FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

4. DCAT


Fic: Frio da Alma


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Harry acordara sentindo a cabeça latejar, sua cicatriz ardia e seu corpo formigava. Voldemort abrira sua mente e não só mostrara o que fez, como também o deixara compartilhar de suas emoções. Porém o que mais perturbava a Harry era o nível de magia que sentia em seu corpo, certamente Voldemort estava muito mais poderoso do que quando recuperara seu corpo a menos de dois anos e uma grande evidência era a habilidade de fazer magia sem varinha.

Tomou um rápido banho e desceu para tomar café na cozinha, onde poderia pensar tranquilamente no que fazer. Dobby adorara o novo hábito de Harry de comer na cozinha e já tinha o café pronto para o moreno quando este chegou.

-Dobby preparou o café do menino Potter! –O elfo doméstico fala saltitante assim que vê Harry se aproximar.

-Obrigado Dobby, você é um verdadeiro amigo. –Harry fala sentindo um pouco de raiva pela atitude idiota de Rony e Hermione, mas logo afastando esses pensamentos.

Harry deixou o elfo voltar a trabalhar e começou a comer, tentava se lembrar dos comensais e outros aliados que Voldemort conseguira na noite anterior, mas as lembranças lhe fugiam como água entre os dedos.

-Aí está você! –Harry ouviu a voz de Hermione e olhou em volta procurando ver se havia alguém o vigiando sem que ele houvesse notado. –Estou falando com você, Harry. Rony me disse que teve um pesadelo ontem. –Hermione fala se sentando a frente dele, sua voz demonstrava preocupação.

-E veio aqui reclamar comigo por ter interrompido o sono de beleza do seu namoradinho? –Harry responde com todo sarcasmo que podia, voltando a tomar café sem olhar para ela.

-Namoradinho? De quem está falando? –Hermione pergunta parecendo não entender o que o moreno falara.

-Do Rony, oras! Passaram o dia todo trocando sussurros, até os vi grudadinhos na sala comunal ontem à noite! –Sua voz mesclava irritação e um tom acusatório.

-Eu apenas estava tentando ajudar o Rony com uma garota, como fiz com você e Cho ano passado! –Hermione fala em tom defensivo, seu rosto ganhando uma coloração avermelhada. –Ele está interessado na Luna e passamos o dia tentando bolar um jeito dele se aproximar dela, então à noite no salão comunal ele estava me contando como foi a conversa com ela.

-Com a Luna? –Harry estranha aquilo, afinal Rony sempre achara Luna um pouco doida.

-Você não reparou como ela está diferente? Sem aqueles enfeites chamativos, o cabelo cortado de um modo diferente, as roupas evidenciando o corpo bem moldado. –Hermione fala observando a reação dele, que parecia um tanto incrédulo.

-Vi que ela está se vestindo diferente, mas não vi nada demais. De todo jeito, eu não me importo, tenho mais no que pensar. –Harry fala em tom frio e novamente se dedicando a comer.

-Sei que está chateado conosco e talvez eu tenha sido um tanto radical ao pedir que todos te ignorassem, mas eu queria que você percebesse que ficar sozinho não vai te trazer nada de bom, só te afogar ainda mais em solidão e sentimentos ruins de vingança e impotência. Harry, eu estou muito preocupada com você, eu quero te ajudar, mas você não deixa eu me aproximar...

-Já esqueceu que nada vivo pode tocar em mim? Ou você quer que eu aprenda a me acostumar com a dor? –O tom era sarcástico e os olhos se mostravam sem brilho, frios e distantes.

-Você entendeu o que eu quis dizer, mas eu não vou discutir, eu não quero mais brigar com você. –Hermione fala e se levanta, indo se sentar ao lado dele.

-Se está esperando um pedido de desculpas, pode esquecer. –Harry se mostra irredutível e Hermione suspira.

-Eu sei que você é teimoso e não iria dar o braço a torcer tão cedo, justamente por isso estou aqui. Eu já estava preocupada com você ontem e hoje estou ainda mais, por isso quero acabar com essa briga boba, ninguém precisa pedir desculpas só vamos esquecer tudo isso e recomeçar, tudo bem? –Hermione fala um pouco apreensiva e acaba se enrolando enquanto falava, coisa que não costumava acontecer com a morena e que demonstrava a Harry que ela realmente devia estar preocupada.

-Tudo bem, o que Rony te falou? –pergunta resolvendo deixar o aborrecimento de lado e retornar ao seu café.

-Me disse que você teve um pesadelo e que parecia ter relação com Voldemort... –O elfo que a servia deixou o café derramar na mesa ao ouvir o nome e Hermione parou de falar para impedir que ele se punisse. –Está tudo bem, não foi nenhum erro sério, basta limpar a mesa. –O elfo a obedeceu prontamente e se afastou. –Com o que você sonhou? Como se sente? –Havia um tom familiar de preocupação na voz de Hermione e que quase fez Harry sorrir, era muito bom saber que alguém no mundo se preocupava tão sinceramente com ele.

-Sonhei com Voldemort invadindo Azkaban, libertando seus comensais e outros presos, os dementadores já estavam ao lado dele, alguns aurores também aceitaram servi-lo, assim como a maioria dos presos que não era comensal. Todos que resistiram a ele foram mortos com crueldade. –Não havia emoção na voz de Harry e isto a preocupou, desde o ano anterior Harry vinha se tornando mais arredio, mais vingativo, seu temperamento mais instável e após a morte de Sírius, mais frio e distante.

-Como está se sentindo, está com dor de cabeça? –Harry se surpreendeu ao ouvir a voz dela soar tão doce e gentil, não que Hermione nunca o tratasse assim, mas depois de tudo que acontecera, ela parecia ainda mais doce e dedicada. Isso o fez pensar que “o feitiço havia virado contra a feiticeira” e ao invés dele perceber que não poderia viver sem os amigos, ela havia percebido que a amizade dele era mais preciosa do que ela imaginava. Mais uma mostra disso era o jeito como ela tinha as mãos fechadas como se uma segurasse a outra para não tocá-lo.

-Acordei com um pouco de dor, mas já estou bem, não precisa se preocupar. –Fora impossível para Harry ser ríspido ou frio. Hermione percebeu que o tom de voz dele voltara ao normal e sorriu aliviada. Aquele sorriso fez Harry se sentir melhor, mas ainda assim não conseguiu retribuí-lo, era como se estivesse faltando algo, então se voltou para as torradas e mudou o assunto. –Então, me conta melhor essa história do Rony com a Luna.

Os dois conversaram tranquilamente durante o resto do café da manhã, logo depois indo pegar os materiais para as primeiras aulas do dia e se encontrando com Rony no caminho. Os três usaram um caminho mais longo e por isso menos povoado para que não houvesse ninguém esbarrando em Harry e aproveitaram para comentar sobre Luna, deixando Rony bastante sem jeito, mas contente por ter o amigo de novo a seu lado.

Na hora do almoço Harry se afastou dos amigos alegando ter que devolver um livro na biblioteca antes, o que em parte era verdade. Contudo, assim que saiu da biblioteca foi à enfermaria com sua capa de invisibilidade e passou sem problemas por madame Pomfrey, alcançando facilmente a cama ao fundo, a única que parecia ocupada. Assim que afastou as cortinas, Harry observou o rapaz de cabelos loiros dormindo, a pele visível estava avermelhada, a face e boa parte dos braços estavam cobertas por bolhas purulentas, as mãos encontravam-se amarradas na cama para evitar que ele se coçasse.

-Isso coça e arde muito, não é? –Harry pergunta no ouvido de Draco, após tirar a capa de seu pai e escondê-la sob a cama.

-Você, seu maldito... –Draco abre os olhos mostrando que estava acordado, os olhos cinza contrastavam estranhamente com o vermelho do globo ocular, as orbes estavam inchadas. –Quando eu sair daqui vou te matar! E não vai ser rápido, vai doer muito e você vai implorar por misericórdia! –O tom era frio e carregado de ódio.

-Não fique tão irritadinho, afinal seu mestre libertou seu pai ontem, você deve estar muito feliz, não é? –Harry pergunta observando analiticamente a reação de Draco, que pareceu ficar paralisado, suas mãos se fecharam com força como se pretendesse perfurá-las com seus dedos.

-Isso não é nenhuma brincadeira de mau gosto, não é? –A voz era clara e pausada, como se o sonserino estivesse se controlando para não mostrar nenhuma emoção na voz.

-Não. Seu pai está solto e quem sabe não vem aqui pegar o filhinho doentinho dele, não é? –Harry provoca Draco, que começa a gritar pela enfermeira.

Rapidamente Harry pôs a capa e saiu da enfermaria sorrindo, ver Draco sofrer tanto quanto ele, mesmo que somente por umas duas ou três semanas, seria ótimo e ele faria de tudo para conseguir visitar o sonserino pelo menos duas vezes por dia só para lhe infernizar. Quando entrou no refeitório viu que os amigos sentaram no fim da mesa, para que assim Harry ficasse mais seguro quanto a toques ocasionais provocados por alguma confusão entre alunos.

-Você demorou, está tudo bem? –Rony perguntou ao observar o amigo chegar apressado.

-Sim, eu só tentei ver se achava outro livro, mas parece que já haviam pegado os três exemplares dele. –Harry comenta por alto, enquanto se servia.

-É tão bom ver você se esforçando nos estudos, espero que Rony veja seu bom exemplo e o siga! –Hermione elogia Harry, mas dirige seu olhar a Rony, mostrando o quanto desaprovava a postura do ruivo.

-Dá um tempo pra ele, afinal conquistar uma garota dá trabalho e gasta muito tempo! –Harry fala em tom cúmplice e Rony concorda.

-Isso mesmo, aliás, você já viu os horários dela? –Rony pergunta a Hermione, que pega um pergaminho do bolso do casaco e entrega a Rony.

-Vai tentar falar com ela hoje? –Harry pergunta curioso.

-Sim, ontem conseguimos conversar por um tempo e eu acho que consegui uns pontos. –Rony fala animado e inflando o peito com orgulho.

-Nesse aspecto podemos dizer que o Rony é melhor que você, me lembro o quanto foi difícil para você falar com a Cho ano passado. –Hermione comenta rindo e Rony a acompanha, deixando Harry corado.

-Você ri porque é uma garota, não precisa tomar a iniciativa. –Harry fala emburrado.

-Não é bem assim, garotas quando gostam de rapazes que aparentemente não gostam dela, tem que tentar conquistá-lo ou pelo menos se fazer notar. –Hermione fala de modo defensivo.

-Pois eu não imagino você tentando conquistar alguém! Seria no mínimo engraçado. –Rony fala rindo, mas Harry não o acompanha, se dedicando a observar o como Hermione ficara corada e colocara uma boa quantidade de comida na boca, como se quisesse disfarçar.

A aula que seguia o almoço era de DCAT e todos os rapazes haviam comentado o quanto a professora Sanders era linda e que depois de agüentarem uma sapa velha que não ensinava nada, uma bela e jovem professora era o mínimo que eles mereciam. Ao que Hermione dizia que a única coisa importante era que ela fosse uma boa professora e soubesse prepará-los para a guerra. Quando entraram na sala observaram que não havia carteiras, a sala era fria e a luz era fraca e dificultava que enxergassem em um primeiro momento, mas depois puderam ver que não havia adornos e que a única coisa diferente, era algo com as dimensões de um armário e que estava coberto com um pano vermelho sangue.

-Boa tarde, caros alunos! Gostaria que deixassem suas mochilas no fundo da sala, encostadas na parede. –A professora era uma mulher jovem, aparentando vinte e poucos anos, com cabelos loiros e levemente cacheados que alcançavam a metade das costas e olhos azuis intensos como o oceano. Ela entrou na sala falando simpaticamente e sorrindo para os alunos, mas parou no meio do caminho, assim que viu Harry. –Olá, gatinho, como vai? –Pergunta sorrindo marotamente, os olhos possuíam o mesmo brilho irreverente e malicioso de quando se conheceram.

-Bem Lily e você? –Pergunta um pouco sem jeito, sabia que estavam todos olhando para ele.

-Ótima, apesar da vida tranqüila do castelo às vezes ser um pouco monótona, mas quem sabe você não vem me visitar para gente fazer algo divertido juntos! –Ela responde no mesmo tom divertido e provocante que costumava usar, antes de continuar seu caminho até a mesa na frente da sala. Harry pensou em falar algo, mas imaginou que já estava comprometido demais para alimentar mais fofocas com qualquer coisa que pudesse dizer e ser interpretada de outra forma.

-De onde você a conhece, gatinho ? –Hermione pergunta olhando seriamente para Harry, que cora.

-Ela é membro da Ordem, era a auror que estava comigo no cofre quando fui atacado. –Harry responde rapidamente e vê os dois amigos trocando um olhar preocupado antes de se virar para a professora.

-Agora que já se organizaram, podem se sentar enquanto falo de mim e das aulas que teremos. –Lilith fala com um tom um pouco mais sério, parando até que os alunos se sentassem no chão. –Me chamo Lilith Sanders e vocês devem me chamar de professora Sanders, apesar de eu achar isso uma bobagem. Sou auror do ministério, mas fui suspensa por usar força excessiva em uma missão, pura burocracia. Contudo, meu tio aproveitou isso para me pedir para ser professora de DCAT em Hogwarts. Bom, se estou aqui é porque aceitei, principalmente quando ele disse que minha missão seria preparar todos os alunos para a guerra. E é justamente por causa da guerra que DCAT virou matéria obrigatória, e se eu não estou dando aulas para os alunos do primeiro ao quarto ano é porque eu não pego leve, então podem apostar que sairão daqui preparados para o mundo lá fora. –Houve um momento de burburinhos, enquanto Lilith consultava alguns pergaminhos. –Eu estou com o conteúdo que trabalharam desde o primeiro ano e vou dizer que o ano passado vocês tiveram férias nesta matéria, passaram um ano inteiro sem ver nada de útil, mas agora será diferente. O livro que indiquei é um preparatório para o treinamento de aurores, eu passarei as páginas e vocês lerão toda a teoria para que na aula seguinte nós possamos trabalhar a parte prática e já aviso aos espertinhos que se não estudarem vão acabar indo para a enfermaria. –Houveram exclamações chocadas de vários alunos, mas Harry e Hermione trocaram um sorriso satisfeito, finalmente teriam prática de verdade. –Quantos de vocês sabem fazer um patrono? – A pergunta os pegou de surpresa, mas os membros da AD levantaram a mão com certo orgulho. –Muito bom, apostos que todos eram alunos do Harry na AD, não? –uma confirmação hesitante partiu de todos, mas o sorriso da professora voltou a enchê-los de orgulho. –Nesse caso vamos ver se Harry leva jeito para professor... você da Grifinória, vem aqui. -Neville olhou em volta, perto dele não havia ninguém de sua casa. –É você com cara de bobo, vem cá. Qual é o seu nome? –Aquela frase foi o suficiente para que a turma explodisse em risos, os sonserinos gargalhavam e Lilith apenas os observou, antes de ir até Neville, que havia se levantado e se encaminhava para frente da sala.

-Neville Longbottom. Quer que eu faça um patrono? –Neville perguntou com a voz um pouco hesitante, corando um pouco ao reparar que de perto as roupas justas da professora acentuavam bem as suas formas.

-Sim, quero que mostre para esse bando de tolos como se faz um belo patrono. –Rapidamente os risos cessaram e Harry teve que se segurar para não rir da cara que Rony fez.

Neville deu um meio sorriso e se virou de costas para a professora, de frente para os alunos, que haviam aberto um corredor, ninguém queria ser atingido por um feitiço errado de Neville. Se lembrando do dia em que pela primeira vez conseguira fazer o feitiço e o elogio que Harry lhe dirigira, Neville se concentrou e de sua varinha saiu um brilhante leão prateado, que correu até o fim da sala pelo corredor, desaparecendo perto da porta.

-Uau, que selvagem! Parece que você tem muito orgulho de ser grifinório, não é? –Lilith pergunta se aproximando de Neville, que ficara completamente sem jeito após o primeiro comentário. Harry ouviu Simas e Dino comentarem algo sobre seus patronos não serem tão legais e os burburinhos só não tomaram a sala porque a resposta de Neville surpreendeu a todos.

-Na verdade ele é um leão porque eu considero meu amigo Harry o perfeito grifinório e um dia eu queria ser como ele. –Lilith dirigiu um olhar curioso a Harry, que desviou o olhar sem jeito, pois novamente a sala toda olhava para ele.

-Nesse caso, hoje você vai ter a oportunidade de tentar. –Lilith fala se dirigindo até o “armário” coberto. –Eu capturei esse dementador e o trouxe para vocês treinarem e creio que ele será um ótimo desafio para você, Neville. –Assim que ela retirou o tecido vermelho, eles viram um dementador real, preso em uma cela cujas barras emitiam um brilho azul. –Dê ele para seu leão comer. –Lilith o incentiva assim que abre a cela com um aceno da varinha. Imediatamente todos se dirigiram para o fundo da sala, Rony, Harry e Hermione pegaram as varinhas e se posicionaram para agir se necessário.

Neville tremeu e engoliu em seco, o frio da sala se adensando, as mãos mórbidas estavam esticadas, prontas para pegá-lo. Tentou se concentrar nos seus momentos mais felizes, mas lembranças de sua visita ao departamento de mistérios quando recebeu a maldição da dor vieram a sua mente. O dementador estava a centímetros dele e ele não conseguia pensar em nada feliz, sua vida era cheia de humilhações, pessoas rindo dele e se divertindo com seus fracassos, o rosto da bruxa que matara seus pais e que estava a solta porque ele fora fraco demais para derrotá-la.

Harry viu que o dementador se aproximava e que estava prestes a alcançar Neville, que parecia paralisado. Sem hesitar se adiantou e viu que seus amigos também começavam a fazer seus patronos, mas um feitiço foi na direção deles e atingiu o chão provocando uma explosão que os atirou para trás. Sem parar pensar em si, Harry segurou sua varinha e se levantou, o dementador estava segurando Neville e prestes a beijá-lo, mas de repente a criatura das trevas voou para trás até ser novamente presa na cela.

-Por que não fez seu patrono, Neville? –Lilith pergunta duramente, seu semblante estava sério e compenetrado no rosto do aluno.

-Eu n-não consegui p-pensar em n-nada. –Neville estava quase em choque, caído de joelhos, a voz não era muito mais alta que um sussurro. Lilith deu uma barrinha de chocolate a ele.

-Como puderam ver, o fato de conseguirem fazer um patrono, não significa que o farão quando necessário. Para se fazer um patrono brilhante como aquele que viram é necessário pensar em algo feliz, um momento qualquer feliz da vida de vocês. O grande problema de se fazer isso frente a frente com um dementador é que o frio não lembra felicidade, a aparência horrenda e ameaçadora dele também não e para piorar um dementador é capaz de sugar sua felicidade e fazer você se lembrar das piores coisas que já lhe aconteceram. –Todos os alunos estavam quietos, olhavam paralisados a terrível criatura e o tom sombrio da professora não ajudava. –Muitos bruxos não conseguem fazer um patrono corpóreo, dos que conseguem muito poucos os faz diante de um ou mais dementadores, por isso essas criaturas são uma das melhores armas que Voldemort tem. –Um tremor passou pela turma ao ouvirem o nome do temível bruxo. –O que tem a nos falar sobre isso, Harry? –A pergunta pegou alguns de surpresa e todos se voltaram para Harry, que estava de pé e olhava Lilith com cara de poucos amigos.

-Já enfrentei dezenas de dementadores de uma vez, na floresta proibida durante o terceiro ano. Foi muito difícil resistir, estava com Sírius e Hermione, os dois desmaiaram antes de mim e eu queria muito protegê-los. Foi com este sentimento em mente, que eu me concentrei na lembrança mais feliz que tinha e fiz meu patrono espantar todos os dementadores. –Quem não conhecia a história ficou assustado, Hermione olhava para ele como se o apoiasse, os burburinhos recomeçaram. –Por que não deixou que o ajudássemos? –Harry perguntou encarando a professora.

-Porque nem sempre ele terá um herói por perto para interferir. Esta aula é para que todos aprendam a salvar suas vidas, portanto nada de heroísmos, no momento certo eu mesma interferirei se achar necessário. –Ela falou olhando para os alunos de uma forma geral, depois se voltando para Neville, que já se colocava de pé. –Agora Neville, quero que tente se concentrar em sua lembrança mais feliz e afaste aquele dementador.

-Não conseguirei. –Não só o tom, mas a própria postura de Neville revelava sua incapacidade. –Eu já tentei usá-la e não funcionou. –Lilith viu que havia marcas muito profundas nos olhos de Neville e entendeu.

-Você estava com Harry no departamento de mistérios quando Voldemort apareceu, não é? –Neville apenas acenou que sim. –Sei que deve ter se machucado bastante, não são lembranças fáceis, também sei que sua vida nunca foi muito fácil, ouvi que não é um bom aluno, que não tem muitos amigos, sei sobre seus pais. Por tudo isso quero que se esforce para pensar em algo e se concentre nos detalhes dessa boa lembrança, que mesmo pequena pode servir. –Neville desviou os olhos, não conseguia pensar em nada bom o suficiente. –Ora, vamos lá, não é possível que não tenha nada... pense no seu primeiro beijo! –Lilith tenta incentivá-lo, mas só consegue o deixar muito vermelho. –Nunca beijou uma garota? –A pergunta tinha um tom inconfundível de incredulidade. Alguns alunos riram e outros fizeram piadinhas, enquanto Neville balançava a cabeça negativamente. –Tudo bem, vamos dar um jeito nisso.

A princípio ninguém entendeu o que a professora quis dizer, mas assim que esta se abaixou e o beijou calmamente, todos entenderam e ficaram chocados. Lilith colocara as mãos de Neville em sua cintura e depois aprofundara o beijo, Harry ouviu resmungos dos rapazes que pareciam morrer de inveja, Rony até soltara uma exclamação e lhe batera nas costas esquecendo-se de sua maldição, fazendo-o praguejar baixo e se afastar, Hermione o seguiu.

-Essa mulher é louca! Não pode atacar alunos e muito menos beijá-los! –Hermione fala Ra baixo para que só Harry ouvisse.

-Deixe o ter o dia de sorte dele, o Neville merece. –Harry responde tentando parecer indiferente, mas a cena que via e a dor nas costas o lembravam de tudo que lhe fora proibido e que fazia um leão rugir furioso dentro de si.

Assim que Lilith se afastou, todos se apressaram a ver o que aconteceria a seguir. Neville parecia completamente deslocado e perdido, como se não soubesse se estava sonhando ou acordado.

-Vou soltar o dementador novamente, não me decepcione! –Lilith fala chamando Neville à realidade e ao final piscando de modo cúmplice, o que o deixou empolgado e ansioso por impressioná-la.

Neville se ajeitou ao ver a cela se abrir, fez sua melhor cara de mau, lembrou da sensação que sentira a pouco, o que não era difícil já que seus lábios ainda formigavam, e então empunhou sua varinha com firmeza. Esperou o dementador se aproximar um pouco e então bradou o feitiço com força e clareza, imediatamente um leão luminoso surgiu e avançou sobre o dementador, arremessando-o com força dentro da cela.

Harry puxou as palmas e logo todos os membros da AD se uniram a ele, para logo depois todos os alunos, com exceção dos sonserinos, baterem palmas parabenizando o grifinório. Lilith se aproximou com um sorriso orgulhoso nos lábios e pôs a mão sobre o ombro dele, que havia se virado para seus colegas.

-Muito bem, vocês viram como se faz um patrono e já sabem o que é preciso para fazê-lo, então formem duas filas e comecem a praticar. Os que já sabem fazer o feitiço ajudem quem não sabe e faltando meia hora para o fim da aula, todos enfrentarão o dementador, quem não conseguir mandá-lo para cela terá que voltar aqui depois das aulas de hoje e tentar novamente, aqueles que forem para enfermaria farão um intensivo no fim de semana. –Com esta ordem Lilith se afasta para sua mesa, enquanto os alunos rapidamente perfilam e começam a tentar conjurar o patrono.

Alguns engraçadinhos tentaram negociar beijos com as alunas que estavam ajudando com o feitiço, mas a maioria treinou duro, sabendo que não apenas perderiam hora livre, mas ficariam frente a frente com aquela criatura terrível e que só seriam salvas no último segundo. Harry e Hermione eram os alunos mais requisitados para tirar dúvidas e auxiliar, porém no fim da aula apenas cinco alunos conseguiram realizar o patrono antes de Lilith anunciar a hora do dementador. Apenas Harry, Hermione, Susana Bones e Pansy Parkinson conseguiram afastar o dementador, os ex-integrantes da AD não conseguiram fazer patronos fortes o suficiente apesar de terem chegado perto, os demais alunos acabaram parando na enfermaria, inconscientes.

No salão comunal, Harry e Rony faziam algumas lições, quando Hermione chegou parecendo irritada e se sentou junto a eles. Após trocarem um olhar incerto, Rony decide abster-se e Harry toma coragem para perguntar.

-O que houve? –Hermione termina de tirar o material de sua mochila e Harry acha que ela não responderia, quando a garota respira fundo antes de falar.

-Várias alunas reclamaram da professora Sanders, nenhum dos alunos que foi parar na enfermaria gostou da experiência e estão muito assustados com a expectativa de repeti-la. Resumindo, tive uma tarde e um início de noite estressantes. –Hermione fala deixando o cansaço transparecer. Por ser monitora, todos acreditaram que deveriam reclamar da professora com ela, para que ela falasse com o diretor.

-Ela está certa, não há jeito melhor de aprender do que ficando cara a cara com dementadores, além do que como ela disse, isto os preparará para a guerra lá fora. –Harry fala defendendo a postura da professora.

-Mas se a aula de hoje já foi esse massacre, imagine a próxima aula que vai ser de feitiços de ataque e defesa? –Rony fala enfiando os dedos no cabelo, o livro de DCAT aberto a sua frente.

-Pelo menos todos vão estudar a matéria. –Hermione comenta, abrindo seu livro de transfiguração.

-Todos menos você. –Rony resmunga vendo o livro.

-Eu e o Harry já lemos boa parte do livro nas férias, se você não tivesse ficado tão preocupado em jogar quadribol e xadrez bruxo, também não estaria desesperado. –Hermione fala em seu tom de sabe-tudo, fazendo Rony resmungar uns palavrões e se voltar para o livro.

-Mione me ajuda na tarefa de transfiguração? –Harry pergunta deixando que ela visse o pergaminho em que ele escrevia.

-Claro, sem problemas. Ah, Rony, está na hora de se encontrar com a Luna, não? –Hermione fala quando seus olhos passam pelo relógio de Harry.

-Ah, droga! Essa professora maluca vai me deixar louco! –Rony fala recolhendo o material apressado e subindo de qualquer jeito para o dormitório masculino.

Harry riu ao ver o amigo todo estabanado e deixando os pergaminhos se espalharem, depois observou Hermione concentrada em suas respostas. Não admitiria isso para ninguém, mas sem dúvidas não queria se afastar deles.

-Está indo bem, continue assim. –Harry agradeceu pegando o pergaminho para continuar o trabalho. –Já pensou sobre a AD? Quer dizer, depois de ver como Neville e os outros foram bem hoje, talvez você queira...

-Não. Hermione, Lilith já está cuidando muito bem da formação deles, acredito até que eles nem teriam tempo para reuniões. Assim como eu também não tenho, preciso deixar meu tempo livre para tentar saber mais sobre essa maldição e para ver o que faço nessa guerra. Voldemort recuperou os comensais, o ministério disse que eles já têm pistas de onde estão e que logo irá prendê-los novamente, mas nós dois sabemos que não será tão fácil assim. Não posso contar com Dumbledore, ele acha que ainda sou uma criança e que deve me proteger, mas as coisas não são assim.

-Onde está querendo chegar, Harry? –Hermione pergunta um pouco incerta.

-Voldemort faz magia sem varinha, conhece vários feitiços poderosos, além de conhecer como funciona a mente dos aurores, esmagou-os com facilidade. Ele tentou me intimidar e conseguiu em parte, mas vou usar esse medo que senti para procurar meios de me tornar mais forte, usar armas que ele desconheça. –Harry fala seriamente, olhava Hermione nos olhos e via que ela o compreendia.

-Nesse caso, talvez eu possa ajudá-lo. Se quer usar magia que surpreenda Voldemort, vai ter que agir como sua mãe. –Harry ergueu uma sobrancelha como se perguntasse do que ela estava falando, porque não poderia estar sugerindo que se matasse para derrotá-lo. –Sua mãe te protegeu com magia antiga, uma magia que Voldemort não conhecia, por isso ele te atacou e foi derrotado. Minha sugestão é que enquanto não possamos de fato agir, estudemos magia antiga, podemos achar muitas referências na biblioteca e nos livros de história da magia.

-Livros de história? –Harry perguntou sem entender como história poderia ajudar.

-Muitos livros de história têm nomes de grandes bruxos. Bruxos que foram importantes por resolver grandes problemas, grandes problemas são resolvidos com magia poderosa e eficiente. Tendo nomes de bruxos ou de feitiços, teremos mais facilidade em achar o que precisamos, sem pesquisar muito.

-Faz sentido, é uma ótima tática! Também posso escrever para os gêmeos procurarem por livros que tratem de magia antiga. –Harry fala começando a ficar empolgado.

-Só não se empolgue muito, pelo que eu conheço, magias antigas dependem muito de rituais, sem falar nos cajados que eram capazes de concentrar muito mais magia que uma varinha. –Hermione observa e Harry fica pensativo.

-Tudo bem, vamos deixar para pensar nisso, quando isto for um problema. –Harry termina o assunto e pega um pergaminho para que juntos escrevessem aos gêmeos.




N/A: Oi, como vocês comentaram bastante receberam como recompensa a fic atualizada, espero que tenham gostado do cap!

Pedro: Fico feliz por você ter decidido comentar sempre a partir de agora, quanto ao elogio, muito obrigada, tento fazer o possível para escrever todas as fics o melhor possível e pode ter certeza que assim que essas acabarem eu começo outras.

Amanda dos Santos Lucas: Eu não sabia que você gostava de Harmonia, para falar a verdade a fic tinha tão poucos comentários que eu achava que ninguém gostava, mas enfim, eu espero que você esteja gostando mais dessa fic e se não estiver pode falar o que não está gostando, que eu mudo ou tento melhorar!

*ThaisPotter*: Que bom que gostou da fic, espero que goste mais dela que de Harmonia. Sobre D/G eu ainda não sei muito bem como vai ser, mas vai ser bem parecido com D/G de Harmonia.

Edilma Morais: Adoro seus comentários, apesar deles sempre me deixarem vermelha rsrsrs Você tem razão quanto aos finais felizes de um cap, prometo que pensarei muito bem no final dessa fic e quem sabe não faço 2 caps felizes como sugeriu rsrsrs

Pink_Potter: Alguém que gostou da minha frase de efeito! *comemora* Eu raramente tenho inspiração pra uns momentos desses, mas é sempre bom por algo assim. Quanto ao Harry ter sentido ciúme, eu acho que ainda não, pelo menos não no sentido romântico.

snackes: Esse Harry meio frio, meio mau, eu acho que é uma evolução do Harry do livro 5, que é o meu favorito. O Harry do livro 6 foi tosco, como o monstro dançarino que ele tinha, o do livro 7 foi uma tentativa fracassada de voltar ao Harry do livro 5, bom, eu fico feliz de você gostar deles, porque praticamente em todas as minhas fics ele é assim.

*MaRy*: Os cochichos eram por causa do Rony, mas era por ele e Luna, um motivo nobre né rsrsrs A prof de DCAT foi a Lilith pro quinto a sétimo ano e do primeiro ao quarto é o Snape, ou seja, Harry se livrou do seboso rsrsrs

fernanda leal: O que você tem achado confuso? É só perguntar que eu respondo a todas as perguntas, não se acanhe de fazê-las.

Lílian Potter Evans Granger : Creio que as partes chatas foram porque o cap foi muito descritivo, mas caso não esteja gostando de algo é só falar, aceito reclamações e sugestões.

Ellessar: Não sei se vai ter alguma aula de espadas ou coisa assim, duelos você vai ver muito em DCAT, aliás, fico ansiosa para saber o que achou da aula.

abel figueiredo: Ele não ganha nenhum bônus com a maldição, mas ele vai ter uns poderes interessantes sim, mas nada muito fora do normal.

Ricardo Pacheco: Você achou forçado? Bom, há um motivo para ser assim, é só pensar um pouquinho.

Black Behmer Malfoy: O Harry não está mau, mas ele vai oscilar bastante entre ser bonzinho e mau.

N/A²: O que acharam da aula de DCAT? O Neville eu tenho certeza de que gostou! A Hermione não resistiu, acabou indo atrás do Harry, o que acharam disso?

Próxima fic a ser atualizada: O Príncipe de Avalon e Eximere Tempus

Lista de prioridade até 11/10 13:00h

Frio da Alma -3,5

Sitra Achra -2,5

Eximere Tempus -3

Reescrevendo a História -3

Herdeiro das Trevas -2

Príncipes do Apocalipse -2,5

Portões do Inferno -2

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.