“It's like I'm in flight
High of the love
Drunk from my hate
It's like I'm huffing paint
And I love it the more that I suffer
I suffocate
And right before I'm
About to drown
She resuscitates me
She fucking hates me
And I love it”
Ele andou rapidamente pelos corredores olhando para os cômodos vazios. Sentia saudades de sua mãe e apesar de tudo que seu pai fizera, também sentia falta dele.
Desceu rapidamente as escadas e percebeu que felizmente para eles, os elfos tinham conseguido arrumar tudo.
Dirigiu-se diretamente para onde Hermione estava na esperança que ela já tivesse acordado.
Olhando pela pequena janelinha que deixara, viu que apesar de acordada a menina continuava deitada. Draco percebeu que ela acabara de voltar a consciência, pois Hermione olhava o lugar. Melhor, ela investigava o lugar tentando reconhecê-lo.
Alguns segundos depois ela levou a mão a cabeça enrugando a testa pela dor. Malfoy sentiu imediatamente um aperto na garganta o que piorou ao ver que a menina ficava cada vez mais angustiada provavelmente por não saber onde estava.
Draco desejou estar do lado dela agora, abraçando-a e dizendo que tudo ficaria bem.
Ele foi despertado de seu “sonho” quando seus olhos se encontraram.
Ele involuntariamente deu um passo pra trás, percebendo tarde de mais que foi um erro, pois a luz da lamparina que havia colocado ali iluminou uma parte do seu rosto e finalmente entendimento chegou bruscamente ao rosto de Hermione.
O silêncio que já assolava o lugar, tornou-se sombriamente profundo e Malfoy pensou que nunca fosse acabar. Mas se soubesse o que viria a seguir, talvez ele preferisse que ficasse do jeito que estava.
Hermione se levantou vagarosamente como se não pudesse acreditar em quem via e parecendo sentir medo de chegar perto demais, ela deu pequenos e poucos passos na direção do louro. Seus olhos castanhos fitavam os do menino com uma pergunta silenciosa, mas Draco nada disse.
-Malfoy? –perguntou ainda temerosa.
Draco engoliu em seco.
-Olá Granger. – respondeu depois de um tempo.
No mesmo instante que ele a respondeu, a menina andou até a porta e visivelmente agitada começou a falar com a voz um pouco alta.
-O que aconteceu? Porque estou presa aqui?
Quando não recebeu nenhuma resposta continuou.
-Isso não é brincadeira Malfoy. Me solte agora!
Malfoy riu. Apesar da vontade de soltá-la logo dali, um lado seu estava adorando jogar este jogo.
A menina segurou nas barras e começou a chacoalhá-las e percebendo que seu ato era inútil, levou a mão ao bolso de sua veste à procura de sua varinha.
-Cadê minha varinha seu verme?! –a menina disse com a voz no mesmo tom, tentando se controlar para não gritar com ele. –Está com você não está? Me devolva Malfoy! Não se faça de desentendido.
-Cala a boca! – Malfoy sentia a raiva percorrendo pela sua corrente sanguínea. Porque ela simplesmente não esperava que ele desse as respostas? Ela e sua maldita mania de sempre querer estar na frente dos outros.
-O quê? Quem você pensa que é pra me mandar cala a boca?
-Eu disse cala a boca sangue-ruim! – Draco disse raivosamente e a menina se encolheu ao som do nada gentil apelido.
Mais uma vez o silêncio preencheu o ar entre os dois.
-Agora me ouve o que vai acontecer. –Malfoy começou ameaçadoramente. –Eu vou abrir essa porta agora e eu vou te contar o que está acontecendo. Estou com sua varinha aqui e se você se comportar eu a devolvo.
Hermione riu sem humor.
-Se você acha que eu vou ficar parada está muito enganado!
-Você que decide. –Ele disse levantando a varinha da menina até que a mesma pudesse vê-la. –Então? O que vai ser?
Draco esperou um pouco. Ele quase podia ver a mente dela trabalhando.
Ela tirou as mãos das barras e as cruzou sobre o peito.
-Vou tomar isso como um sim. –Ele disse com um sorriso maldoso. –Mais uma vez Granger: não tente nada. –sua voz era firme.
Ele abriu a porta devagar, dando tempo pra ver se Hermione tentaria alguma coisa.
Ela não faria isso. Pelo menos não agora.
Draco sabia que tinha que se manter alerta uma vez que a tivesse libertado, pois como ela mesma falou, ela não ficaria parada.
Rapidamente ele guardou a varinha dela em suas vestes e depois de abrir a pequena porta completamente ele a agarrou pelo braço e começou a puxá-la para cima.
-Você não precisa fazer isso. –disse ela rude. –Eu sei andar com as minhas próprias pernas.
Ele a olhou e sorriu.
-Sempre auto-suficiente.
Eles subiram os poucos degraus e ele a levou até um dos sofás do cômodo, praticamente forçando-a a sentar. Draco a olhou. Como ele iria começar a falar? A idéia de repente pareceu absurda.
-Você… Você quer alguma coisa? Água…?
Hermione o encarou incrédula e depois de algum tempo ela falou sem tirar seus olhos dos dele.
-Um copo de água.
Um pequeno sorriso começou no rosto dele, mas não chegou a se formar. O louro deu uns passos pra trás e chamou.
-Priky!
Outra elfo mulher apareceu.
-Traga um copo de água para nossa convidada.
Ela assentiu e antes de partir ela olhou para Hermione e arregalou os olhos.
-Essa é... é...
-Eu falei nada de perguntas! Agora suma daqui!
Pouco menos de um minuto depois, ela voltou a aparecer com o copo de água numa bandeja de prata. Malfoy o copo e na mesma hora a elfo sumiu.
-Aqui. –Ele disse estendendo o braço na direção de Hermione que pegou o objeto.
-Presumo que está muito feliz pelo seu amiguinho ter derrotado Voldemort.
Hermione olhou para ele seriamente e se levantou deixando o copo na mesa de centro.
-Não tenho tempo para papo furado. Me diga logo o que você quer.
Draco riu sarcasticamente e falou.
-Mas é claro que você tem tempo. Você tem muito tempo!
A menina ficou mais agitada que antes e suas mãos se fecharam em punho.
-O QUE VOCÊ QUER?! – a menina gritou, não agüentando mais a situação.
-Você. – ele respondeu sombriamente.
Hermione franziu o cenho.
-O quê?
-Eu quero você.
A garota gargalhou e Draco se encolheu um pouco. Sua raiva só aumentava.
-Merlin! Você esta falando sério. –ainda sorrindo, disse em tom de pergunta, mas o garoto novamente nada falou.
Ela se abaixou, pegou o copo e lhe devolveu. Malfoy pegou o copo e deu as costas para ela se sentindo um pouco envergonhado por dentro.
Percebendo a situação que estava ele sentiu nojo. Como ele poderia deixar aquele lixo em forma de gente humilhá-lo?
Draco podia amá-la, mas ela não deixava de ter sangue-ruim, ela ainda não tinha a moral para falar qualquer coisa sobre ele.
Malfoy começou a virar para Hermione novamente determinado a colocá-la na mesma posição onde ele estava, mas foi surpreendido por algo forte batendo na sua cara. A menina acabara de lhe dar um soco.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Hermione começou correr. A menina tentou abrir a grande janela do cômodo, mas Draco havia trancado todas e obviamente a porta. A menina parou, olhou para os lados tentando procurar uma saída e o louro apenas esperou tenso.
Hermione voltando a correr, foi em direção às escadas.
Draco rapidamente a alcançou, derrubando-a pelas pernas. Ela tentou se soltar, chutando o menino, tentando dar novos socos e se debatendo.
-SUA IMUNDA! –Malfoy gritou para a menina quando ela acertou um chute em sua barriga.
Rapidamente ele se colocou na mesma altura dela, prendendo o corpo da menina com o seu próprio, em meio aos incessantes protestos. Finalmente, ele agarrou os finos pulsos da morena e os esticou pra cima.
-VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO!
-Que bom! –Draco disse nervosamente e internamente satisfeito e feliz por saber disso.
Com mais uma queda de puro silêncio, Draco experimentou a mesma sensação que lhe pegou após ter deitado a menina no colchão de seus pais. Tudo parou. Ele só ouviu os acelerados batimentos que saiam de seu peito e podia sentir os de Hermione, que agora tinha lágrimas nos olhos e tentava inutilmente se soltar.
Com uma sensação de dejá vù, ele se aproximou vagarosamente dos lábios de Hermione que virava a cabeça de um lado para o outro.
-O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? ME SOLTA! –a menina gritou, mas Malfoy não ouvia. Ele só queria beijá-la.
E foi o que ele fez, mesmo com a menina protestando. Ele calava os gritos dela com seus lábios, pressionando-os fortemente contra os dela, querendo que ela respondesse, querendo obrigá-la a responder.
-SEU DOENTE! ME LARGA! –a menina conseguiu gritar quando Malfoy parou para respirar, mas logo foi calada com o retorno da boca do garoto.
-Para! Por favor! –a menina conseguiu dizer e Draco parou. O rapaz a olhou tão profundamente que ela não conseguiu dizer nada.
Porque Hermione? Porque? –seu pensamento gritou.
-Eu te amo. –Draco disse baixo, embora suficiente para ela ouvir. Mesmo assim repetiu, como se tentasse jogar isso na cara da sua parte que lhe gritava que aquilo era um nojo e que ela era uma sangue-ruim.
-Você me seqüestra, me chama de sangue-ruim... Você não sabe o que é amor, Malfoy! –a menina disse arfando.
Aquilo o atingiu de uma maneira que ele não pensava que fosse capaz. Ela tinha razão. O que ele estava fazendo parecia mais errado a cada minuto, mas ele não via outra opção.
Draco sabia que ela nunca o ouviria e o chamar de “sangue-ruim” era apenas uma tentativa infantil de fazê-la sofrer.
Ainda sim, Hermione não podia lhe dizer o que fazer, muito menos falar sobre o que ele sentia ou não.
Malfoy chegou perto dos lábios dela novamente, mas sem a beijar ele disse pela terceira vez:
-Eu te amo. E eu não vou te soltar. Você é minha agora.
-Você não é maluco de me prender aqui Malfoy! Harry e Rony virão atrás de você! A Ordem virá atrás de você! –Hermione disse.
-Que venham! Você acha mesmo que você acaba de me contar uma novidade?
Hermione não disse nada e Draco continuou.
-Eles podem vir. Não vamos ficar muito mais tempo por aqui mesmo. –Malfoy disse despreocupado. –Vamos para os Estados Unidos. –Malfoy respondeu a pergunta antes que Mione a fizesse.
A menina voltou a se debater e gritou:
-EU TE ODEIO MALFOY! ODEIO!! SOCORRO!
Draco sentiu seu sangue ferver ao ouvi-la dizendo isso. Ela não podia fazer aquilo com ele, esmagá-lo daquele jeito. Assim ele injetou ódio em suas próximas palavras
-Pode gritar o quanto quizer! Não há ninguém aqui pra até ajudar!
-AMOR, IMBECIL?? NOVIDADES PRA VOCÊ: ISSO SE CHAMA SEQUESTRO! – disse com lágrimas correndo pelo seu rosto.
Em um tom que foi aumentando gradativamente até chegar a um quase grito, Malfoy falou:
-Estou apenas tentando pegar o que é meu! –Hermione riu sem humor ao ouvir o louro e ele mais raivoso disse: -Eu NÃO estou te seqüestrando SUA IMUNDA!
Hermione se encolheu ao apelido e os dois nada mais falaram, apenas pararam e olharam um para o outro procurando por ar. Draco, quase que involuntariamente, se esqueceu da raiva que estava sentindo e se imaginou em outra situação na qual eles também ficariam assim depois de um pouco de ação e um sorriso maldoso cresceu em seu rosto.
Tentou beijá-la de novo, mas a menina se esquivou.
-Agora chega! –Draco disse irritado e com certo cuidado para ela não escapar de suas mãos, ele a segurou novamente pelo braço e começou a subir as escadas.
-Pra onde você está me levando?!
-Pro seu quarto... Aliás, para nosso quarto. –Draco sorriu ao ver o rosto de desespero da menina.
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N/A: peopleeeeee! leiam, comentem, me deêm dicas, o que vocês quizerem :*