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21. Ousadia


Fic: Eximere Tempus


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/B: Go hard...go faster...go get it!! Seja rápido, mergulhe fundo e pegue o que é seu, num segundo, sem pensar, sem piscar, o mundo pode girar... seja forte, porque viver não é para os fracos e amar pode ser perigoso!!!!


Música sugerida nas cenas D/G: http://www.vagalume.com.br/we-are-the-fallen/i-am-only-one-traducao.html


Assim que viu Gina e Draco seguirem caminhos distintos, Harry vai até a Torre da Grifinória e descobrindo que Rony já levantara, então toma um banho rápido e vai para o salão principal, onde sabia que Rony estava comendo rápido para terminar suas lições acumuladas para o dia seguinte. Chegando lá faz um sinal para o amigo e ambos se sentaram mais distante dos outros.


-Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa? –Roy pergunta preocupado.


-Eu estava terminando minha corrida quando vi Gina saindo de modo suspeito de um lugar perto da orla da floresta. Fiquei de olho para saber o porquê daquilo e vi Draco Malfoy saindo do mesmo lugar. Os dois andaram a uma distância razoável e hora ou outra pareciam se olhar, mas seguiram caminhos separados ao chegar no castelo. –A resposta de Harry, dita em tom sério e acompanhada de um olhar intenso fizeram o estômago do ruivo revirar. Quase podia ver a imagem da “fuga” discreta dos dois e as caras de culpado enquanto trocavam olhares.


-O que aquele demônio albino está querendo com minha inocente irmãzinha?! –Rony vocifera baixo, não querendo chamar atenção.


-Não sei, mas acho que seria uma boa ideia manter os olhos no Malfoy a partir de agora. –Propõe e mostra em seu bolso o mapa do maroto.


-Ok, você faz o primeiro turno. Eu devo me livrar dessas lições chatas daqui umas duas horas e aí assumo seu posto.


-Tudo bem, mas não se atrasa porque tenho treino de magia com minha mãe. –Harry avisa e Rony assente.


-Valeu pelo aviso cara, fico te devendo. –Rony agradece e Harry faz apenas um gesto com a cabeça antes de começar a comer.


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Com o relatório completo da missão de Harry junto às primeiras análises de opinião da população pronto, Sirius vai até o hospital onde Hermione estava e que havia se transformado em casa para Thiago, que quando não estava trabalhando, ficava ao lado da nora. Sentiu um arrepio ao pensar que o afilhado mesmo tão jovem já estava tão irremediavelmente amarrado a uma garota.


Entrou sem bater para não correr o risco de acordá-la caso dormisse e percebeu que o amigo não estava. Aproxima-se em silêncio deixando a pasta com o relatório sobre a mesa e pega o prontuário, atentando para como andava o estado da jovem.


-O que faz aqui? –Uma voz feminina chama sua atenção e quando Sirius se vira, surpreende-se ao ver uma jovem com o rosto de Hermione, porém um corpo de tirar o fôlego.


-Perdão, mas você é Melissa, tia da Hermione? –Pergunta deixando o prontuário no suporte e se dirigindo até a médica.


-E médica dela. Quem é você? –Pergunta seriamente, o olhar atento aos sinais vitais da sobrinha.


-Sirius Black, padrinho do Harry, amigo e parceiro de Thiago. –Se apresenta e mostra o distintivo para confirmar a identidade.


-Ah, ok. Se veio procurar por Thiago, ele está fazendo um lanche. –Diz simpática, Thiago a ensinara a reconhecer um distintivo verdadeiro.


-E você nos acompanharia nesse lanche? Eu não tive tempo de ler o prontuário, mas parece que ela está bem melhor, não é? –Convida-a já se dirigindo a porta, mostrando-se interessado no estado de Hermione, apesar do seu maior interesse ser saber se ela estava livre ou não.


*****************************************************************


Melissa havia ido procurar Gina e a achara em sua torre favorita, onde poderia ter uma visão perfeita do lago, que àquela hora apresentava uma variedade de cores e um arco-íris, que logo se desfariam com o anoitecer.


Memórias desaparecem no silêncio
Me assombrando essa noite,
Com o último suspiro de esperança
Aproveito este momento
Este será o último
E a manhã raia
E a luz do sol leva
A dor para longe.


-Pelo visto a nuvem negra caiu em cima de todo mundo! –Diz em tom cansado ao ver a amiga na janela, chamando sua atenção.


-Como? –Gina pergunta sem entender, vendo que a amiga vinha até janela e ficava de frente para si.


-Tem uns dias que você está estranha, mas achei que fosse TPM. Já Harry e Rony ficam por aí aos cochichos, já os peguei olhando o mapa do maroto algumas vezes, parece que estão armando algo, fora o jeito resmungão dos dois.


-Não sei o que há com eles, talvez estejam tentando bolar algum jeito de trapacear nas provas, já que estão sem as anotações da Hermione. –Responde indiferente.


-Isso poderia ser pro Rony, mas o Harry não faria algo assim, ainda mais com mamãe sendo professora. –Mel diz com certeza absoluta dos limites do irmão, porém Gina não retruca ou concorda, apenas dá de ombros e se vira para a janela.


-Ok, isso não é TPM, está mais para dor de cotovelo… -Diz conclusiva, porém o rápido olhar enviesado de Gina a faz parar.


-Porque eu estaria com dor de cotovelo? Não estou interessada em ninguém. –Diz firme, o olhar duro para a amiga.


-Calma. Só disse que parecia. –Se defende com as mãos para fazendo sinal de calma. –De todo jeito, o que está te deixando assim? –Pergunta preocupada.


-Malfoy. –Diz com uma careta, ao que Melissa se segura para não rir. –Aquele cretino teve a ousadia de me obrigar a ter um encontro com ele.


-Te obrigar? –Pergunta com uma sobrancelha erguida, não era bem o tipo de coisa que poderia ser feita sem uma atitude grave por trás.


-Disse que se eu não saísse com ele, não sairia do meu pé. –Diz com uma careta ainda pior. Dessa vez Melissa não conseguira se segurar e começara a rir. –Ei, dá para parar com isso? É muito sério!


-Oh, sim. Um loiro lindo e charmoso louquinho por você é de fato muito sério. –Melissa diz ainda entre risos, porém conseguindo dar uma entonação provocante a sua resposta.


-Você só fica aí colocando lenha na fogueira porque não é atrás de você que ele está! –Diz cruzando os braços, o olhar mortal para a amiga.


-No momento tenho mais coisa que pensar do que em rapazes. Então, porque enquanto eu faço a poção que deve me causar uma doença fatal, você não se joga nos braços de seu admirador secreto? Quem sabe assim meu irmão não para com essa ideia idiota de bancar o Superman.


-Ah, claro! Pode deixar que eu distraio seu irmãozinho me esfregando numa cobra venenosa! –Ironiza irritada.


-Gina, tenta se acalmar e pensar só um pouco. –Pede tentando acalmar os ânimos da amiga. –Draco tem mostrado que de verdade se arrependeu de ser um grande idiota, está arriscando o próprio pescoço ao desafiar o pai e Voldemort. Além disso, há muito tempo não sai com ninguém, a única coisa que faz é rastejar atrás de você.


-Ele é um Malfoy. –Declara como se aquilo por si só dissesse tudo.


-Está sendo tão preconceituosa quantos os comensais. Pense nisso. –Melissa aconselha antes de sair. Seria melhor deixar a amiga sozinha para refletir.


O pra sempre nunca chegou
E eu ainda estou esperando
Por uma vida que nunca existiu
E todos os sonhos que eu coloquei para descansar
São fantasmas que me sustentam
Depois de tudo o que me tornei,
Eu sou apenas um
Eu sou apenas um


*****************************************************************


Harry estava ansioso e receoso ao mesmo tempo, por isso se demorara mais no treino de combate com a mãe naquela manhã livre, queria aliviar o estresse em forma de suor. Entretanto, já de banho tomado e a caminho do salão comunal para o almoço, o nervosismo voltava um pouco, pois saíra no jornal uma reportagem sobre ele como “super-herói” pela primeira vez, assim, quando entrasse no salão comunal sentiria a reação das pessoas, estivessem elas o apoiando ou não.


Entretanto, mal chegara ao hall do castelo e já fora “atacado”. Estava tão distraído em pensamentos, que andava olhando o chão e fora pego de surpresa ao ouvir os gritinhos e se ver de repente rodeado de garotas com o Profeta Diário em mãos. Os pedidos de autografo rapidamente tomaram o lugar e, com um sorriso sem jeito, Harry começou a pegar as penas oferecidas para assinar sobre o jornal.


Com grande espanto viu a foto, sentindo um gosto amargo na boca. Para começar, o profeta tinha a primeira página em vivas cores e, a exceção do título, o restante da página não revelava qualquer manchete, sendo tomada por uma grande foto sua. Em uma tarde ensolarada que evidenciava o brilho de sua espada e de seus olhos, o rapaz na foto, com seu uniforme superjusto, anda arrogante com um sorriso zombeteiro nos lábios e um olhar maroto, a espada de lâmina avermelhada como se estivesse em chamas estava displicentemente apoiada nos ombros largos e fortes.


Após o choque de ver-se em tal “flagrante”, tentou lembrar-se da cena que estava retratada e, quase se bateu ao reconhecer o momento. Estava saindo do local onde comensais vaziam poções e enviavam para as forças de Voldemort e seu sorriso era para o capitão do grupo de elite que lhe dava apoio e que vivia lhe enchendo com seus comentários ácidos que visavam diminuí-lo, chegara a dizer que naquele dia estava ansioso por arrancá-lo de lá nos ombros e enviá-lo em estado grave para o St. Mungus para que aprendesse que um menino, sozinho, jamais poderia tomar o lugar que pertencia a ele e seu grupo de bruxos treinados.


-Você fica tão sexy de uniforme! –Aquela declaração o chamou de volta a realidade, fazendo-o dar um passo para longe da garota.


Contudo, isso não ajudara. Imediatamente outras declarações desconcertantes lhe chegaram aos ouvidos, algumas apaixonadas, outras devotadas, umas poucas eram mais ousadas, mas pareciam fazer um eco enorme. Porém fora o gesto de extrema ousadia de uma, que ao receber seu autógrafo, agarrou-lhe o pescoço e beijou-o no rosto, que deflagrou o caos. Várias mãos foram para cima de si e ele já amaldiçoava quem inventara de colocar um feitiço anti-aparatação em Hogwarts.


-Soltem-no agora! –A ordem em tom firme as fez parar. Apesar da voz não ter saído muito alta, fora reconhecida por boa parte das garotas e principalmente por Harry.


-Hermione! –Harry diz ofegante, empurrando e tirando do seu caminho qualquer coisa ou alguém que estivesse entre ele e sua namorada.


-Calma aí, filhão. Devagar. –Thiago, que apoiava a morena com um dos braços, diz colocando a mão a frente de Hermione, refreando o ímpeto do filho.


-Desculpa. –Diz rapidamente ao pai e então se aproxima devagar da namorada, controlando-se para abraçá-la com cuidado, porém não perdendo tempo em alcançar-lhe os lábios e beijar-lhe com todo sentimento que lhe abarrotara o peito enquanto estiveram separados. –Eu quase enlouqueci sem você, preciso de você comigo… só contigo nos meus braços consigo me sentir de verdade vivo. –Diz beijando-a pelo rosto e pescoço.


-Tudo bem, calma. –Ela diz rindo com a ansiedade dele e afastando-o o suficiente para que se olhassem nos olhos.  –Não vou embora, farei meu tratamento aqui.


-Ela quase pôs o hospital a baixo para que a trouxesse. Ficou revoltada ao ver o relatório que Sirius esqueceu no quarto dela. –Harry olhou do pai, que sorria divertido, para a namorada, cujo semblante era bem sério.


-Está brava comigo? –Pergunta sem entender.


-Muito mais com a cretina que inventou esse uniforme, que você nunca mais usará! –Hermione diz de modo severo, o olhar ameaçador na direção das meninas.


-Harry, é melhor levar Hermione para a enfermaria, ela não pode se esforçar tanto. –Thiago diz observando o modo como as garotas haviam se agitado.


-Claro, pode deixar. –Harry diz imediatamente a pegando nos braços e erguendo, pronto para levá-la para a enfermaria.


Assim que os dois estavam longe o suficiente, Thiago chamou a atenção das meninas que resmungavam olhando suas páginas de jornal. Hesitantes, elas o fitaram desconfiadas.


-Sei que estão tristes, meu filho herdou minha beleza e charme, porém também acabou por descobrir o amor muito cedo… isso que vou dizer-lhes será doloroso para vocês, entretanto é necessário. Desistam. Assim como eu, Harry não enxergará nenhuma outra mulher que não sua amada.


-Podia esperar que eu estivesse perto para dizer isso. –Lílian diz com um grande sorriso, saía do salão principal.


-Os deuses do amor estão mesmo com os Potter! –Thiago diz com um sorriso maroto, se adiantando até a esposa.


-Do que está falando? –Lílian pergunta se deixando abraçar pelo marido, mas evitando o beijo em sinal claro para as alunas presentes.


-Harry está levando Hermione para a enfermaria. Ela veio tomar conta do namorado após ver fotos dele de uniforme. –Apesar de saber ser inconveniente, Lílian ri, ao menos era uma demonstração clara de que a jovem estava se sentindo muito melhor e ficaria boa.


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No fim de semana havia visita a Hogsmeade e isso sempre deixava os alunos animados, apesar da lembrança de que na última visita houvera um ataque que quase matara Hermione e a deixara com graves sequelas. Por isso os alunos mantinham-se cautelosos e andando em grupos, ninguém se atreveria a ficar sozinho ou em um local isolado.


Harry e Melissa decidiram não ir, ficariam com Hermione em Hogwarts, assim Rony iria com seu grupo de amigos e Gina com suas amigas, todas ansiosas para comprar roupas e adereços novos para tentar chamar a atenção de Harry, acreditando que o moreno logo perderia o encanto pela namorada, que além de careca e frágil ainda não parecia nem um pouco normal.


Rony fora a Hogsmeade com os amigos, porém sua condição de “líder do grupo” permitia que os mantivesse a uma distância discreta do grupinho de amigas da irmã, de modo que podia manter um olho nela. Fora assim que a viu saindo sorrateiramente da loja, olhando cuidadosa para todos os lados enquanto se esgueirava pelas ruas.


Sentindo um alerta em sua mente, deu uma desculpa qualquer para os amigos dizendo que voltaria logo e cobriu com passos largos e silenciosos a distância para a irmã, ocultando-se contra as paredes sempre que sentia parar e olhar em volta.


Gina parara pela terceira vez seguida, olhava um papel e parecia perdida. Rony manteve-se escondido, o relógio de pulso com as costas espelhadas permitindo-lhe monitorar os movimentos da irmã. O rapaz estava tão concentrado, mirando o reflexo a sua direita, que não sentira alguém se aproximar e agarrá-lo.


No primeiro momento, ao sentir-se puxado, tenta sacar sua varinha, porém no momento seguinte tinha lábios macios e frios sobre os seus, movendo-se meio sem jeito. Os olhos conseguiam apenas ver cabelos loiros, enquanto o contato dos corpos lhe confirmava que era uma garota. Ao senti-la insinuar a língua em seus lábios, deixa-a prosseguir, sentindo o gosto estranho de menta e chocolate, talvez ela houvesse acabado de tomar sorvete, haviam passado a pouco pelo Madame Puddifoot.


-Luna!? –Rony exclama quase assustado assim que se afastam. –Você ficou doida?


-Achei que estivesse gostando. –Diz confusa, afinal ele havia correspondido seu beijo.


-Eu não recuso beijos de garotas bonitas, sou homem afinal. –Diz na defensiva, apesar da justificativa evocar a lembrança de que, de fato, Luna lhe pareceu bastante atraente quando a abraçara e tocara.


-Você não é muito bom com elogios, não é? –Diz ao mesmo tempo gostando e desgostando do que o ruivo dissera.


-Não importa. –Responde sem jeito. –Você é amiga da Gina e ela viraria uma gralha louca se soubesse disso. –Diz sabendo que a irmã odiava qualquer aproximação sua com as amigas. Porém o tom mais sério vinha do fato de que já não tinha Gina em seu raio de visão e teria que procura-la do jeito difícil.


-Ela sabe que gosto de você há um tempão, então pode chiar um pouco, mas não fará nenhum estrago. –Diz como se aquilo fosse banal, porém pegando o ruivo de surpresa. –Agora, será que podemos voltar ao assunto anterior? Estava bem mais divertido. –Sugere passando a  mão pelo peito de Rony, que fica completamente em choque com a situação completamente surreal. –Acho que vou chamar seus amigos, você não parece bem… -Ela começa a dizer se afastando, mas Rony a interrompe.


-Não! Não precisa, eu to bem… eu só… eu preciso fazer uma coisa. –Diz se atrapalhando com as palavras, porém certo de que deveria seguir a irmã.


-Bem que Gina me avisou que não valia a pena. –Diz ofendida, se virando de modo firme para se afastar, resmungando para que ele ouvisse. –Um narcisista orgulhoso como Malfoy… nunca sairá com uma garota como você!


-Espera, espera! –Diz indo até ela, não gostando nem um pouco da comparação com Malfoy ou da insinuação de que só ficava com garotas para aparecer. –Não é nada disso que você está falando! É que eu estava… -Antes que pudesse falar, refreia os ânimos tendo consciência de que não poderia contar para uma das amigas da irmã que a seguia ou suspeitava dela. –Harry me pediu pra fazer uma coisa por ele, é segredo. Uma surpresa para Hermione, eu acho. De todo jeito, eu preciso ir, mas volto em uns minutos, ok? Você pode me esperar?


-Não devia, mas tudo bem. –Diz parecendo apenas conformada.


-Prometo que não se arrependerá! –Diz e lhe beija rapidamente os lábios antes de se afastar, procurando alguma pista de Gina.


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Gina aproveitou a distração das meninas com uma liquidação para sair da loja, deixando Luna encarregada de vigiar seu irmão e afastá-lo de seu caminho não importando o que houvesse que fazer, e isso incluía todas as azarações que a corvinal conhecia e as invenções malucas de Fred e Jorge.


Se orientando por um mapa, Gina chega a uma casa elegante em um ponto mais afastado de Hogsmeade. Parando a porta, pensa por um instante se deveria bater, porém como era a casa de Draco, resolve sair entrando na esperança de encontrar algo que justificasse o cancelamento daquele encontro ridículo.


Entrando em silêncio, observa a sala até se deparar com Draco, que parecia muito preocupado com a aparência. Mordendo o lábio para não rir, fecha a porta e se recosta a ela com os braços cruzados, vendo que o loiro parecia estar insatisfeito com o cabelo.


-Devia fazer isso em um lago. –Diz mordaz, assustando e atraindo um olhar contrariado do loiro.


-Gosto de seu humor ferino, língua afiada, mas gostaria que não os dirigisse a mim. –Diz se recompondo, preferindo ignorar o fato de tê-lo chamado de narcisista, até por ser melhor que se gabar por ele estar se arrumando para ela. -Isso é um encontro, você não deveria ser tão agressiva assim.


-Ok, vou tentar pegar leve. –Diz indo até o sofá e se sentando. –Aliás, espero que não ache que todo esse luxo e conforto irá me impressionar ou fazer esse encontro ser sensacional.


-Não estou tentando te impressionar. –Diz com certo enfado, indo até uma estante e pegando uma caixa e um livro grosso, colocando-os entre os dois no sofá. –Nesta caixa há objetos pessoais importantes para mim e isto é um álbum de fotos… tem fotos minhas desde que eu era bebê.


-Qual o objetivo disso? –Pergunta desconfiada, apesar de curiosa.


-Fazê-la me conhecer melhor. –Diz pegando o álbum e colocando-o sobre as pernas dela. –Fique à-vontade.


Eu fecho meus olhos e dreno esse coração vazio
De tudo o que deseja morrer.
Quando os rostos mentem e o amor hesita
Estou abandonado com o tempo apenas
E o tempo vai trazer
Os sonhos que levam a dor embora.


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Harry havia sido expulso da enfermaria para que Hermione pudesse ser examinada e Melissa pudesse fofocar com ela. Adorava a companhia da irmã, tinha uma ótima relação, mas preferia que ela houvesse ido a Hogsmeade como os outros alunos ou fosse visitar o pai junto com a mãe, apesar de esta em momento algum ter tentado argumentar, provavelmente havia feito planos com Thiago que não incluíam terceiros. Abanou a cabeça com violência, preferia não pensar no que os pais teriam planejado fazer.


Após uma olhadela no relógio, decidiu que já era hora de voltar à enfermaria. Pôs o pergaminho na pasta com cuidado, fechou o estojo e fê-lo ir para seu malão com um feitiço. Indo até o banheiro mais próximo, conferiu para ver se a roupa estava ok, umedeceu um pouco as mãos e passou-as nos cabelos para alinhá-los melhor, sorrindo aprovador ao final. Agora ia a passos rápidos e ritmados para a enfermaria, parando apenas para bater a porta, esperando a enfermeira atender de modo a não causar nenhum constrangimento caso Hermione ainda não estivesse pronta, pois se havia algo que ela estava determinada em fazer, era impedi-lo de vê-la sem as bandagens na cabeça.


 -Não nos dá um minuto a mais que o necessário, não? –Melissa diz de modo crítico, recostada à porta.


-Eu mal tenho podido ficar com ela! Quando não estou em aula, ela está dormindo. –Retruca frustrado.


-Ela precisa descansar, está se recuperando. Mas como uma irmã maravilhosa que sou, consegui que Madame Pomfrey me acompanhe no almoço. Hermione já comeu e imagino que você também, então aproveitem. –Diz com um sorriso maroto.


-Vocês demorarão na sobremesa, não é? –Pergunta no mesmo tom cúmplice que a irmã usara.


-Farei o máximo de esforço possível. Principalmente ao ver que voltou a desenhar. –Diz o final com um sorriso sincero, pois aquilo era mostra de que finalmente o irmão estava se recuperando.


-Depois eu te mostro. –Promete e vê a enfermeira abrindo a porta. –Bom almoço a vocês. –Deseja com um sorriso simpático.


-Obrigada e lembre-se de que ela não pode fazer esforço, está se recuperando. –A enfermeira avisa demonstrando que estaria atenta ao modo como aquela pequena liberdade seria usada.


-Não se preocupe, cuidarei muito bem dela. –Garante e logo depois entra, vendo que Hermione o esperava sorrindo largamente. –É bom saber que estava tão ansiosa quanto eu. –Diz deixando a pasta na cômoda e se inclinando para beijá-la.


O beijo ansioso e saudoso foi plenamente correspondido por Hermione, que apesar de ainda estar em um estado frágil, encontrara força para puxá-lo para mais perto, segurando-o pela nuca e pela camisa. Sorrindo, Harry senta-se na cama e cola seus corpos, deixando que ela guiasse o beijo, porém usando de suas forças para manter-se atento e evitar excessos.


-Fico muito feliz por este carinho, mas colabora comigo. –Diz demonstrando o quanto fora difícil afastá-la.


-Como se você estivesse facilitando as coisas. –Diz passando os olhos por ele, as mãos acariciando o rosto nu.


-Queria aproveitar que o castelo está deserto para ficar bonito para você. –Diz satisfeito por ela ter reparado, apesar de ser difícil não reparar na ausência de seus óculos.


-E o que uma garota, que passou a semana praticamente dopada, deveria fazer ao estar com seu namorado lindo, perfumado, charmoso e a olhando como você está me olhando?


-Certo, vou tentar refrear meus instintos Potter. –Fala forçando um semblante sério, fazendo-a rir. –Senti tanta falta desse som. –Confessa se aproximando e começando a beijar-lhe o pescoço.


-Devo estar cheirando a remédio. –Diz crítica, não conseguindo evitar pensar que enquanto ele estava mais atraente que nunca, ela estava na pior forma possível.


-Um pouco, mas e daí? –Diz se afastando para olhá-la nos olhos. –Quando você acordava sem saber sequer quem era, eu podia ter deixado pra lá, desistido, mas eu não fiz. Até consegui te reconquistar algumas vezes! E tudo aquilo serviu para provar a mim que você é a pessoa com quero partilhar minha vida, meu destino. Meu coração é seu, esteve com você o tempo todo e eu sempre deixei isso claro para todo mundo, até fiz questão de falar na entrevista aos jornais.


-Eu sei. E eu não consigo entender o porquê. O que eu tenho ou fiz para merecer tudo isso? –Diz suave, parecia perdida em suas reflexões.


-E poderia enumerar todas as razões, mas isso a deixaria muito cheia de si. –Responde bem-humorado, se aproximando e beijando-a rapidamente.


-Quando vi aquele relatório fiquei com muito medo de te perder. Você poderia estar cercado de fãs, conhecendo mulheres interessantes, jovens e bonitas… É claro que também temi por sua segurança e agora muito mais que antes, mas na hora eu só conseguia pensar que poderiam estar roubando você de mim. –Admite sem jeito.


-E eu fico muito feliz por isso, você nunca tinha demonstrado sentir ciúmes antes. –Diz vaidoso, fazendo-a rir. –De toda forma, agora não tem porque se preocupar, até porque já avisei que não quero mais aquele uniforme, afinal heróis são conhecidos por seus feitos heroicos e não por usar colã. –Diz mostrando o quanto aquele uniforme lhe causava desgosto.


-Mas não vão implicar com isso? Afinal o uniforme é algo representativo, mostra que você está com o governo. –Pergunta de modo prudente, apesar de estar feliz pela decisão do namorado.


-Eu estou desenhando alternativas, até trouxe para você ver. Assim pode me dar ideias e vetar aquilo que estiver inadequado. –Diz com cuidado, mas sabendo que Hermione estava atenta ao movimento de suas fãs.


-Ok, apesar de esse tipo de coisa não ser bem meu forte. –Diz deixando um espaço para que ele se sentasse ao seu lado e então pudessem ver juntos os desenhos.


*****************************************************************


Após ver as fotos do álbum, Gina sabia mais detalhes sobre a vida de Draco e, sem dúvidas, o que mais lhe chamara a atenção fora o pequeno número de fotos onde Lucius aparecia, principalmente quando Draco ainda era pequeno, e o jeito carinhoso que Draco usava para falar da mãe e dos momentos que ambos eram retratados no álbum. A segunda surpresa daquele encontro, fora o convite de Draco para que fizessem o almoço juntos, o que certamente a pegara desprevenida, principalmente ao ver que o loiro pouco sabia de cozinha, mas se esforçava para criar um clima divertido e de intimidade enquanto preparavam os ingredientes e os colocavam no fogo. Após a refeição recheada de causos dos dois, Draco a levou novamente a sala e pegou a caixa que estivera junto ao álbum, lá havia uma coleção de objetos importantes para ele e que haviam marcado de alguma forma sua vida, de modo que através deles, Draco pudesse mostrar a Gina mais um pouco de si mesmo.


O pra sempre nunca chegou
E eu ainda estou esperando
Por uma vida que nunca existiu
E todos os sonhos que eu coloquei para descansar
São fantasmas que me sustentam
Depois de tudo o que me tornei,
Eu sou apenas um
Eu sou apenas um


Draco havido ido ao banheiro e ao voltar, vê Gina olhando intrigada para um pedaço de pergaminho, como se tentasse entender o que significava. Só esperava que não fosse o bilhete marcando o encontro, após o qual havia perdido a virgindade, não queria entrar nesses assuntos, ao menos não ainda.


-Pelo visto achou algo de interessante. –Diz tentando parecer calmo e descontraído.


-Não tanto quanto o cisne fofo de borracha, mas curioso de fato. –Diz colocando a caixa sobre a mesinha de centro para abrir espaço para ele sentar.


-Nunca vai esquecer esse cisne, não é? –Diz desconfortável, se aquele encontro não desse certo, iria virar motivo de chacota por toda escola.


-Não mesmo. –Diz com um sorriso de canto, porém passando a ele o pergaminho. Era a receita que recebera após o duelo com Hermione, o primeiro medicamento iria tratar e desinflamar as queimaduras, já o segundo serviria para apagar as marcas. –Qual a lembrança que isso te traz? Alimenta seu rancor por Hermione? –Pergunta incisiva.


-Não. Está vendo as coisas pelo lado errado. –Diz colocando a receita dentro da caixa e se virando para Gina, queria que ela olhasse em seus olhos quando respondesse. –Naquele dia, após o duelo, me senti humilhado, estava no fundo do poço. Não melhorou muito quando recebi uma carta de minha mãe toda preocupada não só com minha saúde, mas com meu estado psicológico depois de ser derrotado por aqueles que julgava serem a escória bruxa. Isso até eu receber a carta do meu pai… -Draco sente a voz sumir ao falar do pai, os olhos desviam para baixo, parecia se esforçar para evitar lágrimas.


-Melhor deixar isso pra lá. –Gina diz sem querer vê-lo chorar, era algo ainda mais confuso do que o que acabara de ouvir.


-Não. –Diz e respira fundo antes de continuar. –Ele não estava só decepcionado ou furioso, era algo mais… eu não sei explicar. Ele havia escrito que eu desonrara a família, que merecia sustentar aquela marca porque era um perdedor e que esperava que alguém lhe livrasse logo do fardo que eu havia me tornado, que faria um novo herdeiro e dessa vez não deixaria que se tornasse um fraco inútil.


Eu estou sozinho aqui,
E ninguém ficou para ser o herói
Um conto-de-fadas que deu errado.
Conforme a noite cai
Meu coração morre
Sozinho.


-Você quer dizer que seu pai… seu pai desejou sua morte? –Pergunta estarrecida, principalmente ao vê-lo assentir.


-Preciso dizer que isso foi um choque de realidade? –Diz com um riso irônico. –A carta da minha mãe que soara desprezível, a qual me arrependi de queimar, tornara-se um sustentáculo, algo que em que podia me segurar e garantir que eu conseguisse seguir em frente. Ela não estava esfregando minha incapacidade e o tamanho de minha derrota em minha cara, estava mostrando o quanto eu significava para ela, que eu de verdade importava.


-Sua mãe te ama, todas as mães amam seus filhos. Não devia nunca duvidar disso. –Diz segurando a  mão dele com firmeza, ao que ele lhe agradece com um meio sorriso.


-Ela implorou, se humilhou para meu pai pedindo que ele me desse uma nova chance, porque sabia que eu sempre me esforcei para ser merecedor do nome Malfoy, para ser o filho que meu pai sempre desejara. Eu não sei o que ela fez ou disse, ele apenas jogou na minha cara que minha mãe havia rogado e se humilhado diante dele intercedendo por mim e por isso ele estava me dando aquela missão. Foi em uma visita que fez a Hogwarts, não deixando de me mostrar como usar a cruciatos.


-Você devia tê-lo denunciado. –Gina diz lembrando-se de que Melissa havia visto aquele encontro na sala de Snape.


-Não, isso só pioraria as coisas. Além disso, na hora eu só estava cheio de ódio, queria vingança. E só percebi a estupidez que estava me cegando quando soube do ataque a Hogsmeade e suas consequências. Eu não me senti vitorioso, pelo contrário, me senti mais perdedor que nunca. Sabe aquele ditado: “Se quer conhecer alguém, dê poder a essa pessoa”?


-Sei. Você teve sua cota de poder e abusou dela. –Diz em tom duro, lembrando-se de quando Draco dera a localização de Harry e Hermione.


-Não. Se eu não dissesse onde eles estavam, teria morrido. Eu não tinha poder, mas também não era uma vitima, esperava que Hermione apanhasse bastante, fosse até um pouco torturada, mas em momento nenhum esperava o que aconteceu, até porque não sabia o tamanho do ataque, achei que o Potter daria conta de tudo com sua invencibilidade. –Diz de forma sincera, demonstrando que a lembrança lhe era perturbadora. –Quem tem poder é meu pai. Ele está no comando na Grã-Bretanha, que é o lugar que realmente importa a Voldemort. Certamente ele faria de Hogwarts o centro de seu império. Isso faz com que meu pai tenha um nível de poder acima dos outros comensais, é como se fosse o braço direito de Voldemort.


-E seu pai havia dado ordens para mata-lo se você não cooperasse? –Gina pergunta incrédula.


-Quando meu pai disse que era minha última chance, não estava brincando Gina. Se eu falhar com ele uma vez sequer, ele matará a mim e minha mãe, que certamente tentará me defender.


-Você está dizendo que nos ajuda enquanto puder fazê-lo de modo oculto? –Pergunta incisiva.


-Não. Aos poucos estou conseguindo avisar de modo sutil a minha mãe para se afastar, se salvaguardar. Eu vi a verdadeira face de meu pai e não gosto dela, não a quero para mim! Eu não poderia fazer o que já fiz e muito menos o que ele já fez. Eu não vejo em mim forças para tirar a vida de alguém, ainda mais se tiver indefeso.


-Quer que eu acredite que mudou totalmente, que resolveu dar uma reviravolta na sua vida? –Inquire analisando cada reação de Draco, cujo semblante ficara duro.


-Eu ainda preciso fazê-la acreditar? Eu estou me mostrando sem defesas, sem disfarces, não há máscaras ou qualquer coisa para me proteger. Desnudei minha alma para você e ainda não é capaz de ver que nunca fui um monstro? Posso ter cometido erros, posso ter me deixado enganar e iludir, mas isso não voltará a acontecer! –Brada retirando a camisa com violência e deixando que Gina visse a marca feita por Hermione. –Essa receita simboliza que eu poderia ter apagado, mas eu não o fiz. Sempre que eu a vir, posso lembrar de que era um perdedor que se deixava iludir por falsas aparências, que preferia acreditar no conveniente à realidade! Essa palavra manterá meus pés no chão e minha mente em sintonia com meu espirito, meu verdadeiro eu.


Gina via a verdade nos olhos de Draco, sentia a força de sua determinação em sua voz e o significado daquela cicatriz na vida dele. Sem pensar sobre o que fazia, apenas toca delicadamente o L na base do abdômen de Draco.


-Ainda dói? –Pergunta sem querer machucá-lo.


-O que dói é essa distância que você teima em manter de mim. –Admite se referindo a postura distante e por vezes dura da ruiva.


-Posso até acreditar que queira mudar, mas daí a achar que você é algum príncipe encantado é demais, não acha? –Diz se levantando, indo na direção da janela, porém ele a segura.


-Não sou o Santo Potter e muito menos você é a sem graça da Granger! –Responde primeiro desdenhoso e depois malicioso, fazendo-a estremecer ao lembrar que ele sempre demonstrara o “como” ela mexia com ele. –Não precisa me olhar assim, também não sou o lobo mau. –A tranquiliza com um sorriso caloroso, retirando um dos braços de sua cintura e levando a mão até o rosto dela, acariciando a pele delicadamente. –No primeiro momento foi seu corpo que me chamou a atenção, mas com a convivência fui vendo outras coisas que gostei, sua língua ágil e sua personalidade indomável me atraíram e me prenderam de um modo irresistível. Mas esse jogo de gato e rato já está cansando. Já mostrei tudo o que havia para mostrar, ofereci tudo o que tinha… o que resta? Porque não cede só um pouquinho?


Ia responder, tinha como sempre uma resposta atrevida na ponta da língua, mas algo no modo como ele falara e a olhava, fizeram-na apenas baixar a cabeça. Não queria ceder, não queria admitir que perdera aquele jogo, mas ao pensar nos porquês, só lhe vinha a mente o que Melissa lhe dissera, sobre orgulho e preconceito.


-Gina… -Draco chama, erguendo o rosto dela. –Me beija. –Pede com a voz suave, porém não havia duvidas de que era uma ordem. E Gina soube, olhando os orbes prata a poucos centímetros dos seus, que aquela era a última vez que ele pediria.


O pra sempre nunca chegou
E eu ainda estou esperando
Por uma vida que nunca existiu
E todos os sonhos que eu coloquei para descansar
São fantasmas que me sustentam
Depois de tudo o que me tornei,
Eu sou apenas um
Eu sou apenas um


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Após um jantar romântico e uma esticadinha em um bar discreto com um ótimo conjunto de blues e jazz, onde dançaram e jogaram livremente o jogo da sedução. Sirius e Melissa se dirigiam a Ferrari vermelha da jovem, que estava parada perto da entrada do bar. Mal chegaram ao carro e Sirius a gira pela cintura, capturando seus lábios sensualmente, beijando-a sem pressa.


-Tomamos um último drinque no seu apartamento ou no meu? –Pergunta suave, a voz rouca.


-Não nos primeiros encontros, mas eu deixo você tentar me convencer do contrário. –Diz certa de que não teriam qualquer intimidade, porém não estando com pressa alguma de se despedir dele.


-E posso tentar te convencer no seu apartamento? Aproveito e deixo algumas proteções mágicas. –Sugere insinuante, os olhos azuis não escondendo a expectativa.


-Tudo bem, um último drinque, mas só isso. –Diz já destravando o carro no controle da chave, ao que Sirius abre a porta para ela entrar e depois dá a volta para sentar-se no banco do carona.


Após colocar o cinto de segurança, Melissa aciona o computador de bordo para ligar o rádio e então seleciona o álbum From The Cradle de Eric Clapton, a seguir selecionando o modo random e então ligando o carro para dar partida ao som de It Hurts me too.


-Assim você me mata, morena. –Sirius diz em um suspiro, ouvindo a melodia enquanto observava discretamente as pernas da morena se alongarem e retraírem ao usar a embreagem e o acelerador enquanto seguiam pela via quase deserta.


-Já? Você ainda não viu nada. –Diz com um sorriso de canto, o olhar, porém, estava nos retrovisores e no espelho. A atenção fê-la perceber duas motos que surgiam de vias laterais e se juntavam a moto de trás, no cruzamento a frente mais duas motos surgiram e então ela acelera. –Parece que as emoções da noite só começaram. –Diz divertida usando habilmente a embreagem e avançando a marcha, usando da potência de sua Ferrari para rapidamente aumentar a velocidade.


Sirius já entrara em alerta, também percebendo a movimentação suspeita e firmando a varinha enquanto via as motos se dividirem e raios coloridos surgirem destas, lançados por quem estava como carona na moto.


Os feitiços bateram no carro e pareceram se dissipar, apenas um fora rebatido, causando espanto em Sirius. Ao mesmo tempo, Mel entrava na avenida principal derrapando, fazendo um arriscado drift para entrar entre os carros e sair em velocidade, a manobra ousada assustando alguns motoristas, causando confusão no trânsito.


Entretanto, as motos por serem mais ágeis cruzavam e saiam do engarrafamento, evitando a confusão usando inclusive magia para deslocar o carro dos outros motoristas. Melissa pouco se importava com as motos, sua atenção na rua a frente e no GPS do computador de bordo acionado por Sirius, que programara-o para mostrar as ruas menos congestionadas.


Com um novo drift, Melissa faz uma manobra fechada entrando em uma rua paralela a duzentos por hora, o carro perfeitamente controlado, conseguindo despistar três das seis motos. O zigue-zague seguiu sob chuvas de feitiços, nenhum danificando o carro. As motos despistadas se juntaram a perseguição novamente, porém Melissa permanecia tranquila e, ao chegar ao Hyde Park, aproveitou a área do parque para dar um cavalo de pau e acelerar na direção de uma moto, virando o carro de lado a tempo de atingir mais duas. Sirius aproveitou o tempo de pausa para se jogar do carro com um rolamento perfeito, saindo a tempo de lançar feitiços e derrubar mais duas motos, enquanto Melissa girava o carro e lançava a traseira sobre a outra moto, fazendo-a ir para os ares e os ocupantes caírem no rio.


Sirius se ergue e corre a tempo de segurar um motoqueiro que tentava fugir, atingindo-o com um feitiço e depois se acertando-lhe um chute que o deixa imóvel no chão. Ouvira o bater de uma porta e via Melissa sair calmamente do carro.


-Acha que consegue deixar esses idiotas com outros aurores e mantermos os planos? –Pergunta recostada no carro, o salto da perna esquerda sobre o para-choque, a perna direita sobre as costas de um dos comensais.


-A única coisa que eu sei, é que preciso por uma aliança na sua  mão esquerda. –Diz com um sorriso largo olhando para a mulher mais louca e quente que já conhecera.


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N/A: Depois de muito tempo eu estou de volta e com um capítulo bem grande para compensar a demora. De agora até o início do campeonato carioca as postagens por apostas estão suspensas então serão atualizadas as fics com mais comentários, sendo que uma não poderá ser atualizada duas vezes seguidas. Lembrando que eu NÃO terei férias, a vida é cruel, mas o mestrado é mais ainda!


N/A²: Eu quero muitos comentários sobre o retorno da Hermione, o encontro que o Draco planejou, a reação da Gina (ela beijou ou não ele?), Rony e Luna e, é claro, tudo sobre essa cena final, não só o encontro do Sirius com a Mel como as teorias sobre o supercarro! Sugestões sobre o novo uniforme do Harry serão bem vindas, lembrando que as cores britânicas devem permanecer.


hellen granger: Que bom que tem gostado das minhas fics, pena eu não ter muito tempo livre para atualizá-las. Muito bom saber que gosta dos rumos dessa fic e adoraria saber suas teorias sobre os mistérios dela. Harry sofre, mas se você pensar bem é só uma forma de compensar o fato de ele ter crescido com os pais e o os “tios”, tendo os Weasley como amigos desde cedo, enfim, é mais uma compensação. Harry tendo crescido com o pai e os tios só poderia ser assim, mais charmoso e sedutor, enquanto é normal que a Hermione seja mais cuidadosa, visto que já havia passado tantos anos “sozinha”. Harry e Voldemort são “imortais” por causa de outra coisa, tem haver com o trato deles do prólogo.


N/A³: Conversando com a Punkeeslaw Potter no MSN sobre o cap de HT onde o Sr. Granger fala de Twitter e e-mail, tivemos uma ideia. O que acham de fazer uma conta de twitter para um personagem de alguma fic? Imaginem aí poder seguir um dos vilões de SC ou o Voldemort de ET, ou ainda um dos mocinhos!? Votem no personagem que querem e a fic a qual pertece.


Tainá Yumi Watanabe: Eu lembro de ter lido seu e-mail e comentado com você no MSN, não sei se comentei sobre tudo. Cheguei a procurar o e-mail na minha caixa, mas acabei não encontrando. De toda forma, se ficou algo pendente, é só por no comentário que fará a esse capítulo.


jack joy: Sem dúvida Harry é muito estourado e protetor ainda, você lembra o que ele fez com o cara que deu em cima da irmã dele na festa né? O pior não é ele e sim o Rony fazer um baita barraco. Hermione ainda não ta 100%, mas tem melhorado aos poucos. Sabe como funciona o orgulho dos Potter, não é? Eles gostam de mostrar que são poderosos para os inimigos.


Swdezerbelles: Vou comentar só o último rsrsrs acho que já falamos deles no MSN rsrs. Sim, eu me inspirei totalmente em Tropa de Elite para fazer aquela missão do Sirius e do Thiago! =) Aurores de Elite rsrsrsrs


Só você para sentir fome quando se fala em sangue e tortura, imagino que cortar os filmes de terror faça parte da sua dieta de verão, não? Depois do encontro de Draco e Gina você está mais confiante na recuperação do sonserino mais amado e odiado do mundo de HP? O Harry aboliu o uniforme e ta tentando desenvolver outro, melhor agora? Eu não gosto de fazer a Mione sofrer, mas as vezes é necessário. Harry não faz o tipo que gosta de ver os outros sofrer, apenas deseja derrotar os adversários o mais rápido possível. A reação da Mione está aí, gostou?


Anderson potter: Capítulo que vem to com vontade de fazer uma missão especial, vamos ver se dará tempo. E a Hermione voltou com tudo! E Draco pegou pesado com a Gina, acha que dará certo?


Punkeeslaw Potter: Então você pode se derreter no Harry de uniforme e a Gina não? Rsrsrs Harry todo tímido e os amigos botando pilha. Aliás, a Hermione como o previsto não gostou nada da baderna, foi logo lá botar ordem no galinheiro rsrs. Pois é, Dumbledore ficou desiludido tadinho. Já Minerva, como sempre, antevendo problemas e sendo cautelosa. Ela voltou realmente nesse cap ne? Imagino que você nem tenha gostado ^^ . Bom, você ta sabendo o quanto a Hermione é inteligente certo? Pois é, as mulheres da vida do Harry ainda terão muito pelo que se descabelar. Mas Harry não ta nem aí, o negocio dele é chutar os traseiros dos comensais que lhe passarem no caminho. Gostou da reação da Mione? Agora as fãs do Harry vão ter que andar miudinho rsrs. Não sei se existe um Harry por aí, mas se existir eu divulgo nas fics rsrs. Harry não daria piti sem saber o que ta rolando, então por enquanto ele e Rony estão na encolha. Você não está sendo masoquista, simplesmente está ganhando mais o que ler nos intervalos entre as postagens! E quanto as coisas trouxas, você sabe como pretendo usá-las então esperemos!


Carol Potter Cullen: Fiz o reencontro, ela está melhorando e a fase negra passou, agora a velha e boa Mione vai retornando aos poucos.


Cleber Knies: Não desisti da fic, apenas andei meio sem tempo. Harry bancando o super está bem legal, mas vejamos até quando dura.


leleu_mione: Por mais que as vezes os leitores não colaborem e não comentem muito, eu vou sempre tentar seguir adiante, claro que quando a fic fica as moscas eu tiro do ar sem dó como fiz em Harmonia, não vou escrever algo que não esteja agradando. De toda forma, vou tentar atualizar mais as outras fics durante está “folguinha” da F1 e do Flamengo.


riraito: Olha a tendência dele agora é ser mesmo muito mais Batman que Super, mas ao invés de turbinar a firebolt, acho que ele ganhará outro “brinquedinho” mais potente. Pois é, ainda não apresentei o cara, mas irei fazê-lo logo, provavelmente no próximo capítulo.


Bruninha: Seu comentário entrou aos 47 do segundo tempo rsrsrs, dei um último F5 antes de postar rsrs. Hermione não só não gostou, como voltou para marcar território e avisar que está de olho no homem dela, também cortou logo aquele uniforme rsrsrs. A garota voltou com sangue nos olhos!

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Comentários: 4

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Enviado por Lady Midnight em 09/09/2012

Como essa semana vc atualizou Keepers (e eu li hehe), fiquei com saudades das suas outras fics que vc disse estarem em andamento e resolvi reler ET, o que eu fiz em dois dias praticamente hahah. Preciso dizer que fazendo uma analise geral das suas fics, vc gosta de maltratar a Mione tadinha. Essa já é a segunda ou terceira fic que ela vai parar no hospital e passa por cirurgias delicadas... pelo menos ela é forte e sempre se recupera, mas mesmo assim, é muito sofrimento pra uma personagem só. Bom, gosto muito de ET, mas relendo eu me toquei que tem muita cois em aberto. Apesar de estar no cap.21, muito pouco se sabe do esquema do Voldemort (tanto como ele ficou imortal quanto quais os planos dele) e a analise da tatuagem do Harry? Até agora nada, o que me deixa muito curiosa se o Voldemort "lembra" do acordo, se ele esperava que o Harry recuperasse os poderes... indo pro lado D/G da fic, apesar de ser fofo e tal, ainda estou esperando um triangulo entre Mel/Draco/Gina, eu acho que seria interessante, seria uma dinamica de casal diferente, já que a Mel parece muito mais disposta em aceitar esse lado "bom" do Draco. E está mais do que na hora deles pedirem o auxilio do Dumbledore, não só pra ajudar e orientar eles, como também estrategias para deixar a mãe do Draco em segurança. Espero que você atualize as outras fics logo, porque eu tenho saudades de tooooooodas!

Nota: 1

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Enviado por U. em 07/10/2011

voooolta!

Nota: 5

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Enviado por Isis Brito em 16/09/2011

Amei as cenas do Harry com a Hermione! Muito fofo os ciúmes dela...

E a ação da Melissa com o Sirius... uau! Foi demais!! =D

Nota: 5

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Enviado por Angeline G. McFellou em 09/04/2011

srsrsrrrsrs Ele pode ser o cara mais forte do mundo, mais ainda é inepto com as garotas,ainda bem que ja achou a garota da vida dele se não a coisa ia ficar preta. Agora falando em garotas, foi impreção minha ou o Harry fofocou que nem uma menina?
rsrsr Luna foi realmente inteligente, tirou a atenmção do Rony totalmente, não que isso seja dificil.
E a Hermione chegando para colocar hordem no barraco foi perfeito.
Agora Draco e Gina nesse capítulo, ficou tão fofo.
rrsrs No geral esse capítulo foi perfeito, principalmente porque a Mione esta se recuperando, e pelo Sirus ter se apaixonado.
rsrs Amei o Sirios babando pela tia da Mione.
rsrsr Amei o capítulo, curiosa pela continuação, att assim que der, por favor.
Beijos...

Nota: 5

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