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7. Capítulo VII


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- E quem seriam, Alvo? – perguntou um velho robusto, de aparência jovial que tinha consigo um cálice do melhor vinho branco.

- Harry Potter e Hermione Granger.

- Harry Potter? – repetiu o velho, os olhos brilhando apreensivos.

- Sim, ele mesmo. E nada há demais nisso. – murmurou Dumbledore. – Terá todo o tempo do mundo para bajular o garoto caso vá para a Ordem conosco.

- Ora, mas é claro! – concordou imediatamente.

- Ficará hospedado lá até que os garotos sigam para o treinamento. Será uma peça de extrema importância para alguns projetos da Ordem e da Armada. – assegurou o diretor. – Somos amigos há anos, Horácio. Espero que não me decepcione.

- Não se preocupe com isso. Agirei normalmente quando vierem a mim. – prometeu. – E quanto à garota... Quem seria?

- A melhor aluna de todos os tempos em Hogwarts, depois de Lílian Evans.

- Mas seria um prazer imenso conhecê-la! Uma dádiva que minha tão humilde vida me dará. – fez, num tom falsamente modesto. – Sabe o quanto aprecio alunos talentosos, Alvo.

- Alvo! – cumprimentou Jason, se aproximando.

- Ah, Jason, meu caro! Um prazer revê-lo. – disse Dumbledore, cumprimentando o rapaz. – Creio que já se conheçam, não?

- Oh, sim. Um dos melhores alunos que tive o prazer de lecionar. – disse o velho, mexendo nos bigodes com graça. – Uma pena que tenha sido meu aluno por apenas um ano.

- Um prazer revê-lo, professor.

- Muito bem. Vou deixá-los conversando por uns instantes. Volto já. – disse Dumbledore, antes de se retirar.

---


- Venham comigo. – chamou Dumbledore.

Harry e Hermione se entreolharam e acompanharam o diretor, deixando a mesa que ocupavam com Draco, Gina, Amy e Isabella para trás. Passaram por dúzias de bruxos que nunca tinham visto.

- São todos do Ministério e do Gringotes. – murmurou Dumbledore para os dois. – E vejam, Percy está ali. – apontou. – Mas não são eles quem quero que conheçam.

Os garotos pareciam ainda mais confusos, mas continuaram seguindo o velho.

- Horácio, Jason... – cumprimentou, juntando-se a dois homens. – Já conhecem o Jason. – murmurou para Harry e Hermione, que cumprimentaram o homem. – Muito bem. Este é Horácio Slughorn. – apresentou um senhor robusto aos dois.

- Olá, garotos. – cumprimentou o velho.

- Harry Potter. – apresentou-se.

- Hermione Granger.

- Já ouvi falar de vocês, dos dois. – comentou. – Mas principalmente de você, meu rapaz.

Harry não se mostrou surpreso com o que Slughorn disse, mas Hermione, ao contrário, parecia até assustada com a afirmação.

- Não se preocupe, menina. Ouvi falar muito bem e aprecio seu talento. – apressou-se Slughorn em acrescentar. – É uma excelente aluna, pelo que sei.

Hermione sorriu, corando levemente.

- Estão prontos para o treinamento? – perguntou Jason, mudando de assunto.

- Ainda não caiu a ficha, embora estejamos avisados há muito. – murmurou a garota.

- Os primeiros dias – dos quinze meses, vale ressaltar –, serão para adaptarem-se, teremos apenas atividades leves e descobriremos os limites dos seus corpos. – ele confortou. – E lógico, a agilidade mental e física. – acrescentou.

- Sairemos completamente desorientados de lá. – comentou Harry. – E teremos apenas um dia para regularizar tudo. Espero que seja o suficiente...

- É mais que suficiente. – deixou escapar McCoy. – Estou acostumado com essa rotina, não é tão difícil adaptar-se ao retornar. Vamos continuar recebendo jornais, notícias diárias para que não percam a noção do tempo. Assim que o feitiço cessar, estaremos recebendo o último jornal e vocês seguirão para o Ministério da Magia.

- O tempo que passarão lá dentro, embora pareça que estarão completando seus dezoito anos, em nada afetará o corpo de vocês e tudo permanecerá como se estivessem aqui fora, mas o tempo um tanto mais comprido. – acrescentou Dumbledore.

- Soube que teremos, além de vocês, mais dois, não? – fez o mestre.

- Sim. – respondeu Harry. – Outro casal.

- A população está crescendo. – brincou McCoy.

- Bom, vamos falar sobre isso depois. – pediu Dumbledore. – Temos que dar as devidas explicações aos dois, antes que fiquem confusos. – uma pausa. – Harry, Hermione... Horário é um antigo professor de Hogwarts e ex-diretor da casa Sonserina. Conviveu com Tom Riddle e com seus pais, Harry.

“A coisa está ficando interessante”, pensou Hermione, não escondendo um sorriso.

- Ele poderá nos ajudar de diversas formas e espero, sinceramente, que colaboremos para isso. – continuou o diretor e olhou seriamente para Harry e Hermione, que pareceram entender que aquela era uma tarefa para eles, principalmente. – E como sabem, as Horcruxes são nosso principal objetivo no momento.

Slughorn engasgou com a bebida, cuspindo-a toda e encarou o diretor, os olhos arregalados, saltando das órbitas.

- A-Alvo... Você nã-não me disse nada sobre as... as... as Horc-horcr... – ele parecia extremamente nervoso, tanto que deixou gotas generosas de vinho branco serem derramadas do cálice, afastando-se rapidamente para que estas não caíssem sobre sua impecável roupa.

- Garotos, acho melhor voltarem a se divertir. Já prendi vocês o tempo suficiente. – disse Dumbledore para os dois, que acenaram com a cabeça.

- Foi um prazer. – disseram, cumprimentando McCoy e encarando Slughorn com um sorriso sem graça, depois se retirando.

Hermione esperou que estivessem a uma certa distância para finalmente tomar a palavra.

- Acho que não foi uma boa idéia ter mencionado as Horcruxes. – comentou.

- Ele ficou bastante nervoso. – murmurou Harry.

- Ele sabe mais coisa do que deveria, Harry. Por isso ficou tão nervoso. – a garota parou de andar e encarou o moreno. – Há algo que Dumbledore quer que façamos para convencer Slughorn a se abrir, contar o que sabe. E não é só isso.

- Ah, claro! – fez Harry irônico. – Ele já quer que convençamos o homem a contar coisas que ele nem deveria saber e você ainda acha que há algo mais? – uma pausa. – O quê, por exemplo? Acha que ele quer que façamos o velho ir com a gente para a Ordem e que aturemos as suas bajulações e seu senso de humor altamente irritante?

- E-er... – Hermione hesitou. – Acho que é mais ou menos isso.

- Mas estava indo tão bem! – ele exclamou. – Para que diabos Dumbledore foi mencionar “horcruxes”? – bradou, erguendo os braços em direção ao céu, os olhos raivosos arregalados.

- Menos, Harry. Menos... – pediu Hermione, segurando os braços do namorado. – Não há nada demais nisso. Apenas estamos ajudando a Ordem. – ela argumentou. – Pense comigo: quanto antes conseguirmos extrair tais informações dele, mais rápido nos livraremos de suas “bajulações e seu senso de humor altamente irritante”. – repetiu por último o que o garoto dissera, dando ainda mais ênfase. – E não pode ser tão difícil assim...

- Harry, Hermione! – chamou uma voz à distância.

Os dois viraram-se para encarar a pessoa que os chamara. Gina vinha correndo na direção do casal, segurando o vestido e erguendo-o para não acabar tropeçando nos próprios pés ou na barra do mesmo. Quando chegou mais perto, ainda arfando, encarou-os e aguardou o fôlego voltar.

- Não morre, não! – brincou Harry.

- Idiota! – disse a ruiva, dando uma leve tapa no ombro do garoto e lhe mostrando a língua.

- Não preciso da sua, não. Tenho a minha. – e ele lhe mostrou, apontando para a mesma. – E muito bem exercitada. – brincou.

- Ha ha ha. – fez uma Gina sarcástica. – Você é tão engraçado, Harry... Pena que eu não consegui ver graça. – e rebateu: – Mas garanto que a minha anda tão exercitada quanto a sua.

- Ok, ok. Acho que já está bom, não é? – fez Hermione, tentando conter o riso. – O que aconteceu, Gina?

A ruiva se recompôs.

- Bem, mamãe deu por falta de vocês e... Ah, está todo mundo dançando e se divertindo. – comentou. – Só faltam vocês! – fez, acentuando o “vocês”. – Mas tudo bem se não quiserem ir. Entendo que estavam se divertindo sozinhos...

- Não! – Hermione disse muito alto, assustando a ruiva, que já dera as costas. – Não é nada disso que você está pensando. – acrescentou. – Estávamos com Dumbledore e com o mestre que vai nos treinar.

- E com o ilustre Horácio Slughorn. – fez Harry com sarcasmo.

- Quem é esse? – perguntou Gina.

- Depois contamos. – apressou-se Hermione em dizer. – Vamos voltar para a festa.

E passaram a caminhar em direção ao local mais aglomerado dos jardins. Enquanto andavam, viram, de relance, um casal aos beijos. Beijos muito quentes, por sinal.

- E depois ele ainda vem falar de mim... – murmurou Gina.

- Você sabe que é por pura implicância, Gina. – disse Hermione em tom sério. – Ele faz pior.

Harry se segurou para não rir.

- Que seja por implicância! Mas ele acha que é dono da minha vida...

- Ele é seu irmão. – replicou a morena.

- Mas não é o dono da minha vida. – retrucou Gina malcriada.

- Melhor não insistir no assunto. – murmurou Harry para a morena.

- Vamos dançar? – chamou a ruiva, tentando descontrair.

Os outros dois nem precisaram responder. Já estavam à beira do lugar onde todos dançavam e se divertiam. Harry ainda tentou resistir, mas sua tentativa foi quase inútil. Logo, Hermione e Gina o puxavam, uma por cada braço, para o centro da pista. Amy que, segundo Gina, dançara a festa toda, recolheu-se poucos minutos depois. Preocupado, Harry a seguiu.

- Mione, volto num minuto. – avisou, antes de sumir pelos jardins.

Seguiu a silhueta do vestido vermelho da garota que considerava uma irmã mais velha. Ela estava sentada num balanço sob uma árvore próxima ao córrego que cortava a propriedade.

- Amy? – chamou, ao que ela se virou.

- Ah, Harry! – ela disse, virando-se.

- O que houve? Estava tão animada e de repente saiu sem aviso...

- Saudades. – ela limitou-se em dizer.

- Do Aaron?

- Também. – apressou-se em responder. Harry olhou-a interrogativo. – Sinto falta de Hogwarts. – revelou num sussurro. – É triste saber que não vou voltar mais para lá, ver vocês todos os dias...

- Mas veja pelo lado bom, irmãzinha... Você agora tem uma família aqui fora. – ele replicou. – Você tem seus pais, de quebra um irmão...

- Ah, Harry! Que seria de mim sem você? – ela perguntou, abraçando-o.

Harry, embora pego de surpresa com o gesto, correspondeu ao abraço e afagou os cabelos da garota. Ela se afastou e o encarou, um leve sorriso triste nos lábios.

- Obrigada por tudo, irmãozinho. – agradeceu se recompondo. – Vê se não me esquece lá, hein?

- Não se preocupe. Impossível esquecer você. – ele disse com um largo sorriso, o qual pareceu se espelhar no rosto levemente corado da morena. – Vamos? – estendeu a mão.

Ela piscou com leveza, vagarosamente, ainda com o sorriso brincando nos lábios.

- Vamos. – e deu a mão ao “irmão”.

Ao avistar Harry e Amy ao longe, Gina berrou:

- Corre, Amy! A Fleur vai jogar o buquê!

Ela e Harry se entreolharam confusos.

- Vai! – ele incentivou e ela se soltou de sua mão e correu para juntar-se à pequena aglomeração feminina.

- Um... Dois... Três e... – Fleur jogou o buquê.

Como se fosse tudo programado, o ramalhete de tulipas subiu aos ares e tudo pareceu muito rápido até ele pousar nas mãos de uma garota em seus dezoito anos, pele muito branca, olhos azuis intensos, cabelos muito negros.

Amy piscou com força e em seguida arregalou os olhos, encarando as próprias mãos, que detinham o buquê seguro entre os dedos apertados. Abriu um sorriso nervoso, não sabia o que fazer.

- O Sr. Mackenzie vai adorar saber disso... – brincou Harry em seu ouvido.

- Shhh. Ele não vai saber. – assegurou Amy.

- Pelo visto vai ser exatamente como combinamos mais novas, não é? – fez Isabella, se aproximando. – Boa sorte, amiga.

---


Retornaram ao Largo Grimmauld 12 dois dias depois, a festa ainda trazia “efeitos colaterais”. Slughorn chegou à casa dos Black somente à noite e acomodou-se num pequeno quarto, onde mal cabiam seu malão e ele próprio.

- Então, Gina. Ele é ex-professor e diretor da Sonserina em Hogwarts. Lecionou durante o período em que Lílian e os marotos ainda estudavam lá, mas não só eles... Como também o próprio Voldemort. – disse Hermione.

- E Dumbledore acha que ele pode nos ajudar?

- É o que parece. – murmurou Hermione.

- Só não sabemos como, ainda. – acrescentou Harry.

- Aparentemente, qualquer coisa que ele tenha a dizer, é de extrema importância, afinal, Dumbledore não o colocaria aqui por acaso, não é? – fez a ruiva. – E ele nem parece tão saltitante assim, também. É exagero da parte de vocês...

- Espere só mais algumas horas, até ele chegar a você e me diga se é exagero. – disse Harry num silvo.

- E não é saltitante, Gina. Ele é só... – Hermione parou, parecia estar procurando a palavra certa. – Espontâneo, extravagante demais.

- Era mais ou menos isso que eu queria dizer. – retrucou Gina.

- Bom dia, garotos! – disse uma voz alta e alegre atrás dos três.

Nem precisavam virar para saber quem falara. Harry e Hermione tinham certeza de que era Slughorn.

- Bom dia, senhor. – cumprimentaram, sem muita emoção. E ele pareceu notar.

- Animação, meus jovens! Animação! – ele disse, alteando a voz e batendo palmas enquanto sentava-se à mesa, servindo-se em seguida de torradas. – Estão na flor da idade e parecem tão velhos quanto eu.

- É só que acabamos de acordar. – justificou Gina.

E um silêncio ensurdecedor recaiu sobre o ambiente.

- Hum... E-er, senhor? – Hermione chamou.

- Sim? – Horácio apenas ergueu os olhos, sem dar muita atenção à garota.

- Por que saiu de Hogwarts?

- Quis aproveitar a vida. Sentia que tinha o meu dever cumprido. Ensinei em Hogwarts por quase quarenta anos, achei que estava na hora de parar e viver tranqüilamente, desfrutar das coisas boas da vida. – ele respondeu, parecendo se interessar pela conversa, agora.

- Quarenta anos? – repetiu Gina, parecendo surpresa.

- Sim, minha jovem. Gina, não é? – ele fez, mais afirmando que perguntando. Ela confirmou com um aceno. – Fui professor de muitos alunos, poucos deles excelentes como a mãe de Harry.

- O senhor era diretor da Sonserina, não era? – perguntou Harry. – Por que escolheu ser diretor justo dessa Casa?

- Sou um homem que aprecia as melhores coisas, sempre pensei grande. – ele limitou-se a responder. – Se me dão licença, tenho que resolver alguns probleminhas.

Ele se retirou, deixando os três sozinhos novamente na cozinha.

- Ele é muito estranho. – comentou Gina.

- Ele se sente culpado por alguma coisa. – murmurou Hermione. – Veja que quando mencionamos a Sonserina, ele pareceu se resumir a poucas palavras e se retirou. Se observarmos bem, ele foi professor durante quarenta anos em Hogwarts. – acentuou. – E quarenta anos não são quarenta meses.

- E aonde você quer chegar? – perguntou Harry.

- Ele deve ter formado pelo menos metade dos Comensais da Morte além de Voldemort. Talvez os piores deles tenham sido seus alunos sem que ele se desse conta.

- Sinceramente, achei que ele não esconde sua atração pelo poder. Mas também não podemos dizer que seja amante de “sangues-puros”. Para ele, era Lílian Evans na Terra e Deus no céu. – exagerou Gina.

- Já tinha notado isso. – Harry deixou escapar. – Embora seja ambicioso, aprecia a inteligência, acredita que pessoas com capacidade serão importantes na sociedade e procura se aliar a elas para embarcar “na mesma”, por assim dizer. – descreveu. – Pelo menos ele deixou transparecer isso quando conversou com Hermione durante o casamento.

- Isso não importa agora. – Hermione cortou o assunto, sendo bem direta. – Nos tempos mais antigos de Hogwarts, as aulas eram dadas apenas para os alunos de sua Casa, logo, a interatividade entre alunos versus professor era muito maior. Pode ser que em uma dessas aulas, mesmo que sem querer, Slughorn tenha deixado escapar algo sobre Horcruxes.

- Bom, se levarmos em conta que ele ficou todo esse tempo, quase quatorze anos, vale ressaltar, escondido em locais onde procurava segurança... – ela parou, parecendo ponderar. – Ele tem algum sentimento de culpa ou arrependimento, senão os dois. Estou certa? – fez Gina, mas não esperou resposta. – Então pensem comigo... Ele passou a se culpar de toda a destruição, maldades e mortes causadas por Voldemort, já que, se ele realmente tenha sido a chave das informações sobre as Horcruxes, foi ele quem deu, de certa forma, a imortalidade ao “Lorde das Trevas”. – ironizou a última parte.

- Faz sentido. – comentou Hermione. – A magia das Horcruxes é considerada a mais desprezível no mundo bruxo, e ele pode carregar pesada culpa por ter deixado as palavras escaparem de sua boca impensadamente e só ter percebido o interesse de Riddle tarde demais. – ela supôs. – Mas nada disso passa de uma hipótese. É difícil afirmar com certeza...

- Ele tem culpa no cartório, Mione. Isso é incontestável! – replicou Gina.

- É, talvez...

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Nos dias que se seguiram, houve comemoração de um ano de namoro de Draco e Gina. Ou melhor, pelo menos os dois comemoraram a data entre si. E os dias seguintes foram calmos. Sempre que podiam, os garotos procuravam conversar com Slughorn.

A manhã do dia onze parecia extremamente pacífica até que Gina resolveu abrir os olhos.

- Parabéns, ruivinha! – uma voz sussurrou em seu ouvido, fazendo-a sorrir.

- Obrigada. – sussurrou em resposta antes de beijá-lo.

Dezesseis anos. Ela os completava naquele dia. Festejaram durante uma longa tarde coberta de doces e muito suco de abóbora.

- Não conseguiríamos tomar sequer uma cerveja amanteigada. Está muito quente. – murmurava Rony enquanto bebia generosos goles de seu suco de abóbora. – Pelo menos esse aqui está gelado, não é?

- Mamãe faz um suco delicioso, temos que concordar. – disse Gina, sorrindo.

- Bajula, hein? Depois não se arrepende. – murmurou a Sra. Weasley, aproximando-se. – Querida, pedi ao Fred para levar seus presentes para o quarto.

- Tudo bem, mamãe. – assentiu a ruiva.

Um pouco mais afastados, Harry e Hermione conversavam.

- Está chegando, não é? – fez a morena. – Como será que as coisas vão ser daqui para frente?

- Longas, Mione. Muito longas...

- Não brinca com coisa séria, Harry. Estou falando sério! – ela repreendeu. – Logo estaremos deixando a sede e seguindo para a Casa dos Gritos. Depois não sabemos o que virá.

- As coisas estão sempre mudando, embora poucas vezes percebamos. Você vai ver que vai dar tudo certo. – ele assegurou. – Vai dar tudo certo.

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Manhã de quatorze de agosto. Estavam todos na sala de visitas. Alguns conversavam, outros jogavam e o tumulto era grande.

- Mas também, com oito adolescentes em casa, fora todos os outros, qual a paz que teremos? – dizia a Sra. Weasley, provocando risos de alguns.

Ela andava de um lado para o outro ajeitando as coisas.

- Vou sentir tanto a sua falta! – murmurava Amy para Harry em meio a um abraço.

- Eu também, maninha. – ele disse em resposta. – Espero que o Aaron cuide bem de você, senão eu vou dar um jeito nele. Me avisa se ele der alguma mancada, hein?

Ela sorriu.

- Pode deixar. – assentiu. – Mas quando vocês vão?

A campainha tocou ao longe e a Sra. Weasley correu para atender, pedindo que todos ficassem em silêncio.

- Depois eu falo. – disse num sussurro.

Aguardaram a Sra. Weasley voltar. Passaram-se cerca de três a quatro minutos até ela adentrar o aposento apressada, caminhando em direção a Harry. Hermione e Gina automaticamente vieram atrás.

- Eles chegaram. – anunciou num sussurro.

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