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13. Décimo Segundo Capítulo.


Fic: Marotos - Nem Tudo é o que parece ser...Primeira Temporada


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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~~> Décimo Segundo Capítulo...
“O último sonho”

Madrugada do dia 29 para o dia 30 de Maio...

[Modo Sonho On]

Liu estava novamente em uma sala toda decorada com balões coloridos, faixas com mensagens de “Feliz aniversário, Liu!!”, por algum motivo esse sonho parecia ainda mais real, ela fez um esforço para acordar, mas foi inútil. Ela, como anteriormente, não estava sozinha, Sirius e Douglas estavam lá também, e como ela sabia de outro sonho, Edu também estava. Novamente eles estavam sendo ameaçados por Marta e Nosferato.
- Não se preocupe Liu, não vou deixar que nada aconteça com você... – Murmurou Sirius no ouvido da garota. Novamente era como se ela tivesse vendo tudo aquilo acontecer de fora, como se ela fosse outra pessoa, ela não queria continuar sonhando com aquilo.
- Entregue a corrente... – Ordenou Marta que estava alguns metros de distância dos três. Edu estava por algum motivo fora do campo de visão do sonho.
- Eu não estou com ela! – Respondeu Liu.
- Agora! – Exclamou Marta em um tom agressivo, se aproximando de Liu, a adrenalina aumentava em seu corpo cada vez mais.
- Nunca! –Retrucou Liu com lágrimas nos olhos. As mãos de Sirius procuravam por algo que estava em seu pescoço,até Liu segurar uma de suas mãos como quem diz “Não faça isso...”.
- Está bem... – Começou o homem de olhos azuis. – Marta...acho que você deveria matar ela então... – Disse com um sorriso maléfico. – Você sabe que além dela ter que passar todo o dinheiro para nós hoje, você tem logo que pegar essa coisa... – Adicionou olhando para a mulher de longos cabelos negros.
- Se ela morrer nada vai vir para nós... – Pontuou Marta. – Ah menos que ela faça um testamento... – Adicionou sorrindo.
- Vocês acham que eu darei alguma coisa minha para vocês?! – Perguntou Liu irritada.Como ela já havia sonhado isso antes ela sabia exatamente o que ia acontecer nesse pesadelo, ela não queria ver quem havia morrido, não mesmo, mas acordar parecia impossível.
- É...vamos matar ela mesmo... – Disse Marta com sua varinha em mãos. – AVADA KEDAVRA!! – Exclamou apontando para Liu. Dessa vez foi possível ver alguém entrando em sua frente, não era Sirius, Sirius continuava de seu lado apertando sua mão.
O pesadelo novamente foi cortado por uma luz verde, seguida de uma escuridão profunda. Até que tudo tornou – se claro de novo...e lá estava ela debruçada sobre um corpo chorando.
- Porque você fez isso Edu?! – Ouviu ela mesma se perguntar enquanto chorava sobre o corpo do irmão. Então era ele que morria em seu pesadelo...

[Modo Sonho Off]


Novamente Liu acordou de seu pesadelo suando frio, mas dessa vez tomou cuidado para que ninguém notasse que ela havia acordado. Permaneceu em sua cama rezando para que nada acontecesse, se algo acontecesse de verdade ela não iria se perdoar nunca.
De sua cama ela viu a manhã chegando aos poucos, e ao notar que suas amigas estavam quase acordando ela fingiu estar no mais belo sonho.
- Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida... – Começaram à cantar Lele e Lily logo após pulando em cima de Liu que fingiu acordar com a música.
- Bom dia para vocês duas também... – Brincou Liu sorrindo marotamente.
- Vamos...vá se arrumar! – Exclamou Lele.
- Hoje você comemora a sua liberdade! – Completou Lily sorrindo para a amiga.
- “E assino a minha sentença de morte...” – Pensou Liu fingindo um sorriso para Lily. – Já vou... – Murmurou se levantando para ir se arrumar.
Após algum tempo desceram as três garotas, já prontas, todas com um sorriso no rosto.
- Pontas... – Começou Sirius ao ver Liu descendo as escadas. – Eu acho que tem alguém que faz aniversário hoje... – Disse sorrindo marotamente.
- Quem é?! – Perguntou James se fingindo de desentendido.
- Acho que é a Lily... – Brincou Remus.
- Hahaha... – Riu Liu da escada. – Nem adianta fingir que não sabe que o meu aniversário é hoje... – Disse sorrindo.
- O seu aniversário é hoje?! – Perguntou Sirius fingindo surpresa. – Juro que eu não sabia... – Adicionou com uma cara safada se aproximando de Liu.
- Não sabia não é?! – Perguntou Liu. – Também vou esquecer do seu desse jeito... – Brincou.
- Sério?! – Perguntou Sirius aproximando o seu rosto do de Liu.
- Mais do que sério! – Brincou Liu sorrindo marotamente.
- Que bom né?! – Começou Sirius. – Seu aniversário caiu em pleno sábado... – Disse sorrindo.
- Pois é... – Começou Liu. – Vou puder passar o dia todo na biblioteca! – Exclamou brincando.
- Nem pense nisso... – Começou Sirius. – Você vai passar o dia todo comigo... – Pontuou com uma cara safada puxando Liu pela cintura para mais perto de si.
- É meu aniversário e eu decido o que vou fazer o dia todo... – Disse Liu sorrindo. Mas ao olhar nos olhos de Sirius ela reviu o sonho e então o sorriso se desfez e ela sentiu – se tonta.
- Você está bem?! – Perguntou Sirius preocupado com a repentina tontura de Liu.
- Eu... – Começou Liu. – Eu tenho que ver o meu irmão... – Murmurou. Ela iria fazer de tudo para que o futuro não fosse que nem o sonho.
- Vem... – Murmurou Sirius. – Eu te levo até ele... – Disse sorrindo e oferecendo o braço para Liu.
- Até depois pessoal... – Despediu – se Liu saindo de lá junto com Sirius.
- Agora me conte o que houve... – Pontuou Sirius quando eles já estavam no corredor.
- Si... – Começou Liu. – Me promete que aconteça o que acontecer você não vai mostrar a corrente para ninguém... – Pediu.
- Eu prometo Liu... – Disse Sirius. – Mas o que houve?! – Perguntou preocupado.
- Só pesadelos... – Murmurou Liu com o coração apertado.
- Me conte o seu pesadelo então... – Pediu Sirius.
- Não quero te preocupar com coisas bobas... – Disse Liu sorrindo.
- Isso não é uma coisa boba... – Pontuou Sirius parando de andar e segurando o rosto de Liu delicadamente com suas mãos. – Liu, você é a pessoa que eu mais Amo, nada que te deixe triste é coisa boba... – Falou se aproximando de Liu.
- Eu prefiro não contar mesmo assim... – Pontuou Liu.
- Te Amo... – Murmurou Sirius logo após beijando os lábios de Liu de uma maneira mais apaixonada do que todas as vezes anteriores.
- Cof cof cof... – Alguém resmungou atrás do casal.
- Edu... – Murmurou Liu sem graça. – Eu estava te procurando! – Exclamou rapidamente.
- Correção... – Começou Edu. – Você estava se agarrando com o seu namorado... – Disse de brincadeira com um sorriso nos lábios.
- Isso também... – Pontuou Liu sorrindo de volta. – Mas eu realmente estava indo falar com você... – Acrescentou agora do lado de Sirius.
- À sós?! – Perguntou Edu confuso.
- À sós... – Respondeu Liu. – Até mais tarde Si... – Disse despedindo – se de Sirius com um beijo de leve.
- Até mais tarde... – Murmurou Sirius saindo de lá.
- O que houve?! – Perguntou Edu assustado com a cara de preocupação da irmã.
- Me promete que mesmo que armem uma festa surpresa para mim você não vai ir, nem você nem o Douglas... – Pediu com os olhos marejados.
- Você é louca... – Começou Edu. – Que idéia de festa surpresa é essa?! – Perguntou para disfarçar e Liu não perceber que eles tinham armado uma festa surpresa.
- Vocês não armaram nada então?! – Perguntou Liu aliviada.
- Lógico que não... – Respondeu Edu.
- Melhor assim... – Pontuou Liu sentindo como se um peso imenso tivesse saído de suas costas.
- Feliz aniversário maninha... – Disse Edu abraçando a irmã.
- Obrigada maninho... – Murmurou Liu sorrindo.
- Hey! – Exclamou alguém no corredor. – Feliz aniversário coisa pequena!! – Disse a mesma pessoa correndo para perto de Liu.
- Obrigada Douglas! – Agradeceu Liu abraçando o outro “irmão”.
- Hey ! – Exclamou Edu. – Eu sou mais importante do que ele... – Disse apontando para Douglas.
- Bobo... – Murmurou Liu voltando à abraçar Edu.
- Hey... – Recomeçou Douglas. – Eu tenho um presente para você... – Disse sorrindo.
- Eu não quero presentes... – Murmurou Liu sorrindo e parando de abraçar Edu.
- Vem com a gente...- Chamou Edu.
- Eu tenho escolha?! – Perguntou Liu brincando.
- Claro... – Começou Edu.
- Que não! – Completou Douglas e ambos puxaram Liu pelo braço.
Eles puxaram ela até chegar na sala de ambos, foi aí que Douglas cobriu os olhos de Liu com suas mãos, enquanto Edu ia buscar algo.
- Eu não gosto de ficar sem ver nada... – Pontuou Liu inquieta.
- Não vai demorar muito... – Disse Douglas.
- Já está demorando... – Pontuou Liu de braços cruzados.
- Chata... – Murmurou Douglas de brincadeira.
- Insuportável... – Retrucou Liu rindo.
- Cheguei! – Exclamou Edu com um embrulho em mãos.
- Parabéns coisa não muito grande! – Disseram Edu e Douglas juntos, enquanto Douglas tirava as mãos dos olhos de Liu.
- O que é isso?! – Perguntou Liu quando Edu lhe entregou o embrulho.
- Abra... – Murmurou Edu com um sorriso nos lábios.
- Posso mesmo abrir?! – Perguntou Liu brincando. – Não é uma bomba ou algo do tipo?! – Disse sacudindo um pouco o pacote que tinha alguns furinhos.
- Não faça assim com ele... – Murmurou Douglas com pena seja lá do que fosse que estava dentro do embrulho.
- Aiaiaiaiaiii... – Murmurou Liu começando à abrir o presente.
- Cuidado! - Exclamou Edu de brincadeira quando Liu abriu o embrulho.
- Ahhh!! – Gritou Liu no que Edu exclamou. – Nunca mais faça isso... – Adicionou ao ver que Edu estava de brincadeira com ela.
- Olhe o que tem na caixa... – Disse Douglas com um sorriso em sua face.
- Está certo... – Disse Liu finalmente tirando a tampa da caixa furadinha. – Que coisa mais linda!! – Exclamou ao ver um filhote de gato branco que tinha os olhos azuis feito duas safiras.
- Qual vai ser o nome dele?! – Perguntou Douglas.
- Vai ser... – Começou Liu pensando. – Edu! – Exclamou sorrindo.
- O que é que tem eu?! – Perguntou Edu confuso.
- Edu é o nome do meu gatinho agora... – Pontuou Liu com uma cara séria.
- Eu sei que eu sou um gato maninha! – Exclamou Edu rindo. Liu já estava com o gatinho fora da caixa e carregado pelas suas mãos.
- Ignore ele Eduzinho...ele é bobo... – Murmurou Liu falando com o gatinho.
- Hey! – Exclamou Edu. – Eu te dou o gatinho e eu sou bobo?! – Perguntou com uma carinha triste.
- Você tem razão... – Pontuou Liu. – Douglas...segura ele rapidinho?! – Perguntou entregando o gatinho para Douglas.
- Claro... – Respondeu Douglas.
- Você é o melhor irmão de todo o universo Edu!! – Exclamou Liu dando um forte abraço no irmão.
- Você que é a melhor irmã do universo! – Retrucou Edu sorrindo.
- Eu te Amo muito maninho...não sei o que seria de mim sem você... – Pontuou enquanto abraçava Edu e deixava uma lágrima lhe escorrer a face por causa da lembrança de seu pesadelo.
- Eu também te Amo muito maninha... – Começou Edu. – E eu te prometo que nunca mais vou te deixar só...nunca mais! – Disse também deixando uma lágrima lhe escorrer os olhos.
- Viu Eduzinho?! – Começou Douglas conversando com o gatinho. – É assim que irmãos devem se comportar... – Disse sorrindo ao olhar para a bela cena.
- Promete mesmo?! – Perguntou Liu ainda nos braços do irmão.
- Claro... – Respondeu Edu. – De hoje em diante eu vou estar sempre por perto, sempre! – Disse contente.
- E então... – Começou uma garota loira chegando por trás da mesa da Grifinória. – Tudo pronto para a festinha?! – Perguntou sorrindo.
- Tudo mais do que pronto Belzinha! – Respondeu Sirius feliz.
- Ela vai Amar a surpresa... – Pontuou Lily sorrindo.
- Acho que ela não espera que a gente esteja planejando essa festa... – Pontuou Lele.
- AHSduasdhau! – Riu James. – Do jeito que ela anda avoada ela nem desconfia mesmo... – Pontuou.
- Então eu, a Bel e a Júlia vamos depois com o presente principal, certo?! – Perguntou Thomas.
- Certo... – Respondeu Sirius. – Eu só não botei você e a Belzinha para irem juntos sozinhos porque se não vocês não voltariam... – Pontuou sorrindo marotamente.
- HAsudhasud! – Riu Bel. – Eu vou pegar o presente no salão comunal enquanto o meu Amorzinho e a Jú esperam do lado de fora... – Disse Bel.
- Isso mesmo Bel... – Falou Sirius sorrindo marotamente.
- Aonde a aniversariante está a propósito?! – Perguntou Thomas que estava abraçando Bel por trás.
- Conversando com o irmão... – Respondeu Sirius.
- AHsduahsud! – Riu Bel. – Foi abandonado é Sirius?! – Perguntou.
- Trocado Bel, ele foi trocado pelo irmão dela e o amigo do irmão dela! – Brincou James.
- Muito engraçadinho Pontas... – Murmurou Sirius dando língua para James.
- Quero só ver se você vai conseguir passar um dia todo longe da Liu... – Pontuou Remus.
- Putz! – Exclamou Sirius. – Tinha me esquecido desse detalhe... – Disse pensativo.
- Já fez o bilhete?! – Perguntou Lily.
- Não... – Respondeu Sirius. – Vou fazer imediatamente... – Pontuou tirando um pedaço de pergaminho e uma pena de seu bolso.
- Aí a gente entrega para ela e você já vai logo para a sala precisa... – Começou James.
- E logo depois a gente vai para a sala precisa também... – Completou Lily.
- Exato! – Exclamou Sirius feliz. – Mal posso esperar pela festa... – Disse sorrindo.
- Martinha... – Começou uma voz masculina. – Vamos para o castelo hoje?! – Perguntou com um olhar maléfico.
- Vamos sim... – Começou Marta.- Comemorar os dezoito anos da minha “querida” sobrinha... – Disse com um sorriso maldoso.
- Já falou com o diretor que a gente vai fazer essa pequena visita?! – Perguntou Nosferato com uma cara de santo.
- Falei... – Respondeu Marta. – E ele autorizou... – Acrescentou com um sorriso de satisfação.
- E como a gente vai fazer para saber onde ela vai estar?! – Perguntou Nosferato confuso.
- Simples... – Começou Marta. – Eu acho que eles vão fazer uma surpresa para ela, assim como fizeram no aniversário de quinze anos dela... – Disse sorrindo.
- Como você ficou sabendo disso tudo?! – Perguntou Nosferato com um belo sorriso nos lábios.
- Vamos dizer que eu tenho minhas fontes... – Murmurou Marta olhando para um bolo de cartas.
- Por isso que eu te Amo... – Começou Nosferato. – Você é muitooo inteligente!! – Disse enquanto abraçava a mulher.
- Vamos?! – Perguntou Marta. – Já está na hora... – Completou sorrindo.
- Vamos sim... – Respondeu Nosferato beijando os lábios de Marta e logo após saindo de lá com ela.
- Miauuuu!! – Brincou Edu imitando o gatinho.
- HAsduahsudha! – Riu Liu. – Não Edu, tente miar mais fino... – Brincou.
- Miau?! – Voltou a tentar Edu que estava sentado no chão junto com Liu e Douglas brincando de jogar um novelo de lã para o gatinho.
- Miau para você também Edu... – Brincou Liu dando língua para o irmão.
- Miaumiaumiau! – Exclamou Edu de brincadeira.
- Vixe! – Exclamou Douglas. – Ele pensa que é um gato... – Pontuou rindo.
- Penso não! – Começou Edu. – Eu sou um gato...- Acrescentou.
- Merlim... – Começou Douglas. – Isso é que dá você ficar iludindo o seu irmão, Liu...- Brincou.
- Bom... – Começou Bel. – Eu e o meu Fofo vamos aproveitar o dia enquanto não vamos para a sala precisa... – Pontuou. – Tchau para vocês... – Despediu - se saindo de lá com Thomas.
- Lá se foi um casal... – Disse Sirius rindo. – Pronto, já fiz o bilhete, quem vai entregar?! – Perguntou.
- Eu entrego! – Respondeu Lele sorrindo.
- Nem vem... – Começou Lily. – Você vai se esquecer... – Pontuou.
- Vou nada! – Exclamou Lele. – E eu vou entregar... – Completou pegando o bilhete da mão de Sirius.
- Não se esqueça, certo Lele?! – Disse Sirius olhando para Lele.
- Não se preocupe... – Pontuou Lele. – Disso eu não vou esquecer... – Completou.
- E se esquecer eu lembro... – Adicionou Remus piscando para Lele.
- Bel... – Começou Thomas, ambos estavam no jardim sentados sobre a sombra de uma bela árvore.
- Diga meu loirinho... – Murmurou Bel que estava apoiada no ombro de Thomas.
- Eu estou com um mal pressentimento... – Confessou Thomas com uma cara triste.
- Como assim?! – Perguntou Bel agora olhando para os lindos olhos de Thomas.
- Algo me diz que vai acontecer algo muito ruim hoje... – Começou Thomas com preocupação nos olhos.
- É só impressão meu loiro... – Começou Bel acariciando o rosto de Thomas. – Nada de mal vai acontecer... – Continuou. – O que vai acontecer é que vamos todos nos divertir na festa da Liu...só isso... – Completou sorrindo.
- É...deve ser só uma impressão... – Murmurou Thomas agora sorrindo. – Eu te Amo minha loirinha... – Disse em seguida beijando os lábios de Bel de uma maneira extremamente apaixonada.
- Eu vou nessa... – Começou Liu. – Vou procurar o meu namorado... – Disse piscando para Edu, com Eduzinho nos braços.
- Vá lá coisa grande... – Disseram Edu e Douglas juntos.
- Amo muitooo vocês dois... – Disse Liu antes de sair de lá.
- Vamos Edu?! – Perguntou Douglas com um sorriso maroto nos lábios.
- Vamos Douglas! – Respondeu Edu e ambos foram para a jornada até a sala precisa.
- Primaaa!! – Gritou Mary Kate no meio do corredor do castelo ao ver Liu andando com um gatinho no colo.
- Primaaaa!! – Respondeu Liu na mesma intensidade parando de andar e passando a olhar para Mary Kate.
- Feliz aniversário! – Disse Mary se aproximando de Liu para abraçar ela. – Que lindoo!! – Exclamou sorrindo. – Quem te deu?! – Perguntou curiosa.
- Meus irmãos... – Respondeu Liu sorrindo e abraçando Mary Kate tomando cuidado para não machucar o gatinho.
- Eles são uns fofos... – Disse Mary Kate enquanto se separava do abraço de Liu.
- Realmente... – Concordou Liu.
- Tenho que ir... – Começou Mary Kate. – Marquei um encontro com um gatinho da Sonserina... – Mentiu para ir para a sala precisa.
- Vá lá garota! – Exclamou Liu sorrindo. – Boa sorte... – Murmurou.
- Brigada prima! – Disse Mary Kate saindo de lá.
- Lá vem ela... – Começou Lele rindo ao ver Liu.
- Disfarça a sua cara Lele... – Pontuou Remus sorrindo para Lele.
- Sim senhor! – Brincou Lele.
- Olá casalzinho! – Exclamou Liu ao ficar em frente ao casal.
- Oi! – Responderam Lele e Remus juntos.
- Algum de vocês sabe me dizer aonde está o meu cachorrinho?!- Perguntou Liu brincando.
- Bom... – Começou Lele. – Ele me pediu para te entregar isso antes de ir falar com o Vovô Dumby... – Pontuou Lele entregando um bilhete para Liu.

“Me encontre na sala precisa às Oito horas...
Beijos, Sirius Black.”


Ao ler o bilhete o coração de Liu gelou. Não era possível, ela teria de fazer algo para impedir tudo isso.
- Ele está falando com Dumbledore?! – Perguntou Liu sentindo seu coração disparar.
- Sim... – Começou Remus. – Ele levou uma baita bronca hoje... – Pontuou com um sorriso maroto nos lábios.
- A Tia McGonnagal está retada com ele... – Completou Lele.
- Certo... – Murmurou Liu. – Eu...eu...eu vou procurar o meu irmão... – Pontuou se virando e indo correndo até a sala de seu irmão.
- Ela está estranha... – Pontuou Lele com uma cara confusa.
- Acho que ela desconfiou da festa, vamos chegar mais cedo... – Retrucou Remus.
- Realmente... – Começou Lele. – Vamos marcar para sete horas, e a Bel, o Thomas e a Júlia entram às oito... – Disse sorrindo.
- Só temos que avisar aos outros... – Completou Remus sorrindo.
- Para a sala precisa! – Exclamou Lele como se fosse uma super – heroína.
- HAsudhaus! – Riu Remus. – Te Amo doidinha... – Disse beijando Lele,e logo após partindo com ela para a sala precisa.
- Eduuuuuu!! – gritava Liu enquanto batia na porta da sala dele com uma mão e segurava o Eduzinho com a outra. – Abre logo essa portaaaa!! – Gritou de novo, mas ninguém abriu a porta. – Eduardo Weiss abra logo essa merda de porta! – Gritou desesperada.
- Isso são nomes senhorita?! – Perguntou uma voz feminina vinda de trás.
- Dane – se! – Exclamou Liu sem identificar a voz. – Abre a merda da porta logo Edu!! – Gritou mais uma vez.
- Detenção agora... – Pontuou a voz feminina.
- “Não, detenção hoje não” – Pensou Liu se virando e vendo a professora McGonnagal. – Mas é o meu aniversário... – Pontuou em uma tentativa de escapar da detenção.
- Feliz aniversário... – Começou McGonnagal. – Agora detenção até as sete! – Ordenou.
- Merda...- Murmurou Liu de cabeça baixa.
- Menos dez pontos para a Grifinória... – Notificou a professora.
- “Assim como eu vou impedir que eles estejam lá?!” – Se perguntou Liu, mas lembrou que a festa só seria às oito, ela teria uma hora para impedir tudo de acontecer.
- Gente! – Exclamou Lele na sala precisa, já era quatro horas e estavam todos arrumando as coisas. – Vão se arrumar, vamos precisar adiantar o horário da festa para as sete horas... – Disse sorrindo.
- Está bem... – Concordaram todos terminando de arrumar tudo.
- Nesse caso, nós vamos chegar quando?! – Perguntou Bel.
- Sete e cinqüenta... – Pontuou Remus sorrindo marotamente.
- Tudo beleza... – Disse Thomas. – Agora é melhor nos arrumarmos... – Completou.
- Vamos todos então... – Falou Edu. – Até as sete rebanho de alunos! – Brincou enquanto todos saiam de lá.
- “Aiaiaiaiaiiii...já são sete horas e vinte minutos, e nada dessa mulher me deixar sair daqui...” – Pensava Liu inquieta enquanto cumpria a sua detenção junto com o seu gatinho.
- Elisa Weiss... – Começou a professora. – Está liberada... – Disse.
- Até outro dia professora! – Exclamou Liu pegando o seu gatinho e saindo de onde estava feito uma flecha.
- Eu acho que ela não estava desconfiada... – Pontuou Remus para Lele.
- Eu acho é que ela deve ter se metido em uma baita de uma confusão... – Retrucou Lele.
- Daqui a pouco ela deve estar chegando... – Disse Edu sorrindo.
- Merlim queira que ela não tenha esquecido de vir... – Pontuou Sirius.
- Duvido... – Falou Douglas sorrindo marotamente.
- “É isso aí...são sete e meia, eu tenho meia hora para convencer todos de saírem daqui...” – Pensou Liu tirando o bilhete de seu bolso.
Ela abriu a porta que havia se formado na parede e viu um monte de balões e faixas, a sala precisa estava exatamente como em seus pesadelos. Começou a chorar mas não era de alegria como havia pensado ser em seu pesadelo, era de tristeza por se sentir no dever de não deixar aquela surpresa continuar. Estavam todos ali, como em seu pesadelo, menos Thomas, Bel e Júlia.
- Feliz aniversário!! – Gritaram todos que ali estavam, indo um por um dar um abraço em Liu, o último fora seu namorado, Sirius.
- Cadê a Júlia, a Bel e o Thomas?! – Liu perguntou preocupada lembrando de seu outro pesadelo.
- Já devem estar vindo... – Disse Sirius com um sorriso maroto nos lábios, estava tudo combinado e dentro de pouco tempo eles chegariam com o presente.
No corredor do salão comunal da Lufa – Lufa três pessoas estavam paradas.
- Até daqui a pouco meu Amor... – Disse Bel logo em seguida beijando levemente os lábios de Thomas.
- Vê se não demora viu?! – Pediu Thomas sorrindo para a namorada.
- Sim senhor... – Pontuou Bel entrando no salão comunal.
- Eu vou me encostar aqui... – Murmurou Júlia se encostando atrás de uma pilastra do corredor.
- Olá... – Murmurou uma voz masculina no corredor.
- Quem é você?! – Perguntou Thomas ao ouvir a voz, porém sem ver a pessoa.
- O seu pior pesadelo... – Pontuou o homem que se aproximava de Thomas cada vez mais.
- O que você faz aqui?! – Perguntou Thomas ao ver que era ele, o homem de quem Liu havia apanhado.
- Vim participar de uma festa... – Começou o homem de olhos azuis. – Só que tem um probleminha, eu esqueci aonde vai ser... – Disse com uma cara ameaçadora com uma varinha nas mãos como se quisesse alguma informação.
- E você espera que eu diga?! – Perguntou Thomas arqueando a sua sobrancelha direita.
- “Eu não acredito que eles vieram...” – Pensou Júlia. – “Eu pensei que eles só atacariam a Liu...” – Pontuou em seus pensamentos.
- Espero... – Começou Nosferato. – Ou você não sabe?! – Perguntou.
- Eu não sei... – Começou Thomas. – E o que eu tenho haver com isso?! – Perguntou com uma cara ameaçadora.
- Você deu azar de estar no lugar errado na hora errada... – Pontuou o homem de olhos azuis, havia muito ódio em seus olhos.
- Você não vai conseguir fazer nada de mal à Liu! – Retrucou Thomas admitindo então que conhecia a garota.
- “Não...eu não posso deixar que ele morra por minha culpa...” – Pensou Júlia encostada na pilastra.
- Você que pensa... – Disse o homem de olhos azuis deixando – se irritar ainda mais pelo simples fato da menção do nome da garota. – AVADA KEDAVRA! – Gritou, e um raio de luz verde saiu da ponta de sua varinha.
No momento em que Nosferato ia soltar a maldição em Thomas, Júlia entrou na frente, recebendo assim a maldição da morte, e caindo no chão sem mais puder respirar.
- Seu...seu... – Começou Thomas se debruçando sobre o corpo que estava em sua frente.
- Cale – se... – Pontuou o homem de olhos azuis, ele sabia que havia acabado de destruir a sua possível fonte de informação, Júlia.
- Não! – Exclamou Thomas olhando para o corpo frio de Júlia em sua frente.
- Me diga aonde está a sua amiguinha... – Mandou Nosferato querendo extrair alguma informação de Thomas.
- Nunca... – Murmurou o garoto debruçado sobre o corpo de Júlia. Lágrimas escorriam de sua face.
- Ela não vai precisar saber que você disse... – Começou o homem. – Acho que não vai dar nem tempo dela perguntar nada... – Pontuou.
- Não me proponha uma coisa dessas! – Exclamou Thomas em fúria.
- Melhor você pensar melhor garoto... – Começou o homem. – Ou então ficar calado... – Completou.
- Eu vou gritar e todos saberão que você está aqui! – Pontuou Thomas.
- Você não teria coragem... – Retrucou Nosferato com raiva.
- Quer apostar?! – Provocou Thomas que sentia a raiva o consumir.
- Cala a boca! – Gritou Nosferato.
- Não vou me calar seu idiota! – Exclamou Thomas com lágrimas nos olhos.
- Alguma última palavra?! – Perguntou Nosferato com um sorriso maléfico.
- Se mate... – Pontuou o garoto. – Você estaria fazendo a primeira coisa certa da sua vida... – Completou.
- Chega!! – Gritou o homem de olhos azuis.
- “Você não é metade do homem que você pensa ser...” – Pensou Thomas fechando os olhos abertos do cadáver de Júlia.
- Te vejo no inferno... – Pontuou o homem de olhos azuis com um olhar de fúria para o garoto que continuava chorando sobre o corpo da jovem. – AVADA KEDAVRA! – Gritou, e um flash verde de luz se fez no local novamente.
O corpo de Thomas caiu para trás, havia chegado o fim da vida dele, mas ele se mantivera honrado até o seu último segundo de vida.
- Uma pena... – Começou Nosferato tirando algo do bolso de Thomas. – Morreu em vão... – Murmurou saindo de lá com um papel escrito o local de onde seria a festa.
- Almofadas... – James começou, ele até então estava conversando com o pessoal. – Nós vamos ir procurar o Thomas,a Bel e a Júlia, certo?! – Perguntou.
- Vão lá... – Respondeu Sirius. – Eu, o Edu e o Douglas ficamos aqui com a Liu... – Pontuou sorrindo novamente.
- Até daqui a pouco... – Despediu – se James saindo com Lily, Remus, Lele, Peter, Mary Kate, e indo à procura dos dois atrasados.
- Agora é só esperar... – Começou Sirius. – Aceita dançar comigo?! – Perguntou para Liu que ainda não tinha conseguido falar uma palavra para acabar com a festa surpresa dos amigos, provavelmente ela só tinha tido um pesadelo, só isso.
- Sim... – Respondeu logo depois começando a dançar com Sirius enquanto Edu comia os doces antes da hora em uma mesa mais afastada, e Douglas sentava – se em uma cadeira que estava perto do casal. Era tudo tão igual ao seu pesadelo que chegava à assustar.
- Voltei!! – Exclamou Bel sorridente saindo distraída do salão comunal. – Demorei porque não encontrava o embrulho certo... – Murmurou sorrindo. – Amor?! – Perguntou Bel sem olhar para o chão. – Nãoo!! – Gritou aterrorizada levando a mão à boca ao ver dois corpos no chão, sendo que um deles era ele, Thomas.
Ela se abaixou, deixou o presente de lado, ficou ao lado de Thomas. Lágrimas escorriam pelos seus olhos ininterruptamente.Ele estava certo sobre algo de ruim acontecer.
- Acorda meu Amor... – Murmurou Bel passando a mão no rosto do falecido Thomas enquanto chorava. – Não me deixe só... – Continuou em meio à lágrimas. – Por favor meu loirinho... – Disse beijando – lhe os lábios de leve na esperança de que ele simplesmente acordasse. – Não!! – Gritou novamente, estava triste pelo seu namorado, temia pelos seus amigos, temia pelo seu próprio destino. O que seria dela sem ele?!
- Bel?! – Exclamaram várias vozes juntas.
- Ahh!! – Gritaram Lele, Mary Kate e Lily juntas cobrindo seus olhos ao ver dois corpos no chão.
- Aluado... – Começou James. – Leve as garotas para o salão comunal...e vá procurar por ajuda... – Murmurou.
- Sim Pontas... – Respondeu Remus indo ajudar as garotas que estavam aterrorizadas.
- Belzinha... – Começou James agachando – se ao lado de Bel. – Vem cá... – Disse abraçando a garota.
- James... – Murmurou Bel em meio ao choro. – Não é justo... – Disse chorosa.
- Ele está bem esteja lá onde ele estiver... – Tranqüilizou James. – Ele está em paz Bel... – Adicionou.
- Eu quero ele de volta James! – Exclamou Bel chorando ainda mais.
James apenas continuou abraçando a garota, deixando – a chorar em seu ombro.
Sirius e Liu estavam dançando ainda, estavam felizes, muito felizes. Quando de repente a porta se abriu fazendo um grande barulho.
- Vocês?! – Perguntaram Douglas e Sirius juntos. Liu estava de costas e ainda não tinha visto quem havia entrado, e Edu estava muito ocupado decidindo qual LP ele iria por para tocar, não notando assim a presença de ninguém.
- Vim aqui dar os parabéns à minha sobrinha... – Disse Marta já com a varinha em mãos.
- “Não pode ser...” – Pensou Liu antes de virar de frente para encarar a tia. Edu estava agora escondido em algum lugar. – “Edu...não...” – Pensou deixando uma lágrima lhe escorrer a face e virando de frente para a sua tia.
Sem nenhum motivo, Sirius, Liu e Douglas ficaram um ao lado do outro, como se quisessem se proteger. Sirius lembrou então de seu pesadelo e sentiu um aperto no coração.
- Viemos aqui só com uma missão... – Começou Nosferato. – Acabar de vez com o sofrimento dessa garota atrevida... – Pontuou.
- Não, a Liu não... – Sirius murmurou com medo.
- Então mande ela entregar tudo! – Retrucou Nosferato ao ouvir o murmúrio de Sirius.
- Deixe – a em paz! – Exclamou Douglas com bravura no olhar.
- Vocês vão fazer o que?! – Começou Nosferato novamente. – Chamar a mãe de vocês?! – Perguntou. – Porque a dela já está morta... – Adicionou.
- Nós... – Começou Douglas enquanto procurava por algo que parecia não estar com ele.
- Procurando a sua varinha não é?! – Perguntou Marta.
- Vocês não vão conseguir nada aqui, em breve o diretor dessa escola já vai estar aqui... – Pontuou Douglas. Estavam três desarmados, e um sumido, contra dois com varinha.
- Não se preocupe Liu, não vou deixar que nada aconteça com você... – Murmurou Sirius no ouvido da garota que tremeu e ficou em um estado lamentável de medo.
- Entregue a corrente... – Ordenou Marta que estava alguns metros de distância dos três, ela tinha cobiça nos olhos.
- Eu não estou com ela! – Respondeu Liu, não...era só mais um pesadelo, ela iria acordar a qualquer momento suando frio como nas noites anteriores.
- Agora! – Exclamou Marta em um tom agressivo, se aproximando de Liu. Sirius estava confuso e não sabia o que fazer.
- Nunca! –Retrucou Liu com lágrimas nos olhos. As mãos de Sirius procuravam por algo que estava em seu pescoço, até Liu segurar uma de suas mãos como quem diz “Não faça isso...”.
- Está bem... – Começou o homem de olhos azuis. – Marta...acho que você deveria matar ela então... – Disse com um sorriso maléfico. – Você sabe que além dela ter que passar todo o dinheiro para nós hoje, você tem logo que pegar essa coisa... – Adicionou olhando para a mulher de longos cabelos negros.
- Se ela morrer nada vai vir para nós... – Pontuou Marta. – Ah menos que ela faça um testamento... – Adicionou sorrindo.
- Vocês acham que eu darei alguma coisa minha para vocês?! – Perguntou Liu irritada. Faltava pouco para o pesadelo acabar e ela acordar...muito pouco.
- É...vamos matar ela mesmo... – Disse Marta com sua varinha em mãos. – AVADA KEDAVRA!! – Exclamou apontando para Liu.
Liu fechou os olhos esperando que acordasse em sua cama com suor em seu corpo.
Sirius apertou a mão de Liu e a protegeu ficando em sua frente.
Douglas viu uma quarta pessoa entrar em cena, era ele, Edu, que havia se lançado na frente de todos, recebendo assim o feitiço, e caindo sem batimentos cardíacos sobre o chão daquela sala.
- Droga... – Murmurou Nosferato. – Tem gente vindo para cá... – Pontuou ao ouvir passos do lado de fora. – Não pensem que se livraram de nós! – Exclamou puxando Marta como quem diz “Vamos logo, não devemos por tudo à perder”.
- A única maneira que você tem de escapar de mim é morrendo sua fedelha! – Pontuou Marta saindo de lá com Nosferato na hora certa.
Ao ouvir as palavras de Marta, Liu resolveu abrir os olhos, mesmo sabendo o que veria. Percebeu então que não era somente mais um de seus pesadelos, e que o corpo que estava em sua frente era de seu irmão.
- Porque você fez isso Edu?! – Perguntou Liu debruçando sobre o corpo do irmão enquanto lágrimas lhe caíam da face.
- Edu... – Começou Douglas em estado de choque, afinal ele havia visto o seu melhor amigo morrer, debruçando – se sobre o corpo do amigo também.
- Liu... – Murmurou Sirius. – Eu estou aqui para te proteger viu?! – Disse abraçando a garota que agora chorava em seu ombro.
- Edu, como você faz uma coisa dessas com a gente, cara?! – Começou Douglas em meio à lágrimas. – Você não podia ter morrido...como é que a gente vai ficar sem você?! – Perguntou novamente.
- Si... – Murmurou Liu. – É minha culpa...é tudo minha culpa... – Disse chorando.
- Não Liu... – Começou Sirius. – Eu que organizei a festa...a culpa é minha... – Pontuou.
- Mas eu poderia ter evitado tudo Si...tudo! – Pontuou Liu se debulhando em lágrimas.
- Shiuuu... – Murmurou Sirius. – Põe uma coisa em sua cabeça...a culpa não foi sua... – Disse abraçando Liu ainda mais forte.
- Sirius... – Começou Douglas que já havia se recomposto. – Deixa ela ficar um pouco só com o corpo do irmão...vem comigo... – Disse se levantando e puxando Sirius dali.
- Edu... – Começou Liu ficando bem do lado do corpo de seu irmão. – Só vou te dizer uma coisa... – Murmurou no ouvido do cadáver. – Eu vou vingar a sua morte... – Disse com lágrimas de raiva nos olhos. – Eu juro que eles vão pagar caro pelo que te fizeram...juro... – Murmurou passando a mão na face do seu belo irmão.
De repente houve outro barulho, e a porta novamente se abriu, era ele, o magnífico Dumbledore.
- Vocês estão bem?! – Perguntou o diretor, sua expressão não era nada boa. Ao seu lado estavam a Professora McGonnagal, o Professor Slughorn, o Professor Flitwick e mais alguns membros do corpo docente de Hogwarts, todos com suas varinhas em mãos.
- Bem, como eu posso estar bem com o meu irmão morto aqui na minha frente?! – Perguntou Liu olhando nos olhos do diretor, que automaticamente percebeu a raiva e o desejo de vingança da garota.
- O que aconteceu aqui Douglas?! – Perguntou Dumbledore olhando para Douglas que estava ao lado de Sirius.
- A Tia dela, aquela vaca... – Começou Sirius irritado. – Ela ia matar a Liu, mas o Edu não deixou! – Exclamou com raiva de Marta.
- Rápido...procurem – na pelo castelo, talvez ela ainda não tenha conseguido sair daqui... – Pontuou Dumbledore olhando para os professores que havia trazido consigo. – E você... – Disse apontando para Liu. – Venha comigo... – Pontuou.
- Não vou! – Exclamou Liu. – Não vou deixar o meu irmão aqui sozinho... – Disse chorando.
- Vá Liu... – Começou Douglas. – Eu vou ficar aqui com ele... – Disse tranqüilizando ela.
- Mas Douglas... – Começou Liu sem saber o que dizer.
- Vá...vai ser bom você conversar com ele... – Disse Douglas e Liu apenas se levantou e foi até o diretor.
- Saiba que eu não pretendo parar de sentir raiva da minha tia, não importa o que você for me dizer... – Pontuou Liu olhando nos olhos de Dumbledore.
- Venha comigo... – Falou Dumbledore calmamente olhando para a garota por cima de seu óculos de meia – lua.
- Sim senhor... – Murmurou Liu indo com o diretor para a sala dele.
- Sirius... – Começou Douglas olhando seriamente para Sirius. – Me prometa que vai ter paciência com a Liu...se eu conheço ela bem, daqui por em diante ela vai ficar insuportável... – Pontuou com preocupação no olhar.
- Eu vou sempre ser paciente com ela...eu te prometo... – Falou Sirius sério.
- Ela vai precisar de ajuda para superar essa perda...- Pontuou Douglas. – E você vai ter que estar ajudando ela, sempre... – Completou.
- Certo Douglas... – Concordou Sirius.
- Sinta – se a vontade...- Disse Dumbledore em sua calma de sempre no que adentrou a sua sala junto com a garota.
- Obrigada... – Murmurou Liu irritada, não que ela não gostasse do diretor, mas resolver conversar com ela justo naquela hora era algo muito desapropriado.
- Aceita um?! – Perguntou Dumbledore oferecendo um doce para Liu enquanto ambos se sentavam em cadeiras.
- Não obrigada... – Agradeceu Liu com uma cara de desinteressada.
- Você quer me dizer algo?! – Perguntou Dumbledore.
- “Você me chama aqui e eu quero dizer algo?!” – Pensou Liu. – Nada... – Respondeu calmamente.
- Nada mesmo?! – Perguntou Dumbledore encarando Liu como se estivesse lendo seus pensamentos.
- Mesmo... – Repetiu Liu. – Só que eu não vou descansar enquanto a minha tia e o namorado dela não estiverem sete palmos abaixo da terra! – Disse rapidamente com os olhos vermelhos tanto do choro quanto de raiva.
- Certeza de que isso vai te fazer feliz?! – Perguntou Dumbledore olhando para a garota.
- Absoluta... – Respondeu Liu com os olhos transbordando de desejo de vingança.
- Sabe... – Começou Dumbledore se levantando. – As vezes a vingança não é o melhor caminho... – Pontuou acariciando sua fênix que estava ali perto.
- Talvez fosse melhor eu morrer... – Pontuou Liu. – A morte pode ser o melhor caminho nesse caso... – Disse pensando em algo.
- Dê tempo ao tempo... – Começou Dumbledore. – Não apresse as suas ações... – Disse sorrindo. – Você saberá o que fazer um dia... – Completou.
- “O que ele quer me dizer com isso?!” – Se perguntou Liu com uma cara de ponto de interrogação.
- Agora pode voltar para lamentar a morte de seu irmão... – Pontuou Dumbledore. – Amanhã mesmo nós vamos enterrar ele e as outras duas vítimas... – Disse olhando para a mesa.
- Duas vítimas?! – Perguntou Liu assustada com a informação.
- Achei que você já sabia que não foi só o seu irmão que morreu... – Pontuou Dumbledore.
- Quem mais morreu?! – Perguntou Liu, lembrando – se de seu outro sonho, mas quem eram o garoto, e a garota loira?!
- Bom... – Começou Dumbledore. – Dois de seus amigos, Thomas e Júlia... – Disse Dumbledore em sua calma.
- Eu não acredito... – Murmurou Liu. – Por minha culpa três pessoas morreram... – Disse em pânico interno, com suas mãos na cabeça já.
- Não se culpe por algo que você não tem culpa... – Falou Dumbledore chegando perto de Liu que continuava sentada.
- Você não entende né?! – Perguntou Liu se levantando. – Se eu tivesse impedido a festa de acontecer ninguém morreria! – Exclamou chorando muito.
- Se a festa era surpresa, como você pretendia impedir?! – Perguntou Dumbledore como se quisesse que Liu lhe falasse algo.
- Eu já havia visto tudo em sonhos! – Explicou Liu respirando fundo. – Eu fiz de tudo para impedir a festa de começar... – Continuou. – Mas uma vez que me encontrei na festa surpresa, a felicidade foi tanta que desisti de acabar com o momento... – Confessou. – Mas se eu pudesse eu...eu... – Tentou continuar em vão.
- Você sabe que acabaria fazendo tudo de novo... – Murmurou Dumbledore.
- Provavelmente... – Confessou Liu. – Mas agora, agora eu só tenho um objetivo de vida... – Disse secando as lágrimas de seus olhos. – Eu vou vingar a morte de todos que morreram hoje, nem que para isso seja necessário eu morrer... – Pontuou.
- Pense bastante antes de fazer as coisas... – Começou Dumbledore.
- Obrigada pela conversa Professor... – Murmurou Liu. – Mas agora eu tenho que ir, preciso pensar em algo... – Disse dando as costas para o seu diretor e saindo de lá.
- Será que eles vão demorar muito conversando?! – Perguntou Sirius para Douglas, já tinham pessoas tirando o corpo de Edu de lá.
- Olha ela ali... – Pontuou Douglas apontando para Liu que estava adentrando a sala precisa e observando o corpo do irmão ser levado de lá.
- “Eu juro que vou te vingar Edu, juro...” – Repetia Liu mentalmente.
- Liu... – Murmurou Sirius indo abraçar a namorada. – Você está melhor?! – Perguntou ao abraçar ela.
- Sem dúvidas... – Respondeu Liu friamente.
- Vamos sair daqui... – Pontuou Sirius. Douglas estava agora ajudando a arrumar a sala precisa só que sem magia.
- Não... – Respondeu Liu imediatamente, se separando dos braços de Sirius. – Eu vou ajudar o Douglas a arrumar a sala... – Disse. – Só vou até o dormitório pegar a minha varinha... – Completou.
- Eu vou com você... – Falou Sirius segurando a mão de Liu.
- Certo... – Concordou Liu saindo de lá junto com Sirius.
- Mana... – Murmurou Lele quando Liu entrou no salão comunal. – Você está bem?! – Perguntou em seguida indo abraçar Liu.
- Estou... – Respondeu Liu. – Só vim buscar a minha varinha... – Completou saindo do abraço e subindo as escadas do dormitório.
- Ela está estranha... – Pontuou James.
- Também... – Começou Lily. – Acabou de perder o irmão e mais dois amigos... – Disse.
- E a Bel?! – Perguntou Sirius. – Cadê a Bel e o Rabicho?! – Perguntou preocupado.
- A Bel teve que ser levada para a ala hospitalar, o choque foi muito grande... – Explicou James.
- E o Rabicho está chorando na ala hospitalar também... – Começou Remus. – Acho que vão acabar dando uma poção para ele conseguir dormir, assim como fizeram com a Bel... – Adicionou.
- Só não entendo como a Liu não está chorando... – Pontuou James.
- Ela foi conversar com o Dumbledore... – Começou Sirius. – Acho que isso deve ter ajudado... – Completou.
- Eu acho que ela está é consumida pelo desejo de vingança... – Pontuou Lele. – Eu vi os olhos dela, a maneira com que ela me abraçou... – Adicionou.
- Você não acha que ela vai resolver viver só para se vingar não, né?! – Perguntou Lily preocupada.
- Eu, sinceramente, acho sim... – Respondeu Lele, logo após vendo Liu descer as escadas.
- Até mais tarde... – Disse Liu dando um selinho em Sirius e saindo de lá do salão comunal.
- Eu disse que ela estava estranha... – Murmurou James.
- Eu vou atrás dela... – Disse Sirius.
- Almofadas... – Começou Remus. – Talvez fosse melhor você deixar ela conversar um pouco com o Douglas... – Pontuou. – Talvez seja isso que ela queira... – Adicionou.
- Certo... – Concordou Sirius. – Então eu vou ficar aqui esperando por ela... – Pontuou sentando – se no sofá.
- Douglas... – Começou Liu ao entrar na sala precisa que agora só tinha Douglas e um gatinho.
- Olha só quem estava perdido... – Começou Douglas com Eduzinho no colo.
- Eduzinho... – Murmurou Liu pegando o gatinho do colo de Douglas e carregando – o.
- Liu... – Recomeçou Douglas. – Você sabe que pode contar comigo para o que der e vier, afinal, eu sou seu irmão também... – Disse abraçando Liu.
- Eu sei Douglas... – Começou Liu. – E eu vou precisar de sua ajuda... – Murmurou. – Vai ser segredo nosso... – Pontuou.
- Não vai fazer besteira, certo?! – Perguntou Douglas preocupado.
- Não...não vou fazer uma besteira... – Respondeu Liu com um olhar de quem tramou algo.
- Então... – Começou Douglas. – Pode contar comigo! – Adicionou.

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