais um cap....a fic ta acabando...falta pouco.....uma abração para todas
Lety....valeu a dedicatoria no seu cap...um beijão para vc
Julia....vc sabe que eu te adoro...
Marilia....minha beta severa.....vc é uma amiga especial
Rosy.....atualizei e não foi de madrugada hahahaha.....beijão
Até o proximo
Leyla Poth
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