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12. O Senhor da Noite


Fic: Herdeiros das Trevas


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Harry acabava de servir a mesa de jantar em uma suntuosa sala de jantar, equipada com móveis finos e antigos, além de louça de porcelana e talhares de ouro, quando ouviu passos e se virou para receber Caim.

-Sente-se melhor? –Pergunta de forma descontraída, enquanto se sentava em um das cadeiras.

-Muito!Aquele banho quente e essas roupas me fizeram um novo vampiro. –Caim parecia bem humorado e olhava a mesa com um sorriso curioso e agradado. –Nunca vi nada parecido em uma mesa, mas confesso gostar muito do aroma.

-Espero que goste, massas são minhas especialidade. –Harry fala enquanto servia ao vampiro, que experimentava a bebida em seu copo. –Isso é vinho, uma bebida trouxa muito apreciada também por bruxos, mas é alcoólica, então aconselho moderação.

-Conheço pouco do seu tempo, mas já o aprecio muito. Contudo, me fale sobre sua condição, ainda não a compreendi muito bem. –Harry já esperava por isto, então bebeu um gole de seu suco antes de responder.

-Marcus era um vampiro antigo, nascido vampiro. Ele se apaixonou por Isabel, uma princesa que abandonara seu reino ao ser atacada por um lycan. Eles se conheceram quando ele foi gravemente ferido por um caçador e ela o encontrou por acaso. Como possuía um grande coração, cuidou dele mesmo sabendo o que ele era. Como o amor vence quaisquer barreiras, os dois foram morar no castelo dele, ela engravidou e, por uma infelicidade do destino, sofreu muito para conseguir levar a gestação até o fim, porém não sobreviveu ao parto. Nesta mesma noite vampiros e lycans atacaram o castelo de Marcus e ele deu sua vida para proteger seus dois filhos que haviam acabado de nascer. Os meninos, gêmeos idênticos a exceção dos olhos, foram levados pela ama até Mérlin, o maior bruxo de todos os tempos e este executou um ritual para selar as maldições dentro dos bebês até o dia em que eles voltassem a se encontrar e se unissem.

-Pelas informações que absorvi de ti, estes lycans são meio homens e meio lobos, além de serem grandes inimigos dos vampiros. Imagino que esta tenha se tornado uma lei natural, correto? –Caim o interrompe para esclarecer este ponto, ao que Harry apenas assentiu, enquanto bebia um pouco mais de seu suco.

-Como deve saber, Hermione e eu somos muito amigos, temos uma relação muito especial. Então em uma noite eu estava desabafando com ela, quando surgiu um clima meio tenso e nós acabamos nos beijando e assim, sem querer, quebrando o selo de Mérlim. Calisto, a ama que levou os gêmeos a Mérlim, encontrou Hermione e depois nos contou toda a história.

-Os lycans também são imortais? –Caim pergunta em visível curiosidade.

-Tanto quanto os vampiros. Quer que te conte mais sobre eles? –Harry pergunta ao ver que o vampiro ficara pensativo.

-Não, antes me fale sobre Hermione. Qual a relação que os dois mantêm hoje? Ela é sua mulher? –Caim estava um pouco confuso e parecia não saber qual expressão usar.

-Antes de Calisto aparecer, quando ainda estávamos muito confusos com tudo, eu consegui fazê-la me dar uma chance e começar a namorar comigo, mas quando Calisto falou sobre “sermos irmãos”, Hermione achou que aquele sentimento especial era fraterno e não paixão. Eu disse que a queria como minha namorada, mas ela insistiu nessa história de irmãos e, por hora, estou dando um espaço para ela. –Harry parecia um pouco chateado com toda aquela situação e Caim pôde perceber que o rapaz gostava realmente dela.

-Marcus era meu filho? –Harry fica curioso pela mudança súbita de assunto, mas se limita a responder.

-Era seu descendente, filho de um vampiro de terceira geração.

-Mesmo assim, você é um primogênito, correto? –Harry apenas acenou que sim. –Sendo assim, porque me acordou?

-Porque preciso de sua representatividade para unir os clãs vampiros. Seria muito trabalhoso e uma perda de tempo lutar com todos os líderes de clãs e conquistar um a um, além de desperdício de potenciais aliados.

-E porque quer unir os clãs? Acredita que esse Voldemort seja tão poderoso assim? –Harry percebe que havia mais por trás daquela pergunta e se ajeitou melhor na cadeira para falar olhando para Caim.

-Na verdade, não quero unir apenas os clãs. Hermione e eu planejamos promover a união e respeito mútuo entre vampiros, lycans, trouxas e bruxos.

-Mas você não disse que vampiros e lycans são como inimigos naturais? –Caim pergunta com as sobrancelhas erguidas, deixando o garfo de lado por um instante.

-Sim. Seria como tentar fazer anjos e demônios se respeitarem como iguais. –Harry ergue uma sobrancelha em curiosidade ao ver o outro gargalhar, os caninos estavam crescidos e os olhos brilhavam em vermelho vivo.

-Essa é a maior tolice que já ouvi! Tem idéia de quanto é louco em querer promover tal convivência entre seres que se odeiam a esse nível? Sem falar que é impossível para vampiros respeitarem sua comida, além de provavelmente ser inimaginável que simples humanos saibam da existência de seres tão superiores e não entrem em pânico ou promovam guerras contra tais grupos. –Caim tentava parar de rir, seus olhos estavam até úmidos e as lágrimas de sangue lhe sujavam um pouco a face.

-Sei que é praticamente uma utopia, mas se fizermos as coisas aos poucos e de um modo cauteloso, creio que possamos conseguir. Será difícil para humanos aceitarem os bruxos, mas tendo isto feito, será apenas um passo para os demais. E essa união será vital para que a raça humana continue existindo.

-Talvez esta pequena parte seja possível, afinal a tendência dos humanos é se aliar aos mais fortes, no caso, os bruxos. No entanto, como acha que vampiros possam respeitar aqueles de que se alimentam? –Agora Caim estava sério e parecia analisar atentamente sua reação.

-Pela primeira vez na história da humanidade, temos tecnologia o suficiente para contornar tal inconveniente. Se os vampiros aceitarem beber sangue de bolsas de sangue em hospitais ou se limitarem a beber sangue de seus servos, os quais por livre e espontânea vontade resolverem servi-los, podemos eliminar essa divisão de caça e caçador.

-E porque os vampiros aceitariam isto? Ou você ainda não percebeu que vampiros adoram caçar? –Caim voltara a comer e olhava com certa incredulidade para Harry.

-Vão aceitar, porque em troca poderão sair das sombras, viver sem ter que se esconderem, sendo eles mesmo, sem esconder o que são ou sua natureza. Também posso negociar outros benefícios para eles.

-Liberdade e vida em sociedade em troca de comida sem graça? Talvez possa dar certo com esses tais lycans, mas duvido que funcione com vampiros. Contudo, respeito a garra com que defende seus objetivos, gosto de pessoas que lutam pelo que desejam. Além disto, sempre quis acabar com esta guerra tola entre meus filhos, por isso vou ajudá-lo. Também adoro uma boa briga.

-Neste caso, vai se divertir muito. As boas brigas vão se multiplicar mais rápido que coelhos. –Harry completa o conteúdo das taças e depois ergue um brinde a nova aliança.

-Agora, me conte mais sobre esses lycans, estou bastante curioso sobre eles. –Caim pede se sentindo mais à-vontade.

-Antes vou pegar a sobremesa, o bolo já deve estar pronto. –Ao ver a expressão de interrogação no olhar do outro, Harry completa. –É um doce, você vai adorar.

Algumas horas depois, Hermione entrara apressada no grande salão onde sabia que Harry estava, a garota estava preocupada com a falta de notícias e entrara alarmada, mas pára chocada ao ver que Harry animadamente jogava cartas com um homem.

-Harry James Potter, o que significa isto? –Hermione tinha o tom furioso e pisava duro enquanto caminhava até a mesa. Harry e Caim haviam parado e a olhavam surpresos. –Porque não deu notícias até agora? –A garota parara e se sentara na cabeceira da mesa, Harry estava a sua esquerda e Caim à direita.

-Hermione, este é Caim. Caim, minha “irmã” Hermione Granger. –Harry faz as apresentações ignorando o tom furioso dela.

-Vejo que está inteiro, pelo visto é realmente muito poderoso. –Hermione fala com admiração ao observar o vampiro de cima a baixo.

-Meu poder não tem relação com a velocidade da recuperação e sim o poder do sangue que me foi oferecido. –Caim fala em tom simpático, lançando um olhar de esguelha a Harry.

-Porque não me contou que obteve sucesso e que, pelo visto, Caim aceitou ficar do nosso lado? –Hermione pergunta novamente em tom duro e Harry sorri charmosamente em resposta.

-Me desculpe, começamos a conversar e jogar e acabei perdendo a hora. –Responde com cara de culpado e olhando-a sem jeito, uma combinação que ele sabia, poderia amolecê-la.

-Isso foi uma irresponsabilidade! Por acaso como se sentiria se estivesse em meu lugar? –Apesar de ainda não gostar da atitude do rapaz, ela parecia mais maleável.

-Prometo que nunca mais faço isto. Agora como entrou aqui e como sabia onde eu estava? –Pergunta curioso e ao mesmo tempo querendo mudar o foco da conversa.

-Está insinuando que é mais poderoso que eu? –Agora havia uma ponta de superioridade e altivez na voz dela.

-Não, é que pus muitas barreiras, inclusive barreiras que impediriam nossa ligação. –Harry fala em tom apaziguador.

-Eu sei, me deu uma dor de cabeça enorme descobrir onde estava. Como não tenho toda sua capacidade telepática, tive que me concentrar bastante, achei até que não teria forças pra passar por esse monte de barreiras. –Fala com uma careta e levando uma das mãos a têmpora.

-Me desculpe, querida, prometo que não se repetirá. –Harry fala de modo carinhoso, se aproximando e beijando-lhe a testa antes de voltar ao seu lugar.

-Tinha razão ao dizer que Hermione tinha um belo sorriso. –Caim comenta com um sorriso maroto ao vê-la sorrir, e o aumenta ao vê-la corar.

-Acha que alguém, vampiro ou não, poderia resistir a um pedido desse lindo anjo? –Harry comenta com Caim, olhando-o de modo cúmplice.

-De modo algum. Acredito que nem precisará de minha ajuda. –Hermione agora ficara ainda mais sem jeito, mas interrompe a conversa querendo acabar com a brincadeira dos dois.

-Então, vai ficar aqui por muito tempo? Já são três da manhã. –Hermione pergunta observando o jogo curiosamente.

-Ora, deixe essa mania lycan de dormir cedo de lado. A noite é uma criança e nós somos jovens. Porque não apresentamos a noite londrina e um pouco do século vinte um ao Caim? –Harry tinha um brilho de excitação nos olhos.

-Eu gostaria disto, estou muito curioso para saber o que mudou nesses últimos milhares de anos. –Caim estava bem disposto e lançou um olhar de expectativa a Hermione.

-Ok. Mas você nos leva. –Hermione concorda já se levantando, ao que Harry levanta quase em um pulo, demonstrando o quanto estava animado e bem disposto.

Harry entrelaça seus dedos nos dela e segura o braço de Caim, no instante seguinte os três estavam em uma parte mais escura de um park londrino. A rua era movimentada e havia um teatro, alguns bares e uma boate ao alcance da visão.

-Apesar de ser noite, parece que é dia! –Caim fala encantado com as luzes noturnas, algumas destacando em neon o nome dos bares e da boate. –E estes automóveis, parecem fantásticos.

-Podemos alugar um e dar umas voltas, ir a museus, há também uma feira de tecnologia na cidade. –Hermione sugere e Caim aprova com um aceno.

-Este barulho, o que é? –Caim pergunta apontando para a boate. Ouvidos normais não teriam escutado quase nada, mas a audição apurada dos três possibilitava ouvir com perfeição a música eletrônica pulsante da pista de dança.

-Não é barulho, é música! –Harry o corrige parecendo ter tido uma grande idéia. –Que tal mostrarmos como as pessoas se divertem hoje em dia? –Pergunta a Hermione, indicando a boate com o olhar.

-Não poderíamos entrar, não temos dezoito anos, sem falar que a fila de entrada é enorme e não deve haver espaço lá dentro. –Hermione observa como se fosse óbvio, em resposta Harry lhe dirigiu o sorriso que sempre dava quando estava para descumprir as regras de Hogwarts.

-Mione, para bruxos e vampiros nada é impossível. –Harry fala já a guiando para o local, Caim os seguia curioso, seus sentidos captando coisas que jamais imaginara.

Ao chegarem na frente da boate, passaram por quem estava na fila como se não existissem. Quando chegaram ao segurança, este pergunta o nome em que a reserva estaria, para que eles pudessem entrar.

-Harry Potter. –Harry responde olhando o homem nos olhos. Este fica com os olhos desfocados e logo depois escreve algo na lista.

-Pode entrar senhor, tenha uma boa noite e divirtam-se. –A voz era quase robótica, totalmente sem emoção.

Harry piscou para os outros dois enquanto entrava, sua mão ainda entrelaçada com a de Hermione, Caim caminhava atrás dos dois, muito atento as pessoas, as roupas e seus comportamentos.

-Vou pegar bebidas, leve o Caim até uma mesa. –Harry pede a Hermione que assente.

Os dois sentaram em um local onde poderiam observar sem serem observados e a distância da pista de dança era suficiente para que pudessem conversar sem ter que aumentar muito o tom de voz.

-Trouxe refrigerante. Aposto que vai gostar do efeito do gás. –Harry fala a Caim, entregando-lhe uma lata e depois mostrando como abria. Depois abriu e entregou outra a Hermione.

-Isso faz cócegas, gostei. –Caim fala após experimentar o refrigerante. –Vocês realmente acham essa “música” agradável? –Aquela pergunta os fez rir levemente.

-Esse tipo de música não é para relaxar ou apreciar, foi feito pra dançar. Mas existem muitos outros tipos que você pode conhecer aos poucos. Aliás, o que acham de irmos até a pista? Quem sabe assim você compreende melhor. –Harry não gostara tanto assim da idéia, não se sentia nem um pouco à-vontade, mas como Caim também não sabia dançar, calculou que passaria pouca vergonha ao mesmo tempo em que estaria por perto caso algum engraçadinho tentasse se aproximar de Hermione.

Os três seguiram até onde as pessoas se aglomeravam, a temperatura aumentara substancialmente e, por um momento, Caim sentiu-se totalmente confuso diante de tanta gente agindo de modo tão diferente. Hermione chamou a atenção dos dois e demonstrou alguns passos de dança. Caim demorou alguns minutos até conseguir pegar o ritmo, mas depois mostrara bastante desenvoltura, o que deixou Harry bastante constrangido, já que ele ainda estava fora do ritmo e se movimentava sem a mínima graça.

Cerca de uma hora depois, os três saíram da boate e se dirigiram a um bar a algumas quadras dali, onde poderiam conversar enquanto ouviam um pouco de jazz e blues. Caim apreciara bastante aqueles ritmos e a sonoridade do piano, também tentara experimentar um pouco das diversas bebidas e, apesar de respeitar a presença de Hermione, não deixou de comentar o quanto as mulheres pareciam bonitas e exuberantes naquela época, não havia a mínima comparação com o tempo em que vivera.

O dia já amanhecia, quando Caim voltou sozinho para Azkaban, fortaleza com a qual Harry lhe presenteara. Já Harry e Hermione aparataram diretamente no quarto que dividiam com Rony, não demorando a aprontarem-se para dormir.

Já passava do meio dia quando ambos levantaram e se dirigiram para a cozinha, onde todos já almoçavam. Hermione parecia bem disposta, enquanto Harry usava seus, já habituais, óculos escuros demonstrando que não estava de muito bom humor.

-Até que enfim acordaram. Já estava pensando em ir acordá-los. –O sorriso que Calisto exibe após falar, traz rapidamente a memória dos dois, a última vez em que ela os acordara.

-Chegamos quando o dia já nascia. –Hermione fala rapidamente, enquanto terminava de se servir, não queria tão cedo um treino com Calisto.

-Mas porque demoraram tanto, houve problemas com plano? Algum imprevisto? –Arthur pergunta preocupadamente.

-Sim. Caim se mostrou muito mais ansioso para conhecer o mundo moderno do que eu imaginava. Sugeri que nós três déssemos uma volta por Londres e ele ficou bem animado. –Harry responde com ar preguiçoso, o que fez todos relaxarem.

-Então tudo correu bem? Caim está do nosso lado? –Gui pergunta mais animado com aquela grande vantagem.

-Sim. Harry e ele ficaram amigos. Quando cheguei lá estavam os dois conversando e jogando cartas. –Hermione lança um olhar levemente reprovador a Harry, que não se importa.

-Poderia ter nos avisado de que tudo correra bem, Harry. –Calisto dá uma leve bronca nele, que fica feliz por estar de óculos escuros, o que escondeu seu rolar de olhos.

-Eu perdi a hora. Mas o importante é que tudo caminha bem tanto com os lycans, quanto com os vampiros.

-E como foi com os lycans ontem, Mione? –Rony pergunta com um tom sério, parecia querer avaliar o quanto de progresso realmente tiveram.

O relato de Hermione foi rápido e objetivo, rendeu algumas discussões quanto à aceitação dos lycans a sua proposta e provocou algumas conclusões quanto ao que Harry deveria trabalhar no seu encontro com os vampiros.

Um pouco mais tarde, Draco fora até o jardim, onde Hermione estava se exercitando sozinha. Sentou-se sob uma sombra e começou a observar atentamente o corpo o da morena, o modo como ela tinha músculos fortes e ao mesmo tempo era bem flexível. Hermione, após o alongamento, começa a fazer movimentos de combate, variando entre posições de ataque e defesa, simulando golpes e contra golpes, como num jogo de sombra. Draco passa a avaliar ainda mais criticamente seus movimentos, observando e assimilando o estilo da lycan: ágil, veloz, rápido e resistente.

-Nem precisaria se transformar pra me esmagar. –Draco murmura para si mesmo, tentando conseguir um pouco de coragem ao lembra que poderia ganhar boas recompensas ao cometer um ato tão inconseqüente. –Quando aprendeu a lutar, Hermione? –Pergunta resolvendo chamar a atenção para si. Ele agora se levantava e andava na direção da garota.

-Uma parte veio por instinto, o resto com Calisto. –Hermione ainda não olhara para ele, continuava seu treino como se o loiro não estivesse lá.

-Você mudou muito depois que virou lycan. –Aquela observação veio em tom sutil, mas carregava um pouco de malícia, o que a fez parar e olhar para Draco. Este a observava com um sorriso de canto, que Hermione preferia não entender ou tentar interpretar.

-Eu acredito que já tenham comentado com você o quanto Harry também mudou. Ele ganhou características vampiras como ser extremamente possessivo por exemplo. –Ela fala passando por ele e se dirigindo até um tronco de árvore que estava deitado na grama, devia ter cerca de dois metros de cumprimento e meio metro de diâmetro.

-Que eu saiba, não estou mexendo com nada que seja dele. –Draco tinha o velho tom sonserino enquanto a acompanhava com o olhar, vendo-a observar o restante do jardim com um olhar avaliativo.

-A questão não é você mexer com algo que seja dele e sim com tudo o que ele pense ser dele. –Hermione tinha um sorriso de canto, o qual susteve ao elevar a pesada tora por cima do ombro sem fazer aparente esforço.

-O que vai fazer com isso? –Draco pergunta curioso, deixando o joguinho de lado por um momento.

-Brincar de pegar o pedaço de pau. –A resposta veio em tom divertido. Logo depois a morena lançava a tora com força, fazendo-a voar por cima da cabeça de Draco. Porém, o mais surpreendente, é que ela atravessar os metros até o local onde a tora cairia, antes que esta pudesse cair, de forma apanhá-la sem dificuldade e sem que deixasse tocar o chão. –Quer brincar também? –Provoca o loiro, que estava bem mais pálido que o normal.

-Claro. Você lança e eu tento te impedir de pegar antes que a tora chegue ao chão, o que acha? –Responde se recompondo e parecendo bem tranqüilo.

Como era de se esperar, Hermione continuou a lançar a tora e pegá-la, apesar de ter que desviar dos diversos tipos de feitiços que Draco tentara usar. Ela também não perdeu a oportunidade de esbarrar “sem querer” nele por uma ou duas vezes, fazendo-o lançar feitiços mais agressivos e até negros na lycan, que não se deixou atingir por nenhum.

-Sabe, você até que tem talento, quem sabe de uma próxima vez consiga me impedir. –Hermione fala, cerca de meia hora depois, enquanto colocava a tora a um canto.

-Já desistiu? Agora que eu peguei o ritmo. –Draco disfarça o cansaço e a dor que sentia pelas trombadas que ela lhe dera.

-Eu apenas quero receber a visita. –Hermione fala já se encaminhando para a parte da frente da casa, onde um homem caminhava calmamente até a porta. –Olá, Caim! Que surpresa recebê-lo. –Cumprimenta o vampiro, que usava um terno elegante, além de óculos escuros.

-Eu queria conversa com Harry sobre o que faremos essa noite. Também pensei que seria uma ótima chance para conhecer os amigos de que me falaram. –Caim continuava com o tom simpático e formal.

-Ok, Harry já está o esperando. –Hermione podia sentir que o moreno estava na sala, provavelmente esperando que os dois entrassem.

-Antes, me diga, quem é aquele? –Caim fazia referencia a Draco e Hermione nem precisou olhar para saber que provavelmente ele os observava.

-Draco Malfoy. Filho de um comensal da morte que está preso, ele foi obrigado por Voldemort a fazer um servicinho sujo, no entanto ele não quis, por algum motivo, matar Dumbledore, então no momento é procurado por Voldemort e pelos aurores, então, para salvar sua pele, decidiu passar para nós informações sobre os comensais. –Hermione o informara rapidamente, demonstrando o quanto não confiava no caráter duvidoso de Draco.

Caim se move deixando que ela fosse a frente e abrisse a porta para que entrasse. Como a morena suspeitara, Harry estava sentado pacientemente no sofá, apenas a espera dos dois.

-Vou tomar um banho rápido e já volto. –Hermione fala antes que Harry pudesse dizer algo e os outros dois apenas assentem.

-Então, a que devo a honra? –Harry pergunta curioso, mas mostrando indiferença, apesar do sorriso amistoso nos lábios.

-Queria discutir detalhes sobre hoje a noite, assim como conhecer os amigos de que me falou ontem à noite. –Caim mal acabara de falar e Rony aparece após descer as escadas.

-Chegou na hora, Caim estava me dizendo que estava ansioso para conhecer meus amigos. –Harry se levanta e faz um gesto para o amigo se aproximar. –Caim, este é Ronald Weasley, meu melhor amigo. Além dele, apenas Gina está em casa, mas creio que logo a Sra. Weasley e Calisto cheguem, então poderemos fazer o restante das apresentações.

-Certo. Prazer em conhecê-lo, Rony. Harry e Hermione me falaram muito sobre você ontem. –Caim estendeu a mão a Rony, que correspondeu ao gesto um tanto vacilante apesar de fazer força para que o vampiro não percebesse seu medo.

-Confesso que quando Harry me disse que os vampiros não questionariam a veracidade de sua identidade eu não entendi muito bem, mas agora que estou frente a você eu compreendo. Há uma espécie de aura de poder que seria incomparável. –Rony fala de modo admirado, logo depois se sentando em uma poltrona distante de Caim, sua mão tremia.

-Rony e eu fizemos uma analise bastante interessante sobre os principais clãs que enfrentaremos esta noite, creio que se interessará pelo relatório. –Harry fala e logo depois uma pasta cheia de pergaminhos aparece flutuando entre ele e Caim.

Gina observara que havia visita na sala e pegara outro caminho para o jardim, onde encontra Draco sentado em um tronco, aproveitando da sombra de uma árvore enquanto parecia perdido em pensamentos.

-E então, o que conseguiu? –Pergunta em voz baixa, o que assustou Draco já que este não havia percebido a aproximação da ruiva.

-Pelo menos três costelas fissuradas e vários hematomas. –Draco responde de modo irônico, sabendo que não era aquilo que a ruiva queria saber.

-Porque não pega um pouquinho do charme que joga pra mim e usa nela? –Gina pergunta frustrada, se sentando ao lado do loiro.

-Talvez porque ela não me inspire tanto quanto você. –Gina revirou os olhos e fez uma careta diante do galanteio. –Eu tentei, ok? Acontece que a Granger não vai esquecer os anos de desprezo e humilhação, seria ilusão acreditar que eu conseguiria algo, ainda mais tão rápido.

-Então o que sugere? –Havia um tom aborrecido na voz da ruiva, que Draco ignorou.

-Pensei sobre isso e cheguei à conclusão de que deve se aproximar novamente da Hermione. Volte a ser amiga dela e ter acesso às coisas dela, faça-a confidenciar coisas a você e só assim teremos armas para agir.

-Droga! Tem idéia do que eu vou ter que engolir para fazer isso? –Draco apenas deu de ombros e colocou as mãos atrás da cabeça, deitando-se na grama. –E o que você vai fazer?

-Me aproximar do seu irmão e do Potter, tentar conquistar a confiança de todos entrando em missões, enfim, conseguir meios de dar uma lição nos dois, mas vai exigir paciência e tempo.

-Continue calmo e noites como a de ontem tão cedo não vão se repetir. –Gina fala irritada, enquanto se levantava para voltar para casa.

-Acho que essa ruivinha está precisando ver que não é o centro do mundo. –Draco pensa alto, voltando a contemplar o céu em busca de alguma boa idéia.

Não demorou muito e Calisto chegou com Molly Weasley e várias sacolas de compras, o que não esperavam era encontrar Caim e Rony concentrados em uma partida de xadrez, enquanto Harry e Hermione conversavam alheios ao jogo.

-Que bom que chegaram, estávamos ansiosas para apresentá-las a Caim. –Hermione fala ao ver Calisto, que tinha os olhos fixos no vampiro.

-Boa tarde. É um prazer conhecê-la Sra. Weasley, Sra. Calisto. –Caim as cumprimenta de modo formal, seus olhos demorando-se um pouco a mais em Calisto.

-O prazer é meu em recebê-lo em minha casa. Fique à-vontade, que eu irei preparar um lanche e daqui a pouco os chamo. –Com um aceno de varinha a bruxa fez as compras flutuarem a sua frente, enquanto seguia para a cozinha a passos apressados.

-Sentem-se, vamos conversar. –Harry sugeriu e Calisto se sentou em uma poltrona bem longe de Caim. Por mais que soubesse que ela era um aliado, não conseguia se desprender da sensação de que estava na frente de um inimigo muito perigoso.

Conversaram um pouco sobre as origens do conflito entre vampiros e Lycans, pelo menos as teorias de que Calisto já ouvira falar. Durante o lanche comentaram sobre a tentativa de Harry de conversar com os outros vampiros e o que Caim pensava de tudo o que Harry e Hermione pretendiam fazer.

Visto que ainda faltava um tempo até o encontro com os clãs vampiros, Caim sugeriu um pequeno treinamento para desenferrujar já que estivera dormindo por mais de dois mil anos. Harry então os levou a Azkaban, onde poderiam usar o terreno ao lado da prisão para o pequeno combate.

-Tem certeza de que não quer lutar Calisto? –Hermione pergunta a mulher que a observava seriamente, enquanto Hermione terminava de por as luvas de sua armadura, já a caminho da área de combate.

-Nunca conseguiria apenas treinar com um vampiro com todo aquele poder. Vê-lo em ação já fará meu sangue ferver, se estivesse em forma lycan certamente o atacaria e só pararia quando um de nós estivesse definitivamente morto. –Calisto tinha o tom sério e olhava para Hermione de modo preocupado.

-Eu entendo o que quer dizer, sinto um pequeno incômodo quando perto dele e acredito que isso só aumentará quando estivermos lutando, mas não a ponto de me fazer perder a cabeça, não se preocupe. –Hermione tinha o tom calmo e confiante, o que fez Calisto relaxar mais um pouco.

-Mas se sentir que está perdendo o controle, saia imediatamente da luta. –Não fora um simples aviso, era quase uma ordem.

-Não se preocupe, vai ficar tudo bem. –Hermione fala enquanto sentia a presença de Harry aumentar.

-Hum... muito sexy. –Harry sussurra roucamente ao ouvido de Hermione depois de observar o modo como a armadura vermelha moldava-se no corpo dela como uma justa roupa de couro, os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo e ela não usava o elmo.

-Sem gracinhas, Harry. –A resposta dela veio em um tom duro, enquanto ela se afastava bruscamente. Porém, ele não se importou, havia sentido que ela estremecera e ficara arrepiada com seu elogio e isso era o bastante por hora.

-Não vai falar nada sobre a minha armadura? –Harry pergunta provocando-a. Calisto apenas se afastou dos dois, indo se sentar de um lugar distante o bastante para apenas ver a batalha.

-Temos o mesmo brasão de família , reparou? –Hermione aponta para o peito dele, onde se destacava da armadura negra, a lua brilhante que possuía uma foice invertida vermelho sangue. Uma junção de um símbolo lycan e um vampiro.

-Nossos nomes também têm as mesmas iniciais, H e J. –A resposta em tom irônico fez Hermione bufar irritada, mas antes que pudesse fazer algo, Caim aterrissou bem a frente deles.

-Que bom que estão prontos, já estava ansioso para começarmos. Aliás, bela armadura. –Caim falara olhando para Hermione, medindo-a dos pés a cabeça.

-Então vamos começar de uma vez com isso. –O tom de Harry havia mudado. E ele dispensara seu melhor olhar assassino para Caim, que apenas sorriu divertindo-se com a cena.

Hermione passou a encarar Caim com uma intensidade predatória, havia algo que a impulsionava em seu intimo. Lutar com o primogênito dos vampiros seria algo que testaria todas as suas habilidades, por isso praticamente se esquecera de tudo a sua volta, até mesmo que Harry participaria daquela luta. Farejou o ar e sentiu nojo, era seu instinto, ela era uma lycan e ele um vampiro e era a isto que Calisto fazia referência ao dar lhe tantos avisos. O primeiro movimento veio de seu lado, Harry avançava com uma velocidade monstruosa até Caim, que apenas sorria.

Harry viu que Hermione não iria se movimentar tão cedo, estava analisando o adversário, então resolveu dar o primeiro golpe. Sentiu toda sua energia pulsar dentro de seu corpo, estava excitado com uma boa luta. Quando percebeu, já estava a dois passos de Caim, então fechou a mão e se deixou tomar pelo desejo de ferir aquele vampiro. O impacto fora forte, o chão tremeu em volta com a onda de choque, quando Caim defendera o soco que Harry lhe acertaria no rosto, fora uma defesa fácil e calma.

Os dois vampiros se encaravam logo depois do primeiro golpe, quando Hermione some e reaparece ao lado de Caim, já em sua forma lycan. Viu o primogênito desviar os olhos de Harry e a encarar de um jeito entre surpreso e crítico. Suas garras cresceram ao ser impregnada com o cheiro do vampiro, o que entorpeceu um pouco sua mente, queria fatiá-lo, então desceu as garras com força, fazendo Caim pular para trás. Quando as garras da lycan tocaram o chão, uma segunda onda de choque varreu o campo de batalha improvisado e a terra tremeu com força, o chão debaixo de Hermione afundou formando um pequeno buraco.

Caim ainda observava Hermione, estava se divertindo, afinal vampiros adoram lutar e mesmo não tendo nada contra lycans, era obrigado a reconhecer que eram ótimos adversários e talvez este fosse o único bom motivo para o início da guerra entre as duas espécies. Sua atenção fora tirada de Hermione, pois Harry aparecera ao seu lado, defendeu um chute que iria atingir seu estômago, a seguir notou que a Lycan estava a sua frente, mas esta já desferira um soco e não houve tempo para evitar que atingisse seu rosto, o lançando para trás. Sentiu dor e sorriu, havia caído de costas no chão e fora arrastado mais um pedaço devido à força do golpe.

Era evidente que os dois conseguiam sincronizar seus ataques. Abriu os olhos e olhou para cima, não conseguia se lembrar da última vez que alguém o fizera sentir dor com um simples golpe. Lamentou não poder levar a luta mais a sério, afinal não podia machucá-las antes do encontro com os clãs. Seu corpo se içou no ar e quando tocou de novo no chão, estava em pé. Mas mal tocara o chão e já dera um passo para trás, o punho direito de Harry apareceu onde segundos antes ele estava. Levantou o braço defendendo um ataque de Hermione, mas fora descuidado com o outro braço e a lycan, usando suas garras, lhe atingiu a face. Sentiu não só a pele, mas também o osso ser rasgado pelas poderosas garras e em seguida uma forte pressão em seu peito, sabia que fora Harry que o acertara, provavelmente com um soco.

Caim fora lançado para trás, mas continuou com os pés firmes no chão quando parou a mais de dez metros dos dois. Hermione não pôde deixar de sentir certo prazer ao ter sentido que ferira Caim, sentia o sangue dele em suas garras, mas não deixou que isto a fizesse perder o controle, apesar do instinto dizer que era para atacar, se controlou. Voltou para forma humana e respirou fundo, olhando para Caim viu o estrago que fizera no rosto do primogênito, um ferimento feito por um lycan demora um pouco para cicatrizar em um vampiro. Mas então ela viu primeiro o osso da face do vampiro se regenerar, em seguida a carne se restaurou e o olho esquerdo, que parecia ter sido arrancado, se reconstruir.

Sem querer esperar, avançou para as crianças a sua frente, iria atacar, queria se divertir mais. O primeiro alvo fora Hermione, antes mesmo de ela perceber, ele já lhe atingira no peito, lançando-a para trás. O movimento a sua esquerda lhe chamou a atenção, se curvou para trás e um feitiço roxo passou a centímetros de seu rosto, em seguida defendeu um soco de Harry e o encarou com um sorriso indecifrável, os dois sorriam, estavam apreciando o desafio.

-Tem que evoluir muito criança. - Caim fala enquanto puxava com força o braço de Harry, em seguida, com a mão livre, lhe acertou a face. Viu o jovem vampiro dar dois passos para trás com o rosto virado, não fora longe por que o segurava.

Quando o viu olhar de novo, notou os olhos anormalmente claros e a presença assassina, o desejo de sangue. O moreno lhe devolveu o soco com força e ele deu um passo para trás. A seguir, os dois naquela curta distância, continuaram a trocar socos, as ondas de impacto vinham uma atrás da outra. Mas nada alterava a alegria estampada nos olhos dos dois vampiros, motivados pelo prazer da batalha.

Hermione se levantou atordoada, não olhou para a armadura que vestia, sabia que era resistente, mas aquela força descomunal que lhe atingiu a fez sentir que não estava vestindo proteção alguma. Viu, pelo canto dos olhos, Calisto observar tudo com paciência, olhava na direção de Caim e Harry.

Sorriu, apesar de controlar seus instintos, ela queria lutar. Rapidamente se pôs, em forma lycan, ao lado dos dois combatentes, que pareceram ignorá-la. Tentou atingir Caim na face, este apenas desviou, soltou a Harry e devolveu o golpe a ela, que também desviou. Agora a luta em curta distância envolvia os três, os dois vampiros mal desviavam dos ataques, pareciam não se importar em serem atingidos, mas ela não era igual, não seria atingida por nada, então desviava e revidava com força.

Harry, por um instante, sentiu um frio na espinha e parou de atacar pulando para trás, viu que Hermione fizera o mesmo. Estavam longe de Caim, as mãos do primogênito tinham longas garras prateadas. Olhou para Hermione, ela acenou com a cabeça, estendeu a mão para Caim, que apenas observava.

_ Avada Kedavra -O raio verde foi em direção ao vampiro, sabia que aquilo não o mataria, vampiros são praticamente imortais, mas em contato com aquela maldição eles sentiam muita dor, algo pior do que o próprio processo de transformação depois do abraço.

O primogênito olhou o feitiço com interesse, esticou o braço esquerdo para simplesmente ampará-la, mas não deu certo, a maldição da morte passava por qualquer proteção ou feitiço escudo. Cerrou os dentes ao sentir a dor lancinante, era uma sensação indescritível, mas que só o deixou com mais vontade de lutar. Saltou quando percebeu que Harry aparecera abaixado a sua frente e tentou lhe dar uma rasteira, não precisou olhar para cima para saber que Hermione vinha em sua direção.

Hermione sabia que aquele golpe, se acertasse, seria poderoso o suficiente para vencerem. No entanto notou que Caim estava parado no ar, como se estivesse voando. Quando estava perto, tentou golpear com o máximo de força e viu, logo abaixo, Harry sair de perto, mas então suas mãos passaram direto pelo corpo de Caim. Piscou antes de tocar o chão, a onda de impacto percorreu vários metros, o solo rachou e formou uma cratera. Jurara que ele não poderia desviar, não àquela distância, mas sentiu suas enormes mãos passarem como se ele não fosse sólido, apenas um fantasma.

-Não tente pensar muito nisso, criança. -Caim parecia estar ao seu lado. Olhou para o alto e ali estava a imagem dele, mas então esta desapareceu como se nunca houvesse existido. Sentiu as mãos de Caim tocarem-lhe os braços. - Expulsorium . -Quando ele disse isso, a encarou nos olhos e ela pôde ver o abismo entre as idades, entre as experiências.

Hermione voou para trás, voltara a forma humana antes do impacto. Se já não estivesse inconsciente tamanha a pressão e poder, teria sentido sua cabeça bater tão forte em uma árvore aponto de dividir a árvore em vários pedaços.

Harry viu Hermione cair inconsciente e fechou o punho com força, juntou a raiva com a vontade de derrotar o inimigo e voltou a atacar, desta vez com mais violência. Este pareceu ler seus pensamentos e então se moveu tão rápido que mal os olhos de Harry conseguiram acompanhar. Com um golpe simultâneo, os punhos se encontraram no ar, uma massa de ar desprendeu daquele contato e em seguida continuaram atacando, cada golpe que um dava o outro imitava e os punhos e pernas sempre se encontravam, mas Harry tinha a estranha noção de que Caim estava brincando com ele.

Ao desviar de um soco, fez um feixe escarlate atingir Caim e milhares de cortes profundos apareceram na pele do primogênito. Contudo, logo estes se fechavam. Caim mais atacava que defendia e o moreno resolvera fazer o mesmo, hora ou outra lançando um feitiço, nenhum deles recuava, mas Harry sabia que se não fosse a armadura, ele teria caído ao primeiro soco e que Caim ainda não o atingira com a mesma força que fizera com Hermione.

-É terrível que já seja tão tarde, mas espero que possamos continuar outro dia. –Caim disse ao surpreender Harry aparecendo a suas costas, uma pressão invisível tomou conta de seu corpo. Não gritaria, mas trincou os dentes, sentia os ossos partirem e em seguida ouviu o barulho forte, algo o içou no ar e em seguida foi lançado ao chão, mas não sentiu o impacto, já estava inconsciente.



N/A: Oi pessoal, sei que prometi postar antes, mas os professores resolveram pedir um monte de trabalho nas últimas semanas de aula ¬¬. De todo jeito to de férias e as fics vão sair mais rápido! E pra quem olhou a capa e ficou meio perdido, a esquerda temos Harry e Caim e a direita Hermione e o pai de todos os lycans.

Aline Lopes: Que bom que está gostando do humor negro, to tentando ao máximo fazer algo descente neste sentido. Quanto a Gina e Draco, bons momentos ainda virão. Já quanto a Eva, ela não tem muito que fazer, existe uma hierarquia e ela deve respeitar.

Viktor Black: Realmente Caim surgiu como uma fonte agregadora, afinal tanto lycans quanto vampiros só respeitam os mais fortes e mais velhos, aliás, o mais velho lycan ainda surgirá!

Filipe: Acertou, é o Caim da bíblia sim, o primeiro amaldiçoado com o vampirismo.

*MaRy*: O Draco até poderia e tentou dar em cima da Mione, mas ela sabe quem ele é, não vamos esquecer de todos os poderes e super sentidos da Mione. Mas ainda sim Gina e Draco irão aprontar.

James V Potter : Se você já reclamo antes, não imagino agora rsrsrss Sei que havia prometido o encontro vampiro pra esse cap, mas já tava grande demais, resolvi deixar pro próximo.

Mizita: O Caim é aquele que matou o irmão e foi amaldiçoado pelo Deus cristão, aquele que é considerado o primeiro vampiro. Quanto ao amasso D/G, vai acontecer outros e acho que até o final eles vão entender que nasceram um pro outro sim, vamos ver. Quanto ao Caim parecer o Rony, não é bem assim não, ele tem poder de metamorfomago, troca de aparência sempre que muda de humor.

augusto sergio: Quando um cap demora não é por falta de inspiração são outros fatores, portanto demora não significa cap pior ou melhor.

Nanda_Cullen_Speleers: Nesse cap eu não coloquei nenhuma piadinha, também vai demorar até eu encontrar outra como essa do Voldemort. O cap saiu até rápido pelo número de coisas que eu tinha pra fazer da facul, mas SA deve demorar um pouquinho, sabe como é, o pessoal não comenta...

Frio da Alma - 1
Sitra Achra - 1
Reescrevendo a História - 2
Eximere Tempus - 1
Portões do Inferno - 0
Príncipes do Apocalipse -2

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