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6. Capítulo VI


Fic: Harry Potter e o fim da profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Gina, acorda. – chamou Luna.

- O que foi? – perguntou a ruiva, atônita.

- Tem que levantar. Vamos tomar café e esperar o pessoal da segurança chegar para irmos para A Toca. – explicou a loira.

Gina bufou e deixou-se cair sobre os travesseiros.

- Lá vamos nós de novo! – murmurou num suspiro, enquanto levava a mão à testa e fechava os olhos.

Ouviu a porta do quarto bater e teve certeza de que estava sozinha novamente. Abriu os olhos e encarou o teto por longos instantes. Parecia estar se preparando psicologicamente para o dia que começava. Respirou fundo e levantou de um salto, como que para não perder a coragem, indo diretamente para o banheiro. Encarou-se no espelho por alguns segundos.

- Eles têm que entender que a menininha cresceu. – murmurou, analisando o próprio reflexo. – Cresceu e agora quer ser dona de sua própria vida.

Despiu-se sem tirar os olhos de sua imagem refletida e logo depois, prendeu os cabelos ruivos num coque frouxo no alto da cabeça, enquanto entrava no box. Após o banho, pôs um vestido azul marinho simples, calçou uma sapatilha, soltou os cabelos, penteando-os em seguida, olhou-se mais uma vez no espelho e deixou o quarto.

No corredor, ao fechar a porta atrás de si, sentiu uma respiração quente em sua nuca.

- Bom dia, ruivinha. – uma voz rouca sussurrou em seu ouvido.

Ela fechou os olhos por alguns segundos, um leve sorriso brincando em seus lábios, virou-se para encará-lo. Beijaram-se longa e apaixonadamente,

- Agora tenho certeza de que meu dia não está totalmente perdido. – murmurou, afastando-se do loiro, mas sem tirar as mãos envolta de seu pescoço.

Os dois sorriram entre si e, de mãos dadas, desceram as escadas para a cozinha, no porão. Surpreenderam-se quando, ainda no andar térreo, viram Harry e Hermione envolvidos num beijo, no mínimo, avassalador.

- Eles...? – começou Draco.

- Sim. – murmurou Gina em resposta, puxando o loiro para que seguissem, sem interrompê-los, fazendo sinal de silêncio.

Chegaram a cozinha, ocupada por poucas pessoas, boa parte delas, aparentemente, de saída, como no caso do Sr. Weasley, Gui, Fleur, Sirius, Tonks, Denise, Thais e Suzana.

Logo que acomodaram-se à mesa, a Sra. Weasley depositou sobre ela uma bandeja com torradas e uma jarra com suco de abóbora. Isabella e Amy já estavam ali e conversavam com Deborah a um canto. Não demorou muito e Harry e Hermione adentraram o aposento, sentando-se com eles.

- Bom dia! – cumprimentou a morena, já se servindo de uma torrada.

- Bom dia. – responderam os outros dois.

- Animada? – fez Harry, zombeteiro.

Gina deu um sorriso amargo.

- Não faz assim, Gina. – pediu Hermione séria. – É o casamento do seu irmão, deveria estar feliz pela felicidade dele.

- E eles estão transbordando alegria com a minha felicidade, não é? – ironizou a ruiva.

Hermione pigarreou.

- Bem... É só que eles acham que estão pensando no seu bem. – replicou num sussurro.

- Vamos mudar de assunto? – pediu Draco, vendo que a namorada começava a se irritar.

- Ok, ok. Já parei!

- ... Perdemos o lugar no time por causa dele! – ouvia-se a voz de um dos gêmeos se aproximar.

- Já se perguntaram há quanto tempo ela pode estar escondendo isso de nós? – outra voz, quase idêntica a aquela replicava.

No instante seguinte, os gêmeos, Angelina, Katie e Moody adentraram a cozinha.

O grupo que conversava segundos atrás na mesa, parou e ficou a encarar os que acabavam de chegar.

- Todo esse alvoroço por conta do menino Malfoy, hã? – fez o ex-auror. – Creio que seja melhor esperar. De nada vai adiantar vocês criticarem Virgínia. Se ela quiser contornar vocês, vai contornar e sabem disso. Contornou esse tempo todo. – ressaltou.

- Por quanto tempo? – perguntaram os gêmeos juntos.

- Um ano, dia oito de agosto. – respondeu a ruiva, pondo-se de pé de um salto. – Satisfeitos com a resposta? Espero que não tenham se decepcionado, sinceramente. – disse com falso pesar.

- Um ano? – gritou a Sra. Weasley, se aproximando. – Um ano, Gina?

- Por que não estou surpresa? – fez Katie.

- Termine de comer, Gina. – disse Molly. – E depois vá direto para o escritório. Vamos ter uma conversa séria. – avisou. – E definitiva.

- Já não era sem tempo. – murmurou a ruiva, pegando uma última torrada e bebendo o último gole de seu suco.

O resto da refeição se passou em um silêncio quase mortal. Poucos trocavam palavras. Harry e Hermione fizeram que iam subir e pareceram estar apenas esperando alguma coisa.

- Podem ir. Vou ficar aqui embaixo com a Bebel até a Gina sair. – disse Draco. – Subimos assim que ela estiver liberada.

- Ok, então. – murmurou Hermione, caminhando em direção a porta, sendo seguida de perto por Harry.

Ao sair e fechar a porta atrás de si, ele a abraçou por trás, beijando-a no pescoço, provocando-lhe arrepios.

- Por Morgana! Você quer me enlouquecer! – ela disse, virando-se e beijando-o.

Ouviram passos se aproximando e afastaram-se, escondendo-se no armário sob a escada.

- Vamos via pó de flu. – avisou Moody. Uma porta bateu e as vozes pareceram mais distantes.

Entreolharam-se sorrindo e deixaram o armário silenciosamente, subindo as escadas para o quarto que ocupavam com Amy e os Malfoy. Ainda no corredor, Harry a beijou novamente, um beijo caloroso e demorado. Quando deram por si, já estavam deitados numa das camas do quarto. Afastaram-se ofegantes.

- Acho que as coisas estão indo um tanto... rápidas demais. – ela murmurou, olhando-o nos olhos.

- Não vai passar disso, não se preocupe. – ele disse, um tanto apressado.

- Não é isso. – Hermione replicou. – Não estou pensando nisso. É só que...

Harry a olhou apreensivamente. Ela parecia escolher as palavras.

- É só que tenho medo de acabarmos passando dos limites. Só isso. – murmurou.

- Se impomos limites, acho que não serão ultrapassados se não quisermos. – disse Harry, fazendo-a sorrir.

- Eu te amo tanto... – ela sussurrou, antes de ser envolvida em mais um beijo.

- Mas depois de um mês separados, reuniões malditas da Ordem... – ele começou, sentando-se na cama. – Não que sejam inúteis ou que sejam realmente malditas, é só que por horas chego a amaldiçoá-las. – apressou-se em acrescentar. – Em todo caso, tudo isso tem nos afastado, logo, quando estamos juntos, queremos extravasar um pouco, se é que me entende.

Ela riu e balançou a cabeça negativamente.

- Entendo. – murmurou, entre risos.

- Vai dizer que não está louca para voltar para Hogwarts? – ele fez, erguendo uma sobrancelha.

- Lógico que estou! – ela respondeu. – Mas esse ano vai ser mais complicado, não é?

- Vendo por esse lado... – ele começou. – Então, que tal aproveitarmos?

- Apoio incondicionalmente a idéia. – ela brincou.

---


- Depois de tudo o que a Hermione disse você ainda tem o que contestar? – fez Gina, exasperada.

- Não conversamos sobre isso ainda, Gina. Logo, nada aqui pode ser ligado a qualquer coisa que Hermione tenha dito! – retrucou a Sra. Weasley. – Como acha que nos sentimos sendo os últimos a saber? Sou sua mãe!

- Mas eu previra que não aceitariam. – contrapôs. – Como acha que me senti sabendo que com vocês, que são a minha família, eu não poderia contar?

- Querida, sabe que pode contar conosco para tudo. – murmurou Molly. – Tudo bem! A situação não é bem a que esperávamos, mas deveria ter nos contado.

- Se eu o tivesse feito, não teria chegado nem a metade do tempo que estamos juntos. – replicou Gina. – Tudo começou como uma brincadeira, apenas uma atração... estávamos nos sentindo sozinhos, entende?

- Talvez entenda que ele estava se sentindo sozinho... – brincou a Sra. Weasley. – Você tem uma família enorme e vários amigos que te querem tão bem...

- Mas às vezes me tratavam como uma criança. – murmurou a garota. – E ainda tratam como se eu fosse uma. – completou rapidamente.

- Para nós, nenhum de vocês deixará de ser nossa criança. – comentou Molly e uma longa pausa se seguiu. – Você realmente o ama?

- Sim, mamãe. – Gina baixou os olhos, deixando uma lágrima escapar. – E tudo o que eu queria era que me entendessem, que me apoiassem. Temos uma batalha pela frente e eu ao menos sei se estarei viva amanhã! Quero ser feliz enquanto posso, quero viver cada momento como se fosse o último e queria que vocês estivessem do meu lado. – uma pausa. – Posso contar com vocês?

- Farei o possível, querida. – Molly a abraçou. – O que eu não faço chorando para ver você sorrindo?

Gina riu e se afastou da mãe, procurando seus olhos.

- Era tudo o que eu precisava ouvir hoje. – murmurou, abraçando-a novamente.

- Mas antes... – começou a Sra. Weasley, afastando a filha e limpando as próprias lágrimas.

- Pode deixar, Sra. Weasley. – Gina sorriu. – Prometo que não vou fazer nada de errado, que não vou deixar ele tentar nada e que, principalmente, vou me cuidar.

- Isso me deixa mais tranqüila. – fez Molly, aliviada. – A propósito...

- Lá vamos nós de novo! – suspirou Gina pela segunda vez naquele dia.

- Quero que se cuide com essa história de entrar para a Ordem. Trate de não sair atrás de problemas. Principalmente os que possam envolver um tal Sr. Potter.

- Não se preocupe. Vou me cuidar. – assegurou.

- Acho muito bom. – Molly abraçou a filha fortemente, deixando as lágrimas escaparem. – Seja feliz, querida. – e após soltá-la pela terceira vez, procurou seus olhos. – E nada diga ao Draco. Creio que seu pai irá ter uma boa conversa com ele.

E abraçadas, as duas deixaram o escritório. Gina fazendo um imenso esforço para não imaginar a conversa que seu pai teria com Draco e segurando o riso. Seria a coisa mais engraçada do mundo! E ela faria de tudo para assistir àquilo...

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- Harry! – Gina batia insistentemente à porta do quarto.

- Vai lá, abre a porta! – sussurrou Hermione, olhando-se no espelho, ajeitando o cabelo e analisando sua roupa. Acabara de se aprontar para a ida à Toca.

Harry foi até a porta e a abriu. Gina rapidamente adentrou o aposento.

- Você poderia me fazer um grande favor? – ela perguntou fazendo cara de pidona.

- A capa está no meu malão, dentro do bolso grande. – ele respondeu, terminando de abotoar a camisa.

- Que horas nós saímos? – perguntou Amy, deixando o banheiro enquanto secava co cabelo com a toalha.

- Daqui a uma hora, mais ou menos. – previu Gina. – Moody disse para mamãe que iríamos via pó de flu, então ela decidiu esperar mais um pouco.

- Pode esquecer. – avisou Isabella, adentrando o aposento. – Sua mãe acabou de dizer que só vamos depois do almoço, senão não iria dar tempo de preparar quando chegássemos lá. – avisou. – A propósito, Draco está te esperando lá embaixo.

- Harry, guarda a capa numa mochila e não esquece de levar pr’A Toca, ok? – pediu a ruiva.

- Tudo bem. – disse o moreno vendo a ruiva deixar o quarto. – Melhor não irem tão arrumadas. – avisou às garotas.

- E por quê? – fez Isabella, virando-se para encará-lo. Ela estava à porta do banheiro, a toalha sobre o ombro e os cabelos negros presos num rabo de cavalo alto.

- Creio que faremos desgnomização, os gêmeos irão aparar os gramados e nós começaremos os preparativos para o casamento. Ainda terão que ajudar a Sra. Weasley na cozinha. – explicou. – São quatro dias de farra e trabalho associados.

- Não vejo problema algum nisso. – murmurou Amy. – Vamos nos divertir um bocado... – abriu um sorriso maroto.

- Espero que não pense em aprontar alguma. – disse Isabella como prevendo o que se passava na cabeça da amiga. – Vou tomar meu banho.

Amy mostrou a língua para Bebel e virou-se para Hermione.

- Por que vocês estão usando vestidos? – perguntou. – Devo usar, também?

- É uma boa. – respondeu Hermione. – Leve e confortável.

- Vestido, então.

Os quatro riram e Isabella entrou no banheiro.

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Chegaram à Toca pouco depois das duas da tarde. Cada um levava consigo apenas uma mochila.

- Muito bem. As garotas, são cinco, ficam no quarto com a Gina. Fred, Jorge, Carlinhos e Gui ficam no quarto que era do Percy. Harry, Rony e Draco, vocês ficam no quarto do Rony. Angelina, Deborah, Katie e Fleur ficarão no quarto que era de Fred e Jorge por enquanto. – completou a divisão. – Após o casamento, teremos uma nova organização dos quartos. Podem subir para deixar suas coisas nos seus respectivos quartos e desçam novamente. Tenho trabalhos para vocês.

E todos deixaram a sala, seguindo para as escadas.

- Vocês reformaram a casa? – fez Harry, analisando cada canto.

- Na verdade, mamãe e papai aproveitaram a promoção dele para fazer umas mudanças. – explicou Rony. – Deram um jeito do lado de fora e ampliaram por dentro. Também arrumaram as coisas. Só que ainda não está pronto. Acho que mamãe ainda vai dar um jeito quando a casa estiver mais vazia.

- Bom, agora que Fred, Jorge, Percy, Gui e Carlinhos não moram mais aqui, somos só eu e o Rony. – acrescentou Gina. – Mesmo assim, quando há festas e feriados, a casa fica muito cheia. Todos têm namoradas agora.

- E o Percy? – perguntou Hermione.

- Quem é esse? – fizeram Isabella e Amy juntas.

- É o cara que estava concorrendo para Ministro da Magia no ano passado contra o Quim. – disse Harry.

- Ah, claro! O que trabalha no Departamento de Cooperação Internacional de Magia? – perguntou Isabella.

- Ele mesmo. – disse Rony com desgosto.

- Ainda não falam com ele? – indagou Harry.

- Na verdade, ele não freqüenta a casa, mas a relação entre ele e a família melhorou consideravelmente. – murmurou Gina. – Acho que virá para o casamento.

- Vamos adiantar que eu não quero ficar a tarde toda desgnomizando os jardins. – disse uma voz atrás deles. Era Carlinhos.

- E ainda temos outras coisas para fazer, também. – ressaltou Deborah. – Vamos, vamos... Subindo!

Jogaram as mochilas em suas camas e desceram quase que imediatamente. Fora mais ou menos como Harry previra.

- Os garotos vão desgnomizar os jardins e cortar a grama. E as meninas vão me ajudar a preparar alguns doces. Ainda tenho que fazer os últimos ajustes no seu vestido, Fleur querida. – disse, olhando para a nora. – Vão. Antes das cinco quero todos aqui.

E os meninos deixaram a sala.

- Como se faz isso? – perguntou Draco a Harry.

- Quando chegarmos no lugar você vai ver que coisinhas chatas eles são e vai fazer tudo por instinto, garanto. – respondeu o moreno.

Draco sentiu uma pontada no pé antes mesmo que Harry pudesse terminar a frase.

- Ai, que p...? – começou, mas se deparou com um bichinho feio pequeno, com pele que mais parecia couro, cabeça grande, cheia de calombos e careca, como uma batata aos seus pés. Abaixou-se, pegou o bicho pela perna. – Maldito! – e jogou-o, com força, longe.

- Eu falei que era instintivo. – murmurou Harry, rindo e sendo acompanhado, discretamente, pelos outros.

- São muitos dessa vez. – comentou Fred. – A população está aumentando.

- Era de se esperar. – disse Jorge.

- Uns morrem, outros nascem. – disse Carlinhos como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Seria ótimo se a tendência invertesse.

- Como assim? – fez Fred.

- Que pergunta idiota! – murmurou Jorge. – Se ao invés de nascer mais do que os que morrem, fosse o contrário...

- Claro! – continuou Fred. – Teríamos menos duendes.

- Separamos, então? – perguntou Harry.

- Mulheres para um lado, homens para o outro. – ordenou Carlinhos. – Se for para acasalar, que seja da próxima vez que se encontrarem aqui, novamente.

Dito e feito. Começaram a arremessar os gnomos para todas as direções possíveis e o mais longe que podiam d’A Toca. Quando Draco arremessou a última das criaturinhas, já passavam das cinco.

- Acho que mamãe esqueceu-se do tempo. – murmurou Gui, indo ao encontro dos cinco que vinham em direção a casa. – Vamos. Ainda temos que armar a mesa aqui fora e vocês têm que tomar banho.

- Ela já terminou o vestido? – perguntou Fred.

- Está com a Fleur e a Gina trancada no quarto. – disse o mais velho.

- E as meninas? – perguntou Rony.

- Preparando a pasta americana. – respondeu o outro novamente.

- A coisa vai demorar mais do que eu esperava...

Já de noite, enquanto esperavam a comida ficar pronta, Hermione e Gina caminharam em direção aos jardins.

- Então está tudo bem, não é? – fez a morena.

- Parece que sim. – murmurou Gina. – Vamos ver o que acontece na conversa que o pa...

- Gina! – um grito vindo da casa interrompeu a ruiva.

- Mamãe. – ela resmungou, correndo de volta para casa, acompanhada pelo riso de Hermione.

A morena sentou-se sob uma árvore mais afastada, à beira de um rio límpido que passava por ali. Ficou observando a água correr no silêncio da noite. Abraçou as próprias pernas e levantou o olhar para o céu estrelado, a brisa lambendo seu rosto.

- Sabia que fica ainda mais linda assim? – sibilou uma voz a seu ouvido.

- São seus olhos. – ela fechou os olhos e abriu-os novamente, sorrindo ao ver Harry ao seu lado.

- Meus olhos então são privilegiados. Vêem você sentada num jardim, iluminada apenas pela luz da lua, apenas os ruídos provocados pelo córrego próximo... – ele murmurou, antes de beijá-la.

Minutos depois, estava deitado em seu colo, os cabelos negros acariciados pela namorada.

- É tão bom ficar aqui. – ela disse, num sussurro, um sorriso brincando em seus lábios.

- É porque estamos juntos. – ele disse, encarando-a. – Queria poder ficar assim para sempre.

Hermione forçou um sorriso. Era como se tivessem dado um nó em sua garganta.

- Um dia ficaremos juntos com a certeza de que será para sempre. – foi a única coisa que conseguiu dizer.

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No dia seguinte, os garotos passaram boa parte da manhã cortando os gramados em volta da casa. Quase todos os doces estavam prontos, faltando apenas o bolo e algumas tortas, tanto salgadas quanto doces.

- Não acha que está demais, não, mamãe? – perguntou Gina, adentrando a cozinha após prender os cabelos e lavar as mãos.

- Melhor sobrar que faltar, querida. – disse a Sra. Weasley, sorrindo, mas sem encarar a filha, concentrando-se no recheio que preparava.

- Sua mãe tem razão, Gin. – disse Fleur, espalhando uma pasta caramelada sobre uma das tortas, depositando pequenos pedaços de maçã em seguida.

- O vestido ficou bonito, Fleur? – perguntou Amy.

- Ficou maravilhoso! – disseram Fleur e Gina juntas.

- Desculpe! – murmurou Gina para Fleur, que sorriu.

Almoçaram e tiveram toda a tarde livre. O Sr. Weasley chegara tarde nas duas noites que passaram ali. Gina ficava acordada até que todos resolvessem dormir, para ter a certeza de que o pai não conversaria com Draco sem que pudesse ouvir a conversa.

Naquela noite, em especial, dormiram ainda mais cedo, por conta do casamento, que estava programado para acontecer ao crepúsculo do dia seguinte, às 17hrs.

- Garotas! Garotas, levantem! – chamava a Sra. Weasley, abrindo as cortinas do quarto onde estavam as adolescentes.

De um salto, todas levantaram e seguiram para o banheiro. Fizeram toda a higiene matinal em silêncio e desceram.

- Bom dia! – cumprimentaram todas em uníssono.

Apenas Fleur, Gui, Carlinhos, o Sr. e a Sra. Weasley estavam presentes no aposento. Sentaram-se à mesa e começaram a se servir. Pouco passava das sete da manhã. Logo, os garotos também adentraram a cozinha, juntando-se aos demais.

Conversaram pouco. Os garotos tiveram que deixar o ambiente logo depois do café da manhã para posicionar os bancos e detalhes da festa que aconteceria nos jardins. O almoço aconteceu em grupos divididos de antemão, para que nada ficasse parado.

Já no final da tarde, as garotas subiram e começaram a se arrumar. Os vestidos eram, em geral, negros ou escuros. Gina usava um preto tomara que caia, os cabelos presos a um coque no alto da cabeça; Luna um azul claro de alças muito finas, os cabelos presos num menina-moça e fios cacheados caindo sobre o colo; Hermione um grafite com alças que se encontravam atrás do pescoço, costas nuas, os cabelos presos num coque no alto da cabeça, rodeado de fios soltos, o que a a deixava ainda mais bonita; Isabella também usava um preto tomara que caia, mais comportado que o de Gina, os cabelos que batiam pouco acima dos ombros bem traçados e soltos; e Amy com um vermelho, também tomara que caia mais comprido atrás, os cabelos que desciam abaixo dos ombros soltos, divididos apenas por uma fita da cor do vestido.

Desceram e ficaram esperando os convidados chegarem sentadas à varanda. Os garotos logo se juntaram a elas e puseram-se a conversar. Logo, todos os membros da Ordem estavam presentes, assim como alguns familiares de Fleur. De início fora difícil entendê-los, mas logo se adaptaram ao sotaque francês.

Gabrielle, agora com seus treze anos, conversava mais com Harry e Hermione do que com qualquer outro. Parecia ser uma menina maravilhosa, era tão simpática quanto a irmã. A Sra. Weasley saiu da casa e pediu que todos se posicionassem; Fleur estava descendo. O Sr Delacour adentrou a casa e minutos depois, juntaram-se, ele e a filha, a todos.

A marcha cerimonial irrompeu o ambiente e uma Fleur radiante subiu ao tapete vermelho estendido até o altar. Estava deslumbrante, tão bonita quanto em qualquer outra ocasião onde teria sido vista. O vestido branco tomara que caia tinha detalhes dourados na barra e no corpete, que era bem apertado, realçando suas curvas, adaptando-se ao seu corpo e a saia era solta, estendia-se até os pés, com uma cauda não muito comprida. Em seu pescoço, uma grossa gargantilha de ouro, que o cobria quase completamente. No alto da cabeça uma coroa, também dourada, em meio aos fios louro-platinados, levemente ondulados por um feitiço, que se estendiam até o meio das costas. Uma leve maquiagem completava o visual.

Trazia consigo um buquê de tulipas brancas e um sorriso contagiante de orelha a orelha. Caminhou lentamente ao lado do pai até ser entregue a Gui, que não desgrudava os olhos da futura esposa.

A cerimônia durou quase duas horas.

- Sim, eu aceito – disse Fleur, por fim, selando o compromisso que tinha com o mais velho dos Weasley.

- Pára, Harry! – fez Hermione num sussurro, pela segunda vez, dando uma discreta tapa no namorado.

- Ai! – ele massageou o lugar onde a namorada batera e a encarou. – O quê? – fez.

- Tira os olhos dela! Está quase babando. – disse, repreendendo. – E você é meu namorado.

- Mas estamos num casamento, e ela é a noiva. Temos que deixar nossas atenções voltadas para ela! – ele replicou, sorrindo.

- Eu vos declaro marido e mulher. – disse o padre, abençoando o casal, que se beijou logo em seguida.

- Pronto, acabou! – disse Hermione. – Agora não precisa mais ficar olhando para ela.

- Ciumenta! – ele brincou, roubando um beijo da garota.

- Harry! – ela repreendeu.

- Você estava doida para que eu fizesse isso. Vai negar?

- Não, não vou. – sorriu, puxando-o para um canto e beijando-o demoradamente.

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