- Virgínia Molly Weasley! – berrou a Sra. Weasley, fulminando a filha com os olhos enquanto caminhava até o lugar onde ela estava parada.
Tão surpreso quanto os próprios Weasley, estava Draco Malfoy, ignorado pelos mesmos. Ele olhava desesperado para Isabella, que parecia não ver problema algum no que estava acontecendo.
- Foi melhor assim, acredite. – ela murmurou, apertando com força a mão do primo, que parecia desnorteado.
- Vamos, Gina! Agora não tem mais para onde fugir. – disse Rony, ainda irritado.
Gina parecia ter emudecido. Todos os irmãos agora em volta dela, seus pais à sua frente, parecendo estar realmente aborrecidos.
- Gina, é verdade isso que Rony está dizendo? – perguntou Arthur, tentando ficar calmo.
Ela ergueu os olhos, encarou o pai e confirmou, no entanto, sua voz parecia ter sumido.
- Há quanto tempo, Gina? – perguntou Molly, ainda aos gritos. – Há quanto tempo?
- Molly, querida, calma! – pedia Arthur, abraçando a mulher pelo ombro com força.
- Calma, Arthur? Você pede para eu ter calma? – a Sra. Weasley se debulhava em lágrimas de desespero. – Depois de tudo que a família dele nos fez? Depois de tudo o que tivemos que ouvir calados? Depois de tudo eu ainda tenho que aceitar que minha única filha se envolva com um deles?
- Mãe, quem tem que escolher sou eu! – pela primeira vez Gina conseguira falar. – Não importa o que vocês digam, o que vocês achem... Se é certo ou errado, eu não quero saber! Eu o amo e é ao lado dele que eu quero ficar! Se para isso eu precisar enfrentar vocês, não medirei esforços. É a minha felicidade que está em jogo!
- Gina, ele é um Malfoy! – contrapôs Carlinhos.
- E daí? Quando você se apaixonou pela Débora, você se preocupou antes com o nome dela ou com a pessoa que ela é? – ela os enfrentava à altura.
Isabella sentia-se mais segura agora. Sabia que não precisava se preocupar tanto em sua defesa. Gina sabia como fazê-lo muito bem. E se precisasse de ajuda, ela estava ali.
- É diferente! Muito diferente! – argumentou Gui, agora se manifestando. – Parece até que não sabe de tudo o que aconteceu, tudo o que Lucio Malfoy fez para com nosso pai... O pai dele era um Comensal da Morte!
- Mas eu não sou! – disse Draco, se aproximando. – Ela se apaixonou foi por mim, não pelo meu pai. Quem fez mal a vocês não fui eu, nada tenho a ver com isso! Aliás... Não se escolhe quem serão nossos pais. Foi uma mera infelicidade tê-lo como pai, quando o meu pai poderia ser Sirius Black. – agora ele estava em pé ao lado de Gina.
- Ei! Não me mete nesse bolo que eu não sou fermento! – disse Sirius falsamente afetado.
- Mas é a verdade! – Hermione entrou em cena. – “O maior grupo amoroso da história de Hogwarts”. Aqui nós temos três pessoas que faziam parte deste grupo. Quer que eu vos apresente? – ninguém respondeu. Logo, todos já se encontravam sentados e tinham a atenção fixa na garota. Apenas ela, Gina e Draco estavam de pé. – Muito bem. Sirius Black, Alissa Vector e Remo Lupin. – ela apontou. – E Dumbledore, claro. Que era diretor nesta época e teve que lidar com isso.
- Ele presenciou uma teia amorosa gigantesca. Mas antes de tudo, um triângulo amoroso deu início à essa história. – Isabella levantara e se juntara aos três.
- A história que as irmãs Black, Narcisa e Belatriz, se apaixonaram por Sirius. Narcisa até chegou a namorar com Sirius, mas que Belatriz se juntou a Lucio Malfoy para separá-los, já que Lucius era apaixonado por Narcisa, e conseguiram. Depois de alguns anos, já nos últimos meses em Hogwarts, Lucio consegue enfim ficar com Narcisa e eles se casam alguns meses depois, mesmo sem que a mulher o ame. Na verdade, só casou-se com ele por descobrir que estava grávida e que ele havia feito um feitiço de ligação entre ele, a mulher e o futuro filho. Este feitiço era de antiga magia negra muito avançada. Fora colocado em um pequeno colar com uma pedra preta no centro, que quando ocupada pelo feitiço, ganha uma mancha de cor verde. Hoje este feitiço já não existe mais, pois Lucio foi considerado um ser sem vida ou semimorto. A pedra foi quebrada e com isso, o último indício deste feitiço em todo o mundo mágico foi extinto. – contou Hermione, resumidamente. – Mas ainda assim, sequer chegamos à rivalidade entre as famílias. Não só entre as famílias Malfoy e Weasley, mas também entre os Potter e os Malfoy.
Uma longa pausa.
- Tudo aconteceu há muitos anos, a rivalidade vem de muito antes de quase todos presentes aqui, senão todos. – começou, tentando lembrar-se de todos os detalhes. – Como todos sabem, Narcisa e Belatriz eram descendentes dos Black e se casaram com outras famílias, incluindo Malfoy. Talvez entre os anos 1907 e 1918, três irmãs descendentes da família Black, Callidora, Charis e Cedrella, nasceram. Cedrella casou-se com Septimus Weasley, que era considerado pela família dela um traidor de sangue. Eles eram, provavelmente, tios ou até mesmo avós do Sr. Weasley. – ela comentou. – E é importante afirmar que Cedrella foi tirada da família por conta deste casamento. Tudo aconteceu por conta de um preconceito, esta é a verdade. Um preconceito causado pela própria família de Cedrella. Narcisa e Belatriz cresceram ouvindo isto e provavelmente trouxeram para o agora.
- Não, tia Narcisa nunca ligou para estes preconceitos, mas tio Lucio, sim. Ele que trouxe isto para as novas gerações. Por isso as famílias ainda são inimigas, mesmo depois de tanto tempo. – comentou Isabella.
- E a briga dos Potter com os Malfoy também foi causada pelo próprio Lucio e pelo mesmo motivo da briga entre os Weasley e os Malfoy. – disse Hermione. – Um primo de James Potter se casou com Julie Malfoy. Esta foi retirada da família ainda grávida e foi condenada pelo próprio irmão, que ameaçou matá-la, assim como o filho dela se este não fosse homem. E não foi. – disse Hermione, apontando Isabella. – Lucio só não matou Isabella Bonstrong porque Narcisa pediu que ele poupasse a vida da criança e da mãe.
- Mas ele matou o meu pai, em troca das nossas vidas. – acrescentou Isabella.
- Agora me digam... Em que ponto nós citamos a última geração? Em que ponto citamos os nomes de Harry, de Gina e do Malfoy? – ela disparou. – Em lugar algum! Essa é uma briga que deveria ter sido abolida há muito! Ou pelo menos abolida no agora. Nenhum deles tem culpa do que seus pais, tios, avós, o que for, tenham feito. Não têm culpa dos erros que eles cometeram. – argumentou. – É justo eles pagarem com o amor deles por coisas das quais sequer faziam idéia?
Todos pareciam estar surpresos com todo o papel que Hermione desenvolvera ali, bem na frente. Ela realmente apresentara argumentos que deveriam ser considerados, senão altamente convincentes. A Sra. Weasley parara de chorar e encarava a garota com os olhos arregalados, estática.
- Isabella é um exemplo perfeito de que nem todo Malfoy precisa ser como era Lucio, que tudo depende da criação. – citou. – E vejam, Narcisa simplesmente desapareceu no mundo. Foi atrás da vida que perdeu ao lado de Lucio Malfoy e pediu ajuda à Julie Bonstrong, sua cunhada e irmã de Lucio para que cuidasse de Draco e regenerasse aquele que estava se tornando tão arrogante quanto o pai. – uma pausa, em que um sorriso sem graça brotou em seu rosto e seus olhos desviaram para Draco. – Desculpe, mas essa é a verdade. – pediu e retomou seu discurso. – E hoje ele é uma pessoa totalmente nova. Convive conosco, sim, participou do torneio conosco, ganhou o prêmio conosco, se mostrou um aluno exemplar e hoje me pergunto se estaria na Casa certa. – fez, interrogativa. – No entanto, nada disso importa. Que existam as rivalidades entre Casas, nós vamos ser apenas uma exceção à regra. Malfoy é bem vindo entre nós e assim será.
- E agora? O que vocês vão poder fazer? Não vão me impedir de voltar à Hogwarts, vão? Vão tentar me impedir de ser feliz? – disparou Gina, levantando-se e postando-se ao lado de Hermione. – E a mesma pergunta que fiz ao Rony, faço a vocês: minha felicidade é menos importante que o ego de vocês?
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- Como você fez aquilo? – perguntou Amy, abismada. – Eles simplesmente não tinham palavras pra retrucar!
- Eu andei pesquisando. Já não suportava mais tantas coisas mal explicadas. Além disso, tinha o namoro de Draco e Gina, eu sabia que ninguém iria aceitar tão facilmente e tinha que descobrir o porquê! Eles eram inimigos e ao menos sabiam o porquê disso. Ela é minha amiga, me via na obrigação de ajudá-los. – respondeu Hermione.
- E de quebra, acabou foi contando a história das brigas de todas as famílias. – brincou Harry.
- Hermione – pela primeira vez Draco a chamara pelo nome e isso atraiu a atenção de todos. – Hum... Obrigado por tudo, mesmo.
Hermione sorriu para o loiro, que se permitiu retribuir o gesto.
- Agora você pode se considerar nosso amigo, ou companheiro, pelo menos. – disse Harry, colocando a mão no ombro do loiro, que lhe apertou a outra mão, os dois sorrindo.
- Certo, certo. A cena é bonita, mas já passou da hora de dormir, não é? – disse Bebel, batendo palmas. – Além disso, essa história não termina aqui. Ainda vamos ter que esperar um tempo até que tudo esteja bem.
- É. Acho que temos um novo capítulo dessa história. – murmurou Hermione.
- Um capítulo com muitas adversidades, por sinal... – completou um Draco pensativo.
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O dia seguinte começou tenso. Os Weasley malmente dirigiam a palavra a Gina, era como se ela nem existisse.
- Uma hora eles vão ter que aceitar. – murmurou Hermione. – Você não esperava que fosse diferente, esperava?
- Na verdade, pensei que fosse ouvir um bocado. – disse a ruiva, em tom melancólico.
Draco se aproximou das duas e abraçou Gina.
- Sei que não está sendo fácil, ruivinha. Mas é melhor assim. – ele disse, beijando a bochecha dela.
Ela o olhou nos olhos, um sorriso triste se esboçando em seus lábios.
- Eles não vão agüentar muito tempo nessa birra. Vai passar. – tentou ser otimista.
- Pelo menos o Sr. e a Sra. Weasley parecem estar digerindo o namoro de vocês. – comentou Hermione. – O que importa é a sua felicidade, Gi. Essa história não deve se estender por muito tempo. Rony pode até não gostar, mas ele já estava aceitando.
- Ele não deixou de falar comigo. Apenas está um pouco frio. – sussurrou Gina em resposta.
- E isso é bom? – perguntou Draco.
- Na verdade, não sei. – ela respondeu. – Talvez sim, talvez não. Ele brigava comigo antes, mas depois do ataque a Hogwarts, não sei, ele mudou. Parecia estar aceitando.
- Talvez a discussão que se estendeu ontem no quarto do Bicuço tenha causado essa mudança. – sugeriu Hermione. – Ele vai ser o primeiro a se render, acredite.
- Nós sempre fomos muito ligados, realmente. Mas nem tudo são flores, não é? – ela começou a se animar. – Ah, quer saber? Vou esquecer isso. Com o tempo tudo se ajeita.
- E então? – perguntou Hermione para Harry, quando este se juntou aos três, com cara de poucos amigos.
- Vamos ter que esperar. – ele murmurou, azedo. Os outros três suspiraram contrariados. – Temos quinze longos dias para isso. Só espero que tudo aqui fora passe como lá na Casa dos Gritos.
- Seria sonhar demais. – disse Gina, olhando para o nada.
- Veja pelo lado bom... – começou Harry.
- Que lado bom há nisso, Harry? – ela disparou, encarando-o.
- Você terá tempo mais que suficiente para esfriar a cabeça enquanto estiver lá. Além disso, a partir do dia quatorze, não verá mais eles. Terá dezessete dias antes de encontrar o Rony novamente. – enumerou o moreno. – Isso, claro, sem esquecer que os quinze meses serão ao lado do seu príncipe aqui. – apontou Draco.
- Espera aí! – disse o loiro de súbito. – Do que estão falando?
- Você saberá em breve, Draco. – disse Gina, forçando um sorriso.
- Que isso? – fez Amy se aproximando. – Mais ânimo, pessoal! Temos que aproveitar...
- Amy, acho que este não é um momento para se “aproveitar”. – disse Isabella, séria, sentando-se ao lado de Gina. – Ora, ruiva! Não pode ficar assim. Está com tantos problemas que anda esquecendo quem gosta de você? – tentou animá-la. – Tem alguém que está carente... – e mostrou um pequeno gatinho de cor caramelada, os olhos brilhando ao ver a dona e os pelos se eriçando, como sorrisse.
- Oh, Bubbles! A mamãe não esqueceu de você, meu bebê... – ela pegou o pequenino e ficou a conversar com ele, completamente alheia ao restante do grupo.
- Acho que ela o trata como um verdadeiro filho. – comentou Draco, rabugento.
- Não é difícil quando se tem um gatinho fofo desses. – replicou Amy, sorrindo.
- Então você acha isso normal? – perguntou o loiro, erguendo a sobrancelha.
- É, no mínimo, normal. – comentou Isabella. – Ela acabou se apegando a ele.
- Eles são praticamente mãe e filho. – Hermione deixou escapar num murmúrio.
- O quê? – fizeram os três primeiros em uníssono.
Harry a repreendeu com um olhar, o qual Hermione ignorara completamente. Sabia que não deveria aprofundar aquela conversa tanto quanto o moreno.
- Nada. Besteira. – apressou-se em acrescentar. – Bebel, você não tinha dito que viriam apenas no dia quatorze? – mudou de assunto.
- Dumbledore pediu que viéssemos antes, provavelmente por conta da reunião da Ordem. – respondeu. – Aliás, disse também que Draco precisaria estar aqui antes do dia doze.
- Era de se imaginar. – murmurou Gina. – Ele pensa em tudo!
Todos olharam para Gina.
- O que foi? – perguntou, assustada. – Só estava comentando, calma!
- Chama alguém de maluco para você ver no que vai dar... – brincou Amy e Gina mostrou-lhe a língua. – Não, obrigada. Já tenho a minha.
E finalmente o clima de descontração caiu sobre aquele grupo, totalmente à parte dos outros.
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- Tudo bem. Já que o nosso quarto sempre acaba acolhendo nossos tão animados papos, dessa vez vamos mudar o cenário, certo? – sugeriu Amy, após um almoço onde a troca indireta de farpas e ironias fora além da conta. – Vamos para o quarto do Bicuço.
- Familiarizou com ele, Amy? – perguntou Harry, ao adentrarem o aposento que abrigava o hipogrifo.
- Nunca tive dificuldades em manter uma relação, no mínimo, agradável com qualquer animal. Com ele não poderia ser diferente, não é, maninho? – brincou.
- A Amy sempre gostou dessas maluquices. Já chegou a pensar em criar uma acromântula. – contou Isabella.
- Uma acromântula? – Harry e Hermione repetiram, sem conseguir conter o riso.
- O que foi que eu disse? – perguntou Isabella aos restantes.
- Nem tente entender. – murmurou Gina, a sobrancelha erguida.
- Melhor mesmo. – concordou Isabella. – Então, Gin. Amanhã vamos todos para A Toca, para o casamento do seu irmão e você nem ao menos está falando direito com sua família...
- Nada mais deprimente. – ela sussurrou. – Vai ser horrível!
- Não vai, não. – discordou Draco. – Você vai estar com seus amigos e, principalmente, comigo.
- Nem um pouco convencido, não? – Gina fez para os outros, que riram.
- Convencido, não. Apenas convincente. – ele corrigiu. – Alguém tem que levantar esse seu astral, não é?
- Dessa vez eu deixo passar. – fez, revirando os olhos sem conter um sorriso antes de beijá-lo.
- Hem hem – fez Hermione. – Então, gente, o que acham de arrumarmos um assunto?
- Excelente idéia. – apoiou Isabella.
Gina sorriu em meio ao beijo, mas logo voltando a se concentrar.
- Voltou a engolir a minha irmã? – fez Rony, adentrando o aposento com Luna.
Draco e Gina desvencilharam-se do beijo e encararam o ruivo.
- Sabe, acho que não dá pra engolir ela inteira. – Draco disse, um sorriso cínico brincando em seus lábios. – Mas se quiser seguir a sua vontade de parti-la em pedacinhos por estar comigo, talvez eu consiga. – provocou. – Vale lembrar: antes vou ter que dar uma mastigada.
- Seria ótimo se vocês parassem de discutir. – disse Hermione, interferindo. – Rony, se é para brigar, acho melhor sair. – pediu.
- Não. Acho que já compartilhei muitos momentos sob o mesmo teto que ele, mais alguns, só por precaução, não vão me matar... ainda. – rebateu o ruivo. – E não me olha com essa cara, Lu. Você sabe que não estou errado.
- Mas também não está certo! – replicou a loira.
- Um momento de paz, pelo amor de Merlin! – pediu Harry.
- E alguém está discutindo? – perguntou Isabella.
- Shhh... – fez Amy para a amiga. – Estão ensaiando uma discussão.
- Ah, que ótimo! E você se deu conta de que nós é que vamos ter que agüentar? – fez Isabella com cara de poucos amigos.
- Cala a boca! Eu quero ver... – pediu Amy.
- Vai entender! – murmurou Bebel, revirando os olhos.
- Ok. Então vamos tentar manter uma conversa, no mínimo, amigável, certo? – fez Hermione.
- Se depender daqueles dois – Harry apontou Draco e Gina, que voltaram a se beijar, ignorando tudo e todos. –, acho que nem conversa vai ter.
- E não seria má idéia se fizéssemos o mesmo. – sussurrou Rony ao ouvido de Luna, que o olhou feio.
- Tem muita gente aqui. É feio! Falta de educação. – ela respondeu, quase num silvo.
- Então nós saímos daqui. – ele replicou, anunciando em voz alta, logo em seguida: – Estamos de saída. Vamos resolver uns assuntos pendentes.
Harry e Hermione se entreolharam, prendendo o riso, assim como Bebel. Amy, no entanto, parecia desapontada.
- Por que na melhor parte sempre algo estraga? – pensou alto quando a porta do quarto se fechou e todos desataram a rir.
- Porque os assuntos pendentes são mais importantes, maninha. – respondeu Harry, ainda entre risos.
- Muito engraçado. – fez a morena, com cara de poucos amigos. – Ok, vamos falar de outra coisa.
- A Gina ainda deve querer matar o Rony. – murmurou Isabella.
- Só porque ele deixou escapar sobre o namoro dos dois? – perguntou, apontando o casal.
- Só? – fez Isabella, cética. – Por Morgana, AT!
- Não vejo nada demais nisso. Hermione já fez tudo o que podia para salvar os dois e acho que surtiu efeito. – comentou a Black.
- Como assim? – perguntaram os outros três em uníssono, ao que Gina se afastou de Draco para ouvir.
O garoto tentou uma reaproximação, mas ela empurrou-o levemente, ainda desviando o rosto.
- Os Weasley parecem estar digerindo essa história. Nada comentam sobre o assunto e parecem mais calados desde tudo o que Hermione apresentou ontem após o jantar. – explicou Amy. – Não só a Hermione, mas a Bebel também teve um papel bastante importante nisso tudo. Tudo bem que o que a Hermione desenvolveu foi crucial, mas a prova concreta de tudo o que ela disse era a Bebel.
- É como se tudo estivesse programado pra acontecer. – murmurou Harry.
- Como se você realmente acreditasse nisso! – fez Hermione, um olhar reprovador.
- Sei disso. – ele rebateu. – Estava apenas comentando que tudo aconteceu de uma forma que beneficiou, de certa forma, Draco e Gina.
- Beneficiou? – fez Gina, finalmente. – Onde? Dá pra me mostrar?
- As circunstâncias em que tudo ocorreu, o fato de Hermione ter pesquisado sobre o assunto, a presença de Bebel... Isso tudo ajudou. – explicou o moreno.
- Pena que não deu para cobrir o estrago que o Rony fez. – disse Gina, com falso pesar.
- Mas pelo menos agora vocês não têm mais nada a esconder. – comentou Isabella.
- Olha, chega desse assunto. É desagradável! – fez Amy. – Deprime qualquer um. Clima de enterro... – murmurava, sem dar sentido às suas palavras.
- É melhor, mesmo. – disse Draco puxando Gina. - Esquece isso. – disse, olhando-a nos olhos.
- Você quer me enlouquecer... – suspirou, antes de beijá-lo. |