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11. O Trono Lycan


Fic: Herdeiros das Trevas


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-Esquece, Weasley! Eu estou fora. –Draco fala se atirando em sua cama, deitando-se com as mãos em baixo da cabeça e mirando o teto.

-Eu sabia que você poderia ser um traidor, mas nunca imaginei que fosse covarde! –Gina retruca o provocando, observando atentamente as reações do sonserino.

-Covarde? –Repete rindo. –Vamos lá ruivinha, você viu o que o Cicatriz e a Granger fizeram com o seu irmão, o melhor amigo deles. Agora imagine o que fariam comigo? –O tom era óbvio e a reação do loiro continuava indiferente, o que fez Gina contar até dez.

-Eu também fiquei impressiona, não imaginava que eles fossem ficar tão fortes. Realmente foi assustador, mas...

-Assustador seria Voldemort pelado! Aqueles dois parecem demônios, máquinas de matar. Ou você não viu como a Granger fazia seu irmão atravessar árvores como se fosse manteiga ou como só ficou com o pêlo chamuscado diante de um feitiço de extinção, ou ainda o como o Potter fez seu irmão ficar louco em alguns segundos invadindo a mente dele! –Draco tinha o tom irônico e continuava olhando para cima, apesar de em sua mente estar repassando as imagens do treino.

-Não fale como se eu não o tivesse avisado sobre eles. –Gina agora estava irritada e não escondia isso, o que fez Draco lhe lançar um olhar gélido.

-Acontece que eu nunca vi um lobisomem gigantesco como ela ou vampiros que não ligam a mínima para o sol ou que tenham espadas com tanta energia negra! Sem falar que eu não tenho nenhuma super armadura, como seu irmãozinho tem.

-Tudo bem, concordo com tudo isso, só que você está se esquecendo de um detalhe muito importante. –Gina fala em tom mais calmo e se aproximando, sentando-se de frente para Draco, que apenas ergue a sobrancelha. –Harry e Hermione têm o coração puro, são ingênuos e não conseguem ver maldade nas pessoas. Mesmo que sejam tão perigosos, nunca desconfiarão de nós.

-Correção. Nunca desconfiarão de você. Porque os três patetas desconfiam até do ar que eu respiro! –Draco volta seu olhar para o teto, determinado a ignorar as tentativas de Gina.

-Escute aqui, Malfoy. –Gina se cansa de conversar e o segura pela camisa, fazendo-o olhar para ela. –Você e eu temos um acordo, onde eu salvo a tua pele e você me ajuda na vingança.

-Acontece que aquele teste revelou que o seu problema é muito maior do que pensávamos, portanto tenho motivos relevantes mais que o suficiente para quebrar qualquer acordo! –O tom baixo e beirando ao ameaçador colocava fim àquela discussão.

-Ok, concordo com você. Mas e se eu aumentar a recompensa... –Gina falava em tom malicioso, enquanto sentava-se sobre a cintura dele, uma das mãos apoiada ao lado da cabeça, a outra acariciando o peito dele. –Assim, talvez ficasse mais justo.

-Cuidado, ruivinha, eu não sou mole como o Cicatriz. –A resposta veio no mesmo tom, seus olhos passeavam cobiçosos pelo corpo da garota, mas fora isto, não fez nenhum movimento.

-Isso você pode me provar depois. –A resposta foi dita em um sussurro, já que agora os rostos estavam bem próximos.

-O que quer dizer com isto? –Agora havia um claro interesse na voz do loiro.

-Que se realizar meus desejos, eu realizarei os seus. –Gina sussurra com seus lábios rentes aos dele, mas sem deixar de olhar fixamente nos olhos acinzentados. Draco apenas sorriu diante da idéia, logo depois recebendo um beijo agressivo e sensual da ruiva. –Pense na minha contraproposta e me dê a resposta mais tarde. Eu virei te dar boa noite. –Gina fala saindo de cima de Draco e dando as últimas instruções antes de sair do quarto.

-Como uma garota dessas pode se interessar pelo idiota do Cicatriz? –Draco se pergunta passando a mão nos lábios levemente inchados, onde ainda podia sentir o gosto do batom da ruiva.

McGonagall, Calisto e o Sr. e a Sra. Weasley estavam na cozinha com Harry e Hermione para discutir sobre a demonstração que haviam testemunhado aquela manhã.

-O que vimos foi realmente impressionante, vocês se fortaleceram muito nesses dias. Creio que agora estejam em posição de realmente lutar nesta guerra. –Apesar de os estar elogiando, Arthur tinha um semblante preocupado, assim como sua esposa.

-Arthur tem razão, mas o que mais me impressionou foi o entrosamento que demonstraram. Cada um lutando com habilidades diferentes, mas de modo a se complementarem. –McGonagall observa tecnicamente, o que gera sorrisos nos dois jovens.

-O trabalho em equipe e o aumento da sintonia natural foi um dos focos do nosso treinamento. E isto só tende a aumentar com o passar do tempo, até que ambos possam agir como um só. –Apesar da expressão orgulhosa de Calisto e do modo sério como falava, Arthur e Molly ainda pareciam preocupados.

-Também estamos bastante satisfeitos com nossa evolução, por isso pretendemos falar hoje mesmo com lobisomens e lycans. –Hermione fala trocando um sorriso cúmplice com Calisto.

-Não acha muito cedo para isso? Afinal você só passou por uma lua cheia, além disso, tem que se lembrar de como toda essa história de maldição começou. Os lycans não têm motivo para aceitar alianças e sim para te matar! –Molly tinha o tom preocupado e seus olhos refletiam o medo pela vida da garota que considerava como sua filha.

-Fico feliz por se preocupar tanto comigo, mas não há o que temer. Eu estou destinada a ser rainha entre os lycans e creio estar pronta para assumir meu lugar. –Hermione estava tranqüila e parecia ter pensado muito sobre o assunto.

-Ninguém vai ver uma menina e reconhecer como rainha. Principalmente porque quem quer que sejam os líderes dos lycans, deve ter mais de cem anos de idade. –Arthur estava extremamente sério e parecia não concordar com aqueles planos.

-Entendo que estejam preocupados, mas não há necessidade disto. Qualquer lycan experiente pode sentir apenas com o olfato o poder que Hermione exala. Sem falar que eu estarei lá e darei o apoio que Hermione precisar. –Calisto parecia bastante confiante, o que forçava os Weasley a se conformarem.

-E você, Harry? Imagino que já tenha algo em mente também. –McGonagall tinha o olhar fixo nos olhos de Harry, que respondeu com um meio sorriso.

-Não está pretendendo procurar os vampiros, não? Eles são muito mais complexos e têm muitos conflitos entre clãs. –Arthur argumenta seriamente e desta vez McGonagall também demonstra preocupação.

-Calisto me deu uma dica de alguém que pode me ajudar com isso, portanto não precisam se preocupar, porque lidarei com um só vampiro. –Harry estava bastante tranqüilo e Hermione parecia lhe apoiar.

-Também devo presumir que não irão a Hogwarts este ano letivo, correto? –Agora os Weasley olhavam para McGonagall como se ela houvesse ficado louca.

-Infelizmente, não. Já havíamos decidido isto antes, devido a uma missão que Dumbledore nos deu. –À menção de Dumbledore, os três parecem ficar pensativos, para logo depois assumirem um ar resignado.

-Gostaríamos que isto não fosse necessário e que pudéssemos mantê-los a salvo como farei com meus outros alunos, mas devo concordar que o lugar dos dois é na frente de batalha. Por isso, contem com meu apoio e o da Ordem da Fênix para o que precisarem. –Dito isto, passaram a discutir o que a ordem faria dali para frente e como poderiam vir a ajudar Harry e Hermione.

Rony acordou algumas horas depois, sentia-se cansado e dolorido, mas quase deu um pulo ao ver Harry e Hermione sentados na cama em frente, um olhando ferozmente nos olhos do outro.

-Rony! Que bom que acordou. Está melhor? –Harry pergunta sorrindo para o amigo, atitude que Hermione também adota.

-Vocês não iam brigar? –Pergunta completamente confuso.

-Ah, não. Era apenas um jogo, onde Harry estava tentando entrar na minha mente e eu o estava bloqueando. –Hermione explica calmamente e Rony se senta de modo mais relaxado.

-Vocês têm um jeito estranho de jogar. Aliás, andam se comportando de forma muito estranha desde que viraram “irmãos”.

-Preferia quando ficávamos nos beijando pelos cantos? –Harry pergunta sem entender a reação do amigo.

-Não, quer dizer... falava de quando vocês deixaram de ser humanos normais, por assim dizer. –Rony se atrapalha e acaba ficando com as orelhas vermelhas.

-Não precisa medir tanto as palavras. E quanto a nós, eu acho que só tivemos uma leve mudança de personalidade, talvez, tenhamos ficado mais competitivos, mas creio que possa ser coisa de irmãos. –Hermione tenta justificar, mas acaba ficando pensativa.

-Então vocês estão mesmo decididos a serem irmãos? Quer dizer, vocês simplesmente vão esquecer os dias em que me expulsavam do quarto para darem uns amassos? –Rony pergunta ainda confuso, mas reparando que Hermione ficara totalmente sem jeito e Harry a olhava de modo estranho.

-Vamos deixar isso pra lá. Diga-me, Rony, sente-se bem? Quer alguma poção pra dor? –Hermione pergunta tentando dissipar o clima constrangedor.

-Não, eu até que estou bem. Acho que um pouco de comida e descanso e amanhã estarei inteiro. –Harry sorri aliviado diante daquilo, porque mostrava que Rony não estava tão frágil quanto haviam pensado e talvez pudesse ir a combate dentro de pouco tempo.

-Nesse caso vamos discutir sobre as missões dessa noite. –Hermione fala e os dois parecem ficar mais sérios e atentos.

Harry e Hermione relataram a conversa que haviam tido com McGonagall e os pais dele após o teste, depois passaram a dizer a Rony tudo o que pretendiam fazer aquela noite.

Às seis da tarde Hermione, Rony, Gina e Draco estavam na sala, esperando por Harry, que estava se aprontando para seguir para sua missão, enquanto Hermione só iria após o jantar.

-Está atrasada, princesa! –Hermione fala em tom debochado, assim que vê Harry descendo as escadas.

-Ao contrário de você, eu não tenho horário marcado. –Harry retruca mordaz. Estava vestindo um sobretudo negro de couro, uma camisa social azul marinho e uma calça social preta.

-Toda esta produção para se encontrar com um vampiro? Agora dá pra entender porque terminou com a Weasley e levou um chute da Granger. –Draco comenta com seu velho tom sonserino, mas ao contrário do que costumava acontecer, Harry não explodiu ou ficou agressivo.

-Eu sei que estou mais irresistível que nunca, mas perca as esperanças Malfoy. Meu interesse é por feras de garras afiadas e dentes pontiagudos. –Harry fala em tom charmoso, olhando de soslaio para Hermione.

-Nesse caso é melhor você se esconder, Bichento. –Hermione devolve a provocação fazendo todos rirem, inclusive Harry ao ver que o gato havia entrado embaixo da poltrona onde a dona estava sentada.

-Está atrasado, Harry. –Calisto observa ao chegar à sala e ver que o moreno ainda estava lá.

-Já estava de saída. Aliás, onde está o pergaminho com as instruções? –Harry pergunta e Calisto tira o pergaminho cuidadosamente enrolado e amarrado do bolso, entregando-o a Harry que o coloca no bolso interno do sobretudo.

-Boa sorte, irmãozão. –Hermione fala ao lado dele, antes de abraçá-lo fortemente.

-Pra você também. E tome cuidado, não acredite demais nas pessoas. –Harry aconselha em tom prudente, havia preocupação em seus olhos.

-Não se preocupe, eu cuidarei dela. –Calisto o tranqüiliza e ele sorri em resposta, antes de acenar para Rony e aparatar.

Assim que sentiu seu corpo se recompor, Harry ergueu os olhos e deparou-se com uma enorme montanha, cuja maior parte estava coberta por neve. A sua frente se erguia o K2, a segunda maior montanha do mundo, perdendo por pouco para o Everest, no entanto tendo uma escalada muito mais difícil, onde uma grande parte dos alpinistas perdia a vida tentando alcançar o cume.

-Vai ser uma subida longa e fria. –Harry murmura para si mesmo, enquanto olhava para os lados para confirmar se estava sozinho. Após a confirmação, fez suas grandes asas negras surgirem e começou a voar, aproveitando o vento moderado da base.

Após o jantar, Hermione se despediu de todos e aparatou para Londres com Calisto, onde havia marcado de se encontrar com Lupin e os lobisomens que haviam lhe jurado fidelidade.

-Desculpem o atraso, mas esperávamos os que vieram de avião. –Lupin fala ao se aproximar, junto de si havia mais dez homens, alguns bruxos, a maioria trouxa.

-Tudo bem, ainda estamos dentro do horário. –Hermione fala em tom ameno e depois faz um gesto para um beco escuro a mais de cem metros de onde estava.

-Sabia que estávamos lá o tempo todo, não? –Xavier pergunta após surgir com Édipo, os dois lycans que haviam jurado fidelidade a ela.

-Que tipo de líder eu seria se não soubesse? –Hermione fala em tom bem humorado e depois faz mais um gesto para que todos se aproximem. –Formem um círculo ao meu redor. –Todos obedeceram imediatamente, então Hermione fez surgir um cajado em sua mão e o bateu no chão com força.

Segundos depois todos estavam em meio a uma floresta de clima temperado, onde havia uma grande quantidade de árvores como pinheiros, cedros e carvalhos. A fauna era composta por pequenos mamíferos como esquilos, lebres e raposas, mas também havia os grandes mamíferos como ursos, lobos e veados, o que demandava um grande risco, já que no verão quente e úmido, estes animais costumam caçar visando o rigoroso inverno.

-Me sigam de perto e não se distraiam com nada. Os bruxos ficam atrás do cortejo e tem a obrigação de cuidar dos trouxas. –Hermione os instrui rapidamente e segue a frente do grupo, tendo Calisto a seu lado.

Apenas alguns minutos de caminhada depois, o grupo chegou a uma grande clareira, onde cerca de vinte lycans em forma humana estavam ajoelhados em um semicírculo virado para dois tronos de madeira trabalhada, onde um homem e uma mulher estavam sentados. O homem aparentava ter vinte e poucos anos, cabelos castanhos claros cumpridos até o ombro, sem barba, olhos azuis como o mar, a pele levemente morena e porte físico atlético. A mulher aparentava ter cerca de trinta, seu corpo era atlético, os cabelos cumpridos eram negros como os olhos, o que contrastava com a pele extremamente alva e delicada como porcelana.

Hermione se dirigiu ao centro e seu grupo se dirigiu para a direita, ajoelhando-se de frente para ela, que parou no centro do “círculo”. O homem a percorreu com os olhos, passando pela camisa social perolada e de tecido leve, a saia social bege que deixava um pouco das coxas fortes a vista pelas discretas fendas laterais, e terminando nos sapatos sem salto.

-Uma roupa formal, mas que pode ser muito confortável para uma luta. Isto me diz que vai tentar argumentar e se não obtiver o que deseja, tentará conseguir pela força. –O tom dele era neutro, não demonstrando se aquelas conclusões o agradavam ou não.

-Eu espero que consigamos evitar esforços desnecessários, por isso pedi que a reunião fosse não só com os líderes da Grã-Bretanha, como também com os líderes de todas as alcatéias. –Hermione respondeu de forma tranqüila, mantendo suas mãos nos bolsos laterais da saia.

-Então porque a menina não se apresenta e diz o que quer. –Desta vez a mulher sugeriu.

-Meu nome é Hermione Granger, alguns devem ter visto meu nome no Profeta Diário, pois sou conhecida como a melhor amiga de Harry Potter e tenho estado com ele em todas as aventuras contra Voldemort. –Aquele nome fez alguns tremerem e a maioria sentir desconforto. –Recentemente o selo que Mérlim fez se quebrou e Harry e eu descobrimos ser descendentes dos gêmeos que Caius e Isabel conceberam. –Aquela informação fez com que muitos tremessem e prendessem a respiração.

-Neste caso devo supor que veio nos destruir, ou a idéia dos mais loucos de que tentariam unir lobisomens e vampiros é verdadeira? –Havia um tom de deboche na pergunta feita de forma calma pelo líder lycan.

-Na verdade eu vim aqui para tomar meu lugar de líder dos lycans. –Hermione respondeu simplesmente, o que fez a líder lycan a olhar de modo duro.

-Bom, temos regras sobre isso. –O lycan fala se levantando e andando até onde Hermione estava. –Eu, Daniel, sou o macho alfa da Grã-Bretanha, Eva é a fêmea alfa. Se você quer se tornar a fêmea alfa, terá que vencer Eva em um duelo justo e me desposar. –A última parte foi dita em tom charmoso, enquanto Daniel, com os olhos, percorria mais atentamente o corpo de Hermione.

-E garanto que isto não vai ser nada fácil, mocinha. Aliás, saiba que ter um sangue poderoso não é o suficiente para desafiar uma lycan de duzentos anos! –Eva parecia furiosa e direcionou um olhar nada amistoso a Daniel.

-Não se preocupe Eva, não pretendo roubar seu “marido”. –Hermione fala de modo tranqüilo, mantendo-se impassível. –Vocês dois podem continuar sendo o macho e fêmea alfa da Grã-Bretanha, apenas quero que jurem lealdade a mim.

-Está louca se pensa que pode vir aqui e nos subjugar! –Agora os dois lycans estavam à frente de Hermione e mantinham uma postura agressiva. –A farei se humilhar pedindo perdão pela ofensa que me fez e por tentar destruir a sociedade que criamos.

Eva preferiu agir a falar e avançou rapidamente na direção de Hermione, que desviou dando um passo para a direita e depois um pulo para trás, bem a tempo de ver saltar em sua direção um lycan maior do que os que já havia visto, o pêlo era castanho claro e os olhos quase não tinham cor, de tão clara que era a tonalidade azul. Ao mesmo tempo viu que a mulher se transformava em uma lycan um pouco menor, o pêlo era negro como os olhos, o que fazia parecer que suas garras tinham o dobro do tamanho. Os dois a atingiriam ao mesmo tempo, por isso conjurou um grande escudo mágico, que repeliu os dois, devolvendo a força do impacto provocado por eles, o que afastou os adversários quase dois metros.

Sem muita escolha, Hermione urrou alto enquanto no local onde havia uma frágil jovem, aparecia uma lycan maior que Daniel, o pêlo castanho avermelhado contrastava com os tons normais e os olhos amarelados chamavam atenção. O urro era mais potente que um trovão, o que fez tremer os lycans que não a conheciam, os que já a haviam visto apenas se curvaram em uma respeitosa reverência.

Daniel e Eva, apesar de receosos, atacaram ao mesmo tempo, ela por cima e ele por baixo. Porém, Hermione estava acostumada a lutar com Calisto, que era maior e muito mais rápida, por isso, pegou Eva ainda no ar e a jogou violentamente contra Daniel, fazendo-os quicar no chão com um ganido. Sem dar-lhes tempo para se recuperar, desceu as duas mãos unidas contra o peito de Eva, sentindo quando duas costelas da lycan afundaram. Sabendo que ela estava fora de batalha, Hermione a arremessou para onde os servos dela estavam e se voltou para Daniel, que já havia se levantado e se afastado ligeiramente.

-Desista e não se machucará. –Hermione o adverte e em resposta recebe um feitiço, do qual se defende com um feitiço escudo.

Daniel passa a se movimentar rapidamente, lançando diversos feitiços, enquanto se movimentava em círculos e tentava se aproximar, cada vez fazendo círculos de menor raio. Hermione, que já havia notado a manobra, deixou que ele ficasse a um metro e meio de distância e então lançou um feitiço no chão, fazendo com que uma onda de terra se erguesse o lançasse para cima, onde virou alvo fácil para Hermione. A lycan o acertou com combinações de chutes e socos com potência equivalente a uma pancada de um carro a mais de cem por hora, terminando em um soco que o lançou fortemente contra o solo.

Eva, que vira a seqüência de golpes, se ergueu com dificuldade e lançou o feitiço de extinção mais forte que conhecia, o qual acabou atingindo Hermione quando ela voltava a tocar o solo. O feitiço batera na barriga da lycan e a fez ganir com força e cair de joelhos no chão, o que fez Calisto se mover na intenção de ajudá-la, porém Hermione fez um gesto para que não se aproximasse.

Daniel voltara a forma humana e estava sem qualquer condição de lutar, enquanto Eva tentou novamente lançar um feitiço, desta fez de fogo, na lycan, mas Hermione repeliu com um potente feitiço escudo e o sustentou enquanto avançava até a adversária. Assim que a alcançou, Hermione encaixou uma série tão rápida de socos, que os lupinos não conseguiram acompanhar e os quais produziam um grande barulho seco que contrastava com os ganidos de Eva, que sem sucesso tentava se defender. Não demorou e a lycan caiu no chão na forma humana, diversos arranhões feitos pelas garras de Hermione, manchavam seu corpo de vermelho.

Hermione puxou Eva até onde Daniel estava, ergueu-os no ar e rugiu tão forte que os sons da floresta silenciaram. Os lycans que assistiam a tudo se ajoelharam de cabeça baixa e os leais a Hermione rugiram com grande força, os bruxos lupinos lançaram faíscas para o ar e mais uma vez Hermione rugiu, antes de deixar os antigos líderes no chão. Logo depois, deu as costas aos dois lycans derrotados e voltou à forma humana, exibindo trajes impecáveis, como se não houvesse acabado de sair de uma luta feroz com dois poderosos lycans. Apenas um gesto foi feito com sua mão e os dois tronos viraram apenas um, maior e mais detalhado que os dois anteriores.

-Aproximem-se e ajoelhem-se perante mim. –Hermione se volta para os presentes e ordena, a seguir se sentando no trono e observando a movimentação.

-O que fazemos com os líderes depostos? –Xavier pergunta olhando-os com interesse.

-Se ambos jurarem fidelidade a mim, ajude-os a se ajoelhar aqui na frente. –Hermione observou Xavier se aproximar dos dois e ambos assentirem, deixando-se conduzir até onde os degraus estavam.

-Eu juro fidelidade e lealdade a você, Hermione Granger. –Daniel fala resignadamente. Eva apenas repete o juramento.

-Eu me proclamo Princesa dos Amaldiçoados e vocês me ajudarão a estabelecer meu domínio sobre todos os lobisomens e vampiros do mundo. –O acréscimo da palavra vampiro fez um burburinho se alastrar entre todos, o que obrigou Hermione e invocar um raio, que caiu atrás de si, calando-os. –Harry Potter e eu aceitamos cumprir o desejo de Caius e Isabel, de unir lobisomens e vampiros com um pequeno acréscimo. Nossa meta será promover a convivência pacífica e de respeito mútuo entre amaldiçoados e humanos, sejam estes bruxos ou trouxas.

Naquele momento risos foram ouvidos e uma nova onda de burburinhos, murmúrios e reclamações começou reverberar dos lobisomens, o que fez Hermione contar mentalmente até dez. Depois, ela lançou um olhar para Calisto, que urrou forte, fazendo todos se voltarem para a lycan que estava em pé, à direita de Hermione.

-Quantos de vocês não gostariam de viver entre os humanos sem se esconder, podendo assumir o que são? Quantos de vocês gostariam de ser parte da sociedade bruxa como qualquer outro bruxo, sem sofrer qualquer discriminação? Quantos aqui já amaram mulheres ou homens que eram humanos, bruxos ou trouxas, e estes lhe viraram as costas quando souberam o que realmente eram? –Hermione via muitos abaixarem as cabeças e demonstrarem tal desejo. –Eu sei que não será fácil, mas esta guerra dos bruxos contra Voldemort vai expor todo o mundo mágico aos trouxas e esta será a hora de agirmos, de tomarmos nosso lugar entre eles e conquistar seu respeito.

-São palavras bonitas, mas na prática não funcionam! –Aquele protesto se seguiu de outros e Hermione novamente pediu calma.

-Se lutarmos lado a lado e estabelecermos regras de convivência pacífica, poderemos sim conseguir o que queremos e eu tenho o apoio de muitos bruxos poderosos e influentes para garantir isto.

-A que tipo de regras você se refere? –Daniel pergunta em um misto de curiosidade e ironia.

-As alcatéias que decidirem continuar morando nas florestas, terão seu território reconhecido e lá as regras dos lobisomens valerão. Aqueles que quiserem viver entre os humanos seja de modo “isolado” ou formando vilas com sua alcatéia terão que respeitar também as leis dos humanos. Além disto, a partir de agora, ficam proibidas a caça a humanos e a transformação de qualquer um sem sua permissão e aprovação minha. Também quero que evitem confrontos com vampiros até eu receber a lista de clãs que se unirão a nós.

-Você fala como se nós é que procurássemos confusão com humanos e vampiros, quando na maioria das vezes é o contrário!

-Os Hunters estão mais ativos que nunca! –Os dois protestos vieram acompanhados de vários outros. Mais um raio caiu em uma tentativa de acalmá-los.

-Eu sei de tudo isto. Quanto a bruxos que os atacarem ou humanos que ameaçarem a alcatéia, os prendam e enviem a mim uma carta informando quem são e seus crimes, que eu irei pessoalmente resolver o problema ou mandarei alguém competente para resolver. Quanto a Hunters e vampiros que começarem confusão, ou vocês fujam ou em último caso lutem, mas não se esquecendo de trazer alguma evidência indicando a qual grupo ou clã o agressor pertence. Sei que tudo isto parece estranho e talvez até uma utopia, mas eu lhes asseguro que se lutarmos com todas as nossas forças, seremos capaz de tornar este sonho uma realidade. –Houve uma pausa, onde todos pareciam pensativos e o silêncio reinava. –Agora, eu quero que todos pensem bem em tudo que lhes disse e me encontrem aqui daqui a uma semana com propostas sobre tudo o que disse. Quero ouvir as opiniões de cada alcatéia e avaliar quais podem ser aceitas ou não, mas saibam que sou uma pessoa bem democrática e justa, por isso não se esquivem de se manifestar e apresentar idéias e opiniões. –Burburinhos, favoráveis, recomeçaram a surgir e desta vez Hermione resolveu esperar um pouco para continuar falando. –Quanto à hierarquia que seguiam e o modelo de sociedade que possuem, quero que saibam que não pretendo mudar. Daniel e Eva continuarão sendo o macho e fêmea alfa da Grã-Bretanha se assim desejarem, a única diferença é que de agora em diante todos responderão a mim e a Harry, que se proclamará Príncipe dos Amaldiçoados e, antes de reclamarem, lembrem que sangue vampiro também corre em minhas veias. –Ao final Hermione teve que elevar o tom de voz, mas não deixou dúvidas de que aquela era uma ordem expressa e que ela não admitiria desobediência. –Reunião encerrada!

-Parabéns, Hermione. Você foi muito bem, demonstrou força, convicção e não admitiu insubordinação, ao mesmo tempo em que se mostrou compreensiva e solidária, interessada em conseguir melhorar as condições de vida dos lobisomens. Tenho certeza de que na semana que vem, todos estarão aqui. –Calisto a parabeniza e Hermione sorri contente e aliviada por ter se saído bem.

-Neste caso é melhor voltarmos para casa. –Hermione declara em tom cansado, apesar de não aparentar, aquela briga com os lycans havia lhe esgotado boa parte das forças.

-Posso pegar uma carona? –Lupin pergunta se aproximando e Hermione assente. –Quero saber como Harry se saiu em sua missão.

Tentando manter-se calma ao lembrar de que não sentira qualquer indício de sucesso ou fracasso por parte de Harry, Hermione fez sinal para que Lupin e Calisto a seguissem e foi na direção dos lupinos. Novamente ela invocou o cajado e transportou todos para Londres, depois seguindo com Lupin e Calisto para a Toca.

Já eram quase vinte e três horas e a casa estava silenciosa, quando Gina saiu de seu quarto e começou a andar na direção do quarto de Draco. Seus pais deveriam estar dormindo e Ronald provavelmente estava exausto do teste e das lições que recebeu de Harry e Hermione.

Ao chegar ao quarto de Draco, respirou fundo e entreabriu a porta devagar, levantando-a um pouco para não fazer barulho. Entrou fitando-o, enquanto fechava a porta com cuidado, logo depois se recostando a ela, de modo a ter um bom ângulo de visão e não contendo um sorriso malicioso.

-Se me permite opinar, diria que está ótimo assim. –Gina fala após vê-lo olhando indeciso para duas calças de pijama, uma mais justa e outra mais larga e fina.

Draco se surpreende ao ouvir a ruiva e, depois de olhar para si e confirmar que estava só de cueca, respira fundo e coloca as calças de volta no armário, antes de se voltar para Gina com seu melhor sorriso malicioso.

-Vou ganhar pagamento adiantado? –Pergunta analisando a camisola coberta por um fino e praticamente transparente penhoar.

-Não seja tão convencido... –Gina fala andando na direção do interior do quarto, em uma tentativa de sair do alcance de Draco, mas este a segura pelo braço e a prende junto de si.

-Vai dizer que não está gostando do que está vendo? –Draco pergunta em tom baixo e sedutor, enquanto pressionava o corpo dela contra seus músculos.

-Não só do que vejo. –Gina responde ao pé do ouvido do loiro, após passear lentamente com a ponta do nariz no pescoço dele.

-Comprei da última vez que estive em Paris. –Comenta descendo suas mãos suavemente dos braços até a cintura de Gina.

-É delicioso. –Desta vez os lábios dela deslizavam suavemente pelo pescoço alvo, arrepiado pelo hálito morno da ruiva.

-Não só o perfume. –A resposta foi quase um gemido.

-Sua modéstia me espanta. –Desta vez a ruiva se afastara para olhar os olhos acinzentados, em uma tentativa de aliviar o clima excessivamente quente.

-Tenho algo muito mais interessante para lhe causar espanto. –Draco sussurra pressionando seus quadris, mas Gina o empurra e se afasta.

-Não seja precipitado. Primeiro cumpra sua parte no acordo e então conversamos. –Gina fala de modo prático, sentando-se calmamente na cama e ignorando o olhar frustrado de Draco.

-Weasley, eu só precisaria de uns dias para conseguir tudo o que quero com você, mesmo sem acordo algum. Aliás, virgens gostosinhas existem aos montes por aí. No entanto, o Potter está me irritando cada vez mais. –Draco tinha o tom calmo e indiferente, enquanto caminhava devagar até onde Gina estava e se ajoelhava a sua frente.

-Neste caso, só vai unir o útil ao agradável. –Comenta no mesmo tom indiferente de Draco, mas sem desviar os olhos dele.

-Não se empolgue tanto. Apesar de me agradar muito passar uma rasteira no Potter, ainda não me apetece nada ser prato principal de lobisomem. Portanto, vamos ter que negociar a forma de pagamento. –Draco fala devagar, seus olhos fixos na trajetória que sua mão fazia ao subir lentamente pela perna de Gina, começando do tornozelo.

-Se está pensando que vai ter pagamento adiantado, pode esquecer, Malfoy. Eu não sou tão boba como pensa.

-Não pensei isso, ruivinha. –Agora Draco havia erguido os olhos para encará-la, a mão parada no joelho. –O que eu quero é pagamento parcelado. A cada avanço na vingança, eu ganho uma recompensa. –Ao pronunciar a última palavra, a mão de Draco passou sob a camisola de Gina, que pegou o punho dele e afastou a mão de si.

-Nem pensar. Você faz sua parte e depois eu faço a minha. –O tom da garota era firme e o olhar gélido.

-Nada disso. Será do jeito que eu quero. –Draco mantém o tom baixo e decidido, em contraste ao modo agressivo como segurou o cabelo de Gina e o puxou para trás.

-Está me machucando, me solta! –Gina tenta afastá-lo, mas ele se ergue, apoiando o joelho na cama e a segurando com mais força.

-Acha que pode vir aqui, me provocar e depois bancar a fria? –Draco sussurrava ameaçadoramente, apesar de não haver mudança na expressão de seu rosto, que continuava calma. –Eu não sou o Potter para me contentar com banho frio, ruivinha. Eu sou um homem e você vai aprender a me tratar como tal. –Draco finaliza a beijando possessivamente.

A princípio Gina resiste tentando empurrá-lo, mas isto apenas faz com que ambos caiam sobre a cama. Então Draco passa a usar seu peso para imobilizá-la, logo depois segurando ambas as mãos e as erguendo sobre a cabeça dela, enquanto seus lábios sugavam e mordiscavam, fazendo Gina ceder e permitir que Draco aprofundasse o beijo.

-Esta noite eu vou me contentar com um amasso bem gostoso, mas da próxima vez que vier aqui, roupas começarão a cair. –Gina se controlou para não gemer diante da “ameaça” dita em tom tão sexy e com um olhar que sozinho poderia lhe queimar por dentro.

Draco voltou a beijá-la, porém desta vez o beijo era lento e sensual, como o movimento que o corpo viril fazia sobre o dela, ou como massageava um de seus seios com a mão livre. Devagar, Draco abandonou os lábios da ruiva e começou a percorrer seu pescoço, fazendo-a gemer. No entanto, logo depois a ouviu murmurar “Harry”, o que o fez parar e se afastar bruscamente, para a seguir usar a mão que a acariciava, para lhe esbofetear com força.

-Diga o nome dele outra vez e eu vou tirar sangue de você! –Pela primeira vez o rosto do loiro se contorceu em fúria, mas Gina não se deixou intimidar.

-Sabe muito bem que eu sou apaixonada pelo Harry e em momento algum disse que isso mudaria. –Gina o enfrentou sem desviar os olhos, mostrando que não tinha medo e não se curvaria a todos os caprichos dele.

-Não quero que se apaixone por mim, mas vai dizer meu nome quando estiver comigo. –Draco ainda estava com raiva e segurava-lhe o queixo com força.

-Não se preocupe, vou me esforçar para ser uma grande atriz. –Gina diz em tom quase irônico. Aquilo fez Draco largar as mãos dela e empurrá-la sem a mínima delicadeza para o centro da cama, logo voltando a se posicionar sobre ela.

-Quando eu terminar com você, nunca mais vai conseguir dizer outro nome na cama. –Apesar de ser uma “ameaça”, Draco usou um tom que apesar de agressivo era sensual e os olhos, que já estavam em um azul escuro, reforçavam a promessa com o brilho malicioso e perigoso.


Foi necessário que Harry usasse magia para bloquear o forte vento que atrapalhava seu vôo, o que lhe rendeu umas boas duas horas até alcançar o cume do K2. O ar era rarefeito, mas isto não incomodava Harry, apesar dele não estar em sua forma vampírica. Ele olhou para o céu, vendo que a lua agora estava de frente para si.

-Eu sabia que ia chegar na hora certa! –Harry fala com um sorriso vitorioso, enquanto pegava o pergaminho que Calisto lhe dera. –Tudo o que preciso fazer é derreter o gelo a frente da porta, deixar a lua iluminar as inscrições e depois ordená-las... parece fácil.

Harry só precisou se concentrar uns segundos, antes de fazer um movimento brusco com a mão direita, cuja palma, ao tocar o gelo, expeliu chamas tão fortes que em menos de um minuto derreteram o resistente gelo em uma área de dois metros quadrados. A lua, então, pôde iluminar a porta de prata com inscrições cuneiformes, que adquiriram um brilho dourado e opaco.

-Isso vai doer. –Harry pensou alto e respirou fundo antes de tocar a porta. Seus dedos se encaixaram no brilho dourado das inscrições e um urro saiu de seus lábios. –Maldição! Se isso não der certo, alguém vai morrer. –Resmunga enquanto arrastava a inscrição que se movia com dificuldade, como se ele tentasse arrastar um tronco contra a forte correnteza de um rio.

Quando todas as inscrições estavam corretamente posicionadas, o brilho dourado se intensificou e a porta, que não passava de um retângulo de prata, simplesmente sumiu, sem deixar vestígios.

Harry firmou as mãos queimadas no gelo e sentiu-as queimar novamente, mas tentou ignorar a dor, firmando os pés para logo depois recolher as asas, já que o retângulo devia ter pouco mais de um metro de altura por quase dois de largura. Sem esforço entrou pela abertura no gelo e engatinhou por cerca de dois metros, até chegar a uma câmara, onde poderia ficar em pé.

-Até que esse pessoal tinha estilo. –Harry comenta ao ver um esquife de gelo, ao invés do caixão que imaginara. –Agora, será que essa múmia não ta morta mesmo? –Harry pensa alto ao ver o esqueleto vestindo uma túnica, com cabelos brancos cumpridos até a cintura e olhos fechados com pálpebras de pele seca.

Resolvendo testar já que não teria nada a perder, Harry pegou sua espada das costas, aqueceu a lâmina e a posicionou sobre o ponto onde se localizava a boca da múmia. Usando magia e o poder da espada para penetrar o esquife, Harry, com cuidado para não danificá-la, abriu uma fina fenda que levava até a múmia.

-Hora de acordar, Caim. –Harry fala enquanto fazia um pequeno corte na palma da mão e deixava o sangue escorrer pela fenda. –Espero que goste de sangue de primogênito, apesar do leve sabor de lobisomem.

Cerca de cinco minutos se passaram, até que o esquife começou a se partir e Harry se afastou, deixando o corte fechar. Continuou observando o túmulo de gelo se dividir em dois, até que o esqueleto pudesse se levantar.

De forma um pouco nojenta, viu o cabelo ressecado ficar oleoso e ganhar uma coloração avermelhada, os músculos da face e do corpo começavam a crescer, assim como o corpo parecia ganhar volume. Então, cerca de dez minutos depois, à frente de Harry havia um homem de pele branca, olhos verdes claros, cabelos ruivos, forma física atlética, dentes brancos e não aparentava ter mais que quarenta anos.

-Uau! Isso foi melhor e mais rápido do que eu imaginava. –Harry comenta impressionado com a rápida reconstituição do vampiro.

-Teria demorado dias se houvesse tomado todo o sangue de qualquer humano, ou ao menos dois dias se um vampiro realmente forte me cedesse boa parte de seu sangue. No entanto, apenas um pouco do seu sangue e eu não só estou totalmente recuperado, como me sentindo muito bem. –O homem tinha uma voz grave e profunda, mas parecia bem humorado.

-Bom ver que está de bom humor, mas como alguém que está dormindo a mais de três mil anos sabe falar a minha língua? –Harry pergunta de modo desconfiado, mas se mostrando seguro.

-Aprendi tudo o que tinha de aprender através do seu sangue, ou não sabe tudo o que podemos obter através do sangue de alguém? –A pergunta pegou Harry de surpresa, mas resolveu ignorar a leve provocação que ela continha.

-Eu sei, mas não imaginava que você pudesse aproveitar isto, estando mumificado. De todo jeito foi bom você saber tudo, porque assim me poupa de ter que ficar contando a história toda de novo. –Harry se aproxima e observa Caim mais de perto, andando a sua volta para observá-lo por completo. –Agora que está definitivamente inteiro, creio que gostaria de tomar um bom banho e vestir algo mais apropriado, para que possamos conversar com a tranqüilidade necessária. Estou certo?

-Sim, estou realmente curioso ao seu respeito e quero esclarecer alguns pontos sobre sua história e o estado desse mundo. Além disto, confesso que estou com fome... nada de sangue, apenas uma boa mesa. –Harry se surpreendeu com a simpatia do vampiro e sorriu amistosamente.

-Não se preocupe, Caim. Eu cozinho muito bem! –Harry fala estendendo a mão para o vampiro, que a aperta firmemente. No segundo seguinte, ambos estavam em Azkaban.



N/A: Oi! Não, eu não morri rsrsrsrsrs Falando sério, para quem não sabe tive problemas de coluna que me fizeram atrasar a postagem de todas as fics, mas a tendência agora é tudo se normalizar, então comentem bastante para eu atualizar esta mais rápido.

N/A²: E aí, o que acharam do relacionamento D/G? E qual a primeira impressão que tiveram de Daniel, Eva e Caim? Eles serão muito importantes para a trama.

Elros Dust'Amandill : Muito obrigada por tantos felizes ano novo, certamente um deles deve funcionar! Rsrsrsrss Também espero que tenha um ótimo ano (meio atrasado eu sei, mas o ano ainda tem muitos meses !^^).

*MaRy* : Nesse cap não teve muitas coisas pra rir, mas certamente deu pra se divertir com D/G, não? Aliás, você ainda acha que o Draco se sentiria atraído pela Mione depois de vê-la em forma lycan?

Edilma Morais: Não tem romance entre Harry/Hermione, mas tem entre Draco/Gina, acho que compensa um pouco, não? Aliás, cadê você moça? Sinto falta dos seus comentários e principalmente das atualizações de Paixão e Magia!

Michy: Você pediu amassos e olha eles aí, são D/G, mas são amassos rsrrsrs... Que bom que gosta das lutas, porque elas se tornarão mais freqüentes. Quanto a arma do Harry, é difícil de explicar, mas ela aparecerá quando eu descrever o brasão dele e da Mione.

Jéssica : A Gina não apanhou da Mione, ainda, mas ta sofrendo na mão do Draquito e as coisas tão só começando...

Anderson potter : A armadura dos três são iguais, a forma e a cor varia de acordo com o dono e o poder é semelhante, mas fica mais forte ou mais fraco de acordo com quem usa.

KON : Luta contra inimigo vem no próximo cap, então não perca porque o Harry vai ter que mostrar boa parte do seu poder pra sair vivo!

Próximas Atualizações: Príncipes do Apocalipse e, talvez, Mérlin... Não pode ser ele! e Revenge!

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