Rony, Luna e Gina adentraram o quarto de Bicuço, tentando ser o mais silenciosos possível. Seguidos de perto por Fred, Jorge, Angelina, Katie, Débora e Carlinhos. Se todos tivessem marcado para se encontrar ali, talvez não desse tão certo.
- Olha quem está aqui! – soltou Rony, rindo.
Harry, Hermione, Draco, Bebel e Amy já se encontravam no ambiente e conversavam animadamente, exceto o loiro, que se mantinha calado na medida do possível.
- E aí, cara? – fez Rony, se aproximando do amigo.
- Senta aí, pessoal. – pediu Amy, abrindo mais espaço no sofá. – Acho que agora a turma está completa! Já podemos dar início às novidades...
- Amy, você acabou por não contar direito como escolheu em quê pretende trabalhar. – murmurou Gina.
- Bem, eu resolvi estagiar na área de pesquisas, embora tenha sido bastante tentador o convite que recebi do Esquadrão para Reversão de Acidentes Mágicos. Talvez eu seja mais bem sucedida nele. – contou. – E as pessoas de lá são maravilhosas!
- E você, Bebel? – indagou Luna.
- Também estou na área de pesquisas. Mas foi o único pelo qual me interessei, é algo com que gosto de mexer... – ela comentou. – E você, Mione? Alguma novidade?
- Tirando o fato de eu ter sido nomeada monitora-chefe, acho que nada demais. – disse com um leve sorriso no rosto. – E você, Malfoy, creio que também tenha sido nomeado, não?
- Na verdade, sim. – ele limitou-se a dizer. – E você? Recuperou-se do ataque?
- Sentia pontadas de dor nos primeiros dias, mas nada que fosse insuportável. – ela sentiu-se grata pelo interesse do garoto e preocupação.
- E quanto ao casamento de Gui e Fleur? – perguntou Luna.
- Sairemos daqui no dia dois ao fim da tarde. – respondeu Hermione, antes mesmo que um dos Weasley presentes pudesse se manifestar.
- Então participaremos da preparação e organização da festa, não? – fez Amy, conclusiva.
- É mais ou menos isso. – disse Carlinhos. – Mamãe fez questão de levá-los todos para A Toca. Disse que quer todos sob seus olhos.
- Mas não passa do excesso de preocupação e superproteção dela. – Débora completou, antes que as palavras de Carlinhos fossem mal interpretadas.
Mas os gêmeos trataram de invalidar sua colocação e poluir o ar da conversa.
- Em outras palavras... – começou Fred.
- Ela acha que são criancinhas irresponsáveis e que poderão aprontar alguma em sua ausência. – completou Jorge.
- Nas entrelinhas: aprontar algo entre vocês. – murmurou o primeiro num sussurro.
- Sofremos um bocado com isso quando saímos de casa e levamos as garotas conosco. – afirmou o outro, fazendo cara de lamentação.
- Mas vejam bem, são seis adolescentes, hormônios a flor da pele e... bem... – Katie fez uma pausa, ponderando a melhor maneira de se colocar. – Se olharmos por um ponto mais “maldoso”, por assim dizer, temos três casais. – observou.
Harry e Hermione se entreolharam, logo depois procurando por socorro nos olhos de Gina e Rony. A ruiva mostrava-se desconfortável com os rumos que a conversa tomava a cada colocação.
- Lógico, claro, que isso pode não passar de uma hipótese. – interveio Angelina. – Maluquice de Fred e Jorge, com uma pitada de malícia da Katie. – repreendeu os três com um olhar.
- É, porque não consigo ver uma Weasley e um Malfoy juntos. – deixou escapar Débora, para desespero dos seis adolescentes, em especial, de Gina.
- Todos sabemos da rivalidade entre os Weasley e os Malfoy, não é segredo para ninguém. – murmurou Bebel. – Mas não é impossível. Quando foi que disseram que um Malfoy e uma Weasley, neste caso, não poderiam se amar e ficar juntos? Onde está escrito isso? Há alguma lei que impeça um relacionamento entre dois indivíduos dessas famílias? – disparou. – Não! Simplesmente nada que impeça de acontecer. É algo tão normal, como em qualquer outro casal. E pode, sim, vir a acontecer. – declarou por fim e Gina teve a plena certeza de que quando contara com Bebel para uma aliada, não julgara errado.
- Você realmente acredita nisso? – fez Carlinhos, deixando transparecer uma ponta de ceticismo.
Gina e Draco sentiam-se verdadeiros pivôs daquela discussão agora. Entreolharam-se. A ruiva parecia aflita e o loiro, surpreso com as colocações de Bebel. Não esperavam uma atuação tão intensa da morena de olhos acinzentados.
- O que vocês têm é uma imagem e uma opinião formada do que é um Malfoy, uma impressão muito errada de nós. – soltou, revelando-se também uma Malfoy.
- Você é... – começou Fred surpreso.
- Prima do Draco? – ela completou a pergunta. – Sim. – respondeu, sem seguida apresentando-se. – Isabella Bonstrong, prazer.
Não precisava dizer mais nada.
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Cerca de meia hora depois, desceram todos para o salão, ainda ocupado por poucas pessoas.
- E aí, Harry? Beleza? – fez Tonks, se aproximando do garoto.
- E aí, Tonks? – a morena de cabelos rosa chicle o abraçou.
- Parabéns e juízo! – desejou. – Seu presente está guardado junto com o dessa moça aí. – apontou para Bebel. – Não é, dona Isa?
- Está em nosso quarto. Entrego-te quando subirmos. – disse a outra.
Muitos dos que estavam ali presentes já haviam lhe desejado parabéns.
- Mamãe chegou. – disse Amy, caminhando em direção à mãe, que segundo dissera mais cedo, não via já há alguns dias.
Draco puxou Isabella para longe do grupo e, já a um canto, deu inicio a uma conversa.
- Você ficou maluca? – perguntou.
- Asseguro-lhe que estou em sã consciência. Mas por que a pergunta?
- Bebel, não se faça de burra, porque você não é! Você estava num quarto com quase todos os Weasley, falando de uma possível união entre mim e a Gina, sabendo que eles a crucificariam se soubessem dessa história e acha que está certa?
- E se estivesse errada, de que importaria? Prometi ajudar vocês e acho que eles têm que enxergar que estão se precipitando ao achar que possa não existir nenhum envolvimento entre os Malfoy e os Weasley, principalmente por acharem que todos nós somos como seu pai. – ela murmurou amargamente. – Agora eles sabem que nós convivemos com eles, temos uma relação no mínimo amigável e respeitosa, como no seu caso, e de um grau elevado, como no meu.
- Estamos falando de uma briga antiga, Bebel! Coloca isso na sua cabeça! – ele insistiu. – É briga de gente grande e você não é páreo para nove. Somos dois contra nove, Bebel, nove.
- E eu vou te corrigir mais uma vez, querido Draco. – ela disse, apertando as bochechas do primo, fazendo voz de criança. – Somos três. Esquece que a Gina é Weasley mas é tão pivô dessa história quanto você? E também podemos contar com a imparcialidade de Hermione e da Lovegood, que já disseram estar do lado em que estivesse a felicidade de Gina. – ela apontou. – Harry também é indiferente a isso. Não vai contra nem a favor. Amy vai estar do lado da Gina sempre. E no fim das contas somos páreo para eles, sim.
- Perdemos apenas por dois. – ironizou Draco. – Ok. Não vou discutir com você, sei que não tenho chance. Daria uma excelente oradora dos tribunais do Ministério da Magia e tenho certeza de que ganharia boa parte das causas, senão todas. – exagerou.
- Obrigada, meu amor. – ela abriu um falso sorriso simpático, enquanto fulminava o primo com os olhos. – Vou pensar com carinho na sua sugestão, prometo!
Se tinha uma coisa que, na opinião de Isabella, Draco tinha afiadíssimo, era o seu poder sarcástico, irônico. Ele sabia como contrariar e alfinetar uma pessoa, fazê-la se irritar. Por seu temperamento pacífico, ela conseguia contornar aquele gênio difícil do primo, por outro lado, era tão irônica quanto ele.
Se juntou a Amy, Harry e Hermione novamente, que estavam embalados numa animada conversa com Alissa Vector.
- Sirius costuma chegar tarde do trabalho. Creio que hoje, ao menos antes das nove, estará aqui. – comentou Alissa.
- E quando vocês casam? – perguntou Isabella, curiosa.
- Bem, ainda não temos uma data prevista, mas acredito que no feriado da primavera.
- Nossa! Data bem escolhida, hã? – fez Hermione, admirada. – Também podemos ver pelo nosso lado. Acho que seria o único feriado que poderíamos vir.
- Eles escolheram depois de muita discussão. – Amy entregou. – Mamãe queria na primavera pelo fato de ser uma estação mais amena e o único período que teria livre em Hogwarts, e papai queria uma época em que pudessem vir.
- Bem, o Natal deste ano irei passar com meus pais. A Páscoa é poucas semanas após a primavera e eu julgo impossível de se realizar um casamento, associado ao aniversário do Rony. – disse Hermione. – Realmente, a data foi bem pensada.
Um canto mais distante, Draco vira Gina sentada à uma mesa comprida, sozinha. Parecia absorta em seus pensamentos, afogados num cálice cheio de suco de abóbora. Os olhos percorriam, ansiosos o aposento, observadores. Sentou-se ao seu lado, porém, virado de costas para a mesa, os braços apoiados sobre esta.
- O que ela disse?
- O que nós já sabíamos. – ele murmurou, tentando ser o mais discreto possível. – Ela realmente entrou de cabeça nessa história. Está disposta a enfrentar sua família, se preciso.
- E é isso que vamos fazer. – declarou a ruiva. – Será preciso, se quisermos ficar juntos.
- Então me vejo obrigado a me preparar para o pior.
- É melhor pensar no pior, porque o que vier de melhor, é lucro. – murmurou a ruiva, antes de beber mais um generoso gole do seu suco.
Aos poucos, em pequenos grupos, as pessoas que ocupariam a casa nos próximos dias para ajudar na missão mais recente da Ordem iam chegando e a população aumentando. Há pouco, chegaram Remo Lupin, Gui, Fleur, Minerva McGonagall, Severo Snape, Sibila Trelawney e Dumbledore.
- A reunião começará às nove. E depois dela, consideramos a missão ativa. – disse Dumbledore para dos três, antes de adentrar o salão.
- Vai esperar o restante do pessoal, não?
- Falta apenas o pessoal do Ministério, segundo mamãe. – comentou Gui. – O primeiro grupo grande chegou mais cedo. Débora, Tonks, papai, Fred, Jorge, Angelina, Katie e Carlinhos. Isabella e Amy chegaram junto com eles e Draco Malfoy, conforme Alvo pediu.
- Excelente!
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- Garotos, acho que poderão juntar-se na sala de visitas. Agora usaremos o salão para a reunião da Ordem e vocês...
- Nem vem, mamãe! Agora todos somos maiores de idade, temos o direito de participar. – interrompeu Rony. – Bom, à exceção da Gina e da Luna, claro.
- Rony, você não vai discutir comigo. – a Sra. Weasley alteou a voz, o que chamou a atenção de Arthur e Lupin.
- O que está acontecendo aqui, Molly? – perguntou o Sr. Weasley.
Lupin lançou um olhar significativo à Harry e Hermione, únicos que eram oficializados na Ordem, como dissesse para permanecerem calados.
- Eles querem participar da reunião, Arthur. Você vai permitir isso? – perguntou indignada, generalizando a sua colocação.
- Eles são maiores agora, Molly. – interveio o Sr. Weasley. – Ninguém pode impedir.
- Se quiserem participar, é uma escolha deles. – acrescentou Lupin.
- Vou chamar Dumbledore! – a Sra. Weasley saiu atrás do diretor.
- Tudo pronto, Molly? – perguntou Dumbledore, ao vê-la se aproximar.
- O pessoal avisou ainda há pouco que está saindo do Ministério, mas não é a isso que venho lhe falar. – ela respondeu. – Os garotos insistem em participar da reunião. Não Harry e Hermione, claro, mas Rony.
- E nós nada poderemos fazer. Já têm idade para se tornarem membros da Ordem. – declarou, serenamente. – Inclusive, Molly, Gina já está incluída em nossos planos. Hoje iremos oficializar sua entrada, assim como a das outras meninas, Isabella e Amy.
A Sra. Weasley deixou-se cair no sofá.
- Mas... Como?
- Está nos meus planos para esta reunião, explicar-lhes tudo o que irá acontecer. Mas devo adiantar que o treinamento programado para Harry e Hermione sempre incluiu Gina e agora inclui outras pessoas. Gina faz parte dos meus planos há um ano.
A campainha tocou e Molly levantou-se, estupefata, para atender a porta.
Sirius, Quim Shacklebolt, Denise Haley e mais duas mulheres, que Harry e Hermione imaginaram ser Thais Oprah e Suzana Fletcher, adentraram o salão.
Molly Weasley fechou a porta do salão às suas costas e, ainda inconformada, pôs-se ao lado do marido. Sirius falou rapidamente com Harry e se aproximou de Dumbledore, aos sussurros passando informações.
- Muito bem, vamos começar. – disse Dumbledore, ao que todos silenciaram. – Boa noite a todos, antes de tudo. – começou. – Esta noite oficializo a entrada de Virgínia Weasley para a Ordem da Fênix, embora já faça parte da mesma há cerca de dez meses.
Rony, assim como os demais, olharam surpresos para a ruiva. Apenas Dumbledore, Harry, Hermione, Sirius, Lupin e Alissa pareciam saber daquilo, além da própria Gina.
- Sei que a Ordem conta com o trabalho voluntário de bruxos que lutam contra Voldemort e seus seguidores, mas gostaria de convidar algumas pessoas para participar dessa batalha de anos, que travamos com as forças das trevas. – ele voltou o olhar para um ponto específico, onde Isabella, Amy e Draco se encontravam. – Isabella Bonstrong e Amy Black, que já participaram de pequenos projetos coligados à Ordem, podem considerar-se convidadas. Caso queiram participar, permaneçam aqui, caso contrário, peço que se retirem.
As duas sorriram entre si e olharam para Dumbledore, confirmando algo com a cabeça. Um colar com uma pequena pedra se materializou em seus pescoços, assim como no de todos os outros membros.
- Este é o colar que todos os membros da Ordem usam quando ainda ativos. É um novo recurso adotado por nós para a própria segurança. Um traidor ou alguém que deixa de fazer parte de nós, tem a pedra autodestruída. – explicou Thais Oprah.
- Thais e eu estudamos a pedido de Dumbledore sobre este tipo de encantamento e usando a alquimia, algo que trabalhamos em nosso cotidiano, conseguimos desenvolver tal colar. – acrescentou Suzana Fletcher.
- Muito bem. A aqueles que não sabem, Harry e Hermione também fazem parte da Ordem da Fênix, estes há exatos doze meses.
Desta vez, apenas Rony parecia realmente surpreso.
- Por que nunca me contaram? – perguntou.
No entanto, antes que os outros dois pudessem pensar no que falar para o amigo, Dumbledore tomou a palavra novamente:
- Atendendo a meu pedido, eles não contaram. Sabia que iria querer participar por ter seus melhores amigos num exército contra Voldemort, sendo menores de idade, como você e por sua mãe não concordar, pedi-lhes segredo. – uma pausa. – No entanto, hoje você poderá participar. Depende apenas de sua própria vontade. – seu olhar recaiu, desta vez, sobre Draco. – Após todo um ano treinando Defesa Contra as Artes das Trevas, você, Draco, assim como os outros, mostrou-se digno de confiança e também poderá participar da Ordem, caso seja de sua vontade.
- A única coisa que me impediria de tal coisa era meu pai, que no entanto, nada pode fazer hoje. E eu quero, sim, ajudá-los, como puder. – e a pedra se materializou em seu pescoço.
- Acho que a sua pergunta pode considerar-se respondida, não, Harry? – perguntou Dumbledore sorrindo, referindo-se a algo que Harry lembrava-se muito bem. – E você, Hermione?
Hermione contou tudo o que tinha escrito na carta à Gina.
- Engraçado...
- Também não entendi o porquê de Dumbledore ter chamado o Malfoy. Você leu o que ele disse? Não dá para entender... Isso é muito estranho! – disse Hermione.
[...]
- O que o Dumbledore queria?
- Ele quer que eu, você, a Mione, a Gina, a Luna e o Malfoy...
- O Malfoy? Que é que ele tem com isso? – fez Rony com cara de quem comeu e não gostou.
- Se você não me interrompesse eu poderia contar. – disse Harry. – Bom, ele quer que nós façamos umas aulas extras de Defesa Contra as Artes das Trevas para o caso ter termos que enfrentar Voldemort novamente. – Harry parou por ali. Não tinha contado a Rony sobre a profecia.
- Mas o que o Malfoy tem com isso? – repetiu Rony.
- Eu também não sei! Dumbledore só disse “Não se preocupe. Saberão em breve o que ele tem a ver com isso. Em breve terão as respostas...”. Não entendi também o que ele quis dizer com “Em breve terão as respostas...”. Só resta esperar esse breve chegar. – disse Harry.
Harry e Hermione baixaram os olhos tentando segurar o riso.
- Agora está na hora de falar sério. – Dumbledore assumira um tom sério, mas sem se desfazer de seu costumeiro semblante brando. – As Horcruxes.
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Estavam todos sentados à mesa de jantar, após uma cansativa reunião. A partir daquele dia, todos os membros da Ordem estariam em busca das desaparecidas Hocruxes de Voldemort. Os garotos até tentaram entrar no esquema, mas foram impedidos. Finda a reunião, Dumbledore chamara Harry, Hermione e Gina a um canto.
- Vou forçar a convivência de vocês e creio que não poderei deixar escolha. – afirmou. – Vou enviar Draco Malfoy com vocês para a Casa dos Gritos. E não estou perguntando se concordam. Estou apenas comunicando.
Gina se segurou para não gritar de alegria. E, ainda em silêncio, acompanhou os outros até a mesa onde estivera sentada antes de a reunião começar.
- O jantar está servido! – avisou a Sra. Weasley, ao que todos, de forma organizada, se serviram.
Já estavam jantando quando Rony abordou os garotos.
- Quando vocês tiveram que guardar segredo nas férias que antecederam o nosso quinto ano eu tive que aceitar, não? Agora, aceita você também. – Harry foi bem direto em seu discurso e continuou a comer em silêncio.
Ao fim da refeição, todos permaneceram sentados, conversando animadamente.
- Você viu que vai ser difícil aceitarem o namoro de vocês, não é? – perguntou Rony ao ouvido de Gina.
- Eu nunca disse que ia ser fácil. Mas conto com pessoas que estão dispostas a me ajudar. – respondeu, ainda num sussurro irritado. – Não é porque você não gosta que eu vou deixar de amar o Draco.
- Você não o ama. Não é possível amar uma serpente albina daquelas! – ele disse, já alteando a voz para um tom normal.
- Só porque você quer, não é? Só porque você quer que eu não o amo. Tudo bem, encare como quiser! – ela continuava falando baixo.
- Entenda, Gina, papai vai ter um infarto quando souber. Acha mesmo que eles vão aceitar isso?
- Podem não aceitar agora, mas um dia vão ter que entender. – ela respondeu, indignada e disparou: – Minha felicidade é menos importante do que o ego de vocês?
- Gina, estamos falando de um romance entre você e Draco Malfoy! Vocês dois... Juntos. Como acha que vão reagir? – ele gritou, estupefato.
O aposento silenciou e todos os Weasley passaram a encarar Rony e Gina, agora de pé. A reação que Rony tanto falara durante seu discurso, eles estavam prestes a conhecer agora. |