N/A: Post devido a vitória do Brasil contra Costa do Marfim, o próximo pela vitória contra o Chile será na fic Pangeia.
Naquela manhã, Harry acordara mais cedo que o de costume, era o dia de sua primeira missão e estivera em expectativa por aquele momento. Porém a ordem para que saísse com seu uniforme para já estabelecer a imagem de herói, o fez desanimar um bocado. Parado, olhando a caixa com o uniforme, suspirou pesadamente e começou a se vestir, grato por estar sozinho no dormitório.
Já vestido, para em frente ao espelho, o rosto limpo com seus cabelos desalinhados ainda fazia-se sentir completamente ele mesmo, o que o rendeu um sorriso. Os olhos então descem até o peito, onde via o símbolo da Order of the Garter, a insígnia de um Cavaleiro de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, título que lhe enchia o peito com orgulho, por mais que nos dias atuais muitos não vissem a monarquia como outrora, nada mudava o fato de que seu nome era honrado diante de grandes cavaleiros de tempos em que os reis de fato reinavam e os cavaleiros escreviam a história do país, assim como ele estava prestes a escrever.
Com toda a reverência que a ocasião demandava, foi até a cama e pegou a espada embainhada que lhe fora oferecida no ato de sua condecoração. A bainha era vermelho sangue, imitando a pele escamada de um dragão, o cabo de quinze centímetros parecia coberto por uma espécie de borracha antiderrapante negra, ornada com fios de ouro. Ao retirar a espada da bainha, Harry mirou a lâmina ao estilo espada ninja, feita em uma liga especial de prata, onde havia gravado um desenho de um dragão que circundava a lâmina de modo estratégico para que o sangue e demais líquidos escorressem para longe do fio, porém o curioso era ver a tonalidade vermelha que o metal ganhava ao refletir os raios de sol.
Ao lado esquerdo de seu cinto de cor vermelho sangue, havia um suporte semelhante a uma pinça, que abriu com um pouco de força para encaixar a bainha da espada. Pela primeira vez vestia o uniforme e, era obrigado a admitir, a sensação era a de que estava nu, pois não sentia os movimentos presos, era como se o uniforme fosse uma segunda pele. Seus passos era tão suáveis que além de não emitir som algum, ainda lhe davam a sensação de estar pisando sobre uma camada espessa de algodão ou qualquer coisa igualmente macia e firme, arriscou um salto mortal para trás e notou que a bainha da espada ficara unida a sua coxa e o impacto nos pés era semelhante a um passo descalço. Outro destaque importante eram as luvas, cujas propriedades mágicas de fato o faziam sentir como se sua magia estivesse transbordando, muito mais potente, e o material apenas um pouco mais grosso na palma, não prendia seus movimentos ou causava qualquer desconforto.
-Cara, você vai deixar as garotas loucas! –Rony diz rindo, assim que entrara no dormitório, nitidamente zoando com o amigo.
-Rony, eu estava a ponto de dizer que esse uniforme era perfeito e você me lembra dessa droga? Eu quero poder sair deste quarto. –Resmunga irritado, sua empolgação escapando por seus dedos.
-Relaxa, só quem tem horário vago no primeiro tempo, como nós, está por aí. Sua passagem será limpa! –Rony o consola e Harry suspira aliviado.
-Então hora de ir. –Harry diz já tomando a frente, andando para a porta e sendo seguido por Rony. –Pode parecer ridículo, mas me sinto o Superman, é como se eu pudesse fazer qualquer coisa!
-Inclusive levar as garotas à loucura. –Melissa diz com um chiado reprovador ao ver o irmão no salão comunal.
-Você não estaria mais sexy ou atraente se estivesse nu. –Gina reforça a opinião preocupada. –Mione vai surtar.
-Sem o apoio de vocês eu não conseguiria! –Harry retruca mordaz, o sarcasmo era palpável. –Agora me deixe ir, que tenho que colocar uns comensais na prisão. –Diz pegando a Firebolt com a irmã, que a havia guardado desde sua expulsão do time, e indo na direção da porta.
O caminho até o hall estava deserto, os alunos de folga pareciam estar aproveitando para dormir até tarde ou cuidando de seus assuntos, Rony, Melissa e Gina ficaram quietos como se a cada passo sentissem mais o peso da missão de Harry. Em frente à porta que dava para o jardim, Lílian, McGonagall e Dumbledore os aguardavam.
-Não tem capa? –Dumbledore pergunta parecendo decepcionado, quase como um garotinho que esperava ver seu herói favorito. Aquilo fizera os jovens rirem e Harry piscar incrédulo.
-Achamos que atrapalharia os movimentos. Mas talvez em entrevistas e situações onde eu não esteja lutando, eu use uma. Acho que deve ser negra com a insígnia da Order of the Garter. –Responde meio sem jeito.
-Tome cuidado Harry, se houver problemas não hesite em pedir ajuda. –Lílian diz de modo firme, parecia estar se contendo para não fazer uma cena.
-Lembre que o orgulho tende a ser o maior inimigo dos heróis. Todos, em algum momento, precisam de ajuda. –McGonagall diz de modo sábio e Harry assente.
-Não se preocupem, eu saberei o que fazer. –Harry diz confiante e então passa por eles, montando em sua vassoura e partindo para Hogsmeade.
Harry fora de lareira para o escritório dos aurores, onde fora recebido por seu pai e Sirius, que devido ao envolvimento emocional foram afastados daquela missão, mas desejaram sorte ao rapaz. Cinco aurores que Harry não conhecia o acompanharam até a sala de dispersão, onde ouviram as últimas instruções do chefe dos aurores e tocaram em uma grande esfera prata, que os transportou para o local da missão.
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Hermione acorda, ainda no hospital, sentia-se fraca e mole, porém parecia razoavelmente bem. Demorou um pouco até conseguir focar, havia sons confusos como se estivesse em baixo d’água, porém um pequeno esforço e conseguira entender.
-Hermione, está me ouvindo? Olhe pra mim, bonequinha. –A voz doce e carinhosa da tia a fez sorrir, a dificuldade do movimento fazendo parecer que fazia uma careta.
-Mel… -Sussurra, porém a voz saíra arranhando-lhe a garganta ressecada.
-Não faça esforço, está tudo bem. –A jovem diz enquanto se afastava para pegar água.
-É bom vê-la se recuperando. –Thiago diz aparecendo do outro lado de Hermione, acariciando-lhe suavemente a face.
-Aqui, querida. –Melissa diz erguendo um pouco a cabeça de Hermione e lhe dando cuidadosamente um pouco de água. –Eu preciso te fazer algumas perguntas, mas se isso estiver te forçando demais, me avise, ok? –A pergunta seguiu-se de um suave aceno afirmativo de Hermione. –Sabe seu nome completo?
-Hermione Jane Granger. –A voz ainda saia baixa, um pouco rouca, mas estava firme.
-O primeiro nome das pessoas da família? –Pergunta tentando não ficar otimista.
-Jane, Jonathan, Melissa, Peter, Elizabeth, Jessica, Joshua, George, Martha. –Diz com um intervalo uniforme, pensara um pouco, mas lembrara-se de todos.
-Quelle est votre anniversaire? –Pergunta ainda cautelosa.
-Dix-neuf de Septembre. –Responde após um instante pensativa.
-Qual è il nome della città dove vive? –Pergunta lançando um olhar cauteloso a Thiago.
-Vivo a York con i miei genitori. –Responde após um momento mais longo de pausa, parecia não ter dificuldade com o italiano e sim em lembrar o nome da cidade.
-Tienes novio? –A pergunta fizera Hermione girar os olhos para o lado fitando um Thiago de cenho franzido, aparentemente não entendia as perguntas e respostas em outras línguas.
- Sí, su nombre es Harry. –Diz com um sorriso tímido, porém o tom deixava claro que se lembrava bem dele e dos sentimentos que nutriam.
- In städten, wo ihre familien leben? –Melissa pergunta mais tranquila.
- Ich erinnere mich nicht. –Hermione responde resignada após um tempo.
-Perguntei as cidades em que os familiares dela moravam. Ela disse que não se lembra. –Melissa diz a Thiago, que não aparenta estar abalado.
-Quais os ingredientes da poção polissuco? –Thiago pergunta e Hermione fecha os olhos pensativa.
- Hemeróbios, sanguessugas, descurainia, sanguinária, pele de araramboia picada, Pó de Chifre de Bicórnio, um pedacinho da pessoa em que quer se transformar. –Responde pausadamente, lembrando ingrediente a ingrediente.
-E quem são os jogadores do time de quadribol da Grifinória? –Thiago pergunta ainda em tom tranquilo.
-O Harry joga, mas não lembro os outros. –Responde após uns minutos pensando, procurando forçar a memória.
-Se lembra que Harry foi proibido de jogar? –Thiago pergunta e novamente Hermione fica em silêncio.
-Sim, ele ficou triste. –Diz vagamente após forçar um pouco a mente.
-Acho que já temos um diagnóstico. –Melissa diz pensativa. –Ela lembra bem de coisas que tenham grande relação afetiva, mas quanto menos relevante a informação, mais difícil é de lembrar.
-Isso é muito ruim? –Hermione pergunta preocupada.
-Não, as coisas ficarão mais claras com o tempo. E sua memória relativa a conhecimentos continua ótima, então podemos dizer que a cirurgia foi um sucesso. –Melissa se permite sorrir, sendo mais tia que médica.
-A propósito, Harry não pode estar aqui, mas deixou uma carta pra você. –Thiago diz pegando o envelope no bolso da jaqueta e entregando a Hermione.
-Vamos falar com sua médica bruxa e já voltamos. –Melissa cúmplice e Thiago se levanta para segui-la, ambos sabendo que Hermione iria gostar de ter um tempo a sós.
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Harry e sua equipe de suporte estavam sobre um prédio de doze andares em um centro industrial, olhavam para uma área ampla com duas grandes garagens, um posto de combustível e um prédio largo e bastante alto. Legalmente, era uma transportadora trouxa, no entanto funcionava como um grande depósito de suprimentos para as forças de Voldemort, o maior e mais bem guardado.
-Aquele é o depósito onde estão os bruxos e a entrada para o depósito bruxo. –O líder da equipe aponta um dos galpões e Harry assente. –Lembre-se de que você deve fazer o máximo de prisioneiros e evitar os danos às mercadorias, podem nos ajudar na investigação e na guerra.
-Eu sei, não se preocupe. –Harry diz e então salta para frente, mergulhando no espaço e girando para frente de modo a cair de pé, flexionando levemente os joelhos.
-Demais! –Um dos aurores fala impressionado.
-Um exibido, isso sim. Todos aos seus postos. –O líder ordena mal humorado, claramente desaprovava o uso de “heróis”.
Harry corre até a entrada, saltando sobre a barra que impedia a entrada de veículos e sendo rapidamente abordado por dois seguranças armados, cujas pistolas estavam apontadas para sua cabeça.
-Pare imediatamente, mãos na cabeça. –Um dos seguranças ordena, mas Harry ignora.
O rapaz sai correndo, os tiros batendo em sua cabeça e costas depois ricocheteando, o único dano sendo a queda de pequenos tufos de cabelo e pequenos buracos no uniforme, que magicamente se reparavam logo depois. O alarme fora soado e quando Harry chega ao galpão correto já havia três bruxos o esperando.
A mão esquerda moveu a bainha para o lado, a mão direita segurando a guarda da espada, então ao ver o primeiro feitiço, desembainha a espada batendo a lateral da lâmina no feixe luminoso, rebatendo o feitiço na direção de um dos comensais, os outros feitiços chocaram-se contra si, mas sequer os sentiu, apenas dedicou-se a brandir a espada de modo preciso, partindo as três varinhas em um só movimento, depois usando os pés e a guarda da espada para tontear os comensais, permitindo que por fim os imobilizasse com um feitiço lançado com a mão esquerda.
Voltou a espada para a bainha e tocou ambas as mãos na porta de aço do galpão, um feitiço explosivo a arrombou, uma saraivada de feitiços o atingiu, mas seu corpo já estava forte e sequer cambaleou, permitindo que Harry atacasse com feitiços lançados pelas duas mãos, procurando lançar feitiços de área para afetar o máximo de inimigos, enquanto avançava.
Ouvindo o som abafado de motor, começa a ser mais objetivo usando a espada para decepar braços e pernas, com um feitiço explodiu as caixas que cobriam a passagem para o depósito bruxo, ouvindo o som de motor aumentar, porém não se importou e continuou atacando os comensais. Em dez minutos já tinha deixado os quarenta comensais no chão, avançava para o depósito bruxo onde viu uma série de caixas e estantes, observava-as atentamente quando foi atingido com força pelas costas.
-Pode ser imortal, mas não impossível de aprisionar. –O comensal brada enquanto forçava a empilhadeira sobre Harry, as pernas presas sob a esteira esquerda.
-Não subestime um Cavaleiro! –Harry diz deixando a espada no chão e usando as duas mãos para lançar um feitiço de levitação na maquina. Levitar uma caixa era moleza, mas uma máquina com mais de uma tonelada era algo diferente. –Você eu faço questão de espancar. –Harry diz e faz mais força, se concentrando para direcionar sua magia para as mãos e então vendo a empilhadeira voar contra a parede oposta com violência a estrutura do túnel tremendo como em um terremoto. –Pessoal, melhor entrarem, não sei se esse túnel vai aguentar. –Comunica pelo radio e então olha para as pernas, uma dela parecia destruída e a outra só quebrada, já podia senti-la sendo reconstruída.
Apoiou-se nos braços e então observou o trator, virou-se e “andou” usando as mãos, percorrendo um metro e meio até ver o comensal esmagado nas ferragens da empilhadeira. Xingou baixo e então se apoiou na perna que já estava quase boa, atraiu a espada e a embainhou, depois atraiu um pedaço de ferro e o usou como muleta para sair do túnel.
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Gina entra na sala onde Melissa costumava fazer a poção, como imaginara, encontrara a amiga lá. Entrou devagar, observando como a outra estava tão concentrada que não percebera sua chegada.
-Seu irmão parte numa “missão suicida” e você vem relaxar fazendo uma poção para matar a si mesma? –Gina pergunta irônica.
-Está falando como Draco, andam conversando muito? –Melissa devolve a provocação e Gina faz uma careta. –Ele não é tão ruim assim, ao menos não agora.
-Se acha mesmo, aproveita que ele está solteiro. Seria um jeito de fazer Harry não querer sair do castelo. –Retruca mordaz.
-Não vou discutir com você sobre isso, não estou no clima hoje. –Melissa diz com um suspiro.
-Porque tudo isso? Ele é imortal e inatingível. –Gina diz como se fosse óbvio.
-Mas pode ser capturado, você sabe. –Responde como se fosse óbvio.
-Não acho, digo, precisaria de adversários muito bons e ainda em quantidade, porque Harry tem treinado muito. Mas sabemos que não há tantos comensais aqui, as fronteiras foram bem fechadas e os comensais estavam espalhados pelos territórios negros. –Diz tranquila, mas vendo que nada mudaria o estado de nervos de Melissa. -Vamos, deixe isso pra lá e vamos ver como sua mãe está.
Melissa olha mais uma vez para a poção e então assente, era de fato muito deprimente e de um humor negro permanecer ali, seria melhor tentar bancar a forte com sua mãe, que deveria estar a ponto de surtar enquanto não tivesse notícias de Harry.
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Após deixar o vídeo da operação no escritório, Harry vai de lareira até o Três Vassouras, onde os clientes param para observá-lo atentos, porém logo Rosmerta aparece com a Firebolt de Harry, que agradece e sai em silêncio, montando em sua vassoura e partindo rumo ao castelo.
Tinha certeza de que a mãe e a irmã estariam preocupadas consigo e não sossegariam até vê-lo inteiro. O pior é que imaginava que os outros alunos também estariam querendo receber o “grande herói”, ainda não sentia-se confortável com aquele status e preferia ficar apenas com a parte de combater os comensais.
Contudo, a primeira coisa que viu ao se aproximar da escola foi uma grande concentração de pessoas na porta do castelo, alunos e professores pareciam aguardá-lo. Talvez Sirius houvesse avisado sua mãe, que fora avisar Rony e Melissa e a notícia vazara, o que contando com a colaboração dos quadros, implicava em todo o castelo saber em no máximo vinte minutos.
-Harry! –Rony brada, correndo na direção do amigo junto a Lílian e Melissa, os outros alunos esperando pelo primeiro contato com a família. –Inteiro, hã? –O ruivo diz brincalhão e Harry pisca pra ele enquanto era abraçado pela mãe.
-Foi tudo bem? –Melissa pergunta desconfiada.
-Tirando o fato de terem tomado mais tempo do que o imaginado, tudo ok. –Harry diz com um sorriso sincero.
-Depois vou querer saber todos os detalhes. –Lílian o avisa e então se afasta, para o desgosto de Harry, que vê os outros alunos avançarem.
No instante seguinte vários alunos o enchiam de perguntas e pediam para ver a espada, os professores observavam curiosos e as garotas pareciam à beira de um ataque, algumas até se arriscavam a se aproximar, o que obrigava Harry a ser um tanto ríspido.
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Após se “livrar” da calorosa recepção, Harry tirou o uniforme e o entregou a um elfo doméstico para limpeza e pequenos reparos, cuidou de sua espada como lhe fora ensinado a fim de evitar dano à lâmina e, por fim, preencheu o extenso relatório que lhe fora entregue, o qual enviaria através de Fawkes para o Ministro da Magia.
Jantou com os amigos e tentou manter o assunto sobre o dia deles, queria evitar tumultos e ter uma refeição tranquila. Depois seguiu com a irmã para o quarto da mãe, elas queriam conversar consigo e provavelmente o intimariam a dormir lá.
-Chegaram no momento certo, o chá acabou de ficar pronto. –Lílian diz sorridente, abrindo espaço para os filhos entrarem.
-Está de bom humor? –Melissa pergunta estranhando o sorriso nos lábios da mãe.
-Muito! Falei com Thiago e ele me deu ótimas notícias de Hermione! –Harry quase saltara tamanha a felicidade, até então todos apenas lhe pediam paciência.
-Então fale logo! Ela conseguiu falar? Reconheceu alguém? –Harry metralha a mãe com perguntas e ela faz um gesto para que se acalme.
-Ela reconheceu a tia, seu pai, respondeu a perguntas, fez testes. O resumo é que não se lembra de nada após o ataque, do qual se lembra apenas vagamente. As memórias anteriores a isto ainda estão um pouco confusas, mas se lembra bem das pessoas queridas, inclusive leu sua carta e respondeu. Não pôde escrever, ainda está fraca, mas ditou para que a tia escrevesse e seu pai trará amanhã. –A cada palavra o brilho nos olhos de Harry aumentava, a felicidade estampada em seu rosto.
-E quando ela vai receber alta? Quando vou poder vê-la? –Pergunta ansioso.
-Ainda não sabem quando ela receberá alta, falam em fazer o fim da recuperação dela na enfermaria de Hogwarts. Contudo, ela ainda está frágil, debilitada, por isso prefere que você não a veja, é uma questão de vaidade, mas é bom que respeitemos, ela precisa de confiança nesse momento e se for até lá isso pode prejudicá-la. -O tom de Lílian era doce e tinha a intenção de fazer o filho compreender.
-Eu não sei por que as garotas são tão cismadas com essas coisas! Eu a amo, já provei isso de tantas formas, não seria vê-la doente que me faria mudar. –Diz emburrado, mas compreendendo afinal crescera vendo como a mãe cismava em sempre parecer bonita para seu pai.
-Coisa de mulher, como você mesmo disse, então deixa pra lá. Conhecendo Hermione como a conheço, poderia dizer que no máximo em um semana ela estará aqui, na enfermaria. Ela não quererá perder aulas. –Melissa diz com bom humor.
-Não só aulas, como a minha companhia oras! –Harry diz emburrado, ao que recebe um abraço e um beijo carinhoso de sua mãe.
-Mudando de assunto, querido, me conte como foi hoje. –Lílian pede ficando com um tom mais sério.
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-Você ficou louco? Esse não é um lugar muito seguro! –Gina diz olhando em volta, mesmo que estivessem na orla da floresta em um ponto afastado do castelo, ainda sim não era seguro.
-Eu prefiro aqui a um lugar que não sei como funciona. –Draco responde curto e objetivo. –Além disso é bem cedo, os alunos estão no castelo.
-Vamos cortar o papo e ir direto ao que interessa. Imagino que tenha algo útil para me dizer, não? –O tom mal humorado e ríspido o irritou.
-E se não fosse? Estaria aqui ainda sim, inventando uma desculpa qualquer e internamente torcendo para eu lhe roubar mais algum beijo, não é? –Responde no mesmo tom que ela.
-Você é mesmo muito convencido! No dia em que tentar me beijar de novo, uso minha varinha para arrancar algo entre suas pernas. –Diz agressiva, o olhar penetrante.
-Eu poderia te beijar para provar que não faria, mas eu não quero alimentar brigas e discussões. –Draco fala após respirar fundo e tentar se acalmar. –Me dá uma chance de mostrar que não sou o bicho que você imagina, que posso ser uma companhia agradável e que mudei muito nesse tempo.
-Se foi pra isso que você me chamou, então ambos perdemos tempo. –Responde já se virando pra sair, mas Draco a segura e vira para si.
-Um encontro, apenas um. Se não nos divertirmos eu recuo, prometo não te incomodar mais. –Draco diz de modo sincero, fazendo-a ficar hesitante. –Não irá perder de modo algum. Ou irá se divertir ou se livrará de mim.
-Não podemos ser vistos juntos. –O lembra como uma tentativa de acabar com o assunto.
-Minha família tem uma casa em Hogsmeade, no fim de semana é dia de passeio. –Ele diz com um discreto sorriso de canto, era um xeque.
-E então você poderia tentar me agarrar? –Diz mordaz, não confiava nem um pouco nele.
-Se você explodisse qualquer coisa os vizinhos apareceriam de imediato por causa da guerra, além disso, não é como se não soubesse se defender. Mas é claro que te agarrar, contra sua vontade, não está nos meus planos. –Argumenta de modo imparcial e depois garante com firmeza.
-Não gosto disso. Não quero me envolver com você, não faz meu tipo. –Diz de forma direta, sem se importar com o que faria nele.
-Então é a oportunidade perfeita pra se livrar de mim de uma vez por todas. Uma tarde comigo e nunca mais te perturbo. –Diz como se aquilo fosse um negócio simples e bem vantajoso para ela.
-Ok, mas se você voltar a me importunar depois disso, eu vou garantir que passe mais um tempo no hospital. –Diz em tom quase ameaçador. Novamente se virando para ir, mas ele a segura.
-Terminamos nossos negócios particulares, mas ainda tem o motivo pelo qual te chamei. –Draco diz mudando sua postura para muito séria e compenetrada, o que fez Gina baixar a guarda e ficar atenta.
-Seu pai está cobrando uma ação mais rápida? –Pergunta preocupada.
-Não, eu até consegui um pouco de tempo, disse que tive que me desfazer da poção porque os professores resolveram aumentar a vigilância no castelo com medo de uma invasão, então terei que lacrar alguma sala secreta Sonserina e recomeçar a poção.
-Ele deve ter ficado furioso. –Gina comenta surpresa.
-Na verdade não. Evidenciei o medo dos comensais e preocupações excessivas de segurança e então, no final das contas, meu pai ficou até satisfeito, disse que agi bem e me deu umas dicas de feitiços para lacrar. –Draco diz com um sorrisinho presunçoso, sabia como “tapear” bem o pai. O fraco dos Malfoy era o ego.
-Então temos mais tempo. Isso é ótimo! –Gina diz aliviada, finalmente as boas notícias começavam a chegar.
-Na verdade, isso não muda muito as coisas e, não sei ao certo o quanto preocupante é, mas meu pai me fez um monte de perguntas sobre o Harry, suas habilidades, o que eu sabia sobre a ação dele ontem, como estava o estado dele ao chegar, o que era o tal uniforme… enfim, tudo e mais alguma coisa. –Diz em tom preocupado e Gina parecia entender exatamente o ponto.
-Como ele pode saber do uniforme e tudo mais se não houve fuga? E porque toda essa curiosidade? –Pergunta pensativa, muito mais para si que para ele.
-Eu não sei, mas a essa altura o Lorde Negro deve estar muito preocupado com Harry e em como o governo inglês está conseguindo contornar as coisas, porque obviamente essas operações solo e tão bem sucedidas vão acabar diluindo o terror psicológico que anda ganhando metade da guerra pra eles.
-Eu vou falar com Mel, talvez ela pense em algo. De toda forma, seria bom que Hermione voltasse logo, ela poderia nos ajudar com esse plano. –Gina diz pensativa. –Diga ao seu pai tudo o que sabe, talvez se ficarem com medo do potencial de Harry, acabem agindo precipitadamente e comento algum grande erro.
-Eu não apostaria muito nisso, mas se a ideia é intimidar, talvez seja interessante que ele comece a fazer coisas grandes como retomar pequenos países aqui por perto. –Draco sugere e Gina parece incerta.
-Vou falar com Mel. Fique atento, pode ser que uma reunião seja necessária, e das próximas vezes, no local de sempre. –Gina o alerta e então sai apressada.
Harry vinha em sua corrida matinal, quando vê Gina sair de trás de uma árvore na orla da floresta, ia até ela para provocá-la por estar madrugando, quando vê Draco sair do mesmo local. Para e se esconde observando a atitude dos dois, ambos pareciam perdidos em pensamentos e mantinham distância enquanto voltavam ao castelo, porém Draco parecia observar Gina com atenção, algo que fez seu interior pressentir que algo estava muito errado.
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N/A: Vocês votaram e eis o prêmio pela vitória do Brasil sobre Costa do Marfim, espero que em breve eu tenha que postar um capítulo de alguma fic pela vitória contra o Chile.
N/A²: Conhecemos o Sir Potter nesse capítulo, tentei mostrar um pouco do orgulho e motivações do Harry, além de seu jeito de agir. Hermione finalmente se recuperando, mas será que isso não soara mal pro Lucius? Gina e Draco foram vistos por Harry, o que vocês acham que acontece agora?
may33: Não consegue mesmo imaginar Harry de uniforme? Ela já está se recuperando, em breve volta pra Hogwarts. Draco está se esforçando, quem sabe no encontro ele não consiga, não é? Voldemort está aprendendo que os trouxas possuem coisas bastante interessantes.
Anderson potter: Draco foi bem treinado pelo Lucius RS RS RS. Essa ordem realmente existe, é a mais antiga e respeitada pelos ingleses até hoje, a insígnia tem um arco oval e no centro São Jorge em seu cavalo com a lança apontada para o dragão caído no chão sob o cavalo. Sim, ele tem um rádio de comunicação e usou nesse capítulo, mas só isso, não é o cinto mágico do Batman RS RS RS. Harry teve uma equipe de apoio que ficou lá no prédio de observação, mas entrou sozinho e fez bagunça pro pessoal arrumar. Se houvesse mais gente com ele poderia distraí-lo e atrapalhá-lo durante a luta.
Natascha: Como expliquei logo acima, Harry vai sozinho pra não ter outras preocupações senão o objetivo da missão. A Hermione está se recuperando bem, ainda não está 100%, mas vai se recuperar aos poucos.
Lilly Rigotti: Hahaha Harry com roupinha muito complicada, provavelmente a Hermione vai ficar doida quando vir o uniforme que estão fazendo ele usar. Draco príncipe encantado acho que não, mas ele está fazendo um esforço. O triângulo eu não sei mais, acho que mixou um pouco.
Ana Rita: Tão hilário que Rony riu um bocado dele, tadinho foi muito zoado. Mas ele está bem Superman, a exceção de que provavelmente o super não iria decepar nada de ninguém, é muito bonzinho em comparação ao Harry. Hermione está melhorando, daqui uns capítulos está ótima de novo. Draco ainda vai ter que brigar muito pela Gina, em todos os sentidos.
jack joy: Então você acha que ficou um misto legal nesse cap? Harry botou pra quebrar? O diagnóstico da Hermione foi ótimo, afinal vocês me linchariam se não fosse! Rsrsrs
Tainá Yumi Watanabe: Ah, me fale dos seus palpites sobre o cara de cobra, eles podem ser úteis! Isso de tirar a imortalidade eu não posso dizer, é segredo, mas isso de mostrar o futuro não dá porque nem mesmo esse Voldemort sabe direito como era antes, porque ele não viveu aquilo.
riraito: Identidade secreta tiraria a legitimidade do Harry, ele é um cavaleiro da rainha e assim dever ser conhecido por todos e respeitado como tal. A Hermione é uma força para o Harry de qualquer forma, afinal nada apagará da mente do Harry os momentos de sofrimento que passaram, ele ainda quer vingança e mais, ele quer justiça, acredita que está fazendo o melhor pra todo mundo.
Ellaine Snape: Ele odiou a forma como o uniforme marca o corpo dele, mas ao mesmo tempo adorou o modo como o uniforme só melhora seu desempenho, é o famoso Custo x Benefício. Logo, logo a Mione ta de volta.
Carol Potter Cullen: Posso demorar a postar, mas não desistirei da fic. A doença de Hermione já está tendo seu desfecho, pode ficar tranquila.
Taiii Potter: Uau, que bom que achou um máximo, eu me esforço para escrever algo realmente interessante. O Draco nunca tinha olhado pra Gina, mas quando olhou ficou caidinho rsrsrsrs. Mas como nem tudo são flores, ele ainda vai ter que provar que realmente mudou. A Mel tá de boa, tranquila, deixa ela quieta rsrsrs. Harry está indo bem como herói e certamente a Hermione terá vários motivos para não gostar disso, vamos ver as reações dela nos próximos capítulos.
Punkeeslaw Potter: Eu também não sei, porque eu seria masoquista? Porque se torturar lendo mais uma fic? Ela é boa não é? A doença da Hermione foi só algo estratégico pra dar ao Harry um gostinho do que é guerra de verdade, trazer um pouco da revolta e da seriedade do antigo Harry, um recurso dramático, mas necessário. Draco ainda vai cortar um dobrado e agora o Harry já vai estar de olho, então as coisas pra Gina e pro Draco não ficarão tão boas assim não. Harry teve uma postura muito nobre e realmente provou seu amor durante esse tempo de doença, não é? Pois é, o que você prefere: Príncipe numa armadura brilhante ou Cavaleiro em roupinha grudadinha? Rsrsrsrs Certamente Hermione não vai ficar feliz, aliás no próximo cap teremos a reação dela, mas sem dúvidas os motivos são validos e o Harry está fazendo o melhor pro país. Voldemort está vendo as coisas boas dos trouxas e isso pode ser muito perigoso pro Harry.