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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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3. Longe de todos


Fic: Frio da Alma


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No dia do embarque Harry foi o primeiro a ficar pronto, tomando seu café com calma e fugindo da correria que ocorria com o restante das pessoas da casa. Depois todos seguiram de carro para a estação de King’s Cross, Harry indo no banco do carona, enquanto os amigos e a matriarca Weasley estavam atrás, no carro magicamente aumentado. Chegando a estação Harry sentiu o estômago afundar. Havia várias pessoas e fotógrafos, aparentemente estava acontecendo algum evento importante entre os trouxas e isso somado aos passageiros e seus acompanhantes tornava o lugar a imagem do inferno para o rapaz.

-Hoje o lugar está bem cheio! –Rony fala sem esconder a apreensão pelo estado do amigo.

-Vai ser um pouco difícil passar, mas... –Gina começava a falar, mas Harry a interrompe.

-Um pouco difícil? –Harry fala sarcástico. Seus olhos fixos nos dela, que se encolheu ligeiramente. – A imagem mais dolorosa que me vem à mente é uma que vi num e-mail do Duda, um bonequinho descendo por um escorrega cheio de gilete e caindo em uma piscina de álcool, mas tenho impressão que eu estou em situação bem pior! –O tom de Harry era frio e um pouco agressivo.

-Acalme-se Harry, podemos fazer um círculo de proteção ao seu redor e os contatos serão mínimos. – Lupin fala de modo calmo e seguro, já fazendo sinal para Arthur e Molly, que se colocaram a frente dele. – Hermione, Rony, vão cada um a um lado dele, Gina segue atrás com Tonks.

Sem mais discussões, todos assumiram seus postos e atravessaram a multidão com certo êxito, apesar de uma ou outra vez o contato ter sido inevitável. Assim que ultrapassaram a barreira mágica, Harry se sentiu um pouco mais aliviado, no entanto sua presença havia chamado bastante a atenção das pessoas, que infelizmente se aglomeraram para vê-lo passar, ocasionando novos toques. Assim que entraram no trem, Rony e Hermione foram para a cabine de monitores e Gina preferiu deixar Harry praguejando sozinho na cabine, o mesmo aconteceu com Neville e Luna, que ao verem o moreno resmungando e parecendo capaz de amaldiçoar o primeiro que visse, procuraram outra cabine.

Rony e Hermione saíram da cabine dos monitores e já iam voltar à cabine onde Harry estava, quando alguém os chamou. Ao se virar, Rony se deparou com Gina e uma bela loira, que usava um vestido leve e que se moldava bem ao seu corpo, o corte de cabelo e a maquiagem chamava atenção para seus olhos de um azul profundo e misterioso como o oceano. O ruivo estava tão hipnotizado, que só despertou quando sua irmã lhe deu um “gentil” chute na canela.

-Rony, acabei de perguntar a Mione e a você se tinham visto o Trevor, o sapo do Neville! Será que dá pra responder? –Gina pergunta impaciente.

-Não, eu não vi. Mas acho que o Neville devia por uma coleira naquele bicho! –Rony resmunga embaraçado por ter se distraído tanto com a loira, mas ao ouvir que ela ria de sua sugestão sorriu bobamente.

-Mione, você ajuda a gente a procurar o Trevor? –Gina pergunta após ver o estado de letargia do irmão.

-Eu ajudo a procurar! –Rony se manifesta tão repentinamente que as assusta. –Se nos dividirmos em duplas podemos achá-lo mais rápido. – A proposta vem junto a um olhar significativo a loira.

- Ok, então eu e Gina vamos na direção do fundo e você e a Luna pro lado oposto. –Hermione fala e Rony quase engasga com a saliva, os olhos saltando as órbitas ao ouvir o nome Luna. A garota loira e linda em nada lembrava a excêntrica amiga de Gina que conhecera no ano anterior.

-Por mim tudo bem, vamos logo então! –Gina apressa Hermione deixando Rony e Luna a sós.

-Vamos Rony? –A voz de Luna soou doce e suave, não havia o tom longínquo de quem estava em seu próprio mundo e aquilo quase fez Rony desmoronar, devido ao tremor que tomou suas pernas.

-Claro, vamos! –Rony a seguiu observando cada detalhe que misteriosamente havia deixado passar no ano anterior.

Hermione logo se despediu de Gina, se dirigindo a cabine onde Harry estava. Gina, que não poderia voltar tão cedo para a cabine onde estava, continuou caminhando pelo corredor do trem, até ouvir o que parecia ser uma discussão, vinda do banheiro masculino. Fazendo silêncio para tentar identificar quem eram, se aproximou sorrateiramente da porta entreaberta.

-A missão foi dada a mim, então é melhor não se meter Blaise! –A voz arrastada de Malfoy era inconfundível, apesar de nunca a ter ouvido soar tão fria e ameaçadora.

-Está com medo da concorrência, Draco? – O rapaz que devia ser Blaise, retrucou com certo deboche na voz, parecendo não se intimidar.

-O que você está querendo com essa insubordinação? Acha que pode me trair? –Draco agora soava não só ameaçador, mas tinha um tom altivo, como o de um general sentindo-se ameaçado.

-Não pretendo desrespeitar a hierarquia, não sou louco de desobedecer a Lua Negra, mas saiba que se falhar como o idiota do teu pai, eu vou estar bem perto para assumir seu posto. –O tom calmo e altivo de Blaise devia ter soado como uma provocação maior do que as palavras ditas, pois Gina ouviu um som seco e depois uma batida contra uma parede próxima dela e a seguir uma luz avermelhada.

Imaginando que não seria uma boa idéia continuar ali, a ruiva entrou rapidamente no banheiro feminino à frente. Esperou alguns minutos e depois saiu do banheiro olhando para os lados, esperando uma garotinha passar e entrar no banheiro atrás de si, antes de abrir cuidadosamente a porta do banheiro masculino, onde pôde ver Blaise Zabini caído no chão e aparentemente inconsciente. Examinou-o mais atentamente com o olhar e constatou que não havia sangue e que o sonserino continuava respirando. Achou mais prudente se afastar e depois contar a Harry, Hermione e Rony.

Antes de entrar na cabine, Hermione observou o amigo olhar pela janela com jeito vago, a respiração estava lenta e constante, o que era sinal de que ele deveria estar bem longe dali.

-Olá, está tudo bem por aqui? –Hermione pergunta retirando Harry de seu mundo interior.

-Sim, sem novidades. Onde está Rony? –Harry pergunta notando a ausência do amigo.

-Ajudando um aluno a achar um bichinho perdido. –Hermione fala vagamente, mas deixa escapar um sorriso, que não passa despercebido por Harry.

-Foi assim que nos conhecemos, não é? Você ajudando Neville. –Harry relembra com um meio sorriso, como se pudesse ver a cena novamente.

-Sim, foi um dia especial. –Ela tenta continuar a conversa, mas a expressão de Harry rapidamente muda, denunciando que seus pensamentos vagavam pela perspectiva errada da lembrança. - Depois da reunião na cabine dos monitores, perguntaram a mim e a Rony sobre a AD. – A mudança de assunto chamou a atenção de Harry, mas a expressão dele não se alterou, continuou neutra, indecifrável.

-Não creio que Dumbledore deixará que outra Umbridge assuma o cargo, então não há motivo para continuarmos. –Harry fala de modo impassível, deixando o olhar vagar pela paisagem.

-Eu não acho que deva pensar assim. –Harry se voltou para olhá-la, seus olhos analisando-a friamente. –Eu, você e Rony estamos treinando duro para estarmos preparados para a batalha, não acha que quanto mais gente se juntar a nós, mais forte ficaremos?

-Já arrastei vocês dois para esse inferno, não vou trazer ninguém mais comigo. –O tom era seco e desprovido de emoção, assim como os olhos que fitavam intensamente os castanhos.

-Harry, durante o tempo que estivemos juntos nesse verão soubemos de diversas mortes e desaparecimentos. A guerra já não se resume a Voldemort e a Ordem, agora ela está aberta e afetando a vida de todos. Sei que é dever da escola nos preparar para enfrentar isso e tenho certeza de que Dumbledore irá se assegurar que o professor de DCAT seja alguém preparado para a situação, mas a AD é diferente, vários deles estão interessados em fazer mais do que se defender...

-Porque adolescentes iriam querer participar de uma guerra Hermione? Eles só estavam interessados em se saírem bem nos N.O.M’s e N.I.E.M’s. –O tom de Harry agora estava mais duro, mostrando que ele estava irredutível.

-A tia de Susana Bones foi morta nesse verão. –Hermione disse e Harry não alterou a expressão, nem o jeito como a fitava. –Ela assim como outros querem entrar nessa guerra por motivos bem semelhantes aos nossos. Eles têm o direito de escolher se querem ou não lutar e se a escolha for a de enfrentar Voldemort e os comensais, porque não nos juntarmos a eles? –Hermione argumenta de modo incisivo, lembrando a Harry o jeito como ela defendera a criação do grupo no ano anterior.

-Se quer tanto assim formar essa milícia, sinta-se à-vontade, eu não vou impedi-la. –O tom de descaso de Harry a irritou, principalmente ao vê-lo se voltar novamente para a janela.

–Qual o seu problema, Harry? Quer se afastar de tudo e de todos? –Hermione retruca tentando conter a irritação, mas não obtendo muito sucesso. O olhar de confirmação dele acabando com sua paciência. –Não está vendo que está sendo egoísta e egocêntrico achando que seu problema é maior que o de todos?

-Se quer saber, estou sim preocupado comigo e com minha maldita vida! Que o resto do mundo se dane! –A voz de Harry estava carregada de raiva e revolta, já estava cansado daquela discussão. Hermione apenas se levantou e caminhou a passos duros em direção a porta da cabine. –Aonde vai? –Perguntou confuso com a reação dela, que não havia ao menos tentando lhe dar uma lição de moral.

-Me danar. –Hermione fala simplesmente antes de sair e por um feitiço trancando a porta da cabine.

Após o breve choque provocado pelas palavras da amiga, Harry resmungou uns bons minutos reclamando da sensibilidade feminina antes de adormecer. Decidido a aproveitar os poucos minutos de paz antes da chegada a Hogwarts.

Quando acordou, Harry reconheceu pela paisagem que já estavam chegando, então se trocou rapidamente e organizou suas coisas, só então notando que Rony e Hermione haviam passado ali e pegado suas coisas, deixando-o sozinho. Resolveu que falaria com os dois no caminho ao castelo, assim os dois podiam entender que quanto menos gente estivesse perto dele, menos problemas ele teria. Esperou um bom tempo após chegar à estação, queria evitar a aglomeração e agitação dos alunos, já tivera encontros desagradáveis o suficiente aquele dia para se submeter a mais esbarrões e cumprimentos “amigáveis”, no entanto, ao sair observou atentamente ao redor não encontrando nenhuma carruagem a sua espera, nem com seus amigos e nem vazia. Praguejou bastante e amaldiçoou a si, a Hermione e aos membros da AD por aquela discussão estúpida, durante todo o caminho que teve de fazer a pé até o castelo.

Ao chegar aos portões de Hogwarts, imaginou como entraria, mas estes se abriram para ele como se soubessem que era um aluno um pouco atrasado. Harry atravessou o jardim úmido pela fina chuva que o pegara no meio do caminho e adentrou no castelo sentindo-se grato pelo calor do Hall, então pegou sua varinha para se secar com um feitiço, mas ouviu os sons animados do salão principal, onde as pessoas comiam e bebiam sem aparentemente sentirem sua falta e resolveu subir para seu dormitório, havia perdido completamente a fome e a vontade de se unir aquelas pessoas. Entre uma e duas horas depois ouviu os rapazes entrando no dormitório, a cortina estava posta em volta de sua cama e por isso não pôde vê-los, assim como eles a ele, mas era fato que saberiam que ele estava ali. Contudo, em nenhum momento eles mencionaram seu nome, conversavam sobre garotas e suas expectativas bobas para aquele ano letivo, nem Rony quando se estabeleceu na cama a seu lado fez menção de falar com ele ou mesmo olhar dentro das cortinas para saber se estava bem.

Quando as luzes se apagaram, Harry ainda estava preso em seus pensamentos, era óbvio que Hermione havia colocado todos contra ele, em uma tentativa de que ele pedisse desculpas, mas não faria isso, não precisava deles e os veria provar seu próprio veneno, eles o procurariam e seriam tratados com o mesmo descaso. Treinou oclumência antes de dormir, havia adquirido o hábito desde que vira o quanto era necessário proteger sua mente, tendo aproveitado as férias para ler mais sobre o assunto.

No dia seguinte de manhã, ainda bem cedo, Harry passou na cozinha, onde tomou café da manhã e cumprimentou Dobby e Wink, a elfa parecia estar muito melhor e longe do vício. Depois de comer, Harry foi até o escritório da professora McGonagall, diretora de sua casa e se inscreveu nas aulas que faria, apenas as matérias necessárias para ser um auror. Estava seguindo para a torre da Grifinória para apanhar os materiais da primeira aula, quando foi jogado contra a parede.

-Achei que tinha sido esperto e fugido, Potter! –Draco fala rapidamente se aproximando e o abraçando por trás, seus braços se fechando sobre os de Harry. –Um corvo agourento me contou da sua maldição. Deve estar sentindo muita dor, não é? –A voz de Draco soava satisfeita e seu sorriso crescia à medida que Harry se debatia, agoniado. No entanto, não teria força para mantê-lo preso por muito mais tempo. -Isso é só uma pequena amostra de tudo que te aguarda esse ano, cicatriz. Eu vou fazê-lo se arrepender por ter posto meu pai em Azkaban, vou fazê-lo sofrer mil vezes mais que eu, antes de matá-lo!

Quando Draco o soltou, Harry caiu no chão sem forças, movendo-se apenas para se afastar de Draco e ficar de frente para o loiro, que saía rindo e sem olhar para trás, fazendo pouco caso de si. Não que ele pudesse fazer algo, havia perdido a sensibilidades dos braços e suas costas queimavam tanto que se sentia em chamas, seus músculos tremiam e ele desejava que Draco houvesse usado a maldição da dor ao invés de tê-lo tocado. Precisou de cinco minutos antes de ter força para se apoiar na parede e se levantar, depois a usando como apoio enquanto seguia para a torre de sua casa. Draco havia começado um jogo perigoso e ele revidaria de um jeito que o sonserino nunca mais esqueceria.

A primeira aula do dia fora feitiços, Harry se sentara propositalmente longe de onde ele e os amigos costumavam sentar, Rony e Hermione entraram um pouco depois conversando entretidos e se sentaram em seus lugares de costume. Harry observou-os pronto para dirigir seu sorriso mais frio e desdenhoso, mas estes em momento nenhum pareceram percorrer a sala com os olhos para saber se ele estava presente, muito menos olharam em sua direção. Irritado, Harry foi o primeiro a sair assim que o sinal anunciou o fim da aula, aquela birra já estava o aborrecendo e decidira se concentrar na vingança contra Draco.

Passou os horários vagos na biblioteca e almoçou rapidamente na cozinha, antes de ir para a aula de Herbologia. A professora Sprout assim que entrou pediu para que os alunos se dividissem em duplas, para trabalharem e Harry não se surpreendeu ao ver que Rony e Hermione já se afastavam aos cochichos.

-Eu posso fazer dupla com você, se quiser. –Neville se oferece e Harry aceita com um aceno.

Ao longe Harry ouvia a professora falar sobre o que fariam, mas sua atenção estava na dupla à frente, que ignorava sua existência, enquanto trocavam confidencias ao pé do ouvido. Uma coisa era os dois fingirem que ele não existia, mas outra bem diferente era se comportarem daquela forma, primeiro porque não se lembrava de ver os dois conversando por tanto tempo sem brigar e segundo, porque Hermione nunca deixava de prestar atenção em uma aula e se o fizesse não seria para ficar de segredinhos com Rony.

-Harry... Harry. –Neville chamou a atenção do moreno, que se virou contrariado. –A professora passou uma tarefa, então seria bom ter um pouco de ajuda, sabe. – o grifinório menos corajoso que Harry já vira parecia tremer enquanto falava.

-O que é para fazer? –Harry pergunta, decidido a deixar os dois de lado por enquanto.

-Temos que retirar esses caroços que estão no tronco da árvore, mas tem que tomar cuidado para não furar o dedo nos espinhos, porque podem provocar reações horríveis, principalmente se for alérgico. – As palavras de Neville soaram muito interessante para Harry, que acompanhou o movimento do parceiro enquanto este colocava grossas luvas para retirar os caroços.

- O que acontece exatamente se eu me furar sem querer nos espinhos? –Harry pergunta fingindo interesse pela planta, sabia que Neville responderia empolgado a tudo que fosse relacionado à Herbologia.

Durante o restante da aula Harry ficou sabendo que a seiva daquela planta podia fazer muito mal a pele provocando alergias graves, poderia cegar se respingasse nos olhos e que ainda era usada para fazer vários tipos de veneno. Como quem não quer nada, aproveitando da distração de Neville, ele perguntou como poderia usar a seiva da planta contra alguém, como um comensal por exemplo.

Assim que saiu da aula de Herbologia, Harry se dirigiu para a biblioteca, onde faria uma pesquisa sobre o que Neville lhe dissera e armaria um plano para se vingar de Draco. Demorou uma hora vasculhando vários livros até encontrar algo útil, então se espreguiçou tentando se esticar e aliviar a tensão do pescoço, acabando por flagrar Hermione olhando para ele, mas desviando o olhar rapidamente, aquilo o fez sorrir e então transfigurar seu tinteiro em um discreto espelho que posicionou na direção da morena, que estava na mesa ao lado. A morena o observara diversas vezes o que fez Harry ficar mais tranqüilo, mas não perder o foco do que teria que fazer. Assim que anotou a lista de ingredientes, saiu da biblioteca para as estufas, onde colheria a seiva de algumas plantas, depois conseguiria o restante dos ingredientes entre seus próprios materiais.

Na hora do jantar, Harry foi um dos primeiros a entrar no salão principal e se sentar a mesa da Grifinória, a ansiedade pelo plano o deixara faminto. Em poucos minutos o salão começou a encher e logo Hermione e Rony surgiram conversando animadamente com Lilá, Parvati, Simas e Dino, o que o fazia pensar que Hermione estava retomando a AD. Não foi tão grande surpresa para Harry eles se sentarem longe, perto de onde Gina estava e não lançarem sequer um olhar a ele, aquela rotina era entediante, mas não estragaria o bom humor que sentia.

Harry saiu mais cedo do salão principal e no caminho cumprimentou os irmãos Creevey, que o ignoraram e isto foi o suficiente para fazer com que corresse até a torre da Grifinória, não podia bater em todos os membros da AD, mas podia descontar tudo em Draco e seria isso que ele faria.

Munido de capa da invisibilidade e a poção que fizera, além do mapa do maroto, Harry foi até as masmorras e começou a preparar sua armadilha. Quando o jantar terminou, Harry teve apenas que se esconder em um corredor paralelo e então aguardar até a hora que Draco saísse para fazer sua ronda, seria simples e silencioso. Observou o mapa do maroto até que o pontinho com o nome de seu alvo surgiu, moveu-se para um corredor paralelo e apontou a varinha para o depósito que estava pendurado no teto. Draco passava apressado e Pansy vinha atrás parecendo resmungar algo, então Harry murmurou o feitiço e fez o líquido laranja viscoso despejar sobre Malfoy, que imediatamente começou a berrar de dor, causando pânico em Pansy, que ficou atordoada alguns minutos antes de sair à procura de ajuda. Harry se aproximou sorrateiramente do loiro que gritava, a pele estava vermelha e bolhas purulentas eclodiam até por baixo das roupas, ainda sem deixar que o loiro percebesse a sua presença, tirou a tampa de um pequeno frasco e despejou o conteúdo na boca do rapaz que ainda urrava de dor e ele se engasgou ficando ainda mais desesperado.

-Está doendo muito, serpente sonserina? –Harry fala com o mesmo tom de desdém que Draco usara para lhe provocar. Com um rápido olhar viu o pontinho de Snape surgir perto do corredor em que estava.

Harry se afastou rapidamente e viu o loiro tentar superar a dor para se por contra a parede procurando por ajuda, logo depois Snape apareceu seguido por Pansy. Sem querer ficar para ser pego, saiu rapidamente seguindo o mapa do maroto e só relaxou ao chegar ao salão principal, onde viu Rony e Hermione em um canto falando em voz baixa e quase grudados.

“Foi só eu virar as costas e Rony se aproveitou para avançar na Mione...” -Harry pensou entre irritado e chocado, tentando se aproximar para ver melhor o que estavam fazendo. - “No que estou pensando, não é como se isso fosse da minha conta, eles podem sair com quem quiser não é? Claro que isso explicaria o porquê não sentirem sua falta, eles já tem um ao outro, não precisam de ninguém para segurar vela.” -Harry se divide entre o que fazer ou não, mas só quando Gina se aproxima dos dois e chama a atenção para si, Harry resolve ir para seu dormitório.

Após um demorado banho, se deitou em sua cama ainda pensando no que estava acontecendo. Não queria se envolver com um bando de gente, dispensava seus olhares piedosos, já lhe bastara os membros da ordem e a própria Sra. Weasley durante as férias. Claro que não podia culpar Hermione por não entender aquilo, ela nunca passara por nada parecido antes, no entanto estava irritado pela que sentira durante o caminho tortuoso que fez do carro até a cabine, descobrira que as manchas escuras além de doer, coçavam muito quando eram maiores. Não se importou em viajar sozinho e estava disposto a conversar com os amigos no caminho até a escola, mas o descaso deles o irritou e passou apenas a querer descontar a raiva neles na primeira oportunidade que dessem ao vir falar com ele, no entanto Rony e Hermione pareciam estar se entendendo melhor que nunca. Talvez os segredinhos dela com Gina houvessem sido para que ela conquistasse o ruivo, o que faria essa discussão provocada por ela muito propícia para seus planos. Um namoro entre seus dois melhores amigos significaria o afastamento deles, coisa que em um primeiro momento lhe parecia bom, às vezes se achava sufocado pela presença deles, mas a verdade era que sentia falta dos dois, naquele momento estava ansioso para contar a Rony o que fizera com Draco, também queria saber de Hermione sobre os professores de DCAT, que ouviu boatos de serem dois e não um só.
Harry suspirou frustrado, em vários momentos durante o dia se virou para fazer um comentário e então lembrou que estava só, no ataque de Malfoy, se os dois estivessem lá não teriam deixado o sonserino fazer o que fez... a verdade era que seu dia seria bem diferente e provavelmente muito menos chato e sem graça, apesar do castigo a Malfoy ter sido uma grande exceção.

Parou seu cavalo alado cinza escuro com um suave puxar de rédeas. Olhou para baixo e viu a imponente fortificação de pedra que se erguia do oceano revolto, a construção exalava tanta magia, que sentiu sua montaria ficar agitada. Segurou sua varinha com firmeza e de sua ponta um raio dourado surgiu e se chocou contra o topo da fortificação causando uma explosão tão grande que grandes pedaços de pedra voaram a grande altura e uma onda gigantesca se ergueu encobrindo a construção por segundos, antes que descesse com sua montaria e invadisse a torre de segurança.

Seu corpo magro, mas forte pousou com suavidade no chão úmido, o cheiro de maresia se confundia com o cheiro de sangue, o qual podia sentir tão claramente quanto se o fluído vital estivesse em suas mãos. Caminhou por alguns minutos antes que ouvisse passos apressados sobre as poças da água oceânica, então lançou um feitiço no corredor e este atingiu alguém que gemeu e pareceu bater em outros, que fizeram um grande baque seco ao cair um por cima dos outros. Quando chegou ao fim do corredor viu cinco homens de uniforme negro com o brasão do ministério inglês e da Grã-Bretanha ao lado esquerdo do peito.

- Podem se unir a mim ou morrer de uma forma muito dolorosa. – Sua voz soou fria e sibilante. Viu os homens vacilarem, mas logo depois o atacaram.

Os feixes vermelhos voaram ao mesmo tempo em sua direção, mas com um movimento das duas mãos, um escudo de luz arroxeado rebateu todos os feixes, fazendo com que alguns aurores caíssem por cima da mureta da escada que dava acesso aquele corredor, e os outros aurores, talvez mais espertos se abaixarem para evitar o contragolpe.

Sentiu sua face se contorcer em um sorriso e sua mão direita se moveu para baixo bruscamente. Segundos depois um grande bloco de pedras caíra sobre os aurores, esmagando-lhes meio corpo. Os gemidos e lamentos preencheram o ar, assim como as súplicas por ajuda e piedade.

-Talvez fosse menos doloroso terem caído. Li uma vez que em grandes quedas as pessoas morrem antes de se chocar ao chão. –A voz fria continha um senso de humor estranho e gélido.

Continuou seu caminho deixando os homens para trás, com sorte eles rapidamente morreriam pela falta de sangue. Desceu alguns degraus e viu aurores surgirem na base da escada e aquilo lhe aqueceu a alma. A mão que apoiava no corrimão brilhou discretamente e o corrimão rachou daquela posição até a ponta próxima aos aurores, que liam seus direitos.

-Unam-se a mim ou morram. –Sua voz soou indiferente e cortou a fala do auror. Como ninguém se manifestou, acreditou que tinham preferido a opção dois.

Sem aviso os aurores lançaram feitiços, mas estes foram bloqueados pelos milhares pedaços de pedra que se dirigiam tão rápido quanto balas de uma metralhadora, na direção dos aurores, algumas com pontas tão afiadas que perfuravam a pele e a atravessavam com facilidade.

Terminou de descer as escadas e se dirigiu ao corredor de onde os aurores vieram, logo encontrando um infeliz que chegara atrasado. Pensou em lhe dar a mesma opção que oferecia a todos, mas isso não seria nenhum pouco divertido, então bloqueou o feitiço dele com uma mão e com a outra lançou uma bola laranja como se fosse uma bola de beisebol. A bola alaranjada produziu o efeito de um potente soco no estômago do auror, que bateu contra uma parede, largando sua varinha e vomitando o jantar.

-A pontualidade sempre foi uma das características que sempre apreciei entre os britânicos. –A voz fria e o toque gelado da mão de dedos finos e longos fizeram o auror virar seus olhos para si. Os olhos demonstravam o mais puro pânico e terror, o que lhe rendeu alguns segundos de vida. Assim que terminou de apreciar as sensações que provocara, sua mão brilhou e a cabeça explodiu em milhões de pedacinhos, deixando o corpo cair inerte no chão.

Após limpar alguns miolos das vestes, seguiu seu caminho eliminando alguns aurores e conseguindo quatro novos aliados, que cuidaram do patrulhamento dos corredores de acesso da prisão. Infelizmente após chegar a metade do caminho os aurores pararam de aparecer, lhe deixando um longo caminho monótono e sem diversão. Não que isso fosse algo bom, porque no momento significava que a única opção que eles teriam era a de se matar ou se deixarem assassinar por ele, que a cada passo ficava mais furioso.

Chegou à frente de um portão grande de portas duplas e feito de aço, podia sentir cerca de quinze aurores dentro do salão onde ficavam as celas dos presos mais perigosos, seus comensais. Iria abrir a porta, mas então parou a meio caminho, sorriu enquanto se distanciava e então pegou a varinha lançando o mesmo feitiço que lançara para invadir Azkaban. As portas abriram e foram lançadas com violência para dentro, bloqueando os feitiços lançados pelos aurores e fazendo-os se dispersar. Andou calmamente até o local onde os aurores estavam e logo conjurou um escudo mágico que devolveu os feitiços aos seus agressores, fazendo-os vitimas de suas próprias maldições.

- Sofram, vermes imundos! –Assim que sua varinha foi erguida, sentiu uma vibração intensa percorrer seu braço, uma energia quente percorreu seu corpo como eletricidade e chegou à varinha, segundos depois os aurores que estavam de pé caíram e se juntaram aos outros no chão, se contorcendo e gritando de dor. –Gritem mais forte, usem todo ar de seus pulmões!

Os presos se aproximaram da grade das celas e começaram a gritar em apoio ao mestre, rindo divertidos com o sofrimento dos carcereiros, amaldiçoando-os por terem lhe deixado trancados naquelas celas imundas, frias e úmidas. Somente quando alguns pareciam estar sofrendo um ataque epilético, a varinha foi abaixada e a maldição da dor cessou, junto com os gritos agonizantes. Agora os bruxos gemiam e se arrastavam pelo chão, pelo menos os que conseguiam, pois uma boa parte encontrava-se imóvel ou tendo convulsões.

-Vamos ver o que faço agora. – A voz apesar de possuir um tom indiferente, demonstrava que estava pensativo. Milhares de imagens ligadas à tortura, morte e destruição passaram-lhe pela mente até que se decidisse.

Andou até o centro do salão e expandiu sua mente para que tocasse as outras, identificando três nascidos trouxas. Com movimento de sua varinha os três foram afastados e acorrentados a três paredes.

-Sangues ruins, seres impuros que usam o dom divino, transformem-se no que realmente são. –A maldição proferida com asco e sadismo sai da varinha na forma de três raios verdes-musgos e atingem o peito dos três aurores.

Dando as costas para os três, que por enquanto estavam em silêncio, observa dois aurores que tentavam alcançar suas varinhas e outros dois que pareciam se recuperar. Usando uma fração de segundos para se decidir, faz grandes estalagmites surgirem do chão e com as mãos os faz flutuar e se posicionarem sobre as estacas, deixando-os cair de forma a ficarem empalados.

Voltou a observar os bruxos caídos e viu três que pareciam quase mortos, sorriu e os agrupou em um canto, caminhando até lá e os chutando com o pé para que olhassem para ele.

-Eu não permiti que ficassem quietos e nem que morressem. –A voz ganhou um tom imperativo e quase foi abafada pelos gritos de agonia que começaram a surgir do lado oposto do salão. Virou-se para olhar os três bruxos presos e sorriu ao ver que em seus membros a pele começava a ficar esverdeada, os músculos deviam estar começando a estirar e o sangue a diluir, em breve começaria a sentir o cheiro pútrido da carne em decomposição. –Agora, mantenham-se vivos e berrem bastante. –Completou antes de lançar um feitiço em cada um deles, não demorou a ver alguns caroços surgindo sob a pele.

Afastou-se e se deparou com os cinco restantes, queria que para aqueles a morte fossem um pouco mais lenta, então resolveu que deixaria seus colaboradores se divertirem um pouco. Fez um movimento circular com a varinha e as portas se abriram, rapidamente os presos saíram e tentaram pegar as varinhas caídas no chão, começando uma briga, já que não havia varinha para todos.

-Parem, seus selvagens! –A ordem foi obedecida imediatamente. Os presos se tornaram estátuas e ficaram observando o mestre, como se esperassem outra ordem. –Dividam-se em grupos, prendam os cinco e os torturem com ferros em brasa, chibatas, feitiços cortantes e qualquer outra coisa que possa gerar diversão sem matá-los ou enlouquecê-los rapidamente, afinal a noite está só começando.

Sem algazarra eles se dividiram entre os cinco e prenderam os aurores e carcereiros em correntes ligadas ao teto. Enquanto via seus vassalos providenciarem os materiais e organizarem o pequeno show, sentou-se em um trono de pedra que ergueu do chão, admirando os homens que agonizavam empalados, os que apodreciam e berravam a plenos pulmões e aqueles que estavam sendo devorados vivos e não paravam de tentar se livrar dos bichos carnívoros, tirando suas roupas e tentando arrancar os bichos de sua carne com as mãos, jogando-os longe ou esmagando-os.





N/A: Oi, fiquei feliz por muitos de vocês terem recebido bem a fic, prometo que tentarei não decepcioná-los e que não tiro essa fic do ar! Rsrsrrs

Resposta a comentários:

beca_bh – Desculpe por ter tirado do ar as suas fics preferidas, mas garanto que minhas intenções foram as melhores. Quanto as Nc’s, eu realmente não as quero em minhas fics, então não vou colocar Nc nessa fic, mas talvez haja uma ou outra seqüência legal para DG ou outro shipper, no entanto eu não tirei Harmonia do ar por causa disso.

Ellessar – Sim, a Hermione está interessada no Harry, só não imaginei que vocês fossem perceber tão rápido! Rsrsrs

*MaRy* -Quando li seu comentário fiquei boba, você adivinhou boa parte das coisas! Quanto aos cochichos da Mione com a Gina, acho que todo mundo já entendeu os motivos Né? Lilith não só volta como prof. De DCAT como vai causar polêmica com seu método de ensino.

LiLa_GraNgeR – Acho que esse cap supriu seus pedidos por ação não? Rsrsrsrs Me lembrei dos tempos de Sucessor escrevendo o final! ^^

N/A²: A maioria de vocês perguntou ou citou do quadribol, bem vai fazer falta, mas ele vai ter tanta coisa com que se preocupar, que eu acho que não vai sentir tanta falta assim. Falando em próximas emoções, não percam no próximo cap a aula de DCAT, as aulas serão como você nunca viu! rsrsrsrs

N/A³: Essa é uma fic com bom número de comentários por enquanto, mas tenho tido poucos comentários em outras, sei que muitos lêem e não comentam e nem votam. Sei que às vezes dá preguiça, mas acho legal vocês comentarem darem sugestões, fazerem pedidos e reclamarem de algo. Então pensando nisso resolvi mudar meu sistema de postagem, de agora em diante vai funcionar por prioridade. As fics têm sua lista de seqüência e agora passarão a ter uma prioridade também, então todas começarão com zero de prioridade e ganharam um ponto a cada cinco comentários, em um determinado dia vejo qual fic tem mais pontos e ela passa a ser a primeira na lista de atualizadas, se houver fics com a mesma prioridade vale a ordem de postagem! Então comentem bastante e não vale ser só “Atualiza!!!” tem que ser um comentário com conteúdo.

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