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13. Capítulo XIII


Fic: Os Marotos e o Segredo De Sangue - parte I.


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Os Marotos e o Segredo de Sangue





Capítulo XIII – Uma vitória fácil e a Casa dos Gritos



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Sasha caminhava apressada pelos corredores. Estava sozinha, e atrasada para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas. Não sabia como ainda conseguia essa proeza quando Lily e Gloria passavam a maior parte do tempo monitorando ou fazendo tarefas destinadas à elas. Nos dias que se passaram, a pilha de notícias recortadas do jornal de Lílian crescia como um bolo no forno. Desaparecimentos... mortes.


A notícia da morte dos pais de Gregorio Davies afastou muito o garoto dela, e também pareceu se afastar de todo mundo. Primeiro, ele ficou dias longe da escola, e depois voltou, parecendo deprimentemente mudado. Trocava poucas palavras com Sasha quando a encontrava na biblioteca ou no pátio, e sempre estava sozinho. Sasha queria saber o que dizer; entendia muito bem a dor de perder os pais. Mas sabia que os pais de Gregorio haviam sido assassinados, e não simplesmente mortos. Coincidentemente, pelo mesmo assassino que estava iniciando uma guerra extremamente maléfica no mundo bruxo. O mesmo que tinha o mesmo sangue de Sasha correndo nas veias. Talvez fosse por isso que tenha se reprimido ao consolar Davies. Culpa.


Agora, a morena subia as escadas para a sala de aula dois lances de degraus por vez. Mal percebeu quando um vulto de cabelos negros estava ao seu lado.


- Ora, veja só... – a voz era fria e levemente estridente, quase infantil – se não é a amada de meu priminho!


Sasha voltou os olhos para a pessoa que a acompanhava. Bellatrix Black. Preferiu não responder.


- E os bons modos com a parenta? – ela apressava-se elegantemente para acompanhar Sasha nas escadas.


- Em algum lugar não destinado a você. – murmurou acidamente.


Bellatrix soltou uma gargalhada alta e rouca. Sasha agarrou-se mais forte aos livros, agradecendo à Merlin que os degraus estivessem acabando e que só restassem um corredor para a sala de aula. Não que tivesse medo da garota; muito pelo contrário. A presença dela lhe dava náuseas.


- É incrível como me lembra ele às vezes. – disse a Black.


Por um momento, ela pensou que a garota estivesse se referindo à Sirius, mas o brilho no olhar dela denunciou-a: estava se referindo ao seu Lorde.


- Mas é claro que você não está nem mesmo em seus pés.


- Se me comparasse a um trasgo, talvez eu ficasse mais feliz. – Sasha respondeu imediatamente, pulando para o início do corredor com pressa.


Bellatrix a acompanhou. Deu uma risadinha quando ela disse e segurou-a pelo braço, fazendo-a parar, e olhou em seus olhos para murmurar:


- Escute, garota. – ela enganchou as unhas compridas no braço de Sasha ao aprofundar o olhar com insistência - eu sei que você é a queridinha Dele e tudo, e só quero te avisar que, mesmo que eu não goste nem um pouco de você e de seus amiguinhos patéticos e intrometidos, é você que ele quer. – Sasha sentiu as unhas de Bellatrix rasgarem-lhe a carne, mas não reclamou – É o que ele vai ter. Cedo ou tarde.


Ela esperava amedrontar Sasha, mas as ameaças de outros Comensais, os maiores, anteriormente – digo, quando ela era apenas uma criança indefesa e apenas ouvia seus avós lendo pergaminhos estranhos e assombrados atrás da porta - surtiam um efeito muito maior nela, e as palavras daquela Black ecoaram em sua mente como palavras vazias sem significado, como se ela já tivesse decorado com precisão aquela frase esta se repetisse em sua mente de vez em quando.


Sasha puxou com força o braço das unhas de Bellatrix e viu as marcas vermelhas com pequenas feridas. Sussurrou, bem próxima à ela:


- Acho melhor você parar de acreditar em tudo o que ele te diz, garotinha... o que ele vai fazer é te usar, e depois te descartar como um pacote vazio... eu já sei de tudo isso, então me deixe em paz.


E se afastou, sem esperar resposta ou reação da parte de Bellatrix. Mas não ouviu os passos dela, então constatou que ela ficara parada no corredor.


Abriu a porta da sala com cuidado... não estava preparada para enfrentar um professor vampiro agora. E sabia que ele exigiria explicações do atraso e descontaria pontos...


- Senhorita Mills, que bom que achou que a sua companhia fosse digna para nós. – a voz baixa feriu-lhe os ouvidos quando deu o primeiro passo dentro da sala.


Fechou a porta atrás de si, sentindo um alívio por se afastar de Bellatrix.


- Me desculpe, professor Takashighi. Eu... – ela ia começar, quando notou que os olhos dele estavam lampejados para o braço da garota, onde as marcas vermelhas cruzavam sua pele muito pálida, e chamavam muito a atenção - ... tropecei e caí.


Ela procurou Lily com os olhos. Ouviu Thiago dar uma risadinha quando ela dissera aquilo, mas não procurou-o, apenas seguiu até onde a ruiva estava.


O professor não respondeu. Ao contrário, seus olhos pareceram ficar mais negros e sua pele mais pálida. Ficou tenso. Sasha engoliu seco e sentou-se.


- Terminem o texto, quero dois pergaminhos, e coloquem na minha mesa. – disse rapidamente – estarão dispensados depois disso.


Sasha leu as anotações que Lílian fizera em quinze minutos de aula e fez os dois pergaminhos, assim como os outros. Ela e a ruiva entregaram quase juntas o trabalho, e saíram para os jardins. O ar gelado começava a desfazer-se conforme os dias passavam, e as folhas começavam a cair. Deitaram-se na grama à beira do Lago, certas de que ainda tinham um bom tempo até o próximo tempo. A morena contou à amiga seu encontro com Bellatrix.


- Ela me dá arrepios. – a ruiva falou – não sei como conseguiu dizer tudo isso à ela... aquela nojenta deve ter ficado com a cara no chão. – terminou com um toque malicioso – adoraria ver isso.


- Juro que foi uma ótima visão. – riu a morena, fechando os olhos em seguida, mas logo os abriu, pois foi os olhos escuros de Bellatrix que encontrou atrás das pálpebras.


Estremeceu com a visão.


- Amanhã é o meu monitoramento na masmorra da Sonserina. – a voz da ruiva saiu baixa.


- À noite?


- Sim... a professora Minerva me deu avisos estranhos. Como não andar com a varinha apagada ou dentro do bolso... como se esperasse que eu fosse atacada. – ela disse.


Sasha não podia imaginar o que aquilo podia significar, mas sabia, agora, fazer a distinção certa entre as Casas. Sonserina com certeza não era a mais preferível de se confraternizar à noite, às escuras. Imediatamente, seus pensamentos voaram para Snape e Bellatrix. Lembrou-se também do pequeno Régulo, irmão de Sirius. Todos tão sutis e frios...


- Cuidado com os morcegos, Lily. – Sasha alertou-a.


A ruiva riu.


- Está falando sério?!


- Sim... ouvi dizer que eles não dormem realmente. – ela riu, e então lembrou-se do professor Youn no mesmo momento. Lembrou-se que não contara nada da detenção à amiga, e então o fez.


- Engraçado você dizer isto – ela respondeu, pensativa – quando entrou na sala hoje, tive a estranha impressão de que ele estava... tenso. Encarava o seu braço arranhado com voracidade. E depois... nos dispensou de dois tempos. Pensei realmente que ele estivesse tentado à devorá-la, Sasha...


A morena engoliu seco. Notara a aflição do professor, mas não havia ligado as coisas, logo que acabara de sair de um conflito com Bellatrix. Nem mesmo dera importância ao fato de que ele dispensara todos os alunos da Grifinória e Lufa-Lufa de dois tempos.


Não comentaram mais nada sobre isto, pois os meninos estavam descendo os jardins em direção à elas. Eles comentavam euforicamente sobre o jogo contra a Corvinal que seria no dia seguinte. Thiago brincava com seu pomo-de-ouro, exibindo seus ótimos reflexos. Sasha sorriu para Sirius quando eles passaram por elas, indo parar em algum lugar muito próximo à beira do lago. Thiago pulou por cima de Lílian, ignorando seus grunhidos.


- Insuportável. – ela disse para Sasha.


- Diabos, Lily... acho que Thiago pode te beijar mil vezes, ou você pode beijá-lo, que você não vai mesmo admitir que gosta um pouquinho dele, ou que ainda vai sair com ele...


- O quê você está dizendo? Eu nunca o beijei!


- Então... aquela noite em que se beijaram no salão comunal foi sonho seu que me contou?


- Não! Mas eu não o beijei... estava... atordoada... sonolenta... ah, Sasha, não lhe devo satisfações. – grunhiu.


- Ok...


Elas ficaram alguns minutos em silêncio, Sasha apreciou o sentido de “não lhe devo satisfações”.


- Olhe, me desculpe. – a ruiva disse de repente.


Sasha abriu os olhos e notou que ela estava sentada, fitando os meninos que conversavam e riam alto na beira do lago enquanto Thiago corria atrás de uma bolinha dourada que batia algo como asinhas muito ligeiras, treinando as próprias habilidades para o jogo de amanhã.


- Sabe como eu fico nervosa quando fala do Potter. – a voz dela saiu embargada de sinceridade.


- É tão difícil assim pra você? – Sasha sentou-se também.


- O quê?


- Admitir que gosta dele.


Lílian voltou seus olhos verdes para Sasha, mas não haviam contradição nem repreensão neles. Apenas a olhou.


- Nem um pouco, Lily?


- Ah, Sasha... depois de tanto tempo ignorando-o e achando que eu o odiava... não é fácil.


- Nunca é fácil. – a morena sorriu.


- E ainda mais...


- Ainda mais?


- Ele é Thiago Potter. – murmurou.


Uma alta gargalhada de Thiago ressoou entre as árvores, de algo que Sirius lhe dissera, e esta abafou a risada que Sasha também soltou no mesmo momento. A pequena bolinha subiu zigue-zagueando no jardim entre alguns estudantes, em direção das meninas, e parou bem na frente de Lily. A ruiva olhou-o, incrédula, e depois levantou a mão para alcançá-lo, mas com um movimento muito rápido, o pomo de ouro desviou dos dedos finos da garota e fugiu para onde elas não puderam ver. Depois, viram Thiago pegá-la de novo na beira do lago em um movimento rápido, e ele deu uma piscadela para elas.


- Exibicionista. – praguejou a ruiva.


Sasha riu novamente.



*****





O dia seguinte foi exatamente o que eles esperavam. O calor aumentava gradativamente, e o jogo no campo de quadribol foi relativamente agradável. Sasha, Lílian e Alice se encostaram na cerca da arquibancada para não perderem um lance do jogo, embora a ruiva repetisse frequentemente que não suportava o esporte, parecia estar animada e agitada com este jogo em particular.


Quando os meninos entraram em campo, a torcida ferveu em gritos, assobios e canções para animá-los. Thiago voou muito perto deles e mandou um beijo para Lily, que fez uma careta em resposta, mas deu risada. Quando os jogadores estavam posicionados, foi dada a largada... e o narrador do jogo era ninguém menos que o mesmo do outro jogo, Snape. Não que ele fosse o melhor narrador de todos os tempos, ele não tinha motivos para estar narrando este jogo. Mas pelo menos Thiago não parecia realmente nervoso com o fato – logo que Gloria aceitara narrar o jogo contra a Sonserina, sendo que já haviam deixado tudo acertado para que isso acontecesse.


O lado azul da arquibancada estava desanimado. Não que a derrota fosse tão óbvia, mas só de observar os malabarismos do time da Grifinória ao entrar em campo ficaram desolados. Todos os jogadores, principalmente Thiago e Sirius, tinham uma habilidade incrível em cima da vassoura – voavam com uma suavidade surpreendente e rapidez imensa. Sasha se perguntou como Sirius fazia para equilibrar o bastão – como se ele fosse realmente leve - enquanto voava.


- Está dada a largada! – Snape anunciou com a voz trêmula.


Então, a goles foi lançada para cima e tudo começou a se desenrolar. Imediatamente, Thiago subiu até o topo do campo, observando seu time ao mesmo tempo em que procurava um borrão dourado e ligeiro no ar. O uniforme vermelho reluzia e deixava-os muito elegantes, com uma pose de profissionais.


Sirius voava rápido em volta do campo, passando pelas arquibancadas, acompanhado de outro jogador do sétimo ano, o outro batedor.


- O que um batedor faz? – Sasha perguntou em voz baixa para Lílian.


- Faz... alguma coisa para impedir que os jogadores do time inimigo marquem pontos ou apanhem o pomo-de-ouro antes deles. – explicou, sem desviar os olhos do campo.


Mas logo ela entendeu – Sirius segurou com firmeza o bastão e mirou em uma bola muito agitada (o balaço, segundo Alice) e acertou-a em cheio, fazendo-a tomar rumo para o lado em que o apanhador da Corvinal, que coincidentemente era Bertha Jorkins. Sasha lembrou-se da primeira vez que vira a garota na festa que haviam feito no ano passado no salão comunal da Grifinória – a mesma em que Sirius lhe contara que eram ex-namorados. A mesma também em que beijara Sirius.


Os cabelos castanho-claros da garota brilhavam no sol enquanto ela voava, balançando-os em uma imensa cascata. Desviou-se rapidamente do balaço e fez uma careta para Sirius, enquanto seguia para o outro lado do campo.


- Hey, aquela é Bertha Jorkins! – Sasha exclamou.


- Sim... apanhadora da Corvinal. – Alice respondeu gritando, para poder ser ouvida – é por isso que eles acham que a vitória está garantida... mas eu a acho realmente esperta!


Sasha calou-se e continuou a prestar atenção no jogo.


- E a Corvinal segue para o ponto... vamos, Corvinal, não desista! - Snape incentivava uma menina de cabelos negros que voava com a goles em direção ao aro, onde Remo estava posicionado para defender - McClaren, esse ponto é seu! E ela marca de... ah, não, o goleiro da Grifinória apanhou, e jogou para Alberto Grunt, o substituto de Pettigrew! - disse com desânimo - onde será que está ele essa hora? Se estivesse aqui, daria de graça a bola para a Corv... - ele ia dizendo, mas recebeu um cutucão da professora McGonagall. - Tudo bem, Flat tem a goles e a passa para Bell. Que virada sensacional, a de McClaren! Ela volta e pega a goles... está novamente indo para os aros, minha gente, ela não está querendo perder... e passa para Bolton...


Era óbvio o que Snape estava fazendo, e isso irritou instantaneamente Sasha. A maneira como elogiava os jogadores da Corvinal estava dando-lhes confiança, e eles estavam atacando muito – e o exato contrário acontecia com o time da Grifinória, mas eles não se deixavam lamentar e partiam para a briga mesmo assim.


Thiago voava por cima das arquibancadas, contornando o campo. Já devia estar na sétima volta quando mergulhou entre os jogadores, ignorando a disputa pela goles, afundando até quase bater de cara na areia e erguer-se com habilidade para um vôo baixo.


- O que o Potter está fazendo lá embaixo? Tsc, tsc... - o garoto de cabelos sebosos narrou tristemente - E novamente, Lupin defende! A disputa está acirrada, e isto é para calar a boc... - mas novamente ele recebeu um cutucão da professora McGonagall e completou - Ai! Tudo bem, professora, eu só ia dizer algo para aqueles que cantaram vitória antes do tempo e... tudo bem, já me calei! Sppinet está com a goles e está indo velozmente em direção aos aros... vamos, pega essa Steffin, não deixe passar! Oh, não, dez pontos para a Grifinória!


Apesar dos comentários nada agradáveis de Snape, a torcida explodiu nos primeiros pontos. Sirius quase caiu da vassoura ao voar rapidamente todo o campo, fazendo gestos para que aumentassem os gritos. Thiago foi até a frente das cadeiras onde estava Snape e colocou o indicador sobre os lábios, mandando-o calar-se. Snape bufou no amplificador, e a torcida vermelha e dourada arrancou-se em risadas.


- E o jogo recomeça...


Depois disso, a Grifinória marcou vinte pontos na Corvinal com um ponto de Remo, que lançou a goles com força de um dos aros, e Sirius a recebeu com um movimento leve com o traseiro da vassoura, marcando em um belo passe. Apesar da pequena repreensão da treinadora Hooch de que os batedores não podiam marcar gols, a torcida vibrou com mais entusiasmo que antes. Então, uma furiosa McClaren agarrou-se à goles e saiu voando pelo campo trombando em todos os uniformes vermelhos que via pela frente, até alcançar os aros e atirar furiosamente em direção à Remo, que assustou-se no último momento e desviou da goles por instinto, embora esticasse os braços, mas ela ultrapassou o aro. Vinte pontos a dez pontos para a Grifinória.


- Não esqueçam que ainda há tempo, Corvinal!


Mas quando Snape disse isto, já era tarde demais. Flat recebeu a goles de Sirius e passou velozmente entre McClaren e Snoggie (“Wooooa... quase McClaren consegue!”), dirigindo-se aos aros, mas passou reto por eles, e, de trás, enquanto Steffin a observava confusamente, ela passou para Robert Bell, e ele novamente marcou mais dez pontos para a Grifinória. Antes que a torcida vibrasse ainda mais estridentemente, Thiago Potter havia começado a correr pelo campo, muito rápido.


A torcida se aglomerou ainda mais na cerca da arquibancada, e Sasha sentiu-se esmagada – e agradeceu por estar com os cabelos amarrados em um rabo-de-cavalo, ou viraria um palheiro - , mas o estômago dela saltitava como se várias borboletas batessem asas dentro dele; observou concentrada enquanto Thiago fazia caminhos impensáveis com a vassoura entre os jogadores, que pareciam estar lentamente se esquecendo da goles, enquanto a apanhadora da Corvinal começou a se juntar ao moreno com a mesma incrível rapidez. O próprio Remo marcou mais dez pontos enquanto os jogadores paravam para ver a disputa dos dois jogadores principais do time.


Thiago e Bertha voaram mais entre os jogadores, e quando passaram por cima da arquibancada da Grifinória, puderam ver as suas expressões aflitas, mas é claro que não tiveram noção do que estavam perseguindo, apenas pela visão. Então, eles sumiram além do campo, em direção à Floresta Negra. Houve um momento de silêncio e apreensão. Todos os jogadores sobrevoaram acima das arquibancadas, apertando os olhos para tentar ver os apanhadores. A goles havia rolado nas mãos de uns e outros e caíra, esquecida, no chão de areia do campo. Ouviu-se um silvo muito estranho... mas era apenas a vassoura de Thiago que voava velozmente em direção ao campo, carregando o dono com um sorriso de todos os dentes perfeitos e brilhantes estampado no rosto belamente, mostrando um pequeno objeto dourado entre os dedos, que batia as asas furiosamente tentando escapar.


- Diabos... Potter pegou mesmo o pomo-de-ouro. Grifinória vence. - um Snape muito desanimado narrou, e então jogou o megafone para o lado e saiu.


Bertha Jorkins não voltou voando. Mas não se preocuparam com isso, pois a torcida da Grifinória começava a descer as escadas rapidamente para o campo, para comemorar com os jogadores.


Os tênis de Sasha afundaram pesadamente na areia, e o seu pé mergulhou, enchendo-se de areia, mas ela não se importou realmente. Avistou Sirius pousar da vassoura muito próximo à ela, e ele parecia mais irresistível do que nunca, com os cabelos suados grudados na testa, as bochechas antes muito brancas agora quase escarlates. A morena suspirou, afirmando para si mesma que ele ficava terrivelmente sexy com aquelas vestes grandes de jogador, e aquelas botas especiais. Ele vinha em sua direção com um enorme sorriso, então ela esperou, até que ele abraçou-a muito forte, colando seus corpos como nunca – e Sasha não soube se foi o suor ou a euforia do momento - , e rodopiando-a contente.


- Viu como eu sou o melhor, Vic? – murmurou para ela.


- Eu nunca tinha duvidado, Six! – exclamou rimando, mas ofendida.


Sirius riu e beijou-a levemente, enquanto ela passava os braços por seu pescoço.


- Bom mesmo! – ele disse, e então se separaram para misturar-se aos alunos que abraçavam-se contentes, e cantavam.


Thiago abraçou Sasha calorosamente, enquanto ela dava parabéns para ele, assim como Remo. Lílian e Alice estavam parabenizando com Spinnet e Bell quando os meninos voaram para cima delas: Thiago segurou a ruiva entre os braços e ergueu-a com facilidade, como se ela fosse um bebê em seus braços, e ela jogou mil pragas enquanto tentava lhe bater:


- Não acha que eu mereço um beijo de presente, ruivinha? – ele quis saber, com um enorme sorriso.


Lílian olhou-o furiosamente.


- Cínico! Me solte agora mesmo. Sabe que eu tenho influências, Potter, vou lhe jogar mil detenções, agora me solte!


- Só vou te soltar quando aceitar sair comigo! – avisou, ainda sorrindo, ignorando o nervosismo de Lily.


- Quantas vezes eu vou ter que repetir que nuuuuunca?


- Até você cansar. – ele disse – ou até eu cansar.


A ruiva olhou para ele desconfiada.


- E isso vai demorar muito?


- Na verdade, você parece estar cansando, então não vai não. – sorriu ele.


Por Merlin, Lílian tinha que admitir que o charme de Thiago era quase... irresisível. Quase. Só para ela era resistível. Mas era quase insuportável olhar no fundo daqueles olhos castanhos-esverdeados brilhantes por trás dos óculos, enquanto seus cabelos faziam um furacão de confusão no topo da cabeça dele, levemente molhados. E os seus braços fortes... não pareciam fraquejar nem ao menos um instante ao segurá-la entre eles. O sorriso dele era contagiante e... pelo bendito amor de Merlin, Lílian Evans, o que você está fazendo?


- Me solte, Potter! Diabos! – ela gritou.


Os alunos da Grifinória já haviam começado a subir a encosta em direção ao castelo, e eles iam ficando para trás.


- Eu já disse que não vou soltar, Lily.


- E eu já disse que é Evans para você!!!


- Ah, não repita o disco, vai, ruivinha...


- Me solte AGORA!


- O que você vai fazer? Me enfeitiçar? – provocou o garoto.


- Não é uma má idéia! – ela falou, antes de puxar a varinha rapidamente das vestes e apontá-la para o peito de Thiago, mas a sua voz falhou.


- Vamos, me enfeitice! – ele incentivou, erguendo-a para segurá-la mais firmemente.


- Não – me - provoque! – ela grunhiu.


- Faço o que eu quero, minha ruivinha. – a voz aveludada dele dançou perto de seu ouvido, e com um gesto instintivo, Lílian firmou a mão em sua varinha.


- Petrificus Totalus!


No mesmo instante, Thiago soltou Lílian – que caiu na areia dolorosamente – e grudou os braços no corpo, e as pernas uma à outra, e caiu como uma tábua na areia, embora o sorriso malicioso ainda não tivesse fugido de seus lábios e um brilho maroto brincasse em seus olhos.


A ruiva ergueu-se majestosamente e bateu sua roupa, tirando a areia. Depois, virou-se para Thiago e disse:


- Isso é para que não duvide mais de mim. E isto – e lançou Finite Incantatem com a ponta da varinha, fazendo o garoto soltar-se do feitiço – é para provar que eu sou um pouquinho boazinha... – e foi dando as costas, mas quando deu mais ou menos quatro passos, Thiago estava em seu encalço, segurou-lhe forte um dos braços e virou-a para encará-lo.


Um fogo imenso ardia em seus olhos castanhos, e a ruiva corou no mesmo instante.


Porque quando estou olhando em seus olhos
A sensação é de ser a primeira vez
Me dê uma boa razão pela qual não possamos tentar

(Mariah Carey – For the Record)


- E isto – ele puxou-a para si, colando seus corpos, e aproximou seus lábios avidamente dos dela, beijando-a com vontade e fúria, não sendo contrariado por Lily, que, mesmo sem ter idéia do porquê, correspondeu muito bem o beijo; após alguns segundos que pareceram horas para os dois, Thiago separou-se para terminar de falar – é para mostrar que eu não vou te deixar em paz nem em mil vidas.


Ele soltou-a e seguiu para o castelo na sua frente. Enquanto a ruiva ia atrás, foi abordada pela professora McGonagall, que vinha dos vestiários apressada:


- Evans!


- Sim, professora? – ela parou para esperá-la.


- Algum problema com Potter? – ela quis saber, desconfiada.


- Todos os problemas do mundo. – desdenhou Lily, fazendo a professora sorrir.


- Tudo bem. Na verdade, a única coisa que quero lhe alertar é para que não saia enfeitiçando os alunos desta maneira, está bem? Você é monitora, e tem que dar o exemplo quanto a isso.


- Sim, professora. – ela corou – não vou mais enfeitiçar o Potter. Juro que foi a última vez. – prometeu, sabendo que não poderia cumprir.


- Pois bem... não se esqueça que hoje à noite é seu o monitoramento na masmorra da Sonserina! – lembrou-a.


- Às nove horas entrarei em ação. – a ruiva lançou uma piscadela para a professora, e foi quando estavam terminando as escadas de mármore que davam acesso ao saguão principal do castelo, e então separaram-se.


Ainda haviam alguns grifinórios espalhados contentes pelo saguão, mas Lílian não avistou nenhuma das meninas, e muito menos os meninos, então subiu para o salão comunal. E os estudantes da Grifinória se encontravam em peso lá, já em total festa. Não se sabia de onde, uma enorme mesa arredondada surgira entre as escadas dos dormitórios feminino e masculino, cheia de travessas coloridas com as cores da Casa, e dentro delas haviam muitos tipos de doces e salgadinhos. E, é claro, haviam várias cervejas amanteigadas saídas de não-se-sabe-onde-misteriosamente. Com certeza, era obra de três jogadores em especial.


- Lily! – Sasha acenou-lhe de um canto.


A morena usava um chapéu de duende vermelho e as luvas enormes do uniforme de Sirius; já segurava um copo de cerveja amanteigada e estava acompanhada de Remo, que sorria.


- Ah, já está bebendo... – a ruiva revirou os olhos ao aproximar-se dos dois.


- Qual é! Cerveja amanteigada não deixa ninguém bêbado! – Remo riu.


- É claro que não... Sasha Mills nunca ficou embriagada por cerveja amanteigada. – ironizou – e nunca fez loucuras com um certo Black enquanto isso e...


- Por favor! – a morena, corada, parou-a – juro que não vou beber mais que dois copos!


- Beba o quanto quiser. – autorizou Remo, empinando o nariz de brincadeira.


- Ah, sim, o monitor mais responsável está falando... – Lílian tornou a alfinetar.


Remo não respondeu, mas começou a dançar no ritmo da música de maneira muito engraçada, fazendo-as rir. Logo, elas entraram na dança também, e Alice, que antes estava conversando (consolando) Frank em algum lugar no castelo, juntou-se à elas em seguida, muito animada.


Eram aproximadamente seis horas da tarde quando a professora McGonagall entrou no salão comunal – era a primeira vez que Sasha a via fazendo isto. O som imediatamente cessou e os alunos viraram-se todos para olhá-la, já temendo o que ela viria dizer:


- Monitores, por favor, reúnam esses alunos e acabem com esta bagunça! – ela fuzilou Thiago e Sirius, que estavam sentados na escada do dormitório, com seus olhos ligeiramente cruéis, mas depois abriu um curto sorriso e completou: - ah, e antes que eu me esqueça, parabéns pelo jogo de hoje, crianças! Espero que continuem assim no próximo contra a Sonserina... a Taça tem que ser nossa!


E o salão encheu-se de gritos de euforia e comemorações. Ela saiu resmungando alguma coisa; certa de que aquele era somente o primeiro aviso da noite para acabarem com a festa.


Às exatas seis e meia, Sasha sentiu uma dor em seu braço, aquele em que Bellatrix cravara as unhas; mas era somente Sirius que o pegou para virá-la, sem saber do machucado. Ao perceber a careta que ela fez, ele disse:


- Ah, qual é, eu sei que sou forte, gostoso e tudo, mas também não é pra tanto...


- Não é nada disso – Sasha riu – estou machucada – ergueu a manga da camiseta para ele poder ver.


- Como fez isso? – ele preocupou-se.


- Não acreditou ontem quando eu disse que caí? – ela disfarçou, embaraçada.


- Não mesmo.


Sasha olhou para os lados, disfarçando, ao perceber que ele continuava com os olhos grudados na ferida em seu braço.


- Mas e aí, belo jogo hein? – comentou.


- Nada! Foi muito fácil. – ele fez um gesto zombeteiro – mesmo o seu amiguinho Snape tentando estragar tudo, que idiota... ele realmente quebrou a cara. – um brilho se fez nos olhos dele, quando ele riu – achei foi pouco! Quero só ver o próximo: Grifinória e Sonserina. A professora McGonagall já disse que Gloria está escalada para comentarista, então estamos meio tranqüilos...


Ela mordeu os lábios inferiores, lançando-lhe um olhar. Sirius falou:


- Só que você não entende nada de quadribol, não é mesmo? – ele riu alto.


- É claro que eu entendo. – ela respondeu em voz baixa, fingindo-se ofendida.


Sirius acariciou levemente sua bochecha, com um sorriso torto (aquele sorriso que o tornava quase mais que irresistível para Sasha).


- Garotinha mimada. – ele falou baixo para ela ouvir.


- Não sou, não. – ela protestou, empinando o queixo para encará-lo.


- E ainda é teimosa. – ele completou, rindo levemente.


Sasha estava pronta para protestar, mas ele passou as mãos pelo braço dela e segurou sua mão, entrelaçando os seus dedos nos dela que estavam com as grossas luvas, e esta preferiu calar-se. Lílian estava chorando de rir por causa de algo que Remo lhe contava muito próximo à ela, e Thiago fuzilava-os da escada, onde não prestava a mínima atenção na conversa de Spinnet, o qual estava realmente animado com o seu desempenho no jogo.


- Só mais dois jogos, se ganharmos o próximo contra a Sonserina, a Taça está praticamente garantida e... – ele repetia freneticamente com muitos gestos, parecendo mais entusiasmado que o próprio Thiago naquele momento.


- Isso mesmo... com licença, Spinnet. – ele pediu educadamente (o que não foi normal), e levantou-se, deixando o garoto para trás segurando uma careta realmente feia para o capitão do time.


Thiago passou pela ruiva e por Aluado, encarando-os, e eles imediatamente pareceram se esquecer da piada, mesmo que um sorriso de lado ainda se fizesse nos rostos deles, e continuou até a mesa arredondada onde estavam os doces, sozinho. Em questão de segundos, Remo apareceu ao seu lado.


- Pontas, que ciuminho bravo hein?


- Que ciúmes, Aluado? Ta louco. – resmungou, e mordeu um bolinho de abóbora, acabando com ele em duas dentadas.


- Sua ruivinha estava me contando que você foi um pouco ignorante com ela hoje... – o amigo ergueu uma das sobrancelhas, apoiando-se na mesa com os cotovelos, observando Thiago engolir mais uns bolinhos.


- É? Ela te conta essas coisas, então? – perguntou, tentando parecer desinteressado.


- Ela me conta muitas coisas mais. – Remo deu um pequeno sorriso.


- Que bom pra você. – ele murmurou, engolindo mais um bolinho.


- Seu veado, larga de ser idiota. – riu Remo, notando a braveza de Pontas – somos só amigos.


Thiago não respondeu, apenas apanhou um punhado de bolinhos de abóbora e virou-se para encostar-se na mesa, voltando-se para os alunos que comemoravam e festejavam no salão comunal.


- Ela já te falou porque não gosta de mim? – ele quis saber, ainda fingindo indiferença.


- Oras... tenho que repetir tudo o que ela fala pra você? Egoísta, exibicionista, inútil... Lílian é bem sincera quanto à certas coisas. – Remo respondeu.


Thiago jogou um bolinho dele, rindo.


- Ah, cala a boca... não é possível que ela me deteste tanto assim, Remo...


Remo ficou em silêncio por um momento, e Thiago olhou-o, desconfiado.


- É? – perguntou.


- Caro Pontas... o coração tem razões que a própria razão desconhece. – ele filosofou forçadamente, fazendo o amigo jogar-lhe outro bolinho.


- Vai caçar criancinhas, Aluado. – resmungou, comendo o último bolinho e limpando as mãos.


Remo riu e ia saindo, quando Thiago chamou-lhe rapidamente, e falou baixo só para ele ouvir.


- Essa semana... você sabe, não é? – lançou-lhe um olhar significativo, e quase pôde sentir Remo engolir seco. – Quinta-feira... dia 23.


Remo acenou com a cabeça.


- Madame Pomfrey me levará. – ele disse rapidamente – você sabe, sempre é assim.


- Eu estava pensando, Remo – eles caminharam até perto da janela, onde o sol começava a descer em direção à Floresta Negra para desaparecer e deixar a escuridão entrar – Sasha também é animaga. Lembra, quando ela disse?


Remo arregalou os olhos, e olhou para os lados para se certificar de que ninguém estava ouvindo.


- Está louco, Thiago? Não basta você, Sirius, e Pedro, e ainda quer envolver mais uma pessoa nisso tudo? É melhor continuarmos assim como estamos, bem escondidos...


- Mas Lílian sabe, você contou a ela no quinto ano! Sasha poderia ajudar e...


- Não, Thiago! Assunto encerrado! Não basta as desconfianças daqueles sonserinos idiotas... Snape está cada vez mais me perseguindo durante essas noites... ele ainda vai descobrir. Se colocarmos Sasha no meio disso tudo, você sabe muito bem que aumentará ainda mais a perseguição de Snape e...


- Mas ninguém vai nos ver, Remo, nunca ninguém nos viu! – ele exclamou, exasperado. – a capa é grande o bastante para mais um e Sasha é confiável o bastante para...


- Thiago, pelo amor de Merlin, pare! – pediu o amigo – não me peça isso! Não me peça para contar para mais alguém o que eu sou... e ver a sua expressão de novo... – ele fechou o punho e bateu-o no batente da janela. – não sei qual seria a reação dela. Você sabe, Lílian ficou semanas se falar comigo...


- Mas porque achou que você não confiava nela antes por não ter lhe contado! E não porque voc...


- Cale a boca! – mandou Remo.


- Tudo bem, é só uma idéia. – lamentou Thiago – uma ótima idéia. Seria muito mais divertido. – um brilho brincou nos olhos do maroto, enquanto ele fitava o horizonte.


- Que bela diversão, a sua... – riu Aluado.


- Quer saber? Acho que está com um humor muito bom para quem...


- Controle a língua maldita, Pontas! – ele falou mais alto.


Sirius se juntou à eles.


- O que quer, Almofadinhas? Estava lindo lá com a sua namorada. – resmungou Thiago.


- Que ciúmes, Pontas! – ele abraçou-o – sabe que eu e ela somos puro fingimento, no fundo eu sou só seu!


- Belo casal... – bocejou Remo.


- Na verdade, vim só avisar vocês... vou levar Sasha ao Salgueiro.


Thiago olhou para Remo e explodiu em gargalhadas. Remo bateu a mão na testa, e disse:


- Você também não...


- Pontas queria levá-la?


- Não, ele queria contar-lhe sobre... o que fazemos no Salgueiro. – confidenciou em voz baixa.


Sirius olhou de um para o outro por um momento, depois disse:


- Acho melhor não contar mesmo.


- O quê? – Thiago pareceu indignado, mesmo que com um ar zombeteiro.


- Não sei... não imagino a reação de Sasha. – ele respondeu o amigo – quer dizer, ela é cabeça aberta e tudo... mas lembra quando a gente disse à ela sobre o professor Takashighi ser vampiro? Ela ficou realmente nervosa, cara. – abaixou a voz para ele.


Thiago concordou em silêncio.


- Não faça isso, Almofadinhas. – pediu Remo, olhando-o.


- Eu só vou levá-la! Preciso de um tempo com ela, com mais privacidade, sabem... – ele deu uma piscadela maliciosa para os dois.


- Leve-a ao esconderijo do espelho! – mandou Aluado.


- Cara, o sol vai se pôr daqui uns minutos, é o fim do inverno e começo da primavera, se eu me apressar dá pra ver a melhor paisagem de lá de cima... não vou perder isso. – disse definitivamente – vou só levá-la, aluadinho. Pode relaxar aí.


- Se quiser, conte, Sirius. Não se reprima. – Thiago disse, e em seguida riu da careta que Remo fez para ele, enquanto Sirius se afastava.


Foi até Sasha, que de início pareceu confusa, mas depois que ele disse-lhe algo no ouvido ela sorriu e deixou-se levar pelo quadro da Mulher-Gorda, que olhou-os de loslaio.


- Não esperem anoitecer para voltar... aluninhos sem juízo.


Ainda pensaram ouvir um ruído de “com tantos perigos lá fora”, mas apressaram-se pelos corredores. Sirius entrou em uma passagem secreta que saía logo no saguão de entrada do castelo, e Sasha animou-se – pelo menos, sairiam daquelas paredes de pedra! A porta ainda estava aberta e eles correram por ela. Sirius puxou Sasha em direção ao campo de quadribol, e ela logo imaginou qual era a sua idéia – colocá-la em cima de uma vassoura e...


- Sirius. – ela puxou-o – não posso fazer isso.


- Sah, ninguém vai nos ver, é rapidinho... pode ficar tranqüila...


- Eu não... me sinto segura... – balbuciou.


- Quê isso, vai ser lindo... você vai ver...


Sasha engoliu seco e não disse mais nada, apenas deixou-se ser guiada por um Sirius muito animado, que ia à sua frente ainda segurando uma garrafinha de cerveja amanteigada. A garota arrumou o chapéu em sua cabeça, e tirou a luva de Sirius de uma de suas mãos, sendo que a outra estava sendo apertada por ele. Puxou a mão da dele, contrariada, e puxou a luva. Sirius virou-se.


- Chegamos. – deu-lhe um enorme sorriso.


Mas ainda estavam no meio do caminho para o campo!


- Quer que eu pegue a vassoura aqui e vá até o campo? – quis saber ironicamente.


- Vassoura? Mas... quê? – ele olhou para o campo – ah, não, não, não! Não vamos voar... se bem, que não seria uma má idéia para chegarmos mais rápido! – sorriu levemente.


Ela ergueu as sobrancelhas:


- Não entendi.


- Não vamos ao campo.


Sirius pegou um pedaço de galho que estava no chão. Então, Sasha percebeu que, bem perto deles, havia uma árvore com o tronco muito grosso, apesar de baixa, com os galhos agitados e balançantes.


- O que vamos fazer então? – ela continuou, observando Sirius, com o galho, tocar algo como um nó em uma raiz da árvore que estava acima da terra; os galhos que se agitavam com o vento pararam abruptamente – Sirius?


- Venha! – ele segurou sua mão novamente e guiou-a até o imenso tronco.


Então, Sasha avistou um buraco bem ao pé do tronco, que entrava embaixo da árvore.


- Não vamos entrar nesta coisa, não é?


- É claro que sim! – Sirius riu, e antes que ela pudesse protestar, ele puxou-a rapidamente para dentro do buraco.


Parecia um grande escorrega natural e muito escuro. Sasha gritou: não podia ver Sirius e nem mesmo onde ia parar. O que durou alguns segundos – que para ela foram minutos – eles enfim caíram no chão, embolados um no outro. Parecia um saguão subterrâneo que dava para um corredor muito escuro.


- Lumus. – Sirius acendeu a própria varinha, e gargalhou de Sasha em seguida. – calma, não vou te matar nem nada!


A garota ergueu-se e limpou as próprias vestes com as mãos. Olhou para Sirius desconfiada:


- O que quer comigo aqui?


Novamente, ele riu. Sirius estava muito engraçadinho, segundo Sasha. Então, o garoto conjurou vassouras, que desceram pelo escorrega velozmente e pararam em pé ao lado de Sirius e Sasha.


- Que diabos! Eu disse nada de vassouras! – reclamou, mandona.


- Vic, vou te ensinar a voar. Mande seu medo à merda! – disse enquanto montava na vassoura.


- Já disse que não sei voar, Sirius, não é medo! – respondeu, agora realmente irritando-se com a teimosia de Sirius.


- Olha – ele aproximou-se dela.


Droga, ele tem que vir com esses olhos azuis acinzentados, com um olhar de garoto irresistível e mal-criado, esse sorriso torto mais charmoso e sedutor que tudo no mundo, e essas mãos quentes e fortes na minha cintura? Sirius... tente me hipnotizar menos!


- Eu juro que não vai doer – a voz dele era macia e a sua risada foi leve – só que sem as vassouras, demoraremos mais para chegar, amor. E pode acreditar que não vai querer chegar tão tarde assim...


Por uns instantes, ela apenas olhou-o. Depois levantou a cabeça e perguntou:


- O caminho é realmente longo?


- Realmente longo. – ele continuou sorrindo, notando que ela estava cedendo.


Sasha teve uma idéia:


- Vamos nós dois em uma vassoura só então! – ordenou – outro dia você me ensina a voar!


Ele sorriu largamente e disse:


- Eu não vou esquecer disso...


Ela fez uma careta e observou enquanto ele montava na vassoura.


- Venha.


E Sasha sentou-se atrás dele, ligeiramente insegura com a falta de apoio nos pés, pois Sirius era mais alto que ela, mas a vassoura não vacilou, e ela agarrou-se à cintura do garoto com firmeza.


- Por favor... vá devagaaaaaaaaaaaaaaaaaa...


E o seu grito foi abafado durante a veloz saída de Sirius em direção ao corredor escuro, sua varinha postada à frente iluminando seu caminho. Sasha fechou os olhos, sentindo náuseas: o corredor abria-se em um caminho extremamente tortuoso e pequeno, e a todo instante ela gritava, achando que eles iriam bater ou capotar, pois a velocidade que o garoto atingiu em apenas alguns segundos foi realmente impressionante. Tinha a sensação de escuridão à sua frente e a única certeza era que estavam a pelo menos oitenta por hora. Quis xingar Sirius de vários nomes, mas quando abriu os olhos seu estômago revirou mais forte com um solavanco: o caminho tornava-se mais fechado, sombrio, e parecia cada vez mais aumentar as suas curvas estreitas.


Achou que estava machucando Sirius com as unhas apertadas firmemente em seu abdômen, mas não se importou tanto: ele procurara aquilo. Os seus olhos fecharam-se com tanta força que ela viu estrelinhas coloridas no breu. Sentia apenas o calor do corpo do garoto e o vento gelado batendo em seu rosto e em todo o seu corpo, que se equilibrava muito inseguramente em cima do cabo da vassoura.


Quando ela achou que não iria mais agüentar e finalmente iria se jogar para trás, a velocidade da vassoura diminuiu bruscamente – Sirius deu uma guinada para trás e freiou, bem em frente à uma parede. Acima da cabeça deles, havia uma portinhola de madeira que erguia para cima para abrir.


Ele desmontou-se da vassoura e ouviu um barulho atrás de si. Sasha sentara-se no chão, tombando de tonta. Levou a mão aos cabelos e depois aos olhos.


- Eu estou morrendo... – murmurou, baixo.


- Pare de drama, garota... vamos...


Sirius ergueu-a segurando embaixo de seu braço com as duas mãos, e esperou por um momento que passasse a tontura dela.


- Desculpe, eu me empolguei. – ele deu um sorriso tímido à ela, que fez uma careta.


- Se eu vomitar na sua cara a culpa é toda sua. – informou com a voz embargada.


Ele riu e notou que ela já estava um pouco bem, então soltou-a ali e empurrou a portinhola de madeira, que rangeu ao bater do lado de dentro da saleta que podiam ver pelo burado.


- O que é? – ela quis saber.


- Mais um dos lugares... – sorriu.


- Vocês são desbravadores... – ela riu, fraca.


- Somos mais que isto. – ele disse satisfeito – vou te colocar lá dentro.


Sirius empurrou-a para cima, e antes que ela pudesse gritar ou protestar a maneira como fora empurrada, já tombara no chão de madeira da próxima sala. Foi algo realmente estranho. Parecia algo como uma casa de madeira abandonada, com vários móveis quebrados com batidas que não pareciam nem um pouco com feitiços; haviam também janelas fechadas com tábuas, e um cheiro inconfundível de mofo e sujeira; não parecia ter alguma porta. A luz dourada do sol lá fora entrava pelas frestas nas paredes e janelas iluminava o chão empoeirado nos cantos, e as teias de aranha no teto, mas não havia sujeira ou qualquer indício de não utilização na escada que os levava para cima em outros cômodos ou no centro daquela sala. Alguns segundos depois, Sirius apareceu ao seu lado, sorrindo.


- Bem-vinda à Casa dos Gritos.


Quando a garota esforçou-se para ficar em pé, a casa pareceu toda estremecer e ranger.


- E porque ela tem esse nome? – quis saber, ainda observando os móveis quebrados.


- Alguns moradores de Hogsmeade espalharam boatos de que ouvem gritos aqui às vezes à noite... mas é claro que não há perigo algum. – terminou em tom zombeteiro, e começou a subir as escadas.


Sasha seguiu-o, ouvindo a escada ranger cada vez que pisava o pé em um degrau. Enfim, chegaram a uma única sala que havia no andar superior, algo que se parecia com um quarto realmente destruído e empoeirado. Havia uma janela que não estava coberta de tábuas ou de teias, e Sirius dirigiu-se à ela, abrindo-a. A garota percebeu que aquela janela era do lado contrário da face da casa que aparecia para o povoado, à oeste. Também percebeu que ali se estendia uma pequena sacada, igualmente empoeirada.


Ela observou Sirius conjurar uma manta verde escura que pareceu limpa e estendê-la no chão na sacada, e quando o pano tocou a superfície do chão, uma camada de poeira desprendeu-se deste e dissolveu-se no ar lentamente. O garoto foi até ela e segurou sua mão delicadamente, enquanto ela colocava as grandes luvas - que não sabia como ainda estavam em sua mão – em cima de um piano de cauda muito velho e acabado que ficava perto de onde antigamente parecia ser uma janela que dava para o povoado. Novamente, uma camada de poeira desprendeu-se da madeira do piano. Sasha espirrou.


Sirius sorriu e puxou sua mão para a sacada, e sentou-a ao seu lado esquerdo. Então, ela finalmente entendeu o que queria dizer lindo e a pressa de Sirius – além da sacada, em uma paisagem estonteante, haviam uns poucos pinheiros ainda cobertos de uma fina neve que persistia em seus galhos gelados, e depois uma colina muito verde estendia-se até onde não podiam mais ver. Um fraco e distante sol brilhava em algum ponto muito próximo ao fim da colina, irradiando raios dourados que faziam brilhar a neve nos pinheiros e davam ao verde da colina leves tons dourados e verde escuro. Era nada menos que um incrível pôr do sol, talvez o mais lindo e mágico que Sasha já vira.


Seus lábios tremeram de um frio que nem notara que estava sentindo, e ela abraçou os próprios joelhos. Imediatamente, dois braços fortes a envolveram, e ela viu as pernas de Sirius passarem ao redor dela. Aconchego. O calor que o corpo dele emanava aqueceu-a quase instantaneamente, e ela deitou-se para trás, sentindo o peito dele arfar e encostando a cabeça em seu ombro.


- Está com frio? – ele perguntou, cuidadoso.


- Não mais.


Ele afagou suavemente o braço dela. Sasha pensou que ele não podia ter planejado nada mais bonito ou romântico.


- Faltam apenas alguns minutos para o sol se pôr. – ele disse – ainda quer vomitar na minha cara?


Ela apenas riu, acenou com a cabeça, e perguntou:


- Como soube deste lugar?


E ela percebeu que ele vacilou para responder.


- No ano em que entrei em Hogwarts... o Salgueiro Lutador foi plantado. Era uma árvore muito incomum, pois quando se chega muito perto dela, ela simplesmente ataca você. – finalizou dramaticamente – e é claro que foi uma diversão incrível para gente como eu e Thiago. – ele riu levemente diante a própria afirmação.


- Imagino...


- Uns anos depois... descobrimos a passagem – parou para passar a mão nos cabelos e coçar a nuca – e conseqüentemente o lugar.


Ela pensou por um instante.


- E porque ele está tão destruído? Quer dizer, todos estes móveis... parecem ter sido atacados. – ela sussurrou em voz baixa, como se alguém pudesse escutar.


- Pode falar alto, não há fantasmas aqui – Sirius sorriu calmamente – eu... não sei porque os móveis estão assim. – disse.


Quase instantaneamente, Sasha notou a hesitação na voz macia do garoto e virou o pescoço para olhá-lo, desconfiada.


- Bom... eles não estavam assim quando eu conheci. – disse, sincero, tentando não encontrar os olhos dela.


- E o que causou isto tudo?


Sirius suspirou, e abaixou os olhos. Ela notou que eles estavam mais claros e azulados do que nunca.


- Não posso lhe dizer, Sasha. – sua voz saiu embargada.


Sasha voltou a olhar a paisagem, agora um pouco mais escura do que minutos atrás, e tentou imaginar o que poderia ter atacado aqueles móveis ou destruído algumas paredes. E porque os moradores do povoado diziam ouvir gritos? Mas apesar de se sentir um pouco... péssima com a falta de confiança do garoto, entendeu perfeitamente. E não é preciso repetir o porque.


- Eu realmente queria, mas...


- Tudo bem. – ela sorriu para ele, docemente.


Sirius abraçou-a mais fortemente, e beijou de leve o seu pescoço.


- Sabia que entenderia, Vic.


- É como eu disse uma vez... todos temos segredos.


Ante a isto, Sirius sentiu-se mal por não poder contar à ela... mas antes da confiança por ela, ele era um maroto, e em seu sangue corria efervescendo a lealdade e a força da amizade que aquele grupo tinha. E o segredo de Remo, com certeza, havia os unido mais e mais durante aquele ano e o passado.


- Às vezes eu me pergunto... onde estará Pedro. – ele confidenciou com um murmúrio.


- Faz tempo que não falam dele... tinha até esquecido.


- É que... você não sabe, Sasha, desde o primeiro ano somos amigos. Desde sempre ele esteve junto com a gente... andava com a gente como uma sombra. Agora é como se faltasse um membro entre a gente. Faz muita falta – ele admitiu, engolindo seco – mesmo que ele fosse um cagão e fizesse tudo que a gente mandasse sem questionar, era parte da gente... você entende isso?


O sol começava sumir além da colina, dando a impressão de estar entrando dentro dela para descansar. Um vento frio começou a soprar com mais força quando o céu de fundo azul escuro mesclou-se inteiramente de listras alaranjadas, carmim e branco.


- Acho que entendo. – disse.


Queria que o assunto sobre Pettigrew acabasse, pois aquele não era exatamente o papo adequado enquanto apreciavam o pôr-do-sol sozinhos, um nos braços do outro, esquentando-se – e ainda mais que Sasha nunca gostara nem um pouco daquele garotinho baixo e gorducho que vivia seguindo os meninos como um bobo da corte.


- Eu nunca trouxe ninguém aqui, Vic. – ele disse com a voz mais macia do que nunca, ao pé do seu ouvido.


Ela fechou os olhos por um instante.


- Trate de se sentir privilegiada. – ordenou, rindo em seguida.


- É realmente... lindo, Sirius. – foi a única palavra que conseguiu para resumir, mas poderia escrever elogios sobre aquela atitude e aquela paisagem por dias e fazer um livro.


Sirius suspirou em seu pescoço e ela se arrepiou, encolhendo-se ainda mais nos braços dele. O sol agora era apenas um borrão amarelado que brilhava mais forte que as outras faixas coloridas, e eles ficaram em silêncio até que o borrão sumiu e o céu começou a escurecer rapidamente. Algumas estrelas começaram a surgir no céu escuro, e ela percebeu que poderia ficar ali para sempre, só sentindo o calor de Sirius e apreciando a vista...


Mas não podia ficar mais muito tempo só naquilo. Sentiu um calor imenso invadir-lhe o corpo quando os lábios de Sirius beijaram apaixonadamente algum ponto muito próximo à sua orelha, e ela esticou o pescoço, fechando os olhos, para dar-lhe mais espaço. As mãos dele começaram lentamente a acariciar sua barriga. Sasha não entendia como ele podia causar-lhe tudo aquilo... era um fogo...


De repente, Sirius separou-se dela. Levantou-se e foi até a cerquinha da sacada, apoiando-se nos cotovelos. Sasha revoltou-se – ele havia realmente provocado a sua... ira.


- Está ficando tarde. – ele tinha um sorriso muito provocante e maroto nos lábios quando ela juntou-se à ele.


- Está mesmo, né. – comentou, casualmente.


“Vou fazer o seu jogo, gracinha...”


- Quer voltar? – ele quis saber, descontraído.


- Óbvio.


Ele olhou-a com os olhos muito brilhantes e um leve sorriso torto nos lábios.


- Então vamos... – e esticou o braço cavalheiramente, para que ela passasse.


Sasha seguiu para onde ele apontou, para dentro do quarto. Ele fez desaparecer a manta no chão e fechou a janela, notando que ela esperava-o na porta do quarto, observando seus gestos com uma sobrancelha erguida e um sorriso um tanto... diferente.


- Esqueceu o caminho? – ele perguntou, malicioso.


Sasha acenou positivamente, e virou-se para descer as escadas – talvez Sirius tivesse mesmo razão, estava ficando tarde e tinham que voltar ao castelo antes que alguém...


- Hey... eu estava brincando, Vic. – mais rápido que um raio, ele apareceu bem ao seu lado, segurando seu braço para impedi-la de descer mais uns lances de escada, e colara seus corpos muito próximos.


- Brincando com quê? – ela quis saber, inocentemente.


Sirius deu outro daqueles sorrisos tortos... ele não cansava...


- Pára com isso. – disse, e beijou os lábios dela devagar, apreciando-os.


Sasha estremeceu e levou as mãos para a nuca do garoto, acariciando seus cabelos negros e sua nuca levemente, correspondendo o beijo com mais avidez do que ele começara. Sirius suspirou e desceu os braços para sua cintura, abraçando-a seguramente entre eles. Havia um silêncio no quarto que era cortado apenas pelos suspiros dos dois e pelo vento gelado que batia na janela e passava pela casa com um zumbido.


Então, iniciou-se uma guerra prazerosa de línguas e lábios, de mãos e braços, de carícias e sussurros no pé do ouvido. Um calor que antes poderia parecer impensável para os dois subia-lhes entre as pernas e ia parar na cabeça, cujos pensamentos estavam mais confusos e determinados do que nunca – cuja confusão difundia-se com a zonzeira da falta de ar e deixava-os sem raciocinar direito sobre o que fazer ou como. Mas isto, os seus instintos estavam fazendo muito bem...


Sirius ergueu Sasha pela cintura, e ela entrelaçou as pernas em volta dele, sem soltar-se do beijo caloroso e cravando ainda mais as unhas em suas costas. Ele levou-a para a parede, pressionando-se contra ela, fazendo com que mais do que nunca o fogo subisse entre os dois, tão colados que estavam, que seria realmente difícil identificar quem era quem de longe.


Uma parte de Sasha lhe alertava que deveria refrear aquilo tudo o quanto antes melhor... mas, diabos, aquela parte parecia tão pequena e insignificante diante à parte que lhe implorava pelo corpo de Sirius – sustentando uma sede incontrolável do beijo dele – e queria mordê-lo, arranhá-lo, beijá-lo e querê-lo o quanto fosse possível!


Quando pensou em dar ao menos alguma razão à pequena parte de seu cérebro que ainda podia ter segurado algo de sua própria razão, o garoto soltou-se do beijo dela e olhou-a diretamente nos olhos. E toda a sua razão se foi ao notar o brilho incrível que estava presente naquele mar de fogo azul. Não havia nada cinza ali agora, e havia um leve rubor em sua face, seus lábios inchados levemente, os cabelos grudados na testa e revoltos. Sasha não estava diferente – seus lábios carnudos pareciam ser ainda mais agora que estavam inchados, e estava muito corada, e seus olhos arderam com o encontro de azuis.


Depois, ele inclinou a cabeça, desfazendo o laço entre seus olhos, e beijou seu pescoço avidamente. Sasha fechou os olhos e mordeu os lábios inferiores, agora certa de que não conseguiria (ou poderia) parar aquilo nem que quisesse. Sirius sabia o que fazer e como fazer, e fazia o momento ser perfeito e nada parecer errado – na verdade, ela nem estava conseguindo pensar em tudo aquilo. Seu cérebro era apenas um borrão de pensamentos translúcidos que se desfaziam a cada carícia, a cada beijo ofegante. Sua consciência e seus instintos estavam todos voltados para Sirius, e em cada detalhe daquilo tudo.


Sem parar de beijar seu pescoço, ele desenroscou as pernas dela e segurou Sasha em seus braços, como uma noiva. Novamente um laço poderoso fez-se quando seus olhos ardendo em chamas se encontraram. Ele levou-a até uma cama velha de pilares que havia ao lado da janela, do lado oposto do piano. Conjurou lençóis pretos com uma rapidez incrível e deitou-a em cima destes.


- Você é habilidoso com os lençóis, Six... – ela sussurrou, maliciosa.


- Sou habilidoso com outras coisas também... – ele respondeu no mesmo tom, sorrindo muito maroto, os olhos mais azuis do que ela já havia visto.


E novamente ele inclinou os lábios para enterrá-los nos dela, para um beijo mais apaixonante, ávido e caloroso do que antes.


















N/a: espero realmente que estejam gostando!
Rhina: ahh, preciso dizer que os seus comentários conseguem ser os mais importantes? :) só de saber que você lê isso aqui dá vontade de continuar!
aos outros: obrigada a todos! continuem lendo e dizendo o que acham, é realmente importante pra mim ;]
..continua no próximo!

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