Após a tensa conversa com Draco, Gina vai até o salão comunal da Grifinória, sem cerimônia, segue até a mesa onde Melissa fazia sua lição, retira a pena dela da mão e a puxa para fora do salão comunal.
Melissa estranha a atitude de Gina, mas a segue em silêncio, provavelmente os cochichos que ouvira eram verdadeiros e sabia que a amiga de mau humor não era alguém que devia ser questionada. Ambas entram em uma sala vazia, Gina fecha a porta e então se senta em uma mesa a frente de Melissa.
-Isso tudo é por causa do tal bilhete de que ouvi falar? –Melissa arrisca em tom suave.
-Se você ouviu falar é porque a fofoca voou mais rápido do que eu imaginava… definitivamente vou matar aquele maldito assim que ele deixar de ser útil! –Gina diz com os dentes trincados, as mãos segurando fortemente a mesa.
-Então, foi o Draco? –Melissa pergunta surpresa.
-Porque toda essa surpresa? Claro que foi ele! Aquele descarado! –Diz ainda furiosa.
-E o que havia no tal bilhete? –Pergunta curiosa e pensativa.
- “Preciso de você agora, me encontre no nosso cantinho secreto.” E o cara de pau ainda assinou: Aquele que te leva ao paraíso. –Gina solta um rosnado ao terminar de falar e o fato de Melissa estar com a mão à frente da boca, tentando suprimir o riso, só piorava tudo. –Isso não tem graça! Eu tenho um namorado que obviamente não vai gostar de ouvir que recebi um bilhete desses!
-Você foi se encontrar com Draco? –Melissa pergunta tentando mudar o foco da discussão, até porque a amiga tinha toda a razão em estar furiosa.
-Fui, na mesma hora, aproveitei pra chegar já enfiando a mão na cara branquela dele, minha mão ta doendo até agora, o maldito parece feito de mármore. –Diz revoltada e ao afinal fazendo um barulho parecido a um rosnado. –Você acredita que aquele demônio ainda teve a ousadia de reagir ao tapa me agarrando, no meio do corredor! Teria sido a cereja do sundae se alguém visse!
-Ele te beijou? –Melissa pergunta perplexa e o olhar irado de Gina respondeu. –E você gostou? –Pergunta hesitante.
-Mel! –Exclama como se aquilo fosse um absurdo.
-É que você está tão alterada… -Melissa começa a se justificar, mas Gina a interrompe.
-Estou, mas é por outra coisa. –Diz escondendo o rosto entre as mãos, depois fazendo uma pausa para respirar e então voltando a encarar a amiga, dessa vez mais seriamente. –Ele me chamou pra dizer que o pai dele está muito feliz com a doença de Hermione e que por isso desistiu de matá-la, agora o alvo é você. –Gina tenta dizer delicadamente, em posição para abraçar a amiga, porém Melissa reagiu bem, permanecendo firme.
-Eu não posso dizer que isso me surpreende, já havia pensado nessa mudança de alvo quando o estado de Hermione se agravou. –Diz cruzando os braços e em tom defensivo.
-Vamos dar um jeito nisso. –Gina diz indo abraçar a amiga, apertando-a bem em seus braços.
-Não se preocupe, estamos no controle. –Melissa diz tentando acalmar Gina, correspondendo ao abraço também com força.
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Harry não conseguia dormir, não estava com sono ou cansado e sua cabeça parecia girar em um loop interminável de lembranças e sentimentos. Simplesmente não queria ou sentia que podia ficar parado, esperando. Decidiu ir à sala que Hermione havia o mostrado uma vez, vendo se ela de fato poderia lhe dar tudo o que precisasse.
Com o Mapa do Maroto em mãos, verificou os corredores que precisaria usar e o local onde estava o ponto que representava Filch, o zelador, e sua gata. Vendo o caminho livre, segue para a o corredor, parando a frente da tapeçaria de Barnabás e então se pondo a caminhar em círculo, pensando em quanto precisava se preparar para enfrentar os comensais e Voldemort.
Quando a porta aparece, Harry rapidamente entra, fechando-a e trancando-a, o que faz com que esta fique invisível para quem estivesse do lado de fora. No interior, Harry encontra uma campina, o chão era terra e grama, as paredes pareciam espelhar o gramado e no teto havia o céu com o sol primaveril na posição de meio dia.
Harry tira o casaco que vestia, deixando-o de lado, depois os sapatos e meias, então caminha até o centro da sala e a sua frente se materializa um comensal da morte.
-Potter, prepare-se para morrer! –O comensal fala sibilante, empunhando sua varinha.
-Tente o quanto quiser. –Harry responde e de imediato o comensal lança um feitiço.
Harry responde com um feitiço escudo, porém o feitiço do comensal ultrapassa a barreira e o atinge, lançando-o contra a parede, envolto por chamas negras. Harry sente sua pele e carne queimar, a roupa era inexistente, porém dura apenas meio minuto, logo um brilho dourado o envolve e os danos são reparados.
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A primeira aula naquela manhã era feitiços, Harry já estava em sala, havia tentado ver Hermione na enfermaria, mas ela estava com os médicos e os pais. Esperaria a aula terminar e então iria à enfermaria, passaria por cima do pai dela se necessário.
Entretanto, ao olhar para o lado, observando os alunos entrarem, a vê. Hermione trajava o uniforme e tinha sua mochila consigo. Imediatamente Harry sente seu coração acelerar, a boca seca, seu impulso é de levantar e ir correndo abraçá-la, porém não poderia confundi-la e ela já parecia perdida o suficiente sem aquilo.
-Oi, como está hoje? –Diz indo até ela calmamente.
-Bem. –Ela responde sem jeito, quase na defensiva, o que era normal visto que todos a olhavam.
-Eu sou Harry Potter, falaram de mim pra você? –Se apresenta e pergunta, esperando que ela não saísse correndo por “medo do namorado”.
-Sim… disseram que você e sua irmã são meus melhores amigos. –Diz parecendo ainda mais envergonhada, lembrava muito a menina que tirara para dançar no restaurante.
-Vem, vamos sentar, já vai começar a aula. –Harry a convida, sabendo que era o tipo de convite que ela não recusaria.
Hermione apenas coloca sua mão sobre a dele e se deixa guiar para o lugar a esquerda dele. Pouco depois o professor Filch surge na sala e pede a atenção aos alunos, dá boas vindas a Hermione e começa sua aula normalmente, sem alterar a rotina como Dumbledore havia instruído aos professores.
Durante a aula, Harry a ajuda nas lições, mostra suas últimas anotações e se compromete a fazerem as lições juntos após as aulas. O tempo seguinte foi dedicado a Transfiguração, matéria na qual Hermione fora tão bem, que ajudara Harry, deixando-a de muito bom humor.
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-Está parecendo longe, o que houve? –Harry pergunta enquanto desciam em direção ao hall.
-Você viu como olhavam estranhamente pra mim? –Hermione diz de modo preocupado, parecia confusa.
-Era só inveja por você ser melhor que todos eles, mesmo com problemas de memória. Mas não liga pra isso, eles não merecem sua atenção. –Harry diz com visível orgulho, colocando um braço em volta dos ombros dela para passar segurança.
Almoçaram com os pais de Hermione, no quarto deles, e depois seguiram a rotina de aulas, havia a mesma atmosfera de curiosidade e desconfiança, mas Hermione ignorou encontrando apoio não só em Harry como em Rony, que apesar de meio sem jeito, estava tentando agir normalmente.
Após o ultimo horário Hermione quis ir até a biblioteca para fazerem as lições do dia, porém Harry argumentou que seria melhor aproveitarem a lua do dia para conhecer um pouco os terrenos de Hogwarts. Na verdade ele apenas queria evitar perder um tempo precioso como em um dia anterior quando ela “apagou” na biblioteca.
-Porque precisamos usar isso? –Hermione pergunta olhando desconfiada a vassoura, sentia seu corpo estremecer só em pesar em subir naquilo.
-Porque do alto podemos ter uma visão bem melhor, sem falar que seria mais rápido e não teríamos que andar muito. –Explica tentando não transparecer o medo de que ela viesse a se cansar e tivesse uma crise.
-Não tenho muita certeza de que seja seguro… parece tão frágil. –Diz ao avaliar que a vassoura não parecia mais que um cabinho de madeira.
-Entendo seu receio, mas eu jamais te poria em risco. Você não confia em mim? –Pergunta se aproximando e tocando seu queixo, fazendo-a olhar em seus olhos.
-Confio, claro. –Diz sem jeito, mas sem demonstrar dúvidas, apesar do estremecimento leve que percorrera seu corpo e ela esperava que houvesse passado desapercebido.
-Então vamos. –Chama empolgado, já montando em sua firebolt. –Se você se sentar a minha frente, posso te segurar, assim se sentirá mais segura. –Propõe em tom calmo, apesar de saber que tê-la tão perto e tão longe seria quase tortura.
-Certo, mas não me solta. –Pede olhando a vassoura de modo desconfiado, enquanto se sentava de lado, sem sentir qualquer segurança ou firmeza, pelo menos até o braço forte a recostá-la no tronco forte.
-Apenas mantenha seus olhos na paisagem e tenho certeza de que logo esquecerá o medo. –Fala otimista, levantando voo devagar, para não assustá-la.
Passaram pelas partes mais frequentadas pelos alunos, demoraram-se sobre o lago onde puderam ver a lula gigante, depois Harry fez um voo sobre a floresta proibida e no momento passavam devagar sobre as estufas e o jardim da Prof. Sprout. Porém, mesmo com as belas flores abaixo de si, Hermione parecia dispersa. No início era o nervosismo, depois Harry passara a notar que a medida que se acalmava, ela parecia mais indecisa sobre o que fazer, como se desse conta da proximidade de ambos e como seu corpo reagia. Na verdade Harry sentia-se imensamente satisfeito ao ver que mesmo com o belo jardim abaixo de si, Hermione dedicava a lhe lançar longos e discretos olhares, depois direcionando-os para qualquer outro ponto e então voltando.
-Vou descer, assim poderá me olhar mais confortavelmente. –Diz sem conseguir se segurar mais. Hermione imediatamente cora, sua boca abrindo e fechando algumas vezes, porém sem emitir qualquer som.
-Eu sinto muito, não sei… -Ela começa a tentar se desculpar, mas Harry a interrompe, trocando a mão que segurava a vassoura e usando a outra para tocar-lhe o rosto, o polegar selando-lhe os lábios.
-Não se sinta culpada. Me causa enorme prazer saber que sua mente esqueceu, mas seu corpo ainda lembra de mim. –Diz em um quase sussurro, seus olhos fixos nos dela, vendo a surpresa. –Não disse antes para não te pressionar ou aborrecer, mas estávamos namorando quando tudo aconteceu… por isso seu coração acelera quando estamos perto, seu corpo deseja estar cada vez mais perto do meu, seus olhos buscam a mim, meus lábios, que os teus anseiam por saborear, sentir… -Os sussurros cada vez mais tomam forma dos próprios sentimentos de Harry, enquanto Hermione parecia incrédula, perdida, estava a ponto de exigir que se afastasse e a pusesse no chão, quando os lábios finos e rubros dele atacaram os seus, apaixonados e famintos.
Por um instante Hermione sentiu medo, mas isto logo deu lugar à incerteza, confusão, para tão rápido quanto dar lugar ao nada que tomou sua mente, completamente incapaz de frear os desejos e vontades de seu próprio corpo. Sua mente que passara o dia trabalhando acima da capacidade, finalmente encontrara repouso e eram seus sentidos, subitamente ampliados, que agora retinham tudo de si. Suas mãos buscavam ele, queriam tocá-lo, talvez mapeá-lo para gravar a fogo aquilo em sua memória, fogo aceso pelas faíscas que saíam do encontro de seus lábios, línguas, transformadas em fogo por um sentimento avassalador, avivado pelo som dos suspiros e gemidos que ambos deixavam escapar, sons guturais que expressavam a paixão e saudade que sentiam.
A necessidade de estarem cada vez mais e mais perto era tão grande que desequilibraram e quase caíram, tendo a queda evitada pela baixa velocidade e pelo rápido reflexo de Harry, que segurara firme a vassoura e jogara o peso para o outro lado.
-Só desce. –Ela diz, completamente sem fôlego.
Harry obedece direcionando a vassoura para baixo, porém ainda em baixa velocidade para não assustá-la. Ao tocar o chão, deixa que Hermione desça e então vai apoiar a vassoura em uma árvore próxima, depois indo até ela, que havia se sentado em uma parte mais descampada, em frente a algumas plantas coloridas.
-Eu fui um animal, me desculpe. –Harry diz sinceramente. –Não estava pensando quando te “ataquei” daquela forma, não foi minha intenção te assustar.
-Tudo bem, eu te entendo. De alguma forma, eu me sentia da mesma forma, eu acho. –Apesar de estar confusa com seus próprios sentimentos, conseguia ver o reflexo deles em Harry.
-Você quer que eu vá? Quer que eu te deixe sozinha pra pensar? –Pergunta mesmo odiando esta hipótese. Hermione balança a cabeça negativamente. Harry sorri aliviado. –Posso te abraçar? –Resolve arriscar e a vê mover a cabeça positivamente.
Harry se levanta e vai se sentar de frente para ela, que acompanhava seus movimentos timidamente. Uma troca de olhares determinava que ambos precisavam daquilo, então Harry envolve a cintura dela, que passa os braços em volta do seu tronco, apoiando a cabeça em seu ombro. Mantiveram aquela posição por alguns minutos e então se afastaram apenas o suficiente para encararem-se.
-Meu amor não é agressivo, é doce e suave. -Harry declara a olhando profundamente, deixando que visse sobre o que falava.
-Eu sei. –Diz em um sussurro.
-Não, não sabe. Me deixe te mostrar. –Pede suavemente, logo depois vendo a concessão nos olhos castanhos.
Lentamente, envolvendo-a, Harry aproxima seus lábios e os toca devagar, acariciando os dela com cuidado, demonstrando não apenas carinho, como também respeito, delicadeza, calma. Mesmo após aprofundar o beijo, o ritmo lento e explorador fora mantido, era uma conversa de coração para coração e não uma briga de corpos, era amor e não paixão.
Ao separarem-se, Harry a viu fixar os olhos nos seus como se buscasse algo, logo depois as lágrimas começaram a cair e o choro contido fazê-la se afastar. Confuso a abraça novamente, puxando-a para si e afagando suas costas.
-Eu queria me lembrar… meus pais, você, amo-os tanto e não sei porque, não entendo… sinto-me como um fantasma, preso entre dois mundos, sendo sugado para longe, mas lutando para fixar-se aqui, entre os seus…
-Você não vai partir, eu não vou deixar. Não sei como, mas farei tudo para fixá-la, para torná-la real novamente! –Responde com determinação, jurando não apenas como palavras, também com o olhar profundo e sofrido.
-Não quero te perder, não quero me perder… -Diz amedrontada, em seu interior sentia o pânico se instalar, porém logo foi tomada em um beijo profundo e desesperado. Desta vez o que os movia era apenas medo, como se precisassem se agarrar ao momento porque a qualquer segundo poderiam cair em um abismo sem fim.
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Como de costume desde que fora ferido por Hermione, Draco passava por corredores desertos, ia da biblioteca para as masmorras onde ficava seu salão comunal, porém uma discussão chama-lhe atenção, uma das vozes havia soado familiar. Em silêncio se aproxima do ponto onde os corredores se encontravam, ficando bem perto, mas invisível ao casal que discutia.
-Se não havia nada demais onde está o bilhete? –Exige o rapaz, completamente alterado.
-Eu já disse que o joguei fora, era banal e ... –A jovem responde trêmula, a voz era sem dúvidas de Gina.
-Está mentindo! Tentei negar, dar uma chance pra se explicar, mas não há explicação! Olha pra você, nervosa, tremendo, sabendo que foi pega! –A conclusão vem em tom nervoso e é seguida por um estalo e um gemido feminino.
Não era necessário ser um gênio para saber o que acontecera, então Draco imediatamente vira o corredor e acerta o corvinal no rosto, sem sequer mirar, apenas colocando o máximo de força que poderia. O rapaz atingido desequilibra e cai, batendo as costas na parede, mas logo vai pra cima de Draco.
-Some daqui Corner, não estou de bom humor. –Draco ameaça em um rosnado, notando satisfeito que era tão forte quanto o adversário.
-Não se mete Malfoy, isso não é da sua conta! –Esbraveja empurrando Draco com mais força e então tentando chegar a Gina, mas Draco o puxa pela camisa com a mão esquerda, a direita acertando novamente o corvinal.
-Dá o fora antes que descarregue meu mau humor em você. –Ameaça feroz, arremessando o outro contra a parede.
-Você é o cara? –Pergunta em um misto de incredulidade e raiva, porém o latejar do rosto e o gosto ocre do sangue fizeram com que apenas saísse de perto, andando de costas pelo corredor. –Não vai ficar assim… eu vou te me vingar.
Draco não deu a mínima para a ameaça, limitando-se a buscar por Gina que chorava com a mão sobre o rosto. Abraçou-a forte, torcendo para não haver uma marca ali, porque se houvesse, o corvinal nunca mais iria conseguir usar a mão pra mais nada em sua vida.
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Hermione chega ao quarto que agora dividia com seus pais, estava presa as lembranças dos momentos que acabara de passar com Harry. Foram momentos intensos e tão distintos que sentia como se houvesse vivido anos em horas.
-Como flutua! –Hermione ouve a mãe dizer em tom divertido e se vira confusa para olhar. –Aposto que Harry te contou que namoravam, ao menos não imagino qualquer outro motivo para esse sorriso bobo e esses lábios inchados. –Hermione imediatamente leva aos mãos a boca, completamente envergonhada. –Ora, querida, está tudo bem, Harry é um ótimo rapaz e gosta muito de você. Além disso, me deixa a alma leve saber que está seguindo sua vida independente de qualquer problema.
-Então não acha que estou me precipitando? –Pergunta incerta.
-Vem aqui, querida, vamos conversar. Acredito que esteja precisando de uns bons conselhos de mãe. –Diz carinhosamente, vendo que a filha estava completamente confusa com aquela situação.
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Hermione havia jantado com seus pais e alguns professores, falavam sobre seu desempenho escolar e aptidões, não só Hermione estava curiosa sobre si, mas seus pais também demonstravam querer saber tudo sobre a filha na escola.
No entanto assim que a refeição acabou, Hermione pediu licença para ir ao encontro dos amigos, queria recuperar o máximo que podia de sua vida e isso incluía o contato com os amigos e as lições de casa.
Chegou à torre sem dificuldade e entrou com a senha que Harry lhe dera. Havia um grande número de alunos no salão, conversavam e brincavam, alguns estudavam, sentiu um pouco de incerteza quanto à realmente estar ali, principalmente quando os alunos percebiam sua presença e começavam a encará-la.
-Finalmente consigo te encontrar! –Uma jovem ruiva e bonita, com olhos castanhos esverdeados se aproxima sorridente. –Pensei que meu irmão fosse querer te roubar só pra ele.
-Melissa? –Pergunta incerta.
-Isso! Mas me chame de Mel. –Se apresenta com um sorriso caloroso.
-Eu sou Gina. –Outra ruiva se aproxima, mas o que chamara sua atenção fora a marca arroxeada em sua face, um pouco abaixo do olho esquerdo.
-Oi. O Harry me contou sobre vocês e confesso que estava ansiosa para encontrá-las. –Hermione diz preferindo ignorar o hematoma da amiga, visto que poderia estar ali há mais tempo e não queria soar repetitiva.
-Que bom! Também estávamos ansiosas para saber como está, apesar de que pelo sorriso bobo na cara do meu irmão eu diria que estão ótimos. –Melissa diz em meio a risinhos, Gina a acompanha.
-Não se deixe intimidar por essas duas intrometidas. –Harry diz ao surgir atrás de Hermione, abraçando-a e depois a beijando entre o pescoço e o ombro. –Hei, o que foi isso no seu rosto? –Harry pergunta mais seriamente, observando o hematoma em Gina.
-Eu estava treinando um feitiço convocatório que deu meio errado. –Gina diz um pouco sem jeito, mas conseguindo mentir convincentemente.
-Isso me lembra de quando Rony estava aprendendo o accio e fez uma bola de beisebol ir direto no olho, ficou parecendo um guaxinim ruivo durante dias! –Harry diz rindo ao lembrar-se da cena.
-Ei, o que estão falando aí de mim? –Rony pergunta se aproximando e não gostando das risadas após ouvir seu nome.
-Só de como os Weasley não levam jeito pra feitiços convocatórios. –Gina diz apontando o hematoma e vendo o irmão ficar sem jeito, as orelhas ganhando tons vermelhos.
-Bom, vamos aos deveres de casa? –Hermione pergunta ao notar que as meninas pareciam esconder algo, provavelmente o real motivo daquele hematoma.
-Você pode resetar uma centena de vezes que ainda é a mesma! –Rony resmunga fazendo uma careta e Harry lhe dá um belo tapa na cabeça.
-Harry! –Hermione ralha se virando para o namorado. –Infelizmente isso é um acontecimento “normal” na minha vida então não há porque tantos melindres. Se puder virar uma piada, mesmo que sem graça, tudo bem. –Hermione dá a bronca, mas demonstra que não gostara da critica implícita de Rony.
-Você tem razão, nas duas coisas. Meu material já está na mesa. –Harry diz lançando um olhar para o amigo como quem diz que aquela seria a punição pela “gracinha”.
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Em teoria aquela noite deveria ser tranquila, afinal tivera um dia agitado e cheio de emoções fortes, além de ter sido repleto de bons momentos ao lado de Hermione. Contudo Harry só conseguia se ver frustrado ao pensar que no dia seguinte voltaria ao zero, era como se não vivesse, como se não andasse para frente, pois no dia seguinte sempre voltaria para o mesmo lugar.
Sem conseguir se conformar com aquele pequeno círculo vicioso que era sua vida, Harry novamente se esgueira a sala precisa, usaria toda a sua frustração para treinar. Sabia que aquilo não faria Hermione melhorar e voltar a ser a mesma garota de antes, mas ao menos se sentiria vingado, tranquilo para se dedicar a cuidar dela e fazê-la feliz como conseguira aquele dia.
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Ao voltar à consciência, Hermione olhou para os lados, vendo a cada um deles seus pais abraçados a si e sorriu, era ótimo estar com eles, sentir a segurança que transmitiam. Porém sua linha de raciocínio foi bruscamente interrompida, olhando para a mãe e recitando seu nome, depois fazendo o mesmo ao olhar para o pai. Sussurrou o nome de Harry, buscando o momento em que o vira pela primeira vez, as aulas fazendo dupla com ele, o passeio de vassoura, o beijo… os beijos, as promessas, os amigos.
Movendo-se com cuidado, mas agilmente, Hermione sai da cama sem acordar os pais, pegando rapidamente o penhoar e saindo pela porta do quarto. Pouco importava se havia acabado de acordar e estava uma bagunça ou mesmo se usava um pijama, precisa encontrá-lo, tinha que vê-lo e fazer aquela conexão com o real, precisava saber que não estava sonhando.
Os alunos por quem passava a olhavam confusos, mesmo Filch pareceu pasmo, porém ignorou a todos e, no quinto andar, o viu descendo a escada, parecia abatido e cansado, porém não parou para pensar nisto, apenas jogou-se sobre ele, beijando-o.
Assustado, aparou o peso sobre si, ainda mais sentiu lábios tomarem os seus, porém logo reconheceu o sabor, a textura, e como se sonhasse, mesmo que não houvesse dormido, correspondeu aquele beijo que parecia completamente irreal, mesmo que todo seu corpo dissesse o contrário.
-Eu lembro, lembro-me de tudo! –Hermione diz arfante, sorrindo.
-Tudo… de quando nos conhecemos e… -Harry começa completamente extasiado, mas ela o corta.
-Lembro-me de tudo que aconteceu ontem, nada antes disso. –Confessa cabisbaixa, sentindo que o desapontara.
-Não fique assim. Será um dia de cada vez, construiremos nossa história dia-após-dia, aproveitando ao máximo os momentos juntos. –Diz em um tom emocionado, que mesclava alívio e esperança.
-Não vou te esquecer, não vou deixar a lembrança fugir nunca mais. –Promete com vigor e Harry sorri, depois beijando-a com carinho, não queria que ela visse em seus olhos o quanto aquilo era efêmero. Não podiam contar com que ela ficasse estável, nem mesmo deviam esperar que ela passasse o dia todo sem “resetar”, porém não seria ele a destruir aquela pequena e confortável ilusão, quando era a segurança dela a única que importava.
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N/A: Oi! Desculpem a demora, mas essa semana foi meio corrida, tive que apresentar uma palestra (fiquei mto nervosa com isso) e ainda tem a monografia, que preciso terminar e entregar até dia 20.
N/A²: Capítulo bem romântico para quem queria H/H, uma ceninha básica D/G, aliás, alguém aí quer ajudar Draco a dar uma surra no Corner corno?
Freya Jones: Depois desse cap., ainda prefere D/M? Harry Tarzan rsrsrsrsrs juro que nem foi minha intenção. Agora o Harry já mostrou que não sabe só fazer, sabe pensar na melhor forma de fazer, o que nos leva a treino pesado para aprimorar tudo. O pai da Mione ficou com tanto medo que nem apareceu nesse cap. rsrsrsrsrs.
Lady Midnight: Harry não vai lembrar, mas os centauros vão fazer algo importante a respeito disso… surpresaaaaa. O clima H² nesse cap. foi bem mais leve, cheio de romance, pra compensar os últimos cheios de drama. O triângulo do loiro com as ruivas ta aí, o lance é ver como as relações irão amadurecer.
Silvia Cecil: Harry se testou ao máximo, acho que Voldemort não deve perguntar ao Batman e ao Lex onde fica a mina de kriptonita, então ele é invencível rsrsrs (sou péssima com piadas, mas tentei). Nesse cap. eu não aprontei nada, fui boazinha, já no próximo nada prometo.
Ana Rita: Coitado do pai da Hermione, nem apareceu no cap. de tanto medo das fãs raivosas do Harry rsrsrsrs.
jack joy: Isso não é verdade! O Sr. Granger acredita na filha morrendo virgem e pura como um anjo e luta por isso! Rsrsrsrsrs As ruivas não vão brigar com ele, mas uma disputa amistosa rola sim rsrsrs.
alexa_zabini: As ruivas tão com um time e tanto nessa fic, Lílian, Mel, Gina, e todas as três ainda aprontarão muito, só aguardar.
Curopapo: O pai da Mione estava ainda muito transtornado pelo que foi feito com a filha dela e logicamente adorou jogar a culpa e frustração no Harry. O que Lílian queria era fazer não só o Harry como os outros alunos virem que as vezes o diálogo e uma boa estratégia podem sim fazer a diferença, o que é uma lição bem legal, nem só de feitiços e sangue uma guerra é feita.
MiG.Potter: Fico feliz por gostar tanto de minhas fics e vou atualizar sempre que me motivarem a isso, esse capítulo teve um bom número de comentários e resolvi caprichar fazendo um cap. bem light, bem legal rsrsrsrs. Vai ter uma ação no próximo cap. sim, mas com Thiago e Sirius, só aguardar.
Tabela de pontos das fics:
Frio da Alma= 2,0
Segredo da Magia= 0,4
Herdeiros das Trevas= 2,0
Pangeia= 2,4
Alvorecer= 1,4
Portanto a próxima atualização será de Pangeia, caso você não tenha ficado feliz com isso, faça um comentário legal na fic que você quer ver atualizada para aumentar a pontuação dela.