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9. Capítulo IX


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


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Fechou o malão e pegou um vidro pequeno com um líquido transparente e virou num só gole. Vestiu o casaco e deixou o quarto, levando consigo todos os seus pertences. Ia passando direto quando percebeu a porta ao lado da sua fechada. Voltou e parou à sua frente. Ela ainda estaria ali? Bateu. Não obteve resposta. Então resolveu arriscar.

Lentamente girou a maçaneta e empurrou a porta. Suas coisas estavam sobre a cama, o que indicava que ela ainda não saíra. Deu o primeiro passo para entrar no quarto quando sentiu algo quente à sua nuca.

- Posso saber onde o senhor pensa que vai? – fez uma voz atrás de si.

- Até você. – e no instante seguinte já estavam aos beijos.

Fecharam novamente a porta atrás de si como por instinto. Ele a empurrava contra a porta pelo lado interno, os dois envolvidos num beijo apaixonado. Há quanto tempo não podiam ficar juntos daquela maneira? Pouco aproveitaram, mesmo estando durante quinze dias naquela casa, apenas com um adulto que em nada os impedia.

- Eu te amo, pequena! – ele murmurou arfando, os olhos fechados, a testa colada na dela.

- Eu também, muito. Mais do que pode imaginar. – disse, sorrindo levemente. Passados alguns minutos enquanto recuperavam o fôlego e se encaravam, ela o empurrou levemente. – Acho melhor descermos. Ainda temos que resolver algumas coisas no Ministério e retornar antes das oito da noite. Sabe disso.

- É, vamos. – ele concordou.

Hermione terminou de arrumar o quarto e os dois desceram as escadas. Draco, Gina e McCoy já estavam lá embaixo. Conversavam animadamente, aparentemente sobre Quadribol.

- Tenho uma Nimbus 5000. – contou a ruiva. – Comprei no verão passado, ou melhor, ganhei. – disse encarando Draco, os olhos miúdos, parecendo nada satisfeita com a própria afirmação.

- Mas vocês jogam em times diferentes, são de Casas que se odeiam, por assim dizer... – começou McCoy.

- Mantemos a rivalidade apenas em campo. Fora dele, somos todos amigos. – respondeu Harry, aproximando-se.

- Podemos ir? – perguntou Jason, pondo-se de pé.

- Sim. – Hermione confirmou.

- Muito bem, então vamos. – e dirigiram-se para a porta.

TRAC!

Dobby e Winky se materializaram atrás do grupo, obrigando-os a voltar-se para encará-los.

- Querem morrer, elfos? – perguntou McCoy.

- Não, senhor. Dobby e Winky foram enviados por Dumbledore para levar o malão dos senhores para Hogwarts. – justificou Dobby nervosamente.

Quando os elfos finalmente desapareceram, eles deixaram a casa.

- Vou com vocês até o Beco Diagonal e ao Ministério da Magia. De lá sigo para o meu departamento e vocês retornam a Hogsmeade, certo?

- Tudo bem. – responderam em uníssono.

Neste momento, Draco segurou Gina pela cintura e, juntamente, todos aparataram num beco deserto da grande Londres. Sentiram o ar quente invadir suas narinas e por um momento permaneceram parados, olhando à volta. Caminharam para fora do beco sem trocar sequer uma palavra. Jason ia à frente e os garotos o seguiam. Chegaram finalmente à esquina onde ficava o Caldeirão Furado.

Adentraram o bar, quase entregue às moscas e, após cumprimentar Tom e desapontá-lo ao dizer que só estavam de passagem, seguiram para a passagem ao fundo das instalações.

- Vejam que poucas são as lojas que estão inteiramente abertas. – apontou Jason enquanto desciam pelo beco.

- Tenho certeza de que não é apenas porque hoje começam as aulas. – comentou Hermione.

- E não é mesmo. – assentiu o homem. – Vamos apertar o passo. Não é seguro andar por aqui quando se está vazio.

Cruzaram por pouquíssimas pessoas. Não demoraram a alcançar o prédio branco ao fim do beco.

- Essas coisas me assustam. – murmurou Gina se referindo aos duendes enquanto subiam as escadarias de mármore.

Adentraram o prédio e cruzaram o átrio até uma bancada, onde estava um duende muito feio aos olhos de Gina, que contorceu o rosto ao encará-lo.

- Alguém se lembra de ter ouvido Dumbledore falando sobre a compra de nossos materiais? – perguntou Hermione.

Ninguém respondeu. Pelo contrário, encararam-se interrogativos.

- Acho que não. – respondeu McCoy. – Se ele deixou esse dia inteiro para que vocês se regularizassem, muito provavelmente, isso também inclui a compra dos materiais.

- O que não ajuda é que não temos como saber... – fez Draco.

- Façam o seguinte: peguem a quantia que precisarão para a consumação durante o ano letivo e algo mais para o caso de ser preciso comprar os materiais. – sugeriu McCoy.

- Mas ainda temos que ir ao Ministério. – argumentou Harry.

- Almoçamos por aqui, então. Vai dar para fazer tudo, não se preocupem. – assegurou o mestre.

Cerca de meia hora depois, eles deixavam o banco e seguiram para as lojas onde comprariam o material do ano. Já tinham ido a quase todos os lugares necessários e estavam carregados de sacolas. Já estavam quase no fim do beco; adentraram a Floreios & Borrões. Hermione foi a primeira a seguir até o balcão.

- Bom dia, eu gostaria de saber se há alguma encomenda em nome de Hermione Granger, Harry Potter, Virgínia Weasley ou Draco Malfoy. Seria possível? – ela fez ao balconista.

- Só um momento. – fez o rapaz, atravessando uma porta ao fundo da loja. Voltou com dois sacos de livros, o primeiro quase o triplo do tamanho do outro. – São três kits completos do sétimo ano e um do sexto, certo? – ele disse, analisando uma lista.

- Sim. – respondeu Hermione. Ela pegou seu material e encarou os outros. – Hum... Será que dá tempo de eu dar uma olhada...?

- Pode ir. – interromperam os outros em uníssono.

- Obrigada! – ela disse, um imenso sorriso brincando em seus lábios.

Ela sumiu por entre as estantes da livraria.

- Parece até uma criança que ganhou doce... – fez Harry rindo. – Acho que não podemos nos demorar em almoçar.

- O que vamos fazer no Ministério, finalmente? – fez Gina, parecendo inconformada. – Harry e Hermione já têm a licença de aparatação, já colocaram o nome no... – parou subitamente, não só para não revelar o segredo do trio, como por lembrar-se de algo. – Ah, claro! Já sei o que eu tenho que fazer lá...

- Acho melhor chamar a Hermione. – aconselhou McCoy. – Harry, nós estamos indo para o Madame Looch. Encontrem-nos lá, ok?

Harry imediatamente concordou com um aceno e sumiu por entre as prateleiras.

Jason deixou a livraria, seguido de perto por Draco e Gina.

- Hoje acaba a nossa folga... – murmurou o loiro. – A minha, principalmente.

- Monitor-chefe. Muita responsabilidade, não, Malfoy? – fez Gina.

- Minha maior responsabilidade agora é com você, ou seu pai me mata. – comentou o loiro.

- Ah, a conversa de vocês nem foi tão mal assim... – a ruiva deixou escapar.

- É, vendo por... Ei! Como assim? – Draco encarou a namorada, que arregalou os olhos.

- E-er... Digamos que eu tenha... escutado... a conversa. – ela revelou e no rosto de Draco se formou uma expressão estranha, um misto de riso com incredulidade, nervosismo.

- Gina, o que você ouviu? – ele perguntou, parando de andar e postando-se de frente para ela.

A ruiva baixou os olhos por alguns segundos, respirou fundo e encarou o namorado.

Flashback

O Sr. Weasley aproveitou a ausência da filha para então se aproximar de Draco. Com o copo de whisky cheio de gelo em mãos, caminhou em direção ao casal de primos que conversava à um canto.

- Malfoy – chamou.

O loiro parou de falar e virou-se para encarar quem o chamara.

- Sim? – respondeu, prontamente.

- Será que podemos conversar um instante?

- Claro. – o loiro lançou um olhar discreto à prima e se afastou com o Sr. Weasley.

Sabia que Gina tinha ido atrás de Harry e Hermione a pedido da Sra. Weasley e que talvez isso fosse planejado para que a ruiva não ouvisse a conversa dos dois.

Atravessaram os jardins e adentraram a casa. O Sr. Weasley encostou a porta discretamente. Nada disse por alguns instantes. Parecia ponderar.

- Essa conversa deveria ter acontecido em outro momento mais propício, no entanto, tenho trabalhado muito e não consegui tempo suficiente para tal coisa. – começou Arthur, bastante sério. – Molly conversou com Gina nos últimos dias e nós decidimos que teríamos de conversar com você também.

- E não tiro a razão de vocês. – disse Draco, também sério. – Mas posso assegurar que minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.

- Não é isso que me preocupa, Malfoy. – disse o Sr. Weasley, pousando o copo que segurava, até então, sobre a mesa.

O que eles não haviam percebido foi que um olho azul intenso apareceu por uma pequena abertura da porta. Sua sombra recortava o pequeno filete de luz que saía de dentro da casa e iluminava discretamente os jardins. Ela procurara por toda a festa pelo loiro e, como não o encontrara, resolvera procurá-lo em casa.

Chegou a tempo de ouvir a colocação de Draco e pegar a conversa ainda pelo princípio.

O loiro encarou o Sr. Weasley apreensivo, esperando que este retomasse a palavra, o que não aconteceu.

- Hum... E-er... – pigarreou. – E o que preocupa o senhor? – perguntou por fim.

- O que pode vir a acontecer, não só com ela, mas com os dois caso essa história venha a cair na boca do povo. – respondeu Arthur, bem direto. – Você tem uma tia psicopata solta no mundo... – ele não terminou a frase. – É impossível manter a tranqüilidade sabendo que a qualquer momento pode acontecer o pior.

- Isso também me preocupa, e muito. – assegurou o rapaz. – Mas veja... Dumbledore não nos colocaria, os dois, num treinamento sem saber de tais riscos. Ele nos julgou aptos para enfrentar isso... juntos. – argumentou em seguida. – Ele sabe o que faz, sempre pensa em tudo.

- Espero realmente que ele saiba o que está fazendo. – Arthur ainda parecia inseguro quanto à situação.

- Passamos o ano inteiro tomando aulas particulares com Lupin de Defesa Contra as Artes das Trevas, estamos bem preparados. – uma pausa. Draco parecia escolher as palavras. – Antes de tudo, temos um objetivo em comum: queremos o bem de Gina. Faria de tudo para protegê-la, até mesmo morreria por ela.

Isso fez com que o Sr. Weasley começasse a depositar confiança no garoto. Ele não estava mentindo, tinha certeza disso. Seu tom era seguro, decidido e sincero.

- Pois então, entrego a você a felicidade e segurança da minha filha. – estendeu a mão, que logo foi apertada, sem hesitação. – Estou confiando em você, espero que saiba administrá-la.

- Farei o possível, Sr. Weasley. Eu amo a sua filha. – finalizou o loiro.

Gina sorriu consigo e correu para um canto. Viu os dois passarem por ela, o Sr. Weasley olhando à volta, provavelmente procurando alguém que tivesse escutado além do que deveria. Suspirou aliviada, desencostando-se da parede.

- Como alguém pode ser tão perfeito? – se perguntou, sorrindo de orelha a orelha enquanto voltava para a festa do casamento de Gui e Fleur.


Flashback

- Você praticamente escutou tudo. – o loiro disse, passado.

- Ei, vocês dois! Adiantem! – chamou McCoy, já metros a frente.

- Já estamos indo! – Draco alteou a voz para que o mestre escutasse e observou este voltar a caminhar. Virou-se para Gina. – Prometa que nada disso sai daqui. – pediu Draco.

- Não iria sair de qualquer maneira. – ela disse, um sorriso sem graça nos lábios. – Só não fica chateado comigo.

Ele a abraçou forte, afagando os cabelos ruivos da garota, que fechou os olhos, aliviada.

- Eu te amo, criança! Não conseguiria ficar chateado com você nem que quisesse. – ele murmurou.

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- Talvez devesse escolher logo um deles. – disse Harry, surgindo do nada.

- Ah, Harry! Quer me matar? – ela perguntou, arfando.

- Não era a intenção, mas temos que ir. – ele se aproximou.

- Só mais um minutinho? – ela pediu, fazendo manha.

- Me dá um beijo e eu posso pensar no seu caso, Srta. Granger.

- Por que você faz isso comigo? – ela perguntou antes de se ver envolvida num caloroso beijo.

Os livros que seguravam caíram com um baque surdo no chão, mas ela não se importou. Harry a puxava contra si e agora estava encostado numa das prateleiras. Por sorte esta era embutida na parede, ou teria caído e derrubado todos os livros que abrigava.

- Não! – fez Hermione nervosamente se afastando do namorado. – Aqui não!

- Só mais um... – pediu o moreno com cara de cachorro sem dono.

- Só mais um! – ela finalizou, dando um selinho em seguida. – Pronto!

- Um beijo certo. – ele reformulou.

Novamente ela deu um selinho nele.

- Mais certo que este, não há! – replicou.

- Tudo bem, então. – ele resolveu tentar novamente. – O errado, se for assim.

- Não pode. – ela rebateu.

- E por que não?

- Você mesmo disse, é errado. – e sorriu vitoriosa.

- Se você diz...

Ela esperou uma reação dele, mas ela não veio.

- Por que não me agarra a força? – ela perguntou, por fim.

- Porque não preciso de meios tão apelativos para conseguir o que eu quero. – ele respondeu com simplicidade. – Não neste caso. – acrescentou. – Você não resiste!

Ela deu um tapa no ombro do namorado e sorrindo o beijou.

- Ok, agora vamos. – disse, pegando os livros. Seguiram para o balcão, ele com a mão pousada sobre a cintura dela.

Quando chegaram ao Madame Looch, cerca de dez minutos depois, não demoraram a encontrar os outros. Sentaram-se à mesa depositando as sacolas numa cadeira vazia.

- O que vão querer? – perguntou Jason.

- Um belo bife com fritas viria a calhar, não? – fez Gina, os olhos brilhando intensamente. – Estou com desejo de comer isso...

- Não seria má idéia. – respondeu Harry. – Estamos comendo salada e comida natural há quinze dias.

- Tudo bem, hoje eu libero. – respondeu McCoy, um meio sorriso nos lábios. – Que tal a boa e velha batata assada, também?

- Com suco de abóbora! – completaram os outros e todos riram.

Almoçaram e tinham terminado de comer a sobremesa.

- Não há bolo de cenoura no mundo que se compare ao seu, Jason. – disse Hermione, limpando a boca com o guardanapo.

- Obrigado, Hermione. – agradeceu o homem. – Mas este até que estava bom, não? – ele pela primeira vez naquele dia olhou o relógio que trazia em seu pulso. – Quatro horas. Melhor irmos. O Ministério encerra as atividades públicas às seis e só podemos entrar até às cinco.

Deixaram o pub e o Beco Diagonal para trás. Já estavam na Londres trouxa. Voltaram para o beco onde tinham aparatado e ali mesmo, desaparataram em outro local. O movimento era menor a esta hora e eles tiveram que caminhar um pouco até conseguirem avistar a cabine telefônica, a qual já conheciam.

Apertaram-se dentro do cubículo e Harry digitou a ordem dos números e a voz suave se fez presente. Cada um pegou seu crachá e colocou sobre os casacos. Caminharam apressados pelo átrio movimentado e pegaram o elevador no lado oposto.

- É aqui que deixo vocês. – anunciou Jason. – Foi um prazer passar estes dias em treinamento, realmente muito bons. Espero vê-los novamente em breve. – disse cordialmente. – Ah, e Dumbledore pediu que entregasse este pergaminho a vocês. Não abram. Quando chegarem ao seu destino, entreguem ao chefe do departamento.

- Ok. – responderam.

- Até breve, garotos. – despediu-se, deixando o elevador.

- Até. – murmuraram os outros.

Eles seguiram para o primeiro nível, onde ficavam os gabinetes de apoio, onde eram registrados desde os nascidos trouxas até os animagos.

- Vão legalizar a Gina como animago, não? – concluiu Draco.

- É, sim. – respondeu Hermione. – Como sabe?

- É só que eu tive que me transformar para encontrar ele e, bem...

- Seria impossível não notar. – completou o loiro.

- Acho que não há problema algum nisso. – disse Harry e virou-se para Hermione: – Há?

A morena revirou os olhos, fazendo os outros dois rirem. Se aproximou do balcão.

- Hum... Boa tarde, eu poderia falar com o chefe do departamento?

- Um momento, por favor. – disse a secretária, pegando um telefone sobre a mesa. – Senhor, temos quatro adolescentes aqui que querem vê-lo. – uma pausa. – Hum, ok. Vou pedir para entrarem, então, certo? – novamente silenciou. – Certo, certo. Estou enviando-os. – ela desligou o telefone e encarou-os. – Vieram a mando de Dumbledore, não?

- Sim. – confirmou Hermione.

- Podem entrar, então. – permitiu. – Segunda porta a direita.

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- Estamos atrasados! – fez uma Hermione impaciente, acelerando o passo.

- Hermione, nós não precisamos aparecer para o jantar de abertura... – Harry tentou acalmar.

- Vocês não precisam! É obrigação minha e do Draco estar presentes. Somos monitores-chefes! – ela retrucou com veemência. – Já não estivemos presentes no trem, não recepcionamos os alunos do primeiro ano... Temos que chegar para o jantar ao menos!

E assim que calou, aparatou em Hogsmeade.

- Melhor não discutir. – fez Gina, que de mãos dadas com Draco, o arrastava.

Caminharam apressadamente pelo povoado, alcançando a estrada que levava a Hogwarts. Passaram então a caminhar em silêncio e mais apressados que antes.

Quando finalmente alcançaram os portões da propriedade do castelo, Hermione parecia ainda mais impaciente.

- Por que eles tinham que trancar os portões? – ela fez parecendo furiosa.

- Hermione, calma! – foi a vez de Gina tentar.

- Vejam! Tem uma chave presa naquela farpa. – apontou Draco, soltando as mãos da namorada e caminhando para pegar.

Abriu os portões e trancou-os novamente. Subiram as escadas que davam para o saguão e pararam ao se depararem com Madame Nor-r-ra. Estava sentada à porta do salão principal. Miou baixo.

- Filch! – Hermione bateu na própria testa.

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Ouviram a porta do salão fechar e todos os olhares voltaram-se para a mesma direção. Filch adentrara e caminhara rápido até a mesa dos professores, ao fim do aposento.

- Teria caminhado mais rápido se não fosse manco de uma perna. – comentou Simas Finningan.

- Parece até um cavalo trotando, olha! – apontou Dino Thomas.

Alguns alunos ali perto riram, menos um ruivo.

Rony, assim como qualquer outra pessoa presente, se perguntava o que estava acontecendo. Lembrava-se que da última vez que Filch irrompera o aposento daquela maneira fora no quarto ano, quando os alunos das outras escolas chegaram para o Torneio Tribruxo.
Acompanhou o velho com os olhos. Ele parou em frente à mesa dos professores, falando aos cochichos com Dumbledore, que acenou positivamente e disse algo que ele não pôde decifrar.

Observou Filch voltar apressado para a porta, abrindo-a. Agora todo o salão silenciara e parara para ver quem chegara. E qual não foi a surpresa quando Harry, Hermione, Draco e Gina adentraram, juntos, o aposento?

Surpresa maior ainda ao notar a imponência que eles tinham em sua maneira de andar, a superioridade que esbanjavam. E principalmente os trajes.

A preocupação de Hermione fora tanta em chegar no horário que esquecera completamente dos trajes do colégio e vieram da maneira como estavam. Ela vinha com uma saia curtíssima de couro de cor bege, assim como suas botas de cano alto, uma blusa baby-look branca e um sobretudo, também bege. Gina vinha vestida idêntica a Hermione, exceto pela cor das botas, saia e sobretudo, que eram pretos. Draco e Harry vinham vestidos com uma calça jeans, camisa simples branca, sapatos sociais pretos e um casaco de couro preto para completar.

Os trajes usados realçavam e deixavam bem à mostra os músculos bem trabalhados e divididos deles, assim como as curvas perfeitas das garotas. Tinham agora um porte atlético perceptível e muito chamativo.

As duas garotas arrancavam suspiros de vários cantos do salão tanto quanto os garotos.

Caminharam em direção à mesa de professores.

- Professor, infelizmente houve imprevistos e não conseg... – começou Hermione.

- Não se preocupe, Srta. Granger.

- Desculpe também os trajes, mas esquec...

- Sem problemas. – assentiu Dumbledore, sorrindo brandamente. – Sentem-se, não há com o que se preocupar, está tudo bem.

E sob os olhares de todo o salão, cada um tomou seu lugar nas mesas das respectivas casas.

- Agora é definitivo, Hermione... – ela murmurou para si mesma, fechando os olhos serenamente.

Ali, naquele momento, começava a contagem regressiva para o futuro incerto que teriam. E a ela, só restava esperar...

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