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19. Cavalheiros


Fic: Eximere Tempus


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry e Thiago foram logo pela manhã ao Ministério da Magia, dirigiram-se diretamente até o gabinete do ministro e, ao entrarem, surpreenderam-se ao ver mais duas pessoas: O Primeiro Ministro e uma jovem que não parecia bruxa e estava muito elegante.


-Bom dia. –Thiago e Harry falam quase ao mesmo tempo.


-Bem-vindos. Estes são Roger Gerrard e Dana Hudson. –Diz o ministro da magia Hector Watson.


-Prazer ministro, Srta. Hudson. –Thiago diz, porém o homem se adianta quebrando o clima formal.


-Não precisa ser tão formal Thiago, pode me chamar de Roger. É um prazer finalmente conhecê-lo e a seu filho, dois heróis de nosso povo. –Diz em um misto de admiração e orgulho.


-Não sou nenhum herói, nunca fiz nada digno disso. –Harry diz bastante consciente e a mulher chia.


-Desculpe rapaz, mas não diga uma coisa dessas novamente. –A jovem diz de forma firme, porém simpática. –Estamos aqui justamente para consolidá-lo como um herói, alguém capaz de dar esperança ao povo.


-A Srta. Hudson tem razão. –Watson apoia e então indica dois lugares vagos a sua esquerda, à direita Gerrard e Hudson já voltavam a sentar-se. –Após uma intensa discussão no alto escalão do governo, chegamos à conclusão de que não basta apenas lutar do modo mais eficiente, precisamos também demonstrar que estamos no controle, dizer à população que podem continuar com suas vidas, que faremos de tudo para que tenham segurança.


-Eu já tinha entendido essa parte, a questão é: como pretendem fazer isso? –Thiago pergunta em uma posição de pai zeloso.


-Conversei com o responsável pela publicidade do governo e ele nos indicou uma aluna que poderia nos ajudar nisto. Então conversei com a família real e ambos discutimos com ela sobre a situação, ao que ela nos deu uma proposta bastante interessante. –Gerrard diz bastante tranquilo, parecendo gostar da ideia. –Por favor, Srta. Hudson. –Dá a palavra a ela, que agradece e se levanta.


A jovem caminha até um cavalete, onde havia um grande bloco de desenho e a primeira folha mostrava o brasão de armas da Inglaterra. De forma ágil, ela vira a folha e deixa a mostra um gráfico.


-Quando estourou a questão dos bruxos e da guerra, fiz uma pesquisa com meu grupo de trabalho sobre o que pensavam de heróis, vilões, o objetivo era traçar uma linha comum entre o real e o imaginário. Estas barras mostram o percentual das pessoas que consideram algumas coisas importantes.


Superpoderes – 100%


Uniforme “estiloso”- 70%


Conduta honrada/ética -83%


Arquirrival -99%


Identidade secreta -50%


-Essas são as principais características e as mais fortemente “aprovadas”. E o que temos aqui? Um jovem que cresceu entre bruxos, mas sem ter qualquer magia e ao invés de se abater, tornou-se campeão de judô, bom aluno, filho. Então por motivos misteriosos ganhou poderes e ficou imortal, passando a lutar pela justiça, assim como os pais e seus amigos. É o único que pode contra Voldemort, seu poder e resistência foi testemunhado por vários em Hogsmeade…


-Onde eu não pude defender quem amava. Minha irmã teve que matar pessoas, minha namorada perde toda a memória todos os dias praticamente, e está se recuperando de uma cirurgia no cérebro para ver se melhora. E isso porque não pude defender ninguém.


-Mas tem treinado desde então. Soube que tem se esforçado até mais do que deveria. –Watson diz compreensivo.


-Só não quero que vendam uma imagem de super-homem, não sou perfeito. –Diz seriamente.


-Não se preocupe. Sabe por que os deuses gregos são tão famosos e sobrevivem até hoje? Por que eram os deuses mais humanos. –Hudson diz com um sorriso perspicaz, logo passando a folha. Agora mostrava uma bota. –Ela é anatomicamente feita para ser fácil de tirar, como toda a roupa é aprova de fogo, por mais que você seja imune a ele, não vai querer andar nu por aí. –Comenta com risos leves. –A propósito, preciso tirar suas medidas, pode vir aqui? –Ela pede já pegando uma fita métrica. –Preciso que tire as roupas, as medidas têm que ser precisas. –Diz ao ver que ele apenas havia parado a sua frente.


-Está brincando, não é? –Pergunta com o rosto vermelho.


-Tente esquecer que sou mulher. Isso é profissional. –Ela diz com a fita em mãos.


-Vai lá garoto, melhor terminarmos com isso logo. –Thiago diz tentando não rir, sabia quanto o filho era tímido.


Harry bufa, mas retira os sapatos e o casaco, jogando-o para o pai. A seguir retira as meias e a vê se abaixar para medir seu pé.


-É necessário? –Pergunta estranhando, enquanto desabotoava a camisa.


-Sim. A bota é anatômica, feita para diminuir o impacto e redistribuir energia. Basicamente, ela evita que você se canse mais rápido. Ou, por acaso, além de imortal não se cansa nunca?


-Me canso, claro. –Harry diz não estando muito à vontade, principalmente porque no momento retirava o cinto.


-Ok, agora… wow! Acho que posso cortar as placas pra dar impressão de músculos. –Diz impressionada ao ver o tórax e o abdômen dele. –Trabalha mesmo duro, isso é bom. –Diz tentando voltar ao tom profissional enquanto media o braço dele.


-Harry sempre gostou de se exercitar comigo na academia, só tomamos cuidado para que ele não perdesse as características base. Todo o corpo dele é feito para ser ágil, leve e veloz, sempre foram suas vantagens em combate, além do ótimo instinto para luta. –Thiago diz aos outros dois homens, que pareciam aprovar.


-Bom, prosseguindo com a descrição, -Diz virando as páginas –temos as luvas, que são feitas em parte de material emborrachado e couro de dragão, a estrutura interna apresenta esses canais de madeira e ouro projetados para canalizar magia. Ou seja, não precisará de varinha com essas luvas! –Ela diz satisfeita e tanto Harry quanto Thiago sorriem com a ideia.


-Esses detalhes podem ser tirados? –Pergunta ao mostrar os detalhes da luva, evidentemente baseada no uniforme do Batman dos filmes recentes.


-Claro. Já entendi que é bem básico e discreto. –Ela diz passando a medir o tórax. –Apesar de dizer que se usasse umas roupas diferentes, que valorizassem mais…


-Tenho uma namorada que amo, não quero que ninguém mais olhe pra mim. –Diz voltando a fechar o semblante.


-É realmente ótimo que pense assim, nada mais típico de um herói que ser apaixonado pela mocinha complicada. Acontece que você é nossa melhor propaganda e quanto mais os jovens o admirarem, melhor. –Ela o lembra de modo prático. –As calças. –Pede a ele, que mesmo contra a vontade, a deixa cair.


-Pelo visto, o rapaz tem tudo para ser nossa versão de super-homem. –Gerrard diz aprovador.


-Vai ser bem melhor pra ele não ter que usar roupas com algum tipo de enchimento. –Hudson acrescenta e vira mais páginas. –Essa era a calça que iria usar, como pode ver, atrapalharia um pouco os movimentos, então poderá ficar com essa. –Mostra o próximo desenho, que consistia em uma calça de material bem justo e de cor azul escura, diferente das botas e luvas de cor preta.


-Precisa mesmo ser tão justo? –Harry pergunta nem um pouco contente.


-É o melhor pra lutar, filho. –Thiago o lembra, ao que Harry concorda desgostoso.


-Elas também são a prova de fogo e feitas de um material que ajuda a manter a temperatura, então mesmo no inverno poderá usá-la sem congelar. O mesmo para a parte superior. Pode se vestir. –Hudson mal acabara de liberá-lo, mas Harry já erguia velozmente a calça e colocava a camisa.


-Este bordado no peito é a insígnia da Order of the Garter? –Thiago pergunta surpreso.


-Sim. A cerimônia para ordená-lo Cavaleiro será feita em caráter emergencial, o tradicional seria no dia de São Jorge, como bem sabe, mas a família real pensa que é necessário ordená-lo para que todos saibam que não é um justiceiro e sim um cavaleiro agindo em nome do país e da família real. Por isso também não há máscaras ou motivo para identidades secretas e nomes fictícios, apesar de imaginar que apelidos surgirão com o tempo. –Gerrard diz com a cerimônia que a situação exigia.


-Ok, algo mais sobre o uniforme? –Harry pergunta já voltando a se calçar.


-Um cinto. Nele haverá um aparelho que emitirá alarmes e funcionará como GPS, além da bainha para uma espada. Ela será ofertada na cerimônia para torná-lo cavaleiro. –Hudson responde virando mais páginas e mostrando o desenho do cinto com a bainha e o aparelho GPS.


-Imagino que o GPS também servirá para saberem minha localização. –Harry diz e vê apenas os ministros confirmarem.


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Assim que terminaram a reunião no ministério, Thiago e Harry seguiram para o hospital onde Hermione estava internada. Chegando lá, receberam a indicação do quarto, parando a frente da janela de vidro que permitia vê-la.


Harry lutou para se manter firme, Thiago lhe afagava as costas em apoio. Hermione encontrava-se inconsciente, sua cabeça envolta por bandagens justas pareciam sujas de sangue. Havia diversos tubos e agulhas conectando ela a aparelhos.


-Olá rapazes. –Eles se viram e veem Melissa, a tia de Hermione.


-Como ela está? –Harry pergunta em tom urgente, não disfarçando a preocupação.


-Respondendo bem. Julgamos que seria melhor deixá-la inconsciente por 24 horas, assim o corpo absorveria melhor a medicação e haveria uma melhor resposta na redução dos edemas.


-Então irão acordá-la hoje a tarde? –Thiago pergunta e Melissa faz que não.


-A cirurgia durou algumas horas, por isso só iremos suspender a medicação a noite, então haverá todo o tempo até que ela acorde por si só. Não podemos saber se isso demorará ou não. –Responde em tom gentil, porém havia a evidente preocupação em seus olhos.


-Porque ela está sangrando? –Harry pergunta voltando a se virar para vê-la.


-Não é sangue, é uma medicação de Stefanie. –Aquilo era um código claro de que a substância devia a ser alguma poção. –Trocamos o curativo há pouco tempo e fiquei surpresa em ver como os pontos estão se fechando muito rápido por causa daquele unguento, acho até que quando ela acordar, nem estará mais com as bandagens.


-Queria poder estar aqui. –Harry diz em um lamento baixo.


-Acho que não seria uma boa ideia. –Aquilo chama sua atenção. –Veja bem, Harry. Tivemos que raspar sua cabeça, ela está em processo pós-operatório e isso significa inchaços, hematomas, palidez acentuada, fora todo o equipamento ligado nela. Certamente não seria algo que ela gostaria que o namorado visse. Além disso, supondo que ela não se lembre de nada, seria um pouco de pressão demais para ela, não acha?


-Tem razão, Mel. –concorda apesar de detestar isso. –Eu só queria que ela soubesse que a amo e que não importa o que aconteça, estarei ao seu lado.


-Escreva para ela então. Se Hermione estiver reagindo bem, entregamos a carta a ela. –Melissa diz do modo mais suave que podia. A dor de Harry era tão grande que quase parecia uma entidade circundando ao seu redor.


-Ele fará isso. –Thiago garante e então abraça o filho. –Agora temos que ir pra casa, precisamos separar algumas coisas e depois passar no ministério para o teste.


-Se houver qualquer alteração no estado dela, ligo pra vocês. –Mel diz antes de se adiantar e abraçar Harry, beijando-lhe a face carinhosamente.


-Obrigado. Vou voltar mais tarde, antes de ir a Hogwarts. –Harry diz e Melissa apenas assente.


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Voldemort estava em sua poltrona confortável no Salão Oval, onde vários outros importantes “regentes mundiais” já haviam se sentado. Era de lá que controlava a expansão de seus domínios usando a força bruxa e trouxa que lhe era disponível.


-Com sua licença, Mestre. –Diz um comensal depois de bater na porta e então entrar no escritório. –Trago os relatórios que me pediu.


-Ótimo. Algum a que deva dar mais importância? –Pergunta pegando as diversas pastas que o comensal o oferecia.


-Na verdade, a única notícia preocupante não está em um relatório. Recebi a pouco uma mensagem de nosso contato na Inglaterra, disseram que as coisas não estão favoráveis a nós por lá. –Começa com receio, tentando ter cuidado na escolha das palavras.


-Use a linha segura e faça vídeo chamada, quero saber exatamente o que está acontecendo. –Voldemort ordena insatisfeito, ao que o comensal rapidamente sai do escritório para cumprir a ordem.


Voldemort ignora as pastas entregues e começa a andar irritado e pensativo pelo escritório, sabia que por mais que seu poder ofensivo fosse grande, o Reino Unido andava agindo muito forte junto a Alemanha, Itália e França, dificultando suas investidas e ganhando território.


Um bipe é ouvido e a parede começa a abrir em um ponto médio, revelando um enorme monitor. Voldemort senta-se em sua poltrona, recobrando a aparência calma, esperando a videoconferência ser estabelecida.


-Mestre, é uma honra falar com o senhor. –O comensal do outro lado diz em cumprimento ao Lord das Trevas.


-Que informações importantes têm para mim? –Pergunta de modo direto, vendo o comensal pegar algumas anotações.


-Olviedo foi preso e denunciou todo o esquema, vários dos nossos foram presos sem que tivéssemos chance de reagir. Isso significa que, temporariamente, não temos como entrar ou sair do país ou enviar suprimentos. Estamos trabalhando para evitar qualquer vazamento de informação sigilosa adicional. –O comensal não se vira para Voldemort, apenas passa a página e continua lendo. –Os governos trouxa e bruxo estão cada vez mais sintonizados, ao que parece possuem um plano para acalmar a população e fazer com que todos possam crer que poderão derrotar ao senhor, Lord Voldemort.


-Me derrotar? Como pensam que podem subjulgar um imortal!? –Resmunga quase rindo da ideia patética dos inimigos.


-Com outro imortal, mestre. –O comensal responde e na mesma hora o semblante de Voldemort endurece.


-Prossiga. –Ordena com a voz fria.


-As minhas fontes disseram que tentarão transformar Harry Potter em uma espécie de Anjo Vingador: àquele que é tão imortal quanto Lord Voldemort serve ao Reino Unido para salvar a população do domínio do Lorde das Trevas. –O comensal, pela primeira vez, ousa erguer a cabeça para fitar o mestre. Este estava imóvel, os olhos fixos e mortais.


-Entre em contato com o general inglês. Diga que preciso dos detalhes dessa operação com o Potter, também quero um relatório atual e detalhado sobre ele.


-Sim mestre. Na verdade, soube que o general já tem planos para o Potter em andamento. –Aquela declaração do comensal fez Voldemort sorrir discretamente.


-É este tipo de eficiência que espero daqueles que me servem. –Diz apertando o botão do teclado que encerrava a chamada.


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O teste de Harry no ministério era bem simples, consistia em entrar em uma sala de treinos com cinco aurores e derrotá-los. Do lado de fora, olhando pelo vidro, estavam Thiago, Sirius, Gerrard, Watson e Príncipe William.


A expectativa era de que em uma hora os aurores começassem a cansar e então Harry começaria a ter vantagem sobre estes, no entanto após vinte minutos de combate, apenas dois estavam de pé e em meia hora o desafio terminara.


Os homens observaram satisfeitos o resultado, até Thiago e Sirius se mostraram surpresos e orgulhosos. Dirigiram-se então para a sala de reuniões, onde esperavam Harry chegar já trocado e de banho tomado.


-Desculpe a demora, mas a curandeira insistiu em me examinar. –Harry diz ao entrar, claramente irritado com o excesso de cuidados.


-Suponho que ela não tenha encontrado nada errado contigo. –Watson diz e os outros olham curiosos.


-Nem um arranhão. –Harry diz como se fosse algo óbvio. –Quanto mais treino e duelo, menos meu corpo sofre com qualquer lesão. –Acrescenta satisfeito, porém notando que a informação surpreendera até seu pai.


-É bom saber disto. –O príncipe diz tomando a palavra. –Ficamos todos muito impressionados, não tínhamos ideia de que sendo tão jovem pudesse ter um nível tão bom de combate e isso, obviamente, nos deixa em uma posição ainda mais confortável diante das forças de Voldemort.


-Isto é verdade, tínhamos algum receio quanto ao seu desempenho em campo, mas parece que não há motivo para tanto. Contudo devo ressaltar que, apesar de ter usado ótimos feitiços e estrategicamente vários outros mais básicos, ainda tem como principal recurso o combate trouxa. Não que isso seja algo muito ruim, acontece que pode vir a ser um obstáculo, dado que os comensais demorariam a definitivamente estar fora de combate e ainda não seria tão eficaz a longa distância. –Watson diz de modo cuidadoso.


-Lílian já ficou de dar aulas especiais para ele, irá reforçar seus conhecimentos em magia. –Thiago explica fazendo os outros assentirem satisfeitos.


-Ainda assim, gostaria de sugerir aulas de esgrima. –O príncipe sugere. –Terá uma espada muito especial em seu poder, que está sendo feita pelos maiores especialistas bruxos e trouxas, e creio que se adaptaria adequadamente ao seu estilo. Poderia manter os ataques físicos e torná-los mais eficientes.


-Concordo com isto. Poderíamos providenciar um ótimo professor inclusive. –Gerrard apoia já com um nome em mente.


-Na verdade seria complicado para um trouxa, visto que Harry estuda em Hogwarts. Mas tenho um nome bruxo em mente que poderia dar aulas não só adequadas sobre como usar uma espada, mas o que isso significa. –Watson diz em um tom quase misterioso.


-Do jeito que fala parece que trará um samurai para dar aulas ao Harry. –Sirius diz como modo de sondar, ao que o ministro apenas sorri discretamente.


-Tendo isto resolvido, acho que é hora de por Harry ciente de toda a nossa verdadeira situação. –Gerrard diz e Harry sorri satisfeito, finalmente iriam contar tudo sobre a guerra a ele.


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Draco estava a espreita nos arredores do campo de quadribol, havia atrapalhado o desempenho de Corner durante o treino, o que fez a capitã Cho Chang ordenar que cumprisse treinos extras após a sessão terminada. No momento o sonserino via os outros jogadores deixarem o vestiário em direção ao castelo, enquanto o corvinal voava sozinho executando uma série de movimentos listados pela capitã.


Assim que teve certeza de que estavam a sós, Draco sai de seu abrigo e caminha tranquilamente até o centro do gramado, logo vendo que Corner manobrava para vir ao seu encontro.


-O que está fazendo aqui, Malfoy? –Corner pergunta agressivo, já saindo de sua vassoura.


-Eu te avisei pra ficar longe da Gina. E quando eu disse ficar longe, quis dizer em todos os sentidos e não só fisicamente. –Draco responde em tom duro firme.


-Não sei do que está falando…


-Deixa de ser idiota! Acha mesmo que demoraria para eu descobrir quem anda espalhando boatos sobre a Gina por aí? –Diz quase rindo pela inocência do outro, apesar dos olhos cinzentos ainda parecerem lâminas afiadas.


-E quem te disse que são boatos? Aquela ruivinha é uma bela de uma vadia… -Corner começa a destilar seu veneno, mas Draco o interrompe sacando a varinha.


-Cala a boca e haja como homem! Ainda te dou a opção de escolher as armas do duelo. –Desafia com a varinha em punho.


-Nesse caso, mãos limpas. –Corner diz pegando a varinha e jogando na grama, longe dos dois.


-É mesmo uma vergonha. –Draco diz fazendo o mesmo que o adversário, na voz mostrava a evidente reprovação ao abandono das tradições bruxas.


-Vergonha vai ter você ao ficar todo arrebentado na enfermaria, novamente. –Corner revida a provocação, fazendo Draco chiar e avançar na sua direção.


Por ser uns centímetros mais alto, Corner tinha a vantagem da envergadura, além de estar aquecido pelo treino de quadribol. Assim, quando Draco o alcançou já com soco armado, Corner deu dois passos a frente, descolando o corpo agilmente e desferindo um contragolpe na barriga de Draco, que cai de joelhos.


-Como eu disse, não deve se meter comigo Malfoy. Aliás, aproveita as sobras que te deixei e me esquece. –Corner avisa em tom de ameaça, mas Draco já levantava.


-Pensa mesmo que um soco poderia ser o suficiente? –Retruca já de pé e de guarda erguida.


-Se quer apanhar mais. –Corner também assume posição de guarda, já mostrando sinais de um bom jogo de pés.


Draco tenta dois jabs rápidos, mas Corner se esquiva ágil, movendo-se lateralmente, dançando em torno de Draco e arriscando socos em sua guarda, testando a resistência do sonserino. Draco pega o ritmo de Corner e se deixa atingir no peito enquanto contragolpeia com um direto que atinge a lateral do rosto do corvinal.


Corner cambaleia para o lado e Draco avança desferindo um cruzado, seguido de um jab rápido e então tenta outro direto, mas o corvinal desvia e recompõe a guarda, aproveitando o desequilíbrio de Draco para atingir um soco em suas costelas com a direita, seguido de outro na barriga com a esquerda. Draco contragolpeia com um gancho e os dois se afastam.


Draco acaba por cair de joelhos e vomitar, enquanto Corner tentava limpar o sangue que escorria abundante pelo corte em seu supercílio. A tentativa de usar a camisa fora quase patética, então Corner corre na direção de sua varinha, mas Draco vai atrás dele, conseguindo interceptá-lo e empurrá-lo para trás.


Os dois voltaram a ficar em guarda e avançaram em um combate mais franco, Draco desferia combinações de jabs e cruzados, enquanto Corner se protegia com uma guarda alta, procurando andar lateralmente encontrar uma brecha. Foi em um movimento rápido que o corvinal conseguiu atingir mais um soco nas costelas do adversário, no mesmo lugar que antes. Draco cambaleia para o lado e recebe um soco forte na lateral do rosto, porém se mantém de pé e gira com um soco rápido, que acaba na guarda de Corner, com a outra mão investe em um golpe na barriga, e em seguida desvia de um jab, indo para o lado em que o sangue cobria a vista de Corner, então usando dois jabs curtos para acertá-lo e tonteá-lo, terminando com um direto que quebra o nariz e faz o corvinal cambalear para trás, visivelmente caindo.


-Não, ainda não. –Draco diz o segurando pela camisa. –Agora é a desforra do vencedor. –Diz em um tom frio e vingativo, logo antes de esmurrar a cara do corvinal seguidamente.


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N/A: Depois de um longo tempo aqui estou eu. Queria dizer que estou realmente com bem pouco tempo disponível, mas me esforço o máximo que posso para atualizar as fics, no entanto, não vou ficar atualizando fics sem comentários, não dá a mínima vontade de escrever se não tiver nenhum retorno. Então, já que amanhã dia 13 é meu niver, me dêem muitos comentários de presente!


N/A²: Temos aqui um capítulo bastante dedicado à guerra, e no próximo teremos a passagem de uns dias e a primeira missão oficial de Harry, além de um bocado de DG e o diagnóstico final de Hermione.


may33: O trabalho dos aurores nem sempre é agradável, fazer o que! O Draco não está tão sentimental assim, mas está decidido e fazendo por onde. Hermione foi operada, vamos ver se ela melhora, eu ainda não sei bem como ela ficará.


Lilly Rigotti: Draco se regenerando, indo pro caminho da luz, mas ainda não sei se será apenas D/G, vamos ver. Acho que muita gente pensou que Thiago e Sirius estavam brincando de policial bom e policial mal, mas não é bem isso, Thiago só disfarça mais rsrsrs. Eu não sei se vou devolver a Mione, vamos ver se os leitores vão se manifestar a favor disso. Porque acha que o Lucius não confia? Se movimento foi bem furado hein, ninguém aderindo! rsrs


r.ad: Preto só a bota e a luva, o uniforme ficou azul escuro pra combinar mais com as cores britânicas.


jack joy: Ainda não sei se o tratamento vai dar certo não. Thiago e Sirius são maus, mas Harry será pior, muito mais Batman que Super-Homem.


Anderson potter: Draco escolhendo o lado certo, se regenerar já é outra coisa rsrs. Vai rolar um treino sim, pode ficar tranquilo. Tortura com magia deixa rastro, não dá não.


Charlotte Duerre: Acabo demorando porque não comentam muito. Ainda não sei se ela sai dessa não. Roupa azul escura por causa das cores britânicas, mas é quase preto. Draco ainda vai sofrer um tanto e certamente o Draco a favor é uma baita vantagem.


Tati Black Malfoy: Queda, ele despenca, não ta nem mais disfarçando. Mas foi certinho o que você falou, ele tá mais para Dark Knight. Harry não está só se metendo na guerra, mas está principalmente ajudando a elevar a moral da população.


Mione03: É nessas horas tristes que se vê quando o amor realmente é verdadeiro né? Estamos todos torcendo. Draco está tirando lições importantes de tudo e esse é o melhor e mais eficiente modo de se arrepender e redimir.


Freya Jones: Não perca as esperanças, eu ainda não decidi se vai ser DG ou DM, vamos ver o que o pessoal vai achar, qual casal vai estar mais nas graças do povo.


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Comentários: 1

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Enviado por Isis Brito em 15/09/2011

Uau... *-*

Nota: 5

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