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8. Capítulo 8


Fic: Entre o amor e o ódio - por Bruxicca


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Capítulo 8

Depois da declaração da Rainha, o caos voltou a reinar sobre o solário, com todos falando ao mesmo tempo.

Desta vez quem deu o basta o Conde Potter.

- Conte-nos exatamente o que aconteceu, Majestade.

A Rainha prontamente começou a descrever o rapto.

- Primeiro foi a noticia da morte do Duque por um mensageiro da Duqueas, por tanto de confiança. Imediatamente o Rei ordenou que fosse providenciada uma caravana para ir prestar as últimas homenagens. Já estávamos quase ao Castelo de Slyteryn quando fomos atacados. Por orientação, de Griffindor, Ana e Cass, foram disfarçadas. Parecia que ele sabia que alguma coisa ia acontecer.

Até então ninguém tinha falado nada, estavam somente ouvindo a narração do acontecimento, somente, foi ouvido algumas exclamações aqui e ali.

Continuando...

- De repente, surgiu um bando de mascarados, que a princípio nós pensamos que poderia ser simples ladrões, mesmo que a caravana carregasse o estandarte de Hogwarts. O duque de Griffindor então ordenou que as meninas me protegessem. Como todos sabem, elas são treinadas na arte guerra. - o Conde balançou a cabeça concordando - Então o Lupin, ficou protegendo o Rei.

"Em meio aquela confusão toda, eu não consegui, ver como realmente tudo aconteceu, num momento estávamos escondida na floresta, e o Rei, e o Lupin sendo amarrados e levados ao chefe do bando. Que eu tenho certeza era o Malfoy, já que seus cabelos quase brancos são inconfundíveis."

A rainha então deu um suspiro cansado e se sentou num banco próximo, só então deixou as lágrimas escorrerem.

O Conde olhou para o filho e fez um sinal com a cabeça que somente ele percebeu. E sabia o queria dizer.

Tiago foi então até a porta chamando seu chefe da guarda e sussurrou ordens no seu ouvido. Para depois chegar perto da mulher e pedir que ela acompanhasse a Rainha até os aposentos dela, para que ela pudesse se refazer.

- Tudo bem, Tiago. Acho mesmo que a Rainha precisa de descanso. Eu quero pedir um favor.

- Qual minha ruivinha? - dando um pequeno sorriso para ela.

- Que vocês me esperem, pois quero saber de todos os detalhes.

Balançando a cabeça em afirmativo, Tiago deu um beijo na testa da sua ruivinha e a deixou sair de perto para que ela falasse com a Rainha.

Num tom de voz mais baixo, Lílian chamou a Rainha.

- Majestade. - porém ela não ouviu, Lílian a chamou de novo, só que desta vez mais alto.

- Majestade. - como que saída de um transe, a Rainha olhou para ela, esperando então que a sobrinha falasse alguma coisa.

- Não gostaria de poder descansar um pouco agora e mais tarde tenho certeza que o Conde, meu sogro, porá a Senhora a par de tudo que for decidido.

A rainha olhou da sobrinha para o Conde e de novo para sobrinha e balançou cabeça em concordância. Pórem antes de sair ainda disse:

-Acho que a morte do Duque foi um engodo.

Saído do solário acompanhando a sobrinha.


Enquanto isso, ali mesmo no solário...

Gwen no começo da narrativa da Rainha tinha se afastado de todos, continuava encosta na parede e com os olhos vidrados como se tudo aquilo que a Rainha tinha relato fosse somente um sonho ruim. Mas ela sabia que não era, pois conhecia muito bem a mente diabólica do seu pai e do seu cunhado.

Tinha momentos que preferia não pensar naqueles dois, principalmete no cunhado. Nunca, mais nunca havia comentado com ninguém o que o cunhado tinha tentado fazer com ela quando estava entrado na adolescência. Sabia que ninguém acreditaria nela, se nem a própria irmã que viu o acontecimento acreditou, por que mais alguém iria acreditar.

Desde então sua relação com a irmã que tanto outrora gostara estava desgastada. E agora o Rei nas mãos daquele idiota. Não podia acreditar. Estivera tão longe em seus pensamentos que não percebeu a presença do Conde Sirius do seu lado.

E como todos no solário, ao falar com ela e sussurrou.

- Gwen, você conhece bem o Castelo do seu cunhado?

Ainda estava constrangida com o ato impulsivo de mais cedo que não teve coragem de olhar nos olhos dele. Apenas balançou a cabeça em sinal de afirmativo.

Então ainda sem olhar para ele disse:

- Tem um bom tempo que não vou visitar minha irmã, mas tenho quase certeza que o Castelo não mudou muito. - com um tom sarcástico, completou - Meu queridíssimo cunhado é um sovina.

Sirius achava que conhecia aquela mulher. Por que logo notou algum mais na sua voz, que no momento não conseguiu identificar.

Dando o assunto por encerrado, Sirius chegou ainda mais perto da Gwen, e disse:

- Não me esqueci da nossa conversa de mais cedo. - Foi à primeira vez desde que entrou no solário que a Gwen realmente olhou para ele.

Ele pode senti-la tremendo pela a lembrança do beijo, e abriu um sorriso ainda maior, mais tarde a própria Gwen classificou como sendo um sorriso de vitória.

- Não acabamos aquela conversa. - disse e saiu de perto dela, deixando-a boquiaberta com a cara-de-pau.

Gwen suspirou e outra vez entrou em transe, mas não mais por causa do odiado cunhado ou do pai. E sim por causa da lembrança do beijo mais que espetacular que recebera de alguém.


Ainda no solário...

O conde Snape colocava a par o Conde dos restantes dos acontecimentos e de como o Duque de Griffindor tinha sumido. Quando ele acabou que relatar, houve uma comoção na entrada do solário e todos se viraram naquela direção, como não tinham percebido que a porta tinha se aberto. Estando todos concentrados nas conversas menores.

Era Lady Lílian entrando, tinha acabado de ouvir o relato do Conde que seu pai estava desaparecido e desmaiou.


Muito longe dali...

Num quarto que menor do que a baia onde ficavam os cavalos reais, se encontrava o Rei. Em um catre, com lençóis sujos, e palha que não tinha sido trocada à pelo menos três semanas atrás.

Rei era uma pessoa de idade avançada, não tinha mais condições de viver num lugar tão insalubre. Estava tossindo muito, e sua saúde estava cada vez mais debilitada.

Num outro cubículo ao lado se encontrava Sir Lupin, em condições até piores que o Rei. Mas não podia fazer nada, somente ficava ouvindo as tosses intermitentes do Rei e rezando para que a Rainha tivesse conseguido chegar a salvou no Castelo do amigo Tiago. E que a ajuda viesse antes do Rei morrer.


De volta ao solário...

Ouve um alvoroso com o desmaio da Lílian, mas logo ela voltou os sentidos, pedindo água. O que foi prontamente atendida pelo o marido.

- Meu pai... e perdeu a voz, olhando então apavorada para o marido.

Apenas o Sirius e Gwen então perceberam o som da trombeta que vinha dos muros do Castelo. Logo os dois se lançaram a correr passando por todos sem que realmente vissem alguém. E chegaram juntos ao passadiço.

Vendo então quem estava sendo anunciado.

Somente naquele momento a defesa interna dela cairam ajoelhou no chão e começou a chorar. Sirius abaixou e passou os braços pelo o corpo tremulo dela e ali eles ficaram até que o visitante misterioso entrou no pátio interno do Castelo.


De novo muito longe dali...

Lupin pensava quando o Conde Malfoy viria falar com eles, ou então se teria dignidade para tanto. Ou se iria mandar um mensageiro. Ainda pensando sobre isso, ouviu a porta de carvalho antigo se abrir. Fez uma cara de desprezo para a pessoa que entrava para depois virar a cara.

Vendo todo aquele desprezo no rosto da pessoa que mais amou na vida, uma lágrima rolou em seu rosto.

- Lupin... por favor... - mais lágrimas rolaram no rosto dela, quando percebeu que suas súplicas de nada resolveriam. Abaixou a cabeça e saiu da cela.

O que ela não percebeu foi rolava lágrimas no rosto dele também.


N/A:

Beijos à todos... Continuem lendo e comentando...


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