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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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18. Ano Novo


Fic: Sitra Achra


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione terminara de se vestir e agora colocava o belo colar que ganhara de seus pais no natal, quando Harry entra e pára a porta, sorrindo deslumbrado ao ver a esposa.

-Se você continuar caprichando tanto quando se arrumar, eu vou acabar tendo um ataque se não do coração, de ciúme. –Harry brinca enquanto se aproxima e a abraça carinhosamente, mas com cuidado para não desarrumar-lhe o cabelo.

-Como se você não estivesse irresistível com este terno. –Hermione responde no mesmo tom, enquanto se virava e dava uma espiada nos trajes elegantes do marido.

-Pois eu preferia passar o ano novo com você e nosso filho aqui em casa, ao invés de ir a uma festa boba do ministério. –Harry quase fazia bico e isso fez Hermione rir.

-Também não gosto de passar nosso primeiro ano novo com o Ryan em uma festa idiota, mas é necessário, você sabe. –Hermione dá uma última ajeitada na roupa de Harry e depois um selinho no marido, antes de puxá-lo para fora do quarto.

Quando chegaram à sala, os Weasley já estavam prontos e esperando, mas ainda não havia sinal de Draco e Gina, apesar de Draco ter deixado claro que a ruiva não iria à festa com aquela barriga enorme, já que isto seria muito desgastante.

-Draco ainda não conseguiu ser liberado? –Harry pergunta se segurando para não rir, certamente o loiro devia estar conhecendo o pior lado da geniosa caçula Weasley.

-Eu voto por deixar que ele vá sozinho! Se ficarmos aqui esperando, só chegaremos depois dos fogos! –Fred fala com um muxoxo, afinal os fogos eram de sua loja.

-Realmente, nós não podemos perder os fogos comprados na nossa loja! –Jorge apóia o irmão, olhando esperançosamente os pais.

-É, creio que devamos ir, até porque é bem capaz de Gina o prender lá em cima até que ele aceite levá-la, o que ainda nos atrasaria mais. –Harry apóia os gêmeos e Hermione acena em concordância.

-Parem de tramar às minhas costas! –Draco reclama enquanto descia rapidamente a escada. –Não acharam mesmo que eu, Draco Malfoy, iria baixar a cabeça pra uma frescura da Gina, não é? –A troca de olhares e o sorriso suprimido lhe provocaram uma careta. –Mulher minha me obedece, entenderam bem? –O tom agora fora seco e altivo, enquanto passava por eles em direção ao meio da sala.

-Queria ver a Gina ouvindo isso. –Rony provoca, mas logo a Sra. Weasley o interrompe.

-Vamos logo para a festa, não é nada bom para Arthur se atrasar para uma solenidade do ministério. –A matriarca parecia nervosa, não era comum que o ministério fizesse um evento tão especial e convidasse sua família.

Todos seguiram para a festa que se daria em um salão especial, mantido pelo Ministério da Magia para festas de gala e grandes homenagens, além do evento de posse do ministro. Ao que parecia, todos os bruxos importantes do país estavam na festa para celebrarem o ano novo e um forte esquema de segurança havia sido montado para evitar ataques de comensais.

Pouco antes da meia noite, todos os bruxos estavam reunidos na área aberta, haveria uma grande queima de fogos, com fogos especiais dos gêmeos, para receberem o novo ano e logo depois uma cerimônia oficial do ministério convocando os bruxos para uma ofensiva contra Voldemort e os comensais, em uma parceria entre poder público e iniciativa particular.

-Finalmente o show vai começar! –Rony fala empolgado, os gêmeos haviam falado muito sobre os fogos que haviam preparado.

-Pois eu espero que valha mesmo a pena, porque essa festa está uma chatice! –Harry fala enfadado, escondendo o rosto no pescoço da esposa.

-Não deixe que o vejam bocejando, vai ser muito ofensivo. –Hermione fala em tom carinhoso para Harry, acariciando suas madeixas negras.

-Eu só queria sair daqui, qualquer desculpa boba que fosse pra largar esses puxa-sacos. –Harry resmunga ainda entediado.

-Pelo visto, por mais que você aprenda e se torne um “grande” bruxo, nunca vai deixar de ser um trouxa caipira e pobretão sem o mínimo de classe. –Draco esnoba reprovando o jeito do moreno, que parecia pronto para avançar no pescoço pálido do sonserino.

-Sua desculpa chegou. –Rony os interrompe, seu tom grave chamando a atenção de todos, que olhavam para o ruivo e não para os fogos que começavam a tomar o céu. –Ataque em Cardiff, Edimburgo e Dublin. O que faremos? –Rony estava em alerta, as informações haviam chegado pelo relógio da AD.

-Hermione, você vai para Cardiff. Vou dizer para Amon ir pra Dublin e eu vou Edimburgo. –Harry instrui, rapidamente assumindo sua postura de líder e procurando Amon na multidão.

-Ok, mas é melhor deixarmos a AD de sobreaviso, de olho no ministério. Pode ser que sejam distrações para um ataque maciço em Londres. –Hermione fala olhando para Rony que assente.

-Vou coordenar tudo e repassar as posições pro meu pai, assim que achá-lo. –Rony fala e já se afasta, pronto para entrar em ação.

-Vou procurar o ministro, creio que é bom ele ficar inteirado das coisas. –Draco avisa e sai de perto do casal, que conversava mentalmente com Amon sobre a situação.

-Boa sorte, meu amor e cuidado! –Harry fala abraçando Hermione e depois beijando-a suavemente.

-Tome cuidado também, te amo. –Após isto, os dois sumiram sem som algum, cada um indo para sua capital.

Cardiff, capital do País de Gales, é a capital mais nova da Europa e uma das cidades mais verdes do continente. Naquela noite quase um milhão de pessoas estavam reunidas em um dos inúmeros parques da cidade não só para a queima de fogos, como também para um grande show de rock, com várias bandas famosas, que marcaria a chegada do novo ano.

Assim que observou em volta, Hermione não demorou a identificar o local do ataque, já que centenas de pessoas corriam histéricas em sua direção, vindas de noroeste. Rapidamente saltou, pousando em um galho alto, vendo, para sua surpresa, dezenas de lobisomens avançando nas pessoas, cerca de dez bruxos os combatiam, provavelmente ainda não havia dado tempo para agrupar toda a força de aurores.

-Hora de fazer uns casacos de peles. –Hermione sorri animada pela batalha, sua espada aparecendo em sua mão, o cristal parecendo flamejante iluminado pelas luzes da imponente praça.

Hermione deu uma breve corridinha no galho e saltou, caindo a frente do lobisomem mais próximo, sem parar para sequer olhá-lo, passou a espada pelo pescoço dele, arrancando-a como se fosse uma faca cortando manteiga. Sem sequer parar para olhar em volta, Hermione seguiu até onde vários lobisomens duelavam com os aurores, que estavam perdendo.

Os doze aurores se reuniram em um círculo, lançando feitiços que batiam nos lobisomens e ricocheteavam ou os atrasavam pouco e, para piorar, os lobisomens estavam se agrupando. Um rugido alto foi ouvido e os lobisomens atacaram todos juntos, mas acabaram batendo em uma grossa parede de gelo que se interpôs entre eles e os aurores.

-Sinto muito, mas o negócio aqui é comigo. –Hermione fala e logo depois uma chuva de estacas de gelo sai da fonte e “ataca” os lobisomens, fazendo-os recuar. –Vocês, cuidem dos feridos e de algum lobo que esteja perdido. –Hermione fala aos aurores e logo depois faz a cúpula de gelo derreter e avançar nos lobisomens em forma líquida, queimando os que não desviaram.

-Quem você é pra nos dar ordens? –O auror que parecia ser o mais velho e talvez o líder, se manifesta, fazendo Hermione virar para trás com uma sobrancelha erguida. –Sra. Potter?

-Isso aí, agora dêem o fora! –Dito isto, Hermione saltou por cima dos lobisomens e empunhou a espada, amparando o ataque de um dos lobisomens. Antes que este pudesse fazer algo, Hermione fez um feitiço sair da palma de sua mão e lançar o lobisomem longe, sobre os outros.

-Então você é a famosa Hermione, esposa do grande herói bruxo! –Um dos lobisomens se adianta e, surpreendentemente, fala. Ele tinha o pêlo negro, o peito tinha uma pelugem dourada e sua altura era cerca de meio metro maior que a dos outros lobisomens. –Onde está seu marido? –Pergunta sabendo que ele não estava próximo.

-Não importa, hoje seu assunto é comigo. Então ou vocês somem e voltam pro lugar de onde não deveriam ter saído ou eu mato todos. –Hermione mostrava um tom tranqüilo e tentou deixar seu poder mágico ficar bastante visível até para o mais trouxa dos lobisomens. Eles começaram a rir e Hermione prefere ignorar a piada e os comentários feitos pelo lobisomem líder, pois sentiu um grande calor surgir dentro de si, uma sensação quente, mas ao mesmo tempo refrescante, algo que lhe lembrava a primavera.

-Neste caso, vamos ver se faz jus a sua fama. –Havia um sorriso um tanto macabro no focinho do lobisomem, que salta para longe, deixando que seus servos lutassem com Hermione.

-Tudo sempre do jeito mais difícil. –Hermione se posicionou com a espada e quebrou os saltos dos sapatos, pronta para atacar e defender. Sabia que não poderia usar sua forma animaga, pois ainda havia muitos inocentes a volta, então teria que fazer muito, com pouco.

O primeiro ataque começou, quatro lobisomens saltaram sobre ela, era como se estivesse no centro de um X. Com a espada arrancou a cabeça do que estava a direita, depois girando no ar para atingir a cabeça do que vinha no sentido oposto, os outros dois sendo lançados longe por feitiços. Mal tocara o chão e mais quatro avançaram, enquanto isto o círculo de lobisomens se fechava.

“Os desgraçados são coordenados e mais rápidos do que imaginava.” -Hermione pensa enquanto faz sua espada desaparecer, resolvendo usar os punhos e pés até se acostumar com o modo de atacar do inimigo.

Os inimigos parecem gostar de não ver a lâmina vermelha brilhante e começaram a atacar em maior grupo, obrigando Hermione a ser ainda mais ágil e usar magias com mais impacto. Adolph via tudo de longe, analisando os movimentos de Hermione e observando o quanto ela atacava com habilidade apesar de estar mantendo uma postura muito defensiva.

Lilith estava em uma grande praça pública, onde o ano novo era comemorado em Edimburgo, capital da Escócia. O local era amplo e o belo show de fogos atraía não só trouxas, quanto bruxos.

Estava ficando um pouco entediada quando seus demônios de frente implodiram e seus dez comensais foram arremessados a uma grande altura. Observou bem o local onde estavam e notou que uma sombra gigante se movia no chão, se agrupando e dando origem a um rapaz elegantemente vestido.

-Estou me sentindo uma Bond Girl! –Lilith fala cheia de malícia ao notar o quanto Harry estava elegante em seu smoking.

-Sem brincadeiras, Lilith. Retire seus demônios daqui e volte pro inferno. –Harry ordena em tom sério e direto.

-Só se você vier comigo. –Ela se aproxima com passos calculados de modo a mover os quadris sensualmente.

-Quer que eu vá com você para o reino de seu noivo? –Harry pergunta erguendo uma sobrancelha.

-Não, mas tenho um quarto muito confortável para nós. –Agora ela estava a um passo dele, em uma distância suficiente para tocar o peito forte.

-Um quarto... –Harry repete levando sua mão direita ao rosto de Lilith, tocando-a suavemente e penetrando seus dedos nas mechas ruivas. –Sinto muito, mas não. –Ao dizer isto, um feitiço atingiu a cabeça dela, explodindo metade do crânio. –Já disse que amo minha esposa e que você não chega aos pés dela. –Harry olhava para o corpo caído, pensando se deveria arrancar o coração dela e queimar o corpo como deveria se fazer com um vampiro, mas os gritos atrás de si fizeram-no se virar rapidamente.

Cerca de dez metros a frente, um grupo de crianças gritava no centro de um círculo formado por três homens, que tentavam protegê-las de demônios pequenos, parecidos com uma versão zumbi dos elfos domésticos. Um feitiço forte atingiria as pessoas, que estavam assustadas o suficiente para correrem se vissem qualquer coisa diferente, como um feitiço. O cinto onde a bainha de sua espada ficava surgiu em sua cintura, desembainhou a espada de lâmina vermelha e ricamente ornada.

-Não se mexam! –Harry ordenou aos homens e, no segundo seguinte, apareceu atrás de um demônio e partiu-lhe em dois, logo correndo em grande velocidade e fazendo o mesmo com os outros. –Corram para bem longe.

Harry mal dera a ordem e um feitiço lhe atingiu fortemente nas costas, se fosse um bruxo normal estaria no chão e com vários ossos quebrados. Quando se virou, deparou-se com mais cinco feitiços potentes indo a sua direção. Ergueu a mão conjurando um feitiço escudo e bloqueando a todos, a espada voltando para a bainha.

-Então é verdade que anda mais forte, no entanto, tente bloquear esta, Potter! –Um comensal desafia enquanto de sua varinha saía um jato verde. Harry podia sentir o hálito gelado da morte, mas não se moveu, apenas sorriu e deslocou a mão para a direita, onde poderia bloquear o feitiço.

-Eu já superei a morte, portanto, se querem me matar, vão ter que ser bem mais criativos. –No instante seguinte Harry aparecia atrás deles silenciosamente, abrindo a boca para liberar potentes chamas sobre os comensais. –Muito ágeis. –Harry zomba ao ver que só um havia caído se debatendo no chão. –Defendam isto. –Um clarão surgiu e a seguir um raio caiu sobre os comensais deixando-os inconscientes.

Uma suave canção começa a tomar o ar naquele momento, era um canto suave e ritmado, tão doce e terno que o remetia as paisagens paradisíacas de Lunizien. Sem sequer sentir o que fazia, vira-se e deparasse com Lilith em toda sua beleza, o vestido impecável brilhava a luz da lua, os olhos negros continham um brilho misterioso e que o chamavam assim como o canto divino que saía de sua boca semi-aberta.

“Venha até mim, príncipe das sombras... seu lugar é ao meu lado, ao lado da rainha dos demônios. Venha e lhe darei vitórias, riquezas, poder e mais paixão do que julgas existir.”

A voz ecoava em sua mente, enquanto as curvas perfeitas do corpo de Lilith se tornavam cada vez mais evidentes em sua mente. Seu corpo estava aquecendo, o coração disparara, a boca salivava e a respiração ficava ofegante, cada célula de seu ser parecia gritar pela mulher a sua frente.

-Acorde Harry! –Maat tenta chamá-lo, mas este não demonstra ouvi-la. –Desencante! –A ordem vem acompanhada de um “choque” que o faz quicar e olhar para sua guardiã. –Creio que poderia chamar de canto da sereia. –A mente de Harry parece voltar a funcionar e ele suspira em entendimento.

-Obrigado, fico te devendo esta. –Harry agradece com um sorriso e um gesto.

-Está falando sozinho? Você é louco? –Lilith usara todos os seus sentidos para verificar a direção em que Harry olhara, mas não havia identificado nenhuma forma de vida lá.

-Não, mas posso ficar. –A “ameaça” foi acompanhada de um feitiço vermelho que atingiu com força a rainha dos demônios, arrastando-a uns metros para trás, mas sem provocar maiores danos.

-Não pode me derrotar com sua magia. –Desdenha, mas logo é obrigada a se defender de um chute potente que Harry lhe dera na altura do ventre, ele aparecera de repente, sem qualquer sinal.

-Depende de como uso magia. –Harry se alternara em socos e chutes, atingindo-a sem piedade. Lilith bloqueara uma boa parte e não parecia se deixar afetar muito pelos golpes que a atingiam, no entanto o objetivo de Harry era guiá-la um pouco para trás. –Adeus Lilith. –Harry fala no momento em que a ruiva enfia o salto do sapato em um bueiro e desequilibra por segundos, dando brecha para que um potente feixe de magia saísse de seus olhos e atravessasse seu peito, arrancando um coração negro pulsante.

Mais gritos surgiram e desta vez eram dezenas de demônios surgindo das sombras, avançando nas pessoas, os aurores conseguiram neutralizar os comensais, mas os demônios eram mais complicados e se multiplicavam rapidamente. Sem ter muito mais o que fazer, Harry sacou sua espada e partiu para a confusão, atirando feitiços e brandindo sua espada contra os seres do inferno.

Hermione já derrubara mais da metade dos lobisomens, mas em compensação estava com os braços e pernas bastante arranhados, parte do vestido estava rasgada e se não fosse por magia, seu penteado já teria se desfeito e ela já teria perdido boa parte do cabelo.

-No que está pensando Hermione? –Ak estava ao seu lado, enquanto os lobisomens atacavam o escudo mágico que fizera em torno de si para respirar um pouco. –Está agindo como um rato e será esmagada por esses selvagens.

-Ak, eu tenho meus motivos e esta não é a melhor hora para discuti-los. –Hermione já se recompunha, enquanto observava o local onde estava, tentando ver além dos monstros peludos.

-Se continuar tentando se defender tanto, eles vão matar as duas. –Hermione agora olhara alarmada para Ak, que permanecia impassível, os olhos rigorosos como sua postura. –Você é uma Marrillim, aja como uma e mostre a eles tudo de que você é capaz! E deixe que a magia cuide do resto.

-Se isso der errado, nunca mais confiarei em você. –Hermione tinha os olhos fixos nos dele, procurando qualquer sinal de hesitação.

-Não hesite e não tenha piedade. –Dito isto, Hermione se voltou para onde a fonte estava, depois desfez o escudo desaparecendo e aparecendo sobre a fonte.

-Venham aqui lobinhos. –Hermione os chama, fazendo com que todos a reencontrassem. –Hora do banho.

A água da fonte surgiu com muito mais volume e encharcou os lobisomens, deixando-os todo molhados e mais furiosos. Novamente Hermione desapareceu e apareceu evitando os ataques e então murmura algumas palavras, logo vendo a água no pêlo dos lobisomens congelar, então ela ergue a mão disparando um feitiço explosivo onde os lobisomens estavam e fazendo com que pedacinhos congelados de lobisomem se espalhassem junto aos destroços da fonte.

-Para quem estava tendo tanta dificuldade, até que resolveu isso bem rápido. –O lobisomem chefe fala após surgir à frente dela, parecia ter estado se divertindo bastante ao observar a luta.

-Eu só estava prolongando o inevitável. –Hermione sabia que assim que a ralé fosse eliminada, o líder viria e a luta seria bem mais difícil. –Imagino que você seja bem velho e que tenha ganhado muita resistência a magia nas últimas décadas, não?

-Porém, nunca tive uma presa tão deliciosa. –O focinho do lobisomem se contorceu em uma careta que devia ter a intenção de ser um sorrisinho malicioso. –Pena que seja arisca demais para virar prisioneira.

-Vou ser boazinha e te matar, antes que meu marido saiba disto. –Hermione recua o pé direito e estabelece a base, a mão esquerda empunhando a espada, a direita aberta, pronta para bloquear golpes e lançar feitiços. –Mas antes, qual o seu nome?

-Adolph, o macho alfa de toda a Europa. –Hermione estremeceu ao ouvir isto, a briga seria pior do que imaginara.

Nos minutos seguintes, Hermione tentou evitar ao máximo o contato físico, sempre atacando com magia e desaparecendo quando Adolph tentava atacá-la. Ele era pelo menos cinco vezes mais rápido que os outros, dez vezes mais forte e tinha uma resistência enorme a magia, a maioria dos feitiços eram absorvidas por sua pele mais rígida e resistente, a ponto de repelir até mesmo ataques de fogo.

-Até quando ficará fugindo e virá me mostrar o fio de sua lâmina vermelha? –Adolph pergunta já irritado com aquele joguinho de Hermione.

-Não quero sujá-la com seu sangue imundo. –Hermione responde e faz um gesto fluído, fazendo uma grande parede de gelos se formar a frente do lobisomem, que tentava atacá-la furiosamente. –Vamos ver se é tão resistente assim. –Antes que Adolph se afastasse, outras paredes se formam e o prendem em uma espécie de cubo gelado. –Saía se for capaz.

Apesar de Hermione saber que mesmo uma parede sólida de gelo não poderia resistir a mais do que cinco socos do lobisomem, manteve a estratégia ousada. Fez com que grandes estacas de gelo se formassem nas paredes e no teto, para dificultar que Adolph saísse a socos facilmente. Observando que a praça estava quase inundada por causa da fonte quebrada, chegou à conclusão de que aquele era o momento perfeito. Suavizou a respiração e diminuiu seus batimentos cardíacos, sua mente se concentrando em toda umidade ao redor e seu corpo atraindo não só a água, como também a fria temperatura daquela noite de inverno.

Adolph começa a socar as estacas da parede, precisando de três socos para quebrar a primeira, mais dois para quebrar a segunda, mas não conseguindo quebrar a terceira antes do quinto. O ar dentro do cubo estava ficando rarefeito rapidamente, as estacas ficavam ainda mais resistentes conforme o ar dentro do cubo esfriava. Por ser um lobisomem antigo e forte, seu corpo, quando transformado, tinha uma temperatura constante de quase oitenta graus Celsius, porém, aquele ataque de Hermione, estava fazendo-o sentir frio pela primeira vez em séculos de vida.

-Não vai conseguir me deter, eu vou sair daqui e devorá-la! –Urra com todo ar que seus pulmões ainda tinham, em uma tentativa de intimidá-la, fazê-la fraquejar, mas isto só fez com que o frio aumentasse mais rápido.

Adolph conseguiu chegar à parede, porém conseguiu apenas manchá-la de sangue ao socá-la, a pele de sua mão congelara e ele pôde ver os ossos dos nós de seus dedos manchados de vermelho. Quando tentou atingir a parede com o pé, mal conseguira levantar a perna, a temperatura dentro do cubo estava insuportavelmente baixa e podia sentir seu corpo todo congelando.

-Adeus Adolph. –Hermione murmura exausta, logo depois desaparatando para a Mansão Black.

Harry já estava cansado, os demônios eram resistentes a magia, mas facilmente cortados por sua espada e esmagados por seus socos e chutes, porém chegaram a ser milhares, o que o irritou profundamente. Ao final de uma hora estava sujo, com a roupa rasgada e duas mordidas venenosas de demônio, uma em cada braço.

-Agora chega! Lilith, retire-se já com esses demônios ou eu juro que faço o sol nascer, mesmo que isso me deixe em coma! –Harry urra furioso olhando para a rainha dos demônios que olhava a tudo entretida. Logo depois desaparece e aparece atrás dela, abraçando-a fortemente por trás. –Escute aqui, eu cansei do seu joguinho e você sabe que eu vou acabar com todos esses demônios patéticos, então vá embora daqui, agora!

-Só se você vier comigo. –Ela propõe calmamente, parecendo não se intimidar diante da perspectiva de ter a cabeça decepada ou o coração arrancado a qualquer momento.

-Eu te avisei! –Harry enfia a mão no peito de Lilith e agarra seu coração, ao mesmo tempo em que seu corpo irradiava magia.

-O que está fazendo? Não pode fazer isto! –Lilith tentava se libertar, mas não só Harry a segurava com força, como a mantinha atraída fortemente com sua magia, como se fosse um grande imã.

No céu, a lua começava a brilhar intensamente, ela adquiria um brilho dourado forte, alimentado pelo fluxo mágico que desprendia do corpo de Lilith e de Harry, que tentava sugar o máximo de energia que podia da mulher demônio.

-Ok, você venceu, eu me retiro! -Lilith fala em tom urgente, seus demônios começando a desaparecer nas sombras. –Deixe-me ir ou o levarei para o inferno comigo.

-Não precisa insistir, apenas suma daqui e com esses demônios patéticos. –Harry ignora o tom de ameaça da mulher e se afasta, não sem antes retirar seu coração e transformá-lo em cinzas.

-Até breve, meu príncipe. –Lilith apesar de zangada, parecia ainda mais interessada em Harry. A seguir lança um olhar para a lua dourada e desaparece deixando apenas um leve cheiro de enxofre no ar.

Ao redor, na grande praça, Harry via que aurores e equipes de medibruxos estavam por toda a praça, acalmando os trouxas revoltosos e tentando curar os feridos. Queria ir pra casa, saber como Hermione estava, mas sabia que havia gente ali que realmente precisava dele.

-Hermione está bem, fique aqui e vamos ajudá-los. –Maat o incentiva, sabendo que ele estava hesitante.

-Você sabe o que fazer pra arrumar essa bagunça? –Maat apenas assente e então Harry desaparece e aparece no centro da praça, onde havia uma tenda mágica para atender os feridos em estado mais grave.

Harry estava mais que impaciente, desde que chegara a casa, há quarenta minutos, e fora avisado sobre Hermione, andava de um lado para outro, preocupado por não saber exatamente o que estava acontecendo, já que haviam dado poções para tirar a dor para ela e Maat e Ak mantinham um silêncio irritante, alegando que ela estava bem.

-Sr. Potter, terminamos de cuidar de sua esposa e agora pode vê-la... –Harry passa correndo pelo medibruxo, os dois curandeiros e três enfermeiras que haviam descido, ignorando todo o resto que o medibruxo dizia.

-Hermione! Oh, meu amor, estava querendo me matar de preocupação? –Harry pergunta ao ver que Hermione, apesar de ter vários curativos pelo corpo, parecia bem.

-Não, eles só estavam fazendo alguns exames mais minuciosos a meu pedido, mas eu estou bem, tive alguns arranhões, uns hematomas, mas nada realmente sério. –Hermione explica deixando que ele a abrace, depois beija-lhe rapidamente os lábios.

-Te deram muitas poções? Você parece estar dopada. –Harry tenta brincar, mais ainda senti o coração bater apressadamente no peito.

-Estou brigando pra não dormir. Seja lá o que me deram, é bem forte. –Hermione boceja ao final da frase e Harry a ajeita melhor na cama, cobrindo-a direito com o edredom.

-Então durma, você precisa descansar. Amanhã podemos conversar sobre a bat... –Hermione coloca seus dedos sobre a boca de Harry, interrompendo-o.

-Sei que não é o melhor momento pra isso, mas eu queria te dizer logo. Quando liberei meu poder para intimidar os lobisomens, pude sentir... nossa, eu ainda não consigo acreditar nisto, mas durante o atendimento pensei bem e lembrei que durante o nosso primeiro encontro bebemos champagne demais...

-Onde está querendo chegar, Hermione? O que tem pra me dizer? –Harry estava receoso com aquele mistério, o que poderia justificar o silêncio de Maat e Ak.

-Eu... eu estou grávida, vamos ter uma menina! –Duas lágrimas rolaram pelos olhos de Hermione, enquanto um sorriso envergonhado se formava a espera da reação do marido.

-Uma menina? É sério? –Hermione apenas fez que sim, então Harry repousou seu rosto no ventre da esposa, se concentrando até sentir aquele ar primaveril. –Isso é... isso é incrível! Ela está bem? Vocês estão correndo algum risco? –Pergunta ao lembrar-se do tempo que os médicos haviam ficado com ela.

-Sim... –Um bocejo a impediu de continuar por um instante, deixando Harry mais apreensivo. –Estamos bem, eu jamais deixaria algo acontecer com nosso anjinho. –Agora a voz de Hermione não era mais que um sussurro, seus olhos piscavam intensamente.

-Durma, meu amor, eu vou dar a notícia a todos e já volto pra ficar com você. –Hermione apenas murmurou algo parecido com uma afirmativa, antes de cair em sono profundo. Harry beija ternamente a testa da esposa e desce contendo a vontade de correr e gritar a plenos pulmões a novidade.

Assim que chega a sala, viu que os Weasley, os Granger e Amon e Tonks se levantavam a espera de notícias, todos muito ansiosos apesar de saber que já deveriam ter conversado com os medibruxos.

-Eu já volto! Fiquem todos aí! –Harry passa correndo e vai até a cozinha, sem deixar que ninguém lhe perguntasse algo.

-O que deu nele? Será que Hermione está com problemas? –Laura fala de modo tenso e preocupado, os olhos voltando a marejar.

-Não se preocupe, se fosse isso ele estaria desesperado e ele parece bem. –Rony tenta tranqüilizá-los, conhecia bem o amigo e sabia que algo estava acontecendo, mas não parecia ser nada ruim.

-Desculpem a demora! –Harry fala ao aparecer com uma garrafa de champagne e várias taças.

-Ei! Essa garrafa era para comemorar o nascimento da minha filha! –Draco esbraveja ao ver sua caríssima garrafa de champagne francês sendo usada sem sua permissão.

-Amanhã compro outra! -Harry fez as taças flutuarem a frente das pessoas que as pegaram ainda sem entender nada. –Hoje ela servirá para comemorarmos a nova vida que surge! Senhora e senhores, Hermione acaba de descobrir que teremos uma menina. –Todos pareciam em choque e alguns gemidos surpresos foram ouvidos.

-Vocês são loucos? –Rony pergunta incrédulo e furioso. –Como tiraram um dos nossos melhores guerreiros de campo? É como se de repente um exército inteiro fosse morto envenenado! –Rony tinha uma expressão de choque e frustração que aos poucos era compartilhada por todos.

-Não exagere Rony! –Amon fala tranquilamente. –Claro que é uma perda importante, mas depois das vitórias de hoje, será mais difícil termos um grande ataque. Hermione ajudará mais indo atrás do Sitra Achra. Quanto à batalha final, creio que não iremos impedi-la de participar, não importa o que façamos. –Naquele momento ele lançava um olhar solidário a Harry, que sabia que aquilo era verdade.

-Contudo, prometo que farei todo o possível para evitar que Hermione se exponha a grandes riscos. Mas agora, um brinde a Hermione e a minha filha! –Harry ergue a taça e todos o acompanham.

-Um brinde ao cara que sabe como ninguém engravidar nas piores horas! –Fred inicia o brinde e é acompanhado pelos outros.

-Que esse coelho continue gerando Marrilins grifinórios para fazer o time de quadribol mais incrível que Hogwarts já viu! –Jorge continua e dessa vez Harry cora diante do riso dos outros.

-Então está tentando quebrar o recorde dos Weasley, Potter? –Draco pergunta deixando Harry ainda mais envergonhado, principalmente ao ver a careta que o sogro fizera.

-Pois eu acho que ele quer é chegar perto do Ak! –Amon fala em tom divertido e Harry chega a ficar roxo ao ouvir as palavras de apoio de AK, ao seu lado, ficando agradecido por ninguém mais poder escutar.

-Gracinhas a parte, como é que vocês puderam se descuidar assim? Hermione me disse que vocês estavam super cuidadosos depois do Ryan. –Gina pergunta curiosa, se sentando ao lado do marido.

-Hermione acha que foi no dia do nosso primeiro encontro. Bebemos vinho no jantar, depois champagne no iate, devemos ter relaxado. –Harry fala se sentindo culpado, mas recebendo um abraço carinhoso da sogra.

-De toda forma, estamos muito feliz por vocês! Não tenho palavras para dizer o quanto essa novidade nos enche de alegria. –Ela estava visivelmente emocionada, assim como a Sra. Weasley.

-Molly e eu sabemos bem como você deve estar se sentindo, nenhum dos nossos filhos foi planejado, porém eles sempre vêm na hora em que tem que vir. –Arthur fala em tom compreensivo, abraçando a esposa e fazendo os filhos fazerem uma careta.

-Então, que tal prepararmos uma bela festa amanhã? Afinal tivemos enormes vitórias, nenhuma baixa e nosso pequeno time ainda ganhou mais um integrante! –Tonks propõe e Gina é a primeira a concorda, o que faz todos se reunirem parar preparar uma surpresa para Hermione.




N/A: Oi, demorou um pouco por causa da falta de comentários, mas espero que a partir de agora não demore tanto. Devido a eu ter voltado a sentir dor nas costas, tenho ficado pouco no PC e por isso as fics vão demorar um pouquinho para serem escritas.

N/A²: Alguém aí estava esperando uma nova integrante na família Potter? Eu também não estava, mas como ela é importante na continuação, tem que vir agora mesmo rsrsrs. Mudando de assunto, alguém sabe como se mata Lilith? Harry tentou algumas, mas não deu muito certo, então façam sugestões.

Camila Jane Granger : Os outros guardiões vão aparecer sim, mas só na continuação desta fic.

mat: Sei que cansa esperar, mas eu tento ser bem justa no meu sistema de postagem, então não é bem culpa minha a demora para atualizar, até porque eu adora esta fic e tenho muitas idéias pra continuação dela. Não dá pra eu escrever a mão, é até pior pra minha tendinite, também não teria quem digitasse pra mim, mas vou pensar no caso de att mais rápido.

nanathy: Ok, você estava com preguiça, mas pelo menos comentou, então está perdoada! Rsrsrsr Tenho visto seus comentários em todas as minhas fics e gostado muito, espero sinceramente que continue acompanhando e gostando dos capítulos.

freya: Que bom que está gostando da fic, o Harry e a Herione são quase deuses mesmo e o Ryan é mesmo muito fofo, mas será ainda mais na continuação da fic. Eu não tenho nenhuma foto do Ryan pra essa fic, mas na capa da próxima fic ele aparece. Você perguntou da irmãzinha?!! Você é vidente ou só muito boa em adivinhação? Rsrsrsrs Ela está aí e vai agitar na continuação. Gina ta com quase sete meses de gravidez e o bebê deve nascer no próximo capítulo, o Ryan faz aniversário em Abril, então é só fazer as contas. E novamente você acerta, Harry e Hermione frustraram boa parte dos planos de Voldemort... você usa bola de cristal, cartas ou astrologia?

ed: Adoro quando os leitores falam suas suspeitas e teorias, e você está no caminho certo, continue pensando e quem sabe não acha a resposta. Rsrsrs

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