Hermione não havia ficado surpresa com o convite de Lílian, para que comparecesse a sua sala, sozinha , para conversarem. Já havia pensado desde a noite anterior no que ela lhe diria ao saber que finalmente resolvera aceitar o pedido de namoro de Harry. Ao chegar à sala, bateu na porta o mais segura possível e, ao ouvir a permissão, entrou até bem calma, para uma situação tão desconfortável.
-Olá Hermione. Por favor, sente-se. –Lílian aponta para o sofá a esquerda da poltrona em que estava sentada.
-Imagino que tenha me chamado aqui para conversar sobre meu namoro com Harry. –Apesar de mover as mãos nervosamente, tinha a voz firme e olhava a mulher nos olhos.
-Sim. Creio que se lembre da conversa que tivemos antes, então sabe para qual pergunta quero uma resposta. –O tom de Lílian era uniforme, o olhar analítico e a postura, nada relaxada, davam a impressão de que ela poderia atacar a qualquer momento, apesar de estar sentada com as pernas cruzadas e ter os braços apoiados nos braços da poltrona.
-Eu demorei a aceitar o pedido de Harry porque estava insegura quanto aos meus sentimentos e minhas prioridades no momento, no entanto, agora eu estou certa do que quero e preciso. Eu estou apaixonada pelo seu filho e quero o melhor para ele, portanto não se preocupe, pois não estou sendo leviana ou egoísta em minhas decisões. –Apesar de estar ainda mais nervosa, Hermione consegue passar segurança em sua resposta.
-É bom ouvir isto, mas imagino que saiba que aceitar namorar alguém, ainda mais um rapaz tão carinhoso e “carente” quanto o meu filho, demanda tempo, ou seja, teria que abdicar de um bom tempo de estudos para estar com ele. –Hermione tinha a impressão de que estava sob um interrogatório, onde Lílian estava querendo vê-la cair em contradição ou abdicar de sua decisão.
-Sim, estou ciente disto e pretendo conversar com Harry. Acho que podemos estabelecer uma agenda compatível de horários. –Não estava muito certa disto, mas se esforçaria para compatibilizar as rotinas de ambos.
-Vocês não estão estabelecendo uma parceria em um trabalho ou organizando turnos, Hermione. Não há como programar um namoro. –Lílian teve que se segurar para não rir diante da ingenuidade da menina.
-Eu sei que não há como agendar tudo, mas sei que dá para racionalizar nossos tempos livres. E prometo à senhora, que não irei falhar em meu apoio ao clube de DCAT. –Houve um momento de silêncio e então Lílian cruzou os braços, parecendo relaxar um pouco.
-Certo, você parece disposta a se esforçar para que o namoro dê certo e isto é muito bom, mas ainda assim não o suficientemente seguro. O que eu quero dizer com isto é que se você fizer meu filho sofrer, eu garantirei que ele não sofra sozinho, entendeu? –Agora havia um tom bem claro de advertência na voz e também no olhar de Lílian, o que fez os pêlos de Hermione se arrepiarem.
-Sim, senhora. Eu prometo me esforçar ao máximo para deixar seu filho cada vez mais feliz, sem deixar que isto prejudique meu rendimento escolar. –Por mais que não pudesse garantir aquilo, queria com todas as forças honrar esta promessa, porque isto também a deixaria feliz.
-Eu espero que consiga. Agora vamos falar sobre o cronograma de atividades do clube? –Lílian pergunta mudando de assunto e ficando com uma postura bem mais relaxada e tranqüila. Hermione apenas concorda, feliz pela parte difícil ter terminado.
Quase duas horas depois, Hermione volta ao salão principal, ainda distraída com a conversa que tivera com a “sogra”, o que a faz pular ao sentir dois braços envolverem sua cintura e lábios tocarem seu pescoço.
-Desculpe, não queria assustá-la. –Harry fala enquanto ela se acalmava e se virava para encará-lo. –Te procurei e como não te vi em lugar algum imaginei que estivesse com minha mãe, acertei? –Havia uma expressão quase dura na face dele.
-Sim, sua mãe me pediu para ir conversar com ela, mas não se preocupe, está tudo bem. Passamos a maior parte do tempo falando sobre o clube. –Hermione se esforçara para demonstrar o máximo de tranqüilidade possível, não queria preocupá-lo.
-Então ela te tratou bem? –Harry parecia desconfiado, então Hermione apenas murmurou um “Unhum” e o beijou longa e carinhosamente.
-Queria falar com você, será que tem como você vir comigo? –Pergunta ainda bem perto dele, as pontas dos seus narizes ainda se tocando.
-Claro, pra onde você quiser. –Harry ainda parecia entorpecido, então Hermione aproveita para puxá-lo para fora do salão.
Hermione levara Harry para o jardim, apesar de o tempo ter esfriado um pouco, e propôs uma organização dos horários de ambos, para que tivessem tempo um para o outro. Quase duas horas passaram, onde ambos discutiram o remanejamento de atividades, porém os resultados não estavam sendo satisfatórios para nenhum dos dois.
-Já chega! Eu to cansado disso tudo. –Harry fala já sem paciência alguma, deitando-se na grama e fechando os olhos.
-Eu estou sendo muito chata, não estou? –Hermione se deita sobre ele e fala parecendo lamentar pela insistência, logo depois o beijando brevemente como um pedido de desculpas.
-Está. –Fala enquanto abria os olhos e retirava uma de suas mãos debaixo da cabeça e a levava ao rosto da namorada. –Você está tentando fazer algo que não é possível. Imagine que num determinado dia e horário tenhamos uma hora de namoro, estamos nos beijando e aí o alarme toca avisando que nosso tempo acabou. Você se afastaria de mim e iria se enfiar numa montanha de livros? –Hermione respira fundo enquanto mordia o lábio inferior.
-É uma questão complicada. É claro que se eu pudesse, não sairia de perto de você, mas nós sabemos que precisamos dedicar tempo para nossas outras atividades. –Harry bufou insatisfeito, mas sem parar de afagar-lhe os cabelos.
-Eu sei, por isso estou determinado a passar mais tempo na biblioteca com você e acho que você poderia ir assistir aos meus treinos do time, o que acha? –Não era uma troca justa, afinal ele aproveitaria para estudar e melhorar nas matérias, já ela não gostava de quadribol e no mínimo morreria de tédio.
-Não é justo, mas tudo bem. –Harry mal esperara ela terminar de falar, antes de girá-los, de modo que ficasse por cima dela.
-Então vamos parar de falar, que daqui a pouco temos reunião no clube e quero aproveitar esse tempinho livre. –Fala entre beijos, já bem mais animado do que antes, ao que Hermione apenas murmura um sim antes de corresponder aos carinhos do namorado.
*****
-Ainda Tomando lições, Draco? –Gina pergunta ao se aproximar silenciosamente do sonserino, que observava Harry e Hermione se beijando alguns metros a sua frente.
-Não sei do que está falando Weasley. –Draco desconversa e se levanta como se fosse sair, mas Gina se põe a sua frente, sorrindo desafiadoramente.
-Não precisa disfarçar, sei que anda tentando aprender com o Harry como se trata uma garota. Aliás, já percebeu o quanto Hermione está diferente? Se arrumou um pouco mais hoje, fora o brilho nos olhos e o sorriso bobo. –Gina fala em um tom que sabia que o provocaria.
-Pelo visto a Granger tem que tomar cuidado com as amizades , não? –Draco tenta inverter o jogo, mas Gina não se abala, fazendo uma expressão inocente enquanto se sentava na sombra da árvore que o loiro ocupava a pouco e, propositalmente, deixando que a saia subisse um pouco, revelando uma pequena parte de sua coxa.
-Infelizmente crescer com Harry acabou me deixando com a visão de que no fundo ele é mais um irmão mais velho, apesar de não ser ruivo. –A intenção era fazê-lo rir, mas o loiro continuava a olhando de um jeito estranho, porem duro. –De toda forma, o Harry continua sendo um bom exemplo de homem, afinal quem diria que a Hermione toda certinha iria estar aos amassos no jardim com alguém? Aliás, aposto como mesmo com esse friozinho ela deve sair de lá morrendo de calor.
-Se você quer tanto assim se aquecer, devia parar de ficar olhando e agir. –Havia um ligeiro traço de provocação na voz de Draco o qual fez Gina sorrir maliciosamente.
-Eu vou, assim que o treino da Corvinal terminar. –Draco pareceu ligeiramente surpreso, mas logo se recompôs.
-Não sabia que estava saindo com alguém da Corvinal. –Comenta parecendo desinteressado.
-Normal, já que você só vive cercado de capangas e capachos a quem não dá a mínima atenção. Aliás, eis algo em que você também devia se espelhar em Harry, ele é um líder nato, facilmente reúne amigos a sua volta, pessoas que fariam tudo por ele, mesmo que ele não quisesse. Ao contrário de você que consegue capangas por impor um respeito baseado em medo e relações de poder. –Gina se levanta após olhar no relógio, ignorando a expressão irritada e ao mesmo tempo curiosa de Draco. –Pense nisso, mas não sigo muito o Harry porque podem achar que está apaixonado. –Draco ameaçou segurá-la, mas ela era mais ágil e esquivou, correndo na direção de Padma, que se encaminhava para o campo de quadribol, onde o treino de sua casa devia estar no fim.
**************
O dia do primeiro jogo de Harry como apanhador do time da Grifinória amanheceu chuvoso, o que não contribuía muito para acalmar os ânimos de rapaz, que estava uma pilha de nervos.
-Vamos lá, maninho, você sabe que essa chuvinha boba vai atrapalhar mais a Cho que você! Tenho certeza de que você não vai nem deixar pessoal se divertir, de tão rápido que vai pegar o pomo. –Melissa estava confiante e tentava passar isso para o irmão, mas Harry ainda sentia seu coração estranhamente descompassado.
-Eu estou tentando acreditar nisso, mas não dá! Nem nos campeonatos de judô mais importantes que disputei, eu me senti dessa forma. –Harry apóia a cabeça nas mãos, os cotovelos estavam sobre a mesa que pertencia à casa dos leões no salão principal.
-Isso é porque seu pai jogava na mesma posição que você e isso está te fazendo sentir-se obrigado a ser tão bom ou melhor que ele, no entanto você não tem que se preocupar com isto. Se você não conseguir pegar o pomo estará tudo bem...
-Tudo bem uma ova! Os corvinais são os atuais campeões e não podemos desperdiçar uma chance sequer de tirar pontos deles! –Rony interrompe o discurso de apoio de Hermione, fazendo-a lançar um olhar fulminante na direção do ruivo. –Harry, você precisa pegar aquele pomo, e nós sabemos que você pode fazer isso, agora pare de frescura e vamos logo pro vestiário! –Rony fala em tom imperativo, batendo nas costas do amigo e fazendo-o se levantar e seguir com ele para o vestiário.
-Rony é, sem sobra de dúvida, a pessoa mais insensível que eu já conheci! Juro que se não estivéssemos em pleno salão comunal eu azarava ele. –Hermione fala irritada pelo modo como Rony pressionara Harry.
-Pois você teria que ser muito rápida para atingi-lo antes de mim! –Melissa tinha a face rubra como os cabelos e segurava a faca, usada para passar geléia na torrada, com força.
- Não exagerem, afinal o Rony ao invés de estar tremendo como geléia, está bancando o durão para dar apoio ao Harry. E eu acho que é mais importante um goleiro confiante e um bom apanhador nervoso, do que o contrário. –Melissa suspirou derrotada, era um argumento muito bom, principalmente porque o irmão funcionava bem sob pressão.
-Tudo bem, vamos acabar logo de comer, porque quanto mais cedo chegarmos, melhores lugares nós pegamos. –Melissa encerra o assunto e volta a tentar comer, pois o nervosismo pela estréia do irmão também a atingia.
Não só os grifinórios e corvinais estavam nas arquibancadas aquele dia, havia também muitos alunos de outras casas e os professores, além de Thiago, Sirius e Remo. A chuva havia diminuído e agora era refrescante, o que também havia animado a torcida. Os dois times entravam e se posicionavam sob vários aplausos e gritos de incentivo da torcida.
O jogo começou tenso, os dois times pareciam nervosos e erravam bastante, exceto Cho Chang, que se movia agilmente pelo céu escuro, não só procurando pelo pomo, como também fazendo fintas para desviar a atenção de Harry.
Depois de uma hora e meia, o placar estava equilibrado, 60 para os corvinais e 40 para os grifinórios. Harry já havia visto o pomo duas vezes, mas os batedores pareciam atentos a qualquer movimento seu e imediatamente lançavam balaços, dos quais desviava com grande agilidade, mas que acabavam lhe tirando o pomo de vista. Cansado de não chegar a lugar algum e sentindo que seus companheiros já começavam a ficar apreensivos, Harry resolveu deixar a prudência de lado e, ao avistar novamente o pomo, não se preocupou em fazer qualquer finta, apenas direcionou sua Firebolt o mais velozmente que poderia na direção da bolinha dourada.
-Batedores! –Harry ouviu Cho chamar a atenção dos companheiros de time, mas não deu atenção, não perderia aquela chance.
Foi com espanto e surpresa que a torcida viu os dois balaços atingirem com grande força e velocidade a cabeça do apanhador da Grifinória, que imediatamente caiu aparentemente sem sentidos, no entanto, segundos depois viram o jovem recobrar a consciência e se por em posição vertical, o que paralisou a todos por instantes, os quais foram cruciais para o que aconteceu a seguir.
Harry, que havia ficado de pé, tentando achar sua vassoura e o pomo, se chocou contra o chão com violência, sentindo os ossos quebrarem, mas logo voltarem a se recompor, no segundo seguinte o pomo passou rente a sua orelha, a Firebolt jazia no chão um metro e meio a frente, então, sem pensar, correu em direção a vassoura, montou e disparou na direção da bola dourada.
Os espectadores estavam em silêncio, chocados por ver alguém cair de pé de uma altura de mais de quarenta metros e, menos de um minuto depois, sair correndo como se nada houvesse acontecido, para pegar um pomo de ouro. Provavelmente por isso, todos permaneceram em silêncio quando Harry pegou o pomo e vibrou com a bolinha dourada se debatendo em sua mão.
-Você conseguiu! Eu sabia que pegaria! –Rony gritava extasiado enquanto voava até o amigo, logo depois todo o time fez o mesmo, o que despertou a torcida e os fez bradarem o nome de Harry. –Vamos ser campeões! Com você no nosso time, ninguém vai conseguir nos vencer. –Rony já alcançara Harry e vibrava segurando a mão do amigo.
-Isso aí, vamos acabar com eles! –Fora a única coisa que Harry conseguira dizer, antes que o resto do time chegasse para cumprimentá-lo.
A torre da Grifinória fez uma grande festa aquele dia, havia quatro anos que o time não conseguia ganhar os corvinais e Harry fora o grande herói do jogo. Contudo a festa durou pouco, logo no dia seguinte a notícia de que Harry Potter fora proibido de continuar jogando pela Grifinória se espalhou rapidamente pela escola, apesar disto não significar a retirada dos pontos obtidos pela vitória.
Hermione suspirou silenciosamente ao encontrá-lo na torre que dava uma boa visão do campo de quadribol. Harry passara a semana inteira quieto, aproveitando a distração dos amigos para fugir e ficar sozinho e, agora, estava olhando tristemente o primeiro treino de quadribol da Grifinória, sem ele como apanhador.
-A Melissa vai representar a família muito bem. –Hermione diz após abraçá-lo por trás e beijar-lhe levemente no pescoço.
-Eu sei, mas me deixo ser egoísta nesse momento e, ao invés de ficar feliz por ela, prefiro pensar que nunca mais vou ouvir a torcida gritando meu nome, receber os cumprimentos de todos após o jogo, sentir a adrenalina ao estar a centímetros do pomo e finalmente pegá-lo. –Harry suspira enquanto apóia a cabeça no batente da janela. –Até agora sempre pensei nesse poder como algo legal, nunca mais ficar doente, se machucar, nunca realmente parei para pensar no que poderia trazer de ruim, como os olhares atravessados em minha direção, alguns com medo outros curiosos.
-Tudo tem o lado bom e o ruim, mesmo quando algo parece ter um dos dois como essa “imortalidade” ou como você ficar fora do time. Pense que se você ainda fosse o apanhador do time, estaria treinando agora, ao invés de estar aqui, sozinho comigo. –Hermione fala suavemente, abraçando-o mais forte e ao final beijando-o no pescoço e atrás da orelha.
-Desculpe, mas acho que não vou conseguir ser boa companhia hoje. Estou me sentindo triste e carente, então se você quiser ir estudar, eu vou entender. –Hermione morde o lábio ao ouvir aquele tom desanimado, mesmo com a possibilidade dos dois ficarem juntos por um bom tempo, o que mostrava que ele estava bem pior do que ela imaginava.
-Imagine se eu vou conseguir deixar você sozinho, ainda mais fazendo essa carinha tão bonitinha! –Hermione tenta descontrair e aproveita para virá-lo de frente para ela. –Eu vou ficar aqui e te encher de mimos e beijinhos, o que acha? –Fala já o abraçando e levando uma das mãos até os rebeldes cabelos negros, iniciando um suave cafuné.
-Vou ficar mal acostumado. –Comenta em um tom muito semelhante a um ronronado.
-Pode ficar, afinal agora você tem bem mais tempo pra nós. –Sussurra roçando s lábios no ouvido do namorado, sentindo os pêlos da nuca dele arrepiarem e ouvindo-o gemer ao mordiscar-lhe o lóbulo.
-Você está jogando sujo. –A essa altura sua mente estava em uma difícil batalha entre ficar deprimido por não poder ser um grande apanhador como o pai ou ficar imensamente grato pelas horas de folga que ganhara.
-Quer que eu pare? –Pergunta se segurando para não rir da expressão que ele fizera.
-Não! Pode ser covarde o quanto quiser, juro que vou sofrer calado. –Responde entre beijos, a voz ainda em tom manhoso, o que fez a morena rir.
-E então, senhor condenado, já pensou em algo para amanhã? Eu tenho que ir pegar um livro que encomendei, mas depois estou a sua disposição. –Hermione pergunta ao se lembrar que no dia seguinte seria dia de passeio.
-Pensei em comprarmos alguma comida e bebida e fazer um piquenique, já que meu pai e Sirius não vão poder vir e é lua cheia. –Apesar de aquela idéia ser ótima, sabia que andava passando muito tempo sozinha com Harry e preferia que ele não começasse a interpretar isso mal.
-E esse piquenique seria extensivo a Mel, Gina e Rony? –Pergunta tentando ser sutil.
-Não... algum problema em ficar sozinha comigo? –A resposta fora automática, mas ao perceber o jeito da namorada, Harry se afasta o suficiente para observá-la e pergunta de modo um tanto defensivo, apesar de não ser esta sua intenção.
-É bom estarmos um pouco sozinhos às vezes, mas eu gostaria de passar mais tempo com os outros... –Começa incerta e, ao ver que Harry a olhava incrédulo, resolve ser direta. –Ok, talvez eu ache que andamos passando tempo demais sozinhos. –Ela não precisava se ver para saber que deveria estar muito vermelha no momento.
-Você quase me ofende ao pensar que eu estaria pensando em me aproveitar do momento...
-Não foi isso que eu quis dizer. Não estou dizendo que você está planejando nada, eu só não quero dar margens a... a...
-Ok, não precisa continuar. Sei que pode ser um pouco estranho e imagino que um ou outro possa estar comentando, mas eu não me sinto muito à-vontade na frente dos outros, assim como você. Além disso, sei que como semana que vem é a última antes dos testes, você vai querer passar mais tempo estudando, até eu vou querer, por isso pensei que poderíamos aproveitar um pouco, só isso. –O olhar firme e o tom de voz seguro, a fizeram sentir-se mais leve e tranqüila.
-Então, o piquenique está confirmado? –Harry parecia apreensivo, querendo muito ouvir um sim.
-Ok... –Antes que pudesse terminar de falar, Harry já a beijava visivelmente mais animado, o que de certa forma a deixou satisfeita, já que ele parecia que havia esquecido o treino de quadribol.
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Cenas do próximo Capítulo
Harry viu o feitiço atingir Hermione, que pareceu cair inconsciente no chão, onde se formava uma poça avermelhada, mistura da chuva e do sangue que deveria estar jorrando de algum ferimento profundo.
...
Viu os gélidos raios verdes atingirem Harry em vários pontos do corpo, apesar de saber que apenas uma daquelas maldições mortais já seria o suficiente para matá-lo. Queria gritar, chorar, mas principalmente queria matar aqueles malditos comensais, mas ver o irmão caído sem vida lhe deixara paralisada, seus pensamentos indo do desespero a fúria e então voltando, a dor era muito maior do que aquela que experimentara ao receber a maldição cruciatos.
N/A: Oi! Sei que demorei muito desde que anunciei que está seria a próxima a ser atualizada, mas é que a faculdade está apertando, muitos trabalhos e a monografia para começar, então os capítulos tendem há sair um pouco devagar.
freya : Nenhum leitor me incomoda, podem fazer as perguntas que quiserem sem problemas. O acordo valia, até porque a testemunha é esse Harry que existe, e ele cobria sim a Mel, até porque ela também não era lá uma ameaça. Contudo, o Voldemort ao realizar um ritual dos exilados acabou quebrando o selo do Harry e, como o Harry agora é bruxo e poderoso, Voldemort está livre para fazer mal a qualquer Potter. Quanto ao Draco, sim, ele está se interessando pela Gina, mas os detalhes disto viram no próximo capítulo. Eu já disse quem é o padrinho da Mel? Sabe que esses detalhes eu acabo esquecendo são muitas fics, mas o plano original era para que fosse o Lupin sim. A história do Rabicho será explicada no próximo capítulo. Essa fic não tem continuação não. Por fim, parabéns pela sua excelente observação, realmente o “nível” de resistência do Harry vai aumentando conforme os danos que ele vai sofrendo.
Mione Granger (LL) : A Mione não só cedeu, como está se esforçando para ser uma boa namorada, principalmente após os “avisos” da sogrinha rsrsrsrs.
Danny Evans: Obrigada por me desejar melhoras, mas esse problema sempre vem e vai, é algo com que estou aprendendo a conviver. O Snape gosta da idéia de ferir o Harry, mas eu acho que é porque ele pode imaginar que está ferindo o Thiago, quanto aos poderes do Harry, nesse capítulo as pessoas começaram a ficar desconfiadas, mas no próximo é que todo mundo vai saber mesmo. Quanto ao Draco, ele não é tão odioso assim, apesar do que ele está prestes a aprontar. Já a Lílian não anda muito feliz, mas acho que a partir do próximo capítulo ela terá muito mais com o que se preocupar.
lucas esteves.: Se houver algo no estilo amizade colorida teria que ser mais para D/G, quanto ao romance, dá pra ver que ele está indo muito bem, pelo menos enquanto está tudo em paz. Já os poderes do Harry vão ter mais destaque no capítulo que vem, apesar de o capítulo não ser exatamente muito feliz.
Biank Potter: Rsrsrsrsrs acho que a Mel não iria gostar muito se Harry começasse a surrar os garotos na escola, mas agora que ele caiu de uma altura absurda e nem se arranhou, acho que os rapazes não vão querer chegar muito perto da Mel não rsrsrs.
Paulinha Potter: Como já expliquei acima não dá para agilizar as atualizações, mas a próxima a ser atualizada será RH.
A.K Pri: Vai literalmente chover maldições na Mione, mas isso não é algo muito bom né, pelo menos eles tiveram bons momentos nesse capítulo para compensar.
Amanda Cherry : Bom saber que gostou deles terem se acertado, mas sinto dizer que as coisas não vão ser muito boas daqui pra frente não.
jack joy: Não é que o Draco vá fazer algo contra o namoro, ele só quer ferrar a Mione e o Harry, agora se isso irá acabar como namoro é outra história.
Nick Granger Potter: Ih, será que a imunidade do Harry tem limite? Essa é uma boa pergunta pro próximo capítulo.
Josy: A Mel não tem tanto assim o que reclamar não, o Harry é ciumento, mas é um irmão presente, carinhoso e tudo mais, então de certa forma equilibra. Mas no próximo capítulo veremos mais da relação dos irmãos.
Diana Gryffindor: O problema do Draco não é muito o Harry e sim as duas ruivinhas que estão de olho nele. Quanto a confusão da Hermione, temos que dar um crédito, afinal o Harry estava investindo pesado e ela não tava conseguindo raciocinar né rsrsrs
Próxima atualização: Reescrevendo a História e Heroes
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