Harry aparata a frente do portão de Hogwarts, em sua mente só havia a cena de sua amada em um caixão. Os portões se abrem reconhecendo a permissão que ele possuía para entrar. Um súbito lampejo lógico lhe vem à mente e ele mantém o portão aberto, sabia que o seguiriam e assim poderiam se encarregar dos comensais enquanto ele acabaria com Voldemort.
Ao entrar no salão se surpreende com a quantidade de comensais que havia lá, pelo visto o quartel general havia se transformado em uma concentração para um grande ataque. Porém isso pouco importava no momento, nem mesmo pensara no assunto por dois segundos, apenas começou a subir em direção ao escritório de Voldemort, ignorando os chamados que ouvia ao longe.
Praguejou em voz alta ao constatar que não havia ninguém no escritório, então seguiu para a biblioteca, era o segundo ponto preferido de Voldemort. Havia uma multidão na biblioteca, encaminhou-se para a área restrita e Voldemort mais uma vez não estava lá. Aquilo lhe provoca um acesso de fúria que o faz lançar chamas em uma estante de livros. Imediatamente todos se levantaram, havia alguns com varinhas em mãos para apagar o fogo.
Harry sai determinado, dessa vez iria para a sala usada para reuniões, se havia tanta gente lá, talvez houvesse uma reunião para tratar de alguma situação urgente. Sorriu friamente ao pensar que talvez a situação urgente fosse ele. Ao chegar à sala de reuniões lançou um feitiço explosivo tão forte na porta, que além do som ensurdecedor, fez com que a porta voasse em chamas pela sala, caindo em forma de cinzas, totalmente carbonizada antes de se chocar contra a parede.
-Mas o que é... –Voldemort fala em tom imperativo e beirando ao furioso, porém se interrompe ao ver Harry entrar com uma expressão que amedrontaria qualquer outro ser no mundo.
-Senhores... –O tom de Harry era frio e cortante, beirava ao insano. –a reunião acabou, dêem o fora.
-Harry, imagino que soube do acidente... –Voldemort tentava acalmar os ânimos, como se a morte de sua esposa houvesse sido uma fatalidade, o que só deixou Harry ainda pior.
-Acidente? Um merda sob o seu comando acaba com minha razão de viver e você diz que houve um acidente? –Harry estava tão furioso, que os comensais presentes começaram a recuar até as paredes. –E você sabia disso, me enrolou aqui a tarde toda porque sabia o que havia acontecido!
-Assim como soube que o culpado está morto, se não estivesse eu o entregaria a você para que o fizesse. Harry, se eu pudesse eu o traria de volta a vida para que o matasse, mas não tenho como fazer isso... –Voldemort tentava falar em tom calmo, tentando mostrar que estava do lado de Harry. Porém se interrompe ao voar para trás, sendo arremessado contra a parede por uma força invisível. Harry não havia movido nenhum músculo, o que deixou os comensais confusos.
-Acha que eu me importo com isso? Matá-lo não traria minha esposa de volta, nada trará e nem aplacará a dor da perda! Nem mesmo matar você me fará sofrer menos, porém não pretendo viver, além disso, só quero ir até ela com a consciência limpa, sabendo que cumpri meu dever. –Harry reprime as lágrimas, pouco ligando para os comensais que empunhavam suas varinhas e para a postura agressiva de Voldemort.
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Mal Harry desaparecera e os alarmes da Ordem da Fênix soaram por todo lugar. Rapidamente o grupo se dividira e as invasões ocorreriam em diversas frentes, um aviso para os atrasados fora deixado na sede e o grupo de aurores do ministério já havia sido acionado e estava pronto para agir.
Rony olha para trás de si, havia mais de trinta bruxos e bruxas dispostos a acabar com a guerra, nenhum com treinamento militar, mas todos dispostos a lutar até o último suspiro. Ele aperta a mão de Sally unida a sua, ambos sabiam que o futuro dependeria daquela batalha, seria tudo ou nada.
Para a surpresa deles, os portões estavam abertos e não havia nenhuma proteção aparente. Com um sinal alguns bruxos surgiram, testando a entrada para verificar se havia algum tipo de armadilha ali, mas nada encontraram.
-Parece que o Harry não estava tão fora de si assim. –Sally fala em um suspiro, acreditando que talvez ele pudesse não fazer tanta besteira quanto pensava.
-Eu não ficaria tão confiante. Harry é como uma tempestade no oceano, totalmente imprevisível. –Rony manteve o semblante sério, liderava o grupo adentrando o jardim.
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Remo abriu passagem na Casa dos Gritos que levaria a Hogwarts, um olhar para trás e viu os seus antigos professores, todos com olhares determinados, em seu interior queimava a chama da vingança. Com sinal indicou que o seguissem, em seus pensamentos havia apenas a incógnita do que sentiriam quando visse que Dumbledore não havia morrido, apenas forjara a morte enquanto tentava organizar uma ofensiva menos tradicional.
O caminho fora tranqüilo, chegaram rapidamente ao castelo, saindo um a um do imóvel salgueiro lutador. Ainda não havia qualquer barulho vindo do jardim ou o do castelo, o que poderia significar que as coisas estariam melhores do que o esperado.
-Melhor nos apressarmos, logo perceberão o grupo da frente. –O pequeno Flitwick mostrava-se audaz e um dos mais determinados a vingar o amigo. Seria o pequeno professor a tomar a frente dali em diante, conhecia bem as passagens de trás do castelo, que os levariam as masmorras e por onde emboscariam os comensais que atacariam o grupo da frente.
O caminho mais uma vez fora tranqüilo, todos caminhavam ocultos nas sombras do castelo. Flitwick, então, parara e todos também o fizeram, vendo-o tocar sua varinha rapidamente em algumas pedras que formavam a parede, as vezes parecendo repetir a mesma. O movimento parecera rápido para que ninguém o memorizasse, porém incrivelmente preciso, pois logo um grande alçapão se abre no chão, logo a frente do pequeno professor.
-Me pergunto quantos segredos este castelo ainda guarda! –McGonagall murmura pensativa, enquanto via os da sua frente entrar. Foi quando gritos de puro terror sugiram, seguidos por explosões. –Rápido, precisamos dar a volta logo. –Ela os apressa, mas nem precisava, rapidamente todos começaram a se mover em grande velocidade.
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Na Dedos de Mel, Thiago, Lílian, Snape e Sirius entram no porão antigo, abrindo silenciosamente a passagem que levaria a Hogwarts. Nenhum deles falava nada, suas mentes girando em grande velocidade, cada um com seus remorsos e previsões sombrias, em suas mentes a preocupação única e exclusiva com Harry.
Ao saírem pela passagem do corcunda, os quatro trocaram apenas um olhar e se dividiram. Thiago e Lílian seguiriam para a sala de reuniões naquele andar, Snape e Sirius desceriam para o escritório de Voldemort.
Nos corredores, havia apenas silêncio, no início, porém, passados cinco minutos, uma balburdia começou a ecoar, havia sons apressados pelos corredores e gritos no andar de baixo.
-Melhor fingir que é meu prisioneiro. –Snape fala a Sirius, que dá o braço para Snape segurasse e esconde sua varinha no bolso interno da jaqueta.
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No escritório do diretor, um grande portal, cuja a aparência remetia a prata líquida, se abre e por ele saí Dumbledore, seguido de Anne e, surpreendentemente, duendes e elfos domésticos.
-Dumbledore, eu vou à frente para destruir as horcruxes, encontro com o senhor no saguão de entrada. –Anne diz ao professor, que faz um gesto com a varinha, fazendo a porta da sala brilhar brevemente e então abrir.
-Tome cuidado, Anne, não fique próxima demais das horcruxes, não subestime o poder que elas ganham ao se unirem. –Dumbledore avisa-a de modo sério e cauteloso, ao que ela somente assente, antes de sair.
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-Não se metam nisto. –Voldemort ordena aos seus comandados. –Eu vou disciplinar este jovem. Enquanto isto, desçam e protejam o castelo. Imagino que resolveram aproveitar a seqüência de ataques para invadir. Provem que ainda temos muito poder, mas façam prisioneiros, precisaremos de moeda de troca. –Voldemort instrui friamente aos comensais, que se limitam a obedecer. Harry, apesar de ansioso por lutar, resolve esperar os comensais saírem.
Assim que o último sai pelo vão que abrigava a porta, Harry, em uma ação que levara segundos, ergue os móveis e os explode, atirando os pedaços pontiagudos de madeira em Voldemort, o qual lança potentes chamas para cremar os destroços.
-Não precisava ter destruído meus móveis para conseguir espaço. –Voldemort ralha desgostoso, eram móveis raros e refinados. Harry, porém, não estava nem aí e aproveitara o tempo para lançar dois feitiços facilmente defendidos pelo inimigo.
-O único móvel de que precisará, será um caixão. –Harry fala em tom irado, retirando o casaco para ganhar mobilidade e avançando na direção do inimigo.
Harry corria rápido, defendendo os feitiços de Voldemort com escudos feitos com sua varinha e, ao mesmo tempo, lançando feitiços com sua mão livre, obrigando Voldemort a recuar. Assim que Voldemort fica contra a parede, Harry avança desviando do feitiço lançado pelo inimigo e então se “joga” sobre ele, sua mão esquerda prendendo a direita de Voldemort acima da cabeça dele, impedindo-o de usar a varinha.
Sorrindo como um gato que pega um rato, Harry usa a mão direita para socar Voldemort na altura das costelas ao mesmo tempo em que lança a cabeça contra a dele, fazendo sua testa atingir o nariz de Voldemort, que parece ficar zonzo. Com um movimento rápido, Harry tira a varinha de Voldemort e a quebra, no mesmo momento que seu joelho o atinge na barriga, fazendo-o vomitar.
-Argh! Vira pro outro lado quando fizer isso. –Harry fala enquanto olhava para ver se não tinha sido atingido, depois dá um chute na cara de Voldemort, que estava no chão. –Não quero me sujar com seu sangue imundo e muito menos com seu vômito.
Voldemort tentava se levantar, mas Harry o atinge com mais um chute forte, desta vez no estômago, deixando-o sem ar.
-O grande bruxo das trevas rasteja pelo chão, sem forças. –Harry provoca em tom que misturava o prazer pela humilhação do inimigo e frustração pela facilidade com a qual vencia. –Você não passa de lixo. –O som agora estava furioso e se seguiu de mais um chute.
Cansado de esperar alguma reação, Harry segura o inimigo pela camisa, o ergue alguns centímetros do chão e então corre em direção à parede, lançando Voldemort que mergulha de cabeça na pedra fria e dura, deixando um rastro generoso de sangue.
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Já estavam na metade do jardim quando Rony escuta gritos apavorados atrás de si. Assim que se vira para olhar o que acontecia, enxerga várias pessoas caídas no chão, pelo canto de olho podia ver algo grande e escamoso. Não precisara de mais de um segundo para saber o que acontecia.
-Corram e não olhem para trás, quero que tentem ir o mais depressa possível para o castelo. –Rony ordena em tom firme, as pessoas correndo sem nem pensarem em desobedecer.
-Rony, vamos! –Sally fala ao notar que ele estava parado e tinha uma postura ofensiva.
-Não, você vai. Eu vou dar um jeito nele. Continue e lidere-os! –Rony tinha um tom firme e mostrava que não queria ser contestado. Sally hesitou por um momento, mas o obedeceu, poderia ver que ele tinha um plano.
Em sua mente, Rony relembrava tudo o que Harry lhe dissera sobre o confronto com o basilisco no segundo ano. Não havia muito que fazer, a fera era perigosa e ágil, para piorar havia dezenas de pessoas inexperientes atrás de si, ao alcance da besta. Segundo uma pesquisa que haviam feito, antes de decidirem revelar o basilisco, as escamas eram resistentes como aço, qualquer dano externo não provocaria nenhum efeito em uma criatura que possivelmente tinha a idade do castelo, mais de mil anos.
-Vem me pegar cobrinha! –Rony grita em tom de desafio, assim que espia para trás e para baixo, calculando mais ou menos a distância para o corpo do bicho e então lançando um feitiço de extinção. –Vamos, vem me pegar! –O movimento quase imediato atrás de si revelou o que ele temia, o animal nem mesmo baqueara com um feitiço usado para derrubar dragões.
O basilisco passara a se mover rápido, Rony corria o mais rápido que podia, mas sabia que logo o animal o alcançaria, então se concentra, virando e criando uma base forte, precisaria atacar de dentro para fora. Foi tudo muito rápido, um cheiro pútrido lhe atingiu as narinas, gotas de sangue se aproximaram de si e então ele apontou a varinha para o alto e lançou o feitiço explosivo mais forte que conhecia. No instante seguinte o corpanzil caía com um som pesado, havia um grande rombo um pouco abaixo da cabeça dele, contudo Rony não tivera tempo o suficiente para desviar, logo havia uma dor lancinante em seu braço, que seguia de uma grande dormência.
Rapidamente procurou Sally entre os rostos da multidão, ela olhava para ele petrificada, parecia falar algo, mas só ouvia uma algazarra indefinida. Tentou dizer que ela deveria seguir, mas nenhuma voz saiu de sua boca. Em seguida caiu e mergulhou na escuridão profunda e indolor.
Sally estava estática, imóvel. Havia escutado a explosão e então virado e visto Rony de pé, seu braço pingava sangue logo ao lado de uma enorme presa do basilisco, já morto, a cabeça decepada do restante do corpo, que estrebuchava. Sabia que era tarde, que nada poderia ser feito, gritou seu nome com a força da dor que sentia, viu ele responder com uma ordem “Siga em frente” foram as palavras mudas que ele lhe dedicara antes de ir para sempre.
-Não parem, temos um castelo para retomar! –Ela ordena, olhando-o pela última vez antes de virar e ir se juntar aqueles que já lutavam na porta.
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Fora uma longa corrida até o sétimo andar, onde seguiu uma direção oposta a da torre da Grifinória, até se deparar com uma porta de ferro onde havia símbolos rúnicos gravados. Harry ensinara aos pais, Remo, Sirius, Sally e Anne como abri-la. Primeiro se murmurava uma senha simples de ativação, que fez Anne sorrir antes de pronunciar.
-Defesa Contra as Artes das Trevas. –A pronúncia fez com que imediatamente as runas brilhassem em vermelho pulsante, como se demonstrassem que estavam vivas.
O próximo passo era um pouco mais complicado, precisava colocar as runas na ordem certa. Por sorte fizera a matéria de Runas Antigas na escola e estava habituada a decorá-las, o que provavelmente influiu quando a escolheram para aquela missão.
Assim que as runas foram ordenadas corretamente, a porta se abriu. O interior da sala era grande e se assemelhava a uma sala de um museu, cujas peças de maior valor estavam sendo expostas com toda a segurança possível. Com passos firmes e confiantes, ela se dirige ao pedestal onde um diário estava posto. Havia a foto de um homem sobre o pedestal, talvez a pessoa assassinada para fazer a horcrux. Ela dirige a varinha à base do pedestal, ordena as três runas e espera vê-las brilhando em dourado.
A proteção de vidro flutua quase um metro, então Anne pega uma caixinha em seu bolso da jaqueta. Seu coração se aperta ao abri-la e ver o tubo de ensaio onde havia uma poção azul escuro, um poderoso veneno que Hermione desenvolvera para destruir as horcrux e ficara pronta há apenas dois dias.
Anne abre o diário, deixando que três gostas caiam na página em branco. Ela recua, deixando a página a mostra e esperando o veneno ser absorvido. Quase dois minutos depois, uma fumaça negra sobe, as demais horcruxes parecem vibrar e emitir uma suave canção, então o espectro negro segue para o pedestal mais próximo, atravessando o vidro e então penetrando na próxima horcrux.
Se as coisas continuassem daquela forma, uma quantidade tão grande de almas juntas poderia fazer muito estrago, porém não havia outras pessoas por perto, então não poderia tentar uma destruição simultânea.
Tentando acelerar o processo, ela resolve primeiro retirar os vidros de todos os pedestais. Cada um deles tinha uma combinação diferente de três runas, assim como uma foto, um detalhe, no mínimo, bizarro. Após os vidros levitarem, as horcruxes começaram a vibrar naquela freqüência sombria e gélida, fazendo Anne fechar a jaqueta e tentar se aquecer, não era apenas medo, como também um frio latente.
Voltando ao segundo pedestal, ela prepara o vidrinho, o plano era pingar as três gotas rapidamente nas quatro horcruxes que restavam, então correr para a porta mantendo a varinha em punho, seja lá o que fosse acontecer, nada sairia daquela sala.
Aplicou o veneno primeiro na horcrux que tinha dois pedaços de alma e então foi pingando nas outras, a fumaça que saíra da primeira horcrux era mais densa, indício de que os pedaços de alma realmente haviam se juntado.
Já na porta e de varinha em punho, Anne observa as fumaças se adensarem, não era para ser daquela forma, era para os fragmentos sumirem no ar, mas de alguma forma, estar tão perto uma das outras as havia fortalecido. Agora formavam um bloco uniforme que tinha o formato humano, como um homem feito de sombra que partia na direção dela.
-Avada Kedavra - Brada na direção da sombra, vendo o feixe verde partir de sua varinha e atingir a sombra negra que, de alguma forma ainda mais incompreensível, se solidifica e parece ganhar força. - Protectum -Um escudo alaranjado surge a frente de Anne, dissolvendo a sombra, que passa por Anne em forma de fumaça que desce rapidamente, dando a ela impressão de ter sumido como deveria ter sido desde o início.
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No saguão de entrada, Remo e os professores de Hogwarts, foram surpreendidos com um número muito maior de combatentes que o esperado. Precisaram criar uma “trincheira” e tentar diminuir o número de adversários, inicialmente só se ouviam gritos vindos de fora, mas dentre o barulho a palavra basilisco foi identificada e fez com que se esforçassem ainda mais para ganhar espaço e abrir caminho perto da porta de entrada do castelo.
Remo amaldiçoava a hora em que Hermione partira. Tudo estava bem planejado, nos mínimos detalhes, e o basilisco seria nada além de uma arma a favor deles, sob o comando de Harry, não uma poderosa arma entregue de bandeja para o inimigo.
Minutos preciosos e, na opinião de comensais e membros da Ordem da Fênix, incontáveis se passaram até que a gritaria do lado de fora se transformasse em urro furioso, seguido de ataque massivo aos que protegiam a entrada, as barreiras mágicas não durariam muito tempo e, para ajudar ainda mais a situação, surgia pela passagem de trás do salão principal, Dumbledore, com seu exército de duendes e incontáveis elfos domésticos.
-Rendam-se agora e poupem sofrimento futuro. –Dumbledore ordena em voz imperativa e grave, havia uma aura de poder palpável em seu em torno, os olhos azuis pareciam faiscar frios e perigosos.
-O único que sofrerá será você, Alvo Dumbledore! –Era um dos comensais do alto círculo de comando, que chegara com os demais.
Tendo os comensais mais poderosos, a exceção de Harry e do próprio Voldemort, todos se sentiram impelidos a lutar com mais bravura, afinal eram em maioria e criaturas menores, quase medíocres, como elfos domésticos e duendes, não lhes fariam mais que arranhões.
Neste momento, Remo viu uma figura encapuzada sair de uma passagem e correr em direção a cozinha. Sem parar muito para pensar, ele a segue, tendo uma sensação de que sabia exatamente de quem se tratava.
Foram necessários cinco minutos correndo para que suas passadas largas e fortes alcançassem o passo apressado da jovem, que estranhamente não tentara atacá-lo, simplesmente parara diante de um quadro murmurando algo e abrindo uma passagem que levava a um salão.
-Já esteve no salão comunal da Lufa-Lufa? –A voz aguda e impetuosa de Belatriz o surpreendeu, ela não parecia agressiva e nem ansiosa para defender o castelo de seu mestre.
-Não, mas obrigada por me mostrar a passagem. Agora me entregue sua varinha em movimentos lentos, use a mão esquerda. –Remo instrui em tom calmo e seguro, sua varinha apontada para o coração dela.
-Não estou aqui por Voldemort, ele é meu mestre e eu o respeito, porém é a Harry que dedico minha fidelidade, sei que está lutando contra Voldemort na sala de reuniões e vou pegar o atalho até lá, se quiser pode vir comigo.
Remo hesitou, as palavras pareciam sinceras e Belatriz já havia mostrado seu amor doentio por Harry vezes demais para se duvidar de sua existência, além disto, ela havia ajudado a convencer Narcisa de que fazer Lucius trair Voldemort era o melhor para sua família.
-Apenas entre na lareira e esvazie a mente. –Belatriz instrui enquanto jogava um pó na lareira do salão comunal, fazendo chamas arroxeadas surgirem.
Ela mesma entrara na lareira e logo depois sumira, como se houvesse sido sugada. Remo não gostava de confiar em alguém que já traíra um mestre idolatrado, mas a seguiu mesmo assim. A sensação fora uma mistura de viagem de pó-de-flu e chave de portal, nada agradável, mas extremamente rápida para provocar qualquer efeito colateral.
Assim que chega ao destino, é cuspido da lareira, parando aos pés de Belatriz, que olhava embasbacada para Harry de pé, observando Voldemort imóvel no chão, a cabeça sem cabelos suja de sangue, que já formava uma pequena poça.
-Você já terminou? –Remo pergunta surpreso, fazendo Harry olhar para os dois recém-chegados.
-Esse idiota não era de nada. Tem muita gente lá embaixo? –Harry pergunta visivelmente transtornado, devia estar ansioso por bater em muito mais gente.
-Sim, a Ordem da Fênix invadiu o castelo. Dumbledore está aqui com duendes e elfos domésticos. Gigantes estão a caminho, escoltados por centauros liderados por Firenze. –Nesse momento Remo arregalou os olhos totalmente surpreso. –Os aurores também estão chegando, vi vassouras muito rápidas quase aqui, já devem estar no jardim. –Belatriz usara um tom uniforme e eficiente, mostrando-se indiferente ao farrapo caído atrás de Harry.
-Ótimo, mas espero que eles não atrapalhem o meu caminho. –Harry fala já se encaminhando para onde ficava a porta.
Remo seguia o amigo, porém Belatriz não se moveu, pelo contrário, gemeu alto colocando a mão sobre a marca negra, chamando a atenção dos rapazes, que não olharam para ela e sim para Voldemort. Havia uma “nuvem” negra sobre ele, que se levantava.
-Mas que diabos... –Harry começa, mas pára ao ver uma luz azul muito pálida surgir e passar por eles, cegando-os por um instante.
-Os dois traidores e o mestiço imundo. Considerem-se com sorte, pois acabaram de ver uma manifestação de magia negra, que poucos já puderam ver. –Voldemort parecia completamente renovado, já não sangrava e seu aspecto parecia muito melhor e mais humano.
-As horcuxes... –Harry resmunga entre irritado e surpreso. –Tentaram destruí-las, mas como estavam todas juntas, logo acima da alma de origem, conseguiram sobreviver o suficiente para se reunir com você.
-Exato! E agora, creio que minhas reservas de poder podem nos ajudar a equilibrar nossa pequena disputa. –Voldemort mal acabara de falar e lançara uma esfera de fogo que tomava quase todo o espaço da sala.
Ao mesmo tempo, Remo, Belatriz e Harry conjuraram escudos que repeliram o fogo pelos segundos necessários para que se extinguisse, porém fora tempo o suficiente para Voldemort lançar três feitiços, os quais passaram pelo escudo contra o fogo e lançaram os três jovens para trás. A pancada fora forte, mas nenhum dos três se deixa abalar, levantando já prontos para agir, conseguindo lançar contra-feitiços para repelir as flechas vermelhas que Voldemort conjurara e que vinham em grande quantidade em suas direções.
-Remo! –Harry brada rapidamente, enquanto corria para a direita. Logo depois Remo corria para a esquerda. Era uma tentativa de atacar por ângulos muito diferentes, obrigar Voldemort a não conseguir se proteger.
-Que infantil! –Voldemort zomba, pouco se importando com a tática. - Crucio -Imediatamente os três sentem a maldição da dor os atingirem.
Remo imediatamente ficara de joelhos, nunca havia sentido tanta dor, queria gritar, mas sua voz não saía, sua visão estava nublada e seus ouvidos pareciam ecoar tudo que era dito. Belatriz estava acostumada a receber a maldição da dor, era preciso para aprender a nunca cair diante de um ferimento, qualquer que fosse, porém nunca sentira nada assim, cada célula do seu corpo queimava, seus músculos estalavam como se estivessem sendo açoitados, seus ossos não tinham qualquer firmeza, apenas conseguia se manter de quatro, olhando para Harry. Este fora o único que se mantivera de pé, os joelhos arqueados, porém logo se colocara ereto novamente.
-Nenhuma dor que tente me infligir, pode ser maior do que a dor que eu estou sentindo. –Harry retruca e na mesma hora lança um feixe vermelho sangue na direção de Voldemort, que é obrigado a defender rapidamente, cessando o feitiço nos outros, que caem exaustos no chão.
O duelo era novamente dos dois, que se encararam em fúria. Harry diante daquele que sempre lhe tirou a quem amava e Voldemort diante daquele que tinha como a um filho e agora lhe traía da forma mais vil. O momento de análise poderia ter durado uma eternidade ou mesmo alguns segundos, porém ambos sabiam que seria o momento decisivo. Harry lançara um feitiço rosa enquanto Voldemort lançara um verde, eram dois feitiços mortais, um de magia negra e outro de magia branca, ambos se chocando no ar e provocando um efeito incomum. Do choque surgiu uma esfera branca que sugou o ar, trazendo Voldemort e Harry na direção um do outro, os dois se chocando com a esfera e caindo no chão.
Harry sentia seu corpo latejar, se dividir, partes querendo fugir e outras se unir, era como se parte do corpo quisesse aparatar e outra ficar e os pontos de atrito entre ambas criassem um frio agonizante. Sua própria mente estava perdida, misturando coisas de seu tempo e do tempo em que estava. Tentava se concentrar em Voldemort e em seu dever de matá-lo, mas mesmo a imagem de seu inimigo era dissonante, o rosto quase ofídico e o corpo magro, se alternando com um corpo mais forte e um rosto pálido, mas de feições próximas a humana.
Fora Voldemort o primeiro a levantar, sorrindo ao ver que Harry permanecia no chão, os olhos fechados e o corpo tremendo como se estivesse tendo convulsões. Sem hesitar, direcionou a palma da mão na direção de Harry e novamente invocou a maldição da morte, desta vez a chamando com todo o fôlego de seus pulmões.
Harry ainda lutava consigo mesmo, quando sente um impacto frio e forte sobre si, parecendo fazer seu corpo finalmente se conectar com a realidade ao seu redor. Abrindo os olhos pôde ver o rosto sem vida de Belatriz, enquanto Voldemort xingava enlouquecido e arfante. Afastou rapidamente o corpo de cima do seu, vendo que Remo lançava um feitiço em Voldemort, o qual, no último instante, consegue repelir com um feitiço espelho. A tática “infantil” funcionaria, pois Harry só precisou de três passos rápidos para se jogar em cima do inimigo, caindo sobre ele no chão.
Não queria falar nada, em sua mente só havia os rostos de todos a quem perdera por causa daquele monstro, para cada pessoa querida um murro forte acertando Voldemort na cara. Porém, aquele acesso de fúria só fornecera tempo para Voldemort se recuperar de toda magia usada, então em um movimento ágil, ele ergue as duas mãos que mal chegam a tocar o tronco de Harry e o atiram para trás, haviam duas manchas de sangue crescendo em sua camisa enquanto ele viajava rapidamente para o outro lado da sala e batia contra a parede, caindo inconsciente.
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Snape e Sirius chegaram ao andar do escritório de Voldemort, estava vazio como o silêncio em volta sugeria. Sirius bufou irritado, significava que haviam perdido tempo a-toa, porém ao olhar para Snape, viu que ele parecia procurar algo na estante.
-O que está procurando? –Assim que Sirius pergunta, Snape puxa um livro e uma passagem se abre.
-É a sala de invocação de Voldemort. Obviamente não dá para marcar todos os aliados com a marca negra, então para casos como estes, Voldemort desenvolveu uma estratégia bastante simples e eficaz.
-Sem explicações, apenas diz o que temos que fazer. –Sirius corta irritado com a conversa mole.
-O medalhão com a nuvem invoca os dementadores, o medalhão com a pedra verde os gigantes, este globo de cristal demais criatura e proteções do castelo. Eu vou despistar eles, mandá-los pra outro canto. Você pega poções naquela sala, há fumaças soníferas, líquidos explosivos e esferas com gases paralisantes.
-Onde vamos com tudo isso? –Sirius pergunta sem entender bem, afinal lá embaixo os dois lados se misturavam e não haveria como acertar um sem atingir o outro.
-Vamos até os salões comunais, biblioteca e ao salão de treinamento. Voldemort não era burro, pelo contrário, sabia que poderiam tentar retomar Hogwarts e tinha planos de proteção para pegar o inimigo desprevenido.
-Ok, mas vamos começar pelo salão grifinório, Anne está naquele andar e pode nos dar reforço. –Sirius fala antes de ir para a sala das “armas” e Snape murmura em concordância.
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Thiago e Lílian estavam feridos pelo encontro com dois generais de Voldemort, porém apertaram o passo ao ouvirem o grito da maldição da morte. Apareceram na porta e quase foram atingidos por algo que passara muito rápido. Descobriram chocados ser Harry, Remo também estava mal dois metros a esquerda de Harry, Voldemort levantava cambaleante.
Uma troca de olhares e Lílian fora verificar o filho, levando-o para junto de Remo para que pudesse cuidar dos dois. Enquanto Thiago lançava um forte feitiço estuporante em Voldemort, em seguida conjurando correntes, que se envolveram no bruxo das trevas como serpentes.
-Como Harry está? –Thiago pergunta aflito, mas sem tirar os olhos de Voldemort.
-Tem uma séria hemorragia interna, mas já consegui pará-la, precisamos levá-lo ao St. Mungus. Remo também está mal, ambos inconscientes. –Lílian responde ainda cuidando dos dois.
-Eu devia fazer muito mais pelo que fez ao meu filho, no entanto não vou perder tempo com um verme como você. Avada Kedavra -Thiago fala com um misto de raiva e asco, ao final sussurrando as palavras mortais, vendo sua maldição ir até Voldemort e atingi-lo no peito.
A inconsciência o dominava, estava na escuridão, procurando por sua amada. Precisava encontrá-la, não poderia ter ido para o inferno enquanto ela fora para céu, isso não seria justo depois de tudo o que ele fizera. Harry chamava por Hermione, gritando seu nome na escuridão, porém ao invés da redenção, a única coisa que sentira, fora dor. Em um instante não sentia absolutamente nada e no seguinte sentia cada célula do seu corpo, era como ter o corpo em um lago congelado e a cabeça em uma fornalha.
Lílian estava preocupada com Remo, não sabia o que havia o atingido, mas parecia ter causado muito estrago por dentro, teria que ter todo o cuidado quando o movesse. Estava concentrada em prepará-lo para aquilo, já havia escutado Thiago terminar com a luta, porém o espasmo de Harry chamou sua atenção, assim como a consciência repentina do filho, mas antes que tivesse tempo de falar, ouvir seu marido gritar.
Os dois pares de olhos esmeralda focalizaram aquele que tanto amavam, havia um vulto em torno dele, algo que Harry e Lílian reconheceram imediatamente de uma lembrança do primeiro ano de Harry.
-As alianças... –Harry fala ofegante, chamando a atenção de Lílian. Ele visivelmente sentia muita dor. –Nossas alianças são a chave do diário, guarde tudo até que seja o momento certo...
-Não é hora para isso, eu tenho que ajudar Thiago. Você ficará bem, levarei... –Lília já se levantava para ajudar o marido, porém viu o filho levantar sua varinha e apontar para si próprio.
-Até daqui a pouco. –Harry diz com a mão sobre o ventre de Lílian antes que um raio dourado saísse de sua varinha e separasse seu corpo de sua cabeça.
Um grito ainda mais forte de Thiago a fizera se virar, antes que ela mesma pudesse gritar ou chorar. O espectro de Voldemort urrava enquanto era dragado do corpo de Thiago, uma luz verde muito escura os envolvia e era tão forte que qualquer um de fora do castelo e mesmo em Hogsmeade poderiam ver.
Lílian havia ficado paralisada, era como se a morte estivesse com a foice sob seu pescoço. Contudo a luz se foi assim como a sensação de angustia mortal, então ela pôde ver o marido cair e correu até ele, checando a pulsação e quase chorando de alívio quando sentiu o leve pulsar. Um rápido olhar na direção de Remo e de onde o corpo de seu filho estava e não conteve o grito, correndo até lá. Não havia corpo, nem mesmo sangue, apenas roupas e objetos largados no chão, sujos e rasgados.
-Então, o perderia de toda forma. –Lílian sussurra enquanto pegava a varinha e a aliança de Harry. Com um aceno conjurara uma maca flutuante sob Remo, com outro transformara o relógio de Harry em uma chave de portal e segundos depois, estava com marido e o amigo no St. Mungus, que era, assim como Hogwarts, a visão do caos.
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N/A: Acaboooooooooooouuuuuuu buááááá! Isso é triste, porém ainda tem a continuação, então agente se vê e ainda continua a história.
Vou responder aos comentários, mas como o site não me deixa ir pra segunda página deles, não posso responder aos comentários mais antigos, desculpem-me, apesar da culpa não ser minha. No entanto, prometo que ainda respondo os comentários que fizerem sobre este cap daqui um mês, sei que haverá dúvidas rsrsrs.
Charlotte Duerre: O Harry ficou doido, doido, doido rsrsrsrs A continuação é pra contar a nova história do trio e como será o novo futuro, então Voldemort morreu sim.
Silvia Cecil: Acertou! Ele morre também e o Rony idem, então ta tudo tranqüilo.
Priscila Ventura: Espero que tenha gostado de Sitra Achra e a votação já acabou, mas acho que vai gostar do resultado. E espero que tenha gostado do que viu, apesar de ser algo meio fora do comum.
Ana Rita: A própria Hermione já o está consolando rsrsrs. Mas que bom que se lembrou de comentar, espero que tenha gostado desse capítulo e que não me torture, afinal vou ser bem boazinha na continuação (pelo menos não vai ter guerra).
Anderson potter: Eu sei que matar a Hermione foi estranho, mas de toda a forma eles iriam embora ao terminar a missão, então não fez muita diferença. Quanto a continuação, ela vai mostrar como fica o futuro, a história do trio e tal.
Ana Letícia de Lima dos Santos: Não precisa ficar de luto, afinal eles voltam na continuação, o primeiro cap é justamente da Hermione conhecendo o Harry e o Rony no Expresso de Hogwarts, indo pro primeiro ano em Hogwarts.
GutoRo7: Não vai ser bem nessa ordem, mas tenho certeza de que vai adorar a ordem escolhida, inclusive há chances de eu começar as outras duas fics ao mesmo tempo.
Gabrielly : Também foi difícil pra mim, pode não parecer, mas eu não gosto de ser má com os personagens principais.
Josy: Harry enlouqueceu e quase, pois tudo a perder, mas de toda forma no fim das contas ficou tudo bem né.
Lilly Rigotti: Então, haviam duas Hermione e uma morreu, não teria porque afetar a outra. O Rony ta na barriguinha da Molly e o Harry nem isso, então a morte deles não vai afetar nada não. Lembre que eles voltaram muitos anos no tempo.
Lady L.L: Então, ninguém volta para o futuro. Mas haverá uma nova fic explicando como fica o novo futuro. Acredito que vão gostar.
Milleni Riddle: Então, o final da saga Voldemort é esse, todas as mudanças necessárias foram feitas. Já as conseqüências dessas mudanças apenas serão vistas na continuação.
Jefs: Então, vai demorar um pouquinho pra rolar a continuação, eu bem que queria escrever agora, mas to muito sem tempo, então lá pro fim do ano eu devo tentar começar.
Lú Granger Potter: O suspense pode ser de novela, mas o final não foi bem assim né. Porém, das tristezas surgirão coisas boas no futuro, é só relaxar e aguardar.
James V Potter: E aí o motivo foi justificado, ou você está ainda com mais raiva de mim? Espero que não rsrsrsrs.
Lady Midnight: Então, Mione morreu e os outros também, mas os personagens ressurgirão na continuação e as memórias deles estão preservadas no diário, que será passado aos novos Harry e Hermione no seu devido tempo.
N/A²: E então gostaram do jeito que a Bella se redimiu por todos os seus crimes? A novidade quente pra vocês é que com o fim da votação a fic que será continuada será Sitra Achra, o nome da continuação será “Pangeia- A unificação”, ela será postada em breve.
Próxima atualização: Eximere Tempus.